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Fotografia com história dentro (52)

Leão Zargo, em 25.06.17

 

SCP 3 - MTK 3 Fernando Mendes e Sándor Károly Br

 

 

Fernando Mendes, um “grande capitão”

 

Fernando Mendes tinha 20 anos de idade quando, em 1956-57, se estreou na equipa principal do Sporting, vindo dos juniores. Apenas dois anos depois já era titular indiscutível. Sendo um médio combativo e resiliente, com boa técnica e grande disponibilidade física, em breve revelaria extraordinários dotes de liderança. Por isso, aos 22 anos passou a ser um dos capitães de equipa, integrando uma restrita plêiade de grandes capitães leoninos, como foram, antes dele, Francisco Stromp, João Bentes, Torres Pereira, Serra e Moura, Jorge Vieira, António Faustino, Rui Araújo, Álvaro Cardoso, João Azevedo, Manuel Passos e José Travassos.

 

Esteve presente em todos os jogos da campanha da Taça das Taças 1963-64. É referido pelos jogadores sportinguistas o papel essencial que o capitão de equipa teve na viragem histórica com o Manchester United, em Alvalade, ou na vitória sobre o Olympique Lyonnais no desempate em Madrid. Na realidade, durante toda a prova, na final de Bruxelas e na finalíssima de Antuérpia transmitiu aos seus companheiros a coragem, a combatividade e a ambição imprescindíveis para se alcançar o triunfo. Na fotografia, Fernando Mendes e Sándor Károly, o capitão do MTK de Budapeste, cumprimentam-se minutos antes da final de Bruxelas.

 

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publicado às 12:28

Fotografia com história dentro (11)

Leão Zargo, em 28.08.16

 

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A festa do título em 1979-80

 

A tarde de 1 de Junho de 1980 foi magnífica e inesquecível para todos os sportinguistas. Foi magnífica pela conquista de um título de Campeão Nacional invulgarmente épico, que premiou a orientação sábia e resiliente do treinador Fernando Mendes. Inesquecível porque, num gesto insólito de loucura e paixão, o capitão Manuel Fernandes correu sozinho de braços abertos direito à multidão que invadira o relvado, desaparecendo no meio do entusiasmo sem limites da festa leonina.

 

Foi o ano em que Sporting e Benfica se uniram para festejar. As águias torceram pela vitória dos leões no Campeonato Nacional. E vice-versa na Taça de Portugal. Houve benfiquistas em Alvalade a aplaudir no jogo do título com o União de Leiria na última jornada. Sportinguistas retribuíram uma semana depois, comparecendo na final do Jamor para apoiar o eterno rival numa vitória difícil contra os portistas. O ano da “Santa Aliança”, como lhe chamou Pinto da Costa.

 

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publicado às 14:00

Fotografia com história dentro (10)

Leão Zargo, em 21.08.16

 

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 Portosantense 0 - Sporting 2 (Taça de Portugal, 1986)

 

 

Queda no pelado

 

Por alguma razão se diz que a Taça de Portugal é a “Festa do Futebol”. Todos nós vimos clubes de renome a jogar em lugares improváveis. Grandes jogadores tiveram de calçar em campos pelados. Foi o caso de um Portosantense-Sporting, para os 1/64 avos de final, disputado em 23 de Novembro de 1986. Foi a primeira vez que o clube de Alvalade defrontou uma equipa dos campeonatos distritais numa eliminatória da Taça. E não houve tomba-gigantes.

 

Na fotografia, um defesa madeirense faz falta sobre o leão Fernando Mendes que se esgueirava em direcção à baliza. Dirão alguns que apenas disputou a bola com grande intensidade. Falta, digo eu. Litos (o autor do primeiro golo), Oceano e o árbitro Bento Marques observam o lance, provavelmente com opiniões diferentes. Uma coisa é certa: naquele pelado não era grande ideia alguém atirar-se para a piscina. E palpita-me que o Bom Rebelde nunca o faria.

