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"Paisano" é uma expressão comum nos meios de formação pedagógica/operacionalidade militar, afim de identificar determinados indivíduos que se movimentam nos corredores do poder com claras intenções pessoais, cujo principal incómodo às próprias pretensões se debate com uma pequena classe na sociedade que faz da organização e do exemplo uma forma séria de estar na vida – geralmente, os que tiveram formação académica no ensino militar.

Sendo uma expressão não utilizada pela sociedade civil (ou de formação académica não-militar), congratulo-me por a ver exposta deste modo. Porque me diz muito, acrescentaria que existe um verdadeiro conflito, tanto na sociedade como na política, entre "oficiais" e "paisanos". Bruno de Carvalho é a face mais notória da "paisanada" no futebol português actual, pois nesse âmbito tanto Pinto da Costa, Vieira ou Salvador escolheram um caminho empresarial para sustentar a sua própria vida – com maior ou menor sucesso.

Os paisanos são aqueles que geralmente fizeram de cargos institucionais públicos a sua forma de vida, com claros objectivos de elevar uma condição pessoal de riqueza em função do financiamento alheio, seja pela caça ao orçamento ou outros fluxos. Geralmente após o curso superior, encostam-se aos partidos, procuram mover influências junto dos mais influentes, com o intuito de beneficiarem de um cargo para a vida – o que se denomina vulgarmente como "tacho vitalício".

Grandes homens da nossa sociedade (Ramalho Eanes por exemplo) moveram-se contra esta populaça, até ficarem esquecidos, fruto do lobby que se apoderou da maioria da comunicação social portuguesa. Diria ainda, por experiência pessoal, que o maior terror da "paisanada" são os Economistas de formação militar. Porque salvo raríssimas excepções, estes são incorruptíveis.

Quando escrevi o texto "Sporting, Política e Maçonaria – a nova designação de "Honra", não o fiz por acaso.

 

                                                                                                       Drake Wilson 

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publicado às 05:42

 

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Como será de esperar, não haverá por parte de Presidente ou Director de Comunicação qualquer direito a consternação por estas palavras (Ferro Rodrigues) ao contrário do que aconteceria se as mesmas fossem proferidas por um candidato. Infelizmente que ainda vivemos numa era em que, por consequência da "expectativa", todos têm uma palavra a dizer mas pouco fazem para contribuir – e quem o faz, ou é apelidado de destabilizador, ou se presume que tenha má-fé. Neste caso, e por se tratar de um "amigalhaço" de campanha, diz-se que as coisas correram mal, mas nunca se refere os responsáveis. Como um bom Político, obviamente.

 

Seja por parte de quem cria expectativa e não corresponde (especulador), ou por quem contribui para uma governação que coloca o nosso País com um índice de dívida pública superior a 130% do PIB, aparecer a debitar opiniões deste calibre quase que se assemelha a um acto de cidadania.

Na Política, ao abrigo da constituição, convoca-se uma comissão de Economistas que decretam a crise e salvaguardam os Políticos. No Futebol, cria-se uma comissão de Honra onde se conciliam o Palhaço e o Político, e tudo fica bem.

 

                                                                                                                   Drake Wilson

 

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publicado às 05:36

 

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A afirmação de Pedro Ribeiro Ferreira foi, num cenário de responsabilidade que o envolve como mandatário de campanha, uma tremenda alienação de discernimento e de vocação para acompanhar um projecto de mudança, credível e peremptório, como se deseja que uma oposição faça. Infelizmente, nada que me surpreenda.

Entre ingenuidade, ou mesmo falta de real experiência de vida, tudo isto nada mais é do que a herança de um caminho traçado na sociedade civil portuguesa nos últimos 100 anos da nossa história – o português médio, por demais subserviente ao estado em que "as coisas se encontram", revela-se pouco capaz de agir em individualidade, expondo a sua própria militância a uma causa como de um favor ou um frete se tratasse. Assim, quando surge a oportunidade para contribuir com algo, fica órfão, perdido e comprometido, tal como com a falta de crença que o acompanha ao longo da vida ou a falta de capacidade em agir individualmente.

Que isto sirva de lição. Que Pedro Madeira Rodrigues consiga desenvolver por si próprio todas as diligências necessárias à angariação de apoios internacionais ao nosso Clube, não apenas financeiros como de know-how, e que fortaleça futuras intervenções com base no que pode oferecer no futuro, mais do que o que pode mudar no presente.

Tanto quanto possamos apontar que Pedro Madeira Rodrigues não esteja actualmente preparado para o que se candidata, a verdade é que o Adepto não está igualmente preparado para o perceber o que Pedro Madeira Rodrigues conseguiria (hipoteticamente) fazer de melhor. Mais a mais, por culpa do próprio, que não conseguiu superar nem o paternalismo de José Eduardo nem a preparação de Bloggers estudiosos na entrevista em Podcast...

 

                                                                                 Drake Wilson

 

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publicado às 03:58

 

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Todos os Presidentes que o Sporting teve, desde o último terço do século até hoje, foram mais cedo ou mais tarde questionados. Difícil, para um Clube tão grande, que tal não acontecesse. Podemos até dizer que as duas alas fundamentais de aficionados nunca estiveram de acordo em tudo: houve quem preferisse a ruptura com Gonçalves, Cintra ou o conservadorismo de Roquette, Franco e Cunha.

 

Sejamos mais conservadores ou liberais, a verdade é que os grandes projectos que o Sporting pretendeu realizar, fosse com Rocha ou Roquette, terminaram invariavelmente condicionados com factores por vezes alheios ao Sporting: tanto na mudança política em 74, como na efeméride desportiva em 2004.Os mandatos de João Rocha e José Roquette aumentaram a dívida do Clube, de facto, mas também trouxeram algo ao Clube, como reconhecemos. Rocha desejou a dimensão do ecletismo, perdendo fulgor no futebol. Roquette focou-se na dimensão em torno do desporto Rei, mais do que nas modalidades. Ambos trouxeram títulos, ambos foram criticados. Pior, foi nunca se ter encontrado forma de melhorar o que se fez.

 

O Sporting padece de espírito alternativo a cada grande obra que se elege, porque poucas pessoas em Portugal são efectivamente vanguardistas.

 

 

Consideração, em comentário, do nosso redactor Drake Wilson, no seu post O Sporting que eu sempre sonhei.

 

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publicado às 15:50

 

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Um facto axiomático revela-nos hoje que os recursos financeiros são um dos principais responsáveis pelo lançamento ou relançamento dos clubes na cimeira do desporto. A nível mediático, casos como do Manchester City são um dos exemplos-modelo. O clube inglês alcançou no decorrer da última década um elevado sucesso interno, que lhe permitiu a triplicação do número de títulos face aos seus mais de 130 anos de legado. Publicamente reconhecida, a aproximação à holding City Football Group, financiada pelo Abu Dhabi United Group, apresentou-se esta como uma rápida e eficaz fórmula de crescimento pelo investimento estrutural efectuado no clube.

