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Jorge Jesus foi o treinador que recebeu mais reforços para a nova época mas é também o que parte mais pressionado na luta pelo título de campeão nacional.

 

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Contenção pode rimar com ambição? Em época de estreia do videoárbitro, de corrida por um histórico penta do Benfica (ou pelo fim do jejum portista ou sportinguista) e de redução das vagas europeias, inicia-se a I Liga mais "poupadinha" dos últimos 11 anos. O Sporting, único dos três candidatos ao título que investiu em força no mercado de verão - ainda ontem chegou, da Croácia, o anúncio de mais um reforço: o lateral Ristovski -, dá hoje o pontapé de saída no campeonato, visitando o regressado Desportivo das Aves.


Não se via uma I Liga tão pouco gastadora precisamente desde a última presença do Aves no escalão maior do futebol português - 2006--07, quando só se gastaram 21,65 milhões de euros no defeso. Onze épocas depois, o emblema avense está de regresso, junto com o Portimonense, para encontrar um campeonato em contraciclo: este verão, os clubes da I Liga só gastaram 36,44 milhões de euros em compras, um valor bem distante dos 98,62 milhões da época passada e do recorde de 114,13 em 2011-12 (o site Transfermarkt eleva para 56,44 milhões o investimento desta época, mas contabiliza os 20 milhões que o FC Porto pagou por Óliver em Fevereiro passado).


Ontem confirmado leão pelo presidente do Rijeka, Ristovski não altera este estatuto: valor não foi anunciado, mas será de 2,5 milhões.


O Sporting - que se reforçou ainda com Acuña, Bruno Fernandes, Battaglia, Piccini, Matheus, Doumbia e Fábio Coentrão, entre outros - foi a excepção à regra, num defeso em que Benfica (Ederson, Nélson Semedo e Lindelöf) e FC Porto (Rúben Neves e André Silva) preferiram vender - os portistas estavam mesmo obrigados a isso, para respeitar os princípios de fair play financeiro impostas pela UEFA. Águias (destaca-se Seferovic, vindo a custo zero) e dragões (sobressaíram Ricardo Pereira e Aboubakar, regressados de empréstimo) pouco gastaram. Mas, após meses de contenção, nenhum dos plantéis está fechado e qualquer conclusão pode ser precipitada: esperam-se reforços na Luz e no Dragão (se houver mais encaixes para os cofres azuis e brancos...) e William e Adrien Silva ainda podem deixar Alvalade, até 31 de Agosto.


A tendência do mercado não é uniforme para os três "grandes" como não foi homogénea a pré--época dos três candidatos ao título. O Sporting esteve irregular, o Benfica surpreendeu pela fragilidade defensiva e só o FC Porto mostrou uma máquina oleada, principalmente no ataque. A forma como Sérgio Conceição poderá ou não devolver a chama ao dragão - e construir um candidato ao título quase exclusivamente com jogadores que já pertenciam ao clube - é um dos grandes pontos de interrogação.


No fundo, é uma dúvida tão grande como as que pairam sobre a capacidade de regeneração do plantel benfiquista, após tanta saída de vulto; sobre a reinvenção da equipa sportinguista, agora com muito mais experiência em campo e opções no banco; e sobre o real impacto da utilização de videoárbitro no futebol nacional. A tecnologia será usada em todos os jogos da I Liga, tornando Portugal um dos países pioneiros deste sistema.


Mas nem todas as novas são boas para a autoestima nacional. Fruto das más campanhas europeias das últimas épocas, nesta edição da Liga só campeão e vice vão à Champions e só 3.º e 4.º têm lugar na Liga Europa (mais o vencedor da Taça de Portugal). Ou seja, vida mais complicada para SC Braga, V. Guimarães, Marítimo e eventuais 'challengers', como Rio Ave e Chaves. E pelo menos um dos três grandes vai ficar sem os milhões da Liga dos Campeões. Nesse caso, talvez o melhor remédio seja mesmo a contenção.

 

Rui Marques Simões, Diário de Notícias

 

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publicado às 05:18

 

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Foi o primeiro jogo mais ou menos a doer de uma e outra equipa, terminou empatado a um golo, e a verdade é que ambas deram bons sinais tendo em conta o padrão de jogo que tendencialmente vão exibir durante a época.

 

De um lado um Belenenses organizado defensivamente, que soube aguentar a tentação de se desposicionar e com uma cara nova, Diogo Viana, a evidenciar-se. Do outro, o candidato ao título Sporting sem a esmagadora maioria da sua artilharia - Coentrão, Doumbia, Mathieu e Coates, isto sem falar nos internacionais que estiveram ao serviço da selecção. Para se perceber do que estamos a falar vamos apenas dizer que no onze inicial estavam apenas dois presumíveis titulares; o fiável Piccini, no lado direito da defesa, e o inevitável Bas Dost, que ontem teve pouco jogo porque o Sporting não fez alinhar um único extremo puro e por isso optou muito por um jogo interior e de combinações.

