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Rui Santos considera que está instalada uma guerra entre a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de Clubes pelo controlo do sector da arbitragem.

 

O comentador da SIC diz ainda que é preciso "cuidado com a ideia de colocar ex-árbitros como video-árbitros".

 

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publicado às 03:32

 

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Pelos vistos, Bruno de Carvalho não ficou satisfeito com a arbitragem do francês Clément Turpin, no jogo de ontem frente à Juventus. Em mais uma missiva de Facebook, o presidente do Sporting dirige críticas è UEFA e a Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol:

 

"É verdade que não temos 0 pontos, e que por isso estamos ainda realmente na luta, mas a verdade também é que temos muitos menos pontos do que na realidade deveríamos ter. Se no jogo contra o Barcelona ficou claro que a 'Bola de Ouro' iria para um romeno, neste ficou claro que a melhor 'máscara de Halloween' foi para um francês. Saí revoltado do jogo. É demasiado trabalho diário para jogar sempre contra duas equipas ao mesmo tempo.

 

Fernando Gomes, presidente da FPF, continua impávido e sereno a ver as equipas portugueses a serem prejudicadas e nada diz. Orgulhoso do trabalho feito, revoltado com os sucessivos "encontrões" que levamos, e relembro alguns: Schalke 04, CSKA, Real Madrid, Barcelona e Juventus...".

 

Bem... no jogo de ontem poderá ter razão relativamente a algumas faltas assinaladas contra o Sporting, mas também houve dois ou três casos em que faltas leoninas passaram em branco. A exemplo, passo a lembrar uma falta de Coates sobre Manddzukic, salvo erro, muito perto da grande área do Sporting.

 

Não me parece que tenham existido decisões adversas com influência directa no resultado, nesta partida com a Juventus.

 

Aproveito o ensejo para salientar uma tomada decisão de Clément Turpin que achei bastante estranha. Recorde-se que mesmo ao cair do pano, foi assinalada uma falta a meio-campo contra a Juventus. Até aqui tudo bem... Turpin permitiu a marcação do livre por Bruno de Fernandes e, depois, com a bola ainda no ar na direcção da área italiana, terminou o jogo. Mesmo estranho !

 

De qualquer modo, mesmo sendo desagradável, da mesma maneira como os "grandes" são mais beneficiados do que prejudicados em Portugal, é o que acontece na Europa com os denominados "galácticos". Não será a gritar na praça - um muito mau hábito seu - que a questão será resolvida, hoje e sempre.

 

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publicado às 16:29

 

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O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, atribuiu esta quinta-feira "muita da culpa" do que se passa no futebol português à comunicação social e aos três grandes, Benfica, FC Porto e Sporting, em declarações à margem da apresentação do projecto de melhoria das acessibilidades e funcionalidades do Estádio Municipal de Braga: 

 

"Isto não nos leva a lado nenhum, não beneficia a imagem do futebol português. É um alerta e um pedido de regular algumas situações. Muita da culpa do que se passa é da comunicação social e naturalmente dos três grandes, pois dificilmente se conseguem entender. Todos devem meter a mão à consciência.

 

Que haja regulamentação para as palavras, para os debates e que, dia após dia, não se adense mais esta crispação entre clubes e adeptos. E que se faça como se fez em Espanha e Inglaterra onde há regulamentação para penalizar os clubes, os dirigentes e os adeptos que entrem nessa onda de crispação.

 

Só com o Estado e os agentes do futebol do mesmo lado é possível haver regulamentação para pôr termo a esta onda de violência".

 

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publicado às 03:23

Fontelas Gomes ataca Liga

Rui Gomes, em 24.10.17

 

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O presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) diz-se em "reflexão" sobre as "condições dos árbitros" para continuarem a dirigir jogos.

 

Em declarações à Lusa, José Fontelas Gomes afirma compreender "a posição dos árbitros face ao clima de suspeição existente no futebol profissional e que deve preocupar todos os intervenientes e adeptos". isto após a Associação Portuguesa de Árbitros Profissionais (APAF) ter anunciado que os juízes não iriam estar nos jogos da Taça da Liga em Novembro e Dezembro.

