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Vítor Ferreira, antigo vice-presidente do Sporting nos primeiros dois anos de mandato de Bruno de Carvalho, não viu nem ouviu, mas soube que o dirigente máximo do clube chamou-o de "burro" no discurso de abertura da recém-Assembleia Geral do Clube. O advogado que nas últimas eleições esteve ao lado de Pedro Madeira Rodrigues coloca a tónica na "ordinarice e má-educação" do presidente, defendendo-se a dizer que não é desonesto:

 

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«Se calhar atacou-me por ter recusado o convite para a inauguração do Pavilhão João Rocha, que foi feito às 10h30 do próprio dia, o qual, naturalmente, recusei. Perguntei se estavam a brincar comigo, mas Bruno de Carvalho tem alguma razão, de facto. Entendo que burro é o presidente do Sporting, além disso tem outras qualidades inatas, como a ordinarice e a má-educação, entre outras que toda a gente sabe e o colocam mal perante a sociedade. Não acompanho gente dessa.

 

Fui burro, porque o apoiei e acreditei nele, mas não sou desonesto. Mudei, deixei de o apoiar. Sou alvo de um processo? Não sei porquê, não tenho feito nada e estou afastado, tirando as últimas eleições. Nunca o denunciei. Ele anda a sonhar comigo, mas não gosto de homens».

 

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publicado às 03:45

 

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Recuso acreditar que mesmo os mais fervorosos apoiantes de Bruno de Carvalho não estejam fartos e cansados deste constante estado de guerrilha provocado pelo presidente, uma "lavagem de roupa suja" diária que directa e indirectamente arrasta o nome e a imagem do Sporting Clube de Portugal para a lama.

 

Como já foi aqui referido por leitores, este último caso da misteriosa email que faz alvo pessoal de Bruno de Carvalho (ver este post) nunca devia ter sido transportado para uma reunião magna, proposição que faz sentido a qualquer pessoa sensata. Não satisfeito com isto, sai agora a informação que a Sporting SAD vai levar o caso à Justiça.

 

O caso, aparentemente, envolve um antigo candidato aos órgãos sociais do Clube, José Pedro Rodrigues, que integrava a lista de Pedro Madeira Rodrigues, no acto eleitoral de 4 de Março. Isto, segundo o que Bruno de Carvalho afirmou na Assembleia Geral de sexta-feira, a tal que foi deliberadamente divulgada de forma muito discreta e que acabou por contar apenas com a participação de pouco mais de cem sócios, a maioria dos quais dirigentes no activo e funcionários do Sporting.

 

Eis um breve resumo do que José Pedro Rodrigues teve para dizer sobre este assunto:

 

«Bruno de Carvalho utiliza a calúnia e a falsidade como arma de comunicação, e infelizmente já não é a primeira vez que o faz comigo e com inúmeros sportinguistas. Lamento que o actual presidente do Sporting procure criar factos e opte por ataques pessoais que só alimentam o clima de guerrilha constante.

 

Não tenho nada a ver com esta campanha nem qualquer responsabilidade nos processos em que o presidente do Sporting estará envolvido. Bruno de Carvalho procura matar o mensageiro. Recebi e partilhei a informação com Luís Loureiro, vogal do Conselho Directivo, e João Ferreira Sampaio, presidente da Mesa da Assembleia Geral da SAD».

 

Uma "fonte" próxima da administração da SAD revelou ao Record que "a partir do momento em que o senhor José Pedro Rodrigues se afirma como mero mensageiro, assume que aquele email é verdadeiro. Sendo um documento ‘word’ enviado dois dias antes da peça da TVI [sobre o tema das comissões] ir para o ar, pode ter existido da parte de José Pedro Rodrigues cumplicidade na propagação desta informação. Neste sentido, terá de explicar em tribunal qual o seu papel na divulgação desta informação e de quem a recebeu. A administração não deixará, também, de apurar comportamentos internos, ou seja, promete "analisar com as pessoas que terão recebido o email de José Pedro Rodrigues, nomeadamente Luís Loureiro e João Sampaio, o tempo que demoraram a comunicar a existência do mesmo".

 

Este texto não visa defender José Pedro Rodrigues, pessoa nossa desconhecida, nem qualquer outra parte, até porque não temos o mínimo conhecimento de causa sobre o que está a ser evocado, salvo pelas notícias. Tudo isto já parece um circo que anda de terra em terra a dar espectáculos carnavalescos à conveniência dos conhecidos interlocutores.

 

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publicado às 03:44

 

Bruno de Carvalho desferiu um ataque com muitas mensagens para dentro do Sporting, na Assembleia Geral que foi realizada esta sexta-feira. "Reles, porcos, nojentos"... algum do vocabulário utilizado por um homem que além de carecer de bom senso, é incapaz de estar e agir com o mínimo de dignidade.

 

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Apresentou-se como vítima de uma campanha de difamação e acusa José Pedro Rodrigues - antigo candidato aos órgãos sociais do clube - de estar a difundir um e-mail "lamentável e nojento" com informações falsas a seu respeito:

 

«Estes senhores que se dizem do Sporting e andam em almocinhos com pessoas do Benfica, fazem pior, metem a minha futura esposa no meio disto tudo. É o que chegámos nos clubes rivais e de pessoas do nosso clube. [...] São reles, porcos, nojentos!».

 

Isto, enquanto lia um suposto e-mail, enviado dois dias antes de uma reportagem de uma televisão, onde é acusado de receber comissões nas transferências dos jogadores do Sporting:

 

"Isto é o pior do Sporting, a juntar-se aos nossos inimigos, pois rivais não fazem isto. Isto é do mais baixo e do mais reles que já vi na minha vida. Espero que a pessoa esteja breve a fazer emojis num quartinho em Caxias. Que estejam claros, os nossos inimigos internos e externos, não vão ter um segundo de descanso a partir de hoje! Foram tão burros, que a minha reflexão acabou hoje quando recebi o e-mail. Estou e estou para ficar, estou para continuar a defender os interesses do Sporting. Vamos recolocar o Sporting onde merece. Esses senhores acabaram a minha reflexão!».

