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Como seria de esperar, honrando a frase "quem com ferros mata com ferros morre", a blogosfera brunista, mesmo a assalariada, não foi de poucas medidas. Agora quer a cabeça do chefe. Para nós, infelizmente o dizemos, esta situação não é novidade já que, como é sabido, alertamos para a mesma quase há 4 anos.

 

Não se esperaria pois, por desnecessidade, que fossemos os primeiros a exigir a demissão antecipada de Azevedo de Carvalho e, naturalmente, a sua não recandidatura, pelo facto do projecto(???) que apresentou e para o qual gastou milhões de euros que nos pertencem, estar falido.

 

Outros, contudo, habituais defensores de Azevedo, foram rápidos a exigir o óbvio. Senão vejamos um exemplo que resume o estado de espírito da nação leonina:

 

"Bruno de Carvalho é o principal responsável ponto final!

 

- Agora a cereja no topo de bolo era este ridículo presidente despedir cobardemente Jorge Jesus e pagar uma indemnização choruda e assim salva a pele, vergonha esta época, deu total poder a Jorge Jesus no Sporting e quem se está a rir é o Orelhas que o despediu e continua a ganhar e não falem em arbitragens e que não sou sócio e que não posso opinar!

 

Quando saiu Marco Silva quem devia ter saido era Bruno de Carvalho!

 

Mais a frio amanhã falaremos sobre esta vergonha!"

 

Mas, para que melhor se perceba o tipo de "cultura de clube" que o triste consulado de Bruno trouxe ao Sporting, nada como citar um comentador habitual deste espaço que, em meia dúzia de palavras, tantas quantas a sua escassa capacidade intelectual o permite, resumiu, na tasca que habitualmente o acolhe, o estado de espírito destes "sportinguistas":

 

"(...) o problema vosso mesmo hipoteticamente vocês abustres ganharem as eleições não vão ter paz. Porque aqui os camaradas não vos querem lá, vão ser minados diariamente . Querem guerra vão tela e da grossa" (Fight for your right)

 

Está apresentado o que espera Pedro Madeira Rodrigues e o enorme trabalho que terá em reerguer um clube completamente perdido numa "cultura" clubística lampiónica, que nunca foi a sua, mas que Azevedo de Carvalho fomentou diariamente.

 

Pobre Sporting.

 

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publicado às 07:29

A brigada do reumático

Naçao Valente, em 14.01.17

 

Convém fazer um ponto prévio. Qualquer pessoa é livre de se assumir como apoiante de candidaturas à presidência do Sporting. É uma assunção de livre arbítrio. Nem podia ser de outra forma. Era o que mais faltava.


Vem esta clarificação a propósito da badalada comissão de honra da candidatura de Bruno Miguel de Azevedo Gaspar de Carvalho. Até à apresentação do candidato Pedro Madeira Rodrigues, a candidatura do actual presidente mantinha-se em banho maria. Estou convicto que tinham esperança que não aparecesse opositor e que a reeleição seria um passeio apoteótico. Infere-se que o facto de ter aparecido um candidato fez tocar todas as campainhas do lado do situacionismo, na feliz expressão de Leão Zargo. Logo a candidatura da evolução na continuidade, saiu da bruma e assumiu-se com todo o seu potencial.

 

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A apresentação de uma comissão de honra faz-me lembrar, salvaguardadas as devidas distâncias de contexto e de circunstância, uma situação que aconteceu em 1974 quando os generais Spínola e Costa Gomes se afastaram de Marcelo Caetano. Surgiu então um grupo de altas patentes militares que foram prestar vassalagem ao Presidente do Conselho. Esse grupo de fiéis ficou na época conhecido como “a brigada do reumático”.


As primeiras cinquenta sombras da imagem presidencial, vieram à luz do dia logo após o anúncio da sua candidatura. E a sombra foi alastrando para obscurecer qualquer luz da oposição. Olhando para as sombras não se percebe qual o critério para a sua constituição, de tal modo que já alguém lhe chamou, uma espécie de albergue espanhol. Há ali de tudo: brunistas convictos do milagre financeiro; contestatários reconvertidos à situação; putativos candidatos em pirueta arriscada, comentadores engajados e comprometidos. Lembro-me dessa eminência parda, José Maria Ricciardi, abono de vida do Presidente, de Dias Ferreira rendido à truculência presidencial, de Vasco Lourenço crítico amnésico, e do “yes men”doutor Barroso ,entre outros.


Há quem diga que este beija-mão foi ,nalguns casos, assumido por voluntarismo obrigatório. Uns porque gostam, alguns porque têm que gostar, outros porque sim. Seja como for, todos se aliam ao propalado carro vencedor. Se vão ou não receber louros logo se verá.


Com mais ou menos artritismo, físico ou mental, o facto é que o situacionismo tem que ir a jogo, com pelo menos um candidato (veremos se aparecem mais) e denota algum nervosismo. Como só gosto de fazer prognósticos depois do jogo, espero pelas propostas que surgirem e pela sua consistência. Depois os votantes decidirão, bem ou mal. E nessa decisão, boa ou má, estará o futuro do Sporting.

 

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publicado às 04:46

Bacelar Gouveia "bate com a porta"

Ricardo Leão, em 11.01.17

 

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Eis a última saída da equipa de Azevedo de Carvalho. Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, abandona as funções e não se recandidata. Junta-se a outros ex-brunistas como Rui Morgado, Vitor Ferreira e Artur Torres Campos, entre outros.