 

Em Portugal, dificilmente um emblema consegue proximidade aos atentos mercados internacionais, principalmente quando não são verificadas na sua dúbia gestão, medidas concretas no planeamento estratégico ao seu desenvolvimento. Assim, verificamos que todos os actos de gestão de um clube podem atrair ou repelir investidores. O que pode o Sporting fazer no imediato para aumentar o interesse internacional sobre a sua própria marca, e daí retirar dividendos como nunca? Tentarei, de modo pouco cansativo ao leitor, dar alguns exemplos, perfeitamente alcançáveis.

 

Resolução #1 - Aproximação ao "Blue Chip"

 

"Blue Chip" é o termo que designa empresas que se destacam pela operacionalidade positiva e fiabilidade, mesmo em períodos de profundas crises económicas. São as empresas consideradas pelo sector financeiro como as mais apetecíveis para investir, que geralmente se tornam visíveis na frequência de financiamentos publicitários a grandes competições desportivas. Adidas e Flying Emirates são dois desses casos. Gazprom ou a Nike representam outro exemplo. O Sporting tem de "piscar o olho" urgentemente à natureza de tão importantes parcerias. "New Balance" e "Hyundai" estão disponíveis. O Sporting estará?

 

Resolução #2 - Imagem do Alvalade XXI

 

Estádios inovadores, confortáveis e multidisciplinares permitem a atracção não apenas de mais adeptos, mas também de parceiros interessados em promover serviços ou publicitar campanhas nas respectivas instalações. O Sporting neste campo tem urgentemente de encontrar solução para três pontos fundamentais: melhorar os serviços prestados nos camarotes, melhorar definitivamente o triste palco verde malhado que apresenta a todo o mundo, e acima de tudo, criar conteúdos de marketing e informação, acessíveis aos adeptos em plenas bancadas.

 

As crianças gostam da mascote assim como os graúdos apreciam Sinatra, mas a todos assiste o interesse em dados estatísticos e informação on-demand. São quase 60 anos de quiosques de food & beverage a vender donuts nos períodos de intervalo do jogo – não estará na altura de aproveitar tal período para rentabilizar outros serviços directamente ligados ao clube? Urge melhorar a experiência proporcionada ao espectador, motivando a frequência da mobilização ao estádio, assim como a interacção do mesmo com novas tecnologias no decorrer do jogo.

 

Resolução #3 - Está na altura da FPF compensar o Sporting

 

A FIFA investe todos os anos cerca de 1 bilião de dólares na criação de infra-estruturas de desenvolvimento ao desporto pelo mundo, verba entregue à responsabilidade das federações. A posição ocupada por Portugal no ranking FIFA permite-nos obter – à FPF – valor proporcional. Se os clubes negoceiam valores de transmissões televisivas de acordo com o grau de relevância que detêm no mercado nacional, onde está o apoio prestado pela Federação ao Sporting pelos serviços prestados – sem retorno financeiro – à nação? Fundamentação nada demagógica, facilmente apoiada no plano jurídico.

 

Quando se lança no mundo do futebol nomes como C.Ronaldo, Figo e Nani, não se pode fazer uso do complexo de timidez na consequente exploração do clube em tal benefício nacional. Por outro lado, as federações de futebol são o maior pilar de aproximação às instâncias financeiras internacionais, proveito que o Sporting bem pode apelar a si, por toda a sua contribuição histórica que como clube indirectamente proporcionou à FPF, através de contratos milionários de exploração de imagem que esta usufruiu.

 

Resolução #4 - Renato Sanches vale 10 milhões. As tranças valem 25. Quanto vale Semedo, Matheus e João Mário, Sporting ?

 

35 milhões de euros foi a soma proporcionada ao Benfica por um dos maiores negócios envolvendo jogadores portugueses ao clubes de origem. O Sporting conta neste momento com uma diversidade de activos que permite sorrir perante futuros negócios. Porém, inexplicavelmente o clube na sua história não consegue incrementar "Hype Factor" em nenhuma das suas vendas. Ruben Semedo, Matheus Pereira e João Mário são neste momento os jogadores que apresentam maior potencial de exploração de imagem, por factores essencialmente focados na sua estética/idade/irreverência, e por último, rendimento – Hype é marketing. Que proveito retira o Sporting da exploração dos direitos de imagem dos principais activos? Pablo Osvaldo no Boca Juniors, nos últimos 7 meses, proporcionou o equivalente a 7 milhões de euros em exploração de imagem, aos dois clubes que representou...

 

Os milhões de seguidores acedem a milhares de conteúdos dos seus ídolos, sendo actualmente Neymar numa escala naturalmente superior, o jogador que actualmente mais proveitos de tal factor retira. Muito mais que Messi ou Ronaldo. Sabia o leitor que no Sporting, era Carrillo o jogador com maior potencial gerado nesse campo ?

 

Resolução #5 - Ampliar tecto salarial, baixar volume de investimento

 

Não visíveis, mas bem reais, são os encargos inerentes a impostos e comissões que o Sporting tem pago nos últimos anos a Estado e privados. Acrescentado as verbas relacionadas aos valores de transacção de passes, o desgaste de tesouraria é enorme face à urgência de retorno imediato que assiste ao clube. O Sporting tem de comprar muito menos, e por muito que nos custe, vender muito mais e melhor. William e Slimani são o melhor negócio que podemos realizar para breve. A sua importância no plantel naturalmente que se opõe à emocionalidade da perca dos mesmos, mas se verificarmos, são estas as posições onde o mercado nacional e internacional nos podem oferecer mais soluções de substituição de qualidade.

 

Em Portugal, existem bons médios defensivos. Em Inglaterra, existe um invulgar número de avançados de diversas nacionalidades, que fruto da idade ou da competitividade nos seus plantéis, não lhes garante a frequente titularidade. Por outro lado, uma batalha muito minha, relacionada com Coates. Inquestionável a sua qualidade. Mas tamanha dimensão, não apenas física mas de estatuto, pode retirar a possibilidade a Ruben Semedo, Tobias e Oliveira (pelo menos a dois destes) de se destacarem. Como Bruno César a Mané ou Mateus Pereira. Temos de interpretar determinadas contratações, não permitindo efeito-pinheiro que inibam a valorização no mercado dos nossos jovens activos.

 

 

P.S.: A ilustração por mim escolhida para figurar neste Post, é da autoria de Jacopo d'Antonio Negretti, intitulada "St. Lawrence distribuindo riqueza aos pobres".

 

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publicado às 09:23

Ad Honorem Veritas Sporting

Drake Wilson, em 17.05.16

 

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Estimado Camarote,

 

Usufruindo da oportunidade proporcionada por Rui Gomes e demais colaboradores deste nosso querido local, e pela possibilidade que me foi facultada a poder participar do mesmo, endosso previamente o meu agradecimento assim como saudações fraternas a todos os que escrevem, acompanham, comentam e contribuem para o seu sucesso desde 2012.

 

Subscrevendo a qualidade evidenciada na abordagem aos temas, o que me levou a acompanhar com imenso prazer o Camarote Leonino como leitor, desejo contribuir o melhor que poder. Procurarei, de tal modo, oferecer no âmbito do meu conhecimento profissional ou opinião pessoal, palavras que elevem essencialmente a vossa companhia como o nosso Clube.