 

Bruno de Carvalho explicou ainda que parte das informações que leu no tal e-mail estavam preparadas para sair nos próximos dias, visando a sua pessoa:

 

«É bonito irmos para o Facebook escrever, irmos para os jornais, dizermos umas coisas aqui nas AG’s… Mas tenho pais, irmãos, filhos, uma pessoa com quem vou casar… Isto era o que ia sair a pouco e pouco na comunicação social. Este lixo e este crime era o que estava preparado pelos nossos inimigos externos, apoiado, como vimos, por pseudo-sportinguistas. Há sportinguistas que tenho vergonha que o sejam».

 

Ainda no mesmo e-mail, Bruno de Carvalho é acusado de ter-se deslocado a Londres com a noiva, Joana Ornelas, para movimentar contas abertas em nome dos dois em paraísos fiscais. Também, ter-se-á aconselhado com Ricciardi sobre transferências para paraísos fiscais, de acordo com o mail lido pelo líder do Sporting na Assembleia-Geral do clube. E que terá mexido em contas sem dar justificações aos outros elementos da SAD.

 

Já chega, não tenho pachorra para mais. Este individuo satura de tal forma que chegamos ao ponto de sentirmos uma dor aguda mal o seu nome é referido. Mas que Sporting é este ?

 

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publicado às 03:38

Bruno de Carvalho vai processar TVI

Rui Gomes, em 17.06.17

 

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Em causa notícias sobre fuga ao fisco e alegadas comissões pagas pela SAD ao líder leonino

 

Bruno de Carvalho voltou ao Facebook, através da conta do director de comunicação Nuno Saraiva, para anunciar uma queixa-crime contra a estação de televisão TVI, devido à publicação de uma peça sobre uma alegada investigação ao Sporting por fuga ao fisco e ainda supostos benefícios para ele próprio de comissões pagas pela SAD.

 

"Com total despudor e desrespeito, volta-se a colocar o meu nome na praça pública cometendo o crime de difamação e injúria causando avultados prejuízos a mim, ao Clube e à SAD".

 

Esperamos que desta vez tenha razão.

 

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publicado às 03:45

O caso do "gravador escondido"

Rui Gomes, em 09.06.17

 

De regresso a Portugal após deslocações ao Canadá e a Guatemala, Bruno de Carvalho não evitou os jornalistas mas reagiu com ironia com clara inferência ao caso da divulgação da gravação da conversa, em "off", que manteve recentemente com elementos da imprensa portuguesa:

 

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Jornalista: Foi proveitosa a viagem ?

 

Bruno de Carvalho: Não percebi a pergunta.

 

Jornalista: Foi proveitosa a viagem ?

 

Bruno de Carvalho: Peço desculpa, não percebi outra vez.

 

Jornalista: E as notícias sobre as gravações com jornalistas ?

 

Bruno de Carvalho: Acho que é exactamente por isso que não estou a perceber as perguntas. Deve ser algum gravador que está aí escondido. Não estou a conseguir perceber as perguntas.

 

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publicado às 13:53

 

 

Não obstante a nossa posição crítica para com Bruno de Carvalho, desde sempre, e indiferente do que ele disse em conversa com os jornalistas - que até não é novidade alguma, por lamentável que seja - estamos perante mais um exemplo do repugnante jornalismo que existe em Portugal, onde uma conversa em particular é gravada de modo vil e subsequentemente divulgada na praça pública.

 

Ao fim e ao cabo, apenas reflecte o País e uma mentalidade retrogradada que impede o seu desenvolvimento.

 

P.S.: Quem desejar, pode ver/ouvir aqui um outro vídeo de 57 minutos de duração.

 

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publicado às 05:16

 

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Considerações de Bruno de Carvalho em entrevista à rádio CIRV FM de Toronto, Canadá:

 

«Olhando para a realidade dos factos, não há propostas por ninguém. O Sporting está no mercado, não está vendedor, é um facto, mas se surgirem propostas impossíveis de recusar, é o que faremos.

 

Fábio Coentrão? O Sporting está receptivo porque tem de formar uma grande equipa.

 

Aquilo que quero dizer aos sportinguistas é que tenham a noção que vamos fazer um plantel para alcançar o principal objectivo: ser campeão.

 

Percebemos perfeitamente o que fizemos de menos bem esta época. O plantel era muito extenso e isso não favoreceu a gestão do balneário. Alguns jogadores não vingaram. Quando temos excesso de jogadores, a adaptação não é assim tão fácil. Foi um erro que se cometeu e assumo-o completamente».

 

É por de mais lógico e evidente que mesmo que hajam propostas por activos do Sporting, Bruno de Carvalho não o vai admitir, e faz bem. Já quanto ao plantel que é pretendido, até ao momento ainda não se viu nada de "encher o olho", mas reconhece-se que ainda é cedo. No que diz respeito a Fábio Coentrão, acabei de ler uma notícia - à hora que preparo este post - que o defesa do Real Madrid falhou o treino de adaptação ao relvado em Cardiff e está em dúvida para a final da Champions, que será disputada este sábado às 19h45. A vir, mesmo por empréstimo, é este o maior receio com o jogador. O seu histórico de lesões é deveras alarmante.

 

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publicado às 03:40

 

É hoje reportado que Bruno de Carvalho pode vir a ser suspenso entre dois meses e dois anos, devido a declarações consideradas ofensivas e injuriosas e que foram proferidas no Núcleo do Sporting das Caldas da Rainha, a 7 de Janeiro deste ano.

 

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Pelo menos é esse o entendimento da Comissão de Instrutores da Liga Portugal, que já deduziu acusação contra o presidente leonino e recomendou a referida moldura penal ao Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), órgão ao qual caberá a decisão de eventual punição. De resto, está já marcada para 6 de Junho uma audição do dirigente junto do próprio CD da FPF.

 

O presidente do Sporting acusou os árbitros de actuar de forma condicionada, durante o campeonato que findou no passado fim-de-semana, usando mesmo o termo "espoliar" para se referir à classe dos juízes.