 

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publicado às 16:11

Fotografia com história dentro (9)

Leão Zargo, em 14.08.16

 

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Osvaldo Silva em Alvalade

 

Osvaldo Silva foi contratado pelo Sporting ao Leixões em 1962. A fotografia mostra o momento em que ele chegou ao “Lar do Jogador” depois de ter assinado o contrato. O capitão Fernando Mendes saúda-o entregando-lhe uma camisola verde e branca, perante o olhar optimista de outros leões. Ao contrário do que acontece actualmente, naquele tempo não havia mise en scène nem foto copy paste a propósito dos craques acabados de chegar a Alvalade. Afinal, os próprios futebolistas é que eram (e ainda são!) as verdadeiras estrelas. Um fragmento do tempo sportinguista.

 

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publicado às 12:50

O que dizem eles

Rui Gomes, em 04.04.16

 

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Fernando Mendes, antigo jogador do Sporting e também do Belenenses, considera que a equipa de Alvalade tem pela frente um desafio "cheio de armadilhas", pressionada que está para vencer no Restelo após a vitória do Benfica sobre o SC Braga:

 

«A equipa de Julio Velázquez tem jogadores rápidos e Carlos Martins está num excelente momento de forma. Não será um jogo fácil. O Sporting tem que procurar alhear-se do que fez o Benfica e do que vale o Belenenses e preocupar-se consigo próprio. É preciso dar continuidade ao trabalho que têm feito nos jogos fora de Alvalade e isso é o que lhes tem permitido continuar na luta pelo título.

 

Não há margem de erro e nesta luta pelo campeonato, o Sporting tem que fazer o seu trabalhar e esperar por uma escorregadela do Benfica».

 

Na realidade, Fernando Mendes não diz mais do que é óbvio, dado que até ao final da época todos os jogos serão sob pressão acrescida e não há margem de erro devido à tabela classificativa.

 

A equipa do Restelo situa-se em 11.º lugar na classificação, com 33 pontos, fruto de 8 vitórias e 9 empates, com 36 golos marcados e 54 sofridos. Nem Jorge Jesus nem a equipa leonina esperam quaisquer facilidades neste jogo.

 

Para o efeito, Jorge Jesus convocou os seguintes vinte jogadores:

 

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João Pereira, Naldo, Ewerton e Tobias Figueiredo ficaram fora da lista, por opção do treinador, enquanto Jefferson, na opinião deste, ainda não está em condições físicas para ir a jogo. Evidentemente que dos vinte convocados, dois ainda terão de "adornar" a bancada. Destaque para o primeiro jogo de regresso à equipa principal de Paulo Oliveira, após longa ausência devido a lesão. É de esperar, contudo, que o eixo defensivo venha a ser composto por Coates e Rúben Semedo.

 

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publicado às 16:20

Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 02.04.16

 

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«Esqueci-me de algo que não sendo futebol merece todo o destaque: minuto de silêncio em memória de Fernando Mendes. Respeitado por 90% do estádio com excepção, segundo dizem, dos apoiantes do SC Braga e meia dúzia de Benfiquistas menos respeitadores.


No actual estilo de liderança do Sporting de Bruno de Carvalho, pergunto se tal seria possível em Alvalade, caso o falecido fosse figura ligada ao Benfica... É tudo». 

 

Leitor: João Gonçalves

 

 

Um comentário muito tendencioso e assente em uma falsa premissa, em que o leitor não faz a distinção entre a instituição Sporting Clube de Portugal, os seus sócios e adeptos e a postura bélica da pessoa do presidente do Conselho Directivo.

 

Além disso, não se lê nem se ouve, eu pelo menos não li nem ouvi, qualquer referência a adeptos do SC Braga, mas sim a adeptos do Benfica que no início do minuto de silêncio em memória de Fernando Mendes, desrespeitaram o momento, assobiando.

 

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publicado às 13:07

 

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O Sporting convida os sócios e os adeptos a estarem presentes na Praça do Centenário do Estádio José Alvalade, para prestarem uma derradeira homenagem ao antigo capitão, vencedor da Taça das Taças de 1964 e campeão nacional como jogador e treinador.

