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Carlos Vieira, vice-presidente do Sporting, explicou esta semana que existe uma grande diferença entre a avaliação externa feita ao plantel leonino e aquele que ele realmente vale, de acordo com as contas do Sporting:

 

«A 30 de Junho o Sporting tinha nas suas contas um plantel avaliado em 32 milhões e logo em Agosto vendemos um jogador por 30 milhões. Vê-se logo aí a disparidade. O Slimani estava valorizado em 100 mil euros nestes 32 milhões. Como o Sporting é um clube formador, uma parte dos seus jogadores valem zero nas contas. A diferença entre o valor contabilístico e o valor de mercado no Sporting é muito maior do que nas outras sociedades desportivas.

 

Sei que o valor que está na contabilidade no Sporting são 32 milhões de euros, o Benfica 115 milhões e o FC Porto cerca de 91 milhões. A diferença entre o valor de mercado e o da contabilidade, no caso do Sporting, aproxima-se dos 160 milhões. As contas da SAD referentes ao terceiro trimestre serão apresentadas até ao final do mês».

 

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publicado às 04:57

Insólito do Dia

Rui Gomes, em 30.07.16

 

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 Carlos Vieira

 

 

O Sporting denunciou esta sexta-feira, através do canal do clube, a existência de um burlão na zona de Coimbra que se anda a fazer passar por Carlos Vieira, vice-presidente para a área financeira do Sporting.

 

Um homem anda a fazer-se passar por Carlos Vieira com o pretexto de angariar dinheiro para ajudar o Sporting, revelou a Sporting TV, adiantando ainda que o clube já denunciou a situação às autoridades que estão a investigar.

 

Que história tão estranha !... Alguém terá dito, algures, que "quando estiveres entre os lobos uiva como eles". Duvido muito que este "burlão" vá encontrar lobos em Coimbra.

 

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publicado às 03:57

 

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Tenho procurado na última semana proceder a uma observação menos emocional e mais racional sobre este momento do nosso Clube nesta pré-época. Alguns resultados menos conseguidos têm provocado discussão aqui e além, no que respeita à fundamentabilidade destes configurarem a previsão de uma época de sucesso, na qual as nossas expectativas se encontram elevadas uma vez mais.

 

Em Portugal, tanto Vilas-Boas como Vitória foram treinadores que não desfrutaram de bons presságios em pré-época. No final dos respectivos campeonatos (2011 e 2016) e feitas as contas, os resultados foram de facto felizes, remetendo a esquecimento tristes episódios do passado que ninguém mais se lembrou. Necessário será reflectir se teremos de nos sujeitar a comparações entre situações de continuidade (no caso do Sporting este ano) ou de transição (nos casos anteriormente referidos). Assim, assola-nos a dúvida em relação ao potencial e real valor deste nosso plantel, ainda que desfalcado de peças importantes. Viverá o Sporting dependente dos que ainda gozam de férias? 

 

Talvez estes resultados não sejam assim tão importantes. Porém, gostava de ter verificado uma disputa de um Torneio digno, praticado com todas as condições que em geral torneios profissionais exigem, e não apenas jogos em vulgares recintos de treino, num clima de confraternização e de pouca exigência. Algumas invasões de campo por parte dos nossos adeptos (cegos no apoio ao Clube, mas cegos na avaliação ao desempenho?), revelaram amadorismo na organização – confesso que temi pela segurança do infeliz árbitro do jogo com a equipa holandesa; tudo exposto, demasiado exposto, pouco de acordo com matrizes de razoabilidade e concentração. “Bruno, anda aqui para tirar uma foto” para gáudio de quem observa e ouve. Se era isto que se desejava, nesta tão importante “pré-época de aproximação aos adeptos do Clube”, foi isto que se teve. Que na comitiva todos tenham ficado felizes com o(s) resultado(s).

 

Paralelamente, aguardo com alguma ansiedade as primeiras movimentações de mercado no nosso Clube. Com cronómetro cada vez mais acelerado para uma obrigatória injecção de capital (vulgo balão de oxigénio, vulgo pretensões dos credores em liquidar os naturais juros e interesses de Factoring), aguardamos por um ou dois bons negócios. Eu aposto as minhas fichas em 2 transacções até Setembro + 1 em Janeiro, na melhor das hipóteses, ou 2+2 no pior cenário: eliminação da Liga dos Campeões na fase de grupos.

