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Bruno de Carvalho desferiu um ataque com muitas mensagens para dentro do Sporting, na Assembleia Geral que foi realizada esta sexta-feira. "Reles, porcos, nojentos"... algum do vocabulário utilizado por um homem que além de carecer de bom senso, é incapaz de estar e agir com o mínimo de dignidade.

 

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Apresentou-se como vítima de uma campanha de difamação e acusa José Pedro Rodrigues - antigo candidato aos órgãos sociais do clube - de estar a difundir um e-mail "lamentável e nojento" com informações falsas a seu respeito:

 

«Estes senhores que se dizem do Sporting e andam em almocinhos com pessoas do Benfica, fazem pior, metem a minha futura esposa no meio disto tudo. É o que chegámos nos clubes rivais e de pessoas do nosso clube. [...] São reles, porcos, nojentos!».

 

Isto, enquanto lia um suposto e-mail, enviado dois dias antes de uma reportagem de uma televisão, onde é acusado de receber comissões nas transferências dos jogadores do Sporting:

 

"Isto é o pior do Sporting, a juntar-se aos nossos inimigos, pois rivais não fazem isto. Isto é do mais baixo e do mais reles que já vi na minha vida. Espero que a pessoa esteja breve a fazer emojis num quartinho em Caxias. Que estejam claros, os nossos inimigos internos e externos, não vão ter um segundo de descanso a partir de hoje! Foram tão burros, que a minha reflexão acabou hoje quando recebi o e-mail. Estou e estou para ficar, estou para continuar a defender os interesses do Sporting. Vamos recolocar o Sporting onde merece. Esses senhores acabaram a minha reflexão!».

 

Bruno de Carvalho explicou ainda que parte das informações que leu no tal e-mail estavam preparadas para sair nos próximos dias, visando a sua pessoa:

 

«É bonito irmos para o Facebook escrever, irmos para os jornais, dizermos umas coisas aqui nas AG’s… Mas tenho pais, irmãos, filhos, uma pessoa com quem vou casar… Isto era o que ia sair a pouco e pouco na comunicação social. Este lixo e este crime era o que estava preparado pelos nossos inimigos externos, apoiado, como vimos, por pseudo-sportinguistas. Há sportinguistas que tenho vergonha que o sejam».

 

Ainda no mesmo e-mail, Bruno de Carvalho é acusado de ter-se deslocado a Londres com a noiva, Joana Ornelas, para movimentar contas abertas em nome dos dois em paraísos fiscais. Também, ter-se-á aconselhado com Ricciardi sobre transferências para paraísos fiscais, de acordo com o mail lido pelo líder do Sporting na Assembleia-Geral do clube. E que terá mexido em contas sem dar justificações aos outros elementos da SAD.

 

Já chega, não tenho pachorra para mais. Este individuo satura de tal forma que chegamos ao ponto de sentirmos uma dor aguda mal o seu nome é referido. Mas que Sporting é este ?

 

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publicado às 03:38

Hoje há Assembleia Geral. Sabia?

Leão Zargo, em 23.06.17

 

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Hoje há Assembleia Geral Comum Ordinária do Sporting. Os sócios ficaram a saber disso mesmo através de uma breve informação no sítio oficial do Clube. Isto, no próprio dia da sua realização, quando nos estatutos do Clube consta a obrigação de ser feita com a antecedência mínima de oito dias. Também obriga a que estas reuniões magnas sejam “convocadas por meio de anúncios insertos em dois jornais diários, no jornal do Clube…” (artigo 52º). Em vez disso, optou-se por uma convocatória discreta e quase confidencial.

 

Como também não houve possibilidade de consulta dos documentos para discussão, a Assembleia Geral vai realizar-se sem o conhecimento adequado do que será votado e aprovado. Nem mais nem menos do que o orçamento de receitas e despesas do exercício económico, elaborado pelo Conselho Directivo, acompanhado do plano de actividades e do parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar. O que é que se pode chamar a uma coisa assim? Ardil, desrespeito ou manha? Tudo isto, provavelmente.

 

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publicado às 11:12

 

A Assembleia Geral da Liga Portugal aprovou, esta segunda-feira, a proibição de "fumar na zona técnica, incluindo cigarros electrónicos". E o Sporting já reagiu, com acusações duras ao rival da Segunda Circular.