 

Nesse capítulo, podemos estar perante uma grande surpresa que dá pelo nome de Gelson Dála. Se fosse um daqueles futebolistas contratado por alguns milhões de euros dizíamos que a primeira amostra tinha deixado água na boca. Assim, deixou à mesma mas os milhões ficaram no cofre do clube de Alvalade. Este angolano pode ser uma boa alternativa para complemento de Bas Dost ou então como membro de uma dupla de ataque - com Doumbia, porque não?

 

Jorge Jesus está em pleno laboratório a fazer experiências e a tentar perceber quais destes jogadores têm condições para permanecer no plantel porque não vale a pena estarmos a dourar a pílula. Possivelmente a maioria dos que jogaram ontem diante do Belenenses terão outro destino que não a equipa principal dos verdes e brancos.

 

O treinador optou por colocar dois jogadores - o reforço Matheus Oliveira e Iuri Medeiros - como alas mas a procurarem muito o jogo interior e fez alinhar Petrovic e Battaglia, com o sérvio a fazer de William e o argentino de Adrien - e que bem que jogou o novo Petrovic.

 

Percebeu-se que a equipa já joga segundo a ideologia de Jesus e que há trabalho feito. O problema foi com a ala esquerda, pois André Geraldes não sabe jogar como lateral daquele flanco e Matheus Oliveira tem dificuldades no momento defensivo. O Belenenses percebeu que era ali que estava o filão e por isso procurava aquele flanco. Aliás, sem fazer muito ofensivamente, os azuis chegaram ao golo, por aquele lado, com Diogo Viana a cruzar para um estupendo remate de André Sousa.

 

Na segunda parte, Jesus fez mudou e foi então com Leonardo Ruiz em campo que chegou ao empate. Petrovic fez um roubo de bola sensacional e desmarcou o colombiano que finalizou com qualidade.

 

Deu para ver ainda Bruno Fernandes, quando Jorge Jesus mudou para 4x2x3x1, com o internacional português a jogar atrás do avançado. Bons pormenores e muita vontade que não chegaram para alterar o marcador. O Belenenses ainda se mostrou afoito quando o Sporting testou os três centrais, mas as muitas substituições quebraram o ritmo de um encontro que deve ter deixado satisfeitos ambos os treinadores.

 

 

Bruno Pires, Diário de Notícias

 

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publicado às 12:08

 

Como os herdeiros sentem os clubes : José Roquette é neto de José Alfredo Holtreman Roquette, mais conhecido por José Alvalade, fundador do Sporting, a 1 de Julho de 1906.

 

O Sporting é fruto do "amor" de um avô, visconde de Alvalade, pelo seu neto, José Alfredo Augusto das Neves Holtreman (José Alvalade), a quem ajudou a fundar o clube. O visconde sustentou a ideia, a primeira sede e as obras do primeiro campo e seria ele a fazer os estatutos do clube e a ser primeiro presidente do Sporting Clube de Portugal.

 

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Uma história que o neto do fundador, José Roquette, aquele que viria a ser presidente do Sporting (1996-2000), faz questão de contar e preservar: "O meu avô tinha 21 anos, tal como tinham vinte e tal anos os amigos [os irmãos Gavazzo, Francisco Stromp e Almeida Leite Júnior], quando tiveram a ideia de fundar um clube. Os Stromp até seriam melhores atletas e causavam mais impacto, mas o meu avô distinguia-se por ter um avô que o adorava. E como advogado da Casa Real tinha a capacidade financeira para sustentar a criação de uma instituição. Daí a frase "eu vou ter com o meu avozinho e ele resolve. E resolveu...""

 

Hoje, com 80 anos, José Roquette é um dos empresários mais respeitados de Portugal, pai de seis filhos e avô de 21 netos. Alguém que compreende bem esse amor de um avô pelo neto na base da formação do clube. "É preciso que eles saibam de onde vêm para terem alguma noção do que são e da responsabilidade. Não é uma questão de ADN, mas sim de pessoas, do seu carácter e de como isso moldou o clube", defendeu, esperando que tanto a neta mais velha, que tem 27 anos, como os gémeos com menos de um ano retenham que não foi só ir ao notário: "O Sporting foi fruto da relação extraordinária entre um avô e um neto e da força, determinação e garra de um grupo de amigos que queriam fazer a diferença."

 

Daí o lema que consta no registo do Sporting: "Esforço, devoção e glória." E a família Holtreman-Roquette esforça-se para que seja esse o seu lema também, embora "a vida tenha os seus próprios desígnios". Mas o importante a reter, segundo o empresário, é que essas foram raízes do Sporting: "Esforço para ganhar, a devoção como cultura e a glória, que na minha opinião resulta destas duas coisas."

 

Mas devoção sem fanatismos. "As manifestações de populismo que tendem a ser as claques não acrescentam nada à vida das pessoas. Eu gostaria que as gerações que me sucedem possam acrescentar valor. O Sporting é muito mais do que o ódio ao Benfica. Custa-me ouvir aqueles cânticos do very light... foi a coisa mais dolorosa com que tive de lidar como presidente do Sporting. Na final da Taça de Portugal de 1996 morreu um adepto à minha frente. Eu fui-me aproximando para ver se algo me permitia tirar a equipa de campo, era o que eu devia ter feito, mas como o Sporting estava a perder iam dizer que foi por causa disso, e foi o que foi. Ainda hoje, 20 anos depois, me custa lembrar esse momento. O futebol é fenómeno de vida, não de morte."

