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publicado às 13:09

 

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Sempre senti enorme dificuldade em aceitar e respeitar a postura e o discurso de Jorge Jesus, enquanto treinador de futebol, e como já tive ocasião de afirmar em vários escritos aqui no Camarote Leonino, não é por ele se encontrar neste momento no Sporting que vou alterar esta minha consideração. Aliás, é cada vez mais acentuada, pela negativa, ao assistir a declarações suas, como as que fez este domingo, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Vitória de Guimarães.

 

Além do sentido vanglorioso que invariável e inevitavelmente marca todos os seus discursos, ainda vai mais longe quando, pelas suas palavras, deixa claro que o que ontem era verdade, hoje é "mentira".

 

Muita embora haja alguma dose de verdade em algumas considerações que adiantou, há uma que me provocou prontamente. Eis o que ele teve para dizer, no contexto deste escrito:

 

«Qual é a única equipa em Portugal que já ganhou um título ? Ou a Supertaça não valeu ? Não sei que contas são essas. Quem é que está melhor em Portugal neste momento, sem ser o Benfica que está a lutar por três competições ? O Sporting ganhou um título e está em primeiro. Se vai ganhar outro ? Não sei, mas estamos a disputá-lo. Quando chegámos a esta casa dissemos que queríamos ser uma equipa que entrasse na discussão do título e é isso que estamos a fazer. Aliás, os outros é que estão a entrar nessa discussão, porque nós estamos em primeiro. Cada pessoa tem a sua opinião. Mas os factos são esses. O Sporting já ganhou um título e pode ganhar outro. Foi para isso que entrámos nesta casa, para que o Sporting voltasse à sua história. Nos últimos seis anos, quando eu estava no outro lado, o Sporting nem contava. O facto é este e quanto a isto podem querer mandar com serradura para os olhos que não vale a pena.»

Dos três rivais só um é que está em vantagem em relação a isso (competições a disputar), todos os outros têm as mesmas possibilidades e nós já vencemos um título, somos a única equipa em Portugal que já venceu um este ano. Só há uma equipa que pode ganhar três competições; a Taça da Liga, o Campeonato e a Champions, todos os outros estão em igualdade. Neste momento estão todos no mesmo patamar», acrescentou o treinador.»

 

Temos à mão muitos exemplos de contradições suas no que diz respeito ao valor que atribuía ao Sporting enquanto treinador do Benfica, este é apenas um desses exemplos, onde Jorge Jesus afirma - palavras para o efeito - no dia 8 de Fevereiro de 2014, que "o Sporting não se assume como candidato ao título mas pelo seu historial em Portugal, tudo o que disser fora dessa realidade não é factual, pelas suas exigências".

 

Além do mais, ninguém refuta o mérito de vencer o Benfica no início da época para assim conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira, mas não deve ignorar que há outros méritos a serem reconhecidos a quem colocou o Sporting na posição de poder disputar esse Troféu.

 

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publicado às 19:02

Perdoem-me...

Rui Gomes, em 15.11.14

 

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Sem mais comentário, esta frase do discurso do presidente, na Noite Verde na Batalha, que decorreu esta sexta-feira:

 

«Os que trabalham 24 horas como nós estão sujeitos a mais críticas que aqueles que trabalham meia hora. É normal, trabalhamos mais. Perdoem-me aqueles que acham que em duas horas e meia de programa, não fui suficientemente esclarecedor. E perdoem-me aqueles que acham que trabalhar um dia inteiro em prol deste Clube não é suficiente. Perdoem-me os que não gostam da minha postura, do que falo, do que visto, mas já provei que amo o Sporting. Os sportinguistas já perceberam que o seu Clube tem um rumo, que chateia muitos, mas que nos fará cumprir os objectivos.»

 

Populista e demagogo ?... Nem pensar !!!

 

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publicado às 12:37

A realidade do presente

Rui Gomes, em 07.05.13

 

Mesmo admitindo as suas boas intenções - contenda ao critério de cada um - lamento que o presidente Bruno de Carvalho insista no discurso eleitoralista quando o acto eleitoral já faz parte do passado, e se durante essa campanha não falou a verdade e toda a verdade, agora é a altura de o fazer, sem contornos nem vacilações. O querer «moralizar as tropas» é louvável, mas é recomendável que abandone o tipo de expressões que levam os ouvintes e os leitores a pensar que se dirige a uma plateia infantil.

 

A frase cuidadosamente mensurada: "Temos de trabalhar mais e melhor" é perfeitamente aceitável; "temos de trabalhar 24 horas por dia, sempre com a cultura da exigência que sempre dissemos que íamos impor" já peca pelo extremo eleitoralista e "A mim pouco interessa quem aperece nas primeiras páginas dos jornais. Interessa-me sim que fiquem no Sporting os que entenderem o que é o Sporting e quem perceba que estar no Sporting é um orgulho e não uma fonte de riqueza no final do ano", em referência aos atletas profissionais, penetra a esfera demagógica ao ponto de fantasia total.

 

Sejamos claros e realistas de uma vez por todas; hoje, mais do que nunca, o futebol indústria reina supremo sobre o futebol desporto e quem não entender essa disposição não se deve envolver na gestão profissional da modalidade. O máximo que se pode esperar do atleta da actualidade é o reconhecimento que lhe foi viabilizada uma enorme oportunidade num clube histórico de dimensão mundial, carácter e disciplina como homem e incondicional profissionalismo como jogador de futebol. É completamente ingénuo pensar que o jovens da formação não aspiram a patamares superiores, especialmente ao que concerne contratos milionários nos emblemas mais potentes do mundo. O objectivo - assente na realidade do Sporting - é extrair o máximo de retorno desportivo e financeiro dos mais talentosos a fim de justificar o investimento monetário e de recursos humanos com a sua formação e, pela mesma via, melhorar as condições de existência do Clube. O "amor à camisola" é uma consideração do passado que não tem lugar hoje. Por isso, vamos exigir empenho, dedicação e profissionalismo e tomar as medidas necessárias para salvaguardar os interesses do Sporting. Tão simples, e complicado, como isso.

