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Os últimos 16 da Liga dos Campeões

Rui Gomes, em 08.12.16

 

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publicado às 17:01

 

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Em sete participações no actual formato da Liga dos Campeões, só por uma vez o Sporting fez pior que nesta temporada. Foi na época de 2000/01, quando fez apenas dois pontos, fruto de empates com o Real Madrid (2-2) e Bayer Leverkusen (0-0). De resto, nas outras participações, o Sporting conseguiu sempre mais pontos que os três conquistados esta época.

 

1997 / 98 - 7 pontos (2V 1E 3D)

2000 / 01 - 2 pontos ( 0V 2E 4D)

2006 / 07 - 5 pontos (1V 2E 3D)

2007 / 08 - 7 pontos (2V 1E 3D)

2008 / 09 - 12 pontos (4V 0E 2D)

2014 / 15 - 7 pontos (2V 1E 3D)

2016 / 17 - 3 pontos (1V 0E 5D)

 

Perdoem-me o sarcasmo, mas para o melhor treinador do Planeta e arredores, como alguns gostam de o pintar - pago a peso de ouro - é um "galhardete" deveras conspícuo, pela negativa.

 

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publicado às 04:26

 

 

... A pergunta que fiz a mim próprio várias vezes durante o jogo, tal a minha frustração perante tão lastimosa exibição do Sporting.

 

Assistimos a uma equipa tímida, ineficaz, sem criatividade e capacidade de penetração até dar alguns sinais de vida sensivelmente a partir dos 55 minutos, não por coincidência pela entrada de Ricardo Esgaio, em substituição de Paulo Oliveira, que permitiu um maior aproveitamento do corredor direito, até aí praticamente não existente, e libertar Gelson Martins.

 

Nem sequer dá para perceber o raciocínio de Jorge Jesus ao colocar Paulo Oliveira a lateral, especialmente tendo em conta que o Sporting tinha diante de si o "poderoso" Légia Varsóvia. Quem ???

 

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Não devemos recorrer à arbitragem para minimizar os danos. Houve de facto algumas decisões discutíveis, a começar com as duas bolas aos braços de jogadores "russos", que poderiam ter resultado em grandes penalidades. Critérios do domínio exclusivo do juiz italiano e ele entendeu nada assinalar. William Carvalho foi algo infantil ao agarrar o adversário no centro do terreno, consciente que já tinha um cartão amarelo.

 

É difícil não ficar com a ideia que o Sporting não estava preparado para este jogo. Nada mais pode explicar a pobre exibição que realizou, perante um adversário claramente com escassos argumentos.

 

De resto, só sinto vontade de felicitar o treinador, dando seguimento à sua declaração pré-jogo, que a não passagem para a Liga Europa não seria uma desilusão.

 

Veremos, agora, o impacte deste resultado e do consequente afastamento da Europa no que ao «derby» de domingo diz respeito.

 

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publicado às 00:27

 

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«Deixámos água na boca nesta fase de grupos da Liga dos Campeões. Podíamos ter mais pontos, pelo que jogámos. O nosso sonho era passar esta fase, mas agora só queremos assegurar a nossa continuidade na Europa. Temos de justificar aqui o que conseguimos fazer frente aos outros dois adversários. Se fizermos aqui o que fizemos contra o Real Madrid e o Borussia Dortmund estaremos mais perto dos nossos objectivos. Este jogo é uma final para as duas equipas. Estamos muito focados neste jogo.

 

Estávamos no grupo da morte na Champions. Acreditamos que temos capacidade para sermos apurados neste grupo, mas não aconteceu. Chegar à Liga Europa podia ser mais fácil, o Real Madrid complicou um bocadinho as coisas, mas pensamos que temos tudo para alcançar aqui um bom resultado. Passar não será um grande feito, mas não passar também não será uma desilusão. Estamos a competir com os melhores. Estamos sujeitos a isso».

 

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Partindo do princípio que Jorge Jesus está a ser sincero com as suas considerações, estas vão parcialmente ao encontro da minha análise no post de ontem, relativamente ao que deve ser a composição da equipa e o estado de espírito com que vai encarar o jogo de hoje.

