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Bas Dost foi uma das grandes figuras do Sporting esta temporada, marcando 36 golos em apenas 42 jogos de "leão ao peito", uma das melhores fases da sua carreira.

 

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Em entrevista ao jornal De Telegraaf, o internacional holandês confessou estar muito bem integrado em Portugal, não estando nos seus planos abandonar o Sporting e o País:

 

«Senti-me em casa desde que cheguei ao Sporting. Estou muito feliz e não vejo nenhum motivo para sair deste clube. O futebol alemão é mais competitivo, porém, o campeonato português é muito melhor do que as pessoas imaginam. Os centrais têm qualidade e muitas equipas têm bons sistemas defensivos, por isso é complicado chegar à baliza. Se não marcarmos cedo, as coisas tornam-se muito complicadas.

 

Eu nunca tinha olhado para a classificação da Bola de Ouro, mas, no fim da época, comecei a prestar mais atenção. Curiosamente isso coincidiu com a fase em que o Messi marcou imensos golos. Ficar em segundo atrás dele não é vergonha nenhuma».

 

De verde-e-branco, Bas Dost participou em 41 jogos na época passada, 40 dos quais como titular, acumulando 3506 minutos de jogo (média de 85,4 minutos por jogo), com 36 golos marcados, dos quais 34 foram na I Liga.

 

No que diz respeito à Bota de Ouro, o avançado do Sporting classificou-se em segundo lugar, com os seus 34 golos, apenas 3 atrás do vencedor Lionel Messi, e à frente de Aubameyang do Borussia Dortmund (31 golos) e Robert Lewandowski do Bayern Munique (30 golos).

 

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publicado às 17:44

Despudor levado ao limite

Ricardo Leão, em 30.03.17

 

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Senti-me enojado quando assisti. Pelo formato (o Sporting comprou ou patrocinou o espaço televisivo?), que até o condenado pela justiça José Eduardo incluía como se nada se tivesse passado. Pelos "isenção" dos paineleiros intervenientes. Pela postura subserviente do jornalista. Pela falta de rigor jurídico do causídico interveniente (roubo, Dr. Dias Ferreira? Não queria antes dizer furto?). E, por último, que não em último lugar, por Azevedo de Carvalho a responder (?), nada dizendo como sempre, a um conjunto de apaniguados.

 

Tomei boa nota do seguinte: há 4 anos Carvalho, segundo o próprio, só lia "as gordas dos jornais". Quiçá por falta de orçamento... Mas, independentemente disso,  particularmente revelador da suspeita ausência de cultura geral, e desportiva em particular. E uma contradição fantástica com o que nos tem revelado. No fundo o mesmo Bruno que, aos 5 anos, queria ser presidente do Sporting é aquele que, aos 40, se limitava as ver as manchetes... Sem palavras.

 

Um momento televisivo deplorável em que apenas se safa o invisível assessor de comunicação. Desta vez Saraiva trabalhou bem. Ficou-se pela TVI 24 mas tentará ainda o prime time do canal principal. Porque o antigamente apelidado "Rascord", ontem tão proficuamente exibido, se transformou no órgão oficioso do clube. 

 

Pobre TVI. Pobre Sporting. Ambos nas ruas da amargura.

 

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publicado às 10:27

Bas Dost em entrevista

Rui Gomes, em 04.02.17

 

 

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publicado às 05:02

 

O candidato único da Oposição à actual presidência do Sporting, Pedro Madeira Rodrigues, deu uma longa e interessante entrevista, de cerca de hora e meia, ao canal Sporting 160. Oiça o que o candidato pensa clicando na imagem acima. Sempre na frente !

 

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publicado às 10:01

O Sporting está mais isolado

Naçao Valente, em 27.01.17

 

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Assisti à última entrevista de Pedro Madeira Rodrigues (PMR) à CMTV. Quer o jornalista moderador, João Ferreira, quer o jornalista comentador, José Manuel Freitas (JMF), não lhe facilitaram a vida. Já Paulo Futre esteve apenas para compor o ramalhete. Com uma ou outra hesitação, PMR, passou no teste sem deslumbrar.

 

José Manuel Freitas, numa apreciação à prestação do candidato, considerou que este precisava de ter mais “sal”. Se interpreto bem a sua formulação, referia-se a este produto como tempero e não como alimento pernicioso para a saúde. De facto, sou levado a concordar que Madeira Rodrigues precisa de ter um discurso mais empolgante. Mas por outro lado, dá para perceber, que a arte da retórica não é um dos seus melhores atributos. Contudo, tem um discurso calmo, ponderado e coerente. Pensa no que diz antes de dizer o que pensa. A boa retórica quase sempre é gémea da demagogia, e os demagogos sabem que os potenciais alvos, são facilmente convencidos pela arte do engano pelas promessas vãs. Podem ter competência para ganhar eleições, mas isso não significa que sejam bons governantes.


PMR, tanto quanto sei, tem formação na área da gestão, onde tem feito a sua carreira com elevada competência. Não terá no seu ADN, características naturais de bom orador. Pergunto: é esta uma condição "sine qua non", para exercer com proficiência a Presidência de um grande clube como o Sporting? O que é que nós queremos à frente do nosso clube? Um “fala-barato”? O presidente de uma instituição com o prestígio do Sporting, tem de ser uma personalidade que cultive a temperança, o bom senso, a coerência no pensamento e na acção, a capacidade diplomática, a inteligência racional emocional. O que os últimos anos nos mostraram foi o contrário de tudo isto. Os resultados estão à vista.


Na sua apreciação positiva, JMF considerou como pontos fortes do entrevistado a intenção de estabelecer um bom relacionamento com outras instituições, incluindo os empresários do futebol. Depois da destruição feita por esta Direcção, que desprestigiou o Sporting em várias áreas, esta não será uma tarefa fácil. O Sporting não será um clube vencedor, isolado e perdido no seu labirinto. Tem de manter ou estabelecer pontes com todas as instâncias que estão associadas ao desporto, sem prescindir da firmeza, na defesa dos interesses do clube. Como diz PMR o Sporting tem que ter influência nessas instâncias, visando melhorar o seu funcionamento, para a construção de uma actividade desportiva mais transparente.


