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Vingança e mesquinhez

Naçao Valente, em 18.02.18

 

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Muito se tem escrito sobre a Assembleia "selvagem" do dia 17 e já pouco há a dizer. Aconteceu o que era expectável e que aqui sempre defendi. Bruno Miguel de Carvalho, conseguiu criar a imagem de "Messias" que tem os seus fiéis seguidores. Pelos resultados das últimas eleições serão aproximadamente quinze mil. Até ouvi num programa de rádio um adepto, já ancião, dizer que o apoia incondicionalmente. A palavra em si provoca-me urticária. Incondicional? Isso explica que os agora denominados sportingalhos fazem tudo o que o presidente mandar. E como alguém já escreveu, se os mandar atirarem-se de uma ravina lá estarão.

 

O Sporting fundado há mais de cem anos por José Alvalade, acabou. A única coisa que mantém é o nome e os símbolos. Este Sporting tomado por um homem quase "divino", com o apoio dos milhares que o idolatram, é outro clube. Nem sei bem se é um clube se uma "igreja" tipo IURD, onde não se podem pôr em causa os dogmas, nem o cardeal. É uma espécie de religião de fanáticos sem capacidade de questionar o chefe. O que o chefe diz é lei. A última directiva mostra isso: afastem-se desse demónio que é a comunicação social, ouçam apenas a minha voz, a única que vos salva. Inacreditável!

 

Em mais uma longa homilia, com os habituais insultos a críticos, aconteceu uma novidade, que quase passou despercebida. A referência a um funcionário do clube, que saiu há mais de dois anos, sem qualquer razão lógica e completamente desnecessária. Marco Silva não representa qualquer tipo de ameaça para o Sporting e para o seu presidente. Mostra o indubitável carácter mesquinho e vingativo de um homem cada vez mais perdido num labirinto de contradições e mentiras. No seu discurso, neste e noutros casos perpassam meias verdades: Diz que Marco Silva foi despedido em Inglaterra, mas omitiu que ganhou o campeonato grego, e que foi o treinador, que com uma equipa de tostões, ganhou o troféu mais importante do seu mandato até ao momento. Para quem tanto fala de ingratidão estamos conversados.

 

Os grandes homens sabem ser magnânimos nas derrotas e principalmente nas vitórias. Os pequenos homens usam as vitórias para alimentar mais guerras. Não respeitam nada nem ninguém. Quem hoje os bajula, se deixar de o fazer, tem o seu ódio garantido. Cuidado devotos. Quem não sabe respeitar, mesmo com toda a nossa benevolência, também não merece respeito.

 

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publicado às 19:05

Foto do dia

Rui Gomes, em 18.02.18

 

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Adeptos do Sporting insultam e tentam agredir jornalistas à saída da

Assembleia Geral. Valeu a intervenção da PSP. Deve fazer

parte integral da cultura do "novo" Sporting.

 

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publicado às 03:35

Os sportinguistas merecem o que têm

Rui Gomes, em 17.02.18

 

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A frase que serve como título deste post, na realidade, não é mais do que um desabafo meu, uma vez que os sócios que marcaram presença na Assembleia Geral deste sábado, ou em qualquer outra, aliás, não representam o universo leonino, este constituído por alguns milhões, mas sim e somente os votantes do dia. Nunca saberemos o verdadeiro querer da real maioria de sportinguistas.

 

O desfecho da reunião magna só será surpresa para os mais distraídos. A partir do momento em que Bruno de Carvalho abandonou a última sessão, ardilosamente, quando viu o mau andamento das coisas, ficou-se logo a saber que a pausa não era mais do que uma estratégia para lhe permitir o tempo necessário para reunir a sua falange sectária e mais alguns por arrasto.

 

Um momento turbulento e completamente desnecessário na vida secular do Sporting Clube de Portugal, servindo apenas para satisfazer o egocentrismo de um único homem e a sua insaciabilidade pelo poder absoluto. Ironicamente, a maioria de sócios votantes na Assembleia terão decidido conceder-lhe esse poder, sem a mínima consideração pelos eventuais danos ao Clube. Estes sócios, na óptica perversa de Bruno de Carvalho, são os verdadeiros sportinguistas, sendo que os restantes não passam de meros 'sportingados' que recusaram aderir à vontade suprema do "messias".

 

Muito embora o todo do cenário seja deveras transparente, não deixa de ser um caso para estupefacção, por as coisas terem acontecido como aconteceram, com a anuência dos associados a um oportunista de momento que não merece o mínimo de consideração e respeito. A realidade nua e crua é que este presidente foi reeleito há menos de um ano e única e exclusivamente para saciar os seus interesses pessoais, não hesitou, nem por um minuto, em destabilizar a família leonina. O Sporting deveria estar em primeiro lugar, mas não está, e o futuro encarregar-se-á de demonstrar isso mesmo. Nada ocorreu por mero acaso, no entanto, haverão razões por detrás das acções de Bruno de Carvalho que carecem de mais amplo esclarecimento. Vamos esperar para ver e compreender.

 

Bruno de Carvalho viu-se no poder - e com mais ao alcance - e entendeu que o Clube tem de estar moldado à sua personalidade e servir as suas ambições narcisistas e ditatoriais, sem considerações morais ou constitucionais. Que passo a passo esteja a conseguir isso mesmo com aprovação associativa, é deveras chocante e não menos espectacular.

 

Vamos ficar aqui por hoje, numa altura que ainda nem sequer se sabe os números oficiais da votação.

 

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publicado às 21:29

A Assembleia Geral

Leão Zargo, em 17.02.18

 

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Num artigo na revista Harper’s, “Me, Myself, and Id”, Laura Kipnis escreveu que o narcisista “vive como se estivesse rodeado de espelhos, mas não gosta do que vê”. Como centraliza em si mesmo a realidade por se imaginar o único actor dos acontecimentos, desenvolve hipersensibilidade à avaliação dos outros e revela sentimentos excessivos de autoridade. Encaixa que nem uma luva em Bruno de Carvalho.

