Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

mw-860.jpg

 

Responder a um boicote com outro boicote não é uma hipótese, concordam os directores de jornais e directores de informação de canais televisivos, a propósito das declarações de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting. A única forma de resposta é mesmo continuar a fazer o seu trabalho. “Responde-se a boicotes fazendo precisamente o contrário do que pede quem boicota”. Mas há uma queixa que pode chegar ao Ministério Público, por "incitamento à violência".

 

Como já referimos aqui ontem, a RTP, SIC, TVI e CMTV acordaram entre si que não transmitiriam a conferência de imprensa de Jorge Jesus em directo, este domingo, porque consideraram necessário perceber se estavam reunidas as condições de segurança e independência jornalística. Foi decidido pelas direcções de cada umas das televisões que seriam recolhidas as declarações e imagens do treinador leonino para serem usadas mais tarde e em diferido.

 

Segundo Ricardo Costa, director Informação da SIC, "a SIC não confunde declarações de um presidente ou posições de uma direcção com a actividade desportiva de um clube, mas só fará o seu trabalho jornalístico se tiver condições de independência e de segurança para o fazer". Além disso, reforçou, "não nos passa pela cabeça acabar com algum programa de comentário desportivo".

 

Numa outra notícia, Sofia Branco, presidente do Sindicato de Jornalistas, confirmou que o organismo vai avançar com uma queixa contra Bruno de Carvalho:

"Já conversámos com os nossos advogados e percebemos que há margem judicial para apresentar queixa e é precisamente isso que vamos fazer".

Esta segunda-feira, o Sindicato de Jornalistas enviou cartas para o Ministério da Cultura e para a Secretaria de Estado do Desporto a pedir explicações para o que sucedeu sábado em Alvalade, depois das declarações de Bruno de Carvalho na Assembleia Geral do Sporting.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:02

O louva-a-deus

Leão Zargo, em 19.02.18

 

BdC AG 17.2.18.jpg

 

O Vasco é um louva-a-deus que mal se viu a nascer começou logo a bombar. Não dorme. Nunca dorme. É uma marca registada vinte-e-quatro horas por dia. O Vasco é uma cópia. É conforme. É informe. Já seguiu Bruno Gimenez. E Marioni. Agora segue o Mestre. O Vasco não é lagartixa. Nunca foi lagartixa. TV só Sporting TV. Não vê o Preço Certo. Nem a Passadeira Vermelha. Vade retro. Nem as Tardes da Júlia se ainda as houvesse. Népias. O Luís Goucha já era. Talvez o Canal Panda. O Vasco é YoungNetwork. É um filtro que tudo filtra. Uma cassete pirata. O Vasco pica-o-ponto-a-toda-a-hora. Não lê jornais. Nem o Borda d'Água. Diz apenas o que aprendeu a dizer. Que lhe mandaram dizer. Sim divino, sim óleo de fígado de bacalhau, sim carapau, sim D. Quixote, sim Rocinante, sim moinhos de vento, sim sublime Mestre. É um ladino topa-a-tudo. Um louva-a-deus. Sê um Vasco. Vasca e lasca. Casca e descasca. Fight and resist!

 

O Vasco copiou para o Facebook: "O Mestre chegou-se à frente e com a sua bela voz rouca falou das maravilhas do seu reino e contou como no tempo das lagartixas o sol tinha deixado de nascer todos os dias. E anunciou o fim das lagartixas. E logo ali fez aprovar o Regimento Contra os Incréus (o RCI). E à vista de todos criou o Grupo dos Vascos que Seguem o Mestre Acima de Todas as Coisas (o GVSMATC)."

 

"O que eu gosto mesmo é de o ouvir, o meu repouso é a próxima batalha", exclamou o Vasco. E jurou que o Mestre é o D. Sebastião, e o reino o Quinto Império. Isto parece um filme já visto e revisto. Ou uma peça de teatro filmada. Se o dia ficar cinzento, imperial para dentro. Um dia de cada vez. Um dia é de vez.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:38

'Rei-Sol' com chauffeur

Rui Gomes, em 18.02.18

 

img_FanaticaBig$2018_02_17_22_01_10_1366182.jpg

 

"E acabou-se !

 

Agora temos três sócios/adeptos do Sporting Clube de Portugal:- os sportinguistas - amam o Sporting Clube de Portugal- os sportingados - sportinguistas ou outros que, por definição de Bruno de Carvalho, são inimigos do SCP - os sportingalhos - massa de sportinguistas, e outros, que literalmente só pensam pela cabeça de Bruno de Carvalho.

 

Agradeço ao actual presidente do SCP, todo o esforço de recuperação do Sporting, mas critico severamente esta atitude de "Rei-Sol" à clube do Norte: "quem está contra mim é inimigo do SCP".

 

Já existiu um presidente "populista" em Alvalade, não lhe correu bem e ao Sporting também não. Vamos esperar que a história não se repita".

 

Leitor: Nuno Freitas

 

P:S.: Nada mau, para quem ainda há relativamente pouco tempo estava no desemprego.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:52

Os sportinguistas merecem o que têm

Rui Gomes, em 17.02.18

 

DWPfHExWsAEUPv1.jpg

 

A frase que serve como título deste post, na realidade, não é mais do que um desabafo meu, uma vez que os sócios que marcaram presença na Assembleia Geral deste sábado, ou em qualquer outra, aliás, não representam o universo leonino, este constituído por alguns milhões, mas sim e somente os votantes do dia. Nunca saberemos o verdadeiro querer da real maioria de sportinguistas.

 

O desfecho da reunião magna só será surpresa para os mais distraídos. A partir do momento em que Bruno de Carvalho abandonou a última sessão, ardilosamente, quando viu o mau andamento das coisas, ficou-se logo a saber que a pausa não era mais do que uma estratégia para lhe permitir o tempo necessário para reunir a sua falange sectária e mais alguns por arrasto.

 

Um momento turbulento e completamente desnecessário na vida secular do Sporting Clube de Portugal, servindo apenas para satisfazer o egocentrismo de um único homem e a sua insaciabilidade pelo poder absoluto. Ironicamente, a maioria de sócios votantes na Assembleia terão decidido conceder-lhe esse poder, sem a mínima consideração pelos eventuais danos ao Clube. Estes sócios, na óptica perversa de Bruno de Carvalho, são os verdadeiros sportinguistas, sendo que os restantes não passam de meros 'sportingados' que recusaram aderir à vontade suprema do "messias".

