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publicado às 22:18

Homens e opiniões em polos opostos

Rui Gomes, em 13.12.16

 

Alguém terá dito, algures, que "Todos têm o direito de se enganar nas suas opiniões. Mas ninguém tem o direito de se enganar nos factos".

 

Estamos, aqui, perante as opiniões de dois homens que se situam em polos opostos, tanto no que diz respeito aos clubes de simpatia como, também, nas suas análises dos factos à mão. Qual deles se aproxima mais da verdade é uma questão que deixamos à interpretação do leitor, prevendo, desde já, que consensualidade é meta inatingível.

 

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Dias Ferreira, antigo dirigente do Sporting Clube de Portugal:

 

«Já decidiram que é para dar o título ao Benfica. O colinho existe. Os meninos perderam dois jogos, estavam num período mau, vieram logo os árbitros. Está decidido quem ganha o Campeonato.

 

Saiu o presidente do Conselho de Arbitragem mas os árbitros são os mesmos. O único que saiu que tinha jeito está na Liga. Nós é que ainda não percebermos que vivemos num país de gatunos. Somos roubados pelos bancos, somos roubados pelos árbitros, somos roubados por todos.»

 

Paulo Olavo e Cunha, antigo dirigente do Sport Lisboa e Benfica:

 

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«Lamento que em Portugal os árbitros sejam criticados e responsabilizados pelos resultados, e que outros não assumam a sua responsabilidade e incompetência.

 

Os erros apontados à equipa de arbitragem não têm razão de ser. A bola só não bateria na mão dos jogadores do Benfica se lhes fossem amputados os braços. Viu-se um bom jogo, mas o futebol não teve nota artística. O Benfica foi mais eficaz na concretização, tendo ainda alguma felicidade.

 

O Sporting devia concentrar-se na sua capacidade porque a tem, como demonstrou, e na sua competência que também a tem. É uma equipa bem estruturada, com excelentes jogadores mas não deve desvalorizá-los, chamando a atenção de aspectos laterais».

 

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publicado às 03:56

O que dizem eles

Rui Gomes, em 04.12.16

 

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Dias Ferreira, antigo dirigente do Sporting e comentador desportivo, considera que o jogo que se aproxima com o Légia Varsóvia não é oportuno, tanto por ser um encontro determinante no que à Liga Europa diz respeito, como também por se realizar escassos dias antes do clássico com o Benfica:

 

«Não será o momento ideal, pois era preferível que o jogo com o Légia não fosse tão importante, dias antes do encontro com o Benfica. Uma vez que o Sporting está fora da Champions, era conveniente que continuasse na Liga Europa por mais algum tempo.

 O último resultado do Benfica permite que não haja tanta pressão sobre a equipa do Sporting, pois, perdendo, ficaria a 8 pontos, o que era uma diferença substancial e passava a não depender apenas de si. Teoricamente a equipa tem menos pressão, pois, chegando ao Estádio da Luz com menos 5 pontos, havia uma coisa que não podia fazer, que era perder. Com a derrota do Benfica, o Sporting passa a ter dois resultados que serão bons resultados. Ganhar é sempre melhor e o Sporting entra sempre em campo para ganhar, mas, com o empate, fica tudo na mesma e o Sporting continua a depender dele próprio.
 
O Sporting está, notoriamente, a subir de rendimento e acredito na equipa para sair com sucesso destes dois jogos difíceis».
 

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publicado às 15:20

Candidato único

Rui Gomes, em 28.10.16

 

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«Votaram 13 mil pessoas e se o universo votante do Benfica é constituído por mais de 100 mil, se houve quatro e meio que votaram contra, questiono se houvesse outro candidato se a expressividade seria tanta. Quando há apenas uma lista única, a pessoa sair de casa para votar contra... Já vi eleições no Sporting, com 90% para um candidato e 10% para outro, em que passado algum tempo essa situação estava mais do que invertida. Portanto, estas eleições sem adversário podem ter sempre várias leituras».

 

                                                                                                                 Dias Ferreira

 

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publicado às 18:28

 

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Dias Ferreira foi sempre daqueles sportinguistas com quem não simpatizei muito. Parece estar sempre de mal com a vida, zangado com alguma coisa e vai-se pondo sempre do lado de quem tem o poder no Sporting, com cargos aqui e ali.