 

Rob Riemen definiu o tipo de relacionamento que o narcisista estabelece com o próprio ego: “O meu ego torna-se a medida de tudo e só interessa o que eu sinto, o que eu penso. Eu exijo que o meu gosto, a minha opinião e a minha maneira de ser sejam respeitados, senão eu ficarei ofendido. Um ego sensível como medida de todas as coisas não suporta qualquer crítica e ignora a autocrítica.” Não suporta, por exemplo, aquilo que imagina ser falta de “reconhecimento”, de “confiança” ou de “gratidão”. Bruno de Carvalho “dixit”.

 

O “leitmotiv” da Assembleia Geral de hoje é o narcisismo do actual presidente do Sporting associado a uma surpreendente instabilidade emocional. Por estes dias, os acontecimentos deslizam mais rapidamente do que convém e ele procura monitorizar as circunstâncias, pois receia pelo futuro. Há o risco do tempo se tornar desfavorável, e Bruno de Carvalho consumiu-se numa superexposição mediática. Na vida nada é permanente e no futebol pouco ou nada é previsível.

 

É este o contexto da Assembleia Geral. Rogério Alves explicou de forma cristalina o paradoxo da situação. De facto, o estado de alerta permanente e o prolongamento da conflitualidade com tudo e com todos tiveram consequências nefastas. A encruzilhada passou a ter um sentido único. Mesmo que as propostas de Regulamento Disciplinar e de revisão dos Estatutos sejam aprovadas como Bruno de Carvalho exige, verificar-se-à apenas um breve adiamento: daqui a alguns meses, os sportinguistas estarão novamente confrontados com outro tipo de chantagem.

  

(Há coisas que se dizem que não podem ser esquecidas. Bruno de Carvalho, em 4 de Dezembro de 2012, afirmou o seguinte em entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias: “A estabilidade não é um meio: é uma consequência. Isto é o que Sporting tem de perceber de uma vez por todas: no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade”. Ainda tem esta opinião?)

  

(Fotografia de Yves Lecocq, High Pressure)

 

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publicado às 11:55

 

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O Sporting publicou esta sexta-feira no site oficial um comunicado que visa esclarecer o processo de votação que irá decorrer na Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se este sábado, no Pavilhão João Rocha, pelas 14h00.

 
Comunicado na íntegra:

"Por forma a dissipar dúvidas que muitos Sócios do Sporting CP têm levantado nos últimos dias, em relação às votações na Assembleia Geral Extraordinária de amanhã, 17 de Fevereiro, esclarece-se:

- Os pontos 1 e 2 necessitam de 75 por cento de votos favoráveis dos presentes por forma a serem aprovados;

- Os votos nulos e brancos, bem como a abstenção, terão o mesmo efeito de um voto contra;
 
Recordamos que a AG decorrerá no Pavilhão João Rocha (14 horas) e que o processo de credenciação dos Sócios será feito a partir das 12 horas".
 
O que fica por esclarecer, é eloquentemente citado por Rogério Alves no seu artigo que publicámos hoje no blogue. Passamos a reiterar as questões que carecem de clarificação e que a Mesa da Assembleia Geral aparenta não dar muita importância:
 
"A convocatória é seca, não desvendando alguns aspectos relevantíssimos. Por exemplo: como se processará a votação? Por voto secreto ou por braço no ar? As alterações aos estatutos serão votadas ponto por ponto, como manda a boa técnica, ou sê-lo-ão em bloco? Poderão ser formuladas propostas concretas sobre pontos específicos, o que remete para a tal votação casuística. O mesmo se dirá quanto ao regulamento disciplinar. À exigência de dois terços dos votos a que aludem os estatutos, junta-se, ou não, a exigência do voto favorável de três quartos do número dos associados presentes, imposta pelo Código Civil no seu artigo 175, n.º 3? Trata-se de uma questão fulcral, tendo em conta que os associados têm número diferenciado de votos. Para que haja votação, terá de haver propostas. Qual é a proposta colocada à votação no âmbito do ponto 3? Não se sabe se as votações serão feitas no final, ou se irão sendo feitas com o encerramento de cada ponto (da ordem de trabalhos e dos dos documentos em apreço). Imaginemos que os pontos 1 e 2 são aprovados: para que servirá o ponto 3? Mas, sendo posto à votação o ponto 3, com uma proposta que entretanto surja, imaginemos que se vota num sentido favorável aos órgãos sociais em percentagem de 60 por cento. Ainda assim renunciarão? Mas a razão da renúncia não consiste, basicamente, na falta de aprovação dos dois primeiros pontos? Desaparecendo os motivos geradores da renúncia, poderá esta, ainda assim, verificar-se? Qual é o enquadramento do ponto 3 da OT, quando é certo que a AG só pode revogar os mandatos dos órgãos socais ocorrendo justa causa (artigo 40, n.º 2, dos Estatutos)? Caso haja renúncia em bloco dos órgãos sociais que a anunciaram, poderá, por amarga ironia, manter-se apenas o Conselho Leonino em funções?".
 

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publicado às 15:31

 

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José de Alvalade às voltas no túmulo.

 

“Isto que se passa no Sporting, passa-se há quase 112 anos. Grupinhos e manipulação constante, quase desde que nascemos. Por debaixo de uma pequena pedrinha estão lá dezenas de lacraus, sempre foi assim.”

 

Por imperativo de um sentimento que nos unifica ao Clube idealizado pela dissidência de Holtreman Roquette e irmãos Gavazzo, todo o Sportinguista será umbilicalmente epígono, herdeiro e legatário de uma promissória nota de grandeza da qual, em momento algum, se poderá dissociar. Porventura nascido para além de um conflito de interesses entre a coexistência como agremiação cerimonial de alta sociedade ou instituição desportiva intencionalmente eclética, o Sporting não é nem nunca poderá ser tido como um Clube adiado e solitário, desalinhado com a sua própria razão de ser.