 

Muito embora o todo do cenário seja deveras transparente, não deixa de ser um caso para estupefacção, por as coisas terem acontecido como aconteceram, com a anuência dos associados a um oportunista de momento que não merece o mínimo de consideração e respeito. A realidade nua e crua é que este presidente foi reeleito há menos de um ano e única e exclusivamente para saciar os seus interesses pessoais, não hesitou, nem por um minuto, em destabilizar a família leonina. O Sporting deveria estar em primeiro lugar, mas não está, e o futuro encarregar-se-á de demonstrar isso mesmo. Nada ocorreu por mero acaso, no entanto, haverão razões por detrás das acções de Bruno de Carvalho que carecem de mais amplo esclarecimento. Vamos esperar para ver e compreender.

 

Bruno de Carvalho viu-se no poder - e com mais ao alcance - e entendeu que o Clube tem de estar moldado à sua personalidade e servir as suas ambições narcisistas e ditatoriais, sem considerações morais ou constitucionais. Que passo a passo esteja a conseguir isso mesmo com aprovação associativa, é deveras chocante e não menos espectacular.

 

Vamos ficar aqui por hoje, numa altura que ainda nem sequer se sabe os números oficiais da votação.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:29

A Assembleia Geral

Leão Zargo, em 17.02.18

 

Yves Lecocq, High Pressure.jpg

 

Num artigo na revista Harper’s, “Me, Myself, and Id”, Laura Kipnis escreveu que o narcisista “vive como se estivesse rodeado de espelhos, mas não gosta do que vê”. Como centraliza em si mesmo a realidade por se imaginar o único actor dos acontecimentos, desenvolve hipersensibilidade à avaliação dos outros e revela sentimentos excessivos de autoridade. Encaixa que nem uma luva em Bruno de Carvalho.

 

Rob Riemen definiu o tipo de relacionamento que o narcisista estabelece com o próprio ego: “O meu ego torna-se a medida de tudo e só interessa o que eu sinto, o que eu penso. Eu exijo que o meu gosto, a minha opinião e a minha maneira de ser sejam respeitados, senão eu ficarei ofendido. Um ego sensível como medida de todas as coisas não suporta qualquer crítica e ignora a autocrítica.” Não suporta, por exemplo, aquilo que imagina ser falta de “reconhecimento”, de “confiança” ou de “gratidão”. Bruno de Carvalho “dixit”.

 

O “leitmotiv” da Assembleia Geral de hoje é o narcisismo do actual presidente do Sporting associado a uma surpreendente instabilidade emocional. Por estes dias, os acontecimentos deslizam mais rapidamente do que convém e ele procura monitorizar as circunstâncias, pois receia pelo futuro. Há o risco do tempo se tornar desfavorável, e Bruno de Carvalho consumiu-se numa superexposição mediática. Na vida nada é permanente e no futebol pouco ou nada é previsível.

 

É este o contexto da Assembleia Geral. Rogério Alves explicou de forma cristalina o paradoxo da situação. De facto, o estado de alerta permanente e o prolongamento da conflitualidade com tudo e com todos tiveram consequências nefastas. A encruzilhada passou a ter um sentido único. Mesmo que as propostas de Regulamento Disciplinar e de revisão dos Estatutos sejam aprovadas como Bruno de Carvalho exige, verificar-se-à apenas um breve adiamento: daqui a alguns meses, os sportinguistas estarão novamente confrontados com outro tipo de chantagem.

  

(Há coisas que se dizem que não podem ser esquecidas. Bruno de Carvalho, em 4 de Dezembro de 2012, afirmou o seguinte em entrevista ao programa Dia Seguinte, na SIC Notícias: “A estabilidade não é um meio: é uma consequência. Isto é o que Sporting tem de perceber de uma vez por todas: no dia em que tiver liderança e um modelo, terá estabilidade”. Ainda tem esta opinião?)

  

(Fotografia de Yves Lecocq, High Pressure)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:55

 

593236_png.jpg

 

Em mais uma flagrante demonstração do seu comprovado défice de senso comum, o desequilibrado egocêntrico que preside ao Sporting cometeu a “proeza” de desviar o dominante foco mediático apontado à, finalmente, descoberta montanha de trafulhices benfiquistas – fixando o frenesim dos media na situação incrível e absurdamente surrealista que o seu desastrado golpe lançou no nosso tão flagelado Clube. Na realidade, o inconsciente líder do Sporting prestou um precioso serviço ao grande rival…

Para atingir os  já bem conhecidos fins pessoais, o irracional oportunista decidiu explorar o momento positivo que a equipa principal de futebol atravessava para manipular os sócios, numa assembleia-geral marcada apressada e discretamente, de modo a aprovarem relevantes alterações estatutárias e um repudiante e deveras antidemocrático regulamento disciplinar, tipo Stasi, inseridos, à socapa, nas suas ardilosas propostas.

A Assembleia Geral foi, como se sabe, um espectáculo tão degradante como deprimente, em que, desprestigiando a sua posição, o presidente-funcionário do Clube dirigiu-se aos associados (que lhe pagam o chorudo salário) em termos intoleravelmente autoritários, arrogantes e insultuosos, recheando, como habitualmente, a sua rábula interminável, rancorosa e massacrante de uma terminologia repleta de ordinarice. Isto, perante o silêncio embaraçoso dos membros dos corpos sociais.

Ao constatar o fracasso do seu 'grandioso' embuste, o protagonista e monopolizador do circo abandonou, abrupta e cobardemente, a cena que ele próprio encenara. E no dia seguinte, nem o presidente nem qualquer um dos elementos directivos do Sporting (por vontade própria ou ordens do ditador) compareceram no Estoril para apoiar a nossa abandonada, e derrotada, equipa…

Agora, na recta final de mais uma súbita e forçada Assembleia Geral caracteristicamente chantagista, o infantilizado aventureiro Bruno de Carvalho voltou, em desespero, a recorrer à sua estafada estratégia demagógica da vitimização, destinada a ludibriar os mais incautos e ingénuos, esgotando-se em sucessivas sessões de “esclarecimento” e conferências de imprensa, em que, para sua desilusão, apenas compareceram 10% dos cerca de uma centena de convidados.

Parece que ainda não percebeu que está a perder a sua própria credibilidade, interna e externamente, mesmo entre as suas indefectíveis milícias (ou exército pretoriano) que o ergueram ao pedestal, nas quais se julga detectar já alguma adulta preocupação de parte de vários elementos mais realistas pelo rumo insólito dos acontecimentos e o futuro do Sporting.