 

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A introdução desta ressalva no Regulamento Disciplinar surge alguns meses depois do incidente registado entre Bruno de Carvalho e Carlos Pinho, presidentes de Sporting e Arouca, respectivamente. A proposta, que viria a ser aprovada na generalidade, foi feita pelo Benfica. É causa para tranquilidade saber que os "encarnados" andam preocupados com estas questões "importantes". É sinal de que não existem outros problemas no futebol português.

 

Ora, até pela dúvida gerada no confronto entre Carvalho e Pinho, no túnel de acesso aos balneários, quanto à questão de uma eventual cuspidela, o artigo 136º-A, relativo ao "uso de expressões ou gestos ameaçadores ou indignos", considera ser "revelador de indignidade agravada o acto de fumar na zona técnica, incluindo cigarros eletrónicos e expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direcção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos".

 

Bruno Mascarenhas, representante do Sporting na reunião magna dos clubes profissionais do futebol profissional, não se conteve perante os jornalistas, à saída da sede da Liga, no Porto:

 

«Isto é uma palhaçada, uma indignidade, que recebeu apenas a proposta favorável de Benfica, Arouca, Vitória de Setúbal e Famalicão. Temos votos contra de Sporting e FC Porto, todos os outros assobiaram para o ar e abstiveram-se. Considero que isto é uma perseguição ao nosso presidente, Bruno de Carvalho. Esta aberração terá consequência jurídicas nos locais próprios».

 

Numa outra medida aprovada pelos clubes e depois de tanta polémica sobre o assunto, os comentadores desportivos com ligações contratuais a clubes vão poder voltar a acumular as duas funções sem quaisquer penalizações para os mesmos ou para os próprios emblemas. Mais um caso em que determinados interesses falam mais alto.

 

Quanto a casos de corrupção e viciação de apostas desportivas, os agentes desportivos prevaricadores ficam "impedidos de se inscrever, ser inscritos ou de, a qualquer título, exercer funções como agentes desportivos sob qualquer outra qualidade". Pasma que esta proibição não existisse já nos Regulamentos !

 

Um destaque final relativamente ao vídeo-árbitro: o novo regulamento disciplinar prevê agora uma "sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 100 UC e o máximo de 300 UC" aos clubes que contribuam "determinantemente para impedir a correcta implementação, funcionamento ou utilização do vídeo-árbitro num jogo" da Primeira Liga. Dá para reflectir sobre a razão que levaria um clube a impedir "determinantemente" o funcionamento do vídeo-árbitro num jogo.

 

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publicado às 03:12

Consideração do Dia

Rui Gomes, em 31.01.17

 

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Entre outras considerações, João Benedito, na entrevista que foi publicada esta segunda-feira, sugeriu que o acto eleitoral agendado para o dia 4 de Março deveria ser adiado para o final da época afim de evitar a instabilidade.

 

Se a memória não me falha, esta mesma questão foi muito debatida pelas eleições de 2013, sem que a Assembleia Geral tivesse então sofrido qualquer alteração.

 

Eis a resposta - esperada e em tom paternalista, diga-se - de Marta Soares, à sugestão de João Benedito:

 

«É uma opinião respeitável de um sócio, mas não vejo qualquer necessidade de adiar as eleições. O clube está bem e tudo está a correr dentro do mais elementar funcionamento democrático».

 

Qual é a opinião do leitor ?

 

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publicado às 04:30

Missão: cativar simpatia

Rui Gomes, em 03.10.16

 

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«Disseram-me que este era o pior dia para ter Assembleia, mas não acho isso. Hoje é o dia que se deve dar a cara. Quando estávamos perto de uma goleada fomos assombrados por este resultado. A culpa não está na defesa, treinador, árbitros e não vale pena estarem a procurar, porque já nos basta o sentimento de desalento. A culpa é minha. Não podemos ser líderes só para as coisas boas, temos de assumir as nossas responsabilidades e com cabeça tirar as devidas ilações.

 

Mantenho uma fé inabalável que a equipa alcançará o sucesso, mas peço aos adeptos que formem uma onda verde que ajude os homens de Jorge Jesus a alcançá-lo.Temos de recriar a alma de campeão, que abandonou há 10 anos, evitar os erros, potenciar a equipa. Esta mágoa não dá direito a mais nada a não ser tristeza. Irei sempre denunciar os ataques externos, as tentativas de manipulação ou desestabilização dos nossos rivais. Se caminharmos todos juntos, este ano teremos a glória do Sporting».