 

Não sei se não há algum exagero quando ele afirma que este é o "grupo da morte na Champions". Evidentemente que não se pode refutar o poderio do Real Madrid, mas fico a pensar que o Borussia Dortmund estava ao alcance, muito em especial vencendo em Alvalade. Não aconteceu e limitamo-nos a aceitar a evidência pontual de momento.

 

Onde discordo cem por cento de Jorge Jesus - até acho esta parte do discurso totalmente derrotista - é pela sua infeliz consideração que "não passar não será uma desilusão". Com o investimento que o Sporting tem vindo a fazer na equipa, é o mínimo aceitável.

 

Já o afirmei em comentário e reitero agora, que ao nível que o Sporting pretende competir, não pode andar a jogar "xadrez" com as competições. Se participa, é para dar o seu melhor e tentar vencer, sem excepções. Qualquer outra mentalidade competitiva é inaceitável. Isto, evidentemente, dentro do enquadramento técnico com que se prepara uma época.

 

Não tenho duas palavras. Nunca gostei de Jorge Jesus e continuo a não gostar, não obstante alguns dos positivos do seu trabalho em Alvalade. Não consigo de modo algum aceitar a sua forma de estar, falar e analisar questões e situações. Será defeito meu, com certeza, porque não faltará quem o venha louvar aos "Pirenéus dos deuses".

 

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publicado às 11:18

 

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Antes de explicar o que me vai na alma e me motivou a escrever este artigo - na realidade, já é um debate com cabelos brancos - passo a citar Claude Ranieri, treinador do Leicester City:

 

«Quem está disponível? Todos os jogadores que viajaram comigo estão disponíveis. Alguns ficaram lá porque não estão em boas condições. Slimani, Schmeichel, Huth, Vardy, Mahrez e King não estão disponíveis.

 

Se tivéssemos de ganhar, talvez todos estivessem cá. Mas temos de pensar também no campeonato. Tenho de escolher. Sempre disse que temos muito boa equipa. Fizemos boas coisas juntos. Alguns não jogaram, mas merecem mostrar agora o seu potencial.

 

Certamente vai ser um jogo fantástico contra uma muito boa equipa. Quando estava em Montecarlo [Mónaco] o Ricardo Carvalho sempre me disse que o FC Porto era fantástico, um clube muito organizado, muito forte em campo e a querer sempre ganhar. Neste caso precisa de ganhar para ir connosco para os oitavos de final, mas tenho bons jogadores. Queremos fazer bem.»

 

Devo começar por esclarecer que o argumento que segue nada tem a ver com o FC Porto. Não duvido que diria o mesmo se fosse o Sporting nesta situação, até porque o que está em causa não são os clubes, mas sim o que eu considero as regras de fair-play.

 

O Leicester City já é vencedor do Grupo F, com 13 pontos. Segue o FC Porto, com 8 (GM 4 / GS 3), e em terceiro lugar o Copenhaga, com 6 (GM 5 / GS 2). A necessidade de vencer, para ambos, é óbvia.

 

A equipa portista tem pela frente o adversário que os dinamarqueses já defrontaram duas vezes numa situação de igualdade, devido aos pontos então ainda em disputa. Em princípio, o FC Porto tem a vida muito facilitada considerando o número de jogadores de topo do Leicester que não viajaram com a equipa.

 

As regras permitem Ranieri fazer precisamente o que ele indicou, e até não é nada de novo. Exactamente por não ser novidade, é que indigna que a UEFA não tenha corrigido esta aberração há longo. Não irei explanar quaisquer sugestões remediais neste momento (daria pano para mangas), mas é uma necessidade óbvia pela injustiça que é permitida, negando o espírito de fair-play no futebol.

 

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publicado às 11:17

Sabia que...

Rui Gomes, em 06.12.16

 

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Não é uma questão de eu ser pessimista, que até não sou, especialmente no desporto, mas o registo do Sporting em jogos fora de casa na Liga dos Campeões não oferece muitas razões para optimismo.

 

Desde que o novo modelo da Champions entrou em vigor (1992), o Sporting participou na prova apenas sete vezes (desde 1997) e com um registo que não entusiasma: 14 derrotas, 4 empates e apenas 3 vitórias, em 21 jogos.

 

Recorde-se que esta época já perdeu em Madrid (2-1) e em Dortmund (1-0). Agora vai disputar o último jogo da fase de grupos da competição contra uma equipa teoricamente inferior, mas que, mesmo assim, empatou com o Real Madrid, marcando nada menos do que três golos.

