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Bruno anda preocupado !

Rui Gomes, em 20.02.17

 

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A preocupação com as eleições aumenta com o passar dos dias e Bruno de Carvalho, como é seu (mau) hábito, dispara cada vez mais em todas as direcções, agora até acusando Pedro Madeira Rodrigues de andar lá fora a tentar "vender" o Clube. Este é o malicioso adorno que o ainda presidente atribui aos esforços do candidato pela sua tentativa de atrair potenciais investidores para o Sporting, algo que ele não tem capacidade e muito menos credibilidade para fazer, como ficou bem evidenciado pelas suas falsas promessas do último acto eleitoral e deveras vincado durante os quatro anos do seu consulado:

 

«Convidei Pedro Madeira Rodrigues e o seu mandatário para assistirem ao jogo com o Rio Ave, mas não puderam estar presentes. Estava fora... anda a tentar vender o clube, sem ser presidente, tal como fez Godinho Lopes. Além de promessas desnecessárias, é bom dizer que novo investidor tirará imediatamente maioria da SAD ao Sporting. Esta é uma informação que não pode deixar de ser colocada. Terá ele coragem de dizer alguma coisa aos sócios?

 

Quando se fala de desestabilização há que lembrar 2013. Na altura fui visado pelo então treinador, mas colocando os interesses do Sporting, nunca quis desestabilizar e Jesualdo Ferreira foi o meu treinador até ao final da época. Pedro Madeira Rodrigues não hesita em atacar, jornada após jornada, Jorge Jesus. Felizmente o balneário é composto por atletas de grande carácter. Mas as ameaças constantes de despedir Jorge Jesus merecem que se lhe seja colocadas questões. Vai também despedir Manuel Fernandes, Aurélio Pereira ou Carlos Lopes, que também integram a minha Comissão de Honra?».

 

O usual "disco" repetido vezes sem fim, por ele e pelos seus vassalos/devotos, na praça pública. É a retórica do dia, todos os dias. Compreende-se perfeitamente que hajam dúvidas neste momento sobre a competência de Pedro Madeira Rodrigues para liderar o Sporting. Sendo praticamente um desconhecido, em contexto, é apenas lógico e natural que assim seja. No entanto, todos nós, mesmo aqueles que o privilegiam com a sua devoção, já reconhecemos que Bruno de Carvalho, embora útil como um "bombeiro" a curto prazo, não representa a solução que o Sporting procura e necessita para o seu futuro. Não é andar num constante "estado de guerra" e aos gritos na praça que se resolve o muito que há para resolver. É imperativo surgir um presidente verdadeiramente líder e remover para a bancada aquele que apenas se revê e se comporta como um adepto de claque.

 

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publicado às 14:30

Mais uma "pérola" do Bruno

Rui Gomes, em 20.02.17

 

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«O candidato [Madeira Rodrigues] decidiu entrar pelo ataque pessoal e recorreu a um discurso sobre instabilidade familiar. Desafiou-me até a mostrar as minhas declarações de rendimentos de antes e de depois entrar para o Sporting. Para que este senhor saiba, antes do Sporting eu comecei muito cedo com muito trabalho porque nada me foi dado. Foi isso, aliás, que me permitiu ligar-me a uma causa social, contribuindo para a sociedade. Criei uma fundação, que diariamente ajudou milhares de crianças carenciadas. Obviamente que não tinha um elevado salário, os meus valores não me permitiam isso. Estava ali para retribuir o que a sociedade me deu. Não vou mostrar nada, não vou entrar nesses jogos, mas esse senhor que vá ver os meus rendimentos antes de eu ter contribuído para a sociedade, algo que ele nunca fez. Aí, sim. Que faça aí a comparação. Tudo o que fiz foi por mérito e esforço, nunca à boleia de qualquer cunha.

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publicado às 11:30

 

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Pontos "altos" da banha da cobra que Bruno de Carvalho "vendeu", este sábado, no Núcleo Sportinguista de Almodôvar:

 

"O candidato que se diz sportinguista anda a espalhar boatos e falsidades pelo mundo".

 

"O Sporting está com robustez e saúde financeira. Não podemos andar numa campanha eleitoral a denegrir e a desrespeitar o Sporting".