 

Discurso de Bruno de Carvalho na Assembleia Geral que teve lugar este domingo, bem recheado de platitudes, embora a ideia sobre a necessidade de "recriar a alma de campeão" seja partilhada por todos os sportinguistas, pese algum desacordo quanto aos métodos para concretizar esse objectivo.

 

Dito isto, fico a reflectir sobre uma outra afirmação sua... "a culpa é minha", relativamente ao empate com sabor a derrota de Guimarães. Um cínico até questionaria em que posição jogou Bruno de Carvalho, para ser a principal causa do resultado, mas é óbvio que não foi essa a sua intenção. Esta, sem margem para dúvidas, visa única e exclusivamente cativar simpatia, com o próximo acto eleitoral em mente. Mas até seria interessante ouvir o presidente explicar a especificidade desta sua culpabilidade. Será por ter contratado Jorge Jesus ?... Também não acredito que seja essa a causa, mas gostaria de ter uma explicação. Até porque não é agradável ficar a pensar que uma reunião magna é o local adequado para banalidades eleitoristas.

 

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publicado às 03:55

 

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Bruno de Carvalho foi instado a comentar a transferência de Bruno César do Estoril para o Sporting que, chegou a constar, tinha sido selada a custo zero, mas que posteriormente veio-se a saber através das contas publicadas no jornal Sporting, implicou, pelo menos, o pagamento de uma comissão de 1,3 milhões de euros.

 

Eis a explicação de Bruno de Carvalho na Assembleia Geral deste domingo:

 

«Mas quem é que disse que veio a custo zero? Eu, a administração? Passaria pela cabeça de alguém que isso acontecesse antes de Janeiro? O jogador estava num clube e houve compensação que como é óbvio foi feita. Querem inventar, mas têm azar».

 

A questão chegou à praça especulativa precisamente porque na altura nada foi explicado pelo presidente nem pela SAD. Que seja feito mais tarde, em uma qualquer publicação do Clube, não anula a sensatez de o fazer atempadamente, para evitar falsos rumores. Mas parece que a ideia é mesmo de "disfarçar" a realidade dos factos e minimizar o seu impacte mediático, à conveniência.

 

O mesmo aconteceu quando questionado sobre a transferência de Fredy Montero:

 

«Está tudo detalhado no sítio que tem de estar, para consulta das entidades que o quiserem fazer na altura que entenderem».

 
Se a reunião magna - como é constantemente propagada - é de facto o fórum onde tudo pode e deve ser dito e explicado, a obrigatoriedade implícita desse direito dos sócios e o exercício de liberdade de expressão e informação deviam passar, prioritariamente, pelo presidente do Conselho Directivo. Em vez de mandar os sócios ler um qualquer documento arquivado, devia ter explicado os contornos da transferência para o conhecimento de todos.
 
Isto, pelo menos, em conformidade com a tão badalada exigência de transparência que, a bem dizer, cada vez mais, parece ser apenas e tão só para "inglês ver".
 

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publicado às 15:46

 

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A Assembleia Geral (AG) de 24 de Abril convocada para o Edifício Multidesportivo, em Alvalade, corresponderá ao paradigma de outras reuniões magnas do Sporting desde há muitos (demasiados!) anos para cá: aqueles que conquistaram o poder vão agir de forma a controlar as intervenções e as votações. Entretanto, para ir aquecendo o ambiente, Jaime Marta Soares atirou mais gasolina para a fogueira e informou que o Conselho Leonino reunirá em 19 de Abril com a expulsão do conselheiro Rui Barreiro na agenda.

 

O ponto da Ordem de Trabalhos que tem suscitado mais comentários é o ponto quatro, onde os sportinguistas vão poder "discutir e deliberar sobre questões relacionadas com acções de responsabilidade civil". "Trata-se de saber o que está para trás e os respetivos desenvolvimentos. Não tem a ver com novas acusações", informou aos jornais o presidente da mesa da Assembleia Geral.

 

A informação prestada por Marta Soares provocou perplexidade porque nada esclarece. Na realidade, a direcção já estava mandatada para colocar processos judiciais decorrentes das auditorias às gestões anteriores, e que deram entrada na justiça civil, no passado dia 18 de Março, com uma acção indemnizatória de 73,6 milhões de euros. Pretende-se, por alguma razão, comprometer inequivocamente o Sporting-Clube no processo judicial? Fazer a AG substituir-se ao Conselho Fiscal e Disciplinar?