 

Ser da família do fundador deu e dá algum estatuto: "Quando fui avô e ia à Maternidade Alfredo da Costa visitar a minha filha mais velha havia sempre uma fila enorme de gente para eu assinar as propostas de sócios porque achavam que eu era importante."

 

Mas só se fez sócio aos 16 anos. "Nós vivíamos no Porto e um dia quando vim a Lisboa, o Manuel Dias, que era coadjuvo do meu tio António Casanovas, virou-se para mim e disse: "Você tem de ser sócio do Sporting." E lá me fiz sócio, foi uma decisão adulta já. Hoje existe muito aquela coisa de mal nascem já lá está o carimbo, quer gostes quer não gostes, és do Sporting", explicou o mais velho do clã Holtreman-Roquette, sem memórias do avó José Alvalade, que morreu aos 33 anos de tifo.

 

São histórias como esta que a família recorda na reunião anual: "Não para dizer que o trisavô fez isto e o avô aquilo, mas para nos conhecermos, saber de onde viemos e quem somos, perceber porque somos assim. Os antepassados não são para serem esquecidos." Por isso "foi simples e natural" preservar a herança, depois de uma investigação que permitiu fazer a árvore genealógica da família. Existe mesmo um espólio guardado na Herdade do Esporão, em Redondo (Alentejo), que conta como a história da família se funde com a do Sporting e a do país, da monarquia à democracia actual.

 

 

Isaura Almeida - Diário de Notícias

 

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publicado às 15:17

Crise do Sporting sem fim à vista

Rui Gomes, em 22.01.17

 

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É um calvário que parece não ter fim e que de jogo para jogo se agrava. A verdade é que ninguém consegue perspectivar quando é que a crise do Sporting vai ter o seu epílogo. Ontem empatou na Madeira diante do Marítimo, somou o terceiro jogo sem vencer e viu o FC Porto bater o Rio Ave, o que significa que neste momento já está a seis pontos do importante segundo lugar, que dá acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

No que respeita ao título, as coisas podem ficar ainda piores, para não dizer que são irreversíveis. Basta o Benfica cumprir a sua obrigação de bater na Luz o Tondela e o Sporting fica a dez pontos do primeiro lugar, o objectivo traçado repetidamente por Bruno de Carvalho, presidente do clube de Alvalade.

 

Nos Barreiros, o Sporting andou sempre atrás, mas teve a possibilidade de consumar a reviravolta não fosse uma má decisão do árbitro assistente que invalidou erradamente um golo a Alan Ruiz, que não estava em posição irregular. Para se perceber o problema leonino basta olharmos para a classificação e identificamos a defesa como o sector a fraquejar; apenas dez equipas concederam mais golos (18), o que significa que há sete com maior eficácia defensiva.

 

A pressão sobe para Jorge Jesus e para Bruno de Carvalho. O primeiro já disse que não se demite, o segundo garante que quer manter o treinador e dentro de duas semanas há clássico no Dragão, onde, dado o actual estado das coisas, o Sporting está completamente obrigado a somar três pontos.

 

Se tivermos como comparação a mesma jornada, o Sporting tem menos dez pontos em relação à passada temporada. Um dado que serve de reflexão.

 

Artigo da autoria de BRUNO PIRES, jornalista Diário de Notícias

 

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publicado às 09:35

 

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Entrevista muito interessante que Fabio Capello concedeu ao Diário de Notícias, pessoa com quem eu tive o prazer de privar em 1987, era ele então treinador do AC Milan. Com ele e também com o lendário Franco Baresi, o «capitão» da equipa na altura.

 

Entre as suas várias considerações, teve isto para dizer:

 

Esteve certamente atento ao último Campeonato da Europa. Partilha da opinião daqueles que não valorizaram a conquista de Portugal?

 

Penso que se pode dizer que Portugal inicialmente não foi uma seleção que convenceu, foi avançando sem grande classe. Mas acima de tudo foi uma equipa com muita humildade e outras seleções subestimaram a seleção portuguesa. Criticavam a sua forma de jogar e depois não ganhavam.

 

Qual acha que foi então o segredo do sucesso português?

 

A união, não tenho dúvidas. O estilo de jogo lembrava-me o de Itália, exercendo uma grande pressão sobre o adversário, não permitindo que estes pudessem dar o seu melhor. Depois tinham jogadores como Cristiano Ronaldo e outros que resolviam num lance ou outro.

 

Considera que o título foi justo?

 

Claro. Não perderam nenhum jogo e venceram os decisivos. Foi justo assim como acho que já mereciam ter ganho o Euro2004, quando perderam com a Grécia na final. Acredito que fui dos poucos que disse publicamente antes da final que Portugal era favorito diante da França. Eles jogavam em casa, mas sempre acreditei que Portugal sabia qual a fórmula para vencer a França. E conseguiram.