Contudo, e apesar de ter feito alguns progressos na vertente comunicativa, o candidato PMR tem de construir uma mensagem mais acutilante. Tem de se focar em aspectos muito específicos, e que impliquem uma mudança de processos e atitudes. Tem de completar a sua equipa, valorizá-la e coloca-la no campo de “batalha”. Ninguém vence isolado. As forças que defronta são sagazes e têm o campo todo minado. Já deu para perceber que PMR se move por princípios e não por promessas irrealizáveis. Que actuará com base em atitudes racionais e não emocionais. Que quer servir o Sporting e não se servir dele. Mas não se deve deixar de cair na tentação de afirmar que consigo os títulos vão cair do céu. O futebol é uma actividade muito imprevisível. Deve prometer que vai criar as condições para que isso aconteça. Com rigor, com determinação, sem ziguezagues precipitados. Que aprenda com as boas práticas e não com os erros que estão dentro de casa.


PS: PMR é ainda o único candidato. No entanto, não podemos esquecer que, em teoria, outras candidaturas podem aparecer até ao dia 2 de Fevereiro.

 

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publicado às 11:00

 

 

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publicado às 04:35

 

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Uma coisa é "puxar a brasa" à sua paixão clubista, e neste caso também empregador, outra, muito diferente, é ser intelectual e factualmente desonesto, precisamente o que Nuno Gomes está a ser com a recém-entrevista concedida ao Diário de Notícias, no que a formação de jogadores diz respeito, no contexto Sporting e Benfica. Recomenda-se, portanto, que o actual dirigente "encarnado" e antigo futebolista consulte o seu médico para rever qualquer medicação que está, obviamente, a transtornar a sua lucidez.

 

Entre outras considerações pouco ou nada consequentes, Nuno Gomes teve isto para dizer na referida entrevista:

 

«Não tenho dúvida nenhuma (que o Benfica tem a melhor formação de Portugal). Em termos de infra-estruturas e condições de trabalho estamos à frente. Ser a melhor formação, na minha óptica, não é ser o clube que ganha mais títulos nesses escalões. Damos importância aos resultados, a ganhar campeonatos, mas damos um bocadinho mais ao desenvolvimento do jogador e ao que vai ser o seu futuro.

 

Estamos a trabalhar muito bem e o feedback que tenho recebido de toda a gente é que estamos um bocado à frente dos outros clubes portugueses. O Sporting começou mais cedo e tirou muita vantagem, porque o Benfica não tinha um espaço físico. Mas hoje em dia a formação do Benfica está ao nível dos grandes clubes mundiais. É o feedback que tenho das equipas estrangeiras que nos visitam ou em viagens que faço para conhecer outras realidades. Estamos ao nível dos melhores».

 

O Sporting "começou mais cedo"... ?... É verdade, a formação do Sporting tem várias décadas de existência, enquanto que a do Benfica, no real sentido, pouco mais tem do que uma meia dúzia de anos, e nada tem a ver com infra-estruturas, mas sim com a totalidade de um programa e respectiva organização nesse exclusivo sentido.

 

Nem sequer vale a pena recuar nos tempos e rever os muitos talentos que foram e continuam a ser formados no Sporting. A prova está bem à vista, como aliás a recém-selecção portuguesa campeã da Europa evidenciou com dez dos seus elementos oriundos da formação leonina.

 

Poderemos concordar com Nuno Gomes se ele afirmar que o clube da Luz está mais focado na formação em anos recentes e que até apresentou três ou quatro talentos acima da média, mas daí até clamar que tem a mehor formação de Portugal, é uma autêntica absurdidade.

 

Essa história do "feedback" de equipas estrangeiras não passa de venda da banha da cobra para consumidor incauto.

 

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publicado às 16:00

 

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Contratado pelo Sporting em Agosto de 2014 e com um vínculo válido até 2019, Jonathan Silva cumpre a sua segunda época de empréstimo ao Boca Juniors da Argentina. Tapado por Jefferson, na altura, o ainda jovem (22 anos) acabou por não ser opção para Jorge Jesus.

 

Com tanta conversa sobre a necessidade de um lateral esquerdo, este activo do Sporting quase que passa despercebido e o próprio jogador não esconde que o seu principal objectivo é regressar a Alvalade.

 

A questão, no entanto, é se ele já evoluiu ao ponto de poder satisfazer as exigências do treinador e assumir a responsabilidade de defender novamente a equipa leonina.

 

Eis o que ele teve para dizer em recém-entrevista:

 

«Estou confortável no Boca, a ganhar mais confiança no dia a dia e isso vai favorecer-me no Sporting. O objectivo era ter a oportunidade de disputar mais jogos. No Sporting, o titular era o Jefferson e quando apareceu a possibilidade do Boca… A verdade é que a proposta era irresistível.

 

Mantenho a expectativa de estar novamente à disposição de Jorge Jesus e de ganhar um lugar na equipa. Naquele momento a ideia era aproveitar a chamada de um grande da Argentina para jogar com maior regularidade e estar mais perto da selecção. Se tivesse ficado no Sporting, sem jogar, dificilmente teria entrado na lista dos 35 pré-convocados da Argentina para os Jogos Olímpicos.

 

Já me conhecem mas terei de começar do zero para garantir um lugar na equipa. Jorge Jesus sabe quais são as minhas qualidades e os meus defeitos. Vou trabalhar para poder estar entre os onze eleitos.

 

Jorge Jesus é muito profissional a trabalhar e sabe tirar o máximo de cada jogador. Sabe o que exigir a cada um para que renda individualmente e colectivamente. […] Aprendi muito com ele, a saber pausar o jogo e para para ler as jogadas.

 

Sim, acreditava que o Sporting ia acabar campeão, mas o Benfica teve sorte e contra isso não há nada a fazer. De qualquer forma, fiquei contente e orgulhoso com o que os meus colegas fizeram e temos de valorizar a qualificação directa para a Champions.»

 

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publicado às 04:24

 

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Algumas considerações de Carlos Mané - agora ao serviço do Estugarda por cedência do Sporting - em entrevista ao jornal O Jogo:

 

«Um jogador para marcar golos precisa de confiança e de estar motivado. O ano passado não joguei muito e acho que perdi confiança, que era algo que tinha de sobre nos últimos anos e resultava em golos. Agora recuperei os níveis de confiança e a minha alegria de jogar futebol.

 

Fiquei por lá e acabei por não evoluir nada. Um jogador jovem, como é o meu caso, tem de somar minutos para adquirir ritmo e ganhar experiência. Dessa maneira, acabei por não sobressair e acho que foi muito mau para mim não ter saído do Sporting seis meses antes porque estagnei.

