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O Governo ainda vai a ponderar a proibição de jogos de futebol em dias de eleições, esclarece a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques. A governante recusou alongar-se sobre essa hipótese, argumentando que não foi tratada no Conselho de Ministros desta quinta-feira:

 

«A ponderação que iremos fazer é se deveremos tornar obrigatório que certo tipo de eventos, não tem que ser só futebolísticos, não ocorram nesse dia. O objectivo da medida seria permitir às pessoas maior liberdade de tempo, de voto, não haver problemas de trânsito ou de acesso às mesas eleitorais. Há uma recomendação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), naturalmente sem valor de imposição, não é obrigatório que seja seguida, mas até foi seguida durante muitos actos eleitorais. Esta é uma recomendação da CNE, que não é um órgão do Governo».

 

Para o próximo dia 1 de Outubro, data de eleições autárquicas, estão marcados quatro jogos da I Liga de futebol, caso do 'clássico' entre Sporting e FC Porto, às 18h00, mas também Marítimo-Benfica (20h15), Sporting de Braga-Estoril-Praia (16h00) e Belenenses-Vitória de Guimarães (20h30).

 

ADENDA: O Sporting-FC Porto, agendado para 1 de Outubro, dia de eleições autárquicas em Portugal, será disputado apenas após o fecho das urnas. Marcado, inicialmente para começar às 18 horas, o primeiro clássico da temporada terá início às 19h15. A Liga anunciou que os restantes jogos do dia 1 de Outubro serão igualmente disputados para o período após o fecho das urnas, o que faz antever, desde já, alteração no horário do Braga-Estoril, marcado para as 16h00O

 

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publicado às 16:27

O palhaço sem vergonha

Rui Gomes, em 04.03.17

 

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«Sporting merece outra elevação naqueles

que querem ser presidentes»

 

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publicado às 06:24

Eleições no Sporting. Que democracia ?

Naçao Valente, em 01.03.17

 

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O sistema eleitoral existente nalgumas grandes colectividades é passível de uma séria reflexão. Dir-me-ão que este não é o momento mais oportuno, por haver eleições no Sporting Clube de Portugal. Com todo o respeito por essas eventuais opiniões, parece-me, pelo contrário, e pela mesma razão, que é um momento adequado.


Numa breve explicação genérica, recordo que o sistema liberal, teve o seu arranque na Europa com a Revolução Francesa. E o que despoletou, para além de outras causas, os acontecimentos que deram inicio à revolução, foi a questão do voto nos Estados Gerais. O voto neste órgão da monarquia era por grupo social. Deste modo, o Terceiro Estado (povo) representando mais de noventa por cento da população, tinha um voto, e os outros grupos minoritários , Clero e Nobreza dois votos. Esta situação, levou o Terceiro Estado a separar-se, e a constituir a sua própria Assembleia. Passou mais de um século até chegarmos ao voto universal, independentemente  de sexo, religião, instrução, estatuto social e apenas limitado pela “menoridade”.


O Sporting vai no dia 4 a votos para a sua Direcção. De acordo com os Estatutos, há uma desigualdade na distribuição do voto pelos eleitores. Há quem tenha direito a colocar na urna vários votos e quem só possa colocar um. Podem dizer-me que a situação é legal. Não digo que não. Mas o facto de ser legal, não significa que seja democrática. A forma de eleger dirigentes no Sporting e noutros grandes clubes, não corresponde à assunção de uma democracia plena. É um sistema de voto privilegiado, e salvaguardadas todas as diferenças, como acontecia, na sociedade, antes das revoluções liberais.


A democracia nos clubes não acompanhou a evolução da democracia nas sociedades. Embora o sistema, um homem um voto, se aplique na grande maioria das colectividades, sobretudo nas mais pequenas, nalgumas, nas quais se inclui o Sporting, esse desiderato democrático continua ausente. Entram presidentes, saem presidentes, o sistema subsiste. Perdoem-me a classificação mas este sistema é uma aberração. Não há qualquer explicação que o justifique. Por que razão um sócio mais velho tem mais direitos que um mais novo?


No caso concreto das eleições a decorrer, não sei quem poderá ou não beneficiar deste sistema. Seja quem for, é sempre uma distorção de uma eleição verdadeiramente democrática. Possivelmente, esta reflexão não será acompanhada por muitos sócios e nem chegará ao conhecimento das altas instâncias decisórias. No entanto, algumas vezes, basta uma pequena fagulha para incendiar a pradaria. Oxalá esta abordagem sirva para lançar o debate de um problema de elementar justiça na igualdade entre cidadãos.


Outra questão que merece ser revista é a da localização das Assembleia(s) de voto. Se num clube de âmbito local se justifica que exista apenas um Assembleia, na sede, nos clubes de dimensão nacional, esse facto prejudica os eleitores afastados da sede nacional. Sem abordar razões de ordem técnica, interrogo-me porque razão não se colocam mesas de voto, pelo menos nas capitais de distrito, onde os grandes clubes têm núcleos organizados? Querer é poder. Isso daria aos associados residentes em locais distantes, a possibilidade de votar, acabando com a diferença, entre sócios de primeira e de segunda, tal como no voto privilegiado.

 

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publicado às 14:00

 

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Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, já tem treinador para suceder a Jorge Jesus caso vença as eleições no dia 4 e, segundo recém-reportagens, vai revelá-lo esta terça-feira, às 12.30:

 

«É um treinador europeu, a nossa primeira escolha. Vai trazer muitas alegrias aos sportinguistas, um nome fortíssimo e que já está a começar a colaborar comigo e com Laszlo Bölöni. Estes não conseguiram ser campeões em quatro anos, apesar de muitas promessas e investimentos milionários. Nós vamos conseguir».