 

"Perdemos o processo da Doyen, embora contássemos com o apoio da FIFA e UEFA, e contra todos os profetas da desgraça".

 

"Os nossos rivais rezam todos os dias para que o outro candidato ganhe".

 

"Não podemos ser hipócritas e andar a enganar os sportinguistas".

 

Só falta o aplauso dos devotos !

 

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publicado às 04:37

O Sporting é hoje mais respeitado ?

Rui Gomes, em 16.02.17

 

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Duas simples noções, conceitos, se desejar, que colidam com os princípios de Bruno de Carvalho e que, por isso, tornam-se alienígenas para o ainda presidente do Sporting:

 

"Em vez de se tentar impor o respeito, deve-se agir de forma a merecer esse respeito".

"Quem quer ser respeitado, deve primeiro respeitar".

 

É expectável que os usuais devotos apareçam a jurar de pés juntos que graças ao Bruno, o Sporting é hoje muito mais respeitado e até temido. Já tivemos ocasião de ler fantasias desse calibre e é de esperar por mais do mesmo. A realidade evidente desta falácia é que o Sporting continua sem qualquer influência nos corredores do poder. O Bruno gritou muito ao longo destes quatro anos mas não foi ouvido, pura e simplesmente porque não é respeitado e muito menos temido, e com ele, infelizmente, o Sporting.

 

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publicado às 04:25

Para quem tem memória obtusa !

Rui Gomes, em 15.02.17

 

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 A hipócrita indignação que se leu aqui ontem...

 

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publicado às 04:15

Código de Ética do Bruno

Rui Gomes, em 14.02.17

 

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Apenas um mero exemplo, entre vários disponíveis, de Bruno de Carvalho ao serviço do Sporting... "72 horas sem dormir".

 

Uma das suas muitas promessas eleitorais de 2013:

 

"A criação de um Código de Ética que estabeleça um conjunto de regras de conduta, com critérios de orientação que assegurem comportamentos e atitudes éticas por parte dos membros do Sporting Clube de Portugal".

 

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publicado às 22:04

A propósito de palhaçadas...

Rui Gomes, em 13.02.17

 

 

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publicado às 22:35

 

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Terá algo também a ver com a idade, porventura, mas confesso que estes quatro anos da presidência de Bruno de Carvalho contribuíram, e muito, para eu me sentir cada vez mais desapaixonado com o meu Clube de sempre. A minha dificuldade em interrelacionar com os tempos que atravessamos e com a liderança do Sporting Clube de Portugal tornou-se numa dor de alma gritante.

 

Vejo, ouço e leio e por vezes ainda me irrito, mas não sinto o mesmo ardor de outros tempos. Este meu estado de espírito agrava-se sempre que Bruno de Carvalho fala, nomeadamente quando fala sem primeiro pensar, que é quase sempre o caso. Não tanto pela minha preocupação com o impacte das suas palavras, mais por reconhecer a total ausência de pudor e dignidade. Que lástima de homem e de presidente !

 

O candidato Pedro Madeira Rodrigues terá referido há uns dias que Bruno de Carvalho "ladra muito". Compreende-se que era uma analogia e apesar de ser certeira, teria sido melhor evitada. A resposta do ainda presidente surgiu num discurso seu, este sábado, no Congresso dos Núcleos do Sporting, em Viseu:

 

«Os leões não ladram nem berram. Quem não sabe que os leões rugem devia ter vergonha de ter aspirações dentro do Sporting. Os mesmos que se têm exposto ao ridículo com declarações em véspera de jogos, com o intuito de desestabilizar treinador e jogadores. Felizmente o plantel é formado por atletas de carácter que se mantêm unidos, tristes com os resultados mas focados em cada jogo».

 

Fico ainda mais triste ao pensar que há sportinguistas que querem mais do mesmo para os próximos quatro anos.

 

P:S.: Este meu desabafo em nada se relaciona com o candidato Pedro Madeira Rodrigues. Fosse ele o José, Joaquim ou Manuel, os meus sentimentos seriam os mesmos.