 

"O Conselho de Arbitragem está em reflexão sobre a real existência de condições para os árbitros fazerem o seu trabalho nas competições profissionais, com segurança, respeito e a necessária tranquilidade", aponta José Gomes, que reconhece estar "a equacionar quais as medidas" que podem ser tomadas, "a breve prazo, para proteger os árbitros, a arbitragem e o futebol profissional".

 

O dirigente daquele orgão federativo não compreende, ainda, "as tomadas de posição e os silêncios estratégicos da Liga, que parece unicamente interessada em criar um clima bélico, empenhada em aumentar a suspeição sobre o sector da arbitragem".

 

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publicado às 13:19

 

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Marco Ferreira, antigo árbitro, criticou as ausências de Jorge Sousa, considerado melhor árbitro da última época, e Rui Licínio, melhor assistente, no sorteio dos campeonatos profissionais que decorreu esta sexta-feira, em Matosinhos.

 

Através de uma publicação nas redes sociais, o madeirense considera que os valores financeiros "falam mais alto" para os árbitros da actualidade do que os valores morais, e pede aos juízes para tirarem o "manto de protecção" e falarem "de tudo o que sabem":

 
«Sinceramente, as desculpas evocadas são descabidas visto que são precisamente alguns desses árbitros que ao ouvirem os seus nomes na praça pública mantiveram um silêncio muito comprometedor.

 

Tirem esse manto de protecção e falem de tudo o que sabem e não se unem somente quando metem a mão nos vossos bolsos. Perda de regalias??!! Estava mais preocupado se tivesse perdido dignidade e abdicado de valores morais, mas, infelizmente, os valores financeiros falam mais alto na vossa cabeça... vale tudo, podem dizer tudo, podem levantar suspeitas, podem colocar em causa a vossa seriedade mas se "tocarem" no nosso dinheiro viramos "virgens ofendidas"...

 

Tenham vergonha e respeitem essa nobre actividade que muitos deram a "vida" para conservar e vocês só olham para o vosso umbigo... Cuidado que o cordão umbilical de alguns será cortado brevemente».

 

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publicado às 04:42

 

A proposta do Benfica para que as criticas à arbitragem sejam penalizadas, com a perda de pontos, "terá pernas para andar", na opinião do especialista em Direito Desportivo João Diogo Manteigas:

 

«Terá pernas para andar certamente. Depende, claro, da vontade dos clubes e, depois, da ratificação da Federação. Eu entendo que o efeito é dissuasivo e é um bom efeito, tenta-se de alguma forma evitar o que tem acontecido nos últimos anos relativamente às relações mais complicadas entre os três grandes.

 

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Mas há uma coisa que me preocupa, todos os anos, aplicada ao futebol: tem a ver com a proporcionalidade. A medida tem de ser bem-criada e justa. À primeira vista, não sabendo neste momento o que será escrito, articulado ou feito, tenho algumas dúvidas de proporcionalidade, nada mais.

 

Se uma só pessoa cometer a falta, e esta estar sujeita a ser sancionada nos termos dos regulamentos disciplinares, não faz muito sentido a pessoa colectiva – clube ou SAD – ser punida. É desproporcional. Aumente-se os tempos mínimos de suspensão, aumente-se as multas, algo que não percebo até hoje porque nunca foi feito. Nós vemos Inglaterra, e é cada vez mais utilizado».

 

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É inevitável surgir um cínico a alegar que como o Benfica tem uma maior "mão" sobre os corredores do poder hoje em dia, é conveniente que haja um veículo para silenciar vozes discordantes e punição para quem ousar desobedecer.

 

A proposta será levada à Assembleia Geral da Liga, ainda este mês, visando a alteração dos regulamentos.

 

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publicado às 13:18

"Um erro admissível" !

Rui Gomes, em 28.01.17

 

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Esta sexta-feira, o Conselho de Arbitragem (CA) esteve reunido com a imprensa e analisou 12 casos referentes às últimas jornadas do campeonato. O CA transmitiu depois as análises a árbitros, observadores e, pela primeira vez, aos clubes, em nome da transparência.