 

Quando se assume, ou se aceita, que o Sporting é embrionalmente desunido e fomentado em intrigas, pressupõe-se o Sporting como uma instituição ingovernável, assombrada, entregue a uma espécie de sociedade secreta obscura, exclusivamente intencionada em proveitos superficiais como pessoais. Aceitar, promover ou vincular tal tese, é assumir o Sporting como um Clube fragmentado, fútil, desprovido de lógica existencial – e por invariável consequência, condenado ao abismo. Infelizmente, vincular esta espécie de teoria do caos na cabeça dos nossos Adeptos, tem sido ao longo da nossa história um mal necessário, mas conveniente a diversas Direcções. O Mestrado (e não legado) de Jorge Gonçalves no Sporting serviu de exemplo.

 

A presidência de Jorge Gonçalves gerou em alguns adeptos do Sporting (essencialmente aqueles nascidos em redor da Geração da Revolução dos Cravos em diante), uma espécie de crença no contra-poder como fórmula de combate a fantasmas criados pelo próprio Gonçalves. Impôs um ingénuo raciocínio popular à manobragem e orientação de uma instituição apavorada em não vencer Títulos – são mesmo os Títulos no Futebol que invariavelmente trazem a união e a concórdia – permitindo que tal eco intriguista perdurasse para sempre. O mesmo eco intriguista do qual o actual Presidente Bruno de Carvalho se alimenta.

 

A vingança de Filipe Lá Féria? 

 

“Ninguém tem noção do que é não conseguir sair de casa para ir ao café ou passear com a filha ao jardim. Vivo sequestrado há cinco anos. Já fui a peças de teatro em que mudaram os textos para me chamarem atrasado mental (…) Eu não tenho liberdade! A cada passo que dou sou censurado.”

 

Este natural e compreensível lamento de Bruno de Carvalho, fundamenta-se tão apenas no errado patamar pessoal com que o próprio geriu ingenuamente a sua imagem, não como Presidente do Sporting, mas como Personalidade Pública. Não se trata apenas de uma consequência em função da agitação que provocou no Status Quo do Futebol em Portugal. Bruno de Carvalho paga o preço de expor fotos de família em redes sociais. Paga o preço de um casamento à vista de todos na Capela dos Jerónimos. Paga o preço da sua recente amizade com Tallon. E paga essencialmente o preço de um homem que se julga divindade, sustentado numa estrutura emocional imatura – Bruno de Carvalho fez da sua presidência um autêntico Reality Show, e o preço a pagar é este. Como qualquer Zé-Maria, não estava realmente preparado para as coisas simples e óbvias da vida.

 

Mais cedo ou mais tarde, tantos desacertos tornar-se-iam visíveis aos olhos do Clube. O improcedente comportamento de Bruno de Carvalho, demonstrado tanto pelo abandono da Assembleia Geral como na consequente conferência de imprensa de 2ª feira, prova o quão facilmente este pessoal e exíguo mote presidencialista se incompatibiliza com as reais necessidades de uma liderança forte. Bruno de Carvalho, ao demonstrar esta sua vulnerabilidade perante uma minoria de associados – tal como ao escudar-se na inabilidade de Marta Soares –, comprova que o Sporting afinal não está, em estrutura, verdadeiramente sólido. Pedir legitimação por sufrágios superiores a 75% não é apenas ser irresponsável – é demonstrar toda a fragilidade emocional e estrutural num conjunto de palavras mal ponderadas. Cabe a um Presidente esta espécie de arrufo de Diva? Numa fase crítica do Campeonato Nacional? Ninguém poupa o Sporting disto?

 

Bruno de Carvalho não retira dividendos alguns em promolgar deliberações semelhantes à Lei Patriótica de Bush – numa clara afronta aos direitos instituidos pela livre-expressão do Cidadão –, tal como qualquer crítica proveniente de espaços públicos não poderão afectar medidas de governação presidencial dentro de um Clube. Prevendo que qualquer oposição valorize a sua existência como voz activa e defensora do Sporting – ao invés de se colidir contra o Pavilhão João Rocha com um Boeing 747  – Bruno de Carvalho poderia optar por reunir em privado com tais entidades, ouvir o que estes têm a dizer, demonstrando deste modo toda a clareza e dimensão que se pretende. Existem diversas situações que, por si só, podem impôr uma saída de Bruno de Carvalho do Sporting – talvez a constestação dos associados seja uma gota no meio de um oceano.

 

Se Bruno de Carvalho decidir abdicar...

 

Existe uma situação muito séria a decorrer no Sporting, para a qual gostaria de alertar os leitores, e sobre a qual apreciaria explicações de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira – a orientação do cash-flow gerado pela SAD está a ser aplicado inversamente ao deliberado pelo enquadramento basilar do plano de renegociação de dívida. Quem está a colocar dinheiro no Sporting, sob que formato financeiro e com que contra-partidas? Foram celebrados acordos comerciais que ultrapassam, em vencimento cronológico, qualquer mandato presidencial a quatro anos – que margem de actuação terá quem suceder a esta Direcção? Se esses acordos longitudinais permitem formalizar uma estimativa de verba a receber em Cash-Advance a curto prazo, qual o projecto desta Direcção para os próximos anos?

 

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publicado às 11:00

Os argumentos vazios de Marta Soares

Rui Gomes, em 04.02.18

 

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Jaime Marta Soares - presidente da MAG -, reagiu como um bom "bombeiro" a tentar apagar um fogo que ameaça alastrar-se, alegando que foi um "momento quente" que levou à interrupção dos trabalhos da reunião magna e ao abandono de Bruno de Carvalho e de outros elementos dos órgãos sociais.

 

"Foi da assembleias-gerais mais concorridas de sempre da era Bruno de Carvalho. Estiveram presentes 800 sócios e quase 5 mil votos. Dos 8 pontos da ordem de trabalhos, 6 foram aprovados. Tudo levava a acreditar que esses dois pontos seriam votados, mas quando estávamos para dar início à votação faltou calma às pessoas para que isso acontecesse. Depois houve desrespeito entre os sócios, o momento esteve quente mas sem ultrapassar os limites do bom senso. Nada ultrapassou minimamente os limites do que quer que seja. Numa alteração estatutária vem sempre ao de cima o calor dos que desejam, de outros que não desejam.