Entretanto, intensifica-se a tão melodramática como cínica lengalenga do choradinho: “Estão quase a matar-me e a culpa é dos sportinguistas”, “Com os sportinguistas atrás levarei o Sporting ao céu”, “Eu preciso de militância”, “Esta é a minha profissão”, “Eu vivo disto”, “Se pudesse ficar no Sporting até ao meu último suspiro ficaria muito feliz”…

Que comovente! Que patético! Que ridículo!

Leão da Guia

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 05:23

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:49

 

image.jpg

 

Um artigo publicado pelo jornal O Jogo, que nem sempre é o mais objectivo no que ao Sporting diz respeito. Dito isto, não será totalmente descabido avançar que o trabalho dos autores Duarte Tornesi, Rafael Toucedo e Rui Miguel Gomes (este nome é mera coincidência), não está longe da verdade:

 

"Têm sido constantes as intervenções públicas de Bruno de Carvalho, o qual, na qualidade de presidente do Sporting, tem vindo a "desafiar" o próprio regulamento disciplinar que pretende ver aprovado pelos associados na assembleia geral do próximo dia 17. Em causa estão as sucessivas declarações, aos meios de comunicação social, que tem proferido, as quais podem configurar infracções ao proposto novo documento que será uma ferramenta indispensável ao Conselho Fiscal e Disciplinar para "punir os sócios que difamam e ofendem os dirigentes" leoninos, isto segundo as palavras do próprio Bruno de Carvalho.

 

Ora, recuperando apenas as afirmações de Bruno de Carvalho depois da publicação a meio de Janeiro da convocatória para a última assembleia geral - colocando de parte as várias trocas de acusações que têm sido feitas pelo dirigente, bem como por outros associados em conversas em grupos privados e blogues nas redes sociais e, fundamentalmente, na última e quente reunião magna, que terminou de forma abrupta -, o dirigente máximo colecciona acusações que incorrem, por exemplo, numa eventual violação do artigo 3.º, alínea c) do regulamento disciplinar: "proferir expressões ou cometer actos, dentro ou fora das instalações do SCP, ofensivos da moral pública" constituem infracção, motivando o enquadramento legal de frases como as que Bruno Carvalho proferiu aludindo a sócios e não só: "Qualquer monte de esterco é livre de fazer denúncias e o DIAP, por lei, tem de investigar... Tristeza de gentalha."

 

Na semântica utilizada pelo dirigente máximo dos leões, expressões como "assim já não terás de lamber o rabo cordialmente a JJ", dirigindo-se a Rodolfo Reis, também suscitam dúvidas, assim como um "espero que o cabrão que passou o convite se ...oda", quando viu a mensagem a anunciar a festa do seu aniversário a circular na Internet. Isto se forem excluídas outras alíneas como a e), de atentado à dignidade humana de uma pessoa ou grupo".

 

A realidade, no entanto, é que se há uma coisa que não está a preocupar minimamente o ainda presidente, é obediência a quaisquer regulamentos internos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:53

UEFA adverte Bruno de Carvalho

Rui Gomes, em 13.02.18

 

img_770x433$2018_02_13_16_07_17_1364471.jpg

 

A Comissão de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA advertiu o presidente do Sporting por críticas aos árbitros dos jogos frente ao Barcelona e à Juventus, da fase de grupos da Liga dos Campeões. (Sporting CP president warned for public comments against referees).

 

Depois da abertura de um inquérito, o órgão disciplinar da UEFA considerou que Bruno de Carvalho infringiu o artigo 11 do Regulamento da Disciplina pelos comentários que publicou nas redes sociais sobre a actuação dos árbitros que dirigiram os referidos jogos.

"A UEFA aproveita a oportunidade para reiterar que o respeito é um princípio chave do futebol, incluindo o respeito pelo jogo, pela integridade, pela diversidade, pela saúde dos jogadores, pelas normas, pelos árbitros, pelos adversários e pelos adeptos", pode ler-se na página daquele organismo na Internet.

 

ADENDA: Bruno de Carvalho reagiu ao advertimento da UEFA:

 

"Lá nos encontraremos no banco, em Astana, e depois no Congresso Internacional The Future of Football, onde a UEFA já confirmou mais uma vez a sua presença.

 

Em causa, comentários de pura ironia na minha página pessoal sobre as arbitragens do jogo contra Barcelona e Juventus. Não correu bem esta notícia, que estava guardada pelo Correio da Manhã, para esta semana antes da AG. Estavam à espera de outra decisão...

 

Vamos Sporting! Mostrar a força do leão, do verdadeiro rei da selva, em Astana e na AG de dia 17! Eu acredito em vocês!",

 

A inevitável e despropositada referência ao "dia 17" !

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:27

Bruno... a ser igual a si próprio

Rui Gomes, em 13.02.18

 

 

Aconteceu no domingo, antes de Bruno de Carvalho se dirigir para o Estádio de Alvalade para assistir jogo com o Feirense. À saída do Hotel Radisson, onde foi realizada a notória primeira "sessão de esclarecimento", o ainda presidente do Sporting fez pausa para fotos com adeptos e autógrafos. Quando um jovem vestido com uma camisola vermelha se aproximou dele, foi afastado pelo presidente sem cerimónias, provocando uma reacção de desaprovação de quem mais estava no local na altura.

 

Enfim... é apenas Bruno de Carvalho a ser igual a si próprio.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:38

"Estão quase a matar-me..."

Rui Gomes, em 13.02.18

 

img_770x433$2018_02_12_17_41_35_1364226.jpg

 

Confesso que a minha tolerância para com este assunto e tanto Bruno de Carvalho dia após dia, está a atingir o limite. É difícil operar um blogue e ter de optar entre acompanhar a vida do Clube ou ignorar por completo, mas com este presidente torna-se evidente que só nos esperam "ventos" ruidosos, por ingrato que seja.

 

De qualquer modo, a segunda propagada "sessão de esclarecimento" foi realizada esta segunda-feira, no Auditório Artur Agostinho, perante a comunicação social e outros convidados não "sportingados". Mais uma vez, como já era de esperar, Bruno de Carvalho apresentou-se como a vítima do século, implorando a piedade de sportinguistas. Eis um breve resumo, em sinopse, do que ele teve para dizer:

 

"No dia em que sair do Sporting, saio. Não sou politiqueiro, não preciso de aclamações. Sou muito altruísta, mas no mínimo tenho de sentir a gratidão. A partir do momento em que não sentir, não venho outra vez, porque afinal significa que não tenho a mais-valia para o Sporting que pensava que tinha.

