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... Ou porque há informações relevantes que não são reveladas, ou porque são apenas parcialmente reveladas, ou ainda, porque são reveladas com acentuada ambiguidade, já para não dizer pior.

 

Veio-se agora a "saber", segundo o que a Sporting SAD comunicou à CMVM através do Relatório e Contas semestral, que o montante que se encontra congelado pela UEFA é na ordem dos 18 milhões de euros, referente aos prémios desta época e da anterior.

Em concreto, são 18,2 milhões de euros retidos pelo organismo máximo do futebol europeu, contra os 14,2 milhões entretanto provisionados para fazer face a um eventual pagamento. Eventual porque, neste momento, o Sporting aguarda ainda uma decisão das instâncias nacionais, "situação esta que é considerada como relevante do ponto de vista jurídico."

Ainda que a Sporting SAD "tem reunidas todas as condições para, quando necessário, liquidar essa responsabilidade que por sua vez está devidamente provisionada nas Demonstrações Financeiras, pelo que não afectará a sua rentabilidade operacional futura".

 

A grande novidade - pelo menos para mim, que tenho acompanhado este processo com muita atenção desde o primeiro dia - é que contrário ao que sempre constou, não são só os prémios desta época que estão retidos pela UEFA, são também os da época passada.

 

Para verificar a veracidade desta disposição - algo que ainda não fizemos, mas temos toda a intenção de fazer - teremos de averiguar o valor total dos prémios de 2015/16 e, ainda, a data em que a UEFA emitiu a ordem de retenção da verba, por solicitação da Doyen Sports.

 

Ainda que o total da dívida é de 14,2 milhões de euros, quando se pensava que era 15,6 milhões. De qualquer modo, há ainda o acréscimo de custas e juros de mora de 0,5% mensalmente.

 

O terceiro ponto não verdadeiramente explicado, é que decisão é esperada das instâncias jurídicas nacionais, depois do juízo do Supremo Tribunal Federal da Suíça. Isto, no que é relevante ao pagamento da dívida, disposição que não pode ser revisitada por nenhuma instância jurídica.

 

O último parágrafo refere a mais da usual conversa demagógica, em que há condições para pagar mas que ainda não se pagou. Decerto porque o Sporting tem muito prazer em pagar juros de mora, além do impacte negativo na sua imagem.

 

É absolutamente exasperante lidar com um presidente deste baixo calibre, que, depois, ousa passar uma boa parte dos seus dias a disparar em todas as direcções do seu escritório no Facebook.

 

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publicado às 18:18

Doyen Sports alerta Bruno de Carvalho

Rui Gomes, em 27.02.17

 

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Através do seu Twitter oficial, a Doyen Sports reagiu na noite deste domingo às palavras de Bruno de Carvalho, proferidas também este domingo no Núcleo Sportinguista de Vendas Novas, insinuando que o seu rival Madeira Rodrigues teria na sua equipa um elemento afecto à Doyen (Ricardo Pina Cabral).

 

«A Doyen Sports não conhece o candidato Madeira Rodrigues nem participa directa ou indirectamente em eleições. Bruno de Carvalho, referindo-se à Doyen, deveria antes preocupar-se em arranjar fundos para cumprir ordens de diversos tribunais. Enquanto isso, os juros correm a nosso favor. Obrigado».

 

A empresa quis assim lembrar Bruno de Carvalho que ainda não foi paga pelo caso que ganhou ao Sporting, mesmo depois da condenação ratificada pelo Supremo Tribunal Federal da Suíça. Aos milhões da dívida, acresce 0,5% de juros por cada mês de atraso.

 

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publicado às 04:30

 

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Na sequência da decisão do Supremo Tribunal da Suíça, a empresa Doyen Sports e o seu director-executivo Nélio Lucas emitiram comunicados. Em causa, recorde-se, entre outras considerações, uma indemnização a pagar à empresa, no valor de 12 milhões de euros mais juros, a propósito da transferência de Marcos Rojo para o Manchester United, no verão de 2014.

 

Vejamos o comunicado da Doyen Sports:

 

«O Sporting Clube de Portugal vê-se assim obrigado a pagar à Doyen Sports, pela transferência do Marcos Rojo, um valor total de cerca €18 milhões, numa decisão que já não é passível de recurso. Deverá agora o Sporting pagar à Doyen Sports cerca de €13,5 milhões, incluindo custos jurídicos e juros de mora de 5%. A este valor juntam-se os €4,5 milhões já pagos pelo Sporting em Setembro de 2014. A estes valores, junta-se ainda um montante aproximado de €2,1 milhões relativos ao jogador Zakaria Labyad».

 

Nélio Lucas, diretor-executivo da Doyen Sports:

 

«Não duvido que quem gere o clube continuará com a mesma lenga-lenga fantasiosa, no sentido de justificar a política recorrente de não respeitar os compromissos assumidos pelo clube, usando todos os malabarismos possíveis afim de retardar o inevitável. O seu legado será de agravar as consequências que inevitavelmente o Sporting tem que suportar. Desde Agosto de 2014 que tanto a Doyen Sports como a minha pessoa são alvos de repetidos insultos por parte do presidente do clube. Acusaram-nos de tudo e mais alguma coisa, inclusive de falta de transparência.