 

Ser do Sporting é uma honra. A elegância das linhas verde Esmeralda que adornam o nosso emblema, não se confundem com a comum vibração de um Rubi nem com a adúltera sintética de uma Safira. Num fundamento muito exclusivo aos que se predestinam, aos que procuram o preenchimento em suas vidas de acordo com o nosso lema  – Esforço, Dedicação, Devoção e Glória – o Sportinguismo é ser-se diferente, é ser-se especial, porque a posição da sua cultura de vencer nos eleva por si própria, reconhecendo a esta o esplendor da admiração recolhida aos quatro cantos do Mundo.

 

Deste vosso correligionário adepto, camarada e amigo,

 

Drake Wilson

 

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publicado às 20:33

 

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«O erro de Descartes: Emoção, Razão e Cérebro Humano" refere a obra de 1994 do neurocientista António Damásio, em que o autor aborda essencialmente a relação que existe entre o corpo e o cérebro, uma correlação não-considerada por um dos mais influentes filósofos da história – o francês René Descartes.Descartes foi essencialmente um homem que conheceu ao longo da sua vivência uma série de diferentes culturas e diferentes linhas de pensamento.

 

Numa sociedade marcadamente feudal (em plena Idade Média), o filósofo observou que os costumes e tradições de um povo influenciam o modo como as pessoas pensam e lidam. Entre outras teses, Descartes defendeu que a dúvida é a aurora do conhecimento. No sentido inverso, o autor português defende que a ausência de sentimentos e emoções são a antítese da racionalidade, em que todo o comportamento racional deverá ser intrínseco ao lado emocional. A Emoção inspira-se no impulso. Define o bem estar imediato assim como a felicidade momentânea. A Razão define uma objectividade futura, assim como as consequências da decisão tomada. Todos nós somos fruto da emoção, embora a objectividade da razão seja seguramente um dos principais pilares de uma vida em equilíbrio, com um sentido à realização de modo mais elaborado, vertical e seguro. A vertente emocional atribuí ao ser humano todas as sensações de prazer naturalmente momentâneas, mas necessariamente procuradas por todos nós. No atingir de tal relação com o prazer, inúmeras vezes abdicamos da não tão atraente Razão. As consequências de tais actos, serão apenas mais tarde recolhidas.

 

Tudo isto para apoiar a análise que o presidente do Sporting Clube de Portugal me merece. Bruno de Carvalho configurou-se como um candidato à presidência do clube que actualmente preside, sob o formato de alternativa ao por sí definido Status Quo que prevalecia ao longo de décadas no clube: por razão da génese cultural do emblema, reconhecia nele uma conduta de presidencialismo semi-feudal da qual o Sporting se tinha tornado mártir, sacrificando o prestígio obtido por vitórias à mercê da subserviência não apenas a clubes rivais, como a uma passividade que excluía o clube das vitórias.Perante uma massa adepta emocionalmente descontente mas pouco empenhada no esclarecimento – como todas as massas o são –, o surgimento do apóstolo colocando a descoberto clandestinas frustrações – como todas as frustrações o são – e apontando alvos em concreto, conseguiu de modo fácil e sem impugnação o mais fácil júbilo da história do clube. Nem na sua altura, João Rocha, que hoje se edifica hiperbolicamente a Rei, foi tão soberanamente aclamado.

 

De repente, com uma comunicação essencialmente focada na resposta imediata a questão confusas, Bruno de Carvalho despertou as emoções dos crentes ao Clube. Criou-se então uma corrente humana emocionalmente movida, descaracterizando-se a possibilidade da Razão em redor do futuro do clube.Forjado o ferro, procurando o conflito e a dor como estrada de um sucesso por si contemplado, Bruno de Carvalho permitiu o sonho tomar conta de si, tão quanto cada adepto permitiu a si próprio encarnar no mesmo paradigma. Criou-se assim a canonização de um novo Sporting, reconfigurado numa matriz que nunca foi a sua, numa índole de complexo de Édipo, como se de uma prostituição intelectual a matriz do Sporting se tratasse.Pessoas que hoje "fazem" o Sporting, nomeadamente o seu presidente, o treinador, assim como os responsáveis mais visíveis, são uma face oposta ao que 90% das gerações sportinguistas acreditaram. Os Pais daqueles que hoje se dizem ser do Sporting, acreditaram não numa fantasia como Carvalho sempre desejou sublinhar, mas num modo de estar no desporto e na vida em simbiose com a Razão e o Estatuto. Razão e Estatuto fizeram do Sporting o Sporting, assim como por exemplo, Emoção e Permissão fizeram do Benfica o Benfica. Não aponto tais condições como uma crítica. É isto que os clubes são, e como tal, esta foi a génese da sua rivalidade eterna.

 

Bruno de Carvalho é um indivíduo que despreza a génese do Sporting. Enquanto o povo se imberbe entre o apocalipse de discursos heteróclitos ou a burguesia de descortinar relatórios & contas provincianos, ele e todos aqueles que o acompanham transformam o clube num corpo sem alma, onde virtualmente um coração bate, enquanto bater.

 

Peço honestidade às gerações mais novas! O que lhes foi transmitido pelos anciães que lhes mostraram o que era o Sporting? O que lhes fez gostar do Sporting quando decidiram ser sportinguistas e pouco se vislumbrava em formatação de títulos? Tiveram vergonha do Sporting algum dia das vossas vidas, levando-vos agora a acreditar que não existe diferença entre o que Bruno de Carvalho pensa e o melhor caminho para o clube? Na medição triste de sportinguismo, então eu digo-vos que se assim o foi, vocês nunca foram do Sporting.

 

Declarem carinho ao clube, observando na planície da vossas vidas o abraço fraterno à Razão. No cume da Emoção, nunca abandonem a reflexão que tal momento exige, porque não há razão em momentos baixos que provoquem emoção em momentos altos. O Sporting declarando guerras sem objectividade, vence jogos mas não ganha títulos. O mesmo que conseguiu sem guerras. O Sporting colocado-se incómodo a terceiros, desprotege o seu reino, confundindo o seu povo. O Sporting não demonstrando desportivismo – mesmo que em momentos dele duvide –, não merece o louvor do desporto nem quem de ele se apaixona. Entenda-se que é possível admirar um clube mesmo que este não ganhe; a maioria das pessoas desta vida também não ganham. Mas podem ser admiradas se forem dignas.

 

Sem ser admirado, fruto desta eleita mensagem de nojo ao mundo do Futebol do qual o Sporting tem vindo a subscrever, o Sporting passa a ser odiado, em igual proporção ao sentimento transportado por aqueles que neste momento também vítimas do seu ódio ao alheio, procuram neste presidente o próximo balão de oxigénio.A Sporting sobrevive deste modo. Mas não cresce. Não caminha para lado algum. Quem desejar apontar ao lucro no final do trimestre como resposta cabal a todo este indelicadamente longo texto, encontrem então em tal aglomerado estatístico uma numerologia de razões para o lerem de novo estas linhas».

 

 

DRAKE WILSON

 

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publicado às 04:18

 

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Face ao meritório número de pontos amealhados pelas duas primeiras equipas do campeonato, um cenário que para mim tanto teria de irrealizável como justo seria um play-off final entre o Sporting e o Benfica. Como naturalmente tal não irá acontecer, fica o desportivismo de aceitar qual cenário que o destino deseje no próximo domingo, assim como dar os parabéns a ambas as equipas pela disputa que tiveram.