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publicado às 04:36

 

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Pedro Madeira Rodrigues, candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting, presente na Assembleia Geral de hoje, foi objecto de uma tentativa de agressão por adeptos de Bruno de Carvalho. A situação levou à intervenção da Polícia no local.

 

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publicado às 21:09

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Azevedo de Carvalho joga "o tudo ou nada". Em plena AG ameaça que se demite como forma de chantagem sobre os associados, incapaz de conter a contestação que enfrenta de parte significativa dos 700 Sportinguistas presentes. No fundo nada mais do que uma chantagem miserável para, de duas uma: ou vê a sua proposta ditatorial de Estatutos aprovada ou convoca eleições, recandidata-se e, se ainda existir quem vá nas suas "falinhas mansas", ganha 2 anos extra de mandato.

 

Para já levou a bola de jogo para casa e a partida terminou. Em todos os casos uma tremenda derrota! Por outras palavras, ao intervalo perde de goleada!

 

Chicos espertos deste calibre conheci eu toda a minha vida! Vai e não voltes!

 

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publicado às 20:45

Sábado há Assembleia Geral !

Leão Zargo, em 01.02.18

 

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Muitos sportinguistas acusam Bruno de Carvalho de considerar o Clube como uma coutada sua. Para ele, adeptos, jogadores, técnicos e restantes membros dos órgãos sociais são meros figurantes do seu projecto pessoal. Por estes dias percebeu-se que a sua estratégia se focou nos Estatutos do Sporting Clube de Portugal com uma finalidade que visa o reforço do seu próprio poder através de uma significativa alteração estatutária. As propostas de alteração do dos Estatutos, que se conheceram tarde relativamente à data da realização da Assembleia Geral (3 de Fevereiro), abrangem aspectos de carácter estrutural, funcional e disciplinar. Revelam uma intenção declarada de controlo autocrático do Clube, dos seus órgãos sociais e dos seus adeptos e associados.

 

Há propostas de alteração que podem parecer meramente simbólicas, mas que são reveladoras desse projecto de poder unipessoal. Refiro-me à intenção de estabelecer que, para além do Conselho Directivo, o Presidente passa a ser, ele próprio, um órgão social do Clube. Assim, constituiria uma entidade à parte do órgão no qual foi eleito. Por outro lado, a extinção do Conselho Leonino, cuja constituição decorre da votação dos sócios, e a sua substituição por um Conselho Estratégico cujos membros são designados pelo Presidente, configura uma grave limitação a uma participação mais plural na vida do Sporting. Com isto pretende-se reforçar ainda mais o poder do Presidente do CD.

 

Porventura mais grave é a vontade de terminar com a eleição por método de Hondt do Conselho Fiscal e Disciplinar, que passaria a ser constituído apenas por membros da lista vencedora.  É absurdo. Quando o CFeD foi eleito pela primeira vez pelo método de Hondt em 2013, foi consensual que isso constituía uma grande melhoria da democraticidade do Clube. Também surge como gravemente limitador da pluralidade do Sporting a intenção de impedir que movimentos independentes concorram apenas a um determinado órgão social, obrigando que se candidatem a todos os órgãos sociais. O controlo sobre os sócios vai ao ponto de se pretender estabelecer a obrigatoriedade de terem de comunicar ao CD o desempenho de quaisquer cargos sociais, incluindo a mera participação em listas eleitorais, em outras colectividades desportivas. Mesmo no bairro ou na aldeia!  

 

Percebe-se a volúpia minuciosa das alterações de natureza disciplinar no Regulamento. Pretende-se desesperadamente dominar o pensamento livre e crítico dos sportinguistas. Quem não repetir "ipsis verbis" a cartilha presidencial corre um sério risco de sanção. Por essa razão, entre outro articulado, pretende-se determinar que cada sócio colabore obrigatoriamente na prestação de declarações. Ou o carácter vago e arbitrário daquilo que passa a constituir infracção regulamentar. Finalmente, essa volúpia autocrática vai ao ponto de considerar que quem "no decurso de uma acção disciplinar, deixe por sua vontade de ser sócio, não mais poderá voltar a ser sócio do SCP". Mesmo que o associado esteja sujeito a um processo disciplinar injusto ou mal construído.

 

Estou confiante de que será repudiada esta intenção ditatorial que não reconhece aos sócios do Clube os direitos e as garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa. Na verdade, opinar de forma livre e com espírito crítico constitui uma salvaguarda relativamente ao presente, mas também ao futuro. Unanimismos e caudilhismos de qualquer espécie não permitem que, em permanência, se descortinem as melhores soluções para o Sporting cujo caminho está enxameado de pedras. De tanto pretender domesticar a realidade, Bruno de Carvalho descolou dessa mesma realidade.

 

(Hoje, depois de ter este texto pronto para ser publicado, tomei conhecimento de um comunicado do CD, ao qual o Camarote Leonino deu o devido destaque. Na verdade, nada se altera, a não ser a constatação de que os proponentes procuraram arrepiar alguma coisa. A ameaça que pendia sobre quem participasse em grupos leoninos de reflexão foi substituída pelo que já está regulamentado nos Estatutos e que, afinal, se pretendia mudar. Por isso mesmo, levantou grande celeuma entre aqueles que tomaram conhecimento. No essencial nada muda: com a proposta de alteração dos Estatutos os proponentes pretendem controlar os sportinguistas e os órgãos sociais do Clube.)

 

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publicado às 14:51

 

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"Continuo a achar que alguns sportinguistas não têm de facto noção dos tempos que estamos a atravessar, em que o presidente tem sido fortemente atacado e silenciado com castigos atrás de castigos, ora porque opina, ora porque critica de forma fundamentada. Devem fazer esforço de perceber que algo se passa. Quando já temos um ano e meio de castigos acumulados – como disse alguém contente, aos pulos – que vão ser mais, temos de verificar que temos de tomar uma decisão. Ou remamos todos para o mesmo lado ou não estamos conscientes do que está a ser feito. Era mais fácil ser um presidente diferente, menos interventivo e menos defensor dos superiores interesses do Sporting. Só tinha a ganhar. Mas eu continuo a acreditar que tenho de fazer tudo o que estiver ao meu alcance para defender o Sporting".