 

Além disto, João Alvim, director de campanha da lista "A", enviou esta segunda-feira uma carta à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a pedir àquele organismo que notifique o Sporting para revelar qual o nome do investidor "que irá subscrever, ou que já subscreveu, o aumento de capital", assim como quem são os "beneficiários últimos (UBO) da entidade que irá subscrever, ou que já subscreveu" o referido aumento de capital social, no valor de 18 milhões de euros.

 

Nota: Circulam rumores que o treinador será Juande Ramos, espanhol de 62 anos, que já orientou um bom número de clubes, inclusive, por uma época, o Real Madrid. Valência, Sevilha, Tottenham e CSKA Moscovo são alguns dos outros emblemas. O seu último clube foi o Málaga, do qual se demitiu em Dezembro 2016. No seu palmarés, duas Ligas Europa, uma Supertaça Europeia e uma Taça do Rei.

 

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publicado às 03:42

Debate entre candidatos: brechas na muralha

Naçao Valente, em 25.02.17

 

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A análise de qualquer aspecto da realidade é subjectiva. Está condicionada pela selecção dos factos, pela sua interpretação e pela subjectividade do analista, em função do seu posicionamento político e ideológico. Este caso concreto, o debate entre Pedro Madeira Rodrigues (lista A) e Bruno de Carvalho (lista B) insere-se na formulação enunciada. Por isso, as apreciações sobre o debate, estão subordinadas pelo juízo pré-determinado, que cada qual tem dos intervenientes. Não escondendo a minha predilecção por Madeira Rodrigues, procurarei, no entanto, usar a imparcialidade na avaliação da prestação dos candidatos, com a certeza que não conseguirei ser neutro.

 

Em sentido lato, a primeira leitura que faço do debate, é que os opositores eram portadores de um guião que pretendiam cumprir. Madeira Rodrigues, partindo de uma posição de desvantagem, pelo facto de ser menos conhecido no universo sportinguista, e por estar do lado de fora da fortaleza, ocupada pelo seu adversário, teve de utilizar uma estratégia de ataque constante, procurando centrar a sua investida nas zonas mais fracas da muralha. Daí que se concentrasse na questão do futebol profissional, o tema mais apetitoso para o adepto, e dele procurasse tirar vantagens, para enfraquecer Bruno de Carvalho. Focou os maus resultados desportivos, as contratações erradas, a equipa técnica tremendamente cara. Esta estratégia, colocou Bruno de Carvalho à defesa, procurando limitar os danos. Além disso, usou algumas armas inovadores, como a coordenação para o futebol. Espera-se agora a apresentação do seu treinador.


No guião de Bruno de Carvalho estava, à partida,  a defesa de uma posição privilegiada, sem arriscar, sem pôr um pé em falso. A ideia foi fazer-se de peixe morto para se poder manter à tona. Contrariando a sua própria natureza belicista, conteve a agressividade, escudou-se atrás da sua muralha, que o intruso queria ocupar. Refugiou-se na obra feita, na solidez do edifício, na construção de novas ameias. Acentuou o recurso a apoios mediáticos, muitos deles com ligações ao repudiado passado, com especial enfoque para Ricciardi, uma espécie de Rasputine do Sporting, cuja presença perpassou pelo debate. Salientou o pavilhão, a salvação da bancarrota, números e mais números, gráficos e mais gráficos, na minha opinião de reduzida eficácia.


Para cumprir o seu guião, o ainda presidente foi instruído para se focar nos aspectos positivos, para manter uma imagem de urbanidade, chegando a afirmar, que num próximo mandato se irá resguardar mais, leia-se ter uma actuação mais discreta, sem voltas olímpicas por exemplo. Nesta área, Madeira Rodrigues, porque não tem as mesmas armas, e porque é candidato fora da muralha, limitou-se a questionar os dados apresentados, não podendo, em concreto ir muito mais além. Apesar disso, ainda conseguiu causar algum embaraço com o assunto pavilhão, alegando que estará pago com o dinheiro da Doyen. Quanto aos investidores, Madeira Rodrigues, não pode concretizar, enquanto candidato, o que só a um presidente compete. Pode-se discordar do seu projecto ou da concretização de algumas propostas, porque elas existem.Para bom entendedor..


Em conclusão, os dois contendores foram cumprindo os guiões previamente estabelecidos. Pelo facto, foi um debate morno, com algumas picardias, pouco significativas. Pedro Madeira Rodrigues fez o que tinha que fazer e penso que conseguiu alguns ganhos. Manteve o adversário à defesa e abriu algumas brechas. Para aqueles que consideram a fortaleza inexpugnável, é talvez altura de começarem a ter alguma modéstia. Foi o único que teve a coragem de desafiar o poder instalado, depois de constatar que mais ninguém avançava, surpreendeu-me e surpreendeu os observadores. O seu principal problema é a escassez de tempo, mas creio que está a mostrar que tem uma nova visão para o clube,  fibra, competência e condições para assumir a sua presidência. Assim queiram os associados.

 

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publicado às 11:30

Eleições taco a taco !

