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No seu discurso desta terça-feira "É preciso um 25 de Abril no futebol", Bruno de Carvalho disse isto:

 

«A rivalidade saudável é um bem comum, a guerrilha e as provocações constantes só nos conduzem a tragédias e desgraças que não podem repetir-se».

 

Quando se pensa que já se viu e ouviu tudo de Bruno de Carvalho, ele sai com algo novo, quase como magia. Cada vez mais meras palavras escasseiam para comentar o estado de espírito e a mentalidade deste presidente do meu Clube. Consequentemente, vou ficar por aqui, por hoje.

 

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publicado às 04:05

 

Porque não se cala Bruno de Carvalho?... É fácil responder.

 

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Porque…

 

…Continua sem vencer campeonatos.

 

…Tem o melhor treinador do mundo e continua sem vencer campeonatos.

 

…É presidente da maior potência desportiva nacional mas, mesmo assim, continua sem vencer campeonatos.

 

…Odeia o Benfica que continua a vencer campeonatos.

 

…Sofre de incontinência verbal apesar de continuar sem vencer campeonatos.

 

…Pensa que continua a ser membro de uma claque que continua sem vencer campeonatos.

 

…Porque se se calar pode ser que alguém que vence campeonatos fale mais alto.

 

…Porque vencer campeonatos é só fumaça.

 

…Porque pode não parecer uma boa ideia clonar-se, em princípio, com quem costuma vencer campeonatos e não vence campeonatos há três anos.

 

…Porque nasceu assim e ninguém muda vencendo ou não vencendo campeonatos.

 

…Porque quem não chora não mama campeonatos.

 

…Porque, caramba, continua a ser o campeão na difícil arte de explicar a existência de Deus com o facto de não ser possível explicar a sua não existência.

 

…Porque é Deus, apesar de não vencer campeonatos.

 

 

Texto de Bola na Área.

 

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publicado às 14:31

“Um presidente sem filtro”

Leão Zargo, em 21.04.17

 

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Bruno de Carvalho tem um comportamento que confunde a generalidade dos participantes no futebol português. No jornal Expresso, escreveu-se que é “um presidente sem filtro”. Pelo facto de confundir os outros, de não ter filtro, assume quase sempre a iniciativa no desenvolvimento das múltiplas querelas em que participa. Em teoria, quem se mete com ele… leva! Quase ninguém tem pedalada para o acompanhar nas suas constantes diatribes. E os poucos que têm pedalada não têm paciência.

 

Esse comportamento acelerou-se ultimamente, o que tem uma razão de ser. É que Bruno de Carvalho não consegue que o Sporting tenha êxito, mesmo depois de quatro anos na presidência. Isto é, ter verdadeiramente êxito. Por isso, necessita de criar um clima que iluda o seu próprio fracasso e que mantenha os sportinguistas na esperança. Neste propósito, ele tem verdadeiramente sucesso.

 

Agora, pendurou-se numa aliança de ocasião com Pinto da Costa. Obviamente que não vai durar muito tempo. Até porque persiste a razão de fundo que impede o êxito. É que o Sporting já não é o que foi no passado, mas ainda não se tornou num clube com futuro. Está num intervalo entre o passado e o futuro. Chama-se a isso “ser ainda não”. E “ser ainda não” dói muito aos sportinguistas. Bruno de Carvalho sabe disso.

 

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publicado às 14:01

E a palhaçada continua...

Rui Gomes, em 18.04.17

 

Alguém terá dito, algures, "Eu levo um sorriso à cara, dou umas risadas, faço umas palhaçadas, e assim engano todo o Mundo"...

 

Duvido que os direitos de autor pertençam a Bruno de Carvalho, mas pela ampla evidência à vista é este o modus operandi dele, que apenas intensificou com a sua acrescida arrogância e prepotência após o recém-acto eleitoral.

 

Não satisfeito com a palhaçada mediática precipitada pela sua publicação desta segunda-feira no seu escritório favorito do Facebook, o personagem que passa por presidente do Sporting voltou a atacar João Paiva dos Santos e Paulo Pereira Cristóvão no programa Pós Jogo, da Sporting TV. A pretexto de homenagear um dos seus acólitos, Dias Ferreira, pelo aniversário deste, acabou com mais uma performance carnavalesca. Quem tiver estômago para tanto (que eu não tive), pode ver aqui, o que ele próprio apelida, ironicamente, de um "triste espectáculo":

 

 
«Eu gosto de filmes de terror, mas esta saga do ‘Sei o que fizeste no verão passado’ é fraca. Sei que o assunto é sério, mas admito que me fartei de rir. Infelizmente, isto é uma coisa para a qual já estou a alertar há muito.

É uma afronta ao Sporting. Se eles sabem algo, digam. Se não sabem, que se calem. Não vou ter dor nenhuma na alma de fazer ver aos sportinguistas que temos pessoas que fazem isto dentro da nossa casa. Que metam os processos que quiserem. Todos os que me quiserem processar podem dar as mãos e cantar o Kumbaya».