 

A minha sugestão contemplaria um cenário diferente. Com humor, em Fevereiro deste ano teria sido organizada uma excursão a Roma, levando a Banca e a Holdimo a ver o Papa e outras paisagens, aproveitando o momento para efectuar os seguintes pedidos:

 

#1 - Em Maio deste ano ter procedido a um Aumento de Capital de 50 Milhões, com um depósito de 30% que garantisse em Julho – este mês – a libertação de dois passes de jogadores como garantias bancárias, de acordo com as normas europeias em vigor.

 

#2 - Utilizar a verba remanescente do Aumento de Capital para adquirir 3 jogadores fundamentais antes das diversas competições internacionais iniciarem. Atribuir os passes destes novos activos como Fundos de Garantia, afim de se resgatar a verba de 30% para manutenção de escala de vencimentos.

 

#3 - Negociar com a Banca a manutenção dos activos até Dezembro, (não vender três dos campeões europeus), garantindo-lhes – à Banca e aos Jogadores – 2 operações (vendas) de mercado em Janeiro.

 

#4 - Pegar na libertação de garantias bancárias (passes) descritos na alínea #1 e realizar 60 milhões até ao final deste mês de Julho – João Mário e Slimani, ex. – tendo procurado adquirir jogadores consagrados para as mesmas posições com a devida antecedência.

 

#5 - Uma guia de marcha para Teo, João Pereira, Schelotto, Azbe, Zeegelaar, e demais “bons rapazes” de qualidade duvidosa. Que me desculpem aqueles que apreciam algum destes jogadores que referi.

 

#6 - Em Janeiro realizar uma venda: William.

 

#7 - Pedir ao bom Jesus para fazer de Palhinha, Podence e Matheus um negócio de 80 milhões no Verão do próximo ano. Ou também levar Jorge Mendes a Roma…

 

Por outro lado…

 

Gostaria que o Sr. Nuno Saraiva, no seu palmo e meio de aptidão financeira, nos explicasse a todos o que acontece em Economia quando se procede a um congelamento de preços e negociação de activos. O cenário em todo semelhante à nacionalização de uma empresa (o que está a ser feito no Sporting, porque é disso que se trata a colocação de informação no âmbito de “não-venda”), levará o Sporting a fechar as portas ou fronteiras ao mercado – ou vice-versa. Num País, o que costuma acontecer é o seguinte: numa primeira fase, impressão de divisas para acompanhar a taxa de inflação. Numa segunda fase, perante a miséria das acções tomadas, pede-se ajuda ao FMI. Ao Sr. Saraiva, deixo o seguinte parágrafo:

 

“O Economista deverá conduzir a sua actividade profissional de forma que fomente a confiança que os destinatários da sua actividade nele depositam. Não deverá assumir posições que sejam falsas, que não correspondam inteiramente à verdade ou que possam induzir em erro.”

 

 In “Integridade”, Cap.5.1, do Código Deontológico dos Economistas, publicado pela OPE (Ordem Portuguesa dos Economistas).

 

 

P.S.: Esqueci-me que o Sr. Saraiva não é Economista. Onde anda Vieira ?

 

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publicado às 21:00

Porque não precisa o Sporting de vender ?

Drake Wilson, em 22.06.16

 

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Carlos Vieira, responsável administrativo pela área financeira, deu esta segunda-feira uma entrevista ao Jornal de Notícias na qual abordou alguns assuntos contemporâneos, garantindo não existir actualmente nenhuma necessidade de realização de negócios que incluam a venda de jogadores para equilíbrio financeiro do Sporting. Algo inédito.

 

Entre diversas declarações que naturalmente pouco expõem o clube à sensível natureza de tal afirmação, Vieira assume que hoje o Sporting é um clube valorizado e devidamente posicionado nos seus objectivos desportivos que deseja. Refere que Jesus, assim como o rendimento desportivo inerente à intervenção do mesmo, permitiu uma angariação de negócios bastante proveitosos, outrora inatingíveis por diversas direcções que legaram o clube a uma insustentabilidade já conhecida e deveras debatida.

 

Numa primeira observação ao teor da entrevista, nada de novo esta nos traz; não mais do que fomentar natural mensagem positiva e de esperança junto dos adeptos leoninos com natural interesse em acompanhar não apenas as questões futebolísticas, mas também as de ordem financeiras tão importantes ao interesse do clube.