Acho que no campo exibicional jogado sobre o relvado, em que poucas vezes falhámos, não se poderia pedir mais do que tivemos. Ganhámos muito mais do que perdemos, mostrámos uma identidade colectiva de jogo, valorizámos o clube pelo País fora. Nesse aspecto, penso que foi um ano positivo.

Noutros campos, o Sporting sai de rastos. Não me refiro ao facto de existir uma possibilidade elevada de finalizarmos este ciclo com um título apenas. Refiro-me ao quimérico embate comunicacional constante que sujeitámos os adeptos a interiorizar em vão, esforço inglório se daí não resultar um Sporting campeão. Para uns, fica a certeza que o Sporting perde por motivos alheios à verdade desportiva e vão alimentar essa teoria ao longo da sua vida até atingirem a fase adulta. Para mim, quanto mais o Sporting quer jogar por baixo para sair por cima, principalmente com o calibre de miseráveis intervenientes que tem, mais pisado (mais uma vez) é pelo Benfica.

Esboço um sorriso quando hoje vejo uma notícia sobre a venda de um jogador nuclear do clube rival, enquanto penso o quanto naquele clube se entende de estratégia subversiva. Os estilhaços de uma granada de 35 milhões de indiferença é revelador de duas coisas: ou são totalmente irresponsáveis a uns dias do final do campeonato, ou o andamento deles é de outra dimensão. Este negócio, nesta altura, do jovem ou não tão jovem jogador, é tão maquiavélico pelo momento em que é apresentado, que prevejo um silêncio demasiado incómodo de ignorar. Nem a permanência de mais um ano de Coates o esconde.

Disse-se um dia que os rivais teriam de dar mais luta. Cassius Clay, num dos combates mais importantes da sua carreira e perante um dos seus mais difíceis adversários, aproveitou na derradeira semana ao embate para fazer uma míni lua-de-mel com a esposa. A demonstração de indiferença ao confronto que se avizinhava, foi o factor mais destabilizante que o seu adversário teve na carreira, assumido pelo próprio uns anos mais tarde. O Sr. Rui Gomes compreende o que quero dizer com isto?

É por isso que os execráveis "Bailandos" deste burgo são o maior tiro no pé deste campeonato. Não por quem os canta, não por quem os segue, mas por aqueles que agora não têm mais vocabulário para bolçar. Nomeadamente o "Grande Líder".

 

 

Mais um excelente artigo do nosso leitor/colaborador DRAKE WILSON.

 

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publicado às 04:59

 

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«A maioria dos clubes em Portugal não dignificam o espectáculo, nem muitas vezes prática desportiva saudável, o que torna o nosso campeonato num quadro abstracto de conjunturas e suposições, desconfiança e claramente más práticas. Mesmo assim, na minha opinião, creio que ainda temos uma população bastante investidora no futebol.

 

Todos os finais de campeonato estão sujeitos a uma maior sobrevalorização mediática, sendo compreensível uma exposição maior de "acontecimentos", alguns naturalmente ligados aos preços de bilheteira, outros infelizmente ligados a práticas menos dignas.Mas além disso, analisemos a insustentabilidade de muitos clubes (alguns nem se percebe bem porque ainda existem), e como o nosso futebol foi perdendo aos poucos a sua expressão competitiva.

 

Nos anos 80 e inícios de 90, lembramo-nos de emblemas como Os Belenenses, Farense, V. de Setúbal, Estrela de Amadora e mesmo o Salgueiros, que geravam uma romaria espontânea, e o que é feito dos mesmos, na actualidade. Os dois que estão na Primeira Liga vivem constantemente em holocausto directivo e financeiro, dos outros reza uma história bem triste de decadência e desaparecimento.

 

No extremo de tudo isto, tem de existir reconhecimento de todos no que concerne à mentalidade pateta que a maioria de nós dispõe ao serviço da cultura desportiva. O que conta para a maioria das pessoas é o sucesso do seu clube, não a competição, o que naturalmente destruiu aos poucos os clubes médios/pequenos e por consequência o interesse do nosso futebol. Uma expressão alimenta mil palavras, a discórdia passa automaticamente para opinião pessoal do lerdaço adepto, e no epílogo, já ninguém acredita no futebol.

 

Eu gosto de futebol, pelo futebol. É por isso que sou sócio do Sporting, "d'Os Belenenses", do Arsenal, assinante da Sportv, BTV (pelo futebol inglês e pelas minhas filhas que não escolheram o nosso clube) e claro, de ler o "nosso" Camarote Leonino».

 

 

Texto do nosso estimado leitor DRAKE WILSON

 

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publicado às 14:40

 

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«Se a minha pressuposição acerca de temáticas espontâneas for o mote para este Post, gostaria de partilhar convosco ou obter opiniões acerca de um assunto que tanto pode estar deslocado da nossa “actualidade tertúliana”, como também o considero premente.

 

Não obstante de neste momento a nossa expectativa nos direccionar exclusivamente ao plano desportivo directo, no que concerne aos resultados da nossa equipa – e da rival – nas jornadas finais, preocupa-me o fugaz interesse/debate no que respeita a uma das maiores alienações de potencial económico no nosso clube, o qual considero – potencialmente – o pior acordo da história do Sporting. Ébrios pela dimensão numerária de tal acordo, e no fundo também, tão servos de desconhecimento como ávidos de superação aos "resultados" negociais apresentados pelos rivais com os operadores, podemos ter sido vítimas da nossa própria vontade de não ficar atrás de ninguém, numa extravagante corrida que se organizou oportuna ao fecho da torneira bancária aos clubes nacionais.

 

A preocupação em analisar os números envolvidos, anunciando a quem de direito o título de "melhor negócio", desde logo nos assegurou que num período sensível a 12/10 anos as receitas derivantes de transmissões, exploração de imagem do estádio e patrocínios na camisola nos seriam antecipadamente definidas. Considerou-se este um "balão de oxigénio" à vitalidade financeira do Sporting. Sem referir o aditamento ao contrato por parte de Joaquim Oliveira, vou basear-me num número: 446 milhões de euros. Falamos de uma média de 11 anos de exploração médios de 4 factores: 12 anos e meio de patrocinador oficial, 12 anos de exploração Sporting TV, 10 anos de exploração estática e virtual do estádio e 10 anos de transmissões televisivas e multimédia.Se dividirmos pelos 4 factores o valor global de 446 milhões de euros por uma média de 11 épocas/factor, obtemos como resultado um encaixe de sensivelmente 10 milhões de euros/ano por cada um deles.

 

Analisando parte a parte:- 10 milhões/ano 'Sponsorship' nas camisolas. Um bom negócio, tendo em conta os valores envolvidos aquando da recusa por parte da Qatar Airlines (2,5 milhões época) ou os valores da PT (2,8 milhões/ano). Um péssimo negócio, tendo em conta a possibilidade de anexar o 'Sponsor' das camisolas ao 'Naming' do estádio, o que traria um 'revenue' médio estimado de 19,5 milhões/ano global, incluindo camisolas.