 

Cristiano Ronaldo foi determinante para o sucesso?

 

Sim, claro que sim. É um jogador fantástico, mas Portugal ganhou acima de tudo por ser um grupo, uma equipa unida, isso notou-se na final quando Cristiano Ronaldo se lesionou. Mas outros também se destacaram, como Renato Sanches e João Mário, por exemplo.

 

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publicado às 16:40

 

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Entre as centenas de fotografias que existem de Jorge Jesus, o Diário de Notícias escolheu esta - exactamente como está aqui apresentada - para acompanhar a sua reportagem da conferência de imprensa do treinador do Sporting de antevisão ao jogo com o Légia Varsóvia.

 

A tendências extremas "encarnadas" deste jornal já são bem conhecidas, mas esta obra indecorosa ultrapassa qualquer sentido de décor que se possa associar a bom jornalismo.

 

Faz lembrar semelhante "obra" do Record - então sob Alexandre Pais - quando publicou a foto do nadador Alexis Santos com o emblema do Sporting rasurado da touca.

 

Mais uma ingloriosa demonstração de quão "pequeno" Portugal realmente é.

 

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publicado às 04:13

 

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Até achei curioso o Diário de Notícias não ter "metido a colher" na suposta "novela" em torno de Slimani na terça-feira, uma vez que este jornal não perde uma oportunidade seja no que for de menos positivo para o Sporting.

 

Em modo de recuperar tempo e espaço perdidos, eis que surge a "colher" com mais uma versão para divertir a plateia, invocando, até, a Lei Webster, reconhecendo que esta não é aplicável neste caso, mas nem por isso sem deixar de a referir, quase como a querer dar ideias.

 

«Slimani quer sair do Sporting. O internacional argelino já há muito tomou esta decisão e voltou a comunicá-la à direcção do clube leonino. Bruno de Carvalho, presidente dos leões, contudo, continua à espera de uma proposta considerada séria e até ao momento nenhum clube passou dos 15 milhões de euros mais bónus.

 

O empresário do jogador, Luca Bascherini, esteve em Lisboa na passada semana e apresentou ao avançado de 28 anos novas propostas provenientes de Inglaterra. Financeiramente, as mesmas triplicam o salário que o argelino recebe no Sporting, pelo que Slimani entende que é o momento para sair. Até porque, segundo fontes próximas do jogador, a SAD leonina terá dado a garantia ao futebolista de que este poderia sair nesta época caso chegassem propostas. E foi com base nessas ofertas que o jogador tentou abordar o treinador Jorge Jesus no treino de segunda-feira, mas este recusou-se a falar sobre o tema.

 

(...) Slimani, no entanto, entende que os verde e brancos estão a faltar à palavra dada no início da última temporada, segundo fonte próxima do jogador, e irá continuar a pressionar para sair de Alvalade, ainda que a possibilidade de faltar a treinos, como chegou a ser ventilada, não esteja nos planos do argelino - ontem, por exemplo, depois de ter falhado o treino de segunda-feira à tarde, foi um dos primeiros a chegar a Alcochete no treino da manhã.

 

Segundo dados recolhidos, o avançado também não irá recusar-se a jogar pelo emblema de Lisboa, até porque, em caso de ser transferido, como deseja, pretende apresentar-se em excelentes condições físicas».

 

Lei Webster sem efeito

 

«A hipótese de Slimani fazer exercer a Lei Webster para poder sair já do Sporting circulou durante a tarde de ontem, mas a verdade é que o argelino não poderá usar essa artimanha.

 

A Lei Webster permite, de facto, que um jogador de 28 anos possa sair do clube que representa se pagar o equivalente aos salários que lhe restam até final de contrato. Contudo, essa mesma lei estipula que para tal o jogador tem de estar sob um contrato há pelo menos dois anos. E se é verdade que o internacional argelino está em Alvalade desde 2013, também é um facto que renovou contrato no último ano, em Agosto, e os tais dois anos terão de ser contabilizados a partir daí. Ou seja, caso o argelino pretenda exercer essa lei, só o poderá fazer no final desta nova temporada».

 

Ficamos a "saber", portanto, que houve várias propostas mas que nenhuma foi além dos 15 milhões de euros, mais "bónus". Que a origem destas é a Inglaterra (o segredo mais conhecido do Planeta), mas não revela os nomes dos clubes, a exemplo da restante imprensa. Ainda, segundo a proverbial "fonte" anónima, que o Sporting deu a palavra ao jogador que permitiria a sua saída no final da época.

 

Por fim, o diário também "sabe" que não é a intenção do jogador faltar aos treinos, confirmada pela sua presença na terça-feira, depois de ter estado ausente na segunda-feira à tarde. Um caso típico de noticiar em função do que já foi noticiado.

 

Resumindo e concluindo, com toda esta "informação", ficamos a saber ainda menos do que sabíamos na terça-feira. Ainda bem que a comunicação social está atenta a estas questões e reporta com fundamento e exactidão.