 

Também o ponto três da ordem de trabalhos gerou estranheza por acontecer muito antes do que é habitual. Trata-se da apreciação e votação do orçamento de receitas e despesas do Clube para o exercício de 1 de julho de 2016 a 30 de junho de 2017. Neste momento ainda não está disponível a documentação para consulta. Neste aspecto, os Estatutos do Sporting pecam por omissão, devendo ser revistos de modo a permitir a boa informação em tempo útil. A antecipação temporal desta votação destina-se a preparar o terreno para eleições antecipadas?

 

Com a precipitação dos acontecimentos e a aceleração do tempo, Bruno de Carvalho entrou em modo aversão à perda e passou a dar mais valor ao que pode perder do que ao que pode ganhar. Em parte por isso, a antecipação das eleições presidenciais surgiu como um cenário muito provável porque a situação actual lhe parecerá favorável. E construiu uma fábula onde o enquadramento e a contextualização da realidade envolvente assumiram foros de prioridade absoluta e o controlo do pensamento tornou-se crucial. A lógica terrível que se abateu sobre o Clube ao dividir os sportinguistas em "todos bons" e "todos maus" insere-se nessa estratégia.

 

Acontece que pretender impedir o pensamento crítico é exigir a sua suspensão. Sem pensamento crítico não há horizonte de futuro. Quando se pretende a suspensão do pensamento revela-se que não há optimismo possível. Felizmente, é impossível detê-lo, é como um rio caudaloso que galga irresistivelmente pelas margens.

 

 

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publicado às 14:26

Hoje é dia de Assembleia Geral !

Leão Zargo, em 16.01.16

 

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A Assembleia Geral (AG) que se realiza hoje em Alvalade não fugirá muito ao paradigma habitual de outras reuniões magnas desde há muitos (demasiados!) anos: o poder do momento conduzirá os trabalhos de forma a levar a água ao seu moinho. Aliás, todos nos recordamos de uma célebre AG realizada em Abril de 2012 em que Godinho Lopes fez aprovar com alguma facilidade a sua proposta de fusão da SPM na SAD, apesar de Bruno de Carvalho garantir que dispunha de um investimento no valor de 70M€ de um fundo norte-americano.

 

A AG “começou” da pior maneira, já que foi anunciada por Bruno de Carvalho no seu Facebook: "Solicitar de imediato ao presidente da Mesa da Assembleia Geral que convoque para o próximo mês de Janeiro uma Assembleia Geral para abordar todos estes temas e outros de interesse para o clube, convidando expressamente o associado Rui Barreiro a estar presente."

 

Acontece que numa sociedade livre quem foi intimado a comparecer a uma reunião nunca terá condições para apresentar e defender as suas convicções. O terreno foi minado e a lamentável conversa a propósito da segurança para os intervenientes incómodos é de bradar aos céus. Até parece que estamos num país ditatorial que, no lugar de reuniões democráticas, realiza sessões de crítica e de autocrítica com a ameaça de purga no final.

 

Este ambiente de intolerância faz recordar que, apesar de ser violentamente criticado, Godinho Lopes reuniu em Dezembro de 2012 com André Patrão para conversarem sobre a situação do Sporting. No final da reunião, o dinamizador do movimento Dar Rumo ao Sporting lamentou que o presidente do Clube “não tenha agido como seria melhor” e afirmou que a realização de uma AG do Sporting seria inevitável. São conhecidas as consequências desastrosas da gestão de Godinho Lopes, mas naquele dia ninguém perguntou a André Patrão se ele sentia a necessidade de quem lhe garantisse a segurança.

 

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Para agravar a situação, Jaime Marta Soares não se coibiu de atirar gasolina para a fogueira e dissertou a propósito de montanhas que pariram ratos. É de facto lamentável que o presidente da Mesa da Assembleia Geral não compreenda o carácter da sua função e a representatividade deveras essencial que dela decorre, assumindo publicamente posições de crítica a associados que expressaram a sua opinião. Marta Soares apoiou anteriores corpos directivos e, pelos vistos, precisa de parecer mais papista do que o próprio papa. Por isso e pelo que costuma acontecer nas reuniões magnas que dirige, aconselho que dedique algum tempo à leitura do “Guia das Assembleias Gerais”, de M. Roque Laia.