E não resistiu mandar mais uma indirecta a José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da FPF, sobre a acusação de ter cuspido em Carlos Pinho, presidente do Arouca:

«Ele que dê corda aos sapatos para resolver a questão do cigarro eletrónico, em vez de andar a meter mais processos».
 

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publicado às 10:55

 

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Era para escrever mais um longo texto sobre as mais recentes peripécias do personagem que ocupa a cadeira de presidência do Sporting, mas cada vez mais aproximo-me da conclusão que não vale a pena perder tanto tempo e energia. Ao fim e ao cabo, mais de 90 por cento de sócios votantes desejam vê-lo a liderar o clube, e têm precisamente isso.

 

Apesar de estar em nova viagem fora fronteiras com a namorada - o Sporting dá para tudo - e sob castigo do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, nada o silencia, nem por um dia, com babosices avulsas a dominar o muito que chega à praça.

 

Foi noticiado esta segunda-feira que o Sporting apresentou umas quantas queixas ao organismo disciplinar federativo, contra o Benfica, que abrange lances do recém-embate na Luz com o FC Porto, nomeadamente contra Jonas por suposta agressão a Nuno Espírito Santo e contra Samaris, também por agressão, a Alex Telles. Uma outra contra Rui Vitória por uma qualquer declaração sua e outras contra dirigentes "encarnados".

 

Não sei se não será uma ocorrência inédita, até histórica, em que um clube apresenta queixa contra intervenientes num jogo em que não participou.

 

Um dos ingredientes da sua receita para a próxima época, é a esperança que as pessoas comecem a distinguir entre voleibol, andebol e futebol. Esta consideração tem um significado tão profundo, que me ultrapassa completamente.

 

Por fim, também ficámos a saber que só agora reconhece que o plantel do Sporting para esta época era excessivamente extenso (31 jogadores) e, por outras palavras, com muitas contratações de flops, porque "contavam em ser titulares e não se adaptaram". Bem... vou deixar esta ficar por aqui, para não escrever um livro.

 

Afinal de contas, quase que acabei por fazer precisamente o que não intencionava. Já está e fica assim... mais não digo.

 

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publicado às 06:06

"Nenhum escuteiro-mirim me vai calar"

Rui Gomes, em 03.04.17

 

A oratória de Bruno de Carvalho atingiu extremos tão ridículos, que meras palavras pecam por insuficiência para sublinhar quão grosseiro é o seu modo de estar e obrar como presidente de uma Instituição centenária como o Sporting Clube de Portugal.

 

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Mais uma longa missiva este domingo no Facebook, através da qual, entre outras questões, dirige "bocas" gratuitas e avisos ao presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, e outros:

 

«Aos escuteiros-mirins que gravitam no futebol português que fique este aviso: o futebol está a mudar a uma velocidade vertiginosa e vocês vão ser vítimas da vossa própria prepotência, imprudência e falta de bom senso! Nenhum escuteiro-mirim me vai calar e nenhum escuteiro-mirim, telecomandado, vai travar o rumo do Sporting Clube de Portugal».

 

Que ele não tenha o mínimo de bom senso, não é novidade alguma, mas pasma que não haja entre os acólitos que o rodeiam alguém com algum sentido de propriedade para o fazer compreender que o desrespeito que ele precipita pela sua pessoa afecta pela negativa o Sporting por associação. As inevitáveis consequências da sua desairosa conduta serão sofridas pelo Clube e não por Bruno de Carvalho. Consideração, aliás, a julgar por vários outros casos e incidentes, que não o perturba minimamente.

 

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publicado às 04:18

 

Não é claro neste momento se Bruno de Carvalho já foi notificado do novo processo que lhe foi instaurado pelo Conselho de Disciplina da FPF, no entanto, a sua mais recente missiva do seu escritório favorito do Facebook aponta todos os "canhões" directamente ao organismo federativo:

 

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«O Conselho de Disciplina pode exercer o seu poder disciplinar no âmbito desportivo, mas não tem qualquer poder sobre mim como Presidente do Sporting CP nos planos societário ou associativo, e muito menos sobre mim enquanto cidadão.


O meu direito e dever de exprimir-me livremente, em defesa dos interesses do Sporting CP, não decorre dos regulamentos desportivos, decorre da Constituição.


Assim, o Conselho de Disciplina não tem poderes para limitar esse direito.


Podem proibir-me de entrar na zona técnica, de estar nas conferências de imprensa que a Liga organiza, etc, mas não me podem constranger fora do exercício das funções que decorrem dos regulamentos desportivos».


Se isto acontecer, irei até às últimas consequências em todas as instâncias, desde os tribunais civis, constitucional e, se for preciso, até ao Tribunal Europeu».

 

Entendo ser mais prudente nesta altura limitar comentários sobre as questões de Direito inerentes a este caso. Não só por serem bastante complexas, mas, também, porque não conhecemos as estipulações da decisão que levou à suspensão de Bruno de Carvalho por 113 dias.