 

Esperamos que Jorge Jesus e os seus "pupilos" estejam à altura do desafio. O empate é suficiente para permitir ao Sporting o apuramento para a Liga Europa, mas todos temos consciência de que uma equipa que joga para empatar sujeita-se a sofrer dissabores.

 

Também já li aqui em comentários no Camarote Leonino que Jorge Jesus não vai lançar o que se pode considerar o melhor onze - fundamentalmente, aquele que defrontou o Vitória de Setúbal no sábado - mas eu acho que o risco é muito grande para ele arriscar outra formação inicial.

 

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publicado às 04:36

 

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Não é a minha intenção minimizar os danos, derrotas são mesmo isso e nada altera essa realidade, mas, para ser justo, o Sporting jogou para merecer muito mais destes dois jogos da Liga dos Campeões com o poderoso Real Madrid.

 

No embate desta terça-feira, em Alvalade, assistimos a uma primeira parte muito equilibrada, com a única diferença a ser o golo madrileno, proveniente de um ressalto muito fortuito, para a finalização de um defesa central que aproveitou o "brinde" da melhor da melhor maneira.

 

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Não será exagero clamar que o Sporting até esteve melhor no segundo período, mas tinha o destino, e talvez o conhecido temperamento de João Pereira, que, reduzido a dez unidades, não conseguiria contrariar este adversário. O empate através da marcação da grande penalidade por Adrien Silva, serviu para premiar uma bela exibição leonina que merecia um pouco mais. Nada a apontar no golo vitorioso de Benzema, já ao cair do pano. Coates estava mesmo em cima dele e fez-se bem ao lance, simplesmente o francês demonstrou, mais uma vez, a razão de ser um goleador nato.

 

Não houve surpresas no onze inicial de Jorge Jesus e o treinador está de parabéns pela forma como preparou a equipa e a colocou nas quatro linhas. Ninguém esteve mal - talvez o mais discreto tenha sido Bryan Ruiz - e, alguns, até registaram excelentes exibições.

 

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Creio que não há grande causa para queixas da arbitragem. A muito protestada falta de Marcelo sobre Gelson Martins foi fora da área e apesar de um ou outro lance no centro do relvado com critérios algo discutíveis, a única decisão que acabou por fazer a diferença foi mesmo a expulsão de João Pereira, que, na minha opinião, foi decisão do auxiliar e não do árbitro. Nas imagens a que tive acesso, não dá para ver esclarecidamente as acções do defesa do Sporting. Talvez se possa argumentar que mesmo que tivesse havido falta, o cartão vermelho é punição excessiva.

 

Haverá mais para comentar sobre este jogo, cujo resultado afasta o Sporting da Champions. Veremos se a Liga Europa ainda é uma hipótese.

 

Uma nota final para a exibição muito discreta de Cristiano Ronaldo. Aliás, a bem dizer, de todos os avançados do real Madrid. Mérito para a equipa do Sporting,com a defesa em grande destaque.

 

***O jogo registou a presença de 50.046 espectadores, naquela que é a maior assistência de sempre em jogos oficiais no Estádio José Alvalade.

 

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publicado às 21:47

Treinadores "politicamente correctos"

Rui Gomes, em 22.11.16

 

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«Preparámos o jogo em função dos nossos jogadores e do conhecimento que temos do adversário, no caso o Real Madrid. Vamos entrar com a confiança de saber que temos capacidade de fazer um bom jogo, mas com noção da realidade, de que vamos defrontar a melhor equipa do Mundo. Ao nível do Real Madrid, talvez um Manchester City, Bayern, mais ninguém tem essa qualidade.

 

Estamos num grupo com adversários da qualidade do Real Madrid e do Dortmund. Defrontar estas duas equipas e ser apurado é um sonho e um sonho pode tornar-se realidade. Defrontar estas equipas não pode tirar-nos ambição, mas não vamos defrontar o Praiense ou o Arouca. Até parece que a vitória está perto, mas não se trata de um adversário qualquer, é a melhor equipa do Mundo.

 

Decerto que o Real Madrid estará agora mais preparado para o Sporting e por isso será mais complicado. No primeiro jogo o Real Madrid foi surpreendido.