 

Numa entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias em Dezembro de 2012, Bruno de Carvalho afiançou que “a estabilidade não é um meio, é uma consequência. Isto é o que o Sporting tem de perceber de uma vez por todas, no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade.” Não ouso contestar a asserção. Mas, se a estabilidade “é uma consequência”, então não se percebe o que é que se passa actualmente no Sporting, pois apesar da liderança e do modelo que impôs, o presidente queixa-se constantemente da instabilidade e da desestabilização. Para mais, quando ele próprio garante que a oposição é constituída apenas por uma minoria. É estranho !

 

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publicado às 13:11

 

Bruno de Carvalho tirou mais um coelho da cartola e no decurso da Assembleia Geral de domingo informou a comunidade leonina que um “governo-sombra” constituído por seis conhecidos sportinguistas actua nos teclados de computadores com o intuito de defenestrar o presidente legitimamente eleito.

 

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No entanto, uma breve apreciação dos nomes que o Record pôs a circular permite perceber que a conversa é estapafúrdia e sem pés nem cabeça. Sendo todos conhecidos pelos sportinguistas é do domínio público o percurso de cada um no Sporting. Basta esta constatação para tornar impossível o que foi propalado. Mais, bastaria a Bruno de Carvalho conhecer um pouco da História do Clube nos últimos vinte anos para não permitir aquela associação de nomes. Agora, como listas atraem listas e o ensandecimento não paga imposto já vamos noutra organizada por apóstolos e discípulos. Menção honrosa para uns, vergonha para outros !

 

No fundo, a estratégia de criar sucessivas “cortinas de fumo” com a finalidade de atrair a atenção, a energia e a emoção dos sportinguistas para determinados assuntos, que nem serão os prioritários neste momento, permite que a inexistência de patrocínio para as camisolas e de naming para a Academia, as dúvidas sobre a eficácia do trabalho de Jorge Jesus, a difícil renovação de Carrillo ou o receio de flop da generalidade das contratações de 2015 pareçam assuntos marginais e de menor importância. São aspectos centrais da “vida” actual do Sporting, mas enquanto se esmiuça o discurso presidencial remete-se para o sótão os assuntos verdadeiramente preocupantes. E perante a forma como se pretende iludir a realidade fica-se com receio que o pior ainda esteja para vir.

 

Para muitos, a estratégia de Bruno de Carvalho é suicida. Provocou um maior isolamento do presidente entre os sportinguistas, cavou ainda mais fundo a divisão entre os adeptos, alienou o apoio de muitos que privilegiam a estabilidade e lançou dúvidas sobre a sua capacidade para gerir o Sporting. Chega a parecer que o presidente não dá ouvidos às agências de comunicação que ele próprio contratou para o Clube.

 

Percebe-se cada vez melhor que o Sporting ziguezagueia ao sabor do vento e das marés, sem um rumo definido e a navegar "à vista". Bruno de Carvalho pensará, quem sabe, que consegue governar o Sporting assim neste frenesim constante com a sua voz rouca e uma pseudo linguagem libertadora e transformadora, ameaçando quase tudo e quase todos. Neste contexto, a prometida transparência no quotidiano da acção directiva do Sporting é letra morta, assim como a celebrada cultura de exigência que o presidente prometeu implantar no Clube. Quando se chega a este ponto torna-se evidente o ambiente de fim de ciclo e que se passou à fase de contar as espingardas.

 

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publicado às 12:37

 

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Bruno de Carvalho falou na Assembleia Geral do Sporting, realizada este domingo, onde abordou vários temas da actualidade do Clube, assim como as contratações falhadas de Danilo Pereira, Franco Cervi e Mitroglou, se esta pode ser considerada falhada.

 

Referente à Ordem de Trabalhos e perante cerca de 300 sócios presentes, todas as propostas foram aprovadas por unanimidade e aclamação, nomeadamente:

 

 

- Relatório e Contas relativamente ao exercício de 1 de Julho de 2014 a 30 de Junho de 2015;

 

- Alteração ao empréstimo obrigacionista de 68 para 77,100 milhões de euros;

 

- Apresentação das conclusões das fases quatro e cinco da Auditoria de Gestão, que serão agora analisadas pelo Conselho Jurídico para determinar se existe fundamento para processar em Tribunal. (Os alvos serão José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco e até Pedro Santana Lopes)

 

- Alteração aos Estatutos visando a inclusão da Gala do Sporting.

 

 

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O discurso do presidente passa por invocar uma conjuntura de factos, muitas ironias e demagogia melodramática que, para ser sincero, na nossa opinião, teria sido melhor evitada, para permitir uma mais clara compreensão das inerentes realidades. Torna-se evidente, no entanto, que o seu objectivo era atacar diversos alvos numa só "empreitada".