 

Agora, tal como quem lidera hoje o Sporting, deu-lhe para dizer mal do passado do futebol do Sporting. Num artigo de opinião no jornal "A Bola" publicado no fim de semana passado, afirmou com direito a chamada de capa que hoje em dia a noticia era que o Sporting tinha perdido (numa referência ao pós-Rio Ave) e que dantes era que o Sporting tinha ganho.

 

Já me cansa ver este denegrir do nosso passado. Mesmo nos últimos 15/20 anos da chamada "era Roquette" com tanta coisa que correu mal, tivemos um índice de vitórias na Liga Portuguesa superior a 60%. Ok não é brilhante mas está longe de ser considerado notícia o Sporting ganhar. Qual a vantagem deste tipo de afirmação e porque é que são feitas? Só vejo uma, que é a de realçar os feitos do presente e reforçar o "messianismo" da dupla Jesus / Carvalho.

 

Ou muito me admira ou Dias Ferreira será convidado nas próximas eleições por Bruno Carvalho para um qualquer cargo na estrutura leonina. Presidente da Mesa da Assembleia Geral ?

 

PS Hoje surgiu um novo artigo auto-elogioso de Bruno Carvalho em plena campanha eleitoral e, para variar, a atacar o Benfica. "Conhecimento, inteligência, perspicácia, trabalho, argúcia" é como se refere ao trabalho da actual Direcção do Sporting no meio de muitos exageros e meias verdades. O que diz sobre o rival até é capaz de ser certeiro mas o exagero do que diz sobre os seus feitos no Sporting não ajuda a credibilizar o resto.

 

Ainda tem a lata de acabar a dizer que os clubes devem transmitir valores e ideais e falar menos e trabalhar mais - aqui concordo em absoluto com ele e por estas palavras só posso concluir que ele não se irá recandidatar ou então terá que se reinventar completamente.

 

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publicado às 10:30

O que dizem eles

Rui Gomes, em 17.08.16

 

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«Os empresários dão cabo disto tudo porque não pensam nos interesses dos jogadores e dos clubes, mas nos seus próprios interesses.


Há um contrato que está em vigor (relativamente a Slimani) e que, em princípio, é para cumprir. Pelo que sei, está um contrato com valores mais altos em cima da mesa. Um jogador tem de cumprir o que acordou com o Clube e não pensar apenas na contrapartida financeira».

 

                                                                                                                 Dias Ferreira

 

 

O antigo dirigente do Sporting até tem alguma razão no que diz respeito ao desempenho de empresários no mundo do futebol, mas, na minha opinião, apontar a culpabilidade pelo estado das coisas somente a eles, é excessivamente simplista.

 

Os verdadeiros culpados pelo estado das coisas no futebol, seja em Portugal, na Europa, ou no Mundo, são os dirigentes dos clubes. Estes são os donos da modalidade, sem clubes não haveria futebol e todos aqueles que são eleitos tanto para a UEFA como para a FIFA, assumem a responsabilidade por mandato dos clubes, directa e indirectamente.

 

Também compete ao atleta saber governar a sua carreira e não permitir que um qualquer empresário se apodere do seu poder de decisão, para tudo. Penso que algumas pessoas gostariam de voltar aos tempos em que o jogador ficava "preso" a um clube para o resto da vida e com pouco ou nenhum poder sobre si próprio.

 

Dito isto, porque será que ficamos sempre com a ideia que o Sporting é o único clube que anda em constante estado de guerra com os empresários ?... Ou será apenas com alguns empresários que não gozam da sua simpatia ?

 

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publicado às 19:39

O que dizem eles

Rui Gomes, em 09.02.16

 

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«Estamos à espera que o Slimani não jogue com o Benfica. O futebol português é assim. No Totobola não acerto, mas nisto sim. O problema não é o Rio Ave, nem o Tondela, nem a Académica. Os problemas são outros. E aí estes pontos podem fazer falta.

 

Alguém tem dúvidas de que ele não vai jogar com o Benfica ? Há quem diga que será preciso uma grande lata, mas eu não tenho dúvidas. Há pessoas que têm a mania que são sérias, mas depois... temos de lutar contra isto.


Mantenho a confiança que tinha antes. O Sporting só depende dele. É uma luta a três equipas. O FC Porto está mais atrasado, mas vamos ver o que acontece no clássico.
 
Aprecio bastante o Rúben Semedo. Com juízo, será um grande jogador. Quanto ao central Coates, parece que é uma mais-valia para a defesa. Quanto a Barcos, ainda não deu para perceber muito bem.»
 