 

Em números modestos.- 20 milhões/ano no síncrono entre Sporting TV e transmissões. Um bom negócio, se analisarmos como auge uma campanha medíocre ao nível do campeonato ou a qualidade (?) da programação do nosso canal. Um péssimo negócio, se a Sporting TV se projectasse de futuro como um canal de acesso e conteúdos 'premium'. Uma estimativa de exequíveis 250 mil assinaturas no universo de adeptos e outros interessados traria um retorno de valores na ordem de 28 milhões ano. Se deduzirmos custos médios inerentes de 11 milhões ano (direitos de outros campeonatos incluindo + média de 50 colaboradores + infra-estruturas e equipamento), sobram menos 3 milhões do que a oferta NOS aplicada.

 

Porém, se ao valor de 28 milhões adicionarmos contratos publicitários efectuados para o canal, estima-se que no mínimo 7 milhões/ano seriam aditados. Se adicionarmos a venda em 'renting' de conteúdos a plataformas online (o próximo grande negócio de 'broadcast' mundial), podemos adicionar no mínimo mais 23 milhões de euros. 28 milhões + 23 milhões + 7 milhões = 58 milhões de euros, em números modestos (pois o 'renting' a plataformas poderia alcançar 30 milhões).- 10 milhões de exploração estática e virtual. Neste campo, talvez o ponto menos ruinoso. Pelas minhas contas, ganharíamos mais 5 milhões/ano, se negociado com 'plataformas e-commerce'.

 

Existem "coisas" que (já não) me espantam, como Bruno de Carvalho bolçar "20 milhões de euros directos resultantes de 200 mil associados a pagar cotas" (!) ou o “mudar de patrocinador todos os jogos” de Carlos Vieira.

 

Existem várias outras que de modo surpreendente nos passam pelos olhos e não nos apercebemos».

 

 

Mais um excelente texto do nosso estimado leitor DRAKE WILSON

 

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publicado às 05:39

 

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«Os Capitais Próprios Negativos são hoje, em estimativa, a realidade de 35% do tecido empresarial português, sendo que seguramente mais de metade deste universo "sobrevive" no sector durante vários anos, à mercê da injecção de capitais externos. Todavia, mediante a actividade e propensão à realização de capital da mesma, existem empresas que se sustentam em eternidade pelo capital alheio, sem confrangimentos. Os clubes de futebol são um desses exemplos.Um modelo prático.

 

Dever à banca quando apenas se detêm um imóvel e um ordenado como garantia, é um "negócio de risco". Já uma empresa de exploração petrolífera com capitais negativos, mediante estudos geofinanceiros, adquire financiamento em mercados 'above e below-the-line' (Banca ou Instituições não-Bancárias de Financiamento) com trivial facilidade. E é aqui onde surge a facilidade do Sporting em angariar financiamento no mercado, fruto do "filão" que naturalmente tem propensão de produzir (jovens jogadores para nós adeptos, activos apetecíveis para grupos de investimento).

 

Existe hoje uma vasta concorrência entre estes 'players' do mercado financeiro, logo, um manancial de interessados em agenciamentos de reuniões. Porém, há que entender o seguinte. Quando nos sentamos com um representante de uma empresa desta natureza, basicamente estamos perante um advogado de defesa de investidores que sustentam o financiamento da própria empresa. O uso de palavras, expressões, a própria posição negocial, são determinantes para "convencer" o designado representante da empresa financeira a apostar o dinheiro dos "outros" connosco. Não confiaria tal tarefa, naturalmente, ao bom Octávio, Inácio, e pelos vistos, a Bruno de Carvalho. Este último tem dificuldade em dissociar o coração do umbigo, o cérebro da boca, e como tal, gera pouca empatia com negociadores.

 

Neste panorama, tem de existir "estômago" e saber ceder a bem de um desígnio delineado, que proteja sempre o clube no futuro. Do mesmo modo que não existe nenhum interesse em comprar um clube para desmantelá-lo posteriormente, em sentido inverso, temos de perguntar a nós próprios quanto vale o nome "Estádio José de Alvalade", tanto quanto as listras verdes e brancas do nosso 'jersey'. Em relação ao nosso sucesso desportivo, independentemente da quantidade ou origem do dinheiro, temos de perceber que estamos sempre, em qualquer circunstância, dependentes da nossa própria capacidade para fomentar estabilidade.

 

Alguém coloque um cadeado na porta das instalações de comunicação externa e metade do problema pode ficar resolvido !»

 

 

Mais um excelente e informativo texto do nosso estimado leitor DRAKE WILSON a quem agradecemos, desde já, a gentil colaboração.

 

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publicado às 10:22

 

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«Boa noite Riskos, obrigado pelo seu parecer. Lamento, desde já, a minha dificuldade numa resposta mais célere, não evitando assim algum constrangimento à questão aqui tratada. A minha vida profissional não me permite outro momento que não este para vir ao Camarote.

 

De facto, se a memória não me falha, terá sido no decorrer da curta governação de Durão Barroso que se procedeu a uma revisão ao código CPEREF (que quando lançado, era uma das mais inovadoras medidas judiciais até então), passando a vigorar o CIRE, que visava essencialmente dois pontos importantes: a demora processual dos processos – ora de falência, ora de recuperação– por via de tribunais comuns, assim uma preponderância na acção dos credores em definirem então os moldes da insolvência, designando estes um agente de administração. Digamos que de facto o CIRE foi um aperfeiçoamento ao CPEREF, mantendo grande parte da estrutura do anterior regime. O CIRE foi no fundo, a facilitação processual do CPEREF. Não estarei errado em ter referido o anterior programa, embora você esteja inteiramente certo em invocar o CIRE.

 

Agora a questão das VMOC, dois pontos fundamentais:- representam dívida a vencer em prazo definido. Pagam parcialmente dívida, aumentam um pouco mais de liquidez, mas resultam em obrigações, no ciclo em espiral;- são inúteis se o Sporting não gerar receitas.

 

As VMOC representam para mim o seguinte:

 

- A solução mais confortável para o Banco, não para o Sporting.

 

- Hipotecou-se acções ou obrigações sem geração de assinaláveis mais-valias.

 

- A certeza de que quem as avalizou foi de algum modo cobarde, pois existem outras opções financeiras melhores que VMOC.

 

- Obrigações em formato VMOC inibem a entrada de grupos financeiros de investimento, através de aquisição de acções, que visem aplicar injecções de capital em "off-season" para recuperarem o mesmo e respectivos interesses, em data a definir. Sendo este no meu entender, o futuro do Sporting.

 

- A certeza que o Sporting não tem um projecto de futuro delineado.

 

Para que não fique a impressão que represento discursos alienígenas, sugiro algo que sim, faria uma grande diferença:

 

- Emissão de VMCOE ou invés de VMCO. Estas possibilitam a devolução de dívida em dinheiro, libertando as nossas acções do clube;- ao emitir as VMCOE´s, deixamos espaço aberto a entrada de Investidores de Capital;- Com Investidores de Capital, definimos um produto financeiro denominado "Futuro", que explicarei a seguir.

 

- Sugerimos posteriormente a entrada no capital do Sporting um segundo grupo financeiro, que compre as acções da Holdimo.(Até aqui, gerou-se um fenómeno que permite as acções subirem)

 

- Os "Futuros" são produtos financeiros que permitem ao investidor assegurar a rentabilidade do seu investimento, em moldes a definir pelo Sporting, num determinado período temporal.

