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Aliviemos o pessimismo

Rui Gomes, em 04.11.17

Desta vez, a aventura europeia rendeu vitórias e pontos. Tirou outras dúvidas.

 

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O arrepiante comportamento das equipas portuguesas na terceira jornada da fase de grupos das competições europeias havia levantado, mais uma vez, a questão da verdadeira competitividade das equipas portuguesas quando chamadas a trocar experiências com adversários estrangeiros, sejam eles mais ou menos conhecidos. Cinco derrotas em cinco jogos deixaram toda a gente a pensar se somos mesmo capazes de competir entre iguais ou se ainda lá andamos por convite ou a reboque de feitos do passado. Todas as equipas têm noites más, há jornadas complicadas, condicionantes de vária ordem e outras desculpas. O facto de ter acontecido o mesmo aos representantes da Alemanha na ronda anterior aliviou um pouco o tormento, mas isso de alemães a perder é lá com eles. Connosco é que não pode ser.

 

Para sossego das almas mais agitadas, a ronda desta semana aliviou tormentos e até massajou alguns egos. FC Porto e Vitória de Guimarães conseguiram vitórias importantes e indiscutíveis frente a adversários fortes. O empate do Braga deixou-o na luta para seguir rumo às rondas a eliminar. A tendência para o quase tem marcado a campanha do Sporting, mas desta vez deu um ponto e ainda há contas a fazer, seja para continuar no escalão principal ou para tentar a sorte no segundo. Só o Benfica, Pote 1 da Champions, passou ao lado.

 

Os pontos no ranking andam minguados, o ataque aos lugares de cima está complicado, mas o sétimo degrau está defendido. Deixemo-nos de pessimismos. Pelo menos até à próxima jornada.

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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1.º Espanha - 95.426 pontos 7/7 clubes em competição

2.º Inglaterra - 69.176 pontos 7/7

3.º Itália - 67.416 pontos 6/6

4.º Alemanha - 66.141 pontos 6/7

5.º França - 51.081 pontos 5/6

6.º Rússia - 47.982 pontos 4/5

7.º Portugal - 43.248 pontos 5/6

8.º Ucrânia - 38.333 pontos 3/5

9.º Bélgica - 37.700 pontos 2/5

10.º Turquia - 33.000 pontos 3/5

 

*Actualizado - 3 de Novembro de 2017

 

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publicado às 03:47

A Champions embebeda

Rui Gomes, em 25.09.17

 

O Sporting entrou em Moreira de Cónegos com ar de frete e a dar o incerto por garantido. Descolou da liderança antes de receber o FC Porto.

 

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Num tempo de discussões orçamentais, assimetrias e clivagens, a Liga dos Campeões passou por Moreira de Cónegos, deixou os locais com um sorriso nos lábios e até a pensar que poderia ter corrido melhor. Na quarta-feira o Sporting recebe o Barcelona e em Alvalade todos esperam por uma noite memorável, mas os jogadores começaram a pensar nela cedo de mais.

 

Jorge Jesus garantiu ter passado a mensagem certa, mas no Parque Comendador Joaquim de Almeida Freitas viu-se uma equipa aburguesada, petulante, a estender-se pelo campo com ar de enfado, como quem faz um frete à espera do grande compromisso. O confronto com o Moreirense foi encarado como uma vitória certa, estava tudo garantido, menos a concentração exigida por um adversário assumidamente modesto mas lutador em todas as horas.Ao intervalo, quando o treinador fez soar o alarme, a desvantagem de um golo continuou a não assustar. O Sporting apertou mais, chegou ao empate e só na parte final carregou a sério sobre a baliza adversária. Pelo caminho ficaram dois pontos e o FC Porto a sorrir uma semana antes de visitar Alvalade.

 

Mas Jesus também não vai pensar nisso para já. Antes tem um importante jogo com o Barcelona! A Champions é fantástica, o sonho maior do futebol de clubes, provoca um desgaste físico e emocional tremendo, mas também embebeda. Tenho para mim que é o hino. Arrepia, entranha-se, perturba e vicia. O Sporting caiu num grupo levado da breca e já ganhou em Atenas, a seguir vai levar com os (efectivamente) grandes, mas deixou-se inebriar antes do tempo. Acontece!

 

Ao contrário do Sporting, o Benfica não podia permitir-se distracções, pelo que o foco foi um só: sacudir o mau momento e olhar para a frente. A pressão posta pelo FC Porto estava lá, na ideia de todos, mas o resultado de Moreira de Cónegos terá ajudado um bocadinho.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 13:51

Danos colaterais

Rui Gomes, em 23.08.17

 

A pressão sobre os grandes está a fazer vítimas. Em 84 anos, é a quarta vez que Benfica, FC Porto e Sporting estão imaculados à terceira jornada.