 

Por falta de disponibilidade, abordaremos apenas algumas questões que consideramos de maior interesse. Em todo o caso, o discurso de Bruno de Carvalho está disponível aqui, e o leitor é livre de comentar qualquer temática:

 

* Sobre Danilo Pereira

 

"Carlos  Pereira disse que Danilo esteve no Sporting ? Essa declaração deixou-me furioso. Esteve em Alvalade e ninguém me disse. Foi o primeiro a ensinar-me a matemática reversiva. Demorou 48 horas a fazer um contrato por 4,5 milhões de euros, fechámos o acordo com o jogador em 48 horas e pelo que é público o negócio foi feito por 3,8 milhões de euros para o FC Porto. Danilo é do FC Porto desde pequenino. Os seus genes foram sempre o FC Porto. A nossa contabilidade é limpa e isenta, só temos canetas, folhas e computadores, não temos sacos de fruta. Euros iguais a Norte e a Sul ? Essa frase marcou-me, ficámos a saber que a prostituição é igual no continente e nas ilhas."

 

Este assunto já foi muito debatido e, na realidade, a explicação do presidente nada revela que não fosse já do foro público. É evidente que houve um entendimento menos transparente entre as partes para o jogador seguir rumo ao Norte. O que também parece claro é que não obstante o que foi negociado pelo Sporting, faltou o "preto no branco", permitindo, portanto, o "desvio" do atleta.

 

 

* Sobre Franco Cervi

 

"Dizem que sou muito lento a negociar. Eu digo a essas pessoas que ainda são muito novinhas. Quando um dia tiverem um filho têm de esperar 9 meses. As coisas não se fazem à pressa. E quando não se tem dinheiro então... O Cervi, o que li na comunicação social, é que o Sporting apresentou uma proposta de seis milhões de euros, e o negócio fez-se por 4,8 milhões. Com isto aprendi que o futebol é o único negócio em que se vende ao que paga menos. Cada um entenderá o que quiser. Não chego a todos mas mesmo assim os especialistas reconhecem que temos o plantel mais valioso. Vai deixar de ser em Junho porque o Cervi chega ao Benfica e vale no mínimo 200 milhões."

 

Bem... longa oratória, com abundância de ironias, mas ficamos a saber o mesmo, ou seja, que através da procuração que foi publicada, o Sporting mandatou o intermediário a negociar o jogador até 6 milhões de euros, mas não sabemos a real oferta do Sporting nem o que mais ocorreu que levou a que não fosse bem recebida pelo atleta e o seu clube.

 

 

* Sobre Mitroglou

 

"Um homem que bradava «eu tenho o contrato de Mitroglou !"... Relembro a esse senhor que o nosso treinador teve uma frase: «se quiséssemos o Mitroglou já o tínhamos há muito tempo.» O treinador do Sporting preferiu o Teo e renovar com o Slimani. O Sporting não pode ter os jogadores todos, fez um grande investimento este ano e arriscámos muito no que fizemos.

 

Muito pouco foi verdadeiramente explanado, mas dá para entender que a desistência do avançado grego deve-se às opções de Jorge Jesus. Não terá sido apresentada qualquer proposta, portanto.

 

 

* Sobre o caso da Doyen

 

"(...) O Sporting tem toda a razão, mas não fazemos a mínima ideia do que vai ser a decisão. (...) Se houver justiça ganhamos, se não houver podemos perder ou pouco ou tudo. A SAD recorrerá para os tribunais. Se perdermos de um lado, temos a certeza de que ganharemos do outro."

 

Já correu muita tinta sobre este caso e pouco adianta mais comentário. No entanto, se não compreendi mal as palavras do presidente, há desde já a intenção de recorrer para os tribunais caso a decisão do TAS seja desfavorável. Penso - mas não vou insistir - que um recurso de uma decisão do TAS só perante o Tribunal Supremo da Suíça. De uma forma ou outra, com este ou qualquer outro tribunal, escapa o bom senso Bruno de Carvalho ter a certeza que se perder num lado ganhará no outro.

 

 

 * Sobre Álvaro Sobrinho

 

"O Dr. Álvaro Sobrinho, grande sportinguista, a única coisa que fez foi passar a dívida a capital. Portanto quando os nossos detractores dizem que é um clube de sobrinhos, tias e avós, tenho a dizer que somos, porque prezamos a família e não labregos, otários e estúpidos. Temos construído tudo com muito trabalho e sacrifício."