 

Entre boas e más decisões, destaque para o reconhecimento de que o golo anulado a Alan Ruiz foi mal anulado, que poderia ter assegurado a vitória ao Sporting no jogo da última jornada diante do Marítimo.

 

"A última jornada foi a menos conseguida pelos assistentes. Importante é não terem impacto no vencedor e, como há uma média de um jogo por jornada decidido por mais do que um golo, assim os erros têm mais impacto. Na Madeira, a rapidez do lance justifica um erro admissível", disse Bertino Miranda, vogal do CA, que esteve a prestar declarações juntamente com José Fontelas Gomes, presidente do CA, João Ferreira, vice-presidente.

 

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publicado às 12:43

 

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Penso que não é assim tão líquido como o gráfico apresenta, no entanto, vou deixar a análise ao leitor. Alerto, desde já, que quem aparecer aqui somente com "bocas" gratuitas, indiferente de clube de simpatia, será editado.

 

Sobre esta temática, e mais, Octávio Machado teve isto para dizer à Sporting TV:

 

«Se não fossem estes erros a realidade seria outra. Aquilo que foi determinante é que o Sporting já tinha recuperado de sete para dois pontos e esse jogo com o Benfica representava a mudança. Em vez de o Sporting sair com um ponto de avanço saiu com cinco pontos de atraso. Isto gerou insatisfação. O jogo da Luz foi determinante.

 

A derrota por 2-1, num jogo que ficou marcado por duas grandes penalidades não assinaladas contra os 'encarnados', teve uma importância psicológica enorme em tudo o que veio a acontecer posteriormente: O estado de alma era completamente diferente, a perturbação, se calhar, estava noutras paragens.

 

O Sporting não é o segundo clube da Europa com a maior dívida, o presidente do Sporting não anda pelo mundo a tentar vender activos. Seriamos uma equipa mais confiante, mais tranquila.

 

As imagens e a justificação da Comissão Técnica do CA deixaram-nos extremamente revoltados. João Ferreira prestou um mau serviço ao futebol. Foi o desmentir o que todos viram. Todos estes erros com o vídeo-árbitro teriam sido rectificados».

 

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publicado às 16:53

Onde estavas tu Octávio ?

Rui Gomes, em 13.01.17

 

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Não é minha intenção voltar a comentar este assunto num futuro próximo, mas é precisamente esta postura que eu não aprecio e que me leva a criticar veemente. Como já referi num outro post desta quinta-feira, nem Bruno de Carvalho nem qualquer dirigente ligado ao futebol entendeu ser importante participar na reunião entre o Conselho de Arbitragem e os clubes. Para o efeito, a missão foi delegada ao vogal da Direcção responsável pela expansão e núcleos, por dificil que seja de acreditar.

 

Pós-facto, surgiu Octávio Machado, dirigente da SAD, com um discurso muito crítico aos microfones da TSF, por não ter gostado das conclusões apresentadas sobre a arbitragem do «derby». Ocorrência que me leva a questionar onde se encontrava ele na quarta-feira, que o impediu de assumir parte activa no fórum onde essas questões foram debatidas.

 

Vale o que vale, mas eis o que ele teve para dizer:

 

«O Conselho de Arbitragem assemelha-se aos condutores que circulam em contra-mão na autoestrada julgando que todos os outros é que estão enganados. As pessoas que viram estes lances estão espantadas com a análise da Comissão Técnica liderada por João Ferreira e ilustra bem o estado a que chegaram os observadores dos árbitros.

 

Temos uma grande expectativa sobre o que a UEFA dirá e se, como esperamos, for dada razão ao Sporting, iremos tirar todas as consequências desta avaliação do Conselho de Arbitragem».

 

Depreende-se, portanto, que o Sporting apresentou queixa à UEFA ?... Desconhecia isso, mas duvido muito que o organismo que superintende o futebol europeu vá intervir ou emitir pareceres sobre provas domésticas.