Vou dizer uma frase que disse numa Assembleia Geral. Com os sportinguistas atrás, farei tudo, levarei o Sporting ao céu. Não tenho dúvidas. Sem os sportinguistas atrás, matam-me. Neste momento estão quase a matar-me e a culpa sinceramente está a ser dos sportinguistas, porque eu preciso de militância e disse que não ia passar um segundo mandato igual ao primeiro. Efectivamente militância continua a ser pouca.

 

Não podemos continuar num clube sem o regulamento disciplinar. Não existe neste clube, não é para substituir um antigo. Lembra a alguém uma instituição da dimensão mundial do Sporting não ter um regulamento disciplinar? Por que não fizemos no primeiro mandato? Porque tivemos muito trabalho. As pessoas do Conselho Disciplinar estão aqui por amor ao Sporting e não podem fazer tudo ao mesmo tempo. Mas esta teia toda que foi descoberta mereceu-nos alguma reflexão. Havia sócios do Sporting a passar informação confidencial para os rivais.

Se está tudo feito, então não precisamos de estar cá. Não é verdade. Há sempre que melhorar. Estamos sempre a trabalhar e temos de ir verificando o que está bem ou mal e ir corrigindo. 90 por cento das alterações dos estatutos são linguísticas. 5 por cento ou um bocadinho são questões disciplinares por causa do regulamento disciplinar. Depois 2,5 por cento tem a ver com o modelo presidencialista normalíssimo para um clube desta dimensão. Que é assim mas não está espelhado. E por último uma medida em que não vi ninguém dar os parabéns, que é termos retirado a nós próprios a folga de 10 por cento que havia nos estatutos. Os actuais permitem que a direcção tenha um défice de 10 por cento sem ter de apresentar contas. E nós passámos para zero. Isto é absolutamente inaudito no Mundo. É a única mudança verdadeiramente importante.

Nós já fizemos ‘n’ alterações desde que chegámos e nunca se fizeram programas de televisão por causa disso. Já fizemos inúmeras. Mais: fizemos uma alteração também inaudita: fomos a uma AG e pedimos carta-branca para fazermos o que quisermos nas contas do Sporting. Tivemos 90 por cento. E depois reunimos em Conselho Leonino e pedimos para retirar essa carta-branca. Isto é pidesco?
 
Ontem, de 46 pessoas foram apenas cinco, três das quais foram para discursos bonitos para a televisão e quando foi para discutir os estatutos foram-se embora. A partir de ontem, o que tinha a dizer já disse. Para mim a questão da lista terminou. Gostava que terminasse também o rótulo que eu não aceito críticas. Naquelas pessoas não é uma questão de críticas, é de difamações e injúrias.
 
Se aquelas 46 pessoas não gostam desta direcção, seriam a plateia ideal para que os OS explicassem as alterações. Porque de certeza que tinham lido de alto a baixo o regulamento. Eles esmiuçam se levei ou não o casaco, eles esmiuçam tudo. Gostei da expressão "lista de Schindler". Demonstrou frontalidade, democracia, demonstrou que o problema não é com as pessoas que criticam. Mas injúria, calúnia e difamação, um clube como o Sporting não deve tolerar. Fiz com toda a boa intenção e não para prejudicar absolutamente ninguém. Tenho pena que as pessoas não tivessem dado a cara. Escolhi um sítio fora do Sporting para não falarem em pressões, mas claro que fomos logo criticados. Quem sofreu a lei da rolha fomos nós e é muito mau para quem trabalha 24 horas por dia".
 
O usual monólogo com 'n' clichês para impressionar a plateia. Aquela do "estão quase a matar-me" é deveras espectacular, possivelmente só superado pelo argumento que não é verdade que não aceita críticas, apesar dos 'n' exemplos de registo disso mesmo, ao longo dos seus quase cinco anos no Sporting. Se Bruno de Carvalho se dá ao desplante e até desrespeito de negar uma característica sua tão em evidência, negará tudo e mais alguma coisa que lhe apareça pela frente que não lhe seja agradável e/ou conveniente.
 
Além do mais, e como também já era de esperar, entre os cinco "sportingados" que compareceram no domingo no Hotel Radisson para a primeira sessão, apressou-se a rebaixar os três que mais o confrontaram, já aqui referidos num nosso post de ontem. Ainda bem que "aceita" críticas, caso contrário não sei o que seria...
 
Que hajam lunáticos que nem sequer se informam devidamente das intenções de Bruno de Carvalho, não surpreende. Já o mesmo não se pode dizer de muitos outros sócios, pessoas fundamentalmente decentes, chefes de família, mães e avós, que estarão dispostos a conceder-lhe o poder para fazer do Sporting e seus associados o que ele muito bem entender, sem moral e sem critérios racionais.
 
Isso não compreendo e nunca compreenderei e se de facto é o que nos espera no futuro próximo, não é o Sporting com que eu me identifico, não é o Sporting a que eu me quero associar.
 
Vou deixar a restante análise com os leitores... Já não tenho paciência para mais.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:21

As notórias "chafurdices" de Bruno

Rui Gomes, em 12.02.18

 

3A99Q8GO.jpg

 

Já há muito que identificamos o que parece ser uma tendência natural de Bruno de Carvalho de revolver-se na lama do vício com portamentos dissimulados. Foi este o caso, mais uma vez, este domingo, ao querer aproveitar-se dos erros de arbitragem e do VAR no jogo frente ao Feirense, associando-os à necessidade, na sua óptica, de os sportinguistas lhe concederem um voto de confiança no dia 17, aprovando as medidas por si propostas.

 

Além da crítica, justa, diga-se, a algumas decisões a que assistimos no jogo em Alvalade, o ainda presidente do Sporting não hesitou em fazer esta finória declaração:

 

"(...) Foram uma série de lições. Agradeço quer ao árbitro, quer ao VAR, estiveram muito bem. É assim que no futebol português devemos estar. Quando vemos os jogos dos 3 grandes este fim de semana tiramos grandes ilações porque é que no próximo dia 17 os sportinguistas se têm de deixar de tretas e continuarmos este trabalho ainda mais forte, porque no futebol estamos sempre a aprender".