 

Mais recados para terceiros e nenhumas explicações, mas é uma temática que o passar do tempo esclarecerá de forma mais concludente, no que diz respeito ao investimento de Álvaro Sobrinho na Sporting SAD.

 

 

* Sobre pirotecnia

 

"Agradecemos a todos os sportinguistas que foram ao Bessa. Sentimo-nos em casa e é importante que isso continue a acontecer. Não posso deixar de lamentar o uso de pirotecnia. São multas avultadíssimas. Tenham a completa noção de que cada vez que fazem isso estão a prejudicar fortemente o Sporting. Não podemos estar sempre a olhar para trás, a culpar tudo e todos, quando nós próprios afinal usamos gestão danosa com a utilização de algo que não tem interesse algum. É proibida !

 

Aqui só podemos subscrever na íntegra a essência da mensagem de Bruno de Carvalho, muito embora nos ultrapasse o seu uso do termo "gestão danosa" neste contexto. É obviamente um termo que lhe oferece muito conforto.

 

 

Tal como indiquei no início deste texto, isto consta apenas de algumas das temáticas abordadas no discurso. Outras foram: "Investimento no multidesportivo" - "Pavilhão João Rocha" - "Remuneração na estrutura" - "Sucesso na formação" - "Não há petróleo em Alvalade" - "Benfica é de Carnide" e "Comentadores de Facebook".

 

Termino com esta frase do presidente Bruno de Carvalho que dará pano para mangas em uma outra ocasião:

 

"Ainda não vi um comentador ou paineleiro que tivesse a experiência que eu tenho. Podem ter sido jogadores há 50 anos, jornalistas há 60, mas não percebem patavina do que é ser presidente de um clube. Ser presidente de um clube que estava falido que está como está hoje... têm de passar muitas gerações para perceber o que é ser presidente."

 

 

Adenda: O número oficial de sócios que participaram na Assembleia Geral foi 216. Segundo os "soldadinhos da falange", todos apoiantes de Bruno de Carvalho e "prova absoluta que o Sporting está unido".

 

Foi, salvo erro, Winston Churchill que disse; "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes de a verdade ter tempo de se vestir" !... Segundo Jaime Marta Soares, "uma assembleia geral extraordinária". É caso para dizer que quando um político disser uma verdade, o Mundo acaba. Pelos vistos, ainda não acabou !

 

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publicado às 04:20

No dia da Assembleia Geral...

Leão Zargo, em 28.06.15

 

“Realmente não se aprende a pensar; essa é a coisa mais bem distribuída no mundo, a mais espontânea, a mais orgânica. Mas aquela de que estamos mais desviados. Pode-se desaprender de pensar. Tudo contribui para isso. Entregar-se ao pensamento exige mesmo audácia, quando tudo se lhe opõe, e em primeiro lugar, muitas vezes, nós próprios.”

 

Viviane Forrester, O Horror Económico

 

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Pretender impedir o pensamento crítico é exigir a suspensão do pensamento. Sem pensamento crítico não há horizonte de futuro. Quando se defende a suspensão do pensamento revela-se que não há optimismo possível.

 

É como um rio caudaloso que galga as margens. É impossível detê-lo.

 

Há uma lógica de terrível que se abateu sobre o clube ao dividir os sportinguistas em "todos bons" e "todos maus" como se isso fosse possível. No entanto, talvez pela sua infantilidade, tem sido “vendida” como verdadeira de tanto ser repetida e batida através de frases feitas e de poses ensaiadas.

 

Ao contrário do que é propagandeado não existe saudosismo pelo Project Finance de Roquette. O que os sportinguistas querem é uma avaliação sem anátemas do caminho que se realizou no passado, sem estratégias de poder e de comunicação. O que os sportinguistas querem é um presidente que compreenda que o Sporting é um clube centenário com uma história que deve ser reconhecida e não criticada. O que os sportinguistas querem é um presidente que una a nação sportinguista e não quem, de forma insistente, provoque a cisão e divida para reinar.

 

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publicado às 09:59

3 minutos e afins

Rui Gomes, em 17.01.15

 

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Não podia deixar de expressar quanto me repugna a baixeza de alguns comentários que se verificaram no recém-post do City Lion. Quer se concorde ou não com a opinião do autor, escapa-me totalmente a necessidade de recorrer ao tipo de linguagem e ofensas grosseiras que me obrigaram a editar os escritos dos energúmenos que ontem, e invariavelmente, surgem a defender o que é  obviamente a causa deles: não o Sporting Clube de Portugal, mas sim a pessoa do Bruno de Carvalho. Triste e lamentável !!!