 

"Da análise das declarações [...] resulta estarmos perante afirmações que, nos termos em que foram reproduzidas, possuem carga valorativa ultrajante, claramente ofensiva dos árbitros em geral, cuja imparcialidade foi colocada em causa", pode ler-se no despacho de acusação enviado pela Liga à Federação.

 

A Comissão de Instrutores conclui que o líder verde e branco proferiu palavras de "injúria e difamação".

 

Para além da possível suspensão, Bruno de Carvalho poderá ainda ser punido com uma multa.

 

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publicado às 16:37

Imaginações descabidas e afins

Rui Gomes, em 25.05.17

 

Creio que foi a Rádio Renascença que avançou a notícia - a bem dizer, o boato - que Bruno de Carvalho irá proceder a um período de reflexão que o pode levar a dizer adeus ao Sporting, caso não consiga quebrar o jejum de títulos que já vem de 2002, na próxima temporada. 

 

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Segundo a estação, a informação originou com uma "fonte leonina" não identificada que, além do mais, também terá indicado que o actual presidente vê em Jorge Jesus não só "um profissional com credenciais já bem vincadas no seio do futebol português" mas também um "amigo".

 

Considerando que já passaram umas boas horas desde que a "notícia" aterrou na praça, Bruno de Carvalho já teve amplo tempo e oportunidade para rogar umas quantas pragas ao autor anónimo da revelação - isto, partindo do princípio que a pessoa existe - que não soube tomar as rédeas da sua muito fértil e descabida imaginação.

 

Mesmo visto à distância, é quase impossível vislumbrar um cenário em que Bruno de Carvalho venha a abandonar o trono do seu sonho voluntariamente. A única muito remota hipótese é o surgimento de uma contestação do tamanho do Monte Everest e/ou uma Assembleia Geral extraordinária para esse fim, e, mesmo assim, será necessário ver para acreditar.

 

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publicado às 04:26

Morder a mão que dá o comer

Naçao Valente, em 19.05.17

 

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Bruno Azevedo de Carvalho não para de me surpreender. Já me tinha habituado às suas diatribes contra os que o criticavam; antigos presidentes, sócios contestatários, a nível interno, ou adversários a nível externo. São inúmeras as guerras que comprou e não pagou; com funcionários do clube, com agentes desportivos, com instituições. Da sua trincheira nas redes sociais partiram os ataques mais virulentos. Todos pasmamos com a descabelada crítica pública no Facebook, à equipa que acabara de perder um jogo em Guimarães. O mais preocupante é que este comportamento tornou-se recorrente, com reflexos negativos na moralização do balneário, e nos resultados, como aconteceu durante esta época. Mas o conteúdo da última comunicação nem lembra ao diabo.


Quando há dias surgiu a notícia que ia deixar de comunicar pelo Facebook, estive tentado a acreditar, embora com reservas, dada a personalidade narcisista do presidente. Como justificação apresenta a interferência na sua vida pessoal. Mas quem mistura a sua privacidade com a actividade da colectividade não é o próprio Bruno?

 

Ao ler, porém, o extenso comunicado justificativo perdi todas as ilusões. Não há ali qualquer intenção de moderar o verbo, antes pelo contrário. O que lá está é mais do mesmo, um sacudir a água do capote das responsabilidades. Com excepção da sua pessoa nada escapa ao crivo da sua crítica. A novidade é que desta vez nem os seus colaboradores directos e os seus acólitos escapam à sua verborreia. A culpa estende-se aos técnicos, às modalidades e pasme-se, aos próprios adeptos que ousam apoiar os “meninos” que recusam crescer. O homem contra o mundo. O curioso é que não vi ainda nenhuma manifestação de repúdio por parte dos 86 por cento que lhe deram a reeleição. A surpresa estende-se, portanto, à apatia de quem o sustenta no poder.


Ultrapassada a reeleição, Bruno de Carvalho parece fazer jus ao ditado que diz que “morde a mão que lhe dá de comer”. Fazendo inversão do ónus do poder, não compreende ou não quer compreender, que a soberania do clube a que preside, pertence aos seus associados, e que o lugar que ocupa é transitório. Considera, cada vez mais, o Sporting como uma coutada sua. Veja-se o infeliz mudança da gala de aniversário para coincidir com o seu casamento, o que não deixa de ser um acto de abuso de poder. Noutras circunstâncias já vi ilustres sportinguistas iniciar um processo de destituição de um presidente. Por onde andarão?

 

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publicado às 15:00

Ruptura total !

Ricardo Leão, em 19.05.17

 

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Direcção e equipa técnica de Jorge Jesus em ruptura. Jesus quer saír. Vicente Moura já saíu. Previstas mais saídas de membros da SAD. Bruno que vender Gélson, Patrício, Adrien e William. Situação financeira agrava-se. Azevedo é parte do problema e não da solução. Novas eleições até ao final do ano. 

 

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publicado às 03:32

 

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Uma abusivamente longa missiva de Bruno de Carvalho no seu favorito Facebook, através da qual comunica entre mil e uma outras coisas que vai abandonar esta rede social:

 

«As plataformas, para mim, continuam a ser um modo de comunicação global privilegiado. Apesar disso, e depois de uma profunda análise, creio que chegou a hora de abandonar o Facebook. A minha vontade de proximidade com o universo leonino, acabou por ter um lado perverso que não pretendo ver aumentado. Tem a ver com o ultrapassar de fronteiras onde se confunde vontade de estar próximo com o ser incomodado, a toda a hora, com opiniões despropositadas e intromissões na vida pessoal. Serei sempre um Presidente próximo, presente e consciente das suas tarefas e objectivos, mas esta ferramenta deixará de ser um desses modos de comunicação com a Família Sportinguista.

 

Assim, este será o meu último post que espero contribua para a compreensão de toda a estratégia pretendida para o Sporting Clube de Portugal e o papel de todos para a sua concretização».

 

Não é necessário recorrer ao parecer de um cínico para concluir que esta comunicação não é mais do que um apelo ao apoio populista que sempre o rodeou, recorrendo, de algum modo, a psicologia inversa. Após mais de quatro anos no trono de Alvalade, Bruno de Carvalho sente, hoje mais do que nunca, o seu conforto a desintegrar-se por baixo dos pés e entendeu que era a altura certa para o que para ele serão medidas drásticas... o propalado abandono do Facebook.