 

Uma Reflexão

 

Em análise mais aprofundada, ressalva-se o enigma respeitante à “marginalização” de uma das mais importantes fontes de rendimento do Sporting, assim como de outro qualquer emblema mundial. Numa gestão desportiva moderna, já abordámos no Camarote Leonino os quatro factores fundamentais á sustentabilidade no que respeita às Receitas. Vamos lá recordar:

 

1) Receitas de Match Day (ex: venda de bilheteira, merchandising)

2) Receitas de Broadcast (ex: direitos de transmissão televisivos)

3) Receitas Comerciais (ex: sponsorship e objectivos de performance competitiva)

4) Receitas Extraordinárias (ex: vendas de Jogadores, prémios de competições)

 

Sobejamente conhecida a realidade clubística inerente a diferentes escalões e economias, o desinteresse pela venda de activos consegue tornar-se uma conjuntura apenas possível a emblemas com extraordinários ganhos nos referidos pontos um, dois e três. Falamos naturalmente de Man.United, City, Chelsea, Barcelona, Real e PSG, como exemplos nunca comparáveis aos nossos clubes portugueses. Embora de salientar que as condições de sustentabilidade financeira impostas pela UEFA determinem um break-even obrigatório positivo, levando também estes a ponderar a gestão de entradas e saídas de activos. Mas não naturalmente com necessários objectivos de sobrevivência, como nos casos do futebol português que diversas vezes assistimos.

 

A Ponta do Iceberg

 

Poderá o leitor então questionar o que estará por detrás de tal natureza de desinteresse de angariação de verbas em vendas por parte do Sporting. No conhecimento de todos, estará visível a ponta do verdadeiro iceberg, onde sobressaem as declarações do presidente do clube, que por diversas vezes afirmou que o Sporting pretende reconfigurar uma tendência de maus negócios que assistiam a passadas direcções no clube. O nosso aplauso, se tal for efectivamente conseguido. É o que todos desejamos.

 

Convém recordar que fazendo fé à não-existência de um dolo-intencional em qualquer elemento directivo passado no sentido de prejudicar as finanças do nosso clube a seu bel-prazer, compreendemos esta referida relação negativa de negócios passados  – derivantes essencialmente da urgência de verbas para pagamentos imediatos – perante graves faltas de provisão de tesouraria. Do mesmo modo que sabemos que tais dificuldades económicas se deveram essencialmente ao assinalável défice de retorno de investimento aplicado num potencial competitivo das equipas que não o justificaram. Ou seja, investiu-se muito nas equipas sem retorno perante o que se gastou.

 

Na realidade, mais cedo ou mais tarde e como uma condição sine qua non, o Sporting terá necessariamente de vender activos. A pré-disposição semântica utilizada pelos elementos directivos actuais levar-nos-ão a acreditar no inverso, pois continua-se a assumir que a tal reestruturação financeira permite hoje o clube estar completamente alheio a este tipo de necessidade. Do mesmo modo, é notório interesse em passar a mensagem ao “mercado”, no sentido que este tenha de “abrir os cordões à bolsa” para contratar ao Sporting. É claro que as coisas não são assim que funcionam.

 

Este discurso só se sustenta naturalmente pelo resgate dos passes de jogadores, condição fundamental à libertação de uma linha de crédito (provavelmente em formato Factoring), na qual uma venda futura de activos (que podem servir hoje como necessárias garantias) proporcione o retorno desejado a quem está por trás desta emergente saúde financeira que assiste ao Sporting. Ou seja, poderá quase garantidamente o valor de uma futura venda de um jogador ter sido entregue por antecipação ao nosso clube, remetendo-se este a seguir indicações de conjunturas de mercado até ao negócio suceder para interesse alheio.

 

Em Suma

 

A economia é uma extraordinária ciência. Revitaliza um País defunto com um simples estalar de dedos, do mesmo modo que confunde todo o cidadão pagador de impostos a acreditar que as coisas “estão bem", levando-o a endividar-se, numa manutenção do ciclo económico obrigatório à sustentabilidade das nações. Reconhecendo que para a maioria da população estará na qualidade do seu sono a sua eterna riqueza, nunca esta se pode esquecer que o colchão onde se dorme nunca será mais importante que o pagamento da prestação de crédito da habitação, com todos os juros e responsabilidades inerentes.

 

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publicado às 04:31

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