 

Depreende-se, no entanto, que este novo processo disciplinar está exclusivamente ligado à entrevista de quarta-feira na TVI, em que Bruno de Carvalho participou não como cidadão, mas sim como presidente do Sporting Clube de Portugal e, em simultâneo, da Sporting SAD.

 

Não compreendo a referência aos planos "societário" e "associativo", quando uma grande parte da entrevista foi dedicada a questões do foro desportivo, nomeadamente do futebol.

 

Tudo isto não obstante, pelas ameaças de registo ficamos com a sensação que se está potencialmente perante um outro processo "Doyen" por outro nome, e atrevo-me a antever, com desfecho idêntico.

 

Reitero o que já afirmei num outro texto de ontem: gostava que me fosse explicado como é que os superiores interesses do Sporting são defendidos com estas acções do presidente. Além do mais, a acreditar na sua palavra, uma proposição sempre muito arriscada, caso a luta percorra todas as vias jurídicas ao alcance, quem vai assumir as despesas ?... Decerto, a exemplo do caso Doyen, que não será Bruno de Carvalho. Muito mais preocupante, quem vai sofrer as consequências e para que fim ?

 

Extraí a missiva directamente da página de Facebook e, pela primeira vez, a título de curiosidade, dei-me ao ingrato trabalho de ler meia dúzia de comentários da notória falange de devotos. Dizer que é incrível, é dizer pouco. Não ficam dúvidas algumas que estamos à porta da Terceira Grande Guerra, com o Bruno a liderar as "tropas".

 

Por fim, não posso deixar de reconhecer que se o todo desta "novela" obedece a uma deliberada estratégia, está a ter os efeitos desejados. Ninguém fala em futebol, o afastamento de todas as competições oficiais da época nem sequer é referido e o actual terceiro lugar na Liga torna-se questão menor. Mas, com quatro anos de mandato, não há causa alguma para desespero: temos pela frente muito mais do inglório mesmo !

 

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publicado às 04:20

 

Não por mera coincidência, abordei este assunto com um amigo meu durante o pequeno-almoço. Consequentemente, não é surpresa alguma vir agora a saber que o Conselho de Discplina instaurou novo processo disciplinar a Bruno de Carvalho, aparentemente, devido à entrevista que este concedeu à TVI.

 

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A decisão foi comunicada através de uma nota publicada no site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e assinada pelo seu presidente, José Manuel Meirim. Apesar de não especificar o nome de Bruno de Carvalho, apontando apenas um "agente desportivo de sociedade desportiva", o comunicado do CD refere-se ao líder do Sporting:

 
«Instaurado processo disciplinar, por decisão do Presidente do Conselho de Disciplina, a agente desportivo de sociedade desportiva, por incumprimento de sanção de suspensão e declarações na comunicação social. Este processo foi remetido à Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mantendo-se em segredo até ao fim da instrução».

Recorde-se que Bruno de Carvalho já havia sido suspenso, na terça-feira, por 113 dias, devido a "várias infrações de lesão da honra e reputação". 
 
Talvez seja equívoco meu, mas sinto imensa dificuldade em compreender como é que os superiores interesses do Sporting são defendidos por esta via de acusações públicas e outras "bocas" avulsas pelo seu presidente, que, inevitavelmente, acabam por resultar em sanções discplinares por imposição do organismo federativo.
 
 A insistir neste curso, Bruno de Carvalho sujeita-se a passar uma boa parte do seu novo mandato de quatro anos sob suspensão.
 
 
P.S.: Não é preciso ser cínico para sugerir que todo este protagonismo mediático é precisamente o que Bruno de Carvalho procura. Com o seu ego sempre à frente do bom senso, ser o centro das atenções proporciona-lhe o sentido de realização e, quiçá, envigora os seus acólitos que partilham do mesmo estado de espírito.
 

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publicado às 17:46

 

O ex-presidente do Conselho fiscal e Disciplinar do Sporting, Jorge Bacelar Gouveia, não poupa quem rodeia Azevedo de Carvalho na entrevista que deu ao Diário de Notícias. Ora vejamos:

 

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" Essa "ligação estreita" (Nota nossa, a André Ventura, paineleiro afecto ao clube de Carnide), como diz, foi objecto de intervenções que não me agradaram porque, a partir de certa altura, ia recebendo comentários e inquirições de dirigentes intermédios do Sporting questionando o grau de proximidade que tinha com esse comentador, ao que eu respondia sempre com a verdade das coisas, mas sentia que essas perguntas tinham, na sua essência, uma suspeita inadmissível quanto à minha lealdade e ao meu sportinguismo. E, a partir desse momento, comecei a encarar a minha continuidade no CFD de outra maneira. (...)

 

(...) Isso começou a partir de Setembro, Outubro, em que várias pessoas, num ambiente "pidesco" desagradável, me questionaram...(...)