 

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publicado às 05:22

 

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Por estes dias o jornal Record, o órgão oficioso da candidatura de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting, encarrega-se de apresentar aos sportinguistas o que será a filosofia da estrutura do futebol do Clube em 2017-18. Uma mudança de alto a baixo. Promete-se um novo paradigma para o Departamento e para a constituição do plantel. O que ontem era verdade, hoje é mentira. Pelos vistos, chegou a altura de recolher o jogo, baralhar as cartas e voltar a distribuir.

 

A proximidade do acto eleitoral obrigou Bruno de Carvalho a mudar a linha de rumo. A fanfarrice de que “os rivais tremem todos os dias” e a promessa do título de Campeão Nacional pertencem ao passado. Ainda estamos em Fevereiro e já se sabe que o balanço desta época será calamitoso. No século XXI, só a época desportiva de 2012-13 é que pode ser considerada pior do que aquela que ainda decorre. Em breve saber-se-á se 2016-17 constitui um fracasso maior do que 2003-04.

 

A avaliação de Pedro Madeira Rodrigues à gestão do futebol do Sporting coloca o dedo na ferida. Foi assertivo quando denunciou a “deriva despesista” do actual presidente que duplicou o orçamento para não se ganhar nada. Foi verdadeiro quando recordou que em mais de cem contratações em quatro anos talvez se tenha acertado em apenas dez e que a conversa sobre “contratações cirúrgicas” foi uma espécie de poeira para iludir. Foi contundente quando afirmou que não se pode dizer que se vai ganhar quando não se está preparado para isso. Fez bem em recordar que a gestão da pasta do futebol implica saber vetar ou aprovar conforme a realidade e as circunstâncias.

 

O estado de alerta permanente e o prolongamento da conflitualidade por um período de tempo que não se supunha possível, associados a um modelo de gestão casuístico e incompetente, tiveram consequências nefastas. Quando se vai à guerra com pouca sapiência é certo que muita coisa pode correr mal. Nem a cassete que Bruno de Carvalho traz sempre consigo e o delírio verbal permanente disfarçam as consequências da sua incompetência.

 

 

(Fotografia de Rodney Smith)

 

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publicado às 14:05

Evolução na continuidade

Naçao Valente, em 10.02.17

 

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Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar, esteve na tribuna do velho estádio de Alvalade a assistir a um jogo de futebol. Tendo sido anunciado o seu nome recebeu uma estrondosa ovação. Era presidente João Rocha. Pouco depois, Marcelo foi deposto por um golpe militar. Não era homem de rupturas e apesar de tomar algumas medidas de cariz social, não tinha condições para fazer a transição para a democracia. Assumiu o seu mandato como evolução na continuidade , isto é, uma mudança sem ruptura com o passado. Missão impossível como se veio a verificar.


Quando Bruno de Carvalho venceu José Couceiro, um candidato com perfil para ser um bom presidente, assumiu-se como o homem da ruptura com o passado. Daí a sanha persecutória a anteriores Direcções, mas sem qualquer resultado palpável. O que interessava era passar a imagem de refundação do Sporting , liberto dos seus fantasmas, e finalmente conquistado pelas massas populares. Presidentes foram vilipendiados e insultados, denominados croquetes, para congregar, através dos impulsos emocionais, a massa adepta. Ao invés o Presidente revolucionário era incensado até ao absurdo. Num estilo basista senta-se no banco de suplentes, invectiva os adeptos, colhe os aplausos, dá voltas ao estádio, em suma atira os foguetes e apanha as canas. Numa coisa é especialista e teve sucesso: na aplicação do populismo.

 

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A realidade foi sendo escondida atrás do manto das aparências. O presidente nunca foi mais do que um testa de ferro dos interesses financeiros da Banca, muito em especial de JM Ricciardi (um croquete), interessada em garantir os seus empréstimos e receber os respectivos juros. A muito propagada tese da bancarrota também é muito contestável, pois não podiam os credores deixar cair o Sporting fosse quem fosse o Presidente. Portanto, a ruptura com o passado nunca passou de uma falácia. É preciso recordar, para que tem memória curta, que foi com o apoio das elites que Bruno chegou à Presidência. O que são Sampaio ou Barroso, na terminologia brunista, senão “croquetes”? Mas a aliança entre Bruno e as elites ainda está mais evidente nesta eleição. Basta ver a designada comissão de honra, uma espécie de albergue espanhol, onde pontuam, Dias Ferreira, Jorge Coelho (ex-ministro) Subtil de Sousa, Sousa Sintra entre muitos outros. Querem melhor evolução na continuidade?