"Continuamos a ser autofágicos e a arranjar problemas onde não os há, teimamos em caminhar em vários sentidos. Os castigos vão-se acumulando e eu vejo que os sportinguistas dizem que o presidente se põe a jeito. Talvez seja bom relembrar que o primeiro castigo se refere ao facto de ter dito que um associado não deixou nenhumas saudades ao futebol português, Vítor Pereira. O segundo vem de um pseudo envio de fumo, que não é fumo nenhum, para cima do presidente do Arouca. O terceiro por me terem perguntado se o lápis azul tinha mudado para a cor vermelha e eu ter dito que sim". 

 

"Neste mandato que agora findou tivemos um lucro de 15 milhões de euros. O Sporting foi acumulando um prejuízo tremendo e nós temos estado com resultados positivos a diminuir, estando apenas em 3,2 milhões de euros. Na próxima época não poderemos continuar a investir se os sportinguistas não disserem presente. Não atingimos os 175 mil sócios pagantes. Ou se mobilizam e gastam menos tempo de Facebook e a chamar amigos sportinguistas ou então o Sporting será obrigado a fazer um corte substancial no orçamento das modalidades".

"Mais um resultado positivo, atingido valores de 2,6 milhões de euros. Decréscimo face ao período homólogo que se reflecte no reforço das modalidades. Quotizações subiram 8 por cento. Redução dos gastos financeiros. Melhorámos as receitas em 607 mil euros. Aumentámos gastos e serviços externos em 3 milhões de euros. Revertemos cerca de 1M de provisões de anos anteriores, e reduzimos os gastos financeiros em cerca de 322 mil euros."

 

"Tudo faremos para alcançar a glória. Daremos o nosso melhor e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. Não tenho dúvida que iremos ter a glória que merecemos. É fundamental que os sportinguistas saibam o que querem e nas AG digam o que querem. Espero que correspondam ao nosso esforço tremendo de pegar num clube que esteve à beira da falência e neste momento ser temido e perder com o Barcelona com um autogolo quando antes todos nós estremecíamos. Esse foi o nosso trabalho. Atingimos aquilo que eram os primeiros objectivos. Falta um: sermos campeões nacionais. É nesse que estamos a trabalhar. Nada de euforias nem depressões. Ser exigentes."

 

"Ainda hoje chegou ao Conselho Fiscal e Disciplinar um pedido por parte de Paulo Pereira Cristóvão e João Pedro Paiva dos Santos para que o Conselho Fiscal e Disciplinar me suspenda (Relativamente à conduta na entrevista à Sporting TV). Para verem a índole dessas pessoas vou ler. No texto está Bruno Miguel Azevedo; segunda referência Bruno Miguel Azevedo; terceira referência senhor Bruno Miguel. É a forma que dois associados têm de se dirigir ao presidente. É o meu nome é? Mas não é uma tentativa de associar o presidente do Sporting a uma figura de um rival? Claro que é. É de repudiar. Senhor Paulo Pereira Cristóvão e João Pedro Paiva dos Santos não tenham dúvidas que o Conselho Fiscal e Disciplinar não violará os estatutos do nosso amado clube. Mas não se esqueçam que há um processo a decorrer, pelo facto de ter sido arguido e condenado num processo. Sobre Paiva dos Santos mostrei emails que trocou com Pedro Guerra. É lógico que não é uma pessoa qualquer, é um dos pontas-de-lança do nosso rival para o ataque baixo e reles. Enquanto mandava cartas para o Sporting pedindo auditorias mandava as mesmas cartas a Pedro Guerra."

 

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publicado às 10:07

 

Bruno de Carvalho desferiu um ataque com muitas mensagens para dentro do Sporting, na Assembleia Geral que foi realizada esta sexta-feira. "Reles, porcos, nojentos"... algum do vocabulário utilizado por um homem que além de carecer de bom senso, é incapaz de estar e agir com o mínimo de dignidade.

 

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Apresentou-se como vítima de uma campanha de difamação e acusa José Pedro Rodrigues - antigo candidato aos órgãos sociais do clube - de estar a difundir um e-mail "lamentável e nojento" com informações falsas a seu respeito:

 

«Estes senhores que se dizem do Sporting e andam em almocinhos com pessoas do Benfica, fazem pior, metem a minha futura esposa no meio disto tudo. É o que chegámos nos clubes rivais e de pessoas do nosso clube. [...] São reles, porcos, nojentos!».

 

Isto, enquanto lia um suposto e-mail, enviado dois dias antes de uma reportagem de uma televisão, onde é acusado de receber comissões nas transferências dos jogadores do Sporting:

 

"Isto é o pior do Sporting, a juntar-se aos nossos inimigos, pois rivais não fazem isto. Isto é do mais baixo e do mais reles que já vi na minha vida. Espero que a pessoa esteja breve a fazer emojis num quartinho em Caxias. Que estejam claros, os nossos inimigos internos e externos, não vão ter um segundo de descanso a partir de hoje! Foram tão burros, que a minha reflexão acabou hoje quando recebi o e-mail. Estou e estou para ficar, estou para continuar a defender os interesses do Sporting. Vamos recolocar o Sporting onde merece. Esses senhores acabaram a minha reflexão!».

 

Bruno de Carvalho explicou ainda que parte das informações que leu no tal e-mail estavam preparadas para sair nos próximos dias, visando a sua pessoa:

 

«É bonito irmos para o Facebook escrever, irmos para os jornais, dizermos umas coisas aqui nas AG’s… Mas tenho pais, irmãos, filhos, uma pessoa com quem vou casar… Isto era o que ia sair a pouco e pouco na comunicação social. Este lixo e este crime era o que estava preparado pelos nossos inimigos externos, apoiado, como vimos, por pseudo-sportinguistas. Há sportinguistas que tenho vergonha que o sejam».