 

(...) Estou a falar de dirigentes intermédios, que me perguntavam, em tom "pidesco", o que é que eu tinha com esse comentador. Até logo me recordei, a esse propósito, que o presidente da Assembleia Geral é amigo de Luís Filipe Vieira. Costuma jantar ou almoçar com ele... bem, talvez agora já não possa... Aqui tem de haver bom senso e o mínimo de respeito. Uma coisa são as nossas relações académicas, profissionais e privadas, outra coisa são as nossas relações institucionais e de lealdade. Portanto, a partir do momento em que essas pessoas, agindo por conta própria ou não...(...)

 

(...) Esse ambiente foi muito desagradável e eu não podia tolerar isso. Não podia continuar com a minha lealdade sob suspeita.(...)

 

Mas disse mais à pergunta do jornalista do DN "Houve mais episódios de desconforto?"

 

Houve sim. O primeiro foi logo ao princípio quando o Dr. Bruno de Carvalho desejou apresentar aos sócios as contas consolidadas do clube. E ele pediu aos membros do CFD um termo de confidencialidade para terem acesso às contas da SAD no âmbito da reestruturação financeira. Houve alguns membros do CFD que não assinaram e eu achava que não tinha de assinar porque, tendo sido eleito, a minha legitimidade democrática directa dispensaria qualquer tipo de assinatura. E eu estou à vontade nestes procedimentos porque já fiscalizei segredos bem mais importantes - quando fui eleito pela Assembleia da República presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informação da República Portuguesa - e nunca assinei qualquer documento de confidencialidade para ter acesso a segredos de Estado. Não era no Sporting que ia assinar...

 

Então, não assinou?

 

Acabei por assinar porque considerei que se não o fizesse iria gerar uma perturbação muito grande e estávamos no início do mandato. Por uma questão de paz interna, pensei que devia assinar e assinei. Já mais tarde, outro episódio que não correu muito bem foi uma tentativa - felizmente frustrada - de fazer uma alteração estatutária (e da qual o CFD só teve conhecimento pela leitura das atas) que tinha como uma das medidas o absurdo de retirar o poder disciplinar ao Conselho Fiscal e transferi-lo para o Conselho Directivo. Isso, além de ilegal e inconstitucional, seria gravíssimo porque violaria a separação de poderes. A entidade que administra um clube não pode ser a entidade que pune os seus associados. Se essa medida tivesse ido para a frente, o Conselho Fiscal teria ficado sem o poder disciplinar. E, na altura, houve mesmo alguns membros do CFD que puseram em cima da mesa a sua demissão imediata. Ainda bem que foi algo que se resolveu rapidamente e tornou-se uma medida esquecida e espero que esquecida se mantenha para sempre.

 

E como geriu essa situação com Bruno de Carvalho, já que não houve uma comunicação entre órgãos?

 

O CFD e eu próprio ficámos preocupados porque nos disseram que o CD tinha aprovado essa proposta de alteração estatutária. Foi assim que soubemos e a partir desse momento pedimos acesso às atas para saber o que lá estava porque ninguém me tinha dito nada. E ficámos muito espantados com essa alteração estatutária a ser proposta em Assembleia Geral e na qual o Conselho Fiscal deixaria de ser "Disciplinar"."

 

Mais palavras para quê? Todas as outras são os costumeiros elogios formais pós óbito.

 

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publicado às 11:39

O incorrigível ego de Bruno

Rui Gomes, em 30.03.17

 

Chegou-se a admitir que pelo recém-anunciado castigo, Bruno de Carvalho não daria exercício às suas notórias cordas vocais tão cedo, mas não foi esse o caso, pela sua presença ontem à noite na TVI. Na realidade, teria sido melhor. Para ele, para não fazer a figura que fez, e para nós, para não o ouvir/ler novamente a dizer disparates:

 

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«Desde que sou presidente do Sporting aprendi que, mais do que ler os títulos, é importante ler os textos. E reconheci-me, porque o texto estava bom. Se o título era o mais feliz de todos? Não, mas o artigo estava fabuloso. O Trump chegou e disse que ia voltar a pôr a América grande, eu cheguei e disse que ia voltar a pôr o Sporting grande».

 

E nova referência ao seu tio-avô, Pinheiro de Azevedo:

 

«Há 6 anos que estou a ser todos os dias ofendido. Tenho pais, filhas, família e amigos. Dizem tudo de mim. Não é normal que de vez em quando extravase e diga chega. O meu tio-avô é que tinha razão. 'Não gosto de ser sequestrado'. Chega».

 

Venha o castigo para o silenciar, pelo menos durante algum tempo !

 

 

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Não assisti ao programa, mas, pelos vistos, houve direito a convidados: José Eduardo, Dias Ferreira e José Pina, três lambe-botas supremos de Bruno de Carvalho.

 

 

 

Foi William Shakespeare que disse: "Quem fica feliz em ser adulado é digno do adulador".