 

Confesso que já não tenho pachorra para procecer à dissecação de tão longo testamento ardiloso, típico do proverbial vendedor de banha da cobra. Lamentavelmente, vejo-me obrigado a transcrever aqui o resto do escrito, uma vez que o link do Facebook não está a funcionar. A conta terá sido suspensa ou fechada, não sei bem qual:

 

«...Compreendo perfeitamente a frustração desta época, e não só a nível do futebol, mas o que tenho lido e recebido de mensagens ultrapassa o limite da justiça e respeito que se deveria ter por quem, como eu, passei a dedicar a minha vida ao Clube que amo. Todos devemos refletir e ser justos com vista ao nosso objectivo comum: a Glória!

 

Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los. Nos bons e maus momentos dizemos nós! E tem de ser assim. Mas não podemos ser só nós, dirigentes e adeptos, a sofrer. Neste Clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus. O seu direito é ter boas condições de trabalho e os ordenados em dia. O seu dever é ser profissionais, honrarem a nossa camisola, dignificarem o Clube, vencerem ou lutarem até à exaustão e terem sempre compromisso com os objectivos estabelecidos: ganhar, conquistando todos os títulos que disputam.

 

Não nos devemos esquecer do esforço herculeano, feito por esta Direcção, para realizar os maiores investimentos de sempre em todas as modalidades. Nem que seja só por isso, estes "meninos" têm que ser sempre homens e ganhar os seus jogos e conquistar títulos, sem desculpas, sem estar sempre a falar de arbitragens, sem usar adversidades inexperadas ou o azar, percebendo que têm de fazer muito mais, e que a massa adepta que apoia o Sporting CP merece a Glória e não apenas viver alegrias a "espaços", dada por quem tem a sorte e o privilégio de envergar a nossa camisola.

 

O meu maior erro foi ainda não ter conseguido incutir nos adeptos esse sentimento de exigência constante, esse sentimento de que ninguém faz favor de servir o Sporting CP, mas, pelo contrário, ou está disposto a "morrer" em cada embate ou não merece ser apoiado.

 

Quando se aponta o dedo aos "meninos" é o "aqui d'el-rei". Credo! É o horror, o sacrilégio... Começam logo os opinadores leoninos: faça-o em privado, não confunda coisas, não é bem assim, etc. ... Tendo uma "alma pequena", não podemos exigir constantemente a grandeza e iremos continuar a viver com menos vitórias do que as que poderiamos ter e, ainda por cima, supostamente eu "teria" que ficar "agradecido" apenas por jogarem. Este tipo de raciocínio não é para mim. Não podemos ganhar sempre, mas temos sempre que honrar e dignificar a nossa camisola, com suor e, se for preciso, até à exaustão de cair para o lado, sem mais forças, no fim de cada jogo. Pelo menos nas derrotas temos de ver atletas físicamente de rastos.

 

As modalidades, como todos sabem uma das minhas paixões além do futebol, sei bem que são elas que nos permitem ser a maior potência desportiva nacional através, não só do ecletismo, mas sobretudo pelos mais de 20 mil títulos, nacionais e internacionais, conquistados e que têm feito de nós, ao longo dos anos, tão grandes como os maiores da Europa. Neste capítulo, irei sempre orgulhar-me de ter sido o Presidente que, com a sua equipa, construiu o Pavilhão e que, ao invés de acabar com as modalidades, trouxe novas e fez regressar algumas das históricas, e tudo isto com os maiores investimentos de sempre feitos pelo Clube no seu ecletismo.

 

Mas isto tem de obrigar-nos a ter, sem medos nem receios, uma cultura de exigência diária para com todos os que servem este Clube. E assim o faço, a começar por mim próprio, mas devo aqui alertar que os adeptos foram muitas vezes, com toda a sua boa vontade e sentimento de defesa da sua "familia", um "entrave" pois, sem querer, foram enchendo egos e aceitando, ou dando mesmo, desculpas para os insucessos.

 

Ainda não consegui, em 4 anos, mudar completamente essa mentalidade. Percebo que os sportinguistas vejam, nas restantes modalidades, o escape dos insucessos do futebol. Mas temos de deixar de ter esse espírito e saber acompanhar o investimento feito e logo perceber que o grau de exigência tem de crescer proporcionalmente e na mesma medida. Podemos e devemos manter a postura e convicção de que somos os melhores adeptos do mundo, mas exigir, exigir sempre!

 

Quanto ao futebol, para além de toda a realidade escrita nos parágrafos anteriores, e porque também estamos com os maiores investimentos de sempre, nada mudou desde o que disse durante as eleições, ou após o jogo contra o Belenenses e o meu post de esclarecimento de qual é o projecto e de quem é o meu treinador ou o resultado contra o Feirense. Só os mais desatentos não ouviram, após o jogo contra o Belenenses, que eu disse "na próxima época" tudo tem de mudar. Porque será que não disse no próximo jogo tudo tem de mudar?

 

Também no futebol temos de subir um degrau. Nós, dentro das 4 linhas, com Esforço, Dedicação, Devoção e obtenção de Glória. E os restantes adeptos, mantendo o estádio cheio mas deixando sempre claro que somos exigentes, que queremos vencer, que todos têm de ter um grau de entrega e compromisso equivalente à grandeza do nosso Clube.

 

Não é neste jogo contra o Chaves que devemos terminar a época com apupos ou contestação. Devemos marcar presença e em força, mostrar o nosso apoio sem igual e, com isso, deixar uma mensagem inequivoca a mim Presidente, restantes dirigentes, equipas técnicas e atletas de que, o próximo ano, continuará a ser de grande apoio mas de tolerância zero. Queremos e merecemos ser campeões, mas acima de tudo queremos respeito por quem nos serve e que se entreguem de alma e coração em cada partida. Eu, como Presidente, assumo essa mensagem, assumo essa exigência, assumo essa pressão e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que, além da recuperação do Clube já efectuada, poder fazer-nos a todos felizes.