 

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publicado às 05:27

 

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De visita ao Núcleo Sportinguista das Caldas da Rainha, Bruno de Carvalho abordou a questão da arbitragem, como não podia deixar de ser, mas, fundamentalmente, com o tipo de discurso que já ouvimos dele em várias ocasiões, ou seja, mais do inconsequente mesmo. A única diferença que se verifica, recai sobre a sua nova cínica estratégia de se posicionar como vítima. Esta sua afirmação acentua essa estratégia: "Espero que os árbitros se lembrem que também serei alvo de violência se não formos campeões. O problema da segurança é genérico, todos sofremos".

 

Nem sequer exijo uma explicação sobre a violência que ele espera sobre a sua pessoa, mas gostaria de saber o que é que pretende fazer para dar seguimento à sua ameaça: "Não vamos aturar mais isto". Mais palavras vazias para o ar, porque ele não tem acesso ao real poder que possa alterar o estado das coisas, e gritar na praça ou nas linhas laterais não produzirá o efeito necessário e desejado.

 

Eis o que ele teve para dizer:

 

«O Sporting não pode continuar a olhar e a ver-se prejudicado. Não compreendo o facto de estarmos a oito pontos da liderança, com o investimento que realizámos. Falhámos muitos golos, as exibições não têm sido fantásticas, mas a arbitragem teve peso. Esta foi a última vez que o clube fez intervenções ponderadas, porque não vamos aturar mais isto.

 

Foi decidida a despenalização da marcação errada de penáltis nas classificações dos jogos, estratégia que revela falta de preparação dos árbitros. Despenalizar o erro de um lance decisivo como uma grande penalidade é como despenalizar um crime dos mais graves na sociedade.

 

Foram feitas propostas internas, tanto à FIFA como à UEFA, muitas delas aproveitadas pelas instituições nacionais e internacionais. O vídeo-árbitro é fundamental. Depois de cinco anos de testes na Holanda a verificar os pormenores, é finfamental aproveitar o estudo e implementá-lo definitivamente.

 

O Sporting condena qualquer ato de violência, mas que não acredito que o discurso mais acertado seja dizer que está tudo bem. Espero que os árbitros se lembrem que também serei alvo de violência se não formos campeões. O problema da segurança é genérico, todos sofremos. Fazem um caso maior quando se referem à arbitragem.

 

Houve muita coisa na arbitragem que não foi devidamente preparada. A preocupação com as quotas internacionais levou a que se tenha apostado em árbitros sem experiência, que, ainda para mais, continuam absolutamente condicionados, tanto pelos critérios de quem os observa como pelas suas classificações».

 

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publicado às 12:55

 

 

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publicado às 16:10

 

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Não sei se é apenas impressão minha, mas parece-me que ano após ano fala-se mais na arbitragem em Portugal, do que no próprio futebol que é praticado dentro das quatro linhas. Um estado lamentável, quase intolerável, e, muito mais preocupante, não há indicações algumas no horizonte que vai melhorar, pelo contrário.

 

Temos antecedentes históricos, é verdade, e será sempre difícil rasurar essas ocorrências das memórias de todos os intervenientes, desde do adepto, a passar pelos jogadores e treinadores, até chegar aos dirigentes, estes, ao fim e ao cabo, os reais culpados, directa e indirectamente, de tudo isto.

 

Os elementos da arbitragem cometem erros, indiscutívelmente. A contenda que é debatida hoje e sempre, centra-se na diferença entre o erro humano e o erro deliberado, até malicioso, que visa beneficiar, e por efeito colateral, prejudicar terceiros e adulterar a verdade desportiva, se é que esta ainda existe na alta competição. Também, em abono da verdade, não há falta de intervenientes que não hesitam em apontar o dedo acusatório à arbitragem para desculpar as suas próprias insuficiências. Lamentavelmente, temos um bom número destes no futebol português.

 

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Com não podia deixar de ser, mais uma mancha no futebol português, com Artur Soares Dias a apresentar queixa à polícia, depois de ter sido alvo de ameaças por parte de dois indivíduos com adereços dos Super Dragões. O episódio ocorreu esta quinta-feira, no local onde o árbitro da AF Porto treinava, na Maia.

 

Depois do sucedido, houve uma reunião de emergência entre José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, Artur Soares Dias, Jorge Sousa, Luís Ferreira, Vasco Santos, Carlos Xistra, Bertino Miranda, vogal do Conselho de Arbitragem, e Paulo Costa, vice-presidente. Ao mesmo tempo, o local foi alvo de reforço policial.