 

Então não haveria de gostar de treinar o melhor do mundo. Apetecia-me muito dizer uma coisa, mas não vou dizer. O Ronaldo está numa fase muito boa e nasceu para ser o que é hoje. Mas o talento dele deve-se à grande responsabilidade que ele tem como profissional de futebol. No final do contrato com o Real Madrid, ele voltar a Alvalade com 37/38 anos era óptimo. Mas isso somos nós aqui a sonhar… Tenho algumas dúvidas (que Ronaldo regresse)».

 

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«Claro que o treinador adversário vai dizer o que pensa. Eu digo antes de um jogo, é com esta equipa que vamos sair para ganhar. Estudamos o adversário e em função disso teremos de fazer determinadas coisas. Os meus 25 jogadores... o que penso é que tenho os melhores, a forma de colocá-los em campo não muda muito”, disse Zidane, que depois elogio o trio composto por Benzema, Bale e Cristiano Ronaldo (BBC).

 

Podem dizer o que pensarem. É que os três são os melhores, pela história que têm, pelo que fizeram. Mas o importante é o grupo, sentir que cada um pode acrescentar. Se vai jogar mais a BBC? Sim. Mas os outros vão jogar e ter minutos.

 

Cristiano é assim. Podem pensar que num jogo se vê menos e joga pior, mas a qualquer momento pode provocar estragos. Ele pode fazer isso aos 90' como no primeiro minuto. Pode marcar três golos. Mas sempre se fala quando não marca, isso é porque nos habituou mal. Espero que amanhã volte a marcar três golos.

 

Gelson Martins fez um grande jogo em Madrid e amanhã tentará fazer o mesmo. Além de ser um grande jogador, vai tentar jogar ainda melhor porque contra o Real Madrid todos o procuram fazer. É um grande jogador e vamos tentar que jogue pior».

 

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publicado às 05:01

 

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Entre clubes portugueses, não surpreende ver o FC Porto a liderar com os 18,2 milhões indicados no gráfico. Recorde-se que além de 3,5 milhões relativamente a prémios já da fase de grupos, a equipa do Norte recebeu mais 2 milhões por se apurar disputando a pré-eliminatória.

 

Os 16, 2 milhões de euros do Benfica reflectem os prémios inerentes a duas vitórias e um empate, e os 14,2 milhões do Sporting, apenas 1,5 milhões adicionais pela única vitória conseguida, sobre o Légia Varsóvia.

 

Os 18,7 milhões de euros registados pelo Atlético de Madrid e Mónaco reflectem o pleno de vitórias na fase de grupos.

 

Estes valores da Champions League, sem contabilizar bilheteiras e a percentagem dos direitos televisivos, prova evidente que esta competição tornou-se numa indústria só por si.

 

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publicado às 05:00

 

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Uma derrota é sempre uma derrota, nada altera essa disposição, mas não se pode dizer que o Sporting jogou mal. Ambas as equipas criaram poucas oportunidades de golo e a diferença óbvia é que o Borussia Dortmund marcou - num lance em que Paulo Oliveira foi mal batido.

 

Mexidas surpreendentes na equipa por Jorge Jesus, com Paulo Oliveira e Luc Castaignos no onze inicial e com uma disposição táctica que permitiu que Rúben Semedo e Schelotto aparecessem com alguma frequência em zonas mais ofensivas. Em função das dificuldades na construção de jogo, nomeadamente no último terço do terreno, e o resultado final, claro, sentimentos mistos quanto a estas decisões do treinador. A criatividade do Sporting, mesmo assim, continuou a depender de Gelson Martins, e a realidade é que ele não pode fazer tudo sozinho.

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À excepção do lance que deu no golo alemão, a equipa leonina esteve bem defensivamente. Até Zeegelaar terá feito um dos seus melhores jogos. Se o Sporting encontrou dificuldades, o mesmo pode ser dito do Borussia Dortmund. A diferença foi mesmo o golo.

 

Apesar deste resultado, o Sporting ainda tem alguma hipótese de continuar na Champions, face ao empate do Real Madrid com o Légia Vársóvia. (Agradeço aos leitores a chamada de atenção).

 

P.S.: Deixei omisso que na minha opinião Joel Campbell devia ter entrado e não Markovic. Mas... já sabemos o que a "casa" gasta !