 

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publicado às 06:56

Sporting: evolução na continuidade

Rui Gomes, em 18.05.16

 

Um artigo interessante e creio que merecedor de ser comentado, que nos foi referido pelo leitor Leão da Guia, a quem agradecemos.

 

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O futuro do futebol profissional do Sporting passa inevitavelmente por um nome: Jorge Jesus. A contratação surpresa por Bruno de Carvalho em Junho do ano passado continua a ser o principal trunfo para um futuro risonho dos leões, e, por isso, só depois de ficar desfeita em definitivo a dúvida da permanência do técnico em Alvalade se poderá perceber se o projecto tem continuidade ou se mais uma vez o clube terá de começar de novo nesta matéria, o que seria desastroso. Jesus revolucionou o futebol leonino ao ponto de ter ficado apenas a dois pontos do título logo na primeira época. Liderou 16 jornadas e esteve em segundo na última fase sempre à espera da escorregadela encarnada que nunca aconteceu.

 

O egocêntrico mas talentoso Jesus mexeu em quase tudo, implementou um modelo de jogo, ajustou a organização, afinou o planeamento e interferiu até na logística e nas infra-estruturas. Teve o dinheiro de que precisava para contratações cirúrgicas, apostou em alguns nomes da formação e rentabilizou activos que já possuía. Uniu os adeptos à volta da equipa e o grupo em torno de si próprio, permitindo que ficasse imune à maior parte das ameaças externas. Se não ficar em Alvalade a estrutura poderá ser abalada ao ponto de abrir brechas difíceis de sarar nos tempos mais próximos.

 

Garantir a continuidade da maior parte dos jogadores e substituir de forma eficaz os que saírem será o segundo maior dos desafios imediatos em Alvalade. Parece óbvio que João Mário, Slimani e William Carvalho vão mesmo sair. Foram fundamentais nesta época e vão abrir vagas difíceis de preencher em talento, influência na manobra, e na capacidade de entrega em campo. Há opções em casa mas ainda são muito arriscadas para serem únicas.


O último desafio imediato em Alvalade será ver se finalmente Bruno de Carvalho vai conseguir vestir definitivamente o fato de presidente e despir a pele de adepto, corrigindo os erros de uma época que podia ter sido memorável mas que teve muitos erros próprios. Depois do sucesso na reestruturação financeira, na contratação de Jorge Jesus e na aquisição de jogadores, o presidente dos leões terá de perceber que a guerra permanente alimentada por comunicados venenosos, discursos truculentos, entrevistas regulares e a presença quase diária nas redes sociais provoca vários efeitos mas nenhum deles é benéfico para a equipa.


Porque motiva adversários, como se viu na Luz, irrita e condiciona árbitros, como se percebeu ao longo da época, e dá matéria aos comentadores e "opinadores" para manterem a pressão sobre a equipa em alturas fundamentais. A estratégia de comunicação tem de mudar de forma radical. Um presidente é um líder, firme mas contido, que quando fala deve fazer-se ouvir e não permitir que se ridicularizem as intervenções pelo tom desadequado, pela linguagem guerrilheira ou pela frequência quase diária que as banaliza. Além disso, cria-se à volta da equipa um ruído desnecessário e uma pressão que em momentos fundamentais podem ser factores demolidores.


O sucesso desportivo de qualquer clube de craveira internacional passa pela estrutura. Pelo seu equilíbrio e pela sua qualidade. Essa terá de ser a partir de hoje a principal tarefa de Bruno de Carvalho, garantir que a estrutura se torna de tal forma hermética que não há ameaça exterior que afecte o grupo de trabalho, e de tal forma científica que se torne imbatível em eficácia. Há que garantir que quem entrar depois de Jorge Jesus terá condições de excelência e um trabalho para continuar. Um conceito para respeitar. Como em todos os grandes clubes do mundo.

 

 

António Esteves - Diário de Notícias

 

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publicado às 09:51

 

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Transcrevemos, sem qualquer alteração, a reportagem do Diário de Notícias publicada esta madrugada, em que o jornal relata a sua versão dos acontecimentos em torno do compromisso que André Carrillo terá assumido com o Benfica:

 

«André Carrillo vai ser jogador do Benfica a partir da próxima época. O extremo de 24 anos, que está em final de contrato com o Sporting, assinou ontem de manhã contrato com os encarnados válido até 30 de Junho de 2021, que contempla um salário de dois milhões de euros líquidos e ainda um prémio de assinatura de 2,5 milhões de euros.

 

O jogador chegará à Luz a custo zero (na mudança de clube), tendo agora o Benfica cinco dias para informar o Sporting do compromisso com o jogador, cumprindo assim a regulamentação da UEFA. O DN sabe que a carta seguirá para Alvalade dentro do prazo, pois o Benfica quer evitar problemas legais com os leões. Refira-se que Octávio Machado, director-geral do Sporting, disse que, a confirmar-se a transferência, "há prerrogativas que têm de ser cumpridas", que se prendem com a informação ao clube a que ainda pertence.