 

No seu mural do Facebook faz os habituais elogios e agradecimentos de circunstância mas sabe-se que, por detrás dos públicos elogios, existiram sempre enormes divergências com Azevedo de Carvalho que levaram Bacelar Gouveia a avisar da sua intenção de não se recandidatar.

 

No mural de Bacelar Gouveia pode ler-se "Amanhã presidirei à última reunião do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) do Sporting Clube de Portugal deste mandato do quadriénio 2013-2017, não sendo candidato a qualquer órgão social do Clube nas eleições agendadas para 4 de março de 2017."

 

É mais uma baixa de peso na equipa de Bruno, crescentemente isolado e em ruptura com aquele que foi, em tempos, o seu núcleo duro.

 

Porque será? 

 

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publicado às 12:33

A solidão do poder

Naçao Valente, em 03.01.17

 

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O presidente do Sporting faz-me lembrar o Coronel Buendía, uma personagem de um livro de Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão. O autor diz da personagem “promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas”.

 

Bruno de Carvalho, da sua natureza, trouxe para o Sporting, não a paz mas guerra. Não sei quantas batalhas iniciou, mas tem muitas perdidas e outras em vias de as perder. De tal modo que ofuscaram uma ou outra vitória que tenha conseguido. Salientem-se as guerras inúteis e desnecessários com o passado, as lutas absurdas com os fundos, os conflitos com sócios ou adeptos, as demandas esotéricas com adversários, a cruzada das cores, do verde contra o encarnado, a errada estratégia desportiva. Casos e mais casos, derrotas e mais derrotas. Não admira que agora apareça cansado e peça a ajuda de tudo o que vier à rede no mundo sportinguista.


O presidente e agora candidato, assumiu publicamente, numa entrevista a um jornal, uma outra personagem da literatura: D. Quixote de La Mancha. Disse ele que estava cansado de representar o papel da personagem de Cervantes, e de tanto lutar sozinho, contra os moinhos da sua imaginação. E vem pedir, ou quase exigir, a ajuda de outros sportinguistas pois está farto da tarefa quixotesca. Logo se levantou uma horda de guerreiros em seu auxílio. Pelo que consta, mais de cem e de todos os quadrantes. Nem os ditos croquetes, tão amaldiçoados deixaram de responder à chamada. E até um putativo candidato de espinha extra flexível deu um passo em frente.

 
Há, no entanto, uma personagem real que se adequa à sua atitude: chama-se Oliveira Salazar. Não que exerça o poder autocrático, porque os tempos mudaram, mas porque lhe copia alguns tiques de superioridade e alguma hipocrisia. O antigo Presidente do Conselho, numa das comemorações do 28 de Maio, disse que era hora de se retirar, mas que olhando à sua volta não encontrava alguém para continuar a sua obra . Aplausos. Bruno de Carvalho numa encenação mais subtil fez o mesmo número. O cargo que ocupa é muito desgastante, no entanto sacrifica-se pela causa. Fazer o quê, quando olha à sua volta e só vê mediocridade.


Salazar só saiu depois de cair da cadeira. Ainda o mantiveram semivivo durante algum tempo como o chefe virtual, tal como o grande agrário Diogo Relvas, do romance Barranco de Cegos de Alves Redol, que sentado numa torre, embalsamado, mantinha o respeito dos servos, cegos conduzidos por um cego. Vieram outros governantes e o país sobreviveu e está melhor, o que significa que não há insubstituíveis.


Bruno de Carvalho apresenta-se agora, como o bom da fita. Que candura! Faz-me lembrar o filme de Sérgio Leone, o Bom, o Mau e o Vilão. Sendo ele o bom, qualquer adversário tem de fazer outro papel. Madeira Rodrigues já está etiquetado. Além de ser mau, é fraco e já está derrotado. Dizem os seus homens de mão. Não parece ser essa a posição do herói. A arregimentação de tropas no exército “inimigo” indicia que está com medo? Estaremos perante um herói medroso? Que ironia! Ou teremos um general perdido no seu labirinto da solidão do poder? E se aparecer também um vilão? Ou apesar de ter o melhor armamento, a brigada ligeira e a artilharia pesada, sabe que numa guerra não há vencedores antecipados e só perde quem desiste de lutar? Entre muitos exemplos lembro-me de Aljubarrota.

 

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publicado às 16:15

O Sporting que eu sempre sonhei

Drake Wilson, em 29.12.16

 

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 Meados de Abril, em 2000, com o Dr. José Roquette

 

 

Quem sabe, um dia.

 

No dia em que ocasionalmente conheci o Dr. Roquette (no dia em que a foto acima foi tirada, em Abril de 2000), entre outros assuntos de natureza profissional, falámos muito sobre o nosso Clube. Preocupações de ambos acerca do presente e futuro eram demais evidentes, mas com a certeza de que só com um caminho racional e sustentado, coisas boas aconteceriam. Teria de se gastar dinheiro sim, e esse dinheiro teria de vir de algum lado seguramente – nada de Banca. Ficou a promessa de que nos voltaríamos a rever, se nesse ano o Sporting se sagrasse campeão. Nesse dia, o Sporting vence na Madeira, e 15 dias depois vence o campeonato. A palavra do Presidente manteve-se, e 10 dias mais tarde são-lhe exclusivamente apresentados pessoalmente, 5 profissionais de primeira categoria em diversos sectores, do meu conhecimento e confiança, cumprindo igualmente a promessa que eu tinha feito. Um português, quatro estrangeiros, e nenhum deles era suspeito – ali estavam os pulmões do maior projecto desportivo em Portugal, com profissionais de extraordinário gabarito, assim como a garantia de um futuro independente.