 

- Assegura-se um segundo Investidor de Capital que preveja a subida das acções, celebrando um contrato com o Sporting para a obrigatoriedade da compra das mesmas.

 

Assume-se a aproximação a Jorge Mendes, assim como a outros agentes que não quero aqui referir. (Se é possível hoje vender um jogador português pouco influente no plantel por 15 milhões, tal engenharia financeira deve-se ao citado empresário).

 

- Define-se a venda anual de 3 jogadores/máximo que gerem receitas na ordem de exequíveis 30/40 milhões de euros.

 

- Assume-se protocolos com grupos financeiros ingleses (que estão sobejamente interessados em aplicar dinheiro) que visem a alienação de direitos de imagem do estádio e assumam por eles uma negociação de broadcast internacional com operadores que divulguem internacionalmente o Sporting.

 

- Assegura-se (obriga-se contratualmente a quem desempenhar o papel de treinador) que todos os anos 5 juniores entrem no plantel principal, e dois deles ocupem com qualificação as vagas ocupadas por jogadores já transaccionados em pré-época.

 

- No Broadcast nacional, seja NOS, seja Vodafone ou Meo, que se crie envolvência do agente eleito no investimento em entrada anual de um jogador internacional – designado a interesse do clube–, podendo estes explorar singularmente a imagem do mesmo. (Futre, a seu jeito, não deixava de ter uma certa razão)

 

Estas são parte das medidas que considero de curto alcance ao nosso Clube».

 

 

Resposta de DRAKE WILSON às questões apresentadas pelo leitor RISKOS no post O nosso Clube tem vindo a procurar crédito na mercearia do bairro.

 

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publicado às 04:57

 

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«Existia até 2012, em Portugal, uma notável lacuna jurídica relacionada com a gestão de processos de insolvência, nomeadamente em empresas de médio-grande porte ou de interesse económico elevado (consoante o número de encargos contratuais, importância ao panorama económico nacional, interesse público, entre outros desígnios).

 

Desde então, bastante evoluiu no cenário jurídico nacional.Sem ser maçador ou exaustivo, basicamente considerou-se ineficiente as resoluções de insolvência, criando-se então um plano especial de recuperação de empresas e de protecção de credores (CPEREF), que visou a recuperação das empresas como interesse superior à sua liquidação e desmembramento. Aprovado esse parecer, em Portugal, nunca uma instituição de interesse nacional como o Sporting se sujeitaria a uma liquidação. Principalmente envolvendo como credora a nossa famigerada banca no seu sensível estado actual. Em suma, bastava ao Sporting invocar em tribunal a instauração de processo especial de revitalização, de acordo com o previsto nos artigos 17.º-A a 17.º-I., Lei n. 16/2012, de 20/04.

 

Querendo eu dizer que por trás de tal guarida jurídica, bem pode Bruno de Carvalho irrogar a si a responsabilidade por o Sporting "nunca acabar"...Porém, o meu maior motivo de preocupação em relação ao clube prende-se com a gestão actual dos seus fundamentos financeiros, por ser esta uma área que domino profissionalmente, e onde identifico quase nenhuma exploração de potencial da instituição em mercados financeiros que visem apoiar uma super-reestruturação do clube.

 

Simplificando, o parco conhecimento da estrutura directiva do Sporting tem levado o nosso Clube a procurar crédito na mercearia do bairro quando desconhece as vantagens competitivas de um hipermercado. Existem dois negócios nos quais o Sporting se envolveu, que a meu entender merecem um parecer mais argucioso. Refiro-me a direitos de broadcast/exploração de imagem e recompra de passes de jogadores. Desconfio da premência de tais dossiers.

 

Embora qualquer opinião providencial da minha parte possa obrigar a um duplo trabalho de controle de comentários que não me parece justo "infligir" a Rui Gomes, por ser seguramente matéria sensível ao desagrado.Todavia, a latência sobre a performance competitiva da equipa de futebol parece-nos superior a anos anteriores, matéria inquestionavelmente ligada à disponibilidade milagrosa de um Jorge Jesus sem clube, livre de decidir. Este trouxe-nos os seus conhecimentos de campo e, sempre questionando a sua compatibilidade com o momento financeiro do clube ou interesse póstero na alienação do que representa o Sporting ao nível de valorização de jogador nacional, convêm-nos monitorizarmos toda a actividade verde-e-branca nesse sentido. Numa relação, o cônjuge que se sujeita remete-se à estagnação».

 

 

DRAKE WILSON

 

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publicado às 12:27

 

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«Subscrevendo a análise de City Lion, a despeito de considerar um pouco infeliz a frase do treinador, por esta constituir na realidade um paradoxo a toda uma suposta orientação da direcção em proporcionar, este ano, as melhores condições para o alcance de sucesso.

 

Explanando tal "surpresa" pela classificação actual (algo que no meu entender fragiliza a força-motriz do mérito de vencer), declara-se Jorge Jesus como o único bastião da glória, talvez por considerar que sem ele o Sporting não chegaria lá. No fundo, como se de si o Sporting dependa. A meu ver, porque não, seria mais ambicioso declarar – nesta altura do campeonato – que no fundo se desejava algo mais do que o segundo lugar. Palavras estas que marcariam acima de tudo uma posição, aliando à ambição desta nova era a fé de que se é capaz, quando assim se deseja.

 

Estes são declaradamente os defeitos da gestão cesarista em voga, neste imprudente império do ego, onde cada declaração pretende distribuir esperança por entre aqueles que confundem Sporting com analfabetismo. Se o segundo lugar no final da temporada reger a nossa posição classificativa, será oportuno lembrar ao treinador que Paulo Bento também o fez...»

 

 

DRAKE WILSON

 

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publicado às 05:22

 

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«Infelizmente, os erros de arbitragem são, não apenas no nosso campeonato mas também a uma escala verdadeiramente global, matéria sujeita a vários debates. Por inerência ao ajuizamento humano aplicado por percepção, todo o árbitro está semi-protegido à própria avaliação do seu desempenho ao jogo. Como tal, difícil será sempre como provar se de facto agiu com dolo intencional ou não. Salvo existência de provas em concreto.

Como disse, e bem, em Inglaterra existem questões contratuais que inibem os árbitros de tecerem considerações acerca dos lances por si ajuizados, ao contrário do que acontece na «Bundesliga» ou na «MLS». Nestes campeonatos, a exemplo de outros, todos os intervenientes ao jogo promovem o debate pós-partida, onde o próprio árbitro intervém e esclarece as posições por si tomadas no decorrer do jogo. Parece-me ser esta a posição que falta assumir no futebol português.

É um facto que em Portugal existe um problema enraizado na própria cultura que se prende com a dificuldade comunicacional. O excesso de burocratização, anos de regime político inibidores de liberdade, são fantasmas que nos limitam imenso na abordagem, nomeadamente, a pessoas e instituições, sem o espectro de barreiras ou desconfiança. Como tal,é necessário que todos os intervenientes desportivos directos ao jogo – Técnicos, Jogadores, Árbitros e Fiscais – criem urgentemente uma aproximação entre si, sem complexos nem barreiras, promovendo assim a dignificação da profissionalização. É importante o árbitro preparar-se para o jogo, não apenas fisicamente, mas também conhecendo mais e melhor os jogadores, colocando-se mesmo este em posição de regulador de uma partida e não apenas como um juiz.

