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A solidão do poder

Naçao Valente, em 03.01.17

 

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O presidente do Sporting faz-me lembrar o Coronel Buendía, uma personagem de um livro de Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão. O autor diz da personagem “promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas”.

 

Bruno de Carvalho, da sua natureza, trouxe para o Sporting, não a paz mas guerra. Não sei quantas batalhas iniciou, mas tem muitas perdidas e outras em vias de as perder. De tal modo que ofuscaram uma ou outra vitória que tenha conseguido. Salientem-se as guerras inúteis e desnecessários com o passado, as lutas absurdas com os fundos, os conflitos com sócios ou adeptos, as demandas esotéricas com adversários, a cruzada das cores, do verde contra o encarnado, a errada estratégia desportiva. Casos e mais casos, derrotas e mais derrotas. Não admira que agora apareça cansado e peça a ajuda de tudo o que vier à rede no mundo sportinguista.


O presidente e agora candidato, assumiu publicamente, numa entrevista a um jornal, uma outra personagem da literatura: D. Quixote de La Mancha. Disse ele que estava cansado de representar o papel da personagem de Cervantes, e de tanto lutar sozinho, contra os moinhos da sua imaginação. E vem pedir, ou quase exigir, a ajuda de outros sportinguistas pois está farto da tarefa quixotesca. Logo se levantou uma horda de guerreiros em seu auxílio. Pelo que consta, mais de cem e de todos os quadrantes. Nem os ditos croquetes, tão amaldiçoados deixaram de responder à chamada. E até um putativo candidato de espinha extra flexível deu um passo em frente.

 
Há, no entanto, uma personagem real que se adequa à sua atitude: chama-se Oliveira Salazar. Não que exerça o poder autocrático, porque os tempos mudaram, mas porque lhe copia alguns tiques de superioridade e alguma hipocrisia. O antigo Presidente do Conselho, numa das comemorações do 28 de Maio, disse que era hora de se retirar, mas que olhando à sua volta não encontrava alguém para continuar a sua obra . Aplausos. Bruno de Carvalho numa encenação mais subtil fez o mesmo número. O cargo que ocupa é muito desgastante, no entanto sacrifica-se pela causa. Fazer o quê, quando olha à sua volta e só vê mediocridade.


Salazar só saiu depois de cair da cadeira. Ainda o mantiveram semivivo durante algum tempo como o chefe virtual, tal como o grande agrário Diogo Relvas, do romance Barranco de Cegos de Alves Redol, que sentado numa torre, embalsamado, mantinha o respeito dos servos, cegos conduzidos por um cego. Vieram outros governantes e o país sobreviveu e está melhor, o que significa que não há insubstituíveis.


Bruno de Carvalho apresenta-se agora, como o bom da fita. Que candura! Faz-me lembrar o filme de Sérgio Leone, o Bom, o Mau e o Vilão. Sendo ele o bom, qualquer adversário tem de fazer outro papel. Madeira Rodrigues já está etiquetado. Além de ser mau, é fraco e já está derrotado. Dizem os seus homens de mão. Não parece ser essa a posição do herói. A arregimentação de tropas no exército “inimigo” indicia que está com medo? Estaremos perante um herói medroso? Que ironia! Ou teremos um general perdido no seu labirinto da solidão do poder? E se aparecer também um vilão? Ou apesar de ter o melhor armamento, a brigada ligeira e a artilharia pesada, sabe que numa guerra não há vencedores antecipados e só perde quem desiste de lutar? Entre muitos exemplos lembro-me de Aljubarrota.

 

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publicado às 16:15

 

 

Em entrevista à CMTV, Bruno de Carvalho alega que não está preocupado com a possibilidade de haver candidatos à presidência do Sporting e até aproveitou o ensejo para deixar aviso:

 

«Quem vier, que venha com o mesmo espírito com que eu vim para o Sporting. Porque só com amor isto não vai lá. É preciso perfil. Quando aparecerem, logo direi o que tenho para dizer sobre cada um».

 

Já em relação às palavras de escárnio de alguns comentadores afectos ao Benfica, Bruno de Carvalho também deixou um aviso:

 

«Podem rir-se e dizer que querem que Bruno de Carvalho se mantenha no Sporting. Eu digo: calma, maio ainda está longe».