 

Mas no realismo de uns, sobrava a ansiedade e muita inveja de bastidores, de nomes que um dia terei o prazer de escrever sobre eles, quando tal for oportuno. Estes, infelizmente, dominavam uma ala no Clube e sabotaram a independência do Presidente, contando com o apoio de elementos organizados. Assim, tal os adeptos quiseram e Roquette saíu do Sporting. Os parceiros questionaram a integridade dos que por lá ficaram, furtando-se a designar vínculos com a demagogia. Perdeu o Sporting seguramente. 16 anos mais tarde, chegamos a esta conclusão: dos 5 parceiros colocados à disposição do projecto, um deles lidera actualmente destinos de um clube rival na sua internacionalização. Outro, apoiou a direcção desportiva no Chelsea de Abramovich na sua génese, até se incompatibilizar com Mourinho (Mourinho saiu, ele ficou, porque em Inglaterra a estrutura é uma coisa séria). Outro, viria a investir num clube em Espanha, anos mais tarde. O Sporting, esse, continua adiado, sem se entender que mais valem 5 anos a tentar do que 40 anos a chorar.

 

O Presidente que eu gostava.

 

Se me fosse questionado que Presidente gostaria de ver no meu Sporting, teria alguma dificuldade em responder. Mas seguramente, um ideal de independência orgânica assente em matrizes corporativas, mais do que emotivas. Um pouco de John Maynard Keynes, um pouco de Joseph Schumpeter. Talvez um pouco de João Rocha, com um pouco de José Roquette. Se funcionaria, não sei. Mas acredito que funcionaria. Se me perguntassem como gostaria que fosse o Sporting, como Clube, a minha resposta seria sempre a mesma: aquilo que ele é. As instituições sobrevivem sempre às pessoas, independentemente do que as pessoas considerem como sendo o melhor para as instituições. Sendo que o Clube existe desde a sua fundação, caberá a cada um daqueles que acredite fazer a diferença, expor o que considere fundamental incrementar com o seu conhecimento e sensibilidade. O Clube sai sempre a ganhar quando a excelência é colocada ao serviço dos seus destinos.

 

Schumpeter e Keynes foram os dois economistas que mais admirei. Se Schumpeter fosse, um dia, presidente do Sporting, diria que um dos maiores problemas do Clube debate-se com o Monopólio existente na planície competitiva portuguesa. Para ele, seria a falta de criação de um percurso financeiramente autónomo que não mais do mesmo nos últimos 40 anos – a principal razão pela qual o Sporting, pela falta de métodos, ficou ultrapassado pela concorrência. Já Keynes, no mesmo cargo, diria que perante a incerteza do futuro, teria o Sporting de gerar correlações com todos os agentes desportivos e financeiros à sua disposição na indústria (e mesmo fora dela, diria eu), afim de proteger a sua durabilidade como emblema competitivo a longo prazo, evitando a disfuncional perda de capacidade competitiva alheia à sua vontade. Ambos teriam razão. Schumpeter, inovador como Rinus Michels, o criador do Futebol Total. Keynes, como Cruyff, o expoente que materializaria tal conceito.

 

Entre a placidez de uma maternidade e a insanidade de um hospício, Alvalade (às vezes) é assim.

 

Continuaremos a adiar o Sporting, enquanto a discussão eleitoral estiver apenas e só centralizada no “esqueleto” da serpente, e não na sua adaptabilidade ao meio. Esteve Bruno de Carvalho, a bem da instituição que lidera, alguma vez adaptado ao mundo do Futebol como ele é? Estará algum dia Pedro Madeira Rodrigues apto ao mesmo desafio? Definitivamente que não. Provavelmente nunca nenhum de nós estará. Porque parece que ninguém ainda entendeu que do modo como continuamos a discutir e a entender o futebol, todas as teorias/projectos se esgotarão, mais cedo ou mais tarde, nas quatro linhas de jogo, onde quem determina o destino nunca são os presidentes. Porquê? Porque ninguém tem capacidade nem coragem de fazer um projecto em condições, enquanto todos ralharem sem razão.

 

Caberá a um Presidente digno desse nome, a criação de uma atmosfera fértil em soluções humanas, corporativas e económicas, que privilegiem a materialização de algo que se consiga efectivamente debater. Senão, andaremos todos a discutir nada mais do que promessas, como tem sido apanágio ao longo destes 40 anos. Se um candidato tivesse, algum dia, coragem de admitir a verdade – que o Sporting não tem ainda andamento para ganhar títulos maiores em Futebol – e cujo interesse da sua candidatura nada mais é do que trazer para o Clube as pessoas, parcerias e instituições que tornem o emblema mais poderoso, esse candidato teria o meu voto. É honesto associarmos apenas à gentileza de um sorriso a certeza de futuras conquistas? Se a intenção é desenhar condições para que os Sócios acabem invariavelmente desiludidos, então que se continue assim.

 

Com humor, para finalizar. Vamos lá Sporting!