Rui Gomes, em 17.02.17

 

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publicado às 16:04

Candidatos vão a debate no dia 23

Rui Gomes, em 16.02.17

 

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O primeiro e... último debate entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues está marcado para 23 de Fevereiro e será transmitido em directo na Sporting TV. A data foi proposta pela mesa da Assembleia Geral e reuniu consenso nas duas candidaturas, isto depois de ter falhado uma primeira tentativa de acordo. Faltam apenas acertar questões de detalhe, nomeadamente a duração do debate e a possibilidade de serem convidados jornalistas dos três canais generalistas para participarem na moderação.

 

Do que já não há dúvidas é de que o frente-a-frente terá lugar no próximo dia 23, acontecerá na estação do Clube e será o único desta campanha eleitoral a opor os dois candidatos ao Conselho Directivo, a despeito do natural interesse e dos pedidos de outros órgãos de comunicação social, entretanto recusados. A multiplicação de debates, verificada em eleições anteriores, principalmente em 2011, foi tida como contraproducente e prejudicial à eficiência da mensagem. Um duelo é, agora, considerado suficiente para esclarecer os sportinguistas, numa etapa decisiva da corrida à presidência.

 

Sinto curiosidade em saber qual dos dois candidatos, caso a decisão não tenha sido de mútuo acordo, recusou a realização de mais debates por ser "prejudicial à eficiência da mensagem". Parece-me um argumento à lá Bruno...

 

Não sei se Pedro Madeira Rodrigues fez bem ao aceitar que o debate tenha lugar na Sporting TV e, ainda pior, se os moderadores vão ser actuais funcionários do Clube, ou seja, vassalos de Bruno de Carvalho.

 

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publicado às 04:24

Evolução na continuidade

Naçao Valente, em 10.02.17

 

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Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar, esteve na tribuna do velho estádio de Alvalade a assistir a um jogo de futebol. Tendo sido anunciado o seu nome recebeu uma estrondosa ovação. Era presidente João Rocha. Pouco depois, Marcelo foi deposto por um golpe militar. Não era homem de rupturas e apesar de tomar algumas medidas de cariz social, não tinha condições para fazer a transição para a democracia. Assumiu o seu mandato como evolução na continuidade , isto é, uma mudança sem ruptura com o passado. Missão impossível como se veio a verificar.


Quando Bruno de Carvalho venceu José Couceiro, um candidato com perfil para ser um bom presidente, assumiu-se como o homem da ruptura com o passado. Daí a sanha persecutória a anteriores Direcções, mas sem qualquer resultado palpável. O que interessava era passar a imagem de refundação do Sporting , liberto dos seus fantasmas, e finalmente conquistado pelas massas populares. Presidentes foram vilipendiados e insultados, denominados croquetes, para congregar, através dos impulsos emocionais, a massa adepta. Ao invés o Presidente revolucionário era incensado até ao absurdo. Num estilo basista senta-se no banco de suplentes, invectiva os adeptos, colhe os aplausos, dá voltas ao estádio, em suma atira os foguetes e apanha as canas. Numa coisa é especialista e teve sucesso: na aplicação do populismo.

 

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A realidade foi sendo escondida atrás do manto das aparências. O presidente nunca foi mais do que um testa de ferro dos interesses financeiros da Banca, muito em especial de JM Ricciardi (um croquete), interessada em garantir os seus empréstimos e receber os respectivos juros. A muito propagada tese da bancarrota também é muito contestável, pois não podiam os credores deixar cair o Sporting fosse quem fosse o Presidente. Portanto, a ruptura com o passado nunca passou de uma falácia. É preciso recordar, para que tem memória curta, que foi com o apoio das elites que Bruno chegou à Presidência. O que são Sampaio ou Barroso, na terminologia brunista, senão “croquetes”? Mas a aliança entre Bruno e as elites ainda está mais evidente nesta eleição. Basta ver a designada comissão de honra, uma espécie de albergue espanhol, onde pontuam, Dias Ferreira, Jorge Coelho (ex-ministro) Subtil de Sousa, Sousa Sintra entre muitos outros. Querem melhor evolução na continuidade?


Se me perguntarem se Pedro Madeira Rodrigues (PMR) é o candidato que esperava para se opor ao situacionismo, digo que não, com toda a frontalidade. Esperava que aparecesse uma figura mais carismática que conseguisse unir toda a oposição, e que criasse inquietação no universo brunista. Essa figura, por razões que a razão desconhece, não surgiu. Temos PMR, que teve a coragem e a ousadia de se disponibilizar para enfrentar o brunismo. Apresentou um programa eleitoral, tem uma equipa, tem currículo profissional, sportinguismo acima de qualquer suspeita. Nem sempre é politicamente correcto, como na decisão de dispensar o treinador, mas mostrou determinação. Vai à luta em condições muito desiguais. Enfrenta não só Bruno mas os lóbis que o apoiam e sustentam, o poder financeiro que o mantém à tona. Se nestas eleições há alguém que quer fazer ruptura com certo passado é PMR. Pode não ter capacidade demagógica para empolgar os adeptos, mas tem a honestidade e a competência de quem quer pôr o Sporting num caminho real de sustentabilidade. Merece uma oportunidade. Tanto mais que a gestão de Bruno, apesar do foguetório, falhou em muitos aspectos, visíveis e ocultos.

 

P.S. Não posso deixar de considerar as declarações de baixo nível do senhor(?) Subtil de Sousa como vergonhosas. Como pode atacar PMR, chamando-lhe Jota me me, pelas suas opções políticas. O que é que isso tem a ver com a sua candidatura. E Sousa Sintra de que se salienta no seu currículo o despedimento de Robson, que autoridade moral tem para atacar sem fundamento PMR, pessoa que seguramente nem conhece. Diz-me com quem andas...