 
Dias Ferreira, antigo dirigente do Sporting, em declarações à Antena 1.
 
 

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publicado às 13:27

Canalhas e canalhices...

Rui Gomes, em 03.12.15

 

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Os comentadores do Benfica e os seus dirigentes têm de parar com as canalhices que andam a dizer. O caso do Tonel é uma canalhice. Quem diz isso, é de canalha. Não preciso de conhecer o Tonel, porque mesmo que seja uma pessoa que não conheça, não faço esses juízos. A respeito desses comentadores e dirigentes, já sabia que alguns eram canalhas. Outros são parvos, outros são idiotas e outros nem digo que nome têm. Rui Gomes da Silva? É um dos canalhas de que estou a falar. Esse até disse que, se fosse presidente do Belenenses, o Tonel não voltava a jogar. Se eu mandasse, na altura, ele (Gomes da Silva) nunca teria sido ministro deste país.

 

O facto de o Sporting estar na liderança do campeonato é que está a preocupar muita gente. Sobretudo o Benfica. É uma leitura que está à vista. Basta ler os jornais. Sobre a troca de participações disciplinares, vejo muito barulho mas não vejo consequências. O Sporting está a ir a reboque. Se fosse eu, não ligava nenhuma ao Benfica.

 

 

Confesso que não sou grande admirador de Dias Ferreira, contudo, neste caso concreto, só posso concordar com ele, tanto no que diz respeito às declarações de Rui Gomes da Silva e de outros dirigentes do Benfica sobre Tonel, como também sobre o incómodo e preocupação que o Sporting está a causar, nomeadamente ao clube "encarnado", pela sua liderança do campeonato neste momento. 

 

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publicado às 03:58

Racionalizar ou desculpabilizar ?

Rui Gomes, em 11.11.14

 

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«O Paços não tem por hábito falar das arbitragens, embora reconheça que Bruno Esteves teve erros a favor e contra as duas equipas. Não foi pelo árbitro que o Sporting não ganhou.

Não aprecio que se atire areia para os olho~s e que se diga que não se fala de arbitragens e, depois, quando o resultado é desfavorável, culpa-se a arbitragem. Não aprecio esta atitude, quem gosta de futebol também não gosta de ver estes enganos e, no fim de contas, até parece que o jogo foi contra o árbitro e não contra nós. O Paços chegou a vulgarizar o Sporting em certos momentos do jogo. A nossa primeira parte foi fantástica, o Paços é que jogou, mas, pelos vistos, aconteceu só por demérito do Sporting. Na segunda etapa, como lhes competia, eles pressionaram e, depois de empatarem logo a abrir, colocaram-nos problemas, sobretudo depois de termos ficado reduzidos a dez. Começo a estar farto de certos choradinhos.»

 

Rui Seabra - Presidente Paços de Ferreira SAD

 

 

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«É o costume, sobretudo em casa somos roubados. Têm esse descaramento. O Sporting não jogou bem a primeira parte mas deu a volta na segunda, foi superior e podia ter ganho, mas o árbitro não quis que o Sporting ganhasse. O Benfica está longe, a uma distância grande. O Sporting é prejudicado e o outro beneficiado, logo a distância vai alargando. Acho que há forças para se lutar pelo título, é o que se pretende.  Se os outros não forem beneficiados e nós prejudicados, é possível. Ninguém tem ilusões em relação ao futebol português, só os ingénuos. Eu não tenho, não espero mais... Isto só pode dar mais quando o futebol português bater no fundo. Até lá, é sempre a mesma vergonha.» 

 

Dias Ferreira - Antigo dirigente do Sporting

 

Alguém terá dito, algures, que "O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam."

 

 

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publicado às 05:11

 

Preparava-me para comentar um artigo de Daniel Oliveira no "Record" e o apreço ao mesmo por Dias Ferreira - «Bruma tem direito à presença do advogado» - quando deparei com uma adicional explicação do analista político que me poupou o trabalho:

 

«Fora dos termos políticos. Dias Ferreira diz que discorda de mim, por eu ter defendido que Bruma não tem o direito a ser acompanhado pelo seu advogado em reuniões com o Sporting. Estranho a crítica, já que, no meu texto do Record de hoje apenas defendi que o Sporting tem o direito a reunir com Bruma, sem ter de negociar com o jogador que ainda tem um ano de contrato com o clube apenas por intermédio do seu advogado. Ou seja, apenas defendi a presença física de Bruma nestas negociações e critiquei o que me parece ser um "sequestro emocional" de um jovem de 18 anos por parte do seu advogado. O que, obviamente, não impede, como o Sporting nunca quis impedir, que o dito advogado esteja presente nas reuniões e aconselhe o seu cliente. Não costumo ser confuso no que escrevo, nem desprezar o direito de qualquer trabalhador a ter apoio jurídico de um advogado.»