 

Cândido como sempre, ao bom Futre faltaria um pouco mais de instrução na ternura da sua mensagem. Antes de partir em direcção ao Oriente, em formato Lonely Planet e de Go Pro em punho em busca de Pokemons, o Sporting e os sportinguistas têm de conciliar primeiro passado, presente e futuro – juntar aqueles que fantasiam como Sousa Cintra com os que materializam como João Rocha. Acutilantes como Henrique Medina Carreira como congregadores como Alexandre Soares dos Santos. Tem de se unir na mesma mesa, aqueles que pensam como José Roquette como os que sonham como Bruno de Carvalho. Porque todos são sportinguistas, e todos podem, ao seu jeito e ao serviço do Sporting, contribuir com algo que nos torne mais fortes.

 

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publicado às 10:45

 

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O próximo acto eleitoral do Sporting Clube de Portugal já está com data marcada - dia 4 de Março - e o candidato Pedro Madeira Rodrigues já se manifestou sobre a ocorrência:

 

«Constatamos que as eleições foram marcadas com o menor prazo possível dentro do previsto nos Estatutos (entre 1 de Março e 30 de Abril). É um calendário curto mas é o calendário que o Presidente da Assembleia Geral decidiu escolher. É uma decisão que acolhemos com naturalidade, pois tal como já disse, esta é uma candidatura forte, unida e devidamente preparada para ir até ao fim deste processo. Queremos ganhar as eleições e sabemos que há uma larga maioria de sportinguistas que não se revê neste estilo de liderança e que terá no nosso projecto uma alternativa de confiança para voltar a ter o Sporting sempre na frente.

 

Este é o momento para nos rodearmos de grandes sportinguistas, fecharmos as bases do nosso programa que irão dar corpo à visão de futuro e de crescimento que temos para o nosso Clube e de constituir uma equipa sólida e competente que possa afirmar o Sporting de forma transversal, com especial enfoque no futebol profissional e na formação, nas modalidades, bem como no reforço do associativismo e participação dos sócios na vida do Clube. Nos primeiros dias de Janeiro começaremos a apresentar as linhas mestras do nosso programa bem como as pessoas que irão presidir aos órgãos sociais do Sporting».

 

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publicado às 19:47

 

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É já amanhã que Pedro Madeira Rodrigues apresenta a sua candidatura à presidência do Sporting. O gestor faz o anúncio da sua candidatura em Lisboa, perto do estádio José Alvalade, no Hotel Radisson Blu, às 18h00, desta terça-feira.

Pedro Madeira Rodrigues, de 45 anos, recebeu já o apoio de diversas figuras do universo leonino como Vítor Ferreira, Rui Morgado, Rui Vinhas da Silva, José Vieira Sampaio, Ricardo Pina Cabral, Luís Rasquete, Nuno Fernandes Thomaz e Tomás Froes. Também Pedro Baltazar e Abrantes Mendes poderão engrossar a lista de apoiantes.

 

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publicado às 11:57

Rogério Alves pede o impossível

Rui Gomes, em 20.12.16

 

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«A prestação da equipa de futebol interfere no pré-eleições. (...) Há um projeto a médio prazo, em que se considera que Jorge Jesus é uma peça essencial. Jesus teve uma excelente entrada no Sporting, na época passada, com o recorde de pontuação do clube no campeonato. Só que no primeiro ano no Benfica foi campeão, no Sporting fez o recorde de pontos mas não foi campeão. Isso faz grande diferença.

Temos de separar o processo futebolístico do eleitoral, por mais difícil que seja fazê-lo. Temos de apoiar a equipa, os jogadores, o treinador, sabendo que os resultados são tiranos mas esta é a nossa equipa».

 

Rogério Alves - no programa 'Dia Seguinte' da SIC Notícias - tem razão ao afirmar que há uma grande diferença entre ficar em segundo lugar, mesmo com o recorde de pontos, e ser campeão, no entanto, pede o impossível no que diz respeito à separação do processo futebolístico do eleitoral. Apoiar os jogadores e a equipa, indubitavelmente, apoiar o treinador já é muito relativo, mas em vida real os resultados desportivos impactam directamente a eleição do líder do Clube, especialmente quando este é o principal responsável pelo estado das coisas.

 

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publicado às 05:01

 

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A alternativa já vem sendo equacionada há vários meses por diversos sectores do Sporting, e está encontrada, sendo que o seu anúncio será feito em breve. Azevedo de Carvalho vai, finalmente, ver o rosto dos seus opositores como desde há meses procura, com visível desespero.

 

O Sporting terá, em suma, uma figura candidata à presidência que será capaz de unir os Sportinguistas que Bruno, sistematicamente, soube afastar. 

 

Bruno terá adversário em Março. Para o Sporting será uma oportunidade única de se reencontrar depois de um consulado desastroso a todos os níveis, com milhões de euros deitados para o lixo e ausência absoluta de resultados desportivos no futebol.

 

A alternativa é bem-vinda! A esperança renasce! 

 

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publicado às 05:17

A natureza do escorpião

Rui Gomes, em 09.11.16

 

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Nota: Este post é do Nação Valente e não de Rui Gomes.

 

Bruno de Carvalho foi eleito pelos sócios/votantes presidente do Sporting Clube de Portugal, na minha opinião mal. Os que exerceram o direito de voto elegeram sobretudo um chefe de claque. Beneficiando de uma situação de grande instabilidade, provocada pelas presidências de Bettencourt, um erro de “casting”, e de Godinho Lopes, com erros de palmatória para ganhar títulos a curto prazo, conseguiu chegar à presidência com um programa populista. Apesar de algumas medidas pontuais positivas, não mostrou ter estofo para dirigir uma instituição com mais de cem anos de história gloriosa. Sem um projecto de médio e longo prazo foi navegando à vista e um pouco ao sabor dos ventos, procurando resolver com base em expedientes, atitudes de 'chico-espertismo' e de constante guerrilha, as situações que foi enfrentando. Como os seus antecessores cometeu erros de palmatória, disfarçados com a melhoria dos resultados da principal equipa de futebol.