 

Ao que o DN apurou, o processo precipitou-se nos últimos dias, depois de Carrillo ter tido em mãos uma proposta do Atlético de Madrid, através do empresário Jorge Mendes. Aliás, o jogador até esteve na capital espanhola nesta semana, mas a entrada em cena do empresário Paulo Barbosa e a vontade de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, mudaram tudo.

 

A primeira reunião realizou-se na quarta-feira à hora do almoço, quando Vieira e Carrillo foram vistos a entrar no mesmo prédio, onde Paulo Barbosa tem um apartamento. As fotografias de ambos no local foram publicadas nas redes sociais, tendo fonte oficial do Benfica desmentido, na altura, que tenha havido um encontro, afirmando mesmo ao DN que "o Benfica não está interessado em Carrillo". Ontem, a mesma fonte garantiu ao DN que "não há qualquer contrato assinado" com o jogador, acrescentando que a única coisa que existe é "uma proposta do Atlético de Madrid para o empréstimo de Carrillo no final da época".

 

Pois bem, a verdade é que o encontro entre Vieira e Carrillo se realizou mesmo, tendo sido esse momento decisivo para que o peruano aceitasse a proposta que lhe foi apresentada pelo presidente do Benfica. Aliás, esta jogada de antecipação acabou por surpreender o próprio Jorge Mendes, que pretendia colocar o jogador no Atlético de Madrid, numa operação que incluiria o empréstimo ao Benfica ou ao FC Porto na próxima época, no caso de se confirmar o castigo da FIFA, que impedirá os espanhóis de inscrever jogadores nas duas próximas janelas de mercado.

 

O DN sabe que a proposta apresentada pelo Benfica a Carrillo foi a melhor que o jogador recebeu de um clube que não o Sporting. Sendo certo que o jogador já tinha decidido que não iria continuar em Alvalade, tendo inclusive recusado uma proposta, divulgada em Novembro pelo blogue Football Leaks, no valor de dois milhões de euros limpos no primeiro ano, que aumentaria para três milhões na segunda época de contrato e chegaria aos quatro milhões em 2018-19.

 

Sobre este contrato entre Carrillo e o Benfica, o Sporting não tomou qualquer posição oficial, mas o DN sabe que os leões estão a ponderar accionar judicialmente o jogador por alegadamente ter pretendido prejudicar os leões, mas também por alegados danos causados à imagem do clube.

 

FC Porto também na corrida

 

Ao que o DN apurou, o FC Porto também tentou contratar Andre Carrillo, tendo havido contactos nas últimas horas. Contudo, o Benfica conseguiu antecipar-se aos dragões.

 

Assim se explica que, ontem de manhã, Pinto da Costa tenha afirmado que o peruano já era jogador do Benfica, alegando que o atleta lhe teria sido oferecido. "Telefonaram-me a avisar que o Carrillo estava a assinar pelo Benfica e perguntaram se o FC Porto estava interessado. Não quero saber dos outros. Se quer assinar pelo Benfica faz muito bem", atirou o líder portista, em declarações à SIC.»

 

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publicado às 05:53

 

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Com três defesas espectaculares, Rui Patrício segurou no sábado o triunfo leonino, nos Barreiros (1-0, golo de Adrien), campo onde curiosamente se estreou com a camisola do Sporting em 2006. Quase uma década depois o guarda-redes mostra estar na melhor fase da carreira e pronto para ser campeão e dar o salto... após o Euro 2016.

 

Não é muito comum, mas o número 1 da baliza leonina, que tem contrato com o Sporting até 2018 e uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros, é dono de parte do próprio passe (17,5%), o que significa que em caso de uma futura venda recebe uma percentagem - o Sporting tem 65% e Jorge Mendes outros 17, 5%.

 

Todos os anos se fala na sua saída de Alvalade, mas para já ele nem quer pensar nisso. Patrício quer ser campeão nacional pelo Sporting antes de isso acontecer. Sabe que está na lista de vários clubes europeus de topo e é constantemente observado, mas nesta altura não há qualquer hipótese de o Sporting o deixar sair em Janeiro.

 

Mais uma vez os leões vão esperar que valorize (ainda mais) numa grande competição. Foi assim no Euro 2012 e no Mundial 2014. Agora espera-se que à terceira seja de vez, no Euro 2016. O passe está avaliado em 15 milhões de euros e é esse o valor-base para negociar, segundo Bruno de Carvalho. Em 2013, Godinho Lopes admitiu ter recusado uma proposta do Arsenal no valor de dez milhões e Bruno de Carvalho recusou 12 milhões do Mónaco...

 

E pensar que chegou a Alvalade com 12 anos e a troco de 1500 euros para o Marrazes, clube da zona de Leiria em que começou a jogar e a... extremo, até ir parar à baliza.

 

Jesus é fã do número 1

 

Jorge Jesus é fã do guarda-redes há algum tempo e nunca o escondeu. "Rui Patrício é um bom guarda-redes, terá muito trabalho no jogo mas vai desempenhá-lo bem. Vai ser um dos melhores da Europa, de certeza", disse o técnico, antes do Euro 2012, quando ainda treinava o Benfica. Aliás, o treinador chegou a dizer que só havia três leões que "cabiam" no onze encarnado e um deles era precisamente Patrício.