 

Bem, não costuma ser confuso mas foi, já que eu tirei a mesma ilação de Dias Ferreira e, por isso, me preparava para comentar o seu artigo. Daniel Oliveira recupera algum "terreno perdido" com esta adicional explanação, mas ele afirmou, de facto, que o Sporting tinha pleno direito de reunir a sós com um seu jogador sob contrato. O que até está certo, o Sporting tem esse direito, mas em negociações laborais, o seu atleta tem mesmo o direito de ser representado pelo seu advogado. Um pouco de semântica no subsequente discurso de Daniel Oliveira. Além do mais, ele não sabe, concretamente, como nós não sabemos, quais as verdadeiras intenções tanto do Sporting como dos representantes de Bruma.

 

Para evitar comentários despropositados, devo esclarecer que este meu texto não visa defender ou incriminar qualquer uma das partes, mas sim de sublinhar o direito de ser representado, em contexto.

 

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publicado às 22:26

 
 

 

O vídeo foi retirado mas a imagem fica para a «estória».

 

Adenda: O vídeo foi recuperado e, para quem ainda não viu, está disponível aqui:

 

 

 

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publicado às 00:41

Considerações de Dias Ferreira

Rui Gomes, em 23.03.13

 

A votoção para a presidência do Sporting já terminou e este apontamento é, de certo modo, anticlimático, no entanto merece comentário. Dias Ferreira, antigo dirigente leonino e candidato nas eleições de 2011, declarou à beira das urnas que ainda não está esclarecido em relação aos candidatos: «Essencialmente queria que as pessoas pensassem se a solução está ou não na SAD e que o afirmassem claramente. Dois disseram que não era a solução, um disse que sim mas não o disse claramente. Não me identifico com nenhuma lista. Votei, não digo se foi ou não no José Couceiro, mas digo que só decidi hoje.»

 

Dá para pensar que estas suas considerações se devem, em parte, à sua já conhecida ambiguidade de raciocínio e discurso e, igualmente, a alguma influência do velho ego, pelo seu maior desejo, e contrariedade, em ser novamente candidato. Sabemos que Dias Ferreira é apologista, há muito, de investimento substancial na SAD e que a perda da maioria de capital pelo Sporting não o preocupa. Disposições semelhantes às de José Couceiro. Ele também sabe, muitíssimo bem, que o candidato da lista C foi o único que apresentou um plano específico para o futebol e se não divulgou os investidores que tem na «manga», é muito porque a difícil situação do Sporting não o permite, sem primeiro assumir a função e começar a implementar a nova estruturação. Não tenho dúvidas que votou em José Couceiro, mas não resistiu dar uma «bicada».

 

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publicado às 20:42

A ilusão do ego

Rui Gomes, em 19.02.13

 

 Ontem foi Dias Ferreira com entrevistas, comunicados e, a finalizar o dia, com a sua indecorosa contribuição como comentador no programa desportivo da SIC. Hoje, foi a vez de Pedro Baltazar, que sentiu a necessidade de emitir um extenso comunicado, quase como se o nascer do sol, amanhã, dependesse da sua pessoa. Este quadrante do universo sportinguista é uma tragédia cómica, em que os protagonistas levam-se a sério de mais face à sua insignificância, e contribuem, incessantemente, para denegrir a imagem do Sporting.