Que benefício induz na clarificação do futebol português a espera por um relatório que vise a actuação do árbitro enquanto se remete este a uma barreira de silêncio? Um silêncio que gera desconfiança, que fomenta a intriga, que desgasta inclusivamente os adeptos. Faz-se assim da figura do árbitro como um paquete de encomendas a soldo de algo ou alguém, criando a ilusão que os interesses alheios se sobrepõem ao código deontológico.

O Sistema que impera no futebol português teve a sua origem, acima de tudo, num vazio profissionalizante, em que qualquer indivíduo afecto aos seus interesses tinha acesso a uma posição de controlo. A pobreza de espírito e não só, o amadorismo, o desconhecido, são os maiores amigos do mal do futebol nacional. Defendo que um árbitro tem de viver única e exclusivamente da arbitragem e para a arbitragem, para ser um profissional bem sucedido, e não um corpo estranho a toda uma indústria e responsabilidades a esta inerentes.

Lembro-me de LuigiPier Collina. De facto, o melhor árbitro que alguma vez vi a actuar. Preparava-se extremamente bem antes de cada jogo e revelava, inclusivamente, conhecimento táctico acerca das equipas e jogadores, para além de um rápido e eficaz posicionamento no relvado, fruto naturalmente da condição física de um atleta que também ele se considerava».

 

Mais um excelente texto do nosso leitor Drake Wilson que, não tenho dúvida alguma, será do interesse de todos.

 

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publicado às 04:08

 

 

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O texto que segue - que eu considero interessante e importante - é da autoria do leitor Drake Wilson, em resposta a um comentário de um outro leitor, no post O Sporting não vive dos seus actos de gestão, apenas se manifesta por eles.

 

É a opinião do leitor, sem dúvida, mas parece-me que muito além de apenas isso, é uma narrativa lúcida e informada sobre o Sporting e o seu actual estado de vida.

 

«Gostaria de deixar claro que a minha opinião não está empaticamente ligada a outro clube que não o Sporting, o que me leva a ter alguma dificuldade em conseguir alcançar a contra-argumentação que apresenta, fundamentada no seu conhecimento acerca das contas do SL Benfica. Apesar de aparentar, no que escrevi, um afastamento em relação a políticas adoptadas pela direcção do Sporting, o meu sentimento é de pragmatismo no que concerne ao que não considero positivo. Em relação ao vizinho do lado, salvo em reuniões de condomínio, menos posso considerar sobre o que pouco sei.Agora, sobre o que sei…

 

Pela sua história ecléctica, o Sporting esteve sempre um passo à frente da própria ambição nacional (desportiva e socialmente falando), sendo diversas ocasiões a única instituição a ostentar a condição de clube virado para o mundo, tanto quanto para dentro do seu próprio país, um país infelizmente pouco desenvolvido e iletrado durante décadas. Enquanto a régua e a ardósia serviam de instrumento pedagógico nas escolas, o Sporting apresentava pela Europa um futebol tido como exemplo, ao mesmo tempo que em Portugal as excelentes e frequentes campanhas na competições disputadas atraíam multidões.O Sporting tinha o seu ADN, alicerçado pelos valores impostos de quem fundou a instituição. Mas tinha também algo mais. Tinha a disciplina, o rigor, o profissionalismo e a pedagogia que instituição alguma em Portugal sonhava, o que levava o clube a um posicionamento, de modo natural, muito superior em relação aos rivais.

 

Após a revolução de 74, tanto FC Porto como SL Benfica procuraram acompanhar uma nova ordem de evolução técnica tão ansiada, que permitisse assim a aproximação competitiva ao nível do nosso clube. Surgem deste modo, nos nossos rivais, figuras com discursos inovadores, fundamentados de algum fundamentalismo e de implementação imediata, ao mesmo tempo que o Sporting consolidava o seu ecletismo e investia em melhores condições nas diversas modalidades.E foi aí o grande ponto de viragem do Sporting, num sentido descendente. Após a revolução, os clubes rivais reinventaram-se, enquanto o Sporting manteve uma ideologia saudável, mas que não lhe permitiu perceber a mudança em curso no paradigma “futebol português”, da qual os valores íntegros do clube não seriam de compatível associação. O Sporting, fruto da sua diferença e dimensão, não foi protocolar, não investiu em relações criadas com novos dirigentes que surgiam nos seus clubes regionais, não se integrou na nova ordem. Quando deu por si, a regionalização desportiva e federativa estava já tomada. E o Sporting ficou sozinho.

 

Salvador, reinventou um novo Braga, apelado à ligação regional das suas gentes para com o clube da sua cidade. Teve o seu projecto, estabeleceu as suas ligações, e como resultado dessa gestão hoje preside a um clube que evoluiu. Pontualmente ultrapassou o Sporting. Desportivamente, nunca. Mas mais importante, o Braga hoje mostra-se à Europa. Nós hoje mostramo-nos a quem?

 

Coates, na sua opinião, é o melhor central a actuar em Portugal. A minha opinião, fundamentada num coeficiente de idade/progressão/rendimento actual e custo mensal, é o Ruben Semedo. Excluo a experiência, as internacionalizações o estatuto, pois para mim, tal faz sentido quando se pretende competir internacionalmente, não apenas nacionalmente. Tenho o direito de questionar os custos inerentes a renumerações quando os resultados desportivos assim o indicam, mas também quando não prevejo "break-even" algum dos mesmos.

 

Falar do Project Finance do SL Benfica apontando-lhe defeitos, em rigor, seria o mesmo que calcular o valor do potencial de exploração petrolífera em planetas diferentes. Não posso explorar esse campo latente em poucas linhas, de modo linear. Mas posso assegurar-lhe, com base em informações acessíveis a qualquer pessoa interessada, que o Sporting actual não tem “Know-how” nem “Management” para algo melhor.

 

Comunicação defensiva no Sporting? O marketing e comunicação do Sporting actualmente é medíocre, não se posiciona ao nível da instituição credível, não apresenta soluções de dinâmica exponencial, não revela profissionalismo. Não existe sentido de timing, colocando-se facilmente à mercê dos resultados desportivos, alimentando contra-respostas que agitam o clube de um modo que ele não está preparado para lidar.

 

Quando me refiro a uma aproximação internacional do Sporting a países desenvolvidos, não me refiro a torneios. Refiro-me a parcerias que provoquem estatuto, numa primeira fase, e desenvolvimento protocolar em sequência. O Sporting tem influências maiores do que se imagina, embora estas prefiram a descrição do que a exposição mediática. Questione a presença e apoio de um sportinguista como o Dr. Alexandre Soares dos Santos, sem que este corra o risco de lhe chamarem “croquette”, dando sempre preferência aos rebeldes sem causa que ocupam a Direcção do Sporting». 

 

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publicado às 04:26

 

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«Não poucas vezes, a presidência de Bruno de Carvalho tem sido colocada ora sob aval, ora sob suspeita, pelo universo leonino que opina essencialmente nas redes sociais. Não sendo possível quantificar a percentagem de associados e adeptos que actualmente contestam esta Direcção, um facto será, seguramente, a polémica envolta numa série de questões que florescem amiúde ao longo destes três anos de mandato.