 

Com Artur Soares Dias nomeado para dirigir, este sábado, o Paços de Ferreira-FC Porto, 16ª jornada da I Liga, veremos que decisões serão tomadas pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

 

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publicado às 04:04

A hipocrisia de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 05.01.17

 

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«Durante o jogo, poderíamos ter feito o segundo golo em várias ocasiões. O Sporting está a ser prejudicado com muita facilidade. A favor do Sporting, dificilmente se marca. Contra, é muito fácil marcar. É uma falta de respeito para com o Sporting, que é um grande clube, assim como para com os seus adeptos e profissionais. Em tantos anos de futebol, nunca vivi uma coisa destas. Fizemos o que tínhamos de fazer mas mais uma vez passaram-se coisas que não conseguimos controlar».

 

Não posso deixar passar em branco esta afirmação de Jorge Jesus, demonstrativo da sua hipocrisia e memória curta. A realidade - e não deve haver nenhum sportinguista que se tenha esquecido - é que quando estava do outro lado da "vedação" beneficiou de decisões muitíssimo mais escandalosas. Incrível como a história se repete, vezes sem conta: o que ontem era verdade, hoje é mentira. E assim continuamos a viver a fantasia.

 

Mudando de assunto, consta da ficha de jogo publicada no site da Liga de Clubes, que Jorge Jesus viu o cartão vermelho, correspondente a expulsão, após o final do jogo, quando se gera confusão em torno da equipa de arbitragem da partida. Os jogadores do Sporting foram pedir justificações ao árbitro Rui Oliveira e Jorge Jesus também se dirige para o local, afastando os jogadores, mas dirigindo também palavras ao juiz da AF Porto.

 

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publicado às 05:19

 

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O Conselho de Arbitragem da FPF quer lutar contra o anti-jogo e pede ajuda aos clubes para tentar acabar com a prática de perder tempo durante um jogo de futebol. O órgão federativo endereçou uma carta assinada por Fontela Gomes aos clubes do primeiro e segundo escalão do futebol português em que requisita uma sensibilização para o problema que “viola o espírito do jogo e respeito pelo espectador”.

 

Na carta enviada, o Presidente do Conselho de Arbitragem levanta questões sobre o aumento de casos em que se verificou uso de anti-jogo no campeonato português e afirma que os árbitros vão agir em resposta a essas práticas:

 

«Esta temporada temos detectado com preocupação o aumento do número de paragens e a crescente duração das mesmas. Vem deste modo o CA/FPF alertar para este problema, comunicar as instruções dadas aos árbitros, mas mais do que isso, solicitar que todos os actores se empenhem em transformar positivamente o espectáculo».

 

O plano de resposta do Conselho de Arbitragem passa por instruir os árbitros que se deparem com situações deste género em acrescentar mais tempo aos minutos de compensação ao jogos. As novas directivas impostas aos árbitros aparentam já estar em uso e estiveram presentes na última jornada do campeonato.

 

Na realidade, este é um problema global do futebol, mais evidente em alguns campeonatos como o português, e lamentamos a FIFA, que tem esse poder, não agir com mão mais pesada. No enquadramento nacional, entretanto, compete aos árbitros conceder o tempo adequado às circunstâncias de cada jogo. Em muito jogos quase que podemos pré-acertar o relógio para um minuto extra na primeira parte e três na segunda. Isto, obviamente, não corresponde à realidade do que assistimos dentro das quatro linhas e exige rectificação. 

 

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publicado às 17:42

 

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Jorge Jesus foi muito crítico da arbitragem da equipa liderada por Rui Costa no jogo deste sábado contra o V. Setúbal, nomeadamente sobre os golos (mal) anulados a Bas Dost e Sebástian Coates:

«Para mim, o Sporting ganhou 4-0, mas o que vale foi 2-0. Com dois golos limpinhos e realçar a grande primeira parte do Sporting. Depois [houve] os golos e o terceiro que nos anularam. Queiramos ou não, os jogadores ficam afectados psicologicamente porque eles têm olhos na cara e sabem perfeitamente que o golo foi legal. Isto desmotiva um pouco os jogadores do Sporting, porque para ganharmos temos de fazer cinco ou seis golos, não sei...