 

Agora peço que autorize, finalmente, a publicação do acórdão do TAS, que sempre rejeitou por razões óbvias. Peço-lhe que explique aos sócios a verdadeira fatura deste caso, que poderia ter sido proveitoso para o Sporting, segundo o acordo proposto ao clube na altura. Por causa deste caso e das mirabolantes invenções sobre ele, tanto eu como a minha família fomos gravemente ameaçados. Espero que este seja agora um capítulo encerrado».

 

Para sportinguistas, creio que seria de grande interesse ler o acórdão do TAS, mas para o efeito é necessário a autorização de ambas as partes. Nélio Lucas não deixa dúvidas quanto à receptividade da sua empresa, mas não creio que o mesmo possa ser dito de Bruno de Carvalho. Caso não aconteça, devia ser obrigado a explicar aos sócios as razões desta eventual decisão sua.

 

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publicado às 04:41

Sporting volta a perder no caso Doyen

Ricardo Leão, em 21.06.16

 

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Como era previsível nova derrota para Azevedo de Carvalho e seus pares. O Tribunal Federal Suíço, instância para a qual o Sporting recorreu da condenação do TAS relativa à rescisão dos contratos de parceria por Rojo e Labyab, indeferiu a pretensão do Sporting em congelar o pagamento devido à Doyen no âmbito do processo resultante da transferência do central argentino para o Manchester United, em 2014, por 20 milhões de euros.

Os juízes do referido tribunal vão continuar a avaliar o recurso, que não está fechado e seguirá os seus trâmites, mas entretanto já apreciaram e votaram desfavoravelmente o pedido da administração da SAD para que fosse retido o valor que, de acordo com o Tribunal Arbitral do Desporto, a Doyen terá direito a receber do Sporting por 75% do passe de Rojo.

Agora o pagamento de 13 milhões de euros (12 mais 1 em juros) terá de ser efectuado de imediato.

 

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publicado às 09:52

A problemática dos fundos

Rui Gomes, em 15.08.14
 

 

Os fundos de investimento em jogadores de futebol representam um dilema, ou melhor, uma multidimensional problemática para o futebol, desporto e indústria. A partilha dos passes de jogadores não é nova e tem gerado polémica por toda a Europa, e por todo o mundo, com os seus defensores - clubes que argumentam que é uma forma de aumentar a competitividade no futebol - e os opositores - clubes do Reino Unido e da França que obrigam que os seus clubes detenham 100 por cento dos passes dos jogadores - reclamando, com alguma razão de ser, que não é justo em termos de concorrência, que eles tenham de pagar a totalidade dos passes quando as equipas de outras nações só têm de pagar percentagens, em alguns casos mínimas.

 

No "olho do furação" situa-se o comité executivo da UEFA, presidido por Michel Platini, que tem vindo a preparar-se para exercer pressão na FIFA assente na premissa que só os clubes podem ser detentores dos passes dos jogadores e que a partilha deve ser proibida, por uma questão de princípio, parte fulcral do qual, contende o organismo, é a luta que está a travar contra a viciação de resultados e a corrupção no futebol, em geral, a fraude desportiva. Na eventualidade da FIFA não aprovar e implementar regulamentos mundiais nesse sentido, a UEFA está preparada a implementar um enquadramento regulamentar que permita banir esquemas de propriedade de terceiros nas suas competições, com prazos de três a quatro anos, para eliminar esta propriedade de terceiros.

 

Os direitos federativos só podem estar na posse dos clubes de futebol e são estes que permitem a inscrição dos atletas nas competições. Depois, há os direitos económicos, em que os clubes vendem parte desses direitos a outras entidades, como fundos de investimento, que pagam directamente aos clubes a verba acordada pela percentagem adquirida. O objectivo do clube é obter liquidez integrando ou mantendo o activo na sua equipa. O fundo é de vir a lucrar com uma futura transferência. A essência do problema - ou boa parte do problema - deve-se a que está sempre implícita a expectativa de uma transferência para que o fundo possa beneficiar economicamente com ela. O todo da transacção levanta questões pouco transparentes, mas nem por isso menos reais, sobre a influência que os fundos podem exercer sobre clubes e jogadores, porque, a verdade seja dita, sem transferências dos jogadores, os fundos não têm meios para recuperar o seu investimento. Também no centro da equação existem clubes de todos os países com menor poderio financeiro que argumentam, com alguma justificação, que só cedendo partes dos passes dos jogadores é que conseguem enfrentar as suas dificuldades económicas. No contexto desportivo, dizem estes, só partilhando o investimento feito em jogadores lhes permite contratar o tipo de atleta que elevará a sua competitividade, especialmente perante os clubes ricos. O inverso da moeda, contudo, apresenta uma outra vertente válida: com ou sem fundos, os emblemas ricos terão sempre uma vantagem sobre os não ricos; a existência deste tipo de crédito, faz com que determinados clubes operem além das suas possibilidades financeiras e, algo que passa algo despercebido: os fundos inflacionam o mercado significativamente, porque mesmo jogadores medianos ou pouco acima da média reclamam compensações superiores, conscientes de que os clubes poderão não ter o dinheiro mas que terão acesso a ele através dos fundos.