Se me perguntarem se Pedro Madeira Rodrigues (PMR) é o candidato que esperava para se opor ao situacionismo, digo que não, com toda a frontalidade. Esperava que aparecesse uma figura mais carismática que conseguisse unir toda a oposição, e que criasse inquietação no universo brunista. Essa figura, por razões que a razão desconhece, não surgiu. Temos PMR, que teve a coragem e a ousadia de se disponibilizar para enfrentar o brunismo. Apresentou um programa eleitoral, tem uma equipa, tem currículo profissional, sportinguismo acima de qualquer suspeita. Nem sempre é politicamente correcto, como na decisão de dispensar o treinador, mas mostrou determinação. Vai à luta em condições muito desiguais. Enfrenta não só Bruno mas os lóbis que o apoiam e sustentam, o poder financeiro que o mantém à tona. Se nestas eleições há alguém que quer fazer ruptura com certo passado é PMR. Pode não ter capacidade demagógica para empolgar os adeptos, mas tem a honestidade e a competência de quem quer pôr o Sporting num caminho real de sustentabilidade. Merece uma oportunidade. Tanto mais que a gestão de Bruno, apesar do foguetório, falhou em muitos aspectos, visíveis e ocultos.

 

P.S. Não posso deixar de considerar as declarações de baixo nível do senhor(?) Subtil de Sousa como vergonhosas. Como pode atacar PMR, chamando-lhe Jota me me, pelas suas opções políticas. O que é que isso tem a ver com a sua candidatura. E Sousa Sintra de que se salienta no seu currículo o despedimento de Robson, que autoridade moral tem para atacar sem fundamento PMR, pessoa que seguramente nem conhece. Diz-me com quem andas...

 

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publicado às 03:45

A propaganda avulsa não tem limites

Rui Gomes, em 09.02.17

 

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Até uma mensagem/carta do pai no dia de aniversário de Bruno de Carvalho serve para propaganda avulsa. Exemplo patente dos extremos a que este personagem está disposto a ir para ficar agarrado ao trono de Alvalade.

 

Uma missiva muito pessoal - que acaba por deixar a ideia que foi tudo pré-elaborado - surge nas páginas do Record, como não podia deixar de ser, sendo este o órgão noticioso que mais se dedica à campanha eleitoral em curso do Bruno. A resposta, parte desta cena teatral, foi igualmente publicada:

 

«Foi com uma grande emoção e alegria que li a tua mensagem no jornal! Senti-me de novo um adolescente outra vez. E tudo me veio à memória mais uma vez! Foi em 1978 que se iniciou esta caminhada até à presidência do Sporting . Foi nesse primeiro jogo a que fomos que te disse, com o coração apertado, pernas a tremer e lágrimas de emoção nos olhos ‘um dia vou ser Presidente deste Clube!’. E assim foi. Consegui alcançar o meu sonho, contigo ao meu lado, em 2011, mas só nos deixaram comemorar em 2013. Mas juntos, sempre juntos! Que a emoção deste dia vinque, mais uma vez, o que sinto pelo nosso Sporting Clube de Portugal. Juro ser fiel ao Sporting e nem a morte nos separará».

 

É mesmo caso para chorar... eu não resisti !?!

 

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publicado às 04:43

Para dissipar dúvidas

Rui Gomes, em 08.02.17

 

 Vídeo disponível ao abrir a página.

 

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publicado às 14:36

 

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Bruno de Carvalho em plena campanha eleitoral é uma espécie da repetição do filme "Não me deixem cair", por outras palavras. Eis alguns dos chavões que deliciam o seu ego:

 

«Há uma linha que tem de dividir esta campanha do futebol. Não se meta na minha vida pessoal. Alguém que é um zero à esquerda não pode voltar a referir-se a mim e à minha família».

 

«Difícil é estar aqui, dar a cara e dizer que vamos continuar a lutar e a fazer o nosso melhor, reconhecendo os nosso erros - porque os temos -, mas sabendo para onde queremos ir e não ir ao sabor das redes sociais».