 

O velório de Fernando Mendes decorre na Igreja de São João de Deus, em Lisboa, e o funeral sairá daí às 14:30, passando pela Praça do Centenário do Estádio José Alvalade pelas 14:45, antes de seguir para o Cemitério do Olivais, onde será cremado.

 

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publicado às 04:53

 

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O Benfica homenageou e endereçou, em comunicado na sua página oficial, condolências à família e amigos de Fernando Mendes, ex-jogador e treinador do Sporting, que faleceu esta quinta-feira.

 

"Portador de assinaláveis valores humanos e desportivos, o antigo médio fez parte de uma geração de ouro do futebol nacional, integrando o grupo que acabaria por alcançar o terceiro lugar no Mundial de 1966, em Inglaterra - incluído na comitiva, mas ausente por lesão contraída na fase de apuramento", recorda o clube 'encarnado'.

 

Na nota publicada, o Benfica sublinha que Fernando Mendes "ficou ainda ligado a um dos marcos históricos de Portugal no futebol europeu, com a conquista da Taça das Taças de 1964, capitaneando a equipa do Sporting".

 

O antigo futebolista e treinador 'leonino', que morreu esta quinta-feira, aos 78 anos, ergueu o único troféu europeu do Sporting, naquele que foi o ponto mais alto de uma carreira curta como jogador, mas recheada de êxitos, entre os quais se contam três títulos nacionais (57/58, 61/62 e 65/66) e uma Taça de Portugal (62/63).

 

Como treinador principal, sagrou-se campeão nacional em 1979/80 pelo Sporting e foi treinador adjunto do inglês Keith Burkinshaw em Alvalade durante duas épocas, em 1986/87 e 1987/88, além de ter sido treinador interino em várias ocasiões, a última em 2000/01.

 

Nota: O corpo de Fernando Mendes estará esta sexta-feira, a partir das 18 horas, em câmara ardente nas Capelas Exequiais São João de Deus, sita Praça de Londres, Lisboa.

 
Este sábado, terão início as exéquias fúnebres e pelas 16h00 o funeral seguirá para o Crematório do Cemitério dos Olivais em Lisboa.
 

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publicado às 15:28

 

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Fernando Mendes, antigo «capitão» e treinador do Sporting, morreu, esta quinta-feira, aos 78 anos, vítima de doença prolongada.

Jogou no Sporting, como sénior, entre 1956/57 e 67/68, registando 225 jogos de "leão ao peito". Ganhou a Taça das Taças (capitão da equipa), três campeonatos e uma Taça de Portugal. Somou 21 internacionalizações. 

Como treinador, ganhou um campeonato nacional em 1979/80 também no Sporting, depois de substituir Rodrigues Dias. Além do Sporting, treinou o Lusitânia de Lourosa, Vianense, Marítimo, Belenenses, Farense, Trofense.

 

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Dedicou-se durante muitos anos às camadas jovens do Sporting. A última vez que esteve nos bancos leoninos foi em 2000/01, época em que substituiu Inácio, tendo orientado a equipa sete jogos, para dar o lugar a Manuel Fernandes. 

 

Foi meu privilégio ver Fernando Mendes jogar e treinar, assim como a honra de privar com ele em várias ocasiões ao longo dos anos.


À família enlutada a equipa do Camarote Leonino envia sentidas condolências.
 
 
Adenda: O corpo de Fernando Mendes estará esta sexta-feira, a partir das 18 horas, em câmara ardente nas Capelas Exequiais São João de Deus, sita Praça de Londres, Lisboa.
 
Este sábado, terão início as exéquias fúnebres, seguindo o funeral para o Crematório do Cemitério dos Olivais em Lisboa.
 