 

O maior e mais poderoso fundo de investimento em jogadores é a "Doyen Sports Investments Limited", considerado por alguns "misterioso" por ser sediado em Malta mas, na realidade, não é apenas isto, já que faz parte do Grupo Doyen, uma holding de firmas e fundos de investimento sediado em Londres, no Reino Unido, e em Istambul, na Turquia. O Grupo tem interesses em minerais, petróleo e gas, energia eléctrica, imobiliária e hotéis (em grande escala), desporto e entretenimento. A ideia do "braço" desportivo surgiu por intermédio do português Nélio Lucas, em colaboração com dois ex-jogadores do Atlético de Madrid, Juanma Lopez e Mariano Aguilar, com ainda alguma alegada associação a Jorge Mendes. O fundo tem investimentos nesse mesmo clube da capital espanhola, Sporting, Benfica e FC Porto, entre outros, e ainda patrocina o Gétafe, Sporting Gijon e o Sevilha. Em Abril de 2013, o Grupo Doyen lançou ainda um outro "braço" denominado "Doyen Global", que faz a gestão de comunicações e imagem de jogadores de futebol - a exemplo de David Beckham e Neymar - e os interesses comerciais de outros, a exemplo de Cristiano Ronaldo e José Mourinho. O seu próximo grande projecto centra-se em Neymar, que assinou contrato com a "Doyen Global" em Maio.

 

O fundo "Doyen Sports" providenciou o investimento em Radamel Falcão pela sua transferência do FC Porto para o Atlético de Madrid, detém 33,3 por cento dos direitos económicos de Mangala e Steven Défour do FC Porto - 5 milhões de euros em Dezembro de 2011 -, 80 por cento dos direitos de Ola John - custou 9 milhões de euros - muito embora o Benfica insista que são apenas 50 por cento, 900 mil euros na compra de Labyad a troco de 35 por cento, e 3 milhões na compra de Marcos Rojo a troco de 75 por cento do seu passe. Na Espanha, Alberto Botia e Geoffrey Kondogbia foram para o Sevilha a troco de um investimento de 4 milhões de euros. Estes, apenas alguns exemplos.

 

Em última análise, será que a UEFA irá conseguir fazer frente a tão poderosos interesses do mercado internacional e, por outro lado, será que os clubes de menor capacidade financeira - os portugueses um exemplo claro - irão conseguir manter o nível de competitividade desejado, especialmente na Europa, sem a comparticipação dos fundos na compra de activos ?

 

Nota: Este post foi originalmente escrito e publicado aqui no Camarote Leonino no dia 21 de Julho de 2013. Como é possível verificar, na altura não mereceu muita atenção por parte dos leitores - em relação a comentários - mas creio que a maior parte da informação ainda hoje é válida.

 

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publicado às 12:58

A "guerra" dos comunicados

Rui Gomes, em 15.08.14
 

 

A Doyen Sports reagiu ao recém-comunicado do Sporting, emitindo um segundo comunicado, através do qual vem repudiar o que considera afirmações falsas na referida missiva do Sporting.

 

O comunicado está disponível aqui.

 

Em assunto lateral a esta "guerra" de comunicados em curso, encontrei um artigo com informação que eu desconhecia. Miguel Pires, aparentemente empresário de Marcos Rojo na altura da sua transferência do Spartak de Moscovo para o Sporting, teve isto para dizer, no dia 19 de Julho de 2012, em declarações à rádio argentina "Cielo Sports":

 

«O negócio fez-se por quatro milhões de euros e há um contrato que diz que acima de cinco milhões de dólares o Estudiantes (Argentina) recebe 7 por cento, mais os direitos de formação.»

 

A declaração é algo ambígua, dado que não é claro se o 7 por cento é aplicável à verba total do negócio se somente àquela parte que ultrapassa os cinco milhões de dólares (presume-se USD). Em dólares, 4 milhões de euros teriam sido convertidos em sensivelmente 5,3 milhões de dólares.

 

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publicado às 05:50

Comunicado da "Doyen Sports"

Rui Gomes, em 14.08.14
 

 

Sem qualquer comentário da nossa parte, referimos aqui o comunicado da empresa de investimento "Doyen Sports", em resposta às declarações de ontem de Bruno de Carvalho, na Sporting TV, em relação a Marcos Rojo e, ainda, à sua associação ao Sporting Clube de Portugal, inclusive de um "empréstimo ocasional para o clube fazer face às dificuldades de tesouraria que tinha no momento." 

 

Adenda: Como era de esperar, a Sporting SAD reagiu esta quinta-feira, com o seu próprio comunicado, disponível aqui.

 

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publicado às 05:47

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