A sua inexperiência e falta de bom senso, foram utilizadas para justificar um chorrilho de atitudes controversas, que não o dignificam, nem honram a instituição que dirige. É característica do ser humano aprender com os erros, mas pelo seu comportamento recorrente é de concluir que Bruno de Carvalho não a possui. Depois de alguma moderação, só o facto de pensar que pode ter oposição na sua caminhada para a reeleição, o fez soltar todos os demónios reprimidos. Voltou o discurso contra prováveis adversários (como ousam?) que lhe podem complicar a quase certeza de se consolidar como presidente vitalício. E agora já não são apenas os croquetes, pois são também os ratos e os abutres, sportinguistas, mas do reino animal inferior.


Esta tendência do presidente Bruno para destilar veneno contra quem não o venera, leva a admitir que deve ter a natureza do escorpião. É sobejamente conhecida a história do escorpião que pediu a um sapo para o ajudar a passar um rio. Perante a recusa do mesmo em executar a tarefa, com receio que este lhe picasse, argumentou que isso era impossível, porque se o fizesse também se afogava. Convencido o sapo, levou o escorpião e quando estavam no meio da travessia este picou-lhe, indo os dois para o fundo do rio. Conclusão: ninguém foge à sua natureza.


O episódio de registo ocorrido no fim do jogo com o Arouca é mais uma achega para a comprovação desta natureza suicidaria. Quem nasceu para picar vai continuar a fazê-lo, mais ainda se estiver acossado. Para esta tese pouco interessa quem começou ou não as referidas hostilidades. O que elas demonstram é que o Presidente não consegue viver sem estar a demonstrar a sua agressividade. Onde houver sarilhos lá estará. Se assim não fosse, que necessidade é que o presidente do grande SCP tinha de estar a envolver-se em questiúnculas pequeninas e de baixo nível, como herói de faca na liga?


Enquanto adepto, seja qual for o meu estatuto, na terminologia 'bruniana', não me revejo nestas atitudes. Até porque elas não contribuem para a grandeza do Sporting, que ao carregar Bruno está sujeito a ser afundado. O que me preocupa é que não haja no universo sportinguista, qualquer movimento visível de gente com credibilidade, para parar esta deriva degradante. Será que estão todos tomados pelo medo da picada do escorpião ?

 

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publicado às 14:27

Quando pensamos que já vimos tudo...

Rui Gomes, em 09.11.16

 

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... Algo surpreendente, quase chocante, acontece. Quando um aventureiro como Donald Trump, armado com um  pacote de ideias e promessas loucas e irresolúveis, consegue chegar (ou quase chegar) à presidência dos Estados Unidos, não deve ser surpresa alguma que um "anónimo" como Bruno de Carvalho tenha chegado ao "trono" de Alvalade.

 

´´´ A esta hora da madrugada, ainda não há um resultado final absoluto na corrida à presidência americana. Donald Trump está à frente e é possível que venha a vencer, por incrível que pareça.

 

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publicado às 06:30

 

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Luís Filipe Vieira é, para todos os efeitos, o dono do Benfica, e mais uma vez (2006) vai a votos sem adversários, nas eleições agendadas para o próximo dia 27. Ocupa o trono "encarnado" desde 2003.

 

O prazo para a entrega de lista terminou esta segunda-feira, às 17 horas, e não foi entregue mais nenhuma relação candidata aos órgãos sociais do clube da Luz, para os quatro anos de mandato.

 

P.S.: Luís Filipe Vieira deve ter ficado muito aliviado pelo anúncio do inqualificável ... ... da Silva, que nunca seria candidato contra ele, "a não ser que Luís Filipe Vieira queira que o Benfica equipe de azul ou verde às riscas ou coisa parecida – e estamos a falar no campo das hipóteses não verificáveis".

 

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publicado às 04:39

Apenas marketing eleitoral?

Leão Zargo, em 24.06.16

 

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Há fotografias de personalidades que têm por finalidade conseguir determinar o “tempo” e o “sinal” de cada momento, o contexto em que tudo se passa: nelas, é a pessoa fotografada que estabelece a essência do acontecimento. Tudo o resto é irrelevante.

 

Verifica-se isso com a fotografia que surge na primeira página do jornal Sporting, de 23 de Junho de 2016. Bruno de Carvalho é, em simultâneo, o objecto e o objectivo, revelando a finalidade íntima de se sobrevalorizar em detrimento das outras pessoas, individualmente ou em grupo. E apresenta-se como alguém que, sendo o mentor, incorporou em si a própria instituição leonina. Coloca-se acima dela própria.

 

Mas, neste caso, trata-se de algo mais do que uma simples fotografia de representação. Constitui também um cartaz de propaganda, onde o representado, numa expressão de grande beatitude e sorriso breve, surge com um olhar vagamente lânguido, mas atento, próprio de quem vela em permanência pelo Clube e pelos sportinguistas. Há uma invulgar mensagem de cariz teológico no cartaz, revelando todo um caminho publicitário, por agora ainda insuspeito, que se abre num futuro muito próximo.