 

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Os grandes entraram na época a fazer jus ao estatuto que os suporta e foi com toda a naturalidade que o FC Porto conseguiu ontem uma vitória robusta e tranquila, dando a resposta esperada às goleadas de Benfica e Sporting, conseguidas na véspera. A superioridade exibida por este trio deixou Manuel Machado a clamar contra as assimetrias do futebol português, esta época ainda mais evidentes no arranque da temporada.

 

O problema do desequilíbrio de forças havia sido aflorado por Abel Ferreira logo à primeira jornada, após a derrota do Braga na Luz (3-1). Defendeu-se com a diferença de orçamentos, referindo a desproporção de 15 milhões contra 150. A situação deste ano não é diferente das anteriores, existe é sobre os grandes uma pressão incomum.

 

O Benfica procura um penta inédito, o FC Porto nunca antes esteve quatro épocas seguidas sem ganhar na era Pinto da Costa, o Sporting está em jejum há uma década e meia e o investimento feito por Bruno de Carvalho num projecto comandado por Jorge Jesus, após dois anos a passar ao lado, está no limite da validade. A pressão sobre os grandes é perceptível, audível, quase palpável. E as primeiras respostas estão a ser positivas como poucas vezes o foram. Apesar das assimetrias de sempre, atente-se na estatística: em 84 anos de I Divisão/I Liga esta é apenas a quarta (!) ocasião em que o percurso dos três grandes é imaculado à terceira jornada. É inevitável uma luta tão aguerrida provocar danos colaterais, mas os dos outros campeonatos não têm de se sentir dispensáveis. Bater o pé, fintar o destino é um caminho percorrido há mais de oito décadas.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:38

William ou Danilo... talvez os dois ?

Rui Gomes, em 29.04.16

 

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«É importante especializar médios-defensivos, homens de grande leitura de jogo e capacidade física, capazes de tapar os buracos e de fazer compensações. Por isso são tão importantes no futebol de alto rendimento jogadores como Danilo ou William Carvalho, os dois monstros do meio-campo que concorrem por um lugar no miolo da Seleção Nacional, para felicidade de Fernando Santos. Eles são os verdadeiros chefes da segurança, como o foram no passado Costinha e Petit. Danilo ou William? Talvez os dois? Claramente apenas um de início e o outro como alternativa ou complemento, mas apenas se o jogo o pedir. Se conseguirem chegar ao Europeu sem limitações físicas, vão valorizar-se de uma forma extraordinária, porque são espécimes raros e valiosos».

 

 

                                                                                   Carlos Machado - Jornal O Jogo

 

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publicado às 04:23

A renovação das jovens promessas

Rui Gomes, em 02.08.13

O título do post é o mesmo do artigo da autoria de Carlos Machado do diário desportivo "O Jogo", em que o autor aborda a questão da formação do Sporting e, em especial, a renovação de contratos dos jovens mais promissores.

 

O artigo completo pode ser lido aqui, mas transcrevo somente o último parágrafo por me parece ser mais pertinente ao debate que tem surgido aqui no Camarote Leonino:

 

«Rendibilizar a formação é mais do que uma boa ideia, terá de ser uma das vias para o desenvolvimento futuro, a par de um "scouting" atento e perspicaz, mantendo viva a arte de vender produto caro mas de qualidade garantida. Mas se tudo é assim tão fácil, porque razão o sucesso não está previamente garantido ? Porque aparece um Eusébio, um Baía, um Figo ou um Cristiano Ronaldo de longe a longe e pelo meio vão sendo assinados atrás uns dos outros esperançosos contratos com os craques do futuro, na maior parte deles feitos antes de se saber se no momento do clique a promessa dará mesmo craque ou será mais uma perna de pau para ter de se colocar a custo no início de cada época enquanto durar o malfadado contrato. Nessas alturas, quando já se apostou muito e ganhou pouco ou quase nada, baixa-se um pouco a guarda, percebe-se que é mais seguro deixá-los p provar primeiro se valem para renovar depois. E alguns fogem. A propaganda é bem mais fácil do que a gestão efectiva.»

 

Precisamente o nosso eterno argumento, por outras palavras. Não significa que a renovação dos jovens da Academia seja um mau acto de gestão, em contrário, mas é um acto que vem inevitavelmente associado a risco. No Barcelona, por exemplo, com a sua enorme riqueza, não será problema algum, mas no Sporting é e sempre será significativo. Evidentemente que visto da bancada pelos adeptos e a lidar com dinheiro que não sai do nosso bolso, tudo é de fácil realização. 

 

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publicado às 23:41

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