 

Jorge Jesus é um grande treinador que está a fazer um bom trabalho no Sporting, tal como fizeram o Marco Silva e o Leonardo Jardim. Acho que se tivessem continuado no Sporting, iriam fazer um trabalho semelhante ao de Jesus.

 

Emiliano Insúa (colega no Estugarda) gosta muito do Sporting. Passou lá bons momentos, mas acho que ele está concentrado em fazer bons jogos pelo Estugarda. Contudo, ele diz-me que no futuro nunca se sabe se não poderá voltar a Alvalade. Parece-me claro que ele gostava de voltar, mas, tal como já disse, estamos com a cabeça no campeonato e totalmente focados no regresso à primeira divisão».

 

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publicado às 10:40

O mister do "otchencha e otcho"

Ricardo Leão, em 16.09.16

 

 

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publicado às 11:09

Ainda a entrevista de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 04.09.16

 

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Mais uma afirmação de Jorge Jesus, na já aqui referida entrevista, concedida ao Record:

 

«Quando cheguei ao Sporting o clube podia dar-me uma coisa e hoje pode dar-me uma muito melhor. Isso foi fruto do trabalho que todos juntos fizemos. Dentro daquilo que foi o mercado perdemos três jogadores fundamentais na equipa: o Teo, o João Mário e o Slimani. O Teo e o Slimani valeram juntos 47 golos. Tenho dúvidas que os nossos avançados marquem tantos golos.

 

Alguns dos jogadores que fomos buscar eu já conhecia, outros não jogavam nos seus clubes. Tirando o Elias, o Bas Dost, o André e o Alan Ruiz, os outros não jogavam nas equipas que estavam. Ouço toda a gente a falar do Markovic e do Campbell, mas o que é que eles fizeram nos últimos dois anos? Acredito nas capacidades deles, sei que são jogadores de grande potencial, mas vamos ver se o conseguem demonstrar no Sporting. Se o Markovic tivesse jogado no Liverpool ao nível que jogou no Benfica, eles não o tinham deixado sair».

 

No que a Teo Gutiérrez diz respeito, Jorge Jesus deixa convenientemente omisso que muito além da pobre atitude do jogador, pelos menos 8/9 dos seus golos surgiram na recta final do campeonato, depois de estar muitos meses sem marcar. É evidente que a história de Slimani é bem diferente. Esperamos não notar a sua ausência pelos golos marcados - será sinal que os recém-reforços estão a produzir - mas, como já aqui referi em várias ocasiões, vamos sentir a falta da sua presença atlética. Poucos, se alguns, pontas de lança no futebol neste momento têm a capacidade para exercer pressão alta sobre uma defesa, até um guarda-redes - Casillas que o diga - como Slimani.

 

Relativamente a Joel Campbell e Markovic, Jorge Jesus tem alguma razão, mas não é uma situação tão líquida como ele a apresenta. Fundamentalmente, faz a afirmação porque sabe muito bem que ambos os jogadores têm talento e confia que treinados por ele e bem arrumados na equipa, produzirão a um mais elevado nível. Então, Jorge Jesus reaparecerá para ser ovacionado na imprensa.

 

De qualquer modo, a sua tese é algo subjectiva, até porque as épocas de 2015/16 dos dois atletas são bem distintas. O Joel Campbell jogou a época inteira no Arsenal, participando em 30 jogos, 20 dos quais como titular, com 4 golos marcados. Ele próprio já comentou esta questão e acho que está à vista, que com outro treinador sem ser Arsène Wenger, Campbell integraria a equipa esta temporada. Salvo analisando cuidadosamente todos os seus jogos, não vejo onde há justa causa para o emprestar, quase como se nada tivesse contribuído até ao momento.

 

A situação de Markovic é diferente - até porque Jorge Jesus já o treinou e sabe muito bem o rendimento que poderá extrair dele. Esteve emprestado ao Fenerbahçe na época passada, participando em 21 jogos, 13 dos quais como titular, com 2 golos marcados, acumulando apenas 1198 minutos de jogo (13,3 jogos). A sua época terminou no mês de Fevereiro, devido a uma lesão. Além do mais, aos 22 anos, ainda oferece margem de progressão. Confesso que desconheço os critérios de Jurgen Klopp para não lhe conceder uma oportunidade no Liverpool na campanha em curso.

 

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publicado às 17:11

 

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Ainda não li a "grande" entrevista que Jorge Jesus concedeu ao Record - edição deste domingo - e terei de reflectir se a minha tensão arterial está em condições para lidar com a inevitável dose de irritação que, por norma, o treinador do Sporting provoca.

 

Mas mesmo sem a ler, na totalidade, não duvido, minimamente, que terá dois focos principais: o enaltecimento da sua pessoa e louvores sem fim ao presidente. Tivesse eu a certeza de tudo na vida como tenho disto. De qualquer modo, eis algumas declarações de Jorge jesus, em sinopse, para dar início ao expectável debate com os leitores:

 

 - "Quando cheguei ao Sporting, ao fim de um mês quis ir-me embora. Pensei: 'o que é isto?' Mas o presidente deu-me força e disse-me que as coisas iriam resolver-se".
 
Numa só frase, começa por fazer precisamente aquilo que eu antecipei e que já referi. Mas há mais...
 
- "Tudo o que tenho pedido o presidente tem dado".
 
O paraíso de qualquer treinador; ter um presidente que concede todas as exigências. Faz lembrar uma situação muito semelhante de há dois anos, com outro treinador do Sporting. Claro, esse não ganhava 6 milhões/ano !
 
- "Nunca ameacei sair se o Adrien fosse vendido".
 
Era o que faltava !... Nem dá para imaginar como é que esta consideração vem a debate.
 
- "Markovic foi uma grande jogada do presidente".
 
Bem... para começar, a ideia foi dele e não do presidente. Se foi uma "grande jogada", só o passar do tempo e dos jogos dirá. Para já, é evidente que "afastou" mais um talento da casa, veremos no final da época se justificou. 
 
- "Bas Dost não tem o lugar garantido por ser o mais caro".
 
Até acredito que não, se eventualmente levar tempo a integrar-se na equipa e a produzir aquilo para que foi contratado, mas não duvido que Jorge Jesus vai-lhe conceder todas as oportunidades logo a partir do primeiro dia. Não será surpresa alguma que venha a ser titular no próximo jogo, muito embora ainda não tenha treinado com a equipa por estar ao serviço da selecção holandesa.
 
- "O Sporting deu um grande salto".
 