 

O egocentrismo é a característica humana que leva um indivíduo a sentir-se no direito de ser o centro das atenções e das razões. O egocentrismo exacerbado leva-o a pretender sobrepor-se a tudo e a todos. Esse egocentrismo exacerbado está muito bem revelado nesta fotocomposição que constitui a primeira página do jornal Sporting. 

 

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publicado às 14:37

 

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Sporting e FC Porto foram dois dos quatro delegados que não subscreveram a recandidatura de Fernando Gomes à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), cujas eleições estão marcadas para o dia 4 de Junho na Cidade do Futebol, em Oeiras.

 

A lista de Fernando Gomes foi subscrita por 80 dos 84 delegados da Assembleia-Geral federativa, mas, pelos vistos, Sporting, FC Porto, Académica e AF Viana do Castelo não subscreveram o apoio ao antigo vice-presidente portista.

 

Fernando Gomes, foi o único candidato a apresentar listas concorrentes às eleições dos órgãos sociais da FPF e, tudo indica, irá cumprir o seu segundo mandato na cadeira da presidência do futebol português.

 

José Fontelas Gomes será o presidente do Conselho de Arbitragem e José Manuel Meirim assume a liderança do Conselho de Disciplina. A restante composição das listas deverá ser conhecida em breve.

 

Surpresa, para mim, pelo menos, a integração do Dr. José Manuel Meirim - especialista em Direito Desportivo - pessoa que colaborou com o Camarote Leonino em várias ocasiões. Consta que é adepto do Benfica, no entanto, queremos acreditar que esse factor não influenciará a sua imparcialidade e objectividade.

 

Há muito que insisto que a suposta oposição a Fernando Gomes por parte do clube portista é apenas para "inglês ver", que, na realidade, não passa de uma estratégia. No que ao Sporting concerne, confesso que desconheço a especificidade do seu descontentamento com o líder federativo. Mas este é um exemplo clássico do que é debatido aqui no blogue com alguma frequência; não basta ser da oposição, teria de se fazer um esforço para apresentar uma candidatura alternativa mais ao agrado.

 

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publicado às 03:52

 

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O futebol constitui um espaço propício à manipulação da informação que, por norma, assume as roupagens convenientes a quem a produz e emite. Essa manipulação decorre de vários factores, nomeadamente o carácter efémero e precário do desporto-rei, a paixão que o envolve, a gestão do poder, a necessidade de influenciar a opinião crítica dos adeptos e a presença de agências de comunicação nos grandes clubes. A finalidade é substituir a realidade por um cenário artificialmente construído, através de uma sistemática e minuciosa gestão da realidade. Existe sempre essa finalidade, mesmo quando a comunicação está mal feita ou é mal direcionada.

 

Os sound bites, ferramentas simples e repetíveis, mas eficazes na manipulação, fazem parte do nosso panorama futebolístico. Palavras-chave e ideias-chave proferidas repetidamente em público ou plantadas nos jornais. E nas redes sociais que, ultimamente, tornaram-se num palco privilegiado da estratégia comunicacional de qualquer instituição desportiva. A um outro nível há os comunicados oficiais, as entrevistas e artigos de opinião nos jornais ou os celebrados debates nas TVs com representantes dos principais clubes. Não se trata de mero folclore, mas de comunicação pura e dura, cirúrgica e com vários graus de complexidade, e que vai direitinha aos adeptos sequiosos por mensagens mobilizadoras e integradoras.

 

No Sporting, com a actual direcção, a intenção de iludir (e de capturar) a realidade alcançou um nível como antes nunca se verificara. Essa gestão da realidade não implica necessariamente o recurso à mentira, o que aliás seria contraproducente numa sociedade da informação. Através das agências de comunicação contratadas pelo Clube (WL Partners e YoungNetwork Group) verifica-se a difusão de versões encobertas por uma máscara favorável, onde se omite a parte menos conveniente à estratégia de poder de Bruno de Carvalho.

 

Assim, sobre a reestruturação financeira, auditorias às anteriores gestões do Clube, conflitos institucionais, processos judiciais contra sócios e ex-dirigentes, contratações de jogadores, Pavilhão João Rocha, Doyen, Marco Silva, Carrillo, Formação, etc., prevalece sempre um determinado sistema de ordenação, descrição e interpretação dos factos. Vale tudo, desde o recurso aos canais oficiais do Sporting até à página pessoal no Facebook do presidente, passando pelos jornais e pelas redes sociais. Daí até à presente campanha eleitoral foi um passo.

 

Apesar do período crucial que se vive no campeonato da 1ª Liga, a comunicação do Sporting por vezes parece navegar ao sabor de ventos e marés, mas sempre à vista do que é urgente na recandidatura presidencial de Bruno de Carvalho. Agora, neste frenesim constante a prometida transparência no quotidiano da acção directiva do Sporting é chão que deu uvas, assim como a celebrada cultura de exigência que o candidato a presidente prometeu implantar no Clube. Quando se chega a este ponto é evidente o ambiente de fim de ciclo e que se passou à fase de contar as espingardas. Sinal de eleições!