 

É verdade que quando chegou a Alvalade Jesus tirou-lhe a braçadeira de capitão, que tinha ganho em 2012-13, mas só porque o treinador não é apreciador de capitães na baliza. A "despromoção" não o afectou, apesar de na ausência de Adrien e William Carvalho já ter usado a braçadeira nesta época.

 

Sobreviveu a Stojkoviv ( internacional bósnio) e a Hildebrand (internacional alemão), e aos 27 anos leva sete temporadas seguidas como titular da baliza leonina. Está há cinco jornadas sem sofrer golos (450 minutos) e lidera a defesa menos batida em 25 anos (1990-91), desde que Ivkovic era o dono das redes leoninas. O recorde pessoal de imbatibilidade são oito encontros (758 minutos), na época 2013-14.

 

No sábado cumpriu frente ao Marítimo o jogo 240 no campeonato português (igualou Chalana) e o 347.º da carreira pelos leões, sendo já e aos 27 anos o sétimo jogador que mais vezes vestiu a camisola verde e branca, depois de Hilário(453) Damas (436), M. Fernandes (433) Azevedo (405), Oceano (401) e Manecas (352). E tenciona chegar aos 500. "Desde a estreia que o meu objectivo é evoluir, chegar mais longe e ajudar o clube a vencer. Agora foram 300 jogos, mas espero chegar aos 400 ou 500, e por aí. Só o futuro o dirá", disse após o jogo 300 em 2014.

 

Além disso, é o quinto jogador com mais jogos no campeonato, dos que estão em acção, e só atrás de Alan, Helton, Luisão e Briguel. E o mais jovem guardião a defender a baliza nacional numa grande competição internacional ( aos 24 anos, no Euro 2012).

 

Joaquim Carvalho não o quer nos rivais

 

Carvalho, guarda-redes do Sporting entre 1958 e 1970, percebe bem o que levou Jesus a elogiar o guardião, afinal foi ele um dos primeiros a perceber que "havia um guarda-redes em Rui Patrício". Recomendou-o ao Sporting e viu-o crescer cheio de orgulho. "Honra seja feita ao Paulo Bento, que não o deixou cair no início... podia ter sido a morte dele, mas era impossível não aproveitar tanto talento", disse o antigo guarda-redes do Sporting, que fazia parte da equipa que conquistou o único título europeu de futebol do emblema leonino, a Taça das Taças, em 1964.

 

Para Carvalho, Patrício "sempre foi um guarda-redes que ganhou jogos" e isso faz dele "ainda mais valioso". Se vale 15 ou 20 milhões, não sabe, mas só espera "nunca o ver na baliza de um rival". Porque, na opinião de quem o descobriu e fez história de leão ao peito, o actual camisola n.º 1 já "é um símbolo do clube, e não é fácil nos tempos modernos, em que os jogadores entram e saem, alguém representar o que ele representa para o Sporting ao 27 anos".

 

 

ISAURA ALMEIDA - Diário de Notícias

 

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publicado às 13:58

Não sem humor...

Rui Gomes, em 14.07.15

 

 

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Um amigo meu alertou-me que viu num dos telejornais de ontem à noite uma referência à capa desta terça-feira de um dos jornais locais, em que Jorge Jesus é mencionado em relação ao Benfica. Como o meu amigo não me soube explicar o contexto exacto do que foi noticiado, dei-me ao trabalho de indagar a questão e deparei com esta manchete e abertura de um artigo no «Diário de Notícias»:

 

Jorge Jesus pede informações a jogadores e a staff do Benfica

 

Nas últimas duas semanas, o treinador do Sporting tem feito propostas de trabalho a ex-colegas da Luz, tendo ainda, por telefone, tentado obter documentos e informações sobre como está a correr a pré-época de Rui Vitória... "Jorge Jesus ainda não percebeu que mudou de clube", diz fonte oficial do Benfica.

 

 

Achei piada à alegada declaração da "fonte oficial do Benfica" que, não por mero acaso, fez-me lembrar o notório Rui Gomes da Silva.

 

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publicado às 04:30

Eclipe em reportagem maliciosa

Rui Gomes, em 05.12.14

 

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Mais uma reportagem "inclinada", porventura "avermelhada", do Diário de Notícias, através da qual denomina a época de William Carvalho como "o eclipse de uma grande revelação" e, até, "o grande mistério da Liga portuguesa".

 

E para atribuir um tom ainda mais depreciativo à temática, o jornal procurou Wilson Eduardo - actualmente ao serviço do Dínamo de Zagreb - e recorreu às explicações deste para adensar o chamado "eclipse" e "mistério" em torno de William Carvalho:

 

«Há um abaixamento de forma e sem dúvida que não está ao mesmo nível. Mas repare que este ano há mais viagens, mais jogos, na época passada não havia competições europeias e estes são factores que precisam de ser tidos em conta. Ele não está tão confiante como na temporada anterior, mas não deixa de ter qualidade. E depois há Nani, que está em grande forma. O ano passado o Montero marcava muitos golos, mas de quem se falava era do William, agora com Nani, que é um jogador de grande qualidade, e também Carrillo, que está muito bem, as pessoas gostam mais deste espectáculo e os holofotes também estão um pouco menos no William.»