 

Ainda no mesmo e-mail, Bruno de Carvalho é acusado de ter-se deslocado a Londres com a noiva, Joana Ornelas, para movimentar contas abertas em nome dos dois em paraísos fiscais. Também, ter-se-á aconselhado com Ricciardi sobre transferências para paraísos fiscais, de acordo com o mail lido pelo líder do Sporting na Assembleia-Geral do clube. E que terá mexido em contas sem dar justificações aos outros elementos da SAD.

 

Já chega, não tenho pachorra para mais. Este individuo satura de tal forma que chegamos ao ponto de sentirmos uma dor aguda mal o seu nome é referido. Mas que Sporting é este ?

 

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publicado às 03:38

Hoje há Assembleia Geral. Sabia?

Leão Zargo, em 23.06.17

 

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Hoje há Assembleia Geral Comum Ordinária do Sporting. Os sócios ficaram a saber disso mesmo através de uma breve informação no sítio oficial do Clube. Isto, no próprio dia da sua realização, quando nos estatutos do Clube consta a obrigação de ser feita com a antecedência mínima de oito dias. Também obriga a que estas reuniões magnas sejam “convocadas por meio de anúncios insertos em dois jornais diários, no jornal do Clube…” (artigo 52º). Em vez disso, optou-se por uma convocatória discreta e quase confidencial.

 

Como também não houve possibilidade de consulta dos documentos para discussão, a Assembleia Geral vai realizar-se sem o conhecimento adequado do que será votado e aprovado. Nem mais nem menos do que o orçamento de receitas e despesas do exercício económico, elaborado pelo Conselho Directivo, acompanhado do plano de actividades e do parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar. O que é que se pode chamar a uma coisa assim? Ardil, desrespeito ou manha? Tudo isto, provavelmente.

 

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publicado às 11:12

 

A Assembleia Geral da Liga Portugal aprovou, esta segunda-feira, a proibição de "fumar na zona técnica, incluindo cigarros electrónicos". E o Sporting já reagiu, com acusações duras ao rival da Segunda Circular.

 

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A introdução desta ressalva no Regulamento Disciplinar surge alguns meses depois do incidente registado entre Bruno de Carvalho e Carlos Pinho, presidentes de Sporting e Arouca, respectivamente. A proposta, que viria a ser aprovada na generalidade, foi feita pelo Benfica. É causa para tranquilidade saber que os "encarnados" andam preocupados com estas questões "importantes". É sinal de que não existem outros problemas no futebol português.

 

Ora, até pela dúvida gerada no confronto entre Carvalho e Pinho, no túnel de acesso aos balneários, quanto à questão de uma eventual cuspidela, o artigo 136º-A, relativo ao "uso de expressões ou gestos ameaçadores ou indignos", considera ser "revelador de indignidade agravada o acto de fumar na zona técnica, incluindo cigarros eletrónicos e expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direcção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos".

 

Bruno Mascarenhas, representante do Sporting na reunião magna dos clubes profissionais do futebol profissional, não se conteve perante os jornalistas, à saída da sede da Liga, no Porto:

 

«Isto é uma palhaçada, uma indignidade, que recebeu apenas a proposta favorável de Benfica, Arouca, Vitória de Setúbal e Famalicão. Temos votos contra de Sporting e FC Porto, todos os outros assobiaram para o ar e abstiveram-se. Considero que isto é uma perseguição ao nosso presidente, Bruno de Carvalho. Esta aberração terá consequência jurídicas nos locais próprios».

 

Numa outra medida aprovada pelos clubes e depois de tanta polémica sobre o assunto, os comentadores desportivos com ligações contratuais a clubes vão poder voltar a acumular as duas funções sem quaisquer penalizações para os mesmos ou para os próprios emblemas. Mais um caso em que determinados interesses falam mais alto.

 

Quanto a casos de corrupção e viciação de apostas desportivas, os agentes desportivos prevaricadores ficam "impedidos de se inscrever, ser inscritos ou de, a qualquer título, exercer funções como agentes desportivos sob qualquer outra qualidade". Pasma que esta proibição não existisse já nos Regulamentos !

 

Um destaque final relativamente ao vídeo-árbitro: o novo regulamento disciplinar prevê agora uma "sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 100 UC e o máximo de 300 UC" aos clubes que contribuam "determinantemente para impedir a correcta implementação, funcionamento ou utilização do vídeo-árbitro num jogo" da Primeira Liga. Dá para reflectir sobre a razão que levaria um clube a impedir "determinantemente" o funcionamento do vídeo-árbitro num jogo.

 

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publicado às 03:12

Consideração do Dia

Rui Gomes, em 31.01.17

 

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Entre outras considerações, João Benedito, na entrevista que foi publicada esta segunda-feira, sugeriu que o acto eleitoral agendado para o dia 4 de Março deveria ser adiado para o final da época afim de evitar a instabilidade.

 

Se a memória não me falha, esta mesma questão foi muito debatida pelas eleições de 2013, sem que a Assembleia Geral tivesse então sofrido qualquer alteração.

 

Eis a resposta - esperada e em tom paternalista, diga-se - de Marta Soares, à sugestão de João Benedito:

 

«É uma opinião respeitável de um sócio, mas não vejo qualquer necessidade de adiar as eleições. O clube está bem e tudo está a correr dentro do mais elementar funcionamento democrático».

 

Qual é a opinião do leitor ?

 

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publicado às 04:30

Missão: cativar simpatia

Rui Gomes, em 03.10.16

 

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«Disseram-me que este era o pior dia para ter Assembleia, mas não acho isso. Hoje é o dia que se deve dar a cara. Quando estávamos perto de uma goleada fomos assombrados por este resultado. A culpa não está na defesa, treinador, árbitros e não vale pena estarem a procurar, porque já nos basta o sentimento de desalento. A culpa é minha. Não podemos ser líderes só para as coisas boas, temos de assumir as nossas responsabilidades e com cabeça tirar as devidas ilações.

 

Mantenho uma fé inabalável que a equipa alcançará o sucesso, mas peço aos adeptos que formem uma onda verde que ajude os homens de Jorge Jesus a alcançá-lo.Temos de recriar a alma de campeão, que abandonou há 10 anos, evitar os erros, potenciar a equipa. Esta mágoa não dá direito a mais nada a não ser tristeza. Irei sempre denunciar os ataques externos, as tentativas de manipulação ou desestabilização dos nossos rivais. Se caminharmos todos juntos, este ano teremos a glória do Sporting».