 

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publicado às 12:32

A recandidatura: um segredo mal guardado

Leão Zargo, em 30.03.16

 

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A recandidatura de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting é um pouco como aquela história da pescadinha de rabo na boca: antes de o ser, já o era. Na verdade, nunca chegou a ser grande segredo. Muitos sportinguistas sempre pensaram que, no dia seguinte à vitória eleitoral de 2013, Bruno de Carvalho começou a planear a recandidatura. Para os mais cépticos há a entrevista ao jornal Record, em 27 de Março de 2015, onde o presidente do Sporting anunciou que estava na corrida para um novo mandato. “Vou recandidatar-me”, garantiu.

 

Bruno de Carvalho possui uma faceta de jogador que o leva sempre a procurar antecipar a jogada do seu antagonista. Há um ano atrás, Bruno de Carvalho passou pelo seu maior aperto como presidente do Sporting. Estava bem presente na memória de todos a tentativa frustrada de demissão de Marco Silva. A conquista da Taça de Portugal e a contratação de Jorge Jesus permitiram-lhe serenar as águas e lançar a época de 2015-16. Serviu-lhe de lição e, por certo, não quer outro aperto assim.

 

Talvez por isso, Bruno de Carvalho agora pretende apressar a contenda, pois tem visíveis dificuldades na gestão do seu tempo de intervenção pública. Ouvir-pensar-falar-calar-ouvir-pensar-falar não é com ele. Como se isso não bastasse, há ainda os imponderáveis do futebol e de uma situação financeira periclitante. Por isso, aposta nos meios de que dispõe para espalhar a versão dos acontecimentos que lhe interessa, mesmo confundindo a veracidade dos factos à vista. Nisto revela-se um discípulo fervoroso de Sun-Tzu: "As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas."

 

Tirando a ironia do recurso à malfadada comunicação social (“Rascord” e “A Burla” na curiosa linguagem dos apaniguados), fica a certeza de que o Clube já está em campanha eleitoral, apesar de se viver um momento crucial pela luta do título de campeão nacional. Precisamente o mesmo Bruno de Carvalho que considerava indispensável que todos os sportinguistas se focassem nas finais que ainda vão decorrer até Maio. Há quem se recorde de Sousa Cintra quando se demitiu em Junho de 1991 para provocar eleições antecipadas.

 

Agora, não há volta a dar e o Clube entrou em modo campanha eleitoral. Bruno de Carvalho pica os sectores da oposição na tentativa de que saltem os candidatos, pois precisa de citar nomes na praça pública como do pão para a boca. Mas, em quem não se revê na actual direcção, há o receio de que fica pelo caminho quem avançar demasiado cedo. O tempo é de nervos de aço e de cabeça fria. Haverá guerrilha de parte a parte, isso é certo, e Bruno de Carvalho é especialista nessa área. Pelo sim e pelo não, como joga em antecipação, já começou a marcar o território e a elaborar a lista de apoiantes.

 

Acredito que haverá um candidato na oposição que faça sonhar os sportinguistas, que os entusiasme e os mobilize. Agora já é tarde para recuar. Pode demorar a surgir porque não se trata de lugares e de prebendas no Sporting, mas de um projecto para o Clube. Lugares e prebendas distribuem-se rapidamente, as bases de um projecto demoram mais a construir. Quem chegou aqui já não recua. É tempo dos sportinguistas superarem o seu labirinto de ideias e de memórias. Os dados estão lançados e vamos para um “tempo” que não se repetirá na vida de muitos. Nestas ocasiões, convém recordar quem sabe. Por exemplo, o padre António Vieira: "Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem. Quem pode nadar e quer voar, tempo virá em que não voe nem nade." Sinal de confiança !

 

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publicado às 12:45

 

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No Verão de 2014 chegaram ao Sporting os seguintes atletas profissionais: Paulo Oliveira, Ryan Gauld, Jonathan Silva, André Geraldes, Simeon Slavchev, Oriol Rosell, Junya Tanaka, Naby Sarr, Ramy Rabia, Jorge Silva e Hadi Sacko. Também veio o Nani, mas por possuir um estatuto diferente não o integro nesta lista. Ewerton foi contratado em Janeiro de 2015.

 

Hoje o Sporting defronta em Alvalade os alemães do Bayer Leverkusen. Apenas a presença de Paulo Oliveira seria previsível, mas não foi convocado por estar lesionado. Ryan Gauld parece perdido em combate e Jorge Silva ainda procura um lugar ao sol na equipa B. Os restantes andam por outras paragens por não entrarem nas contas de Jorge Jesus. Não possuem valia desportiva, portanto.

 

Houve um tempo em que se falou muito de contratações cirúrgicas. Todos nos recordamos dessa bandeira eleitoral. Agora, não há uma explicaçãozinha a dar ? Ou, foi só conversa da boca para fora ?

 

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publicado às 13:01

O percurso errático de uma barata tonta

Ricardo Leão, em 12.06.14
 
 

O Rui já o escreveu por diversas vezes por aqui. O Sporting, no que diz respeito ao processo das eleições na Liga, andou completamente perdido. Tudo por incapacidade do seu presidente em saber "ler o jogo". Tardiamente, muito tardiamente, e depois de ensaiar uma candidatura própria, veio a apoiar Figueiredo, o único candidato contra o "sistema" que Bruno diz combater. Este vídeo, nomeadamente a oportuníssima intervenção de António Oliveira, "põe tudo a nú". A não perder a partir do minuto 52"34´. E revela, se dúvidas houvesse, que o presidente do Sporting tem muito a aprender e devia ser mais humilde e activo na defesa do Sporting e do futebol português. 