Mais um enaltecimento da sua pessoa. Reconhece-se que há mérito no trabalho de Jorge Jesus e que a equipa está muito competitiva e apta para chegar ao topo. No entanto, para ser honesto, considerando o investimento no próprio treinador e em mais de 20 reforços desde que ele chegou a Alvalade, será que se podia exigir menos ?... A dimensão do "salto" só será avaliado no final desta época, a sua segunda no Sporting. Há títulos a conquistar e tudo o que seja aquém disso, será considerado um insucesso.
 
- "Só um reforço do Benfica paga quase os nossos todos".
 
É uma simples questão de fazer as contas, que eu ainda não fiz, mas Jorge Jesus não deve estar muito longe da verdade neste caso.
 

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publicado às 05:34

 

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Ontem não estava a conseguir adormecer e tendo sido avisado que tinha havido uma entrevista com o Bruno Carvalho na Sporting TV resolvi ir lá espreitar. Ao fim de alguns minutos consegui rapidamente adormecer e só hoje de manhã consegui acabar de ver a entrevista.

 

Eu sei que há muito teatro no Bruno Carvalho (toda aquela postura e voz soam a cada vez mais falso) e que agora que nos estamos a aproximar das eleições ele vai tentar passar uma pose mais de estadista, responsável, sereno, porque sabe que há muitos sportinguistas, como eu, que estão fartos da sua personalidade e postura lampiónica. Mas não era preciso ir tão longe.

 

O que se viu nesta entrevista quando devíamos estar entusiasmados com a nova época foi a imagem de um líder desanimado, cansado, derrotado. Até os seus fiéis devem estar desnorteados com esta postura que nem incluiu uma única referência ao Benfica (e havia novidades quentes para comentar nomeadamente em relação ao célebre jogo da mala).

 

Meteu várias vezes os pés pelas mãos como na questão da influência dos empresários nas vendas mas afinal até essa pressão parece que resulta como no caso do João Mário ou de como está tudo bem com o Slimani mas que afinal ele anda nervoso. Felizmente os entrevistadores eram bem amigos. Estou cada vez mais convencido que ele deve alguma coisa à inteligência, mas que é um "xico-esperto" não tenho qualquer dúvidas.

 

Imensos lugares-comuns já repetidos noutras épocas como aquela de não querermos ser campeões da pré-temporada, irmos passo a passo, fazer mais e melhor, o ADN do Sporting etc.; comentários desnecessários imagine-se até sobre o exagerado calor nos treinos e aquela mania irritante de querer falar sempre nele (envelheci 20 anos, estive nos treinos bi-diários, sou uma fera, leão desde pequeno etc etc) e continuar a dizer mal do Sporting antes dele (já passaram mais de 3 anos e repete invariavelmente o mesmo disco).

 

A conversa do quase do ano passado foi muito deprimente, imagine-se o que seria se quando depois de perdemos aquele campeonato com o Paulo Bento ou o outro com o Peseiro alguém dissesse que foi quase e que nessa época até nos aproximámos dos outros. 

 

Para variar lá estava a vitimização / calimerismo nomeadamente em relação à comunicação social. Aqui em vez de agir reagimos e com uma falta de jeito assustadora. De destacar aqui ontem algumas ameaças subliminares de boicote à imprensa desportiva.

 

Infelizmente faltou ainda responder a algumas perguntas-chave:

 

Porque é que vendemos o Montero em Janeiro quando repete que não temos dificuldades financeiras?

 

Explique lá isso da proposta recusada dos 80 milhões pelo Slimani? 

 

Como é que perdemos o Cervi para o rival e depois ainda emprestámos o Teo a esse clube da Argentina?

 

Tinha prometido que o Carrillo não sairia a custo zero e depois não só saiu como até foi para o Benfica, como explica isso?

 

O Spalvis lesionou-se com gravidade há um mês - porque é que ainda não chegou um substituto e entretanto ainda "despachámos" o Teo e o Barcos?

 

Disse há dois meses que não saem jogadores fundamentais sem ser pela clausula de rescisão - isso é mesmo verdade ou mais uma das suas mentiras?

 

Enfim foi uma entrevista desnecessária com jornalistas demasiado amigos que serviu talvez para preparar os sportinguistas para a perda já de jogadores-chave, dar alguma graxa ao Jorge Jesus e para a apresentação da nova verão Bruno Carvalho candidato às eleições de 2017, mas mesmo assim sempre é melhor ouvir este blá,blá, blá que pouco ou nada diz do que ouvir falar em nádegas e ordinarices do género.

 

Agora que isto não empolgou ninguém não empolgou mesmo, mas ao menos ajudou quem tivesse insónias :).

 

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publicado às 11:05

 

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«Fui claro quando conquistei o título do Olympiacos e não sei se será daqui a seis meses, ou seis anos, mas tenho a ambição de lutar pelo título em Portugal. Não consegui no Sporting, mas deixámos alguma marca.

 

A cláusula para regressar a Portugal foi pública, mas se algo tiver de acontecer essa cláusula não será um problema, nem impede nada no meu futuro. Mas antes de aceitar o acordo pensamos em todos os cenários.

 

Cheguei há três ou quatro semanas a Portugal e não fui abordado por ninguém do FC Porto. Independentemente do que foi noticiado, esta é a verdade. Do que posso dizer em relação ao meu representante é que também não foi abordado. Quero voltar a treinar um grande, mas isso não somos nós que decidimos. Tenho de continuar a seguir o meu caminho, ganhando títulos porque mais facilmente se interessam pelo nosso trabalho. As coisas têm corrido de uma forma natural, deixando algumas marcas por onde temos passado.

 

A surpresa do campeonato foi Renato Sanches, pela forma como apareceu. Foi a grande revelação. Tivemos também o Jonas, pelos golos que marcou, mas, para mim, o melhor jogador do campeonato foi o João Mário. Fez uma época muito boa. Também gostei do Slimani e Miguel Silva, do Vitória de Guimarães».

 

 

Marco Silva, em declarações à TVI24. Sempre com muita classe e dignididade, o actual treinador do Olympiacos. Não duvido, minimamente, que um dia regressará a Portugal para liderar um dos "grandes", embora não o Sporting, pelo menos enquanto Bruno de Carvalho ocupar a cadeira da presidência. Não é segredo algum que há discórdia na SAD portista relativamente à escolha de Nuno Espírito Santo, precisamente porque alguns elementos preferiam o antigo treinador do Estoril.