Toda a gente viu. Não vou pôr à frente os golos mal anulados, mas a qualidade do Sporting. Isso é que é factual - os golos também foram factuais.Uma grande primeira parte do Sporting, com dois golos com muita qualidade. Praticamente a equipa do V. Setúbal durante os 94 minutos não nos arranjou problemas defensivos. Controlámos sempre bem a equipa do V. Setúbal».

 

Não reitero os argumentos que escrevi na crónica do jogo, mas Jorge Jesus tem razão em se queixar das decisões que levaram à anulação dos golos de Bas Dost e Coates.

 

Além disso, como aliás também já escrevi, uma excelente primeira parte do Sporting, talvez o melhor futebol que praticou esta época. Controlou, penetrou, criou oportunidades e finalizou. Se conseguir manter este nível de jogo ao longo dos restantes meses da temporada, terá uma muito preponderante palavra a dizer no que a títulos diz respeito.

 

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publicado às 05:33

Quem é o autor desta "boca" ?

Rui Gomes, em 24.11.16

 

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 "Só os burros falam de arbitragem..."

 

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publicado às 05:01

 

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Não surpreende que tenha surgido alguma reacção ao comunicado desta segunda-feira do Sporting sobre alegadas ameaças a árbitros. José Veiga Trigo, antigo árbitro de Beja, acusa o Sporting de querer usar a arbitragem como bode expiatório dos resultados negativos:

 

«Vejo nesta denúncia uma tentativa do Sporting em encontrar um bode expiatório dos resultados negativos. Recorde-se que os patrões dos árbitros profissionais são a Liga, a FPF, e, como tal, os clubes. Quem perde é que tem de se justificar e o Sporting está a utilizar a arbitragem para o fazer.

 

Nunca assisti a um episódio como o descrito pelo Sporting. Exige-se transparência ao Conselho de Arbitragem e os árbitros que falhem devem ter castigos, para que tenham outro comportamento».

 

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, apanhada de surpresa com a revelação do Sporting, enviou um e-mail a todos os árbitros para apurar o que se passa. O facto de muitos juízes terem estado a trabalhar e/ou a treinar em horário vespertino não permitiu até agora que fosse congregada toda a informação, o que deve suceder até ao fim do dia de terça-feira.

 

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publicado às 05:22

 

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Jorge Jesus foi expulso durante o jogo inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões, diante do Real Madrid, por protestar uma decisão do juiz da partida num lance entre William Carvalho e Modric. Por consequência desta expulsão, o treinador do Sporting terá de cumprir um jogo de castigo, impedindo-o de ir para o banco na próxima terça-feira, pela visita do Légia Varsóvia a Alvalade.

 

Depois o embate desta sexta-feira com o Estoril, Jorge Jesus afirmou que irá propor a revisão das regras para o comportamento dos treinadores no banco durante os jogos aquando da próxima reunião do Grupo de Treinadores de Elite da UEFA, em Nyon (Suíça), por entender ser "injusto" ser expulso "por gesticular":


«Claro que me vai custar ficar fora do banco terça-feira. Sentes-te inapto, que não tens força alguma para contribuir para o jogo. Até me enervo mais fora do banco do que no banco… Mas as novas leis dizem que o treinador não pode gesticular. Hoje tentei conter-me. Mas vou continuar como elemento do jogo. Espero que na próxima reunião dos Treinadores de Elite da UEFA, em Nyon, se fale disto. Vou falar disto, porque não acho justo».

 

Seria sensato Jorge Jesus reflectir sobre este seu propósito, porque não faz sentido algum pedir à UEFA para legalizar protestos de treinadores sobre decisões de arbitragem. Aquilo que o técnico do Sporting classfica de gesticular, não é apenas isso, como bem sabemos, porque invariavelmente esses gestos são acompanhados por palavras depreciativas bem escolhidas para a ocasião.