 

Discurso de Bruno de Carvalho na Assembleia Geral que teve lugar este domingo, bem recheado de platitudes, embora a ideia sobre a necessidade de "recriar a alma de campeão" seja partilhada por todos os sportinguistas, pese algum desacordo quanto aos métodos para concretizar esse objectivo.

 

Dito isto, fico a reflectir sobre uma outra afirmação sua... "a culpa é minha", relativamente ao empate com sabor a derrota de Guimarães. Um cínico até questionaria em que posição jogou Bruno de Carvalho, para ser a principal causa do resultado, mas é óbvio que não foi essa a sua intenção. Esta, sem margem para dúvidas, visa única e exclusivamente cativar simpatia, com o próximo acto eleitoral em mente. Mas até seria interessante ouvir o presidente explicar a especificidade desta sua culpabilidade. Será por ter contratado Jorge Jesus ?... Também não acredito que seja essa a causa, mas gostaria de ter uma explicação. Até porque não é agradável ficar a pensar que uma reunião magna é o local adequado para banalidades eleitoristas.

 

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publicado às 03:55

 

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Bruno de Carvalho foi instado a comentar a transferência de Bruno César do Estoril para o Sporting que, chegou a constar, tinha sido selada a custo zero, mas que posteriormente veio-se a saber através das contas publicadas no jornal Sporting, implicou, pelo menos, o pagamento de uma comissão de 1,3 milhões de euros.

 

Eis a explicação de Bruno de Carvalho na Assembleia Geral deste domingo:

 

«Mas quem é que disse que veio a custo zero? Eu, a administração? Passaria pela cabeça de alguém que isso acontecesse antes de Janeiro? O jogador estava num clube e houve compensação que como é óbvio foi feita. Querem inventar, mas têm azar».

 

A questão chegou à praça especulativa precisamente porque na altura nada foi explicado pelo presidente nem pela SAD. Que seja feito mais tarde, em uma qualquer publicação do Clube, não anula a sensatez de o fazer atempadamente, para evitar falsos rumores. Mas parece que a ideia é mesmo de "disfarçar" a realidade dos factos e minimizar o seu impacte mediático, à conveniência.

 

O mesmo aconteceu quando questionado sobre a transferência de Fredy Montero:

 

«Está tudo detalhado no sítio que tem de estar, para consulta das entidades que o quiserem fazer na altura que entenderem».

 
Se a reunião magna - como é constantemente propagada - é de facto o fórum onde tudo pode e deve ser dito e explicado, a obrigatoriedade implícita desse direito dos sócios e o exercício de liberdade de expressão e informação deviam passar, prioritariamente, pelo presidente do Conselho Directivo. Em vez de mandar os sócios ler um qualquer documento arquivado, devia ter explicado os contornos da transferência para o conhecimento de todos.
 
Isto, pelo menos, em conformidade com a tão badalada exigência de transparência que, a bem dizer, cada vez mais, parece ser apenas e tão só para "inglês ver".
 

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publicado às 15:46

 

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A Assembleia Geral (AG) de 24 de Abril convocada para o Edifício Multidesportivo, em Alvalade, corresponderá ao paradigma de outras reuniões magnas do Sporting desde há muitos (demasiados!) anos para cá: aqueles que conquistaram o poder vão agir de forma a controlar as intervenções e as votações. Entretanto, para ir aquecendo o ambiente, Jaime Marta Soares atirou mais gasolina para a fogueira e informou que o Conselho Leonino reunirá em 19 de Abril com a expulsão do conselheiro Rui Barreiro na agenda.

 

O ponto da Ordem de Trabalhos que tem suscitado mais comentários é o ponto quatro, onde os sportinguistas vão poder "discutir e deliberar sobre questões relacionadas com acções de responsabilidade civil". "Trata-se de saber o que está para trás e os respetivos desenvolvimentos. Não tem a ver com novas acusações", informou aos jornais o presidente da mesa da Assembleia Geral.

 

A informação prestada por Marta Soares provocou perplexidade porque nada esclarece. Na realidade, a direcção já estava mandatada para colocar processos judiciais decorrentes das auditorias às gestões anteriores, e que deram entrada na justiça civil, no passado dia 18 de Março, com uma acção indemnizatória de 73,6 milhões de euros. Pretende-se, por alguma razão, comprometer inequivocamente o Sporting-Clube no processo judicial? Fazer a AG substituir-se ao Conselho Fiscal e Disciplinar?

 

Também o ponto três da ordem de trabalhos gerou estranheza por acontecer muito antes do que é habitual. Trata-se da apreciação e votação do orçamento de receitas e despesas do Clube para o exercício de 1 de julho de 2016 a 30 de junho de 2017. Neste momento ainda não está disponível a documentação para consulta. Neste aspecto, os Estatutos do Sporting pecam por omissão, devendo ser revistos de modo a permitir a boa informação em tempo útil. A antecipação temporal desta votação destina-se a preparar o terreno para eleições antecipadas?

 

Com a precipitação dos acontecimentos e a aceleração do tempo, Bruno de Carvalho entrou em modo aversão à perda e passou a dar mais valor ao que pode perder do que ao que pode ganhar. Em parte por isso, a antecipação das eleições presidenciais surgiu como um cenário muito provável porque a situação actual lhe parecerá favorável. E construiu uma fábula onde o enquadramento e a contextualização da realidade envolvente assumiram foros de prioridade absoluta e o controlo do pensamento tornou-se crucial. A lógica terrível que se abateu sobre o Clube ao dividir os sportinguistas em "todos bons" e "todos maus" insere-se nessa estratégia.

 

Acontece que pretender impedir o pensamento crítico é exigir a sua suspensão. Sem pensamento crítico não há horizonte de futuro. Quando se pretende a suspensão do pensamento revela-se que não há optimismo possível. Felizmente, é impossível detê-lo, é como um rio caudaloso que galga irresistivelmente pelas margens.