 

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publicado às 03:45

A lista de Pedro Madeira Rodrigues

Ricardo Leão, em 07.02.17

 

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CONSELHO DIRECTIVO


CARGO
NOMEN.º SÓCIO
Presidente Pedro Madeira Rodrigues 10668
Vice-Pres. Victor Ferreira 55796
Vice-Pres. Pedro Rebelo Pinto 40631
Vice-Pres. Mário Saldanha 57659
Vice-Pres. Manuel Rogério de Brito 5561
Vogal João Alvim 12087
Vogal Rafael Joanes 29914
Vogal Bernardo Mendes 31940
Vogal Domingos Cruz 25453
Vogal José Pedro Rodrigues 19409
Vogal Luis Figueiredo 2418
Suplente José Vieira de Sampaio 5234
Suplente Sofia Pinto Martins 39638
 

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

CARGO  NOMENº SÓCIO

Presidente Rui Pedro Morgado 11887
Vice-Pres. Margarida Dias Ferreira 21101
Secretário Pedro Quartin Graça 10670
Secretário Paulo Silva Almeida 7661
Secretário Nuno Miguel Caetano 7703
Suplente Francisco Landeira 24899
Suplente Carla Filipe 5682
Suplente Joaquim Silva Abreu 1260
 

CONSELHO FISCAL

 CARGONOME Nº SÓCIO 

Presidente

Filipe Marques

17295

Vice-Pres.

Bernardo Ayala

7118

Vogal

Pedro Lopes de Brito

10771

Vogal

Miguel Graciano

4392

Vogal

Francisco Peres

11424

Vogal

João Cabral Meneres

22315

Vogal

Francisco Ferraz de Carvalho

39714

Suplente

Ricardo João Amaro

7784

Suplente

Frederico Fernandes

79628

 

Nota: Dado o tamanho deste post não se publica aqui a extensa lista de candidatos ao Conselho Leonino a qual está disponível aqui.

 

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publicado às 09:05

 

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Como seria de esperar, honrando a frase "quem com ferros mata com ferros morre", a blogosfera brunista, mesmo a assalariada, não foi de poucas medidas. Agora quer a cabeça do chefe. Para nós, infelizmente o dizemos, esta situação não é novidade já que, como é sabido, alertamos para a mesma quase há 4 anos.

 

Não se esperaria pois, por desnecessidade, que fossemos os primeiros a exigir a demissão antecipada de Azevedo de Carvalho e, naturalmente, a sua não recandidatura, pelo facto do projecto(???) que apresentou e para o qual gastou milhões de euros que nos pertencem, estar falido.

 

Outros, contudo, habituais defensores de Azevedo, foram rápidos a exigir o óbvio. Senão vejamos um exemplo que resume o estado de espírito da nação leonina:

 

"Bruno de Carvalho é o principal responsável ponto final!

 

- Agora a cereja no topo de bolo era este ridículo presidente despedir cobardemente Jorge Jesus e pagar uma indemnização choruda e assim salva a pele, vergonha esta época, deu total poder a Jorge Jesus no Sporting e quem se está a rir é o Orelhas que o despediu e continua a ganhar e não falem em arbitragens e que não sou sócio e que não posso opinar!

 

Quando saiu Marco Silva quem devia ter saido era Bruno de Carvalho!

 

Mais a frio amanhã falaremos sobre esta vergonha!"

 

Mas, para que melhor se perceba o tipo de "cultura de clube" que o triste consulado de Bruno trouxe ao Sporting, nada como citar um comentador habitual deste espaço que, em meia dúzia de palavras, tantas quantas a sua escassa capacidade intelectual o permite, resumiu, na tasca que habitualmente o acolhe, o estado de espírito destes "sportinguistas":

 

"(...) o problema vosso mesmo hipoteticamente vocês abustres ganharem as eleições não vão ter paz. Porque aqui os camaradas não vos querem lá, vão ser minados diariamente . Querem guerra vão tela e da grossa" (Fight for your right)

 

Está apresentado o que espera Pedro Madeira Rodrigues e o enorme trabalho que terá em reerguer um clube completamente perdido numa "cultura" clubística lampiónica, que nunca foi a sua, mas que Azevedo de Carvalho fomentou diariamente.

 

Pobre Sporting.

 

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publicado às 07:29

A brigada do reumático

Naçao Valente, em 14.01.17

 

Convém fazer um ponto prévio. Qualquer pessoa é livre de se assumir como apoiante de candidaturas à presidência do Sporting. É uma assunção de livre arbítrio. Nem podia ser de outra forma. Era o que mais faltava.


Vem esta clarificação a propósito da badalada comissão de honra da candidatura de Bruno Miguel de Azevedo Gaspar de Carvalho. Até à apresentação do candidato Pedro Madeira Rodrigues, a candidatura do actual presidente mantinha-se em banho maria. Estou convicto que tinham esperança que não aparecesse opositor e que a reeleição seria um passeio apoteótico. Infere-se que o facto de ter aparecido um candidato fez tocar todas as campainhas do lado do situacionismo, na feliz expressão de Leão Zargo. Logo a candidatura da evolução na continuidade, saiu da bruma e assumiu-se com todo o seu potencial.