 

«Tenho muito orgulho na vida que tenho e, infelizmente, ao contrário do que os amigos de Madeira Rodrigues dizem em surdina, não tenho nenhuma casa na Quinta do Patinho, Patino, Partino ou o que é que é...».

 

«Há quatro anos estava a salvar o Sporting. Estava, com coragem, quando todos fugiam que nem cobardes, a dar a cara e a começar a liderança de uma equipa. Se há aquela velha máxima que passam os presidentes, os treinadores, os jogadores, mas nunca o clube... Eu posso dizer com orgulho à minha família que o Sporting não passa porque há quatro anos liderei uma equipa que o salvou».

 

«Eu não preciso de ouvir Madeira Rodrigues para saber o que vai dizer. Basta ouvir Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva, André Ventura, e sei o que ele vai dizer».

 

«Infelizmente temos um candidato que entrou por um caminho que foi pedido para não ser entrado, de pouca elevação, que não dá uma ideia, uma solução. Apenas destruir, ofender, querer minorar as pessoas, mentir».

 

«Nunca, quando estava na oposição, desejei uma derrota do Sporting. Não ando pela Quinta da Marinha a fazer conspirações. Apenas trabalho como sempre fiz».

 

«Passei a minha infância na Assembleia da República. A minha mãe trabalhava lá. Passei por bastante, vi bastante e percebi o que eram as 'jotas' dos partidos. Conheci muita gente boa, mas também conheci aqueles que fazem da sua profissão o 'me-me'».

 

«Quero ser uma pessoa de trabalho. Quero trabalhar para vocês, fazer com que o clube deixe de ser de punho de rendas, de 'me-me's', de gente com passado magnífico, mas que só afundou o clube. Sim, aquele clube que é de todos vós, que representa todos vós, que sabe estar com todos vós. Quero ser alguém que trabalha 24 horas por este clube e sofre como todos vós».

 

«São aquela meia dúzia de pessoas que quando, na juventude do seu partido, se diz que há um trabalho dizem logo 'me-me-me-me', para ter esse trabalho. Esse é o Madeira Rodrigues. Acredito que a folha do IRS dele será muito boa, comparada com a minha. Acredito que seja extraordinária, mas aquilo que tenho ganhei com o meu trabalho e não a ser o 'me-me' de qualquer partido».

 

«Em 2008, decidi que devia dar algo e criei a fundação de solidariedade social Aragão Pinto. Estivemos a apoiar quase 500 crianças por dia, fomos reconhecidos por toda a sociedade, por todas as instituições e, por isso, ao final de um ano, já éramos uma IPSS. Há uma grande diferença e, por isso, as folhas de IRS podem ser distintas».

 

Bem... já chega por hoje, todos nós temos limites de tolerância e eu já ultrapassei os meus só a preparar este post. Com tudo isto, até admitirei que algumas destas declarações do ainda presidente do Sporting merecem lugar no Livro do Guinness, para a... prosperidade.

 

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publicado às 04:18

 

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Um autêntico 'caixeiro-viajante' este Bruno de Carvalho - sem ofensa para os reais profissionais do ramo - mas o seu mostruário só consta de demagogia avulsa, auto-elogios, estimulação do ego e, sempre que conveniente, umas boas mentiras à mistura.

 

A sua mais recente "pérola", que não duvido, a julgar por tudo aquilo a que temos assistido nestes últimos anos, servirá para convencer muitos dos incautos da sua falange de devotos e mais alguns outros que não querem perder o comboio enquanto este os conduzir aos seus destinos interesseiros, e, neste sentido, não pode passar despercebido a longa lista de "ilustres" na já notória comissão de "vão das escadas" do Bruno, alguns dos quais estão indigitados para o Conselho Leonino:

 

"Faço autocrítica, imponho-me castigos, obrigo-me, se for preciso a estar 72 horas acordado até resolver o que fiz. Não me perdoo, se fiz mal tenho de ir à luta, tenho que resolver. Muitas vezes é quase desumano, porque nós temos um limite físico, psicológico, e eu acho sempre que não tenho. Acho sempre que posso fazer mais».