 

 

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publicado às 14:26

Hoje é dia de Assembleia Geral !

Leão Zargo, em 16.01.16

 

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A Assembleia Geral (AG) que se realiza hoje em Alvalade não fugirá muito ao paradigma habitual de outras reuniões magnas desde há muitos (demasiados!) anos: o poder do momento conduzirá os trabalhos de forma a levar a água ao seu moinho. Aliás, todos nos recordamos de uma célebre AG realizada em Abril de 2012 em que Godinho Lopes fez aprovar com alguma facilidade a sua proposta de fusão da SPM na SAD, apesar de Bruno de Carvalho garantir que dispunha de um investimento no valor de 70M€ de um fundo norte-americano.

 

A AG “começou” da pior maneira, já que foi anunciada por Bruno de Carvalho no seu Facebook: "Solicitar de imediato ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que convoque para o próximo mês de Janeiro uma Assembleia Geral para abordar todos estes temas e outros de interesse para o clube, convidando expressamente o associado Rui Barreiro a estar presente."

 

Acontece que numa sociedade livre quem foi intimado a comparecer a uma reunião nunca terá condições para apresentar e defender as suas convicções. O terreno foi minado e a lamentável conversa a propósito da segurança para os intervenientes incómodos é de bradar aos céus. Até parece que estamos num país ditatorial que, no lugar de reuniões democráticas, realiza sessões de crítica e de autocrítica com a ameaça de purga no final.

 

Este ambiente de intolerância faz recordar que, apesar de ser violentamente criticado, Godinho Lopes reuniu em Dezembro de 2012 com André Patrão para conversarem sobre a situação do Sporting. No final da reunião, o dinamizador do movimento Dar Rumo ao Sporting lamentou que o presidente do Clube “não tenha agido como seria melhor” e afirmou que a realização de uma AG do Sporting seria inevitável. São conhecidas as consequências desastrosas da gestão de Godinho Lopes, mas naquele dia ninguém perguntou a André Patrão se ele sentia a necessidade de quem lhe garantisse a segurança.

 

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Para agravar a situação, Jaime Marta Soares não se coibiu de atirar gasolina para a fogueira e dissertou a propósito de montanhas que pariram ratos. É de facto lamentável que o presidente da Mesa da Assembleia Geral não compreenda o carácter da sua função e a representatividade deveras essencial que dela decorre, assumindo publicamente posições de crítica a associados que expressaram a sua opinião. Marta Soares apoiou anteriores corpos directivos e, pelos vistos, precisa de parecer mais papista do que o próprio papa. Por isso e pelo que costuma acontecer nas reuniões magnas que dirige, aconselho que dedique algum tempo à leitura do “Guia das Assembleias Gerais”, de M. Roque Laia.

 

Numa entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias em Dezembro de 2012, Bruno de Carvalho afiançou que “a estabilidade não é um meio, é uma consequência. Isto é o que o Sporting tem de perceber de uma vez por todas, no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade.” Não ouso contestar a asserção. Mas, se a estabilidade “é uma consequência”, então não se percebe o que é que se passa actualmente no Sporting, pois apesar da liderança e do modelo que impôs, o presidente queixa-se constantemente da instabilidade e da desestabilização. Para mais, quando ele próprio garante que a oposição é constituída apenas por uma minoria. É estranho !

 

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publicado às 13:11

 

Bruno de Carvalho tirou mais um coelho da cartola e no decurso da Assembleia Geral de domingo informou a comunidade leonina que um “governo-sombra” constituído por seis conhecidos sportinguistas actua nos teclados de computadores com o intuito de defenestrar o presidente legitimamente eleito.

 

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No entanto, uma breve apreciação dos nomes que o Record pôs a circular permite perceber que a conversa é estapafúrdia e sem pés nem cabeça. Sendo todos conhecidos pelos sportinguistas é do domínio público o percurso de cada um no Sporting. Basta esta constatação para tornar impossível o que foi propalado. Mais, bastaria a Bruno de Carvalho conhecer um pouco da História do Clube nos últimos vinte anos para não permitir aquela associação de nomes. Agora, como listas atraem listas e o ensandecimento não paga imposto já vamos noutra organizada por apóstolos e discípulos. Menção honrosa para uns, vergonha para outros !

 

No fundo, a estratégia de criar sucessivas “cortinas de fumo” com a finalidade de atrair a atenção, a energia e a emoção dos sportinguistas para determinados assuntos, que nem serão os prioritários neste momento, permite que a inexistência de patrocínio para as camisolas e de naming para a Academia, as dúvidas sobre a eficácia do trabalho de Jorge Jesus, a difícil renovação de Carrillo ou o receio de flop da generalidade das contratações de 2015 pareçam assuntos marginais e de menor importância. São aspectos centrais da “vida” actual do Sporting, mas enquanto se esmiuça o discurso presidencial remete-se para o sótão os assuntos verdadeiramente preocupantes. E perante a forma como se pretende iludir a realidade fica-se com receio que o pior ainda esteja para vir.

 

Para muitos, a estratégia de Bruno de Carvalho é suicida. Provocou um maior isolamento do presidente entre os sportinguistas, cavou ainda mais fundo a divisão entre os adeptos, alienou o apoio de muitos que privilegiam a estabilidade e lançou dúvidas sobre a sua capacidade para gerir o Sporting. Chega a parecer que o presidente não dá ouvidos às agências de comunicação que ele próprio contratou para o Clube.

 

Percebe-se cada vez melhor que o Sporting ziguezagueia ao sabor do vento e das marés, sem um rumo definido e a navegar "à vista". Bruno de Carvalho pensará, quem sabe, que consegue governar o Sporting assim neste frenesim constante com a sua voz rouca e uma pseudo linguagem libertadora e transformadora, ameaçando quase tudo e quase todos. Neste contexto, a prometida transparência no quotidiano da acção directiva do Sporting é letra morta, assim como a celebrada cultura de exigência que o presidente prometeu implantar no Clube. Quando se chega a este ponto torna-se evidente o ambiente de fim de ciclo e que se passou à fase de contar as espingardas.

 

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publicado às 12:37

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