 

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A apresentação de uma comissão de honra faz-me lembrar, salvaguardadas as devidas distâncias de contexto e de circunstância, uma situação que aconteceu em 1974 quando os generais Spínola e Costa Gomes se afastaram de Marcelo Caetano. Surgiu então um grupo de altas patentes militares que foram prestar vassalagem ao Presidente do Conselho. Esse grupo de fiéis ficou na época conhecido como “a brigada do reumático”.


As primeiras cinquenta sombras da imagem presidencial, vieram à luz do dia logo após o anúncio da sua candidatura. E a sombra foi alastrando para obscurecer qualquer luz da oposição. Olhando para as sombras não se percebe qual o critério para a sua constituição, de tal modo que já alguém lhe chamou, uma espécie de albergue espanhol. Há ali de tudo: brunistas convictos do milagre financeiro; contestatários reconvertidos à situação; putativos candidatos em pirueta arriscada, comentadores engajados e comprometidos. Lembro-me dessa eminência parda, José Maria Ricciardi, abono de vida do Presidente, de Dias Ferreira rendido à truculência presidencial, de Vasco Lourenço crítico amnésico, e do “yes men”doutor Barroso ,entre outros.


Há quem diga que este beija-mão foi ,nalguns casos, assumido por voluntarismo obrigatório. Uns porque gostam, alguns porque têm que gostar, outros porque sim. Seja como for, todos se aliam ao propalado carro vencedor. Se vão ou não receber louros logo se verá.


Com mais ou menos artritismo, físico ou mental, o facto é que o situacionismo tem que ir a jogo, com pelo menos um candidato (veremos se aparecem mais) e denota algum nervosismo. Como só gosto de fazer prognósticos depois do jogo, espero pelas propostas que surgirem e pela sua consistência. Depois os votantes decidirão, bem ou mal. E nessa decisão, boa ou má, estará o futuro do Sporting.

 

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publicado às 04:46

Bacelar Gouveia "bate com a porta"

Ricardo Leão, em 11.01.17

 

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Eis a última saída da equipa de Azevedo de Carvalho. Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, abandona as funções e não se recandidata. Junta-se a outros ex-brunistas como Rui Morgado, Vitor Ferreira e Artur Torres Campos, entre outros.

 

No seu mural do Facebook faz os habituais elogios e agradecimentos de circunstância mas sabe-se que, por detrás dos públicos elogios, existiram sempre enormes divergências com Azevedo de Carvalho que levaram Bacelar Gouveia a avisar da sua intenção de não se recandidatar.

 

No mural de Bacelar Gouveia pode ler-se "Amanhã presidirei à última reunião do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) do Sporting Clube de Portugal deste mandato do quadriénio 2013-2017, não sendo candidato a qualquer órgão social do Clube nas eleições agendadas para 4 de março de 2017."

 

É mais uma baixa de peso na equipa de Bruno, crescentemente isolado e em ruptura com aquele que foi, em tempos, o seu núcleo duro.

 

Porque será? 

 

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publicado às 12:33

A solidão do poder

Naçao Valente, em 03.01.17

 

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O presidente do Sporting faz-me lembrar o Coronel Buendía, uma personagem de um livro de Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão. O autor diz da personagem “promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas”.

 

Bruno de Carvalho, da sua natureza, trouxe para o Sporting, não a paz mas guerra. Não sei quantas batalhas iniciou, mas tem muitas perdidas e outras em vias de as perder. De tal modo que ofuscaram uma ou outra vitória que tenha conseguido. Salientem-se as guerras inúteis e desnecessários com o passado, as lutas absurdas com os fundos, os conflitos com sócios ou adeptos, as demandas esotéricas com adversários, a cruzada das cores, do verde contra o encarnado, a errada estratégia desportiva. Casos e mais casos, derrotas e mais derrotas. Não admira que agora apareça cansado e peça a ajuda de tudo o que vier à rede no mundo sportinguista.


O presidente e agora candidato, assumiu publicamente, numa entrevista a um jornal, uma outra personagem da literatura: D. Quixote de La Mancha. Disse ele que estava cansado de representar o papel da personagem de Cervantes, e de tanto lutar sozinho, contra os moinhos da sua imaginação. E vem pedir, ou quase exigir, a ajuda de outros sportinguistas pois está farto da tarefa quixotesca. Logo se levantou uma horda de guerreiros em seu auxílio. Pelo que consta, mais de cem e de todos os quadrantes. Nem os ditos croquetes, tão amaldiçoados deixaram de responder à chamada. E até um putativo candidato de espinha extra flexível deu um passo em frente.

 
Há, no entanto, uma personagem real que se adequa à sua atitude: chama-se Oliveira Salazar. Não que exerça o poder autocrático, porque os tempos mudaram, mas porque lhe copia alguns tiques de superioridade e alguma hipocrisia. O antigo Presidente do Conselho, numa das comemorações do 28 de Maio, disse que era hora de se retirar, mas que olhando à sua volta não encontrava alguém para continuar a sua obra . Aplausos. Bruno de Carvalho numa encenação mais subtil fez o mesmo número. O cargo que ocupa é muito desgastante, no entanto sacrifica-se pela causa. Fazer o quê, quando olha à sua volta e só vê mediocridade.


Salazar só saiu depois de cair da cadeira. Ainda o mantiveram semivivo durante algum tempo como o chefe virtual, tal como o grande agrário Diogo Relvas, do romance Barranco de Cegos de Alves Redol, que sentado numa torre, embalsamado, mantinha o respeito dos servos, cegos conduzidos por um cego. Vieram outros governantes e o país sobreviveu e está melhor, o que significa que não há insubstituíveis.