 

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publicado às 21:40

Foto do Dia

Rui Gomes, em 02.11.16

 

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publicado às 10:39

É preciso repetir a melhor visita

Rui Gomes, em 31.10.16

 

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As contas ficaram comprometidas logo na terceira ronda do Grupo F da Liga dos Campeões, quando o Sporting foi batido em Alvalade (1-2) pelo Borússia Dortmund, que volta a defrontar depois de amanhã, mas os leões procuram manter vivas as expectativas de ainda conseguir o apuramento para os oitavos de final da prova, objectivo assumido por técnico e presidente no início da época. Para não ficar desde já arredada dessa meta, a equipa de Jorge Jesus tem de conseguir o que o Sporting apenas uma vez conseguiu em 12 deslocações à Alemanha e o técnico leonino nunca viu as suas equipas fazer para a Champions em terreno teutónico: pontuar.

 

Com efeito, nos embates na Alemanha com Carl Zeiss Jena, Magdeburgo, Kaiserslautern, Colónia, Bayer Leverkusen, Hertha Berlim, Schalke e Wolfsburgo, o Sporting regressou sempre a Lisboa derrotado, sendo a excepção o jogo com o Bayern, em Munique, onde em 2005/06 os leões empataram sem golos (três épocas depois seriam vergados ao resultado mais pesado do historial da equipa na prova: 7-1). Atendendo aos sete pontos do Dortmund - e do Real Madrid, que partilha com o Borússia o primeiro lugar do grupo e visita o Légia Varsóvia, tendo de ser encarado como favorito -, impõe-se ao Sporting não só pontuar como impedir que a equipa germânica atinja os dez pontos que a colocam de imediato na próxima fase; afinal, com apenas mais dois jogos por disputar, o Sporting só poderia somar mais seis pontos aos três com que conta e totalizar insuficientes nove pontos até final.

 

É certo que um inédito triunfo na Alemanha poderia relançar em definitivo a discussão pelo apuramento para os oitavos de final, já que o Sporting passaria a contar com seis pontos, a um do Borússia, mas o regresso de Dortmund ainda no terceiro posto não seria um registo evitado.

 

 

Mário Duarte - jornal O Jogo

 

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publicado às 11:13

 

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Não foi surpresa alguma o anúncio por parte da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL) de suspender o memorando de entendimento com a UEFA, em protesto contra as alterações ao formato da Liga dos Campeões, que beneficiam as quatro federações europeias mais poderosas.

 

O sueco Lars-Christer Olsson, presidente do organismo, teve isto para dizer sobre a tomada de decisão que teve lugar em Zurique, esta sexta-feira:

 

«Não temos alternativa a não ser suspender o actual memorando de entendimento. A margem do voto proporcionar-nos-á tempo suficiente para negociar com a UEFA e já temos um encontro marcado com Aleksander Ceferin, o novo presidente.

 

Os responsáveis de 22 das 23 Ligas presentes na reunião votaram pela suspensão do acordo com a UEFA, que se manterá em vigor até 15 de Março de 2017, sendo a Itália a única a votar contra a posposta de suspensão.

 

Acredito que seja possível reverter as alterações ao formato da Liga dos Campeões, aprovadas pelo anterior executivo, e isto será uma prioridade do meu mandato».


Com a suspensão do acordo com o organismo regulador do futebol europeu, as várias ligas europeias podem agendar jogos das suas competições nacionais para os dias dos encontros da Liga dos Campeões, ainda que nenhuma tenha anunciado, até agora, a intenção de o fazer.


Várias federações nacionais manifestaram-se contra aquelas alterações, anunciadas a 26 de Agosto pelo Comité Executivo da UEFA para o período 2018-2021, segundo as quais a Alemanha, Espanha, Inglaterra e Itália terão quatro lugares com entrada directa na principal prova continental de clubes.
 

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publicado às 03:35

 

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O director desportivo do Borussia Dortmund, Michael Zorc, afirmou no final do jogo que nunca viu "nada parecido em 30 anos de futebol". "Não houve fair-play, houve confusão".

 

Alguém devia chamar a atenção a este cavalheiro - que pelos vistos pouco ou nada viu em 30 anos de futebol - que fair-play, entre outras coisas, também é não simular faltas e lesões para "queimar" tempo. Táctica a que o Dortmund recorreu ontem em Alvalade quando começou a sentir o resultado em perigo.