 

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publicado às 04:25

 

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Troféu que foi oferecido a Jorge Jesus por Rui Santos, porventura

por ser o melhor treinador do Planeta e arredores

 

 

Confesso que não sei bem como começar a comentar a entrevista de Jorge Jesus no programa Tempo Extra, da SIC Notícias, com o incomparável Rui Santos. Avançou com algumas considerações que me incomodam, a exemplo de referências suas a "croquetes", "boa gravatinha" e algo mais do género, que me faz pensar que estamos perante uma inédita parceria na cadeira da presidência de Alvalade ou, então, que Jorge Jesus está completamente inoculado e foi promovido a "soldadinho da falange". Evidentemente que não é um "soldadinho" qualquer, tendo em consideração os seus não sei quantos milhões de salário, prémios e afins. Gostei especialmente da parte em que ele afirma que fica preocupado (palavras para o efeito) quando não vê o presidente no banco ao pé de si. Isto vai dar um bom cartoon !

 

A entrevista foi longa e não dá para referir tudo, mas está disponível aqui e, neste post, damos destaque a algumas das suas principais considerações:

 

Presidente Bruno de Carvalho no banco


«Eu lidei com vários presidentes, Pimenta Machado, Bartolomeu, Salvador, aqueles mais polémicos. Cada um tem as suas características. O presidente do Sporting gosta de estar no campo, é um apaixonado pelo futebol. Eu vou explicar: ele nunca jogou futebol. A melhor forma de ele perceber os conteúdos do jogo é estar próximo da equipa. Ele senta-se, não se mete no trabalho do treinador. Qual é o problema? Eu até gosto. Quando não o vejo até pergunto ‘onde está o presidente? Quero-o ao pé de mim'».

Regressar ao Benfica?

«Acho que essa porta fechou-se de vez. Arranjou-se uma forma de me quererem crucificar que fez com que os adeptos entrassem nesse sentimento. Mas ao fim de 10 meses nunca tive um adepto do Benfica que me insultasse. Pelo contrário, pedem para tirar fotos e agradecem-me.

Toda a gente sabe que começou com os SMS, o processo de 14 milhões, quiseram crucificar-me. Eu sou Jesus, quiseram meter-me na cruz mas eu tenho muita força, ressuscitei sempre.

A comunicação quis transportar para a opinião pública que eu não tinha muito êxito na Europa. Chegámos e o Benfica era 27.º na Europa, quando saí era 5.º. Isto consegue-se com vitórias na Europa. O Benfica foi a duas finais da Liga Europa, uma meia-final, uns quartos-de-final da Champions».

O jogo fora das quatro linhas

«O Sporting nunca percebeu esse jogo. É uma luta muito difícil, de 10 meses contra 7 anos, de 10 meses contra 25 anos. Beneficiado por esse jogo no Benfica? Nalgumas situações sim, mas não estou a falar em árbitros. Estou a falar em comunicação».

Octávio e Vítor Pereira

É preciso mudar, tudo no futebol tem de mudar. O Sporting não foi campeão e não tem nada a ver com arbitragens. O Vítor Pereira foi um excelente árbitro, agora já chegou o tempo dele, tem de dar lugar a outro.

O meu amigo Octávio... Tudo o que ele afirmar estou com ele. É um conhecedor profundo de arbitragem e comunicação, tem uma experiência muito grande, tem sido uma ajuda muito importante para mim. Estamos em sintonia.

Perda de 7 pontos e a comunicação leonina

«Quando perdes pontos é porque não tiveste qualidade nesses jogos. Pontualmente tens jogos onde não estiveste bem. Vários factores fizeram com que perdêssemos pontos.

Arbitragens? Não quero entrar por aí, o campeonato já acabou. Ao longo da minha carreira no Sporting, temos assessores de comunicação mas eu disse 'xau', eu falo sempre pela minha cabeça. Tu és mais respeitado quando tens poder, e o poder é ganhar. Alguém tem dúvidas de que o Sporting este ano foi muito mais respeitado em todas as áreas?

Assumimos essa pressão alta, não se pode ter outra visão se não se souber trabalhar sob pressão. Vai haver um discurso objectivo que o presidente achar que seja o melhor.

Excessos? Também há… Quando se tomam decisões há sempre excessos. Só não tem excessos quem não diz nada, quem está em casa. Treinadores ou presidentes que quando os jogos acabam, não se passa nada, boa gravatinha, os croquetes e os anos iam passando, e o Sporting a 10 ou 15 pontos».

Gauld e Academia

«É um miúdo que ainda não se conseguiu afirmar. Teve uma lesão complicada, uma pubalgia. Hoje está recuperado, vai fazer a pré-época connosco, vamos dar-lhe essa oportunidade. Há outros que vão regressar, como o Palhinha, o Iuri Medeiros… O Wallyson chegou com uma lesão e vai ser operado na terça-feira. Mas são miúdos com talento, é um prazer trabalhar com eles.

O Sporting tem um historial muito grande pela sua formação, mas atenção: as fornadas têm sido muito boas mas elas são contabilizadas neste ano mas o produto vem de há cinco anos. O Sporting tem de começar a pensar que hoje os nossos rivais já são tão fortes ou se calhar mais fortes do que nós em termos financeiros.

O presidente tem consciência de que é preciso investir na academia e vai tentar fazer isso».

Bryan Ruiz

«O Bryan é um senhor em tudo, um exemplo para os mais novos. Pode ser um dos capitães porque tem perfil, tem tudo. O Sporting teve sorte também, porque quando contratas jogadores não conheces a sua inteligência, nem emocionalmente. Só depois de trabalhar com os jogadores.

Como o próprio Barcos, jogadores mais velhos mas com sentido profissional muito grande. Chegou ao Sporting com o comboio em andamento, era difícil entrar nas carruagens. Slimani e Teo a fazer golos… Não é fácil.

Alan Ruiz e Barcos já fizeram dupla no Grémio, mas agora não sei. O que gostava era que o Slimani não saísse.

É a área do presidente. Claro que o treinador tem uma palavra a dizer e ele sabe a minha opinião. Sei que um avançado como Slimani neste momento, 30 milhões, é zero».

Os jogadores intocáveis

«Eu gostava que fossem intocáveis. São jogadores de qualidade e de referência, que saíram da formação do Sporting, têm paixão e são exemplo para os mais novos terem objectivos e saberem quanto é difícil chegar à equipa principal do Sporting».