 

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publicado às 06:33

 

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O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu suspender Bruno de Carvalho por 113 dias e Octávio Machado por 75. Tudo na sequência de uma queixa apresentada pelo Benfica em Novembro de 2015.

 

O organismo, cuja decisão foi por unanimidade, considerou o presidente do Sporting culpado de três infracções de lesão da honra e reputação, enquanto que o director-geral do futebol foi punido por duas infracções. Além disso, ambos foram multados: 2.869 euros Bruno de Carvalho e 1.913 euros Octávio Machado.

 

As frases que levaram ao castigo de Bruno de Carvalho:

- A 15 de Janeiro de 2016, após o final do Sporting-Tondela, visando Vítor Pereira, então presidente do Conselho de Arbitragem:

"Os jogos não se jogam dentro das quatro linhas";

"Gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo".

- Nesse mesmo dia, desta feita através da sua página de Facebook:

"Inacreditável... A pressão aos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânico aos árbitros nos jogos que arbitram do Sporting e ainda passar a mensagem que os jogadores do Sporting têm de estar a ser sempre punidos. Vitor Pereira já não perdeu só o bom senso a nomear, já perdeu toda a noção do ridículo!".

- A 23 de Janeiro de 2016, num artigo de opinião no jornal 'A Bola':

"Tem sido evidente, não posso deixar de salientar, a falta de critério e bom senso em muitas nomeações este ano, nunca sendo de atribuir a culpa aos árbitros porque estes apenas são nomeados. Tem sido claro que após conflitos públicos existentes entre a instituição Sporting e alguns árbitros, no que diz respeito à sua actuação menos positiva, os mesmos têm sido constantemente escolhidos para arbitrar jogos do Sporting numa perfeita afronta ao clube e num total desrespeito com a própria defesa do respectivo árbitro";

"Significa apenas o total desnorte e falta de bom senso daquele que devia decidir em prol do futebol e da classe dos árbitros: Vítor Pereira";

"São exemplos e factos concretos de que o futebol continua a ser jogado fora da quatro linhas, de que a forma como é feito já nem sequer é velada".
 

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publicado às 06:16

 

Alguém escreveu esta frase há uns anos e eu aproveito-a por ser perfeitamente adequada para descrever Bruno de Carvalho e a sua associação ao Sporting. Reconhece-se que esta ainda não terminou, aliás, foi dado início agora a um segundo ciclo, mas nada me faz acreditar que o que é hoje verdade sobre o personagem irá sofrer alterações, para melhor, nos próximos anos, se jamais:

 

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«Quando não se tem um pingo de vergonha na cara, quando se faz da mentira um método permanente de actuação pública, quando se insiste em enveredar pela mistificação mais descarada, então atingimos o nível mais baixo da política. Alguns apelidam-na de “politiquice”. A actividade nobre de administração da 'res publica' transforma-se, por esta via, no mais puro e simples comércio de banha da cobra. Prometem-se electrodomésticos ou contas bancárias, vendem-se ilusões, compram-se dignidades e convicções, almeja-se atingir o paraíso na Terra. Tudo se faz para ganhar mais um voto. Tudo serve para assegurar o poder».

 

Salvo pela referência ao mundo da política - e mesmo esse não é assim tão remoto como isso - até parece que o autor tinha Bruno de Carvalho em mente, cerca de uma dúzia de anos antes de ele dar o salto do anonimato para a cadeira de presidência do Sporting Clube de Portugal.

 

Isto, a propósito de muita coisa, mas, mais recente, da sua última missiva de Facebook, já para não evocar alguns dos seus bitaites avulsos durante o "estágio" na Costa Rica:

 

«Faz hoje 4 anos que o Sporting Clube de Portugal voltou a ser nosso!

 

Depois das eleições de 2011 e dos factos que ocorreram nessa noite e que são do conhecimento de todos, comprometi-me, com o Sporting Clube de Portugal e com os Sportinguistas, a lutar por um Clube cada vez mais forte, respeitado e sem complexos. De 2011 a 2013 a Sporting SAD atingiu um buraco financeiro de 100M€ e, no futebol, tivemos o pior resultado desportivo da nossa história, ficando num doloroso sétimo lugar no campeonato que então nos deixou fora das competições europeias.

 

Em 2013, com o Sporting no coração e confiança no futuro, decidi, com o apoio da minha família e de milhares de Sócios e Adeptos, avançar novamente para a Presidência do Clube que é a maior potência desportiva nacional. Dia 23 de Março de 2013 cumpri o sonho de criança, e fui eleito o 42º Presidente do Sporting CP.

 

Nestes 4 anos percorremos um caminho difícil, com Esforço, Dedicação e Devoção e conseguimos voltar a colocar o Sporting CP no lugar que é seu por direito, concretizando 120 medidas que prometemos e cumprimos.

 

Enumero aqui algumas das que considero mais importantes:

 

-Reestruturação financeira
-Sporting TV
-Auditoria de gestão
-16 novas modalidades, com transferência para o Clube do total da receita de quotização e consequente aumento do investimento nas 51 modalidades.
-Inauguração de novas Escolas Academia Sporting em Portugal e no Estrangeiro.