 

A maior confusão terá surgido cerca do minuto 85, altura em que o Sporting pressionava o Borussia Dortmund na tentativa de empatar o jogo. O anti-jogo alemão fez com que o Sporting não devolvesse a bola, como é a norma, quando esta foi atirada para fora pelo guarda-redes Burki, quando Sokratis ficou a queixar-se no chão após suposta falta de Bruno César. Schelotto continuou com o jogo e cruzou para a área, embora sem consequências.

Depois foi a vez de Bas Dost e Burki trocarem "mimos", por qualquer insatisfação do guarda-redes alemão. Por entre a confusão, Kagawa e Bruno César encostaram cabeças, a meio-campo, antes de Coates afastar o japonês.

 

Resumindo... nervos à flor da pele, mas o director-desportivo do Borussia Dortmund terá de ser mais criativo com os seus argumentos.

 

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publicado às 13:05

 

#
Team
GP
W
D
L
GF
GA
GD
PTS
 
1
Real Madrid
3
2
1
0
9
4
5
7
 
2
Dortmund
3
2
1
0
10
3
7
7
 
3
Sporting
3
1
0
2
4
4
0
3
 
4
Legia Warsaw
3
0
0
3
1
13
-12
0

 

Enquanto o apuramento para a próxima fase ainda é uma possibilidade matemática, não é muito sensato contar com a presença do Sporting. Quatro pontos de diferença para os dois líderes - Real Madrid e Borussia Dortmund - com três jogos por disputar:

 

- Novembro 02 - Sporting visita o Borussia Dortmund

- Novembro 22 - Sporting recebe o Real Madrid

- Dezembro 07 - Sporting visita o Légia Varsóvia

 

Além de ser obrigatório vencer estes três jogos, o Sporting ainda necessita que os dois nos lugares cimeiros sofram outros dissabores, cenário que só é plausível no jogo entre eles.

 

É evidente que a equipa terá de lutar até ao fim, mas para nós adeptos será mais realista começar a pensar na Liga Europa.

 

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publicado às 03:42

A Champions exige 90 minutos

Rui Gomes, em 19.10.16

 

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A consideração inferida pelo título do post é obviamente aplicável à primeira parte do desafio, com a responsabilidade a recair inteiramente sobre Jorge Jesus pela sua disposição da equipa, em que se viu um meio-campo sem "peso" e a dar metros de relvado aos alemães. Isto, agravado por algumas perdas de bola infantis e alguns "meninos", a exemplo de Markovic, que insistem em ficar indiferentes a recuperações de bola e a marcações defensivas.

 

No texto que publiquei esta manhã indiquei que a chave do jogo, para o Sporting, seria a sua eficácia defensiva, e o jogo acabou por confimar precisamente isso. Dar dois golos de avanço ao Borussia Dortmund, é complicar imenso uma missão que, à raiz, já é muito difícil.

 

A mestria de Jorge Jesus, em evidência pela sua ausência no primeiro período, deu sinal de vida após o intervalo. O Sporting criou ocasiões flagrantes para marcar mais dois ou três golos.

 

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Bas Dost não marcou - aquele cabeceamento a centímetros do poste merecia melhor sorte - mas fez um grande trabalho. Um dos poucos "leões" que não hesitou em castigar os alemães fisicamente e o lance que deu ensejo ao golo invalidado ao Sporting, é muito discutível. Um guarda-redes, a partir do momento que deixa a baliza, sujeita-se a contacto físico, e foi precisamente isso que aconteceu e levou, na minha opinião, à decisão errada do juiz.

 

Markovic continua a não convencer - salvo a Jorge Jesus - apesar de alguns pormenores mais positivos. Leva a questionar onde estão os restantes avançados contratados este Verão. Elias também com aspectos positivos, mas fica longe de nos fazer esquecer Adrien Silva, um jogador talhado para este tipo de jogos. O Sporting sentiu, e muito, a sua ausência.

 

Bem... vamos ficar por aqui, embora haja muito mais para dizer. Com o Real Madrid também a ganhar, cada vez mais ficamos o caminho traçado para ir parar à Liga Europa. Jogámos ao nível exigido pela Champions contra os merengues e, porventura, na segunda parte do jogo de hoje, mas ainda não mostrámos ter equipa para a Champions.