 

 

O seu dia, no entanto, não começou em Alvalade, mas sim numa unidade hoteleira de Lisboa, para a realização da notória "sessão de esclarecimento" para a qual convidou mais de 40 "sportingados". Como era de esperar, muito poucos aceitaram o "generoso" convite do presidente, embora com alguma surpresa para com os CINCO que compareceram perante Bruno de Carvalho, Jaime Marta Soares, Rui Caeiro, Carlos Vieira e ainda a advogada Helena Morais. Foram eles:

 

José Pedro Rodrigues, Rui Morgado, Margarida Dias Ferreira, Rogério Beatriz e Pedro Paulino.

 

José Pedro Rodrigues, Rui Morgado e Margarida Dias Ferreira foram os primeiros a sair da reunião, pouco depois das 17 horas. Aos jornalistas, Margarida Dias Ferreira não escondeu o sentimento do grupo:

 

"Isto foi uma tristeza, mas vamos ver se agora o Sporting nos vai dar uma alegria. Só viemos cá discutir o ponto 1, saber porque estávamos na lista, os outros não quisemos discutir porque não queremos ser privilegiados em relação a outros sócios".

 

Já Rui Morgado elaborou um pouco mais:

 

"A sessão era suposta ter três pontos: discutir a lista; discutir os estatutos e discutir os regulamentos. Eu, Margarida Dias Ferreira e José Pedro Rodrigues entendemos que a discussão dos estatutos e dos regulamentos deve ser feita na Assembleia Geral. Não faz sentido um grupo de sócios ter o privilégio de discutir algo que deve ser feito na AG".

 

Para esta segunda-feira, às 16h00, no Auditório Artur Agostinho, está agendado o segundo encontro para o qual foram convidados "um conjunto de jornalistas e comentadores com tribunas nos jornais, rádios e televisões, que mais críticas e dúvidas têm suscitado sobre as propostas de alteração aos Estatutos do Clube e o Regulamento Disciplinar do SCP".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 03:45

 

vascolourenco11240c820_base.jpg

 

O tenente coronel Vasco Lourenço, ícone da revolução que deitou por terra a ditadura em Portugal, em 1974, demitiu-se esta semana do cargo que ocupava no Conselho Leonino e em entrevista à Rádio Renascença manifesta o seu desagrado pela liderança do Sporting por Bruno de Carvalho.

 

Eis um resumo das suas principais declarações:

 

"Bruno de Carvalho mostrou a natureza que tem. Foi uma decepção. Acreditei que fosse possível trabalhar com ele. Hoje, para mim, é uma pessoa que prefiro não qualificar e preferiria que ele não fosse presidente do Sporting".

 

"Independentemente dos resultados, que estão a ser bons, quer no campo desportivo quer no financeiro. Nestes últimos dias, se já tinha uma péssima imagem junto de muita gente, depois daquela última sessão de quase uma hora a falar aos sócios e das afirmações que fez e dos posts que anda a colocar no Facebook, o melhor para o Sporting é que o Bruno de Carvalho vá à procura de outra vida".

 

"Senti-me desconsiderado, como membro do Conselho Leonino. Tinha sido convidado pelo próprio Bruno de Carvalho para um órgão que ele diz que não serve para nada. Assim, demiti-me para evitar bocas de que os conselheiros tinham benesses. Não estou agarrado a qualquer benesse e que não aceito ser desconsiderado e tratado como ele tratou o Conselho Leonino".

 

"Por variadíssimas ocasiões, Bruno de Carvalho associou o seu carácter e forma de liderar ao do seu tio-avô, o Almirante Pinheiro de Azevedo. Conheci extraordinariamente bem o Almirante. Tinha virtudes extraordinárias, mas também tinha enormes defeitos. Na minha opinião, o Bruno de Carvalho tem o 'ADN' do tio-avô mas só copiou as partes negativas. As partes positivas, não as tem".

 

"As assembleias gerais são sempre muito mais fáceis de manipular do que um grupo mais pequeno. Por isso é que no Conselho Leonino, tendo lá as várias tendências, era muito mais fácil discutir de forma profunda as questões do que numa assembleia geral. Quando digo 'manipular' quero dizer que quando uma assembleia geral está mal informada é mais facilmente manipulada. E essa manipulação é feita com intervenções populistas. Se os sócios estão mal informados? Falta fazer a discussão à volta do tipo de Sporting que será construído se as propostas forem aprovadas. E não houve essa discussão".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:08

 

img_770x433$2017_02_16_00_25_22_1225274.jpg

 

Octávio Machado, na sua coluna intitulada 'O Míster responde', no jornal Correio da Manhã, surge a reprovar as mais recentes atitudes e acções de Bruno de Carvalho, acentuando que estas apenas serviram para abrir uma crise no seio da família leonina.

 

Resume a sua reprovação a três pontos principais:

 

1 - É inqualificável. Primeiro substitui o processo Lex e toda discussão à volta do Benfica criando uma crise no Sporting;

 

2 - Divide a família leonina e dispara sobre os sportinguistas genuínos;

 

3 - As justificações apresentadas são uma ofensa para as dezenas de milhares de adeptos que em todos os momentos têm apoiado o Sporting.

 

Não obstante o seu notório "vocês sabem do que estou a falar" em outras ocasiões, nesta não se pode dizer que foi ambíguo ou evasivo e que não evocou a realidade de momento.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:19

 

img_770x433$2017_03_06_23_10_20_1233859.jpg

 

Mais uma missiva de Facebook de Nuno Saraiva - director de comunicação do Sporting - em que o transparente modus operandi, em defesa do seu "dono", é desviar atenções evocando figuras do passado e circunstâncias do rival do outro lado da Segunda Circular: 

 

"Os associados mais antigos e com a memória mais curta, que dizem que o actual presidente leva os assuntos para a praça pública, revejam o vídeo (debate entre Dias da Cunhas e Soares Franco) e recordem como foi o passado recente do nosso clube com a actuação de dois ex-presidentes num programa de televisão. O que aqui está em causa é estilo vs defesa do clube/expor a vida do clube; troca de acusações vs auditorias privadas.

 

Vivemos num clube em que existem, infelizmente, alguns esquecidos e alguns hipócritas. Tenham pudor e deixem de atacar o actual presidente só porque, dentro do clube, acabou com os poderes instalados. Como é que querem que o presidente não se sinta indignado, quando há quem finja não se lembrar destes episódios para só falar do estilo do actual presidente que se limita à sua responsabilidade de defesa intransigente dos superiores interesses clube?"