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publicado às 18:26

 

5 de Novembro de 1986

 

Taça UEFA, Sporting 2 Barcelona 1

 

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Fernando Mendes fazia 20 anos de idade e Manuel José deu-lhe um presente: a titularidade. O pequeno Fernando, generoso como sempre, quis devolver o gesto e assinou uma exibição fantástica. Com dois centros certeiros, assistiu outras tantas vezes Negrete e Meade para os dois golos leoninos. O feito rendeu a Fernando Mendes uma lagosta, resultado de uma aposta com o treinador, mas podia ter valido um banquete de marisco caso tivesse concretizado o terceiro golo que lhe morreu nos pés.

 

A eliminatória esteve empatada até sete minutos do fim... até ao pontapé insensível de Roberto que matou o leão. A crónica do jogo mostra explicitamente que este remate de Roberto foi o único do Barcelona em todo o jogo. De resto, foi consensual que o futebol do Sporting meteu os poderosos catalães no bolso. A frade de Duílio, no final do encontro, resumia o sentimento dos 55 mil espectadores que saíram de Alvalade frustrados como nunca: "Há coisas que só acontecem ao Sporting."

 

 

Do livro Estórias d'Alvalade por Luís Miguel Pereira 

 

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publicado às 07:16

 

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O futebol, como fenómeno social, cultural e desportivo possui a extraordinária qualidade de preservar na memória dos seus admiradores um núcleo de histórias míticas, de sinais de glória e de afirmação clubística, que se mantêm de forma permanente como reserva da sua identidade e do seu património.

 

No futebol moderno e empresarial há a absoluta necessidade de recorrer a símbolos que funcionam como a ligação do passado com o presente, como elo aglutinador das diferentes gerações de adeptos e de projecção de um futuro vitorioso.

 

O Sporting não é diferente da generalidade dos grandes clubes e também construiu uma narrativa sobre as glórias passadas que os seus adeptos assumem, embora adequando sistematicamente à evolução do tempo e das mentalidades.

 

Na galeria dos grandes sportinguistas há muito que me fixei em Fernando Mendes, o capitão de equipa que teve a honra de receber e levantar o troféu da Taça dos Vencedores das Taças conquistado em Antuérpia, em 15 de Maio de 1964.

 

Fernando Mendes integra uma restrita plêiade de grandes capitães de equipa do Sporting, juntamente com Francisco Stromp, Jorge Vieira, Álvaro Cardoso e Manuel Fernandes.

 

Na época de 1958-59 avizinhava-se uma importante renovação da equipa, pois seria a última para jogadores carismáticos como Caldeira, Travassos, Vasques e João Martins, entre outros. Carlos Gomes e Juca não iniciaram a época por razões diferentes. Era o tempo para novos protagonistas, como Fernando Mendes um médio combativo e resiliente, com boa técnica e grande disponibilidade física, que em breve revelaria invulgares dotes de liderança.

 

Na publicação Centenário Sporting escreveu-se o seguinte: “Foi um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos e um símbolo do Sporting. Podia não ser tão virtuoso quanto outros, mas dispunha de grande intimidade com a bola e de dinâmica extraordinária; a visão era ampla e a técnica fazia o resto - tinha todas as ferramentas necessárias para o desempenho da função de médio-centro. Dono de um sentido estratégico fora do normal, era ainda um jovem quando assumiu o cargo de capitão de equipa.”

 

Como é sabido, o capitão de equipa desempenha um papel de primeira grandeza, na relação com os directores e os treinadores, na motivação e orientação durante os treinos e os jogos ou na gestão de expectativas entre os companheiros. Contribui de forma decisiva para a coesão de um grupo naturalmente heterogéneo e competitivo entre si, centrando-o em objectivos comuns e agregadores.

 

Fernando Mendes nunca se esquivou ao desempenho rigoroso das suas funções de capitão. Em 1962 foi punido por ter contestado uma multa aplicada pela direcção presidida pelo Comodoro Joel Azevedo da Silva Pascoal aos jogadores da equipa principal e foi suspenso até ao final da época, juntamente com Mário Lino. Por essa razão foram excluídos da final da Taça de Portugal, frente ao Vitória de Guimarães, em 1963.