 

Amo o Sporting Clube de Portugal e prometo a todos que, na próxima época, vou ainda fazer mais e melhor, vou continuar a dar a minha vida por este meu Amor e vamos mostrar, com a vossa ajuda, em todas as modalidades e nomeadamente no futebol, porque somos o grande Sporting Clube de Portugal.

 

Já o disse e repito, não existe margem para mais erros. Assim, só quem perceber a grandeza deste Clube, tiver alma de campeão, de combatente e de compromisso se manterá neste projecto.

 

Sempre disse que, ou temos um exército pronto para lutar a meu lado ou não é possível atingir o que quero para o nosso Clube.

 

Assumo que continuamos a não o ter. Continuamos a ser um Clube onde ainda existem pessoas de grandes egos, que se intrometem na vida do Clube, de opinadores fáceis mesmo não sabendo nada do que se passa não se coibindo em cada oportunidade de aparecer nos media, em vez de nos mantermos sempre unidos, incondicionalmente, com quem lidera o Clube e, assim, tendo a mesma linguagem de exigência para com todos.

 

Ser líder é, entre outras coisas, ter objectivos mas também ser feliz. O meu objectivo está ainda mais forte do que alguma vez esteve: ser campeão! E em tudo. Mas feliz não estou.

 

Percebi a mensagem dos 90% de sportinguistas que foram votar: queremos ser felizes. E não lhes vou virar a cara, mesmo num momento de grande mágoa que tenho. Por eles e pelo nosso grande Sporting Clube de Portugal vou, mais uma vez, colocando o que sinto e a minha vida em segundo plano, retribuir a confiança que depositaram em mim e dar-nos a merecida alegria de podermos dizer que somos campeões!

 

Mas volto a alertar que, com tudo o que vejo, leio e recebo de mensagens, e porque não consigo viver com a bipolaridade de algumas pessoas, se nada se alterar nunca atingiremos a plenitude do sucesso que queremos.

 

Considero que após este Esforço, Dedicação e Devoção que finalmente nos irá dar a tão merecida Glória, devido à estupidez humana e bipolaridade latente, a dúvida persiste em mim sobre quando será o tempo de vir alguém liderar este Clube, que, mesmo que não perceba nada do que é isso, goste do protagonismo que esta posição dá e que eu detesto. Que consiga conviver com esta falta de exigência diária que me mata. Que saiba viver com esta falta de militância que não permite olhar para o futuro com outros olhos. Que não se importe com os sportinguistas a quererem meter-se constantemente na sua vida sobre todos os assuntos, mesmo os mais incríveis que se possa pensar. Que não se importe com a ingratidão constante de muitos. E que seja feliz a ser "discreto" a cada insucesso só para ser "popular" e passar pelos pingos da chuva a cada tempestade.

 

A única coisa que vos peço para a próxima época é que me deixem em paz, que me deixem trabalhar como eu achar melhor para depois poderem viver as alegrias que tanto merecemos.

 

A próxima época será assim mais um momento crucial da minha passagem pelo Clube, e não existirá ninguém mais motivado do que eu para a Glória que tanto merecemos.

 

Acreditem que, se todos estivernos focados na exigência e competência máxima, vamos tê-la. Todos, e aqui até dos adeptos falo, temos uma missão para esta importante alteração de mentalidade que tem de ser uma realidade em todas as modalidades. Tudo começa pela vontade, querer, garra, alma, cumplicidade, força, superação e talento. Se isto falha, nada se constrói. E temos de ter a consciência de que nada disto acontece se formos amenizando esta realidade, dando uma escapatória a quem não a tem: quem serve este Clube tem de nos trazer a Glória e, se tal não suceder, não pode permanecer.

 

Amo-te Sporting, e nada nem ninguém irá mudar isso e com este Amor nem a morte nos separará!».

 

 

Nota: Comentários gratuitos, especialmente de não sportinguistas, serão editados.

 

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publicado às 04:55

 

Poderá ser entendido como um ponto final na especulação em torno da (não) continuidade de Jorge Jesus como treinador do Sporting, mas, na realidade, para os mais atentos, nunca houve grandes dúvidas sobre isso, e algum sombrio que existia foi rapidamente suprimido com o surgimento em cena de José Maria Ricciardi.

 

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Presidente e treinador estiveram finalmente reunidos esta segunda-feira, em Alvalade, e muito embora detalhes do encontro ainda não tenham chegado à praça, não é segredo de Estado algum a agenda de discussão sobre a mesa. Além de lapidar algumas arestas pontiagudas inerentes ao que se tem passado nestas últimas dolorosas semanas, os dois "cabeças" do futebol leonino terão debatido os prós e contras (mais contras do que prós) da época que no próximo domingo chega ao seu termo, assim como o futuro do futebol verde-e-branco.

 

Indiferente do que terá ocorrido e das opiniões que decerto se fizeram ouvir pelas partes, o que sai cá para fora é que a reunião de cerca de duas horas terminou num "clima de convergência de posições" e que presidente e treinador estão em perfeita "sintonia". Nada menos seria de esperar.

 

Mais uma vez somos confrontados pela forte indicação que este é o enquadramento real da chamada "estrutura" e que o (in) sucesso da próxima temporada depende exclusivamente da capacidade de planeamento e liderança destas duas figuras. As contratações já começaram e partimos do princípio que foram levadas a cabo com o aval mútuo. Por muito que se possa opinar neste momento sobre os dois novos reforços, só o passar do tempo esclarecerá se são de facto mais-valias. Para já, nenhum deles deslumbra com o seu currículo, mas será prematuro e injusto adiantar muito mais.

 

Seria interessante saber as exigências que Jorge Jesus terá apresentado no que diz respeito ao plantel, assim como a disponibilidade, financeira de não só, de Bruno de Carvalho, ao que concerne a venda de activos. Ainda com o apoio da Banca, tudo indica, muito leva a crer que ele evitará a saída especialmente de jogadores considerados nucleares, salvo por números irrecusáveis. Coincidentemente, neste contexto, leu-se a notícia referente à presença em Lisboa de representates de Adrien, jogador que decerto terá interessados no mercado.