"Vejam bem o cúmulo a que chegámos: os órgãos sociais do rival da Luz reuniram ontem e, com todos estes escândalos, terminam com uma mensagem de que estão juntos para o penta; os órgãos sociais do nosso clube reúnem e decidem colocar o seu futuro nas mãos dos sócios, e os bons são os arguidos que fogem como o diabo da cruz da possibilidade de serem corridos numa Assembleia Geral".
 
Tudo leva a crer que "os associados mais antigos e com a memória mais curta", não são mais do que meros 'sportingados', cuja existência e associação ao Clube pré-data a sua "refundação" de Março de 2013. Nenhuma outra explicação é tão plausível.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:30

Frase do Dia

Rui Gomes, em 09.02.18

 

mw-320.jpg

 

“Não acredito que Bruno de Carvalho queira sair do Sporting. Ele quer eternizar-se. Ele quer ser o Sporting".

 

                                                                                         Rui Santos

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:45

 

mw-680.jpg

 

Usualmente, transcrevemos as populares análises humorísticas de Rogério Casanova, jornal Expresso, sobre as performances de jogadores do Sporting em jogos da I Liga. Desta vez, ele aproveitou o aniversário de Bruno de Carvalho, e as suas circunstâncias de momento "para dizer algumas – bom, muitas – coisas sobre o homem que tanto pode ser visto como “assassino de gatinhos” ou como o melhor presidente do Sporting". 

 

O escrito começa assim, e por ser mesmo muito extenso, o leitor poderá ler o resto aqui. Com tudo isto, uma coisa é por de mais evidente; Bruno de Carvalho está a ter o que sempre procurou, dia após dia, desde que assumiu a liderança do Sporting: ser o centro das atenções mediáticas. Esta circunstância serviu para, entre outras questões, desviar o foco da denominada Operação Lex, Luís Filipe Vieira e as buscas pela Polícia Judiciária, e-mails, etc..

 

"Foi há aproximadamente sete anos que ouvimos falar pela primeira vez em Bruno de Carvalho, o que significa que foi há aproximadamente sete anos menos quinze minutos que ouvimos dizer pela primeira vez que Bruno de Carvalho era um vigarista histriónico pronto a levar o Sporting para o abismo. Sete anos passaram, e os dois pares ainda cá andam na pista de dança: o Sporting e o abismo (estes significativamente mais afastados que em 2011), e Bruno de Carvalho e a as opiniões sobre Bruno de Carvalho - esses ainda no mesmo sítio, mas sujeitos ao desconforto dos reajustamentos constantes, drásticos ou infinitesimais, como uma comichão emocional difícil de coçar.

 

Muitas delas - as opiniões - foram instintivas e imediatas: para todas as pessoas que, quinze minutos depois de ele se materializar na vida pública portuguesa, o identificaram corretamente como alguém incapaz de identificar corretamente um garfo de ostras. Outras foram cristalizando na sequência de uma campanha eleitoral que ele (por necessidade e temperamento) conduziu como um bolchevique, e que a lista de Godinho Lopes (por necessidade, temperamento e Cunha Vaz) conduziu como uma mistura de Dinastia Romanov, Pravda e Jornal do Incrível.

 

Da síntese dessas duas circunstâncias, surgiu a ubíqua criatura mitológica conhecida como “o Bruno de Carvalho”: o arrivista chico-esperto, o arruaceiro com sede de protagonismo, o tiranete suburbano, o operador de esquemas-pirâmide, o prestigiado assassino de gatinhos; alguém que a qualquer momento, mais tarde ou mais cedo, iria deixar em escombros uma instituição centenária e fugir para Vladivostoque, deixando na sua esteira resmas de multas por pagar, mensalidades do condomínio em atraso, e bandas gástricas descartadas pelo caminho" (...).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:42

O homem que quebra barreiras

Rui Gomes, em 08.02.18

 

18553248_UQfsM.jpg

 

Mais uma longa missiva de Facebook de Bruno de Carvalho, esta, a fazer chorar...

 

Temos de reconhecer que o actual presidente do Conselho Directivo do Sporting tem uma capacidade extraordinária para ir mais além... para romper fronteiras artísticas e para quebrar barreiras que excitam paixões demagógicas.

 

Acho que foi a nossa leitora CFB que afirmou ontem, em comentário, que "todo o ditador tem três facetas: é um louco, um oportunista e um manipulador". Bruno de Carvalho é tudo isso e... mais.

 

 

"AMO-TE SPORTING CP, MAS NÃO MEREÇO ISTO: JOGO - AG de dia 3 e de dia 17 - ESTATUTOS - REGULAMENTOS

 

Triste, mas não derrotado... a segunda parte do jogo será em Abril (com uma arbitragem bem melhor de preferência).

 

Mas com a alma desfeita.

 

Dentro de 45m farei 46 anos, sozinho, na auto-estrada, triste pelo resultado e longe da minha família.

 

Isto é demais...

 

Como se pode acusar de chantagem, alguém que vive do seu trabalho na SAD, tem 3 filhas e vai nascer a 4a em Março, e põe a sua vida nas mãos dos sportinguistas?

 

Como se pode chamar de ditador, alguém que vive do seu trabalho na SAD, tem 3 filhas e vai nascer a 4a em Março, e põe a sua vida nas mãos dos sportinguistas?

 

Como se pode dizer que alguém que deu, e dá, 24h da sua vida e devolveu o Sporting CP aos Sportinguistas, agora os quer perseguir?

 

Mas se faço uma lista, dando a cara e podendo explicar, um por um, a minha opinião, porque fiz mal? Porque é que, afinal, todos têm o direito a ter opiniões e liberdades, e eu não posso fazer uma lista com quem anda, de forma vil e sem razão a difamar-me e caluniar-me faz anos e dia após dia?

 

Quem fez as contas consolidadas para todos saberem tudo? Esta Direcção - Transparência;

 

Quem faz, em todos os mercados, a lista detalhada dos negócios com os pormenores todos? Esta Direcção - Transparência e Seriedade;

 

Quem dá a cara, e o peito e a alma, por este Clube? Esta Direcção - Amor;

 

Quem vai fazer uma auditoria independente à sua própria gestão? Esta Direcção - Confiança;

 

Quem, a meio de cada mandato, faz uma AG para ouvir o que os sócios acham do trabalho feito e se querem continuar? Esta Direcção - Orgulho e Desapego;

 

Quem teve o único mandato positivo de toda a nossa história de Clube e SAD? Esta Direcção e Administração - Competência, Empenho, Know-How;

 

Depois ouço Déspota, Ditador, Chantagista, Queres ficar para sempre no Clube, Queres a Lei da Rolha, O que fazes é anti-constitucional, Coreano, Labrego...