    

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publicado às 22:35

Ainda sobre Bruno de Carvalho

Rui Gomes, em 20.02.13

 

Diz o ditado popular que «cão que ladra muito não morde». A analogia é somente em referência ao discurso inaugural de Bruno de Carvalho - se é que ele alguma vez cessou de discursar nos últimos dois anos - repleto de frases fortes destinadas àqueles que deixarão de reflectir para se deixárem levar pelas emoções do populismo e, ainda, com a questão da banca sempre presente. Por ingrato que a dependência da banca seja para uma qualquer instituição ou até para o cidadão comum, será que cabe na cabeça de alguém, minimamente sensato, que o Sporting irá conseguir sobreviver sem o apoio bancário?... Isto é uma realidade da sociedade global que ocuparia o seu lugar na actualidade do Sporting, com ou sem o chamado projecto Roquette e afins. O Sporting é um clube desportivo e o seu principal estandarte - pese o seu honroso eclectismo - é o futebol, nomeadamente a equipa profissional. A respectiva indústria não dá proveitos líquidos a clube algum do Mundo e aqueles que não subsistem em constante ligação financeira e empresarial com a banca, dependem na injecção de capital por magnatas, cujo propósito é tudo menos transparente. Citamos os casos mais sensacionalistas que são o Chelsea, Manchester United e City, AC Milan, Inter de Milão, Bayern Munique, etc.. A lista é longa e substancial. 

 

Como sportinguista e à parte dos meus sentimentos pessoais pelo homem, eu quero ouvir tudo de um qualquer candidato menos um discurso nos moldes de uma qualquer campanha política, repleto de promessas e dose menor de realismo. O Sporting atravessa uma fase crítica da sua história - aliás já anda nesse curso há alguns anos - e o que eu pretendo ouvir, e espero que outros sportinguistas pensem do mesmo modo - não são promessas com potencial irrealizável, mas sim uma análise honesta e concreta da situação e algumas ideias visando um melhoramento gradual do estado das coisas. A inegável realidade é que nenhum candidato honesto, realista e competente pode prometer, concretamente, seja o que for num contexto financeiro, sem primeiro assumir o poder e confrontar a contenda com os meios então ao seu dispor.

 

A exemplo do discurso de Bruno de Carvalho, admitindo que ele vai ser um presidente remunerado, quantos dos 84 elementos da sua lista vão ser igualmente recompensados?... Qual a origem e a qualidade do capital a que ele terá de recorrer para concretizar os citados objectivos, especialmente considerando que não pretende abdicar da maioria do capital da SAD que está nas mãos do Sporting?... Salvo com intenções obscuras, existe porventura alguém no Mundo que vá injectar milhões às dúzias no Sporting sem assumir a gestão do investimento e sem garantias?... Quantos milhões serão necessários para construir o muito desejado pavilhão?... Apenas algumas «simples» questões que requerem muito esclarecimento e não na ilusória forma de promessas populistas.

 

Continuo a não encontrar nada sobre o futebol e desconheço os nomes e os planos dos homens que estão destinados a entrar na SAD, o futuro de Jesualdo Ferreira - algo que considero muito importante - e qualquer ideia sobre a pretensa filosofia de gestão nesta esfera de actividade.

 

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publicado às 22:31

 

O discurso do presidente Luiz Godinho Lopes foi um dos pontos altos da 32.ª edição da entrega dos prémios «Rugidos de Leão» (Diego Capel a receber o seu), que decorreu na noite de sexta-feira na Aldeia de Santo Antão, na Batalha. Eis alguns aspectos de maior destaque:

 

- «Este é um evento que teve início em 1981, criado por quatro amigos, aqui representados por Bernardes Dinis, que sempre manteve ao longo dos anos o sentimento do que é ser do Sporting».

 

- «O fervilhar e o gostar de ser sportinguista é sentido todos os dias, apesar de no exterior e no interior do Clube haver vozes dissonantes relativamente ao sentir e ao gostar do nosso Clube».

 

- «A tentativa no exterior de falarem mal pretende criar dois polos exclusivos no país, como se o Sporting não existisse, mas nenhum clube nacional consegue reunir esta quantidade de adeptos, assim como mais de 15 mil títulos».

 

- «Depois de 106 anos, caminhamos de cabeça erguida. É esta firmeza que permite demonstrar a força do nosso Clube !».

 

- «Podem ter a certeza que em cada momento de alegria ou tristeza estou junto de vós, adeptos, trabalhando para o Clube, sem me servir dele e só preocupado em o engrandecer».

 

- «Estamos a construir bases e raízes históricas para voltarmos a ser a maior força nacional ».

 

- «O Sporting é um clube, não é uma empresa e cada um, na qualidade de sócio, tem o direito a exprimir o seu pensamento e união».

 

- «Vir à Batalha falar com todos vós permite-me sair daqui com redobrada força para vos poder servir. Viva o Sporting !».

 

* Para ler o discurso, na íntegra, acesse o «Site do Sporting» no topo do blogue.

 

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publicado às 01:13

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