Avaliação dos reforços

«Em Janeiro adquirimos o Schelotto. O Rúben tinha feito a pré-época comigo, nunca o tinha posto a central. Disse-lhe que ia deixá-lo jogar num clube que acreditasse nele e que podíamos ir buscá-lo em Janeiro. O Coates foi um achado, já referenciado por nós quando estávamos no Benfica. É um jogador com muito valor, que se tem adaptado muito bem às ideias da equipa. O Ezequiel também tem confirmado isso, apesar de que o João Pereira estava a fazer um campeonato muito bom.

Fomos criando uma equipa muito mais forte do que a equipa de quando cheguei. O Bruno César foi uma aquisição extraordinária, sabia que podia resolver o problema do Carrillo. E não me enganei, os golos e assistências que ele fez…».

Montero

«Compreendi porque foi uma decisão minha e do presidente, tal como a questão do Carrillo. O Montero ajudou nalgumas situações, um miúdo muito bom, mas vocês não sabem o que se passa no dia a dia. Tinha propostas da China e a pressão era muito grande, e os treinadores muitas vezes têm de abrir mão.

Sabia que tinha muitas soluções para essa posição. Desportivamente achei que não ia prejudicar a equipa e financeiramente era bom. A cabeça dele não estava cá, todos os dias queria falar comigo».

Saídas no início da época

«O Sporting parte para um campeonato onde perde três dos seus melhores jogadores: William, Carrillo e Nani. Ao longo da época fui arranjando forma de poder dar conteúdo de qualidade à equipa.

A partir de Janeiro, do onze habitual, só jogam quatro do ano passado. Isto é que é difícil. Chegar a uma equipa e transformar tudo. Se chegar ao Barcelona com aquilo tudo direitinho, não custa nada. Agora se tiver de chegar ao Real Madrid e tiver de mudar tudo, aí é que se vê».

Momento em que perdeu o campeonato

«Houve dois jogos decisivos. Um foi Guimarães. Não tivemos a sorte do jogo, tivemos várias vezes a possibilidade de vencer e não vencemos. Logo a seguir tivemos o jogo com o Benfica e também não ganhámos.

Este é o período a que muita gente não dava muita importância ao Teo, mas ele lesionou-se, esteve fora da equipa, e neste período a equipa teve de modificar a forma de jogar.

Se tivéssemos empatado com o Benfica ficávamos à frente. Com sorte ou sem sorte, o Benfica ganhou. Isto é que é a história.

O futebol é cruel por vezes, e foi-o nesses dois jogos para com o Sporting.

No seis clássicos ganhámos cinco. Os dois ao FC Porto e fizemos quatro jogos com o Benfica e perdemos um. O facto de ganhares aos rivais é um momento de demonstrar o teu poder. Ganhar ao Arouca, ao Tondela, com o qual empatámos em casa… os pontos são os mesmos...».

Luta pelo título na próxima época

«O próximo objectivo é fazer melhor. Melhor do que segundo é o quê? É primeiro. Fomos segundos com 86 pontos, nunca o Sporting tinha feito isso. O máximo era 86 pontos pelo FC Porto do Mourinho, o Sporting igualou e não foi campeão. Aqui deve-se também ao campeonato que o Benfica fez.

O Sporting bateu todos os recordes e não chegou. Para o ano temos de fazer melhor do que 86 pontos. Somos ambiciosos, confiamos nas pessoas que trabalham connosco. Acima do segundo, só o primeiro».

Ser campeão nos três grandes?


«Um treinador não tem uma certeza absoluta do que pode ser a sua carreira no futuro. Se me perguntassem há um ano se esperava ser treinador do Sporting, eu diria que não. Hoje sou treinador do Sporting. Portanto não posso pensar nesse objectivo. As circunstâncias da vida fazem-nos mudar.

Eu sou um apaixonado pela minha profissão. Aquilo que me tem de qualificar é em função da profissão. Treino que equipa for com paixão. Não sou um treinador de clube, mas sim de quem quiser e de quem estiver satisfeito comigo.

Dá impressão que era treinador de um clube e que não tinha o direito de sair dali. Mas agora estou noutro clube, focado, extremamente satisfeito com o apoio à volta, mas sei lá o dia de amanhã».

"Alavancar" o Sporting como fez na Luz

«Primeiro fui protegido por mim e pelos meus jogadores. Apresentaram qualidade e para o ano queremos ser mais fortes. A componente humana é fundamental, é preciso saber trabalhar com pessoas.

Não foi só termos chegado a competir com os rivais. Quando treinava o Benfica, o Sporting ficava a 10, 15 ou 20 pontos. Mas o Sporting habituou os seus adeptos a ser uma das referências máximas em Portugal pelos títulos que ganhou no passado e estamos a tentar fazer essa recuperação.

Porque já a fizemos do outro lado. Quando lá chegámos não eram campeões há cinco ou seis anos. Estamos a tentar alavancar o Sporting».

Director desportivo

«Cada clube, treinador e presidente tem uma organização com pessoas em função da sua ideia porque nem todos somos iguais. Estamos a falar de pessoas, pô-las nos sítios certos. Os nomes que lhe possa dar são insignificantes. Para mim, o Octávio é um director geral.

Alterações vão ser feitas como é normal. Isso é que é o crescimento. Como diz o professor Manuel Sérgio: quem repete não evolui».

FC Porto


«Contactos? Não, nem o presidente do FC Porto nem ninguém da estrutura portista me contactou. É uma norma, todas as épocas o meu nome aparece sempre como possível para o FC Porto. O FC Porto tem um excelente treinador, um presidente que fez história no futebol português e ninguém se pode esquecer disso e tem amanhã uma final muito importante.

Directamente comigo… Não é verdade.

Quando cheguei ao Benfica a hegemonia era do FC Porto. E começou a perdê-la. Passou de primeiro para segundo e agora já está em terceiro. Para o ano vai estar forte e continuar a ser um dos três candidatos ao título».

Estrutura


«O Sporting tem pessoas com muito valor, chegámos e aproveitámos os recursos humanos que o clube tinha. A pouco e pouco eu e o presidente temos estado a estruturar a organização do futebol. A melhorar? Vários aspectos. É natural que o Sporting tenha recuperado algum tempo que perdeu. A equipa demonstrou este ano que chegámos ao nível do melhor, que era o Benfica que tinha sido bicampeão. Disputámos o campeonato até ao último segundo. Estivemos várias vezes em primeiro. É verdade que o coração é a equipa de futebol, mas para teres resultados desportivos precisas de ter uma estrutura à tua volta que te ajude a ser melhor».