 

Então, entrego nas mãos dos sócios o futuro da minha vida e sou essas coisas todas?

 

Alguém que vive do seu trabalho na SAD, tem 3 filhas e vai nascer a 4a em Março, e põe a sua vida nas mãos dos sportinguistas, é ditador ou anti-democrata ou chantagista?

 

Triste, sozinho, cada vez mais infeliz, sem perceber o que se passou para eu sentir, dentro de mim, tanta ingratidão que me faz querer ir embora. Como me fizeram isto? Como se condena e difama as pessoas que dão provas de Amor, Competência, Dedicação, Atitude e Empenho, sem sequer as ouvir?

 

De rastos ao ouvir: se na AG de dia 3 nada disto era "importante", porque é agora? Porque sentimo-nos ofendidos, ameaçados, atraiçoados, desrespeitados. Estavam cansados? Também nós (e sobretudo eu que estive a fazer de porteiro). Tinham fome? Também nós. Têm filhos e família? Também nós. Mas estávamos ali por vocês. E mandaram-nos calar... Não é assim! Não é justo criar aquela confusão por algo tão simples e normal... Não é justo! Foi mau demais e nós também somos humanos. Não queremos aclamações, para isso viviamos à sombra dos quase 90%...

 

Só queremos voltar a sentir a felicidade de vos servir, 24h por dia!

 

Estou triste.... muito triste, e sei que não merecia... Mas é isto a vida!

 

Já só faltam 20m... Ninguém merece isto...

 

- - AG - Estatutos e Regulamento Disciplinar - -

 

Vou responder a todos de uma vez só:

 

1. O FACEBOOK não me desgasta nada - até aprendo algumas coisas pois, ao contrário do que dizem, gosto de boas críticas e muito já se melhorou com elas durante estes 5 anos;

 

2. O meu problema com as redes sociais é chegarem aos meus pais, mulher e filhas, logo o desgaste é colateral e não porque as uso;

 

3. Usar o FACEBOOK faz parte da minha estratégia de gestão, pelo menos até dia 17;

 

4. O que se está a passar é uma tentativa de assalto ao poder pelos grupos e grupinhos que todos conhecemos do Clube, e eu tenho de sentir a Gratidão e Reconhecimento que não senti, como por exemplo, esta questão dos Estatutos e Regulamento Disciplinar;

 

5. Medidas mais importantes dos estatutos: extinguir de vez o Conselho Leonino; os Stromp/Cinquentenários/Leões terem de ter um protocolo com o Clube; deixar de poder ter um desvio de deficit de 10% e passarnos para desvio 0 - cada euro a mais será a AG a autorizar ou não; ser Lista Única às eleições e sem método de Hondt para garantir competência, rigor, profissionalismo e responsabilização. O CFD eleito por método de Hondt (e lembrem-se que actualmente são todos da minha lista, pois com o Método de Hondt o meu adversário meteu 0) faz-nos a nós sócios ficar adormecidos, porque pensamos que ter várias sensibilidades resolve tudo.... Vejam, até chegar esta Direcção o que resolveu? 0.

 

6. Regulamento Disciplinar - não existe nenhum no Clube. Agora é que podiamos fazer tudo o que quisessemos e nós queremos balizar as regras.

 

Para impor a Lei da Rolha, ou seja lá o que for de mau, fazia agora e não com novos Estatutos e Regulamentos.

 

Queremos um Clube totalmente moderno e preparado para o futuro de grandeza que tanto ambicionamos!

 

PORQUÊ A AG? PORQUE EXIGIMOS CONFIANCA, GRATIDÃO E RECONHECIMENTO

 

Desculpem o desabafo, mas existem momentos na vida em que chega, e isso não tem timings desportivos ou políticos... Somos genuínos e não podemos perder isso por nada.

 

Tem sido um orgulho e uma honra liderar-vos, e uma parte de mim vai morrer se o deixar de fazer. Mas tenho que ser sério e honesto comigo e com vocês!

 

Serei sempre do Sporting, o Clube de Portugal, para além da própria morte!".

 

Perante isto (pensava que nunca mais tinha fim), confesso que não consigo controlar as lágrimas .

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 04:17

 

20872657_SNSYZ.png

 

José de Alvalade às voltas no túmulo.

 

“Isto que se passa no Sporting, passa-se há quase 112 anos. Grupinhos e manipulação constante, quase desde que nascemos. Por debaixo de uma pequena pedrinha estão lá dezenas de lacraus, sempre foi assim.”

 

Por imperativo de um sentimento que nos unifica ao Clube idealizado pela dissidência de Holtreman Roquette e irmãos Gavazzo, todo o Sportinguista será umbilicalmente epígono, herdeiro e legatário de uma promissória nota de grandeza da qual, em momento algum, se poderá dissociar. Porventura nascido para além de um conflito de interesses entre a coexistência como agremiação cerimonial de alta sociedade ou instituição desportiva intencionalmente eclética, o Sporting não é nem nunca poderá ser tido como um Clube adiado e solitário, desalinhado com a sua própria razão de ser.

 

Quando se assume, ou se aceita, que o Sporting é embrionalmente desunido e fomentado em intrigas, pressupõe-se o Sporting como uma instituição ingovernável, assombrada, entregue a uma espécie de sociedade secreta obscura, exclusivamente intencionada em proveitos superficiais como pessoais. Aceitar, promover ou vincular tal tese, é assumir o Sporting como um Clube fragmentado, fútil, desprovido de lógica existencial – e por invariável consequência, condenado ao abismo. Infelizmente, vincular esta espécie de teoria do caos na cabeça dos nossos Adeptos, tem sido ao longo da nossa história um mal necessário, mas conveniente a diversas Direcções. O Mestrado (e não legado) de Jorge Gonçalves no Sporting serviu de exemplo.