 

___________________________________________________

 

Na conferência de imprensa pós-jogo, Jorge Jesus acaba por confirmar muito do que escrevo na crónica do jogo, salvo, obviamente, apontar o dedo a si próprio:

 

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«Foi um Sporting com duas partes distintas. Na primeira não conseguiu parar o corredor central do Dortmund. Numa competição como a Champions não se pode falhar nos pormenores. Como é normal, ainda falta alguma experiência à nossa equipa contra estas equipas muito competitivas.

 

A equipa andou muito à procura da bola e posicionamento. O Dortmund acabou por fazer dois golos. O primeiro, na disputa com o Semedo, o avançado do Dortmund ganha a vantagem, que lhes dá alguma tranquilidade. No segundo tempo corrigimos algumas coisas e a equipa teve outro posicionamento. Melhorou muito defensivamente e criou várias oportunidades de golo. A equipa criou algumas situações e futebol de qualidade. Na segunda parte tudo se alterou, porque dividiu o jogo ofensivamente e tivemos duas grandes chances de fazer o 2-2. O que fica deste jogo? Derrota do Sporting, mas que serve para crescer. Jogámos contra uma grande equipa, que soube o que fazer quando marcámos o 2-1».

 

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publicado às 03:00

 

Em termos muito simples e que não deixam margem para dúvidas, o registo do Sporting com clubes alemães é negro. Não há outra maneira de descrever um enquadramento em que se verificam 2 vitórias, 6 empates e 16 derrotas, em 24 encontros.

 

Os únicos dois triunfos da sua história sobre os almães foram conseguidos em Alvalade - Hertha Berlim, por 1-0, em 2009-10, com um golo de Adrien, o grande ausente na partida de amanhã; e em 2014-15 o Schalke 04, por 4-2, equipa treinada por Marco Silva. Em casa, o Sporting empatou cinco jogos e perdeu outros cinco.

 

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Se analisarmos apenas os confrontos da Champions, o cenário é mesmo desmoralizador, com um triunfo, dois empates e nove derrotas. Nos oitavos-de-final da Champions de 2008-09, o trauma alemão atingiu o auge, com o Sporting a registar a maior derrota da sua história em eliminatórias, com um acumulado de 12-1 nas duas mãos frente ao Bayern Munique - 0-5 em Alvalade e 7-1 na Alemanha, com Paulo Bento ao leme.

 

No entanto, haverá alguma luz no fim do túnel para atenuar este histórico, uma vez que Jorge Jesus - que não vai estar no banco amanhã, por castigo - apresenta um registo mais favorável frente a germânicos, ainda ao serviço do clube do outro lado da Segunda Circular: ganhou cinco jogos, empatou dois e perdeu três.

 

Veremos, esta terça-feira, que página na história o Sporting vai escrever.

 

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publicado às 14:56

O novo formato da Champions

Rui Gomes, em 15.10.16

 

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A partir de 2018/19, a Liga dos Campeões irá sofrer alterações na forma de acesso. É que, ao garantir sempre quatro vagas na fase de grupos para cada uma das ligas top-4 (Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália), a UEFA terá de cortar noutros lados.

 

As contas serão feitas com base no coeficiente registado pelos países no final desta temporada. Apesar de ainda haver detalhes por definir - dentro de pouco mais de um mês haverá uma reunião do Comité de Competições de Clubes com a Associação Europeia de Clubes (ECA) -, é certo que os países classificados entre o 5.º e o 6.º lugar do ranking irão manter o actual número de equipas: duas na fase de grupos, outra nas eliminatórias (playoff ou 3.ª pré-eliminatória). Foi aqui que Portugal esteve entre 2010/11 e a época passada, o que produziu efeitos práticos entre 2012/13 e 2017/18.

 

O problema é que, nesta altura, os resultados modestos dos emblemas nacionais fizeram Portugal cair ao 7.º lugar. E isso sim, pode ser um problema, caso a tendência não seja invertida até final desta temporada, quando a classificação do ranking for usada para definir os acessos de 2018/19. A tal primeira época da nova Champions.

 

Os países que fiquem entre o 7.º e o 10.º lugares do ranking terão apenas uma equipa directa na fase de grupos, sendo o segundo classificado obrigado a duas rondas prévias. 