 

O que mais me pasma - tendo em consideração este enquadramento de dotes quase super-humanos de Bruno de Carvalho - é ele ter passado despercebido até chegar ao trono de Alvalade. Estava para todos os efeitos no desemprego e sobre o seu passado como empresário não convém falar muito alto, caso alguém esteja a ouvir.

 

Fantástico mesmo, estes tempos que estamos a viver no Sporting.

 

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publicado às 14:39

"Obviamente demito-o"

Naçao Valente, em 03.02.17

 

 

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Em 1958, Salazar, para dar a ideia de uma imagem de democraticidade, marcou eleições presidenciais. O general Humberto Delgado resolveu concorrer contra o candidato do Regime. Tendo-lhe sido perguntado o que fazia com Salazar se fosse eleito respondeu: “obviamente demito-o”. Esta afirmação conseguiu congregar à sua volta toda a oposição, incluído o candidato comunista que desistiu em seu favor. Mas ao pronunciar tal frase, obrigou Salazar a assumir por palavras veladas e acções que nunca poderia ganhar as eleições, mesmo que as ganhasse. O enorme apoio popular à sua candidatura foi prontamente reprimido. Nas mesas de voto apenas havia boletins de voto do candidato oficial. Delgado teve de distribuir as dele de forma clandestina. A ousadia, a frontalidade pelo bem do país, acabou por lhe custar a vida.


Sem pretender fazer comparações com as actuais eleições no Sporting, que tudo leva a crer decorrerão de acordo com as regras democráticas, encontro algumas similitudes. A frase “obviamente demito-o” pode aplicar-se a Pedro Madeira Rodrigues (PMR) quando afirmou que demitiria o treinador, uma espécie de alter ego do presidente. Adeptos de Bruno, sempre fiéis ou convertidos, têm utilizado essa decisão, para atacarem Madeira Rodrigues. Mesmo compreendendo o contexto em que foi pronunciada, também considero que não foi politicamente correcta. E embora se aceite como princípio, não me parece que sirva para ganhar votos. Antes pelo contrário. Vai funcionar como um espinho cravado na sua candidatura.


A frontalidade de PMR em demitir o treinador Jorge Jesus (JJ), o assalariado mais bem pago de sempre no clube, que tomou o partido de um candidato, revela coragem, mas é pertinente saber como o pretende fazer, sem utilizar verbas do clube. Madeira Rodrigues tem dado a entender que JJ , ao apoiar publicamente o presidente, se demitirá no caso de este perder as eleições. Pelo que conheço do treinador, para utilizar uma formulação histórica,”pesetero”, este não prescindirá de um centavo a que tem , contratualmente, direito. 'Limpinho, limpinho'. Mas o maior responsável pela situação chama-se Bruno de Carvalho. Como pode um presidente que termina o seu mandato, em 2017, assinar um contrato com um treinador, seja ele quem for, para um período temporal que ultrapassa em vários anos a sua presidência? E mesmo que houvesse a certeza absoluta que ia continuar na presidência, não seria do mais elementar bom senso, não fazer contratos com indemnizações tão elevadas? Sabendo da precariedade das equipas técnicas, esse acto imprudente pode sair caro ao Sporting, mesmo com a actual Direcção. E os acusadores de PMR, não percebem que , neste aspecto, têm telhados de vidro?


De facto, nas criticas que nestas páginas são feitas a Madeira Rodrigues, pelos apoiantes da outra candidatura, apenas tenho visto atitudes de “bota abaixo”. O candidato que ousou apresentar-se como alternativa, só tem defeitos, nem uma única virtude. Como se fosse crime de lesa-pátria alguém candidatar-se contra um ungido dos céus, coisa que Bruno não é. Convém recordar que Bruno de Carvalho. com o beneplácito e apoio da presidência da Assembleia Geral , a dupla maravilha Barroso/Sampaio, não fez outra coisa que não fosse conspirar contra a presidência de Godinho Lopes, que caiu pelo golpismo, em função dos maus resultados desportivos, e não tanto pela má gestão financeira. Convém lembrar que Bruno sempre teve tiques de ditador, que conflictuou com tudo e com todos, que teve atitudes eticamente reprováveis, que rasgou contratos com atitudes de chico espertismo, que usou, nas suas funções institucionais, linguagem abaixo de carroceiro,(sem ofensa) que se apresenta como o refundador e salvador de uma instituição centenária.