 

Facto relevante, antes de qualquer opinião, reside no momento em que as listas possíveis – na altura – se configuraram, colocando Bruno de Carvalho em vantagem sobre os demais. Não apenas por sombra da surpresa gerada por um "perfeito desconhecido" que surgia de discurso seguro, mas também pela desconfiança "afectiva" que outros candidatos não logravam ultrapassar. Parece-me que, na altura, as pessoas desejavam efectivamente o tal "corte" cuja verbalização de Bruno de Carvalho sugeria, sendo este o mote que ergueria (por suposto) de novo um Sporting à beira de um (por suposto) colapso. Mais a mais, a grande vantagem que este presidente tinha naquele dado período, residia em que ganhar a Severino e a Couceiro não seria tarefa hercúlea, nem por Bruno de Carvalho nem por qualquer outro candidato que se apresentasse como representante de um qualquer "contra-poder". Severino e Couceiro, desempenhantes das suas actividades profissionais primárias com algum crédito, carecem, ontem, hoje e sempre, do carisma e inteligência política necessários à ocupação de poder, mesmo que este esteja em território moribundo.

 

Não me aparenta difícil, hoje, a substituição deste presidente, pois essencialmente a sua gestão está de grosso modo esgotada. O Sporting não vive dos seus actos de gestão, somente se manifesta por eles, e mesmo estes são questionáveis no que remete ao futuro do clube. Este presidente, não obstante do seu sonho de criança, comete logo à partida o erro crasso de ser demasiado "sportinguista" (sportinguista à sua maneira), não detendo disciplina em gestão emocional nem mais-valias ou conhecimentos a aplicar no Sporting. Um dos seus falaciosos trunfos, a capitalização oligarca russa, denominado fundo de investimento "Sporting Champions", seria então uma desgraça irreversível:- Apresentar Leonid Tiagatchov como investidor foi uma brincadeira de mau gosto, desmentida pelo próprio. Apresentar Iuri Pachechnik como investidor foi irresponsabilidade. Este nunca teria permissão para actuar em Portugal na sua área profissional, habituado a fazer contratos-reféns de construção civil com os parceiros de negócio. Útil para obras como o Pavilhão João Rocha? Por fim, Alexander Zhukov, preso em 91 com implicações em negócios bélicos...

 

Qualquer gestor financeiro intelectualmente honesto reconhece que esta gestão de "espada e escudo" erguida pelo presidente em volta da instituição Sporting está ao nível dos actos políticos de Zimbabwe, levando o Sporting cada vez mais a estar isolado no panorama desportivo. Olhando para a relação escolhida para com os rivais, o silêncio foi fogo que ardeu sem se ver, levando a questionar que rumo agora tomar, quando todo o tempo e energia consumidos com tal objectivo poderiam ter sido úteis noutros campos tão necessários».

 

 

DRAKE WILSON

 

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publicado às 12:11

Frase do dia... hoje e sempre

Rui Gomes, em 16.03.16

 

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«O Sporting não se pode basear em argumentos, pois o Sporting não precisa de justificar a sua grandeza, mesmo quando esta é questionada. Não se questiona grandeza justa e naturalmente adquirida – questiona-se aquela que é induzida. O Sporting fez pela nação, quando a nação nada pediu. E foi assim que se adquiriu a nossa grandeza.»

 

Esta frase é da autoria do leitor DRAKE WILSON, integrada num excelente comentário seu ao post "Servir a dois senhores" , publicado ontem pelo nosso colega Nação Valente.

 

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publicado às 04:41

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 11.03.16

 

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«A direcção adoptada pelo Sporting em torno das agências e empresas desportivas operantes foi um erro estratégico. Talvez mesmo o maior erro cometido.


Não podemos subscrever de modo romântico a doutrina da purificação empresarial no moderno mundo negocial, quando numa era de "networking" todos os empresários entendem que são as relações criadas com as instituições os principais geradores de negócio e mais-valia para o sucesso de uma empresa.


Uma agência financeira, como mero exemplo, em Singapura, pode ter hoje um papel primordial na criação de fluidez comercial numa empresa Portuguesa (por exemplo) cujo seu mercado financeiro seja de pequena dimensão. A essa agência, pouco lhe interessa a dimensão geradora de empatia que esta empresa tem junto dos seus clientes, mas sim a estabilidade e dinâmica que esta oferece de "cash-flow". Ou seja, se estivermos a falar do Sporting, pouco interessa o seu universo de associados ou mesmo o número de títulos conquistados, mas sim a exposição e visibilidade que o clube tenha junto de mercados mais atractivos, a fim de se gerar negócio o mais rapidamente possível.

No caso de uma operadora televisiva a operar no nosso mercado, a situação muda naturalmente de figura, não obstante da visibilidade e estabilidade do clube ser sempre factor determinante na negociação. Aí, como todos sabemos, o Sporting consegue ter o mesmo peso comercial que Benfica e Porto. Mas este é um negócio que acontece de 10 em 10 anos.

O Sporting tem acima de tudo saber conviver com este nivelamento por alto, e não olhar de modo emotivo para o negócio futebol. A teoria do presidente-adepto não vale, comercialmente falando, rigorosamente nada.


O Sporting tem essencialmente de saber sentar-se à mesa, nunca procurando olhar para si próprio como o eleito, mas sim como uma das partes envolvidas num negócio que tem de ser vantajoso para todos. Com isto, considero fundamental o Sporting promover o mais rapidamente possível a criação de parcerias com empresas de agenciamento desportivo internacionais credíveis, definindo claramente o seu propósitos: a curto prazo (ser campeão) e a longo prazo - devolver mais-valias aos investidores que apadrinharam investimento na qualidade do plantel.»

 

 

Leitor: DRAKE WILSON

 

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publicado às 03:53

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 04.03.16

 

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«Na minha opinião, Rogério Alves é um homem cujas características e capacidades oratórias o elevam a uma posição superior, sendo naturalmente proprietário de charme suficiente para um forte apoio a uma campanha presidencial. Refiro apoio, porque procurando perceber o fenómeno de popularidade que elege um presidente, talvez Rogério Alves não tenha ainda o "dom". Mas seguramente que tem o respeito do universo sportinguista.

 

Existem dois nomes que gostaria que ver presentes numa direcção. Um destes nomes, fazendo uso de algum irrealismo por o considerar menos apto a cargos de gestão responsabilizada, mas marcado uma vida inteira pelo brilhantismo, dedicação e pela entrega. Refiro-me ao segundo senhor presente na foto colocada por si, abaixo da gravura alusiva aos 5 violinos: Carlos Lopes. Claro que "as pessoas" hoje mal sabem o que um homem destes fez pelo Sporting. Pena não ser um pouco mais catedrático, ou provavelmente teria dado um dirigente exemplar. Fora o reconhecimento nacional e internacional (medalha de mérito e honra nacional, medalha de ouro nos Olímpicos) possibilitou a presença do Sporting além fronteiras, acompanhado pelo "seu" presidente, João Rocha.

 

Outro nome, menos conhecido pela maioria da "praça votante" – os que elegeram o actual presidente – seria António Raposo Subtil. E acerca deste, por uma questão muito minha, deixo ao critério das pessoas analisar.»

 

 

Leitor: DRAKE WILSON

 

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publicado às 04:13

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