 

Mas a maior mudança de todas será para os países que ocupam o 11.º e o 12.º lugares (neste momento, Suíça e Turquia). A partir de 2018, deixarão de ter o campeão directamente na fase de grupos, estando ainda por definir o que acontecerá ao segundo classificado.

 

Nos últimos 20 anos, e independentemente das alterações na forma de cálculo do ranking, nunca Portugal esteve abaixo do 10.º lugar. Se a tendência se mantiver, então quer dizer que pelo menos o campeão nacional terá sempre lugar garantido na fase de grupos. Isto será verdade até 2021, ano em que termina o ciclo agora acordado para a Liga dos Campeões.

 

 

*Este artigo é da autoria de Sérgio Kritinas do jornal Record.

 

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publicado às 04:51

 

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«Foi um jogo muito difícil, mas para mim não foi uma surpresa. Sabia que o Sporting nos ia complicar a vida. Entrámos passivos, o que nos complicou a vida, mas a verdade é que já não há jogos fáceis. Dou os parabéns ao Sporting porque fez uma grande exibição. Podiam ter saído daqui com pontos, até porque o mereciam.

Marquei um golo importante, mas obviamente que me sinto triste porque foi frente à equipa que me formou, que tenho no coração, mas tenho que defender as minhas cores. O futebol é assim. Se marcasse sabia que não ia comemorar. A minha mãe é sportinguista, a minha família é sportinguista... É o meu trabalho e é isto que tenho que fazer».  
 
                                                                                                Cristiano Ronaldo
 

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publicado às 04:52

Mas que grande injustiça !!!

Rui Gomes, em 14.09.16

 

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Não devia escrever esta crónica agora, porque ainda não recuperei do autêntico "balde de água fria" que resultou dos derradeiros minutos do embate no Santiago Bernabéu, com o Real Madrid a sair vitorioso, imerecidamente.

 

Magníficos foram os "leões" durante cerca de 90 minutos, só para ver o justo escapar-lhes ao cair do pano e, teria o destino, com Cristiano Ronaldo a contribuir para o desgosto.

 

Não sei que mais se poderia exigir desta equipa do Sporting, neste jogo, e nestas circunstâncias. Possivelmente, um maior aproveitamento de Bas Dost em dois lances em que foi servido para marcar, mas falhou a concretização. Mas em termos de táctica e estratégia, atingiu-se quase a perfeição.

 

Todos os jogadores leoninos estiveram muitíssimo bem, nada a apontar. Gelson Martins foi apenas soberbo e o golo de Bruno César com um remate com colocação perfeita. A defesa ao seu mais alto nível e até creio que foi Elias que estava a marcar Morata no golo que deu a vitória aos madrilenos.

 

Rui Patrício não foi chamado a intervir com frequência e esteve bem quando foi necessário. No golo de livre directo executado por Cristiano Ronaldo, ainda conseguiu desviar a bola para o poste, mas a sorte atraiçoou-o.

 

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Se há um jogo em que Jorge Jesus não merece ser criticado, é este, mas confesso que fiquei a pensar nas suas opções pelas substituições. É muito possível que Gelson Martins estava esgotado - à distância é difícil determinar -  mas com a sua saída o Sporting perdeu a sua maior e mais perigosa "arma". Outra surpresa foi a entrada de Markovic, quando tudo indicava que deveria ser Joel Campbell. Apesar disto, o treinador elaborou um plano praticamente perfeito para este jogo e, tal como a equipa, não merecia sair derrotado.

 

Evito sempre referir a arbitragem, mas parece-me claro que estivemos perante um árbitro que tentou desequilibrar o jogo a favor do Real Madrid de forma muito habilidosa. Cartões amarelos muito discutíveis, faltas para livre próximo da área do Sporting que me parece que não existiram. Os comentadores ingleses a trabalhar o jogo no canal a que eu recorri, concordaram comigo. Houve falta no livre que deu no golo de Cristiano ???

 

Pontos em Madrid seriam sempre um bónus, reconhece-se isso, mas por tudo o que o Sporting fez, merecia esse bónus e mais. O futebol, no entanto, tem destas coisas. Uma derrota é sempre uma derrota, mas acho que há causa para regressar a casa com a cabeça bem levantada.

 

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publicado às 21:52

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