 

A presidência de Jorge Gonçalves gerou em alguns adeptos do Sporting (essencialmente aqueles nascidos em redor da Geração da Revolução dos Cravos em diante), uma espécie de crença no contra-poder como fórmula de combate a fantasmas criados pelo próprio Gonçalves. Impôs um ingénuo raciocínio popular à manobragem e orientação de uma instituição apavorada em não vencer Títulos – são mesmo os Títulos no Futebol que invariavelmente trazem a união e a concórdia – permitindo que tal eco intriguista perdurasse para sempre. O mesmo eco intriguista do qual o actual Presidente Bruno de Carvalho se alimenta.

 

A vingança de Filipe Lá Féria? 

 

“Ninguém tem noção do que é não conseguir sair de casa para ir ao café ou passear com a filha ao jardim. Vivo sequestrado há cinco anos. Já fui a peças de teatro em que mudaram os textos para me chamarem atrasado mental (…) Eu não tenho liberdade! A cada passo que dou sou censurado.”

 

Este natural e compreensível lamento de Bruno de Carvalho, fundamenta-se tão apenas no errado patamar pessoal com que o próprio geriu ingenuamente a sua imagem, não como Presidente do Sporting, mas como Personalidade Pública. Não se trata apenas de uma consequência em função da agitação que provocou no Status Quo do Futebol em Portugal. Bruno de Carvalho paga o preço de expor fotos de família em redes sociais. Paga o preço de um casamento à vista de todos na Capela dos Jerónimos. Paga o preço da sua recente amizade com Tallon. E paga essencialmente o preço de um homem que se julga divindade, sustentado numa estrutura emocional imatura – Bruno de Carvalho fez da sua presidência um autêntico Reality Show, e o preço a pagar é este. Como qualquer Zé-Maria, não estava realmente preparado para as coisas simples e óbvias da vida.

 

Mais cedo ou mais tarde, tantos desacertos tornar-se-iam visíveis aos olhos do Clube. O improcedente comportamento de Bruno de Carvalho, demonstrado tanto pelo abandono da Assembleia Geral como na consequente conferência de imprensa de 2ª feira, prova o quão facilmente este pessoal e exíguo mote presidencialista se incompatibiliza com as reais necessidades de uma liderança forte. Bruno de Carvalho, ao demonstrar esta sua vulnerabilidade perante uma minoria de associados – tal como ao escudar-se na inabilidade de Marta Soares –, comprova que o Sporting afinal não está, em estrutura, verdadeiramente sólido. Pedir legitimação por sufrágios superiores a 75% não é apenas ser irresponsável – é demonstrar toda a fragilidade emocional e estrutural num conjunto de palavras mal ponderadas. Cabe a um Presidente esta espécie de arrufo de Diva? Numa fase crítica do Campeonato Nacional? Ninguém poupa o Sporting disto?

 

Bruno de Carvalho não retira dividendos alguns em promolgar deliberações semelhantes à Lei Patriótica de Bush – numa clara afronta aos direitos instituidos pela livre-expressão do Cidadão –, tal como qualquer crítica proveniente de espaços públicos não poderão afectar medidas de governação presidencial dentro de um Clube. Prevendo que qualquer oposição valorize a sua existência como voz activa e defensora do Sporting – ao invés de se colidir contra o Pavilhão João Rocha com um Boeing 747  – Bruno de Carvalho poderia optar por reunir em privado com tais entidades, ouvir o que estes têm a dizer, demonstrando deste modo toda a clareza e dimensão que se pretende. Existem diversas situações que, por si só, podem impôr uma saída de Bruno de Carvalho do Sporting – talvez a constestação dos associados seja uma gota no meio de um oceano.

 

Se Bruno de Carvalho decidir abdicar...

 

Existe uma situação muito séria a decorrer no Sporting, para a qual gostaria de alertar os leitores, e sobre a qual apreciaria explicações de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira – a orientação do cash-flow gerado pela SAD está a ser aplicado inversamente ao deliberado pelo enquadramento basilar do plano de renegociação de dívida. Quem está a colocar dinheiro no Sporting, sob que formato financeiro e com que contra-partidas? Foram celebrados acordos comerciais que ultrapassam, em vencimento cronológico, qualquer mandato presidencial a quatro anos – que margem de actuação terá quem suceder a esta Direcção? Se esses acordos longitudinais permitem formalizar uma estimativa de verba a receber em Cash-Advance a curto prazo, qual o projecto desta Direcção para os próximos anos?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:00

A insanidade

Leão Zargo, em 06.02.18

 

Bruno de Carvalho.jpg

 

Há uma insanidade em curso que ameaça seriamente o Sporting: o seu próprio presidente. O que se está a passar é uma tentativa de substituir no Clube o seu sistema democrático com normas, procedimentos e equilíbrios de poder por outros que favoreçam a autocracia e a consolidação do poder do “príncipe”. Bruno de Carvalho fez uma leitura apressada de Maquiavel e aplicou a si próprio o princípio de que “todos vêem o que o príncipe aparenta ser, poucos percebem aquilo que é”. Mas, felizmente, há cada vez mais sportinguistas que o “vêem” e “percebem” muito bem.

 

Na verdade, Bruno de Carvalho irá tão longe quanto os adeptos lhe permitirem, sem qualquer outro limite que não seja a sua aclamação e glorificação pessoal. De facto, a personalização do Sporting no seu presidente, o culto da personalidade, o “sebastianismo” com pinceladas “messiânicas”, usando e abusando de todos os poderes que tem, tudo apimentado por um discurso deveras propagandístico e autocentrado, possui uma grande capacidade destrutiva e paralisante. Se ele não for detido a tempo pelos sportinguistas, deixará o Clube numa situação caótica e fragilizado nas suas sinergias internas.

 

O seu modelo de gestão até pode ser bem acolhido noutros clubes, mas fracassará no Sporting. Fracassará pelo percurso histórico desta grande Instituição centenária, pelos princípios democráticos que progressivamente assumiu e integrou e pela especificidade dos seus adeptos e associados. Para evitar perder, Bruno de Carvalho seguirá um caminho que não vai ser fácil para ninguém, nem vai ser bonito de se ver. A sua queda vai produzir muitos estilhaços, mas, de ciência certa, sabe-se que não há memória de alguma tirania que tenha terminado bem, que no fim tenha um verdadeiro sucesso. 

 

(Amanhã temos um jogo crucial com o FC Porto, sendo fundamental que a nossa equipa consiga um resultado favorável. Dramaticamente, Bruno de Carvalho deslocou a atenção dos sportinguistas do embate no Dragão para os riscos que o Clube atravessa.)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:55

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D




Cristiano Ronaldo