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Recordar Vítor Damas !

Leão Zargo, em 13.09.17

 

carvalho e damas.jpg

 

Carvalho defendeu a baliza do Sporting durante cerca de nove anos, até que Vítor Damas, na época de 1968-69, conquistou a titularidade e iniciou uma nova saga leonina.

 

Mais tarde, depois do falecimento de Damas em 2003, Carvalho referiu-se assim ao seu companheiro de equipa: “O Vítor tornou-se num dos meus ídolos. Substituiu-me num jogo com o Belenenses em que me lesionei e a partir daí passou a titular da equipa. Eu próprio, depois de uma ausência prolongada, queria que ele continuasse como primeiro guarda-redes, pela qualidade que tinha. Um dado curioso: nunca me tratou por tu, como lhe pedi por várias vezes. Sempre por sr. Carvalho”.

 

Damas vestiu a camisola leonina pela primeira vez em Fevereiro de 1961, quando uma equipa de juvenis do Sporting defrontou o Palmelense. Depois, o que se seguiu faz parte da história do futebol português até um Académico de Viseu – Sporting, no Estádio do Fontelo, em 27 de Novembro de 1988. Foi o último jogo do inesquecível guarda-redes, que equipou de leão em mais de 700 jogos.

 

Em memória de Vítor Damas, a baliza do topo sul do Estádio José Alvalade foi baptizada com o seu nome em 2009. Hoje, 13 de Setembro de 2017, completam-se catorze anos sobre o seu falecimento.

 

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publicado às 11:16

Fotografia com história dentro (45)

Leão Zargo, em 07.05.17

 

Ac. Viseu - Sporting 27.11.1988.jpg

 

O último jogo de Damas

  

Vítor Damas vestiu pela última vez a camisola leonina no Estádio do Fontelo, em 27 de Novembro de 1988. Foi num Académico de Viseu – Sporting (empate a 2-2), num tempo muito conturbado do Clube, com a instabilidade da presidência de Jorge Gonçalves a minar o desempenho da equipa de futebol. Um jogo difícil, os leões conseguiram colocar-se à frente no marcador, mas, no último minuto um desentendimento na defensiva sportinguista permitiu o golo do empate viseense. José Alhinho foi o marcador do golo.

 

Poucos dias depois, em 30 de Novembro, Damas anunciou, em conferência de imprensa, o final da sua carreira de futebolista. Quando foi questionado sobre a razão, afirmou que por intuição sentiu que chegara o momento de terminar. Tinha 41 anos de idade e despediu-se de forma amargurada, quase anónima, um dos maiores símbolos da história do Sporting, cuja presença na baliza impunha respeito aos adversários pelo seu carisma pessoal, sentido posicional e personalidade que revelava em todos os momentos dos jogos. Foi o fim de um ciclo que se iniciou num longínquo 4 de Fevereiro de 1961, quando uma equipa de juvenis do Sporting defrontou o Palmelense.

 

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publicado às 12:00

Fotografia com história dentro (41)

Leão Zargo, em 16.04.17

 

Damas e Eusébio.png

 

Vítor Damas e o desportivismo

 

É frequente depararmo-nos com um discurso contraditório sobre o desportivismo no futebol. Por um lado, lê-se que o futebol é uma escola de virtudes e de fair-play. Mas, também se ouve dizer que o fair-play não existe, que se trata de uma treta. Tudo isso no interior de um mesmo clube de acordo com as circunstâncias e para o exterior conforme os intervenientes.

 

Esta fotografia mostra o inesquecível Vítor Damas a cumprimentar Eusébio depois de um golo que este lhe marcou. Tratava-se de um derby, o Estádio estava cheio e imagina-se que o barulho seria ensurdecedor. O tempo ficou suspenso. Mas, o guarda-redes leonino agiu como sempre: um comandante entre os companheiros, um cavalheiro para com os adversários.

 

Nestes dias que por nós passam velozes o futebol parece dominado por uma cultura provocatória e sectária que surge frequentemente associada ao ódio e à intolerância. No entanto, apesar de tudo, o futebol tem de continuar a ser uma escola de aprendizagem de valores éticos e de exercício de uma sociabilidade saudável. Tal como Vítor Damas sempre praticou.

 

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publicado às 12:47

Pedroto e Vítor Damas

Leão Zargo, em 02.08.15

 

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O treinador José Maria Pedroto tinha uma profunda admiração por Vítor Damas que, aliás, nunca escondeu. Em 1976 quando o guarda-redes leonino estava de malas aviadas para o Racing Santander constou que o FC Porto de Pedroto tinha tudo preparado para o conduzir à Cidade Invicta a troco do salário principesco de cem contos por mês. No entanto, por artes e engenho de João Rocha o destino foi mesmo Santander.

 

Damas regressou a Portugal, em 1980, com destino ao Vitória de Guimarães treinado pelo mister Pedroto. Finalmente, o carismático treinador e o extraordinário guardião cruzavam-se no mesmo clube.

 

A propósito de ambos, Alcino Pedrosa, professor de História, investigador na área do Desporto e blogger do Leitura de Jogo, contou que, ainda jovem estudante universitário, conseguiu em 1978 uma entrevista com Vítor Santos, director de A Bola, para um trabalho académico. Quando chegou à Travessa da Queimada o jornalista estava a conversar com José Maria Pedroto.

 

Um dos temas da conversa era o futebol inglês e o Inglaterra-Portugal, disputado no Estádio de Wembley em Novembro de 1975, a contar para a fase de apuramento do Europeu de 1976. O jogo terminara empatado a zero golos graças a uma série de defesas espantosas de Damas. Antes do jogo, os ingleses estavam de tal forma convencidos da goleada que o diário Daily Mail distribuiu um cupão em papel para que os adeptos pudessem registar os golos marcados pelos Three Lions.

 

untitled.png

Pedroto conversou longamente sobre o jogo e as suas peripécias. Em determinado momento, considerou que o futebol inglês era bastante previsível, pouco avesso a alterações tácticas, perdendo consistência se na primeira meia hora não se impusesse ao adversário. Segundo o técnico, a solução passava pelo controlo do jogo a meio do campo. Contou, ainda, como tinha analisado os jogos da selecção inglesa em Wembley nos últimos vinte anos.

 

Atento, o jovem Alcino Pedrosa aguardava pela oportunidade para se dirigir ao Mestre Pedroto. Quando surgiu, perguntou-lhe de rompante: “Senhor Pedroto, e se, em algum momento, falhasse a sua estratégia?” A resposta saiu pronta ao antigo seleccionador: “Tinha o Vítor [Damas] na baliza capaz de fazer defesas impossíveis”.

 

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publicado às 13:38

Arquivo do Passado (1)

Rui Gomes, em 01.04.13

 

Época 1973/74: O saudoso Vítor Damas sofre golo pelo remate de cabeça do meu afilhado Francisco Bolota. O Sporting acabou por ser campeão nessa época e o Chico marcou 14 dos seus 30 golos ao serviço da União de Tomar. Os outros dois jogadores do Sporting na foto são Tomé e Alhinho.

 

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publicado às 03:08

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