 

E foi graças a estas e a muitas outras medidas integradas numa política de gestão rigorosa e, sobretudo, graças ao apoio dos melhores Sócios e Adeptos do mundo que atingimos os seguintes objectivos:

 

-Passámos do 7º lugar para o 2º lugar com acesso directo à Liga dos Campeões em apenas 1 ano;
-Passámos a ter lucros regularmente nas contas do Clube e da SAD;
-Fizemos a maior venda de um jogador português para o estrangeiro e inscrevemos 4 jogadores no top 10 das maiores vendas da história do Clube;
-Fizemos o maior negócio do futebol português relativo a direitos televisivos;
-Conquistámos uma Taça de Portugal e uma Supertaça no futebol;
-Conquistámos 2 troféus europeus (Taça CERS em Hóquei Patins e Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo Feminino);
-Construímos o Pavilhão João Rocha que inauguraremos em breve;
-Recuperámos 37 passes de jogadores;
-Criámos a Gala Honoris Sporting;
-Melhorámos as infraestruturas: Academia, Multidesportivo e Estádio;
-Aumentámos o número de sócios em mais de 65 mil, atingindo o top 5 mundial com mais de 155 mil associados;
-Aumentámos a assistência média no Estádio José Alvalade para mais de 40 mil espectadores por jogo;
-Aproximámos os adeptos do Clube e superámos os 2,5 milhões de seguidores na plataforma Facebook, somando 2 milhões aos 600 mil que tínhamos.

 

Dia 4 de Março foi mais um dia importante na vida do nosso Clube, tendo batido o recorde de votantes nas eleições e mostrámos, uma vez mais, a vitalidade e grandeza do Sporting clube de Portugal. Foi com orgulho que vi aquele mar de gente que perdeu horas nas filas para poderem votar. E foi com muita alegria que pude ser reeleito com a confiança da grande maioria dos Sportinguistas, tornando-me no Presidente eleito com o maior número de votos e de votantes.

 

Não há dúvidas de que hoje somos um Clube muito mais unido do que há 4 anos, e é com esta força e com esta vitalidade que, tenho a certeza, cumpriremos o imperativo de oferecer a justa e merecida Glória aos Sportinguistas de sermos campeões nacionais de futebol, por mais do que uma vez.

 

É por todos vocês que eu e a minha direcção vamos continuar a trabalhar 24 horas por dia.

 

Viva o Sporting Clube de Portugal!».

 

Assim que vi "Faz hoje 4 anos que o Sporting Clube de Portugal voltou a ser nosso!", não era para ler mais, mas acabei por não resistir. Reconhece-se alguns factos à mistura com o resto da 'salsichada' ardilosa - o segundo lugar, afinal de contas, já não é o primeiro dos últimos - mas o todo da sua missiva serve, fundamentalmente, para acentuar quão hábil vendedor da banha da cobra Bruno de Carvalho é. Ironicamente, ou talvez não, tem clientela devota entre sportinguistas, o que faz o todo da história ainda mais triste.

 

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publicado às 03:16

 

Bruno de Carvalho está de férias na Costa Rica, com ou sem a namorada, sob o pretexto de inaugurar uma academia do Sporting na cidade de Alajuela, perto de San José. Deixando a ideia que ainda anda em plena campanha eleitoral, concedeu uma entrevista à Rádio Actual, através da qual "vendeu" mais do seu usual mesmo que há muito nos habituou: 

 

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«Desde que aqui cheguei que já ganhei dois pontos face aos rivais (empates do Benfica e FC Porto), por isso tenho de ficar mais duas semanas para chegar a outra classificação.

 

Não quero um Sporting diferente, quero o Sporting que aprendi a amar e a respeitar. Somos um clube com uma história monumental apesar das coisas não estarem a correr da forma que queremos ao nível do futebol. Estamos aqui a procurar jogadores que possam dar consistência a um plantel que tem de vencer muitas vezes. Nos últimos 15 anos não vencemos e isso não é o Sporting, temos tradição muito grande a nível nacional e internacional. Em 110 anos não vi um presidente preocupado com a nossa identidade. Queremos voltar a ser o topo em Portugal, somos o clube mais eclético do mundo, como já fomos, depois avançar para as conquistas europeias. Queremos formar jogadores. Queremos descobrir talentos, não somos um clube rico, não há em Portugal a mesma força de Espanha, Inglaterra ou Alemanha.

Estudávamos a Costa Rica há vários anos porque é um país que tem jogadores com muito talento. Nestes casos, é crucial encontrar pessoas que têm uma filosofia parecida com a nossa, pois estamos a falar não só na formação de jogadores, como também na formação de homens. Nesse sentido, Bryan Ruiz e Joel Campbell contribuíram para conhecermos o lado humano e a verdade é que são excelentes homens e profissionais».