Tanto a um como a outro bastaria, se tanto, declarar que entenderam não se candidatarem. Nada mais, nada menos, e a vida continua o seu curso. Mas não, os egos não permitem essa simplicidade de acção, requerem serem bem massajados com adornos florais que lhes permitem clamar, falsamente, que estavam disponíveis e fizeram o seu melhor, mas por múltiplos factores alheios às suas pessoas foram impedidos de avançar com candidaturas. Disse Pedro Baltazar: «neste momento não haverá espaço para liderar uma candidatura ganhadora.» A pergunta que me surge, prontamente: qual é o significado de não haver «espaço»?... Ilude-me completamente. De seguida, a inevitável massagem ao ego: «recebi várias e intensas manifestações de apoio e pedidos para me candidatar». Por fim, ilucidou o Mundo quanto à situação financeira «negra» do Sporting. Grande novidade, de facto. Deixa a ideia de que ele e Dias Ferreira recorreram ao mesmo dicionário de adjectivos. E assim anda o universo sportinguista, sem fim à vista, e nem dá para pensar no muito que se vai ouvir entre 22 de Fevereiro e 23 de Março.

 

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publicado às 19:43

O que dizem eles

Rui Gomes, em 18.02.13

 

«Um cenário negro apresentado por aqueles que, ao fim e ao cabo, são os responsáveis da situação a que se chegou. Tal cenário, ou é verdadeiro, e a situação é bem pior que se podia imaginar; ou é solucionável, destinando-se a pintura negra dos 25, 40 ou até mesmo 60 milhões de euros apenas a afastar os candidatos que não sejam do agrado do BES, designadamente o Dr. José Maria Ricciardi. Por mim, não quero e não posso assumir essa responsabilidade, e por isso, no próximo 21 não apresentarei, nem integrarei qualquer candidatura.»

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Não deixa de ser «fascinante» verificar a forma como estes homens - Dias Ferreira e Pedro Baltazar - se manifestam para disfarçar a realidade das suas frágeis posições para assumirem uma candidatura credível. Mas é supresa para alguém que a actual situação financeira do Sporting é negra e que vão ser necessários entre 25 a 30 milhões de euros só para acabar a época?... Há algo inédito na posição do BES ou qualquer outro banco em querer defender os seus interesses?... As contas estão à disposição dos potenciais candidatos, portanto, onde reside o mistério?

Seria mais honesto da sua parte simplesmente admitir que não tem uma base de apoio forte suficiente para avançar com uma candidatura e que os recursos ao alcance são insuficientes para a resolução dos problemas do Sporting. O que é que o levou a pensar que a sua recém-passagem por Dubai - se é que foi isso que lá o levou - iria garantir o investimento que até agora tem iludido os responsáveis oficiais do Sporting, pela situação em que o Clube se encontra? Tanto alarido por tão pouco. Não têm condições, não se candidatam, nada mais é necessário ou desejado.

 

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publicado às 16:47

O que dizem eles

Rui Gomes, em 05.02.13

 

«Com a marcação de eleições, julgo que o clube serena. Evita-se o momento que se devia evitar, a saida é normal, é estatutária. Relativamente ao que se vinha passando, é um momento de calma, de serenidade e de reflexão».

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Chama-se isto brincar com palavras. É um momento de falsa calmaria e serenidade e a ausência das usuais vozes ruídosas deve-se somente ao facto da oposição ter conseguido o seu objectivo primodial, que era fazer caír Godinho Lopes e o Conselho Directivo - a demissão dos outros dois órgãos sociais é de menor consequência - e encontra-se agora totalmente concentrada nos retoques finais da estratégia que visa persuadir os sócios que não pertencem ao seu leque de apoiantes fanáticos a conceder-lhe o voto no dia 23 de março.

Nada do que ocorreu, em diversas frentes, ao longo destes últimos quase dois anos, foi calmo e sereno e o «furacão» não desapareceu só porque sim. Os erros e omissões da autoria dos dirigentes demissionários, agravados pela incessante destabilização da oposição, nomeadamente o notório candidato derrotado, fez com que se chegasse a este ponto e é um momento de decadência, não de reflexão. Dias Ferreira ainda não se pronunciou sobre uma possível candidatura sua, porque está nas «linhas laterais» à espera de ver para que lado o vento sopra.

 

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publicado às 21:55

As figuras são sempre as mesmas

Rui Gomes, em 15.01.13

 

Os «notáveis» que aparecem a comentar Sporting na praça pública são sempre os mesmos. Antes de se ler até a capa de um dos periódicos desportivos ou  ligar a rádio ou a televisão, a única dúvida é sobre qual deles - e em muitos casos mais do que um - é que usou e, por vezes, até abusou da palavra naquele dia. Ontem, entre diversos outros, foi a vez de Dias Ferreira no seu papel como comentador no programa «Dia Seguinte» da Sic.