 

PS - Já agora, Bruno, essas ditas "jogadas de bastidores" de alguns sportinguistas não eram tão desconhecidas do presidente do Sporting, pois não? É que Soares Franco foi indicado pelo...Estoril. E quanto aos outros dois ex-dirigentes creio que existiu um telefonemazinho antes da entrega da lista a avisar "ao que iam", não foi? É feio, muito feio, contar só parte da história Sr. Presidente do Sporting.

 

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publicado às 16:57

Sim, já acabaram as Eleições

Rui Gomes, em 02.05.13

De cada vez que se faz alguma exigência à nova Direcção, aparecem logo uns consócios ou, pelo menos, simpatizantes, a perguntar se "não acabaram já as eleições". Sim, é verdade, já acabaram as eleições. Mas é por isso que temos de exigir que se cumpra o que foi prometido. A maior prova do nosso atavismo enquanto povo é essa mesmo: identificarmos a exigência de cumprimento de metas apenas com os períodos eleitorais. No fundo o raciocínio de que só nas eleições se pode cobrar o que tem de ser feito - depois de ganhas estas, temos de nos calar e sujeitar ao que venha. Ora as eleições foram ganhas com base em premissas programáticas, e se estas não estão a ser cumpridas, mais do que nosso direito, é mesmo nosso dever, exigir que a condução dos nossos destinos se faça de acordo com o que foi sancionado nas urnas.

 

Foi-nos prometido um "triunvirato" forte na liderança do futebol do Sporting. Este seria constituído por Augusto Inácio, Virgílio e um "terceiro elemento" que já estaria na estrutura da SAD/Academia. Ora, o que se tem visto, é o futebol do Sporting não está entregue a ninguém, para além do Presidente, neste momento. O Inácio está a treinar o Moreirense, o Virgílio não tem qualquer experiência relevante no assunto e o tal "terceiro elemento", mesmo já não tendo o lugar em risco - como o nosso actual Presidenre afirmou a título de justificação para o seu anonimato - continua, inexplicavelmente, por aparecer.

 

Foi-nos prometida imediata disponibilidade de capital para acorrer às necessidades de tesouraria do Clube. Ora também nisso nos mentiram. Depois de eleitos, os actuais Corpos Gerentes andaram a brincar às negociações para conseguirem uma reestruturação - única forma de fazer os pagamentos imediatos. Ora quem quer que já tenha negociado alguma coisa - uma casa, um carro, um berlinde - sabe que quanto mais premência se coloca na negociação, piores resultados se obtêm desta. Se esta Direcção eleita tivesse cumprido o que prometeu, teria apresentado um cheque após eleita, que lhe compraria três ou quatro meses para conhecer melhor os cantos à casa e poder então forçar a reestruturação de dívida numa base de conhecimento e numa posição de força negocial, muitíssimo mais favoráveis.

 

Foi-nos prometida uma "pool" de investidores para a SAD. Na primeira versão os investidores entrariam logo após a vitória nas eleições, na segunda versão viriam após a renegociação de dívida. Aliás, posso repetir ipsis verbis o que disse o nosso Presidente nesta segunda versão: "os investidores estão prontos para entrar, aguardam apenas a conclusão do processo de reestruturação de dívida". Pois agora que o processo está completo, deixámos de ouvir falar em investidores. Desapareceram sem deixar rasto. Estavam prontos, mas resolveram antes ir dar uma voltinha, com certeza...

 

Como sócio pagante do SCP (alías, sócios pagantes, pois somos uma família inteira deles...) exijo ser tratado com dignidade e verdade. Exijo que, uma vez que já acabaram as eleições, os vencedores governem de acordo com o compromisso assumido. Exijo saber quem está a gerir o futebol do Sporting. Exijo saber os termos em que negociámos a reestruturação que vai ser injectada na SAD e quais as contrapartidas de negócio. Há que cumprir o prometido. É que esta coisa de ser Presidente do Sporting não é só andar para cima e para baixo a ver os jogos da bola.

 

* Artigo da autoria de Desert Lion

 

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publicado às 18:55

Concepção errónea ?

Rui Gomes, em 27.03.13

Não sei se é apenas uma concepção errónea da minha parte ou uma incontornável realidade do associativismo, em geral, e do Sporting, em particular. Verifica-se muito entusiasmo por estas eleições terem sido as segundas mais participadas de sempre mas, pelos números disponíveis, não sinto que haja assim tão enorme razão para regozijo: dos cerca de 90 mil sócios, só aproximadamente 32 mil têm as quotas em dia e, consequentemente, só esses estiveram aptos para votar neste acto eleitoral. Desse número, pela via presencial e por correspondência, somente 16,055 exerceram o seu direito. A par do País, porventura, verifica-se muita apatia no que a participação directa concerne. Até não será justo apontar desinteresse total pelo Clube mas, evidentemente, não o suficiente para precipitar uma muito maior participação. Alíás, até não é segredo algum que o Sporting chama a si um muito maior número de adeptos, em Portugal e espalhados pelo Mundo, do que sócios. Em modesta escala, esta consideração é comprovada pelos visitantes ao blogue, com origem nos cinco continentes.

É possível, de facto, que a participação dos eleitores seja mais significativa do que eu considero, mas é por de mais evidente que fica longe de ser maciça. O sentido da satisfação expressa estará mais associado ao nível de comprometimento com o futuro do Clube que foi bem demonstrado pelos que participaram, dentro do enquadramento do melhor possível.

 

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publicado às 20:43




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