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FC Porto reagiu, em comunicado, às recém-declarações de Luís Filipe Vieira sobre as claques do Benfica, que ele contende, ridícula e indecorosamente, que desconhece.

 

Comunicado do FC Porto


No futebol português há umas regras para todos os clubes e uma bolha de excepção para o Benfica, que permite ao clube viver em permanente regime alternativo, submetendo-se às regras e aos regulamentos da forma que lhe apetece e mais convém. Isto acontece devido à cumplicidade de várias entidades, desportivas e não desportivas, mas agora atingimos um nível de sublimação com o presidente do clube a afirmar sem se rir que desconhece a existência de claques no clube.

Mais do que uma forma ardilosa de procurar eximir-se às responsabilidades de apoiar duas claques ilegais, como são os No Name e os Diabos Vermelhos, Luís Filipe Vieira goza com todos os adeptos de futebol, com as autoridades desportivas e com a polícia, que ainda na última época levantou dezenas de autos devido a incidentes protagonizados pelas duas claques. Aliás, esta situação é conhecida ao mais alto nível, designadamente pelo primeiro-ministro e outros membros do governo, que nos últimos anos assistem a jogos no Estádio da Luz.

E não, não se trata de uma questão semântica, entre grupo organizado de adeptos ou de sócios, as claques do Benfica existem, Luís Filipe Vieira sabe disso perfeitamente, sabe-o tão bem que o Benfica até paga o aluguer de carrinhas para transportar esses adeptos, sabe-o tão bem que o treinador da equipa principal dá os parabéns em conferência de imprensa quando as claques fazem anos. Sabe-o tão bem que cede instalações no estádio às claques, sabe-o tão bem que as claques beneficiam de bilhetes a preços reduzidos…Pior, muito pior, sabe-o muito bem, pois certamente não se esqueceu de que em Abril deste ano a claque No Name foi mais uma vez responsável por uma morte de um adepto. Infelizmente, nem este género de tragédias faz esta gente ter um pouco mais de decoro e responsabilidade. E que só acontecem devido à cumplicidade dos sucessivos governos, incapazes de fazer cumprir as leis.

 

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publicado às 14:35

Bom senso e bom gosto

Naçao Valente, em 21.04.17

Que as claques são escolas de maus costumes, todos sabemos. Que as claques servem de guardas pretorianas ao serviço de jogos de poder, é uma evidência. Que as claques promovem o ódio, é inegável. Que as claques não sejam exemplos de bom senso, pela sua natureza, compreende-se. Agora que sejam os dirigentes os focos principais dos comportamentos condenáveis é de lamentar.

 

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O presidente Bruno de Carvalho, declarou durante a campanha eleitoral para a Direcção do Sporting, que ia ser mais comedido. Palavras sem significado como se comprova pelas suas últimas afirmações. Enquanto o presidente fez o trabalho que lhe compete e se remeteu ao silêncio senti-me bastante aliviado e até pensei, é desta que o homem toma senso. Sol de pouca dura. Não consegue fujir à sua natureza. E assim que abre a boca sai disparate. Utilizar, por exemplo, a pedofilia, uma prática criminosa grave, e associada a indivíduos com perturbações mentais, como termo de comparação com a chamada “cartilha” não revela apenas falta de bom senso, mostra muito mau gosto. O que é mais preocupante é que o uso destas formulações é recorrente. Lembram-se termos como “belfodil” ou “as duas nádegas”., para se questionar se isto não estará relacionado com traumas de âmbito sexual.


Pouco me interessa que o cidadão Bruno de Carvalho, use ou abuse deste tipo de expressões, o que me envergonha é que o presidente do clube de que sou adepto há mais de sessenta anos, o faça na sua qualidade de dirigente máximo. Talvez seja urgente fazer formação intensiva de "bom senso e de bom gosto", para este e outros presidentes, com a certeza, porém, que só aprende quem está receptivo à aprendizagem.


PS: A pressão da opinião pública, expressa na comunicação social a propósito da irracionalidade das claques, demonstrada na ausência de humanismo (falta de respeito pela vida humana) levou alguns dirigentes a fazerem uma espécie de “mea culpa”. O presidente do meu clube também o fez, cavalgando a mesma onda. Merecem elogios, mas não sei porquê, parece-me hipocrisia.

 

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publicado às 17:22

 

Em entrevista à CMTV, Manuel José comentou a actual situação entre Sporting e Benfica, assim como os problemas de violência no futebol:

 

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«Não faz sentido absolutamente nenhum (corte de relações). Parece que as claques é que mandam nos presidentes e nas direcções dos clubes. Em jogos em que não estejam os três grandes é confrangedor ver os estádios sem ninguém, e com estas cenas todas, qualquer dia, mesmo os jogos dos grandes não vão ter espectadores, porque a gente de boa fé não vai aos estádios.

 

Os clubes não fazem absolutamente nada para acabar com esta situação. Em Inglaterra aconteceu o que aconteceu e acabaram com os hooligans. Li que a Federação vai impor mais multas... Mas que multas ? Os clubes têm é de banir essas pessoas e a FPF puni-las. E não punir os clubes, fazendo dinheiro.»

 

Não deixa de ter alguma (até muita) razão e é bem verdade que as claques, de há uns anos a esta parte, têm tido uma influência que não deviam ter nos clubes, não obstante o indiscutível apoio que dão às equipas desportivas.

 

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publicado às 04:34

 

claque.jpg

 

Não questionamos a sua dedicação e o seu apoio, que são nada menos do que incondicionais, mas sim a exuberância das suas manifestações que, mais vezes do que é desejado - acabam por penalizar o Sporting.

 

Nem dá para contabilizar os milhares de euros com que o Sporting tem sido multado pelo comportamento impróprio dos seus adeptos. Ainda recente, pelo embate diante o Chelsea a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões, a UEFA multou o Clube em 18000 euros, por deflagração de um engenho pirotécnico, pelo arremesso de um objecto para o relvado, constante utilização de lasers apontados aos atletas e por cânticos ofensivos. Para além da multa, o aviso de que a UEFA agirá muito mais severamente - a exemplo da interdição de uma parte ou da totalidade do Estádio José Alvalade - pela repetição destas práticas, ou outras similares.

 

É evidente que nem tudo originará com as reconhecidas claques, mas não será exagero algum adiantar que estas são as autoras da vasta maioria de actos desta natureza.

 

O Conselho Directivo emitiu um comunicado recentemente - na forma de um apelo -, neste sentido, mas nem esta missiva teve o efeito desejado. No passado domingo, no jogo com o Marítimo, ouviram-se novamente petardos, aos quais, felizmente, a vasta maioria dos 37.569 espectadores presentes reagiram com forte assobiadela.

 

Esperamos que o bom senso prevaleça, para evitar com que o Sporting seja ainda mais penalizado.

 

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publicado às 03:19

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