 

Nada drasticamente de errado com as suas declarações e até nos surpreendeu ao admitir que as "coisas" não estão a correr bem ao nível do futebol. Quatro anos de mandato, o maior investimento na história do Sporting, tanto na compra de activos como no que diz respeito ao significativo acréscimo que a folha salarial sofreu, e apenas uma Taça de Portugal de registo, conquistada por um treinador que ele demitiu prontamente, pela... ousadia.

 

Com o terceiro lugar praticamente assegurado, o Sporting estará já a preparar a época de 2017/18, sob a suposta nova estrutura para o futebol. Veremos o que será feito nos próximos meses, mas uma coisa parece clara: com a equipa actual a jogar ao nível que se tem visto nas últimas semanas, não se irá longe, mesmo com os rivais a atravessar fases pouco promissoras. Dito isto, não devemos subestimar a mestria do melhor treinador do Planeta e arredores, devidamente secundado pelo presidente Bruno de Carvalho, que nos brindou com a promessa de  assumir uma parte ainda mais activa na superintendência do futebol. Proposição que nos deixa "mais" tranquilos...

 

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publicado às 13:41

Já se fala num terceiro mandato...

Rui Gomes, em 16.03.17

 

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Bruno de Carvalho não se cansa de me dar razões para o considerar um grande vendedor da "banha da cobra". No seu discurso desta quarta-feira, dia em que tomou posse para um segundo mandato à frente dos destinos do Sporting, não só manifestou a sua VONTADE de ser campeão várias vezes nos próximos quatro anos, como também, à boleia da questão das VMOC's, já "piscou o olho" a um terceiro mandato:

 

«Vamos reforçar a nossa conta reserva para que seja possível no próximo mandato - repito, no próximo mandato, é que eu já estou neste - recuperar as VMOC's necessárias para garantir a manutenção desta maioria de capital».

 

«O grande Sporting está de volta e veio para ficar». (Para ele e alguns outros, até nasceu em Março de 2013).

 

E a minha frase favorita:

 

«Sou presidente de todos os sportinguistas e nunca podemos esquecer os superiores interesses do Sporting».

 

Lamento desenganá-lo, mas na parte que me compete, não é o meu presidente, apenas o presidente do meu Clube.

 

Resumindo, a milagrosa "pomada" está sempre à mão de semear e, curiosamente - ou talvez não - até tem freguesia.

 

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publicado às 03:17

“Mete o Marega!”

Leão Zargo, em 08.03.17

 

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O maliano Moussa Marega destacou-se no futebol português com a camisola do Marítimo em 2015, o Sporting interessou-se vivamente por ele e pretendeu contratá-lo no período de transferências de Janeiro de 2016. No entanto, como o FC Porto atravessava graves problemas internos, Pinto da Costa procurou desviar a atenção do essencial, e tratou de contratá-lo. Jorge Jesus ficou furioso com a ultrapassagem portista e, pela primeira vez, exigiu publicamente reformas na “estrutura” sportinguista.

 

No Sporting o desvio não foi esquecido, e o maliano surgiu em Alvalade da pior maneira quando os portistas foram ali jogar em 28 de Agosto de 2016. Uma tarja de uma claque leonina gozava com o que seria um flop: “Mete o Marega!”. A claque ironizava com o facto do jogador não ter correspondido no Dragão e estar emprestado ao Vitória de Guimarães.

 

Na época de 2016-17, leões e vimaranenses encontraram-se por duas vezes. Em Guimarães, em 1 de Outubro de 2016, o Sporting vencia por 3-0, a partida aproximava-se do fim e a vitória era certa. Mas, Marega marcou dois golos, aos 74 e 75 minutos, para Francisco Soares empatar mesmo no final. No último domingo, em Alvalade, houve qualquer coisa de semelhante. Os leões venciam por 1-0, mas o maliano empatou o jogo aos 76 minutos e estragou a festa de apoteose da reeleição de Bruno de Carvalho.

 

Eu até acho que Marega não é jogador de equipa “grande”, e fiquei surpreendido com o interesse do Sporting há um ano atrás. Mas, é um grande jogador de equipa “pequena” e merece o respeito de todos os adeptos. Isso é certo.

 

A bazófia de Bruno de Carvalho contagiou a claque leonina. O “Mete o Marega!” remete para o “Bailando”, o “olhem para cima”, o “têm de dar mais luta” e outras fanfarronices do mesmo género. Como o presidente do Sporting ainda não percebeu as consequências da sua prosápia, na noite da vitória eleitoral tratou de acrescentar o “estremeçam”, a “nova era” e o “bardamerda”.

 

É lamentável que a conversa grosseira e a bravata permanente sejam a maneira de estar oficial do Clube. E, pelos vistos, a paparrotada presidencial é contagiosa, como se pôde ver com a tarja do Marega. Não há alternativa a essa dialéctica negativa e quixotesca? É que isso mais parece um ‘karma’ leonino.

 

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publicado às 13:05

"Vermelho ? Nem nas cuecas"...