 

Confesso que não sinto muito entusiasmo - pelo menos o entusiasmo que sempre senti ao longo dos anos - com a expectativa de ver o plantel do Sporting complementado com talentos reconhecidos. Muito terá a ver com a minha pouca, para não dizer nenhuma, confiança nas duas supracitadas figuras, mas vamos esperar para ver se o futuro não muito distante nos oferece alguma causa para um maior optimismo.

 

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publicado às 16:09

 

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Muito além da época sem qualquer aproveitamento - tanto desportivo como financeiro - e o estado do futebol profissional do Sporting, onde "estrutura" e "projecto" não passam de termos fantasistas para preencher papel e entreter audiências, foi deveras relevador o recém-reatamento de relações institucionais com o FC Porto - há quem diga que é uma aliança a fim de combater a aparente hegemonia dos "encarnados" - após quatro anos de costas voltadas.

 

No respectivo comunicado para anunciar o acto, entre outras considerações, foi referido o seguinte que dá causa para reflexão:

 

"(...) Verificámos que há caminho que pode e deve ser feito em conjunto, considerando que é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa».

 

A questão, ou melhor, a pergunta que deve ser apresentada aos 89,13% que votaram em Bruno de Carvalho, é se foi em antecipação de tudo isto que lhe transmitiram total confiança e lhe concederam poder absoluto por mais quatro anos, na liderança do Sporting Clube de Portugal.

 

Como a notória falange de apoio tem andado muito desaparecida desde o acto eleitoral, não surpreenderá a sua não participação em esclarecer esta importante questão.

 

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publicado às 15:15

O "senso de humor" de Bruno

Rui Gomes, em 11.05.17

 

Mais uma longa missiva de Bruno de Carvalho, como não podia deixar de ser do seu escritório do Facebook, desta vez com uma tentativa a humor, pelo menos é essa a minha interpretação perante a sua afirmação "Sou um homem de princípios, valores, amizades e convicções". Isto, e uma outra referência muito interessante "o meu projecto não são pessoas, são missões, visões e objectivos":

 

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«Depois de uns dias importantes para, trabalhando, resolver, sobretudo, assuntos pessoais, fui verificar o histerismo colectivo que se instalou um pouco por todo o lado.

 

E vamos então fazer um exercício de apenas alguns minutos, pois gosto pouco de histerias.

 

1. O facto de ter a honra e o privilégio de servir o Clube que amo não significa que as pessoas se arroguem no direito de acharem que se podem meter na minha vida pessoal, opinando sobre o que eu devia ou não fazer. Infelizmente são livres de tentar fazê-lo, mas tenham a noção de que essa linha nunca deixarei cruzar, pelo que o mero exercício da tentativa é inútil. Amo o Sporting CP, mas paternalismos e lições de Sportinguismo são coisas que não merecem o meu respeito. Sinceramente, o que as pessoas pensam sobre a data em que vou casar ou não, se dou entrevistas aqui ou ali, é-me indiferente e acreditem que o meu amor pelo Clube é incondicional, mas não estou, a nível pessoal, refém do mesmo a não ser pelo nível de empenho e exigência que imponho a mim próprio.

 

2. No dia em que for ligar a cartas abertas de adeptos, blogguers, opinadores e afins sobre o facto de estar desagradado com ter perdido uma final com uma goleada é o dia em que perdi a noção da grandeza do Clube onde estou e tenho de me ir embora. Ser tão grande quanto os maiores da Europa é a visão que me guia, e quem tiver outra opinião tem as eleições para concorrer com uma visão mais redutora, se assim o entender. E que fique aqui a minha "carta aberta" a todos: enquanto aqui estiver, a exigência é máxima e estarei sempre nos bons e nos maus momentos, mas não esperem de mim "passagens de mãos pela cabeça", que não exija os títulos nacionais e europeus ou que deixe de dizer, em privado e em público, o que entender ser importante, em função da estratégia e visão estabelecida e da relação de total transparência e cumplicidade com os Adeptos e Sócios que são aqueles a quem tenho de prestar contas do trabalho que se vai realizando.

 

3. Jorge Jesus e a próxima época.


Em primeiro lugar não sabia que tinha de vir a público esclarecer que o treinador tem mais 2 anos de contrato e que por isso existe um vínculo profissional em vigor.

 

Em segundo lugar não sabia que tinha de vir a público esclarecer que o meu projecto não são pessoas, são missões, visões e objectivos, a ver:


Missão: Esforço, Dedicação, Devoção e GLÓRIA;


Visão: Querer o Sporting CP um Clube tão grande quanto os maiores da EUROPA;


Objectivo: sustentabilidade financeira, crescimento de receitas e sócios, maior interacção com os sócios, verdade desportiva, apostar na formação, apostar no desenvolvimento de atletas jovens e ser CAMPEÃO.


Em terceiro lugar não sabia que tinha de vir esclarecer que o Sporting CP tem de fazer sempre mais com menos, apostar no desenvolvimento de jogadores, apostar na formação, não investir mais do que pode e apostar num grande treinador que permita que isto seja possível. E assim fiz, Jorge Jesus foi e é a minha escolha para desta forma ser campeão.


Em quarto lugar não sabia que tinha que desmentir algo que nunca disse: tenho que desmentir que Jorge Jesus quer ir embora? Tenho que desmentir que Jorge Mendes está a preparar o futuro do Jorge Jesus? Tenho que desmentir.... enfim... Jorge Jesus é o meu treinador escolhido e enquanto existir a sintonia e amizade que tem sido a nota dominante destes 2 anos é o treinador que considero ideal para dar continuidade a este projecto. A minha convicção mantem-se intacta, como não altero nem alterarei os objectivos a que me propus.


Em quinto lugar não sabia que me era "restrito" o direito de falar em público. Não o é pela FPF nem por Sportinguistas, sejam eles quais forem, mesmo que cheios de boas intenções. Sou frontal, genuíno, transparente e leal com os que me servem e para com os que, com tanta honra, sirvo. Em termos de futebol, esta época não cumpriu nenhum objectivo. Assim, tudo vai ter que mudar na próxima época. Os Sportinguistas não querem desculpas, querem ser campeões; os Sportinguistas querem ser respeitados e, em caso de derrotas que nunca poderiam suceder, querem quem reconheça e lhes peça desculpa, e para isso cá estarei sempre eu, o líder do Clube.