Bruno de Carvalho apresenta-se agora, como o bom da fita. Que candura! Faz-me lembrar o filme de Sérgio Leone, o Bom, o Mau e o Vilão. Sendo ele o bom, qualquer adversário tem de fazer outro papel. Madeira Rodrigues já está etiquetado. Além de ser mau, é fraco e já está derrotado. Dizem os seus homens de mão. Não parece ser essa a posição do herói. A arregimentação de tropas no exército “inimigo” indicia que está com medo? Estaremos perante um herói medroso? Que ironia! Ou teremos um general perdido no seu labirinto da solidão do poder? E se aparecer também um vilão? Ou apesar de ter o melhor armamento, a brigada ligeira e a artilharia pesada, sabe que numa guerra não há vencedores antecipados e só perde quem desiste de lutar? Entre muitos exemplos lembro-me de Aljubarrota.

 

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publicado às 16:15

O Sporting que eu sempre sonhei

Drake Wilson, em 29.12.16

 

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 Meados de Abril, em 2000, com o Dr. José Roquette

 

 

Quem sabe, um dia.

 

No dia em que ocasionalmente conheci o Dr. Roquette (no dia em que a foto acima foi tirada, em Abril de 2000), entre outros assuntos de natureza profissional, falámos muito sobre o nosso Clube. Preocupações de ambos acerca do presente e futuro eram demais evidentes, mas com a certeza de que só com um caminho racional e sustentado, coisas boas aconteceriam. Teria de se gastar dinheiro sim, e esse dinheiro teria de vir de algum lado seguramente – nada de Banca. Ficou a promessa de que nos voltaríamos a rever, se nesse ano o Sporting se sagrasse campeão. Nesse dia, o Sporting vence na Madeira, e 15 dias depois vence o campeonato. A palavra do Presidente manteve-se, e 10 dias mais tarde são-lhe exclusivamente apresentados pessoalmente, 5 profissionais de primeira categoria em diversos sectores, do meu conhecimento e confiança, cumprindo igualmente a promessa que eu tinha feito. Um português, quatro estrangeiros, e nenhum deles era suspeito – ali estavam os pulmões do maior projecto desportivo em Portugal, com profissionais de extraordinário gabarito, assim como a garantia de um futuro independente.

 

Mas no realismo de uns, sobrava a ansiedade e muita inveja de bastidores, de nomes que um dia terei o prazer de escrever sobre eles, quando tal for oportuno. Estes, infelizmente, dominavam uma ala no Clube e sabotaram a independência do Presidente, contando com o apoio de elementos organizados. Assim, tal os adeptos quiseram e Roquette saíu do Sporting. Os parceiros questionaram a integridade dos que por lá ficaram, furtando-se a designar vínculos com a demagogia. Perdeu o Sporting seguramente. 16 anos mais tarde, chegamos a esta conclusão: dos 5 parceiros colocados à disposição do projecto, um deles lidera actualmente destinos de um clube rival na sua internacionalização. Outro, apoiou a direcção desportiva no Chelsea de Abramovich na sua génese, até se incompatibilizar com Mourinho (Mourinho saiu, ele ficou, porque em Inglaterra a estrutura é uma coisa séria). Outro, viria a investir num clube em Espanha, anos mais tarde. O Sporting, esse, continua adiado, sem se entender que mais valem 5 anos a tentar do que 40 anos a chorar.

 

O Presidente que eu gostava.

 

Se me fosse questionado que Presidente gostaria de ver no meu Sporting, teria alguma dificuldade em responder. Mas seguramente, um ideal de independência orgânica assente em matrizes corporativas, mais do que emotivas. Um pouco de John Maynard Keynes, um pouco de Joseph Schumpeter. Talvez um pouco de João Rocha, com um pouco de José Roquette. Se funcionaria, não sei. Mas acredito que funcionaria. Se me perguntassem como gostaria que fosse o Sporting, como Clube, a minha resposta seria sempre a mesma: aquilo que ele é. As instituições sobrevivem sempre às pessoas, independentemente do que as pessoas considerem como sendo o melhor para as instituições. Sendo que o Clube existe desde a sua fundação, caberá a cada um daqueles que acredite fazer a diferença, expor o que considere fundamental incrementar com o seu conhecimento e sensibilidade. O Clube sai sempre a ganhar quando a excelência é colocada ao serviço dos seus destinos.

 

Schumpeter e Keynes foram os dois economistas que mais admirei. Se Schumpeter fosse, um dia, presidente do Sporting, diria que um dos maiores problemas do Clube debate-se com o Monopólio existente na planície competitiva portuguesa. Para ele, seria a falta de criação de um percurso financeiramente autónomo que não mais do mesmo nos últimos 40 anos – a principal razão pela qual o Sporting, pela falta de métodos, ficou ultrapassado pela concorrência. Já Keynes, no mesmo cargo, diria que perante a incerteza do futuro, teria o Sporting de gerar correlações com todos os agentes desportivos e financeiros à sua disposição na indústria (e mesmo fora dela, diria eu), afim de proteger a sua durabilidade como emblema competitivo a longo prazo, evitando a disfuncional perda de capacidade competitiva alheia à sua vontade. Ambos teriam razão. Schumpeter, inovador como Rinus Michels, o criador do Futebol Total. Keynes, como Cruyff, o expoente que materializaria tal conceito.