 

Gostei especialmente da parte que refere a "perfil", como se fosse esse o caso dele quando surgiu praticamente como um anónimo a candidatar-se ao "trono" de Alvalade. Agora já tem alguma experiência e poderá de facto melhor avaliar o que é necessário para liderar uma Instituição como o Sporting, muito embora não se possa esperar dele qualquer reconhecimento de que não é a pessoa indicada para a missão, nomeadamente no que diz respeito ao que se pretende a médio e longo prazos.

 

Lamentavelmente, também se verifica o presidente do Sporting Clube de Portugal a uma determinada altura dizer a seguinte palermice, em total desrespeito por todos nós... «Peço desculpa aos ESPERTINGUISTAS de dizer isto...».

 

Enfim... é somente Bruno de Carvalho a ser igual a si próprio, o que não é dizer muito.

 

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publicado às 05:20

Pouco por onde escolher...

Rui Gomes, em 29.10.15

 

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 ... É uma simples questão de tentar determinar quem é o menos competente e o mais "mafioso". Michel Platini seria/será o "favorito", salvo pela investigação em curso às suas actividades. Entretanto, a Federação Portuguesa de Futebol já manifestou o seu apoio a Gianne Infantino, o actual secretário-geral da UEFA. É esperado, no entanto, que este retire a sua candidatura caso desapareçam os ares nebulosos sobre Platini.

 

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publicado às 13:13

A lista de candidatos inelegíveis

Rui Gomes, em 22.02.13

 

A lista de candidatos que eu menos gostaria de ver concorrer nestas eleições do Sporting. Claro, não há regra sem excepção, mas nenhuma me vem à ideia neste momento.

 

Médicos

Pseudo-comentadores desportivos

Construtores Civis

Políticos

Benfiquistas e afins

Portistas devotos a Pinto da Costa

Ex-presidentes do Comité Olímpico Português

Ex-presidentes do Automóvel Clube de Portugal

Ex-futebolistas tornados «restaurateurs»

Qualquer pessoa ligada à APAF

 

Todos aqueles que não estão incluidos nesta lista que criticaram

o Sporting nestes últimos dois anos.

 

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publicado às 05:08

Vira o disco e toca o mesmo...

Rui Gomes, em 05.02.13

As possibilidades já adiantadas no prévio post, aparecem na capa do jornal.

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publicado às 05:33

O futuro começa a ser definido (?)

Rui Gomes, em 05.02.13

 

Fernando Tavares Pereira, empresário de Midões e «patrão» do maior grupo de Centros de Inspecção automóvel do país, era uma boa e forte hipótese para candidato, mas o próprio já negou essa eventualidade: «Havia uma vontade muito grande de ajudar o Sporting, mas, depois de ponderar, cheguei à conclusão de que não se pode ser presidente do Sporting sem ser a tempo inteiro. E eu só podia ser a meio tempo, já que as minhas empresas precisam de mim.»

 

Para os mais pessimistas, que é o meu caso, é de esperar mais do mesmo, aos poucos, por parte de diversas figuras credíveis que por uma ou outra via irão recusar meter-se no «olho do furação». Considerando tudo o que se tem passado e a actual situação do Sporting, é perfeitamente compreensível. O que antecipo que vá acontecer, salvo uma grande surpresa, é sermos confrontados, novamente, com os candidatos derrotados: Dias Ferreira, Pedro Baltazar e Bruno de Carvalho. Há um velho ditado em inglês que diz: «escolhe o teu veneno».

 

Os outros rumores, sem qualquer confirmação, indicam a possibilidade de outros conhecidos da casa: Tomás Aires, vice-presidente do tempo de Sousa Cintra - Rogério Alves, advogado e ex-dirigente do Clube e candidato derrotado para o cargo de presidente da MAG nas últimas eleições e José Couceiro, que dispensa apresentação. Um outro rumor, ainda mais especulativo, dá Paulo Futre, que era para ser o homem forte do futebol de Dias Ferreira, juntar-se, agora, a Bruno de Carvalho, que tinha para esse cargo Augusto Inácio, actual treinador do Moreirense. Não faço a mais pequena ideia da origem destes rumores, mas vão aparecer muitos mais do género. Para a comunicação social cá do burgo, vai ser outro «mercado de janeiro», mas este com a duração de 45 dias.

 

P.S. E, já agora, só para dar um pouco de humor ao cenário, não é de esquecer Luís Figo (?%!)

 

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publicado às 03:15




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