Conversações da renovação

"É verdade que nunca prometi o campeonato, mas sim intrometer-me na corrida. Esse foi o nosso primeiro desafio. Os adeptos foram incansáveis e eu deixei de ter dúvidas do sentimento dos adeptos. Ao fim de 10 meses as pessoas terem uma confiança enorme em ti... tens de saber valorizar isso. A partir daquele momento [o presidente] ganhou mais pontos comigo.

Não vou discutir aqui as minhas condições contratuais. As coisas têm de ser como são, como é óbvio. As melhorias passam por vários factores, não é só o factor financeiro que está em causa.

Todas as ideias que tenho partilho com o presidente. Toda a gente sabe que eu não sou só um treinador de campo e portanto partilho com ele as ideias mas é sempre ele que decide, porque é o presidente».
 

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Os motivos para a renovação de contrato


«As motivações foram em função de um projecto desportivo que o presidente quis reforçar. Convidou-me para ficar mais um ano, ou seja um contrato de três, baseado nesse projecto que ele tem com o Sporting.

Ao longo destes 10 meses tudo cresceu muito rápido. Também para me demonstrar que tanto ele como a SAD tinham muita confiança no trabalho que estávamos a desenvolver. Fez-me esse convite quando faltavam 7 ou 8 jornadas para o fim do campeonato.

Tinha dito uma semana antes que praticamente não tinha dúvidas, independente de o Sporting ser ou não campeão. A nossa chegada de Braga só reforçou a ideia que eu já tinha, que era o melhor para mim e para a minha equipa técnica. Continuarmos a seguir um projecto que o presidente abraçou connosco».

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publicado às 06:02

 

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A característica que porventura mais sobressai no Sporting desta época, é a semelhança dos egos do presidente do Clube e do treinador da equipa principal de futebol. Um cínico até diria que competem para ver qual deles concede o maior número de entrevistas até ao final da temporada e, no conteúdo destas, quem bate o recorde de auto-elogios.

 

Em entrevista publicada esta segunda-feira pela agência noticiosa espanhola EFE, Jorge Jesus, entre algumas verdades, faz jus ao apreço exagerado que sente por si próprio - do mesmo modo como Bruno de Carvalho tem por hábito fazer diariamente, mas com menor apetência pela verdade - embora lhe reconheça o mérito de infrequentemente referir-se a si na terceira pessoa.

 

Eis algumas das suas principais considerações:

 

«Só sairei de Portugal se aparecer uma grande equipa da Europa. Para ganhar dinheiro podia ir para o Qatar ou para a China, mas não me apetece muito.

 

Em Portugal, a transferência para o Sporting foi uma decisão polémica. No estrangeiro não têm noção da polémica que foi. Mas fi-lo com naturalidade. Não sou um treinador de um clube, sou um treinador do mundo, que treina com paixão e sabedoria, como o fiz no Benfica e estou a fazer agora no Sporting.

 

A presença de jogadores da formação na equipa principal do Sporting, cria um sentimento, uma paixão muito forte pelo clube. É como a sua casa. Mas é não só preciso promover essa cultura de amor ao clube, mas uma cultura de campeão. O Sporting tinha a cultura de academia, mas não a de campeão.

 

Matic não era médio defensivo, era ofensivo. Eu mudei-lhe a posição no Benfica. Ele nunca tinha imaginado em jogar ali. Actualmente, é um dos melhores médios defensivos do mundo. Se estivesse comigo, era o melhor. Agora, é o segundo ou o terceiro.

 

O treinador é como um artista. Tem de ser um criativo, um visionário. Com o meu método de treino, eu ajudo os jogadores a crescerem sempre que tenham talento. Ajudámos a crescer jogadores que hoje são 'top' do mundo. São tantos que lhes perdi a conta.

 

Sou exigente e sou amigo, mas não confundo a disciplina com a ditadura, nem a opinião ou a democracia com o caos. O meu lema é a seriedade, o compromisso e o grupo em primeiro. Sou muito exigente e quem é exigente é inevitavelmente um pouco frio.

 

Os portugueses são dos melhores, se não os melhores treinadores do mundo. Segue-se muito a nossa metodologia de treino e de jogo. Por exemplo, não é por vaidade, mas quando treinava o Benfica, a minha equipa, juntamente com a do FC Barcelona, era das mais procuradas na Internet por quem queria analisar movimentos tácticos. Os técnicos lusos estão na vanguarda há 20 anos».

 

Quantos anos de contrato tem Jorge Jesus com o Sporting ?...

 

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publicado às 05:44

 

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Como já é do conhecimento do leitor, o presidente do Sporting concedeu mais uma entrevista - sim, apenas mais uma - à RTP3, esta quarta-feira à noite. A saturação é tanta com tão elevado número de entrevistas que Bruno de Carvalho concede, que não tive energia para me dar a ler todas as suas declarações, muito menos assistir à mesma em directo.

 

No entanto, transcrevo aqui uma das suas longas asserções - sem comentário - porque a considero um registo histórico:

 

 «Não disse isso do árbitro ("Só não lhe dei um chuto no rabo porque tive medo que ele gostasse"). Percebo que não seja uma pessoa consensual. Neste país deixou de haver a PIDE. Qualquer dia, estamos a conversar com um amigo, e vem alguém... a Assembleia Geral é do mais privado possível. É absolutamente tudo fora de sentido, tudo descontextualizado.
 

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Tenta-se passar uma imagem duma pessoa que não respeita os outros, não respeita os árbitros, que tem problemas de religiões. Há uma fórmula mágica que quase sempre vem do mesmo sítio que parece pidesco. Foi uma AG, é privada. Estavam 350 pessoas na AG. Fiz um discurso que foi público. Quando acabou o jogo disse claramente o que tinha para dizer. Agora não vamos querer fazer um filme de algo que sai porque senão poderia fazer um jornal todos os dias. Sou uma pessoa que respeita as pessoas todas. Quando tenho de dizer algo, digo-o publicamente.

 
Não tenho de pedir desculpas nenhumas. As pessoas não sabem o que lá foi dito. Podemos estar aqui no diz que disse, disse que fez. O que tive para dizer, disse em público. Eu sou frontal. A frontalidade é total. As pessoas têm de compreender que todos nós temos um papel a cumprir.