 

Entre a placidez de uma maternidade e a insanidade de um hospício, Alvalade (às vezes) é assim.

 

Continuaremos a adiar o Sporting, enquanto a discussão eleitoral estiver apenas e só centralizada no “esqueleto” da serpente, e não na sua adaptabilidade ao meio. Esteve Bruno de Carvalho, a bem da instituição que lidera, alguma vez adaptado ao mundo do Futebol como ele é? Estará algum dia Pedro Madeira Rodrigues apto ao mesmo desafio? Definitivamente que não. Provavelmente nunca nenhum de nós estará. Porque parece que ninguém ainda entendeu que do modo como continuamos a discutir e a entender o futebol, todas as teorias/projectos se esgotarão, mais cedo ou mais tarde, nas quatro linhas de jogo, onde quem determina o destino nunca são os presidentes. Porquê? Porque ninguém tem capacidade nem coragem de fazer um projecto em condições, enquanto todos ralharem sem razão.

 

Caberá a um Presidente digno desse nome, a criação de uma atmosfera fértil em soluções humanas, corporativas e económicas, que privilegiem a materialização de algo que se consiga efectivamente debater. Senão, andaremos todos a discutir nada mais do que promessas, como tem sido apanágio ao longo destes 40 anos. Se um candidato tivesse, algum dia, coragem de admitir a verdade – que o Sporting não tem ainda andamento para ganhar títulos maiores em Futebol – e cujo interesse da sua candidatura nada mais é do que trazer para o Clube as pessoas, parcerias e instituições que tornem o emblema mais poderoso, esse candidato teria o meu voto. É honesto associarmos apenas à gentileza de um sorriso a certeza de futuras conquistas? Se a intenção é desenhar condições para que os Sócios acabem invariavelmente desiludidos, então que se continue assim.

 

Com humor, para finalizar. Vamos lá Sporting!

 

Cândido como sempre, ao bom Futre faltaria um pouco mais de instrução na ternura da sua mensagem. Antes de partir em direcção ao Oriente, em formato Lonely Planet e de Go Pro em punho em busca de Pokemons, o Sporting e os sportinguistas têm de conciliar primeiro passado, presente e futuro – juntar aqueles que fantasiam como Sousa Cintra com os que materializam como João Rocha. Acutilantes como Henrique Medina Carreira como congregadores como Alexandre Soares dos Santos. Tem de se unir na mesma mesa, aqueles que pensam como José Roquette como os que sonham como Bruno de Carvalho. Porque todos são sportinguistas, e todos podem, ao seu jeito e ao serviço do Sporting, contribuir com algo que nos torne mais fortes.

 

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publicado às 10:45

 

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O próximo acto eleitoral do Sporting Clube de Portugal já está com data marcada - dia 4 de Março - e o candidato Pedro Madeira Rodrigues já se manifestou sobre a ocorrência:

 

«Constatamos que as eleições foram marcadas com o menor prazo possível dentro do previsto nos Estatutos (entre 1 de Março e 30 de Abril). É um calendário curto mas é o calendário que o Presidente da Assembleia Geral decidiu escolher. É uma decisão que acolhemos com naturalidade, pois tal como já disse, esta é uma candidatura forte, unida e devidamente preparada para ir até ao fim deste processo. Queremos ganhar as eleições e sabemos que há uma larga maioria de sportinguistas que não se revê neste estilo de liderança e que terá no nosso projecto uma alternativa de confiança para voltar a ter o Sporting sempre na frente.

 

Este é o momento para nos rodearmos de grandes sportinguistas, fecharmos as bases do nosso programa que irão dar corpo à visão de futuro e de crescimento que temos para o nosso Clube e de constituir uma equipa sólida e competente que possa afirmar o Sporting de forma transversal, com especial enfoque no futebol profissional e na formação, nas modalidades, bem como no reforço do associativismo e participação dos sócios na vida do Clube. Nos primeiros dias de Janeiro começaremos a apresentar as linhas mestras do nosso programa bem como as pessoas que irão presidir aos órgãos sociais do Sporting».

 

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publicado às 19:47

 

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É já amanhã que Pedro Madeira Rodrigues apresenta a sua candidatura à presidência do Sporting. O gestor faz o anúncio da sua candidatura em Lisboa, perto do estádio José Alvalade, no Hotel Radisson Blu, às 18h00, desta terça-feira.

Pedro Madeira Rodrigues, de 45 anos, recebeu já o apoio de diversas figuras do universo leonino como Vítor Ferreira, Rui Morgado, Rui Vinhas da Silva, José Vieira Sampaio, Ricardo Pina Cabral, Luís Rasquete, Nuno Fernandes Thomaz e Tomás Froes. Também Pedro Baltazar e Abrantes Mendes poderão engrossar a lista de apoiantes.

 

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publicado às 11:57

Rogério Alves pede o impossível

Rui Gomes, em 20.12.16

 

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«A prestação da equipa de futebol interfere no pré-eleições. (...) Há um projeto a médio prazo, em que se considera que Jorge Jesus é uma peça essencial. Jesus teve uma excelente entrada no Sporting, na época passada, com o recorde de pontuação do clube no campeonato. Só que no primeiro ano no Benfica foi campeão, no Sporting fez o recorde de pontos mas não foi campeão. Isso faz grande diferença.

Temos de separar o processo futebolístico do eleitoral, por mais difícil que seja fazê-lo. Temos de apoiar a equipa, os jogadores, o treinador, sabendo que os resultados são tiranos mas esta é a nossa equipa».