 

Na final de Bruxelas e na finalíssima em Antuérpia, transmitiu aos companheiros a coragem, a tenacidade e a ambição necessárias para se alcançar a vitória. É referido por muitos dos intervenientes o papel essencial desempenhado pelo capitão de equipa na viragem histórica com o Manchester United, em Alvalade.

 

Mas, Fernando Mendes não se atrapalhava mesmo em situações um tanto invulgares. Em Junho de 1960, nas meias finais da Taça, o Sporting foi empatar à Luz e eliminar o Benfica. Valeu o 3-0 em Alvalade. No regresso o autocarro do clube foi apedrejado num sinal luminoso por adeptos benfiquista e, com o auxílio de Octávio de Sá e Carvalho, deu uma valente corrida aos apedrejadores. Outros tempos!

 

A carreira desportiva de Fernando Mendes foi prematuramente interrompida por uma grave lesão no joelho direito sofrida aos 3 minutos de um Checoslováquia-Portugal, disputado em 25 de Abril de 1965. A época seguinte foi de recuperação, mas nem o seu espírito de sacrifício nem as mãos milagrosas de Manuel Marques conseguiram que voltasse a ser o mesmo jogador. Disputou o último jogo em Abril de 1968, num Sporting-Académica, praticamente três anos depois da terrível lesão de Bratislava.

 

Em virtude da lesão não foi convocado para o Mundial de Inglaterra, em 1966, mas devido ao seu carácter agregador, à capacidade de liderança e ao espírito motivacional, para além da importância que teve na fase de qualificação, foi incluído na comitiva portuguesa.

 

Recebeu o Prémio Stromp em 1964 como atleta profissional integrado na equipa vencedora da Taça das Taças e em 1980 na categoria Técnico.

 

 

P.S.: Fernando Mendes entrou para os escalões de Formação em 1953 e manteve-se ininterruptamente ligado ao clube até 1968. A camisola verde e branca foi a única de um clube desportivo que ele envergou. Conseguiu um feito invulgar, sendo campeão nacional como futebolista (1957-58 e 1961-62) e como treinador (1979-80).

 

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publicado às 08:07

 

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Fui recentemente informado que Fernando Mendes, de 77 anos, nosso amigo, lendário atleta e treinador do Sporting Clube de Portugal, está a atravessar um período muito difícil da sua vida, confrontado com problemas de saúde.

 

Estamos convictos de que o Fernando, tal como conquistou tantos adversários ao longo da sua brilhante carreira, apenas e tão só de "leão ao peito", conseguirá ultrapassar mais esta adversidade da vida. Deixamos-lhe aqui um grande abraço de amizade e os mais sinceros desejos de rápidas melhoras.

 

Não servirá de consolação Fernando, mas alguém terá dito, algures, que "os idosos invejam a saúde e o vigor dos jovens, estes não invejam o juízo e a prudência dos idosos; uns reconhecem o que perderam, os outros não identificam o que lhes falta".

 

Nota: Para quem não me conhece pessoalmente, pode agora associar a cara ao nome, pese esta ser então ligeiramente mais jovem. Dizem-me que estou o mesmo, embora o espelho tenha uma outra versão.

 

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publicado às 03:01

Pôr o dedo na ferida

Ricardo Leão, em 18.09.14
 

 

"Em vez do Sporting ter comprado 11 jogadores, com o mesmo dinheiro comprava três ou quatro com mais qualidade e era isso que era preciso. Tirando o Rojo, que saiu, a equipa estava feita. São erros que, jogo após jogo, custam pontos e dinheiro.(...)"

 

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publicado às 17:16

 

«É um Março (1964) que fica na história do Sporting. era impensável virarmos o resultado da primeira mão. Talvez por isso o prémio tinha sido tão bom: cada um de nós ganhou 20 contos. A ideia partiu do dirigente Mário Cunha, já falecido, na altura chefe do separtamento de futebol. Recordo-me que ele falou comigo e disse-me que a receita do jogo com o Manchester tinha sido de 800 contos e que não se importava de dar 20 contos a cada um de prémio de jogo, indo contra a vontade da Direcção, 20 contos era muito dinheiro ! Hoje talvez fosse o equivalente a 2 ou 3 mil contos.