Em suma, e para além do obviamente demito-o, como significado de princípios e valores, o que é substantivo é que durante os últimos quatro anos, não tivemos um presidente no Sporting. Tivemos um chefe de claque, que de vez em quando, se senta na cadeira da presidência. Por isso, o balanço geral, apesar de algumas medidas mais positivas, não é brilhante. Uma situação económica e financeira baseada numa engenharia de curto prazo, uma situação desportiva sem rumo, errática, sem estratégia consistente e sempre dependente dos humores do presidente .Se isto não é suficiente para mudar de Direcção, não sei o que será.

 

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publicado às 12:30

O despudor do pantomineiro

Ricardo Leão, em 03.02.17

 

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Com a devida vénia ao blog ADN de Leão

 

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publicado às 09:47

As medidas de emagrecimento

Rui Gomes, em 01.02.17

 

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"Ora bem... o emagrecimento não me afectou nem ao meu amigo Jorge , está tudo a correr às mil maravilhas. Deixa-me tirar novas medidas para ver se isto aguenta até ao dia 4 de Março. Sei que posso contar com a minha falange de devotos, esses são fáceis de convencer, mas vou ter de visitar o balneário novamente para ver se aqueles chu... colaboram comigo".

 

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publicado às 19:30

 

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«Jorge Jesus é um grande treinador, temos feito um trabalho conjunto. Continuaremos a fazê-lo, eu como presidente e ele como treinador. Não percebo a questão, até porque nunca me escondo atrás de ninguém para afirmar que esta época tem sido bastante abaixo daquilo que era a nossa expectativa.

 

As coisas continuam difíceis. Pioraram bastante desde que eu disse que Maio estava longe. Temos de ganhar os jogos todos. Não dependemos de nós e assim é pior. Temos de nos concentrar muito em nós e tentar fazer o melhor».

 

Bruno de Carvalho, em entrevista à Rádio Renascença, esta quarta-feira. 

 

É precisamente devido a esse "trabalho conjunto" com os respectivos desmedidos egos, que se está a verificar as consequências de uma época e de um plantel muito mal planeados, resultando no afastamento precoce do Sporting de todas as competições em que participou e que eram consideradas objectivos prioritários por estas mesmas pessoas. Além disso, temos ainda o campeonato, que neste momento não oferece razões algumas para optimismo. Apesar da recém-derrota do Benfica que permitiu a recuperação de três pontos, a distância do líder ainda é significativa e salvo acontecimentos e resultados imprevistos, será mais realista pensar que o Sporting vai ter uma grande luta pela frente para conseguir colocar-se em posição para poder disputar a Liga dos Campeões na próxima época.

 

Perante este cenário, Bruno de Carvalho vê-se obrigado a fazer enorme "ginástica" demagógica para justificar o investimento de muitos milhões, em jogadores e, sobretudo, no treinador.

 

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publicado às 16:30

 

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A Sporting SAD é uma sociedade anónima desportiva constituída com o objectivo de desenvolver as actividades relacionadas com o futebol profissional, anteriormente realizadas pelo Sporting Clube de Portugal. Os sócios do Sporting tendo poder sobre o Clube, não têm directamente sobre a SAD. Ou melhor, os sócios podem influenciar as decisões da Sociedade desde que o Clube tenha a maioria do capital e dos direitos de voto na Sporting SAD.

 

A perda pelo Sporting do controlo da Assembleia Geral da Sociedade gestora do futebol profissional constituiria para muitos sportinguistas uma alteração dramática da natureza do Clube como sempre o conheceram e o imaginaram. E, para além da identidade leonina, poria também em causa a capacidade dos sócios intervirem em aspectos cruciais da política decisória do Sporting.

 

Bruno de Carvalho, nas eleições de 2013, assumiu o compromisso de manter a maioria do Clube na SAD, fez constar esse propósito no seu programa eleitoral e reivindicou para si a condição de ser o único candidato à presidência com essa posição inequívoca. Muitos sportinguistas sublinharam que, enquanto ele parecia firme nesse propósito, José Couceiro assumiu uma atitude ambígua.