 

Rogério Alves - no programa 'Dia Seguinte' da SIC Notícias - tem razão ao afirmar que há uma grande diferença entre ficar em segundo lugar, mesmo com o recorde de pontos, e ser campeão, no entanto, pede o impossível no que diz respeito à separação do processo futebolístico do eleitoral. Apoiar os jogadores e a equipa, indubitavelmente, apoiar o treinador já é muito relativo, mas em vida real os resultados desportivos impactam directamente a eleição do líder do Clube, especialmente quando este é o principal responsável pelo estado das coisas.

 

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publicado às 05:01

 

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A alternativa já vem sendo equacionada há vários meses por diversos sectores do Sporting, e está encontrada, sendo que o seu anúncio será feito em breve. Azevedo de Carvalho vai, finalmente, ver o rosto dos seus opositores como desde há meses procura, com visível desespero.

 

O Sporting terá, em suma, uma figura candidata à presidência que será capaz de unir os Sportinguistas que Bruno, sistematicamente, soube afastar. 

 

Bruno terá adversário em Março. Para o Sporting será uma oportunidade única de se reencontrar depois de um consulado desastroso a todos os níveis, com milhões de euros deitados para o lixo e ausência absoluta de resultados desportivos no futebol.

 

A alternativa é bem-vinda! A esperança renasce! 

 

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publicado às 05:17

A natureza do escorpião

Rui Gomes, em 09.11.16

 

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Nota: Este post é do Nação Valente e não de Rui Gomes.

 

Bruno de Carvalho foi eleito pelos sócios/votantes presidente do Sporting Clube de Portugal, na minha opinião mal. Os que exerceram o direito de voto elegeram sobretudo um chefe de claque. Beneficiando de uma situação de grande instabilidade, provocada pelas presidências de Bettencourt, um erro de “casting”, e de Godinho Lopes, com erros de palmatória para ganhar títulos a curto prazo, conseguiu chegar à presidência com um programa populista. Apesar de algumas medidas pontuais positivas, não mostrou ter estofo para dirigir uma instituição com mais de cem anos de história gloriosa. Sem um projecto de médio e longo prazo foi navegando à vista e um pouco ao sabor dos ventos, procurando resolver com base em expedientes, atitudes de 'chico-espertismo' e de constante guerrilha, as situações que foi enfrentando. Como os seus antecessores cometeu erros de palmatória, disfarçados com a melhoria dos resultados da principal equipa de futebol.


A sua inexperiência e falta de bom senso, foram utilizadas para justificar um chorrilho de atitudes controversas, que não o dignificam, nem honram a instituição que dirige. É característica do ser humano aprender com os erros, mas pelo seu comportamento recorrente é de concluir que Bruno de Carvalho não a possui. Depois de alguma moderação, só o facto de pensar que pode ter oposição na sua caminhada para a reeleição, o fez soltar todos os demónios reprimidos. Voltou o discurso contra prováveis adversários (como ousam?) que lhe podem complicar a quase certeza de se consolidar como presidente vitalício. E agora já não são apenas os croquetes, pois são também os ratos e os abutres, sportinguistas, mas do reino animal inferior.


Esta tendência do presidente Bruno para destilar veneno contra quem não o venera, leva a admitir que deve ter a natureza do escorpião. É sobejamente conhecida a história do escorpião que pediu a um sapo para o ajudar a passar um rio. Perante a recusa do mesmo em executar a tarefa, com receio que este lhe picasse, argumentou que isso era impossível, porque se o fizesse também se afogava. Convencido o sapo, levou o escorpião e quando estavam no meio da travessia este picou-lhe, indo os dois para o fundo do rio. Conclusão: ninguém foge à sua natureza.


O episódio de registo ocorrido no fim do jogo com o Arouca é mais uma achega para a comprovação desta natureza suicidaria. Quem nasceu para picar vai continuar a fazê-lo, mais ainda se estiver acossado. Para esta tese pouco interessa quem começou ou não as referidas hostilidades. O que elas demonstram é que o Presidente não consegue viver sem estar a demonstrar a sua agressividade. Onde houver sarilhos lá estará. Se assim não fosse, que necessidade é que o presidente do grande SCP tinha de estar a envolver-se em questiúnculas pequeninas e de baixo nível, como herói de faca na liga?


Enquanto adepto, seja qual for o meu estatuto, na terminologia 'bruniana', não me revejo nestas atitudes. Até porque elas não contribuem para a grandeza do Sporting, que ao carregar Bruno está sujeito a ser afundado. O que me preocupa é que não haja no universo sportinguista, qualquer movimento visível de gente com credibilidade, para parar esta deriva degradante. Será que estão todos tomados pelo medo da picada do escorpião ?

 

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publicado às 14:27

Quando pensamos que já vimos tudo...

Rui Gomes, em 09.11.16

 

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... Algo surpreendente, quase chocante, acontece. Quando um aventureiro como Donald Trump, armado com um  pacote de ideias e promessas loucas e irresolúveis, consegue chegar (ou quase chegar) à presidência dos Estados Unidos, não deve ser surpresa alguma que um "anónimo" como Bruno de Carvalho tenha chegado ao "trono" de Alvalade.

 

´´´ A esta hora da madrugada, ainda não há um resultado final absoluto na corrida à presidência americana. Donald Trump está à frente e é possível que venha a vencer, por incrível que pareça.

 

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publicado às 06:30

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