A mim interessa-me a eficácia, do que digo. Até hoje, pelos resultados que se têm visto - financeiros e organizativos, intervenção junta da FIFA e UEFA, a eficácia tem sido máxima. Muita gente não percebe as minhas intervenções. Não percebendo, as minhas intervenções não caem bem. Clube era aguentado pela massa adepta tremenda e grande. Quando uma grande não é ouvida tem de gritar. Quando não é respeitada, tem de se fazer respeitar.»
 
 

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publicado às 05:08

Bruno, vai-te catar !

Ricardo Leão, em 20.01.16

 

"Internacionalmente ninguém sabia quem era o Sporting !" (antes de Carvalho chegar, claro...)

 

Bruno Azevedo de Carvalho, hoje na RTP 3

 

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publicado às 23:22

 

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Bruno é incapaz de estar calado mais do que 24 horas. Desta feita foi uma entrevista à SIC Notícias. Entre as várias afirmações produzidas retiro as seguintes "pérolas":

 

1. A estupidez humana irrita-me.

 

2. Eu era uma pessoa com mundo. Tive as minhas empresas.

 

3. Entendeu isto que lhe estou a dizer? (virando-se para o jornalista...)

 

4. Sou uma voz isolada.

 

5. Eu nem comigo sou tolerante.

 

6. (...) Tenho tudo à mão.

 

7. Tínhamos tudo para ser um povo inteligente.

 

8. Sempre fui traquinas.

 

9. O Bruno de Carvalho (referindo-se a si próprio...) sempre planeou muito bem a sua vida.

 

10. Olho para este percurso e vejo o Bruno de Carvalho, a pessoa, e há coisas de que não gosto.

 

E, por último, a "pérola" das "pérolas": a minha ambição, a nível profissional, era ser presidente do Sporting.

 

E depois Bruno ainda se admira que falem dele e digam o que dizem... 

 

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publicado às 10:38

 

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Muito interessantes, as declarações de Leonardo Jardim em recém-entrevista concedida ao jornal O Jogo, no que ao Sporting - presente e passado - diz respeito. Adorei ler a sua determinação que a equipa de 2015/16 é de longe a mais forte destes últimos três anos, a contrariar a tese fantasista de alguns "peritos" que têm insistido numa outra versão aqui no blogue.

Voltar a Portugal seria um passo atrás ou dependeria do projecto/clube?

- Não está nos meus horizontes, até porque no acordo que fiz com o Sporting ficou assente que não voltaria a Portugal nos quatro anos seguintes. Ainda tenho mais dois pela frente...

Aceitou isso porquê?

- Numa negociação temos de fazer cedências. Foi bom para todos. Não me lembro de o Sporting ter vendido um treinador; fez um bom encaixe numa altura de dificuldade, em que tinha havido uma redução drástica de investimento...

Mas, nesta altura do ano, consigo, o Sporting até estava em primeiro lugar no campeonato...

- Sim, é verdade. Ainda que em "ex aequo" com outra equipa; foi uma época de Natal que os sportinguistas passaram no primeiro lugar. Acho que nos últimos anos foi o único ano em que o Sporting passou o Natal em primeiro...

E com recursos diferentes...

- Claramente. O Sporting deste momento não tem nada que ver com o Sporting da minha altura, e por dois fatores essenciais: o meu vinha creio que de um sétimo lugar no campeonato; os níveis de confiança eram baixos e houve uma grande reformulação na estrutura de futebol; além disso, no esqueleto da equipa havia jogadores que estavam a começar a jogar ao mais alto nível. Slimani tinha acabado de chegar da Argélia e passou por quatro meses de adaptação, terminando depois o campeonato num bom nível; o Adrien tinha estado emprestado; havia o André Martins; fui buscar o William Carvalho ao Brugge; o Jefferson ao Estoril; o Cédric andava pela Académica, o Eric Dier e o Esgaio eram miúdos que tinham tido a primeira experiência a jogar no ano anterior. Era uma realidade totalmente diferente.

Jesualdo Ferreira disse que o Leonardo Jardim tinha sido o impulsionador desta nova fase. Considera justa essa referência?

- Acho que sim. As pessoas que estão dentro do fenómeno desportivo e que têm alguma consciência, e ela às vezes no futebol perde-se com grande facilidade, verificam que a estrutura desta equipa foi montada no ano em que lá passei. Muitos dos jogadores nem existiam. O Rui Patrício era o único que jogava; todos os outros eram segundas ou terceiras alternativas. Acho que foi um ano fundamental para o Sporting voltar ao nível que tem mostrado nos últimos dois anos e meio. Foi vice-campeão, depois terceiro e agora está no grupo da frente.

Vê-o com arcaboiço para o título já neste ano, considerando também o factor Jesus?

- Mais do que nunca; está mais forte do que nos últimos dois anos. Em relação ao meu ano, o Sporting teve uma consolidação do tal esqueleto de que falava, com a evolução de um "background" importante após duas épocas e meia, a que juntou a capacidade para ir buscar cinco ou seis jogadores directamente para o onze, o que lhe permite consolidar a equipa a um nível competitivo alto, dando-lhe capacidade para lutar em igualdade com os outros candidatos.

E o factor Jesus influencia?

- Jesus tem currículo, não precisa que eu fale por ele. É o treinador campeão, com impacto mediático. Mas, mais importante, é o Sporting ter, hoje em dia, uma equipa com base numa construção de dois anos, o que permite aos jogadores outra capacidade.

Resumindo: para Jesus fazer melhor terá de ser campeão...

- É uma pressão extra, mas é verdade; é uma realidade. Para fazer melhor do que fizemos, e num nível totalmente diferente de investimento, sim. Alguns dizem que os jogadores já estavam há seis ou sete anos no Sporting, mas vinham da Académica, do Estoril, da formação, do Brugge; não tinham este nível...

Não se surpreenderá com um título a dizer "Para fazer melhor do que eu no Sporting, Jesus tem de ser campeão"...

- Não, é uma realidade. É o constatar de um facto que, acho, não põe em causa as competências do Jesus, ou de alguém. É futebol, e é um facto. 

 

 

Isto é apenas a minha mera opinião, mas não acredito que Leonardo Jardim se considere um treinador inferior a Jorge Jesus.Deixa clara a ideia de que, até ao momento, fez mais com muito menos (e não me estou a referir a salário, muito embora também seja verdade). Daí o ónus da conquista do título recair inteiramente nos ombros de Jorge Jesus.

 

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publicado às 04:54

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