 

Será muito mais producente o treinador centrar as suas energias em melhorar a qualidade de jogo do Sporting, de modo a evitar desperdiçar vitórias ao cair do pano, e ele próprio a manter-se no banco os 90 minutos.

 

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publicado às 13:23

Collina confessa erro de arbitragem

Rui Gomes, em 25.06.16

 

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Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da UEFA admitiu, esta sexta-feira, que a Croácia foi beneficiada pelos juízes durante o jogo com a Espanha, viabilizando a sua vitória, por 2-1, e permitindo-lhe assegurar o primeiro lugar no Grupo. Collina até foi mais longe, considerando que a equipa comandada por Ante Cacic foi a única a ser beneficiada pelas equipas de arbitragem durante o Euro 2016, até agora.

 

O que está em causa é a grande penalidade defendida por Subasic, cobrada por Sergio Ramos, já na segunda parte do encontro, quando o marcador ainda se encontrava igualado a uma bola. Para o antigo árbitro, o guardião croata defendeu o castigo máximo fora da linha de golo, bem adiantado na pequena-área.

 

«O guarda-redes moveu-se para a frente. A equipa de arbitragem não se apercebeu. Foi um erro. Infelizmente aconteceu, mas foi um erro num jogo que foi bem dirigido. Os árbitros devem prestar atenção aos penáltis e confirmar se são bem marcados. Naquele caso, devia ter sido repetido. Sempre que o guarda-redes comete uma infracção, deve ser advertido».

 

Não sei bem a que propósito Collina veio a público referir este controverso lance, muito debatido, aliás, no dia do jogo, entre adeptos. O certo é que, em princípio, em nada vai afectar a arbitragem do embate entre Portugal e a Croácia, que foi entregue ao juiz espanhol Vellasco Carballo.

 

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publicado às 04:31

 

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Em entrevista publicada na edição desta quinta-feira do jornal Sporting, Bruno de Carvalho resume o estado de "guerra" relativamente ao Benfica, desta vez focando as nomeações de árbitros da última jornada do campeonato, designadamente a escolha de Hugo Miguel, que começou a ser apontado ao Benfica-Nacional e acabou nomeado para o SC Braga-Sporting. Eis o que o presidente teve para dizer:

 

«Não fui eu que falei no Hugo Miguel nem fiz saírem notas de árbitros durante a época. E a verdade é que as coisas foram batendo certo. Já percebemos que os rumores da arbitragem batem certo e o estado de excitação que vi para que o árbitro Hugo Miguel não apitasse no Benfica-Nacional faz-me perceber que seria essa a opção que estava a ser equacionada.

 

Quando se chega a um ponto de termos o Rui Gomes da Silva a dizer 'presumo que o Hugo Miguel tenha um prémio se o Sporting for campeão', acho que se levei uma série de processos, isto devia dar lugar a um sumaríssimo. É demasiado baixo para se dizer e, depois do vice-presidente do Benfica ter esta saída, o Hugo Miguel vai apitar o Braga-Sporting. Acho que o Hugo Miguel e o Nuno Almeida, que vai apitar o Benfica-Nacional, vão querer fazer grandes jogos. Acho que quem tem este género de declarações devia ser penalizado e não penalizar quem diz a verdade.


A mim ninguém ouviu falar de arbitragem; é o Benfica que vem pressionar e falar nesta última semana. Não tenho absolutamente problema nenhum com a nomeação do Hugo Miguel para este jogo ou qualquer outro e não vejo ninguém reagir com veemência a estas declarações que foram proferidas, de um baixo nível total.

 

Portugal não se pode dar ao luxo de ver uma época a ser decidida por erros grosseiros na última jornada».

 

Este caso concreto não obstante, e em abono da verdade, o que o supracitado execrável dirigente "encarnado" e paineleiro "at large" representa no panorama futebolista nacional é de tão baixo nível, que não vai ser um qualquer processo sumaríssimo que resolve o problema. Este homem, que não passa de um indecoroso "palhaço" - e aqui peço desculpa aos palhaços de profissão - que marca presença na praça pública de fato e gravata, devia ser efectivamente expulso de toda e qualquer actividade relacionada com o futebol.

 

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publicado às 12:03

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