 

Por último, não sabia que tinha que esclarecer que sou um homem de princípios, valores, amizades e convicções e, por isso, espero que tenha ficado claro de vez o projecto do Sporting CP e a forma como apostamos em ser campeões. E que em termos de futebol o treinador que pretendo é um só, o qual com quem tenho contrato e o qual com quem me identifico com a sua qualidade, força de trabalho, ambição e exigência: Jorge Jesus!

 

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publicado às 13:02

 

Há causa para acreditar que José Maria Ricciardi e Jorge Jesus encontraram-se esta quarta-feira no Hotel Ritz em Lisboa. Neste momento - não obstante especulação jornalística - desconhece-se se o encontro foi de mera forma casual ou se houve uma outra agenda.

 

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O timing, pelos rumores que circulam na praça sobre o futuro de Jorge Jesus, é intrigante e não surpreenderá que venha a servir de pano de fundo para as inevitáveis manchetes noticiosas.

 

Pelo facto de José Maria Ricciardi ser um conhecido banqueiro e membro do Conselho Leonino, haverá quem se dê a adiantar que o contrato de milhões do treinador foi o alvo principal da conversa, mas, na minha opinião, a haver uma agenda, esta não passou de uma tentativa a serenar os ânimos, provavelmente a pedido de Bruno de Carvalho, dado que Jesus não terá gostado das suas recém-palavras.

 

Entretanto, a reunião do presidente do Sporting com o treinador ainda não se realizou nem tem data marcada, mas tudo indica que terá lugar num futuro muito próximo.

 

Já referi em outros escritos e não hesito em reiterar que neste momento não acredito no 'divórcio' entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. É por de mais evidente que decisões têm de ser tomadas em relação à próxima época, mas um novo treinador não faz parte da equação.

 

Com ou sem razão, face à exibição e consequente resultado diante o Belenenses, mais uma prova da incapacidade de liderança e egocentrismo de Bruno de Carvalho ao trazer para a praça pública uma 'conversa' que devia ter ficado no foro interno. Com timing mais oportuno e em termos mais adequados, poderia então ter dirigido uma mensagem aos adeptos, evitando todo este desnecessário e pouco salutar sensacionalismo.

 

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publicado às 03:59

 

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Assim que terminou o jogo com o Belenenses em Alvalade, Bruno de Carvalho apressou-se para o seu bilionésimo post no Facebook. Escrito a quente, procurando aliviar as costas de responsabilidades, colocou-se na pele do adepto desiludido e atirou-se ao treinador e aos jogadores. Nem o futsal escapou. Como se não fosse ele o presidente do Clube, pediu desculpa aos sportinguistas, ao mesmo tempo que sacudiu a água do capote. Os erros são dos outros.

 

Depois de quatro anos de “cultura de exigência”, de muitas voltas olímpicas aos estádios e de variadas entrevistas aos jornais, ocorreu a Bruno de Carvalho que pode ficar com a carne, enquanto os outros roem os ossos. Não pode, porque, no regime que instituiu no Sporting, é ele o primeiro responsável. Isto consta nos seus programas eleitorais e em inúmeras dissertações suas sobre o funcionamento do Clube. É ele que tem de dar a cara se a época foi mal preparada, se houve fracasso na generalidade das contratações e se as promessas de vitórias ficaram todas pelo caminho.

 

No Sporting não existe alguém com autonomia de funções e pensamento próprio que faça a ligação entre o presidente e o treinador. Que tenha autoridade e conhecimento, simultaneamente. Por exemplo, não há um director desportivo de facto, com competência funcional, que apoie a Direcção na análise e na responsabilização de decisões. Não é necessariamente mau, muitos clubes funcionam assim, mas isso coloca Bruno de Carvalho no topo da cadeia de responsabilidades pois é a figura omnipresente e omnipotente.

 

Tudo se complica quando se sabe que ele é absolutamente desconhecedor da realidade e dos meandros do futebol. Que esse desconhecimento é agravado pelo deslumbramento e pelo convencimento pessoal. Mas, ainda fica pior, quando nele há um invulgar sentido de irresponsabilidade e de ausência de capacidade de autocrítica. Ao fim deste tempo todo, o presidente ainda não percebeu que tem de organizar o futebol do Sporting. Nem percebeu aquilo que correu mal e que tem de ser corrigido. Ninguém consegue tapar o sol com uma peneira.

 

Mais uma vez, Bruno de Carvalho vem para a rua gritar que “tudo tem de ser diferente na próxima época”. Na verdade, nada adianta gritar muito alto, se não preparar o Clube para vencer. Ainda vai ser pior do que aquilo a que estamos a assistir este ano. No Sporting, percebe-se que é volátil tudo o que foi feito nestes quatro anos, que nada resiste a um abanão. Não há estrutura, não há resiliência. Não há estratégia, não há projecto. Tudo é efémero, tudo muda à velocidade da luz, apenas permanece a “luta contra tudo e contra todos”.

 

Em casos assim, quando as coisas correm mal, cada um procura salvar a pele e fugir para longe dos problemas. Continuando desta forma, como tem acontecido até agora, no próximo ano, por esta altura, os sportinguistas estarão confrontados com o espectro de eleições antecipadas. Ou porque já foram marcadas. Ou porque terão de ser marcadas. É que esta rotina de gabarolice e de prosápia, seguida de fracasso e de pedido de desculpas, conduz sempre inevitavelmente ao desastre.

 

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publicado às 12:36

 

 

«Não era o que queríamos hoje, neste dia especial. A única coisa que podemos pedir aos sportinguistas que vieram em massa é desculpa. Este jogo não tem nada a ver com o Sporting. Os sportinguistas não merecem sair daqui, depois de um estádio super lotado, com este resultado, não merecem o que viram. Não me interessa o caudal ofensivo, interessa é vencer. Infelizmente foi um jogo deprimente para o Sporting. O Sporting não pode ser isto. Temos de pensar todos muito bem o que estamos a fazer, dirigentes, treinadores e atletas. Não há justificações que permitam chegar a um ponto de termos um estádio cheio quando não lutamos para nada e dar um dia tão mau aos sportinguistas. Só posso pedir desculpa enquanto presidente do Sporting. Achei [o jogo] deprimente, gostava de ter dado outro dia aos sportinguistas».