 

Não aceito, minimamente, o contexto geral do raciocínio de Wilson Eduardo. Mais viagens e jogos são de menor consequência e que agora os "holofotes" estejam mais em Nani do que em William, até seria razão para o jovem médio sentir menor pressão.

 

Sem também explicar tudo, Vítor Pereira, ex-treinador do clube do Norte, aproxima-se mais dos factores que poderão estar a influenciar a actual performance de William:

 

«É verdade que a defesa agora joga mais subida, mas a ele continua a ser-lhe pedido que seja o factor de equilíbrio e o elo de ligação na primeira fase de construção. Talvez que nas expectativas e na pressão se veja uma possível justificação para o menor rendimento de William.»

 

Creio que não exagero ao afirmar que o seu rendimento tem vindo em acréscimo com o passar das semanas e dos jogos, embora seja visível que ainda não atingiu os patamares da época passada. Talvez, também, que as nossas expectativas, e as suas próprias, estejam a criar maior pressão e, consequentemente, maior dificuldade em brilhar com regularidade, como nos habituou. Penso, sobretudo, que a ida ao Mundial e a enorme onda de sensacionalismo durante o Verão, em que era praticamente um dado adquirido que iria ser transferido, o tenha deslumbrado e, eventualmente, afectado psicologicamente. Pelo meio, temos a questão salarial, em que o Sporting comprometeu-se em rever e ajustar mediante o rendimento do jogador. Já o terá feito, embora não haja, do meu conhecimento, qualquer confirmação oficial neste sentido, nem referência concreta alguma sobre os valores.

 

De qualquer modo, a forma como o Diário de Notícias "adornou" a reportagem peca por exagero extremo e deliberado, com o inevitável intuito de depreciar o jogador. Com o passar de cada jogo William está a marcar um desempenho maior no rendimento do colectivo e tudo faz crer que este curso continuará, em ascensão, ao longo dos próximos meses.

 

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publicado às 14:04

O diferendo em curso

Rui Gomes, em 24.11.14

 

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Na passada sexta-feira, o Diário de Notícias publicou uma breve reportagem sobre o diferendo em curso entre o Sporting e a Doyen Sports, dando relevo à possibilidade de vários clubes serem chamados para testemunhar "contra" o Sporting, entre estes, o Benfica e o FC Porto.

 

Uma notícia que visa somente sensacionalismo, porventura assente em critérios jornalísticos "inclinados", uma vez que, mesmo admitindo esse cenário, os dois emblemas portugueses, além de também o Real Madrid, Sevilha, Mónaco, Manchester City e Atlético de Madrid, entre outros, só poderão atestar quanto aos seus negócios com o fundo de investimento e não ao quer que seja em relação ao Sporting, directamente.

 

Pinto da Costa já veio a público, esta segunda-feira, acentuar precisamente isso:

 

«A única coisa que nós vamos atestar é a seriedade com que a Doyen sempre lidou com o FC Porto e cumpriu com todos os acordos. Não temos nada a ver com Rojo, nem com as relações entre a Doyen e o Sporting.»

 

Mediante a perspectiva, será possível argumentar que é um caso clássico de "juntar o útil ao agradável", mas é de crer que o Tribunal do Desporto (TAS) terá questões de Direito muito mais complexas a ponderar, no litígio entre o fundo sediado em Malta e a Sporting SAD.

 

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publicado às 18:43

 

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Decerto que já todos terão conhecimento do que foi publicado esta manhã pelo Diário de Notícias sob o sensacionalista cabeçalho "Nani, Jefferson e Jefferson ameaçados com processos". Isto, alegadamente, em relação às respostas dos jogadores às críticas que Bruno de Carvalho dirigiu à equipa no Facebook.

 

Optámos por não comentar esta notícia mais cedo, por a acharmos ridícula, mesmo para um presidente que tem recorrido ocasionalmente a extremos de radicalização.

 

Um íntimo amigo meu, a meu pedido, esteve em contacto com um elemento do Conselho Directivo do Sporting, há pouco mais de uma hora, que afirmou peremptoriamente: "A notícia é pura MENTIRA. Essa hipótese nunca foi falada, muito menos ainda equacionada. É só mais uma tentativa a destabilização.»

 

Não temos razão alguma para duvidar da pessoa em questão, até porque sempre nos deu informações - dentro do que é possível divulgar - dignas de todo o crédito.

 

O objectivo da notícia tanto era de servir interesses obscuros, que surgiu prontamente o inevitável aproveitamento sensacionalista, quando Nani foi confrontado com a mesma em pleno estágio de Selecção.

 

É somente a comunicação social cá do burgo, a qual devia ser responsabilizada pelas suas acções, mas que, em um país como Portugal, tudo passa imune.

 

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publicado às 19:39

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