 

Disse o ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting que está «triste e preocupado» com o que se passa no Clube com as guerras do poder e que, a existirem, que fossem pelo menos abertas e frontais. Depois, na sua usual forma paradoxial, acusa a Direcção de Godinho Lopes de estar constantemente envolvida em guerrilhas e que o presidente deveria demitir-se.

 

É curioso - ou talvez não - que, por um lado critica o clima de guerra e, logo de seguida, contribui mais munição para o mesmo. A Direcção de Godinho Lopes pode ser acusada de muita coisa, mas é por de mais evidente que o referido clima de negativismo em torno do Sporting não é da sua autoria, mas sim de todos aqueles que estão obcecados pelo poder que os tem iludido até há data.

 

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publicado às 16:54

A ironia dos interesses

Rui Gomes, em 12.01.13

 

Dias Ferreira, visto na fotografia na companhia de Pinto da Costa e António Oliveira, no luxuoso Hotel Palm Atlantis, no Dubai, por ocasião da Conferência Internacional do Desporto, onde, entre outros, José Mourinho foi orador convidado. Quando questionado quanto à sua inesperada presença no local, Dias Ferreira adiantou a explicação que veio «à procura de investidores para o Sporting e para perceber melhor quais as suas condições para nas próximas eleições avançar como candidato.»

 

Pela sua frequente insistência pública na demissão de Luiz Godinho Lopes, não surpreende, minimamente, que seja mais um à espreita de oportunidade para dar o salto para o «poleiro» mas, pela lógica e razoabilidade, qual a sua importância e credibilidade para ir ao Dubai - ou qualquer outra parte do Mundo - procurar «investidores para o Sporting» ?...Além disso, pensava eu que já os tinha assegurado há cerca de 22 meses atrás, durante a campanha eleitoral.

 

A explicação mais plausível para tudo isto é que pelos conhecimentos da ordem, com este ou aquele, lá conseguiu um convite para assistir à conferência e dar um passeio na passarela da vaidade. É curioso que todas esta figuram procuram ou até já têm investidores de muitos milhões mas estes só aparacerão depois de se apoderarem do «trono». Nenhum deles, como bom sportinguista, que alegam que são, disponibilizam qualquer apoio sem salvaguardar interesses pessoais. Isto, partindo do princípio que esses investidores e milhões existem, algo que sinto enorme dificuldade em acreditar. Por outro lado, quem sou eu para duvidar ?

 

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publicado às 15:27

O que dizem eles

Rui Gomes, em 26.12.12
 

 

«O que ele (Eduardo Barroso) está a dizer é que o rei vai nu. E diz coisas que toda a gente vê. Há coisas que se vão calando porque não há provas ou não se pode dizer. Mas mantenho a posição que não é o momento de fazer uma Assembleia Geral para distituir a Direcção de Godinho Lopes. Mas numa coisa tem razão: tem de se fazer uma Assembleia Geral por que é aí que se discute o Sporting. Eduardo Barroso é o presidente da Mesa da Assembleia Geral e há determinados momentos em que se deve tomar posição. Se estivesse na posição dele podia fazer algumas coisas de maneira diferente, são estilos, mas a Assembleia Geral é o órgão máximo do Clube, e da minha parte, com preparação, feita como deve ser, de maneira construtiva, se calhar também convocava uma.»

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Pela sua usual ambiguidade, acabei por ficar a saber o mesmo. Insinuou que Eduardo Barroso tem razão quanto às suas alegações de que terá havido «marosca eleitoral» mas que «não há provas ou não se pode dizer». Qual é o exacto significado disto? Faz-se uma alegação de enorme gravidade e fica um vazio de explicações. Houve, de facto, algo incorrecto no acto eleitoral ou estas suspeitas lançadas para a praça pública pelos candidatos derrotados apenas servem para minimizar os danos às suas imagens? A realidade é que, mais uma vez, fala-se muito e não se diz nada. A nação sportinguista quer é ouvir soluções reais para os problemas reais  que afectam o Clube e não discursos demagógos. Dias Ferreira nunca teve o mínimo de hipótese de ser eleito e, na opinião deste observador, nunca daria um bom presidente, simplesmente porque não satisfaz nenhum dos requisitos para o cargo. A sua inclusão de Paulo Futre, pelo seu passado e evidente inaptidão, simplesmente ajudou a confirmar o inevitável. 