Ricardo Leão, em 07.03.17

 

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Um presidente "croquete" e "lambuça" em confraternização 

com um conhecido lampião. O retrato de uma criatura

sem nível que, ademais, não tem vergonha na cara.

 

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publicado às 16:30

"Vão bardamerda mais o fascista"

Naçao Valente, em 07.03.17

 

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A história, hoje pouco conhecida, por quem não acompanhou os tempos revolucionários de 1975, conta-se em poucas palavras. O Almirante Pinheiro de Azevedo que tinha sido nomeado primeiro-ministro, pela facção mais moderada dos militares, para substituir Vasco Gonçalves, viu a sua residência oficial cercada por uma manifestação de trabalhadores da construção civil. Com a força que receberam da extrema-esquerda aproveitaram para contestar o primeiro-ministro, que os procurou desmobilizar, falando-lhe da varanda do palácio de S. Bento. Por mais explicações que desse, Pinheiro de Azevedo, apenas recebia epítetos de fascista. A dada altura,perdeu a paciência e em desespero,respondeu aos insultos, e disse a frase que ficou para a história: “Vão bardamerda mais o fascista”.


A expressão, inserida somente naquele contexto de revolucionarismo extremo, e levada à letra, significa que o Almirante Pinheiro de Azevedo mandou bardamerda apenas aqueles manifestantes, incluindo-se a si próprio quando afirmou "vão…mais o fascista". Ora de acordo com os slogans dos trabalhadores presentes, e o fascista era o próprio primeiro-ministro.

 

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Bruno Azevedo de Carvalho, recuperou a histórica frase do seu tio-avô, distorceu-a e aplicou-a num contexto completamente diferente e por isso desenquadrada do evento a que presidia. Tinha acabado de vencer, com grande margem, as eleições para os órgãos do Sporting. Não estava rodeado por gente hostil, mas por um grupo de de devotos em êxtase.  Deu à expressão um novo significado aplicando-a a todos aqueles que não são sportinguistas. Pelas minhas contas em Portugal serão, grosso modo, cerca de sete milhões, que são de outros clubes ou que não apoiam clube nenhum. No resto do mundo, são biliões incluindo os que nem sabem da existência do Sporting e muito menos de este outro Azevedo (de Carvalho). Não digam que o homem não é ambicioso. Não digam que não ganha nada, nem bate recordes. Para já, e numa única frase, conseguiu “bardamerdar” todo o mundo, com exclusão dos sportinguistas. E digam lá que não merece estar no livro dos recordes, pela falta de nível, pela malcriadez, pela falta de classe.


Hoje sinto-me feliz e privilegiado por ter nascido sportinguista. Se assim não fosse, também estaria na lista malcheirosa deste ungido do destino, deste ser que se dá ao desplante de criar um mundo, o seu, de povo eleito e de considerar todos os outros como gentios sem alma.


Não sei se o seu tio-avô, designado como almirante sem medo, nas lutas políticas do período revolucionário, se reveria neste sobrinho-neto, que nem na vitória sabe ser digno, já que humildade é palavra que de certo desconhece. E não sei se gostaria de ver a sua figura de combatente da liberdade, envolvida numa eleição de uma qualquer colectividade, por mais importante que seja.


Diz o ditado “que cada um é para o que nasce”. Este homem, Azevedo de Carvalho, nasceu para viver no mundo de “bardamerdices”. É pena que envolva nisso a centenária instituição Sporting Clube de Portugal. É pena que e criticável que os sportinguistas se deixem envolver neste lamaçal e gostem. É pena que se revejam nesta deriva de mau gosto e aplaudam. Está tudo louco? Vem aí mais do mesmo.

 

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publicado às 11:00

Foto do dia

Rui Gomes, em 06.03.17

 

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A pedir desculpas às claques pelo empate ?

 

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publicado às 05:57

O palhaço sem vergonha

Rui Gomes, em 04.03.17

 

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«Sporting merece outra elevação naqueles

que querem ser presidentes»

 

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publicado às 06:24

Não me deixem cair - versão II

Rui Gomes, em 04.03.17

 

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«Não posso deixar de agradecer ao meu pai, pela educação que me deu, por me ter dado princípios e valores, dado o que é viver e conviver. Por me terem permitido nestas eleições, as minhas terceiras, enfrentar tudo com muita calma, com ponderação, aqueles ataques pessoais, vil, reles... Realmente a educação que me deram levou-me a não responder da mesma forma. Quero agradecer aquilo que são, por terem passado o ADN do Sporting, um crónico vencedor, um clube de eleição, de excelência, que por todo o Mundo é reconhecido. Sem vocês não estaria aqui. Agradecer também à minha mãe. Muitas pessoas não sabem, mas eu não era suposto ter nascido, não era suposto terem um quarto filho. Eu era uma dor de cabeça... Mas passados 45 anos sou uma dor de cabeça para os nossos rivais.

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publicado às 06:23

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