Quando viemos de Manchester para Lisboa, ainda no avião, havia muita gente, sócios ilustres, a oferecerem prémios. O valor já chegava quase aos 45 contos por cada jogador. Era o ordenado de um ano ! Fizeram aquilo porque, provavelmente, ninguém acreditava que nós passássemos a eliminatória. Até porque depois, na hora da verdade, na hora de pagar, não apareceu ninguém, fugiu tudo !

A final da Taça das Taças também teve um episódio interessante. O arquitecto Anselmo Fernandes, então treinador, fez uma pequena consulta a um grupo de jogadores. Perguntou-nos quem é que nos dava mais confiança na defesa, o Pérides ou o Bé. Nós optámos pelo Pérides. Curioso foi que no segundo jogo da final, nas bolas paradas, havia jogadores encarregues de marcar certos adversários e o Pérides não marcou o jogador que tinha que marcar. O adversário cabeceou sem oposição e só não fez golo por acaso. A bola saiu junto ao poste, o Carvalho estava batidíssimo. Eu e os restantes jogadores fomos direitos ao Pérides, agarrámos-lhe no pescoço e chamámos-lhe filho de tudo e mais alguma coisa. Aquilo foi uma cena canalha mesmo, "pusemos-te aqui dentro e agora tens de cumprir!", dissemos nós. Ele lá reconsiderou e melhorou.»

 

Do livro Estórias d'Alvalade por Luís Miguel Pereira.

 

(Foto: Eu e Fernando Mendes num jantar de convívio em Abril de 1992)

 

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publicado às 05:15

Arquivo do passado (5)

Rui Gomes, em 12.04.13

 

Abril de 1992: Num jantar de confratenização em uma filial do Sporting com Fernando Mendes, então treinador dos juniores. Foi numa bela manhã mais ou menos nessa altura que conversávamos à margem da sua supervisão de um treino da equipa nos antigos campos de Alvalade, e enquanto Carvalho dava uma valente «sova» aos jovens guarda-redes leoninos, que ele comentou (palavras para o efeito): «O futebol está a atingir dimensões incríveis. Temos aqui miúdos já a receber 400 contos por mês.» Seria interessante saber a sua opinião, hoje, perante o acréscimo salarial que a formação sofreu em anos mais recentes.

 

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publicado às 14:00

«Era o meu aniversário. Fazia vinte aninhos! Nessa altura, eu não era muito certeiro nos cruzamentos. O Manuel José sabia disso e prometeu-me um jantar de lagosta se eu falhasse os cruzamentos nesse dia, só para me entusiasmar.Fiz o primeiro...golo! Fiz o segundo...golo! Quando fiz o segundo fui ao banco, abracei-me a um companheiro de equipa e disse-lhe, «já ganhámos um jantar.» Ao lado estava o Manuel José. Aviseio-o logo, «estou à espera do jantar!»

Mas nesse jogo há ainda outra história. Na altura ganhávamos pouco dinheiro e o Mário Jorge tinha comprado um Peugeot a prestações havia pouco tempo. Quando estávamos a vencer pr 2-0, tínhamos a eliminatória ganha e ele virou-se para a bancada onde se encontrava p homem que lhe tinha vendido o carro e disse-lhe, «pago-lhe já as prestações todas, com o prémio do jogo.» Quando o Barcelona marcou o 2-1, que lhe deu a passagem à eliminatória, virou-se outra vez para a bancada e disse, «ò chefe, preciso de mais 24 prestações.» (Taça UEFA, 5 de novembro de 1986)

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

 

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publicado às 23:10

Campeonato Nacional - 27 de Maio de 1962: Sporting 3 Benfica 1 - Sporting: Libânio, Lino, Hilário, Perides, Lúcio e Fernando