Não refuto a tese que uma Assembleia Geral é o único fórum para a voz do sócio ser ouvida, no entanto, ele sabe muitíssimo bem que pouco, de concreto, é resolvido em reuniões desse carácter. Servem para adiantar ideias, às vezes, e quase sempre para a «lavagem de roupa suja», que nada resolve. Por outras palavras, tem de se ir para uma Assembleia Geral já com soluções em mente, e não esperar que elas apareçam milagrosamente pela discussão. Não deixei de notar que por não querer ser severo para com o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral, ele não descreve a sua conduta como deplorável, mas somente como uma questão de «estilo». O uso e abuso das palavras é fascinante!

 

 

«Perante os problemas que estão a surgir, há uma fractura evidente. Já nem há uma paz podre como cheguei a dizer há uns tempos: há um conflicto aberto entre o presidente do Conselho Directivo e da Assembleia Geral. Já vivi uma situação idêntica no tempo de Jorge Gonçalves. Agora é incomensuravelmente pior. É que na altura o passivo era cinco milhões de euros, mas os activos cobriam e muito esse valor. Também fui pressionado para fazer uma reunião magna, mas acabei de fazer as coisas que conduziram a um novo processo eleitoral. Aliás, considero que neste momento o ambiente é de explosividade latente para que haja uma Assembleia Geral serena e pacífica como se quer. Deverá ser Godinho Lopes a resolver a situação e ser ele a convocar eleições. Esta ideia de ou eu ou o dilúvio é errada. Há sempre uma alternativa, até porque está a passar uma imagem muito negativa do Clube para o exterior.»

 

-    Sérgio Abrantes Mendes    -

 

Observação: Não está em questão o seu sportinguismo nem a sua integridade - ao contrário de alguns acácios - mas resume-se a mais um discurso sem oferecer solução alguma. A ideia «há sempre uma alternativa» é alarmante, porque face aos enormes problemas que afrontam o Sporting, é equivalente a dizer «há de aparecer qualquer coisa». Apesar de ser uma pessoa que merece o nosso respeito, ainda estou por compreender a sua intenção em candidatar-se no último acto eleitoral. Não estava preparado, não tinha projecto algum e, sobretudo, sabia antecipadamente que nunca seria eleito. A comparação entre o tempo e as circunstâncias de Jorge Gonçalves e o presente, nem merece comentário. Com tudo isto, voltamos ao ponto de partida: nunca houve na história do Sporting uma oposição organizada - dentro e fora do Clube - em actividade simultânea com o mandato do Conselho Durectivo e, por todas as dificuldades que afectam o seu bem estar, a questão, à essência, é a ausência de resultados desportivos de agrado. Por muito que se fale, é um conceito que ultrapassa as minhas faculdades racionais, salvo no aspecto que se a equipa se encontrasse em primeiro lugar e ainda a disputar as competições europeias, ninguém se atreveria a vir para a rua gritar «tem de haver uma Assembleia Geral para destituír o presidente e o Conselho Directivo porque não conseguem dar resolução à crise financeira do Sporting.» A ironia das ironias !

Por fim, o dr. Abrantes Mendes expressa o seu parecer quanto à imagem negativa que Godinho Lopes passa para o exterior do Clube. E as frequentes vozes incendiárias dos pantomineiros que surgem na praça pública a denegrir o Sporting, que imagem passam eles?

 

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publicado às 03:06

O que dizem eles

Rui Gomes, em 23.11.12

 

 «É demasiado mau para ser verdade. Não consigo encontrar justificação para isto. A época está praticamente perdida, resta aspirar ao 3.º lugar e à Taça da Liga. Não tenho ideia de uma época assim, é para esquecer. Não encontro explicações para o que está a acontecer, mas penso que haverá outras coisas quaisquer. Espero que Godinho Lopes saiba encontrar soluçóes. Neste momento, as eleições não resolviam nada. As pessoas devem conversar, pensar qual é o futuro em conjunto, sem grandes radicalismos, para que, numas futuras eleições, antecipadas ou não, possam produzir efeitos positivos. Eleições, nesta altura, só criariam mais instabilidade ».

 

-    Dias Ferreira    -

 

Observação: Declarações aos microfones do Programa Bola Branca da Rádio Renascença. Apreciações lógicas, face à situação, aliadas ao bom senso, sem abdicar da tão badalada liberdade de expressão.

 

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publicado às 15:09

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