 

 

O que é verdade hoje que não era já há vários meses, mesmo muito antes da tal votação eleitoral de 86,13% ?

 

(Isto, além da sua postura como vítima das circunstâncias)

 

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publicado às 03:32

 

Era expectável Bruno de Carvalho andar preocupado nestes últimos dias por estar fora das luzes mediáticos que ele tanto adora, correndo o risco do protagonismo recair sobre outros personagens que ambulam pela praça futebolística portuguesa.

 

Consequentemente, como não podia deixar de ser, veio a "público" esta terça-feira através de uma carta enviada aos presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), através da qual assume a perplexidade por estar a ser discutida publicamente a revisão dos regulamentos disciplinares, defendendo sanções exemplares:

 

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«O Sporting Clube de Portugal vem, em primeiro lugar e pela presente, manifestar perplexidade pelo facto de matéria que está a ser objecto de debate e análise em sede do grupo de trabalho com vista à revisão do Regulamento Disciplinar, estar em discussão na praça pública. Não nos parece que seja este o método mais adequado de obtenção de consensos e pacificação do futebol português que, como todos reconhecemos, devem ser uma prioridade de todos os agentes desportivos.

O Sporting Clube de Portugal tem sido portador de uma mensagem muito clara no que diz respeito ao normativo disciplinar que deve reger o futebol português. Sempre pugnámos, de há quatro anos a esta parte, pelo incremento de preceitos que visem a punição exemplar da corrupção, da opacidade, do incentivo ao ódio e à violência no fenómeno desportivo. Escrevemos-lhes por isso com a autoridade de quem tem consciência e convicção de que tem estado sempre na vanguarda das alterações e melhorias no futebol português.

Nesse sentido, o Sporting CP está inteiramente disponível para elevar ao extremo os mecanismos de sanção disciplinar de todos aqueles que, com responsabilidades, não cumpram os regulamentos em vigor.

Não podemos, no entanto, deixar de sublinhar algo que consideramos da máxima relevância. Nos últimos anos, o Sporting CP tem sido alvo preferencial das mais diversas ofensivas e invetivas que nos visam não apenas a nós, mas a toda a indústria do futebol. A este respeito, temos sido defensores intransigentes da aplicação de medidas que visem a promoção da verdade desportiva e da transparência no futebol português.

Foi precisamente nesse sentido que propusemos, entre outras medidas, aliás em linha com os programas de acção dos presidentes da FPF, da Liga e do Conselho de Arbitragem, a publicidade imediata dos relatórios dos delegados e dos árbitros, a introdução do vídeo-árbitro, a substituição imediata do responsável pela coordenação dos delegados da Liga, o fim dos observadores ou a punição exemplar de quem, por meios ilícitos, apoia material e financeiramente claques não legalizadas.

Temos, no entanto, absoluta consciência de que estas medidas não respondem na totalidade aos problemas prementes que enfrentamos hoje em dia. Desde logo porque o comportamento dos agentes desportivos, designadamente os dirigentes, é muitas vezes consequência de uma política de terrorismo comunicacional que alguns clubes entendem levar a cabo com resultados particularmente nefastos para a indústria do futebol e todos os que nela intervêm.

Nesse sentido, reafirmamos a nossa total disponibilidade para apoiar penas máximas para quem se exceda ou prevarique no exercício constitucional da liberdade de crítica e opinião, considerando, porém, que este quadro só é aplicável na circunstância em que nos sejam dadas condições para não termos que passar a vida a defender-nos do autêntico exército de caluniadores ao serviço de agendas clubísticas, que poluem o espaço mediático.

Atrevemo-nos inclusive a lançar o repto de que seja ponderada a introdução de um mecanismo de responsabilização objectiva dos Clubes pelas declarações proferidas por comentadores que lhes sejam manifestamente afectos, tal como já hoje sucede ao nível do comportamento incorrecto dos adeptos.

É pois neste contexto que propomos uma reunião ao mais alto nível com a presença dos Presidentes da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portugal, dos Clubes, do Governo e dos Operadores de Media que, como é público, têm sido utilizados, tantas vezes involuntariamente, para a prossecução de uma agenda de cartilha com matriz pirómana e incendiária que é devastadora para o desporto nacional.

Só através de um compromisso sério entre todos os intervenientes, e não podemos eximir ninguém desta responsabilidade, é que será possível a pacificação e descrispação tão necessárias ao futebol português».

 

É sempre uma "experiência" singular - não obstante o cansaço psicológico - ler/ouvir Bruno de Carvalho evocar os termos pacificação, descripação e ainda política de terrorismo comunicacional, recorrendo à sua teoria da indução por repetição, até se tornar credível vindo da sua pessoa. A sua recomendação de responsabilizar/punir os clubes pelas declarações proferidas por comentadores que lhes sejam manifestamente afectos, tal como já hoje sucede ao nível do comportamento incorrecto dos adeptos, é tão ridículo que não merece comentário da nossa parte. Até porque se a medida fosse aprovada e implementada, não dá para imaginar a punição de que o Sporting seria então alvo, pelo comportamento do seu presidente.

 

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publicado às 03:58

 

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No seu discurso desta terça-feira "É preciso um 25 de Abril no futebol", Bruno de Carvalho disse isto:

 

«A rivalidade saudável é um bem comum, a guerrilha e as provocações constantes só nos conduzem a tragédias e desgraças que não podem repetir-se».

 

Quando se pensa que já se viu e ouviu tudo de Bruno de Carvalho, ele sai com algo novo, quase como magia. Cada vez mais meras palavras escasseiam para comentar o estado de espírito e a mentalidade deste presidente do meu Clube. Consequentemente, vou ficar por aqui, por hoje.

 

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publicado às 04:05

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