 

Entretanto, Bruno de Carvalho substituiu a firmeza na abordagem da questão da maioria na Assembleia Geral da SAD por um discurso vago e de circunstância. No seu mandato não criou condições objectivas para garantir essa maioria. Há quem olhe para a presença de José Maria Ricciardi na lista de Bruno de Carvalho e fique preocupado com o que se vai passar em 2026 quando se verificar a conversão dos títulos de dívida (VMOC’S) em acções da SAD.

 

Pedro Madeira Rodrigues assumiu um compromisso público com os sportinguistas ao anunciar que cativará quatro milhões de euros por ano para fazer face ao pagamento das VMOC’s. Isto é, considera essencial que o Sporting-Clube mantenha a maioria e o controlo na Sporting-SAD. E que neste aspecto importantíssimo o Sporting Clube de Portugal deve permanecer como sempre o conhecemos. Senhor do seu destino.

 

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publicado às 13:06

As flores de retórica do Bruno

Rui Gomes, em 31.01.17

 

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A imagem é do livro intitulado ON BULLSHIT, da autoria de Harry Gordon Frankfurt, filósofo norte-americano e professor de filosofia na prestigiosa Universidade de Princeton, que é na sua maior parte dedicado a casos como o de Bruno de Carvalho, ou seja, pessoas que procuram projectar uma imagem de si próprios sem o mínimo de preocupação se corresponde à verdade. Pessoas que têm a levidade para manipular factos, diálogos ou eventos de tal maneira, que a distinção entre o que é verdade e o que é falso acaba por ser irrelevante.

 

Daí, o título do post "As flores de retórica do Bruno", um termo até relativamente elegante na língua de Camões, que, traduzido em inglês, surge em linguagem que exala menos perfume... BULLSHIT !

 

Ontem, do seu escritório favorito do Facebook, o ainda presidente do Sporting escreveu uma muito extensa narrativa cujo objectivo fulcral é atacar e denegrir Pedro Madeira Rodrigues. O escopo da missiva não me incomoda no que ao candidato diz respeito - decerto que ele saberá defender-se e responder ao que merece resposta - mas repugna-me mais uma demonstração de retórica da "banha da cobra" com muita hipocrisia à mistura, de Bruno de Carvalho.

 

Não me vou dar ao trabalho de transcrever o todo da missiva, mas não posso deixar de dar destaque a estas suas frases que ilustram o carácter deste personagem e quão agarrado ao poder ele está. Porquê, pode perguntar o leitor... porque este poder representa a sua sobrevivência numa sociedade - mesmo carente de muitos valores, materiais e morais - em que ele não era mais do que um mero naufragante até chegar ao trono da presidência do Sporting:

 

«Na vida não vale tudo e, por enquanto, não existem candidatos, apenas o Presidente. E, porque coloco o Clube acima de qualquer outra agenda, não abdico do meu mandato em toda a sua plenitude até ao dia que, por vontade dos Sócios, deixe de o ser».

«Sendo assim, e tendo esperado muito tempo para ver se estas intervenções caluniosas e prejudiciais paravam ou, no mínimo, diminuíam, fui estando calado. Agora, não posso mais. O Sporting CP não pode ser prejudicado por este tipo de intervenções absurdas e sem respeito institucional, reveladoras de total falta de noção da realidade e que apenas têm servido para prejudicar, de forma factual, o Clube. E diminui-lo perante os nossos rivais e parceiros».

«Ser candidato deve significar um debate sério e elevado de ideias e projectos e não um ataque, vil e calunioso, que prejudica exclusivamente o Clube mostrando a falta de apego ao Sporting CP de quem o desfere, revelando apenas a sede do poder pelo poder»

 

A clássica "banha da cobra" que o Bruno é tão hábil a propagar e que, infelizmente para o Clube, serve para eludir um número suficiente de sportinguistas votantes para lhe garantir o assento que ele procura preservar tão desesperadamente. O cúmulo desavergonhado da acusação a terceiros de terem a "sede do poder pelo poder", assim como a sua outra hipócrita enunciação "Na vida não vale tudo", que nem merece comentário.

 

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publicado às 04:32

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