 

Outra questão que se verificou, repetidamente, é o desafio para quem quer que seja que tenha opinião diferente, ter a "coragem" de se apresentar na Assembleia Geral e confrontar o presidente. Até acho isto hilariante, apenas e tão só por se pensar que é necessário ter uma constância extraordinária, tipo super-homem, para questionar directa e publicamente este ou qualquer outro presidente.

 

Já participei em muitas reuniões magnas e até liderei algumas, ao longo dos anos. Teoricamente, é o local e o momento indicados para esclarecer questões de interesse aos clubes e aos sócios. Na prática, contudo, não é bem assim, porque assuntos que por norma envolvem alguma complexidade, não podem de modo algum serem explanados em uns escassos três minutos. Além do mais, é um fórum completamente controlado pela Mesa e não é infrequente não se ter acesso à palavra.

 

Pelas circunstâncias da minha vida, encontro-me distante neste momento e não me será possível estar hoje presente na Assembleia Geral, mas também esclareço que hesitaria em ir, salvo pela curiosidade, precisamente pelo que indico acima. Dito isto, adorava confrontar este presidente do Sporting com algumas questões que me preocupam, mas em um fórum onde ambos estivéssemos em situação de igualdade, e sem ele ter a protecção de regras e do protocolo inerentes a uma reunião deste cariz.

 

Por fim, esclareço, desde já, que futuros posts do City Lion terão a moderação activada e serei eu a controlar a publicação dos comentários. É inadmissível, independente das diferenças de opinião, que o blogue seja alvo de ofensas gratuitas e linguagem primitiva. Os imbecis que insistem em agir deste modo, não merecem ter presença pública. E...é escusado virem com argumentos que os posts do meu colega são "assim e assado". Tem a sua opinião, não ofende os leitores pessoalmente e não há razão alguma para debater as questões, salvo construtivamente.

 

Este espaço é de facto democrático, mas essa democracia é controlada por mim. Quem não gosta é livre de não visitar ou comentar. Este é um exercício muito desgastante, que envolve muitas horas diárias de trabalho e sem qualquer compensação, salvo "falar" Sporting com sportinguistas. Quem não respeitar não será respeitado e se chegar o dia em que eu entenda que deixa de existir razão e ambiente para manter o blogue, este será encerrado. Tão simples como isto.

 

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publicado às 13:45

Assembleia Geral inútil

Rui Gomes, em 09.01.15

 

assembleia-geral.jpg

 

Desde o primeiro dia que entendi - e já aqui escrevi - a convocatória da Assembleia Geral que se realizará no dia 17 do corrente, como um meio vislumbrado por Bruno de Carvalho para que uma minoria de sócios lhe prestasse a vassalagem  por que ele tanto desespera.

 

Nada mudou desde esse dia, salvo o acréscimo polémico do diferendo com Marco Silva, entretanto resolvido, a única consideração que poderia dar alguma razão de ser à realização da reunião magna. Perante a circunstância do momento, este propósito deveria ser reconsiderado e anulado.

 

Em linha com este meu pensamento, Sérgio Abrantes Mendes, na sua coluna semanal no díário "A Bola", escreve o seguinte:

 

«Ao pôr fim a um diferendo que, desde meados de Dezembro passado, começou a minar a paz e coesão do universo leonino, o presidente Bruno de Carvalho sentiu o perigo e, certamente, não deixou de compreender a verdadeira génese deste Clube tão especial e diferente, reconhecendo que era tempo de retomar o caminho anteriormente sufragrado pela maioria dos associados.

Parece-me, assim, desprovida de interesse, fundamento ou utilidade, a meio do mandato, de uma Assembleia Geral onde, entre outras matérias, se pretende uma espécie de voto de confiança à acção governativa quando um tal procedimento só teria justificação caso persistisse a intenção de destituir o treinador Marco Silva.»

 

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publicado às 13:16

O modelo surreal

Rui Gomes, em 19.12.12

 

 

Não é de perder a próxima sessão de trabalhos da mesa da assembleia geral que vai a «prolongamento», na segunda-feira, dia 24 de dezembro, pelas 22h30, na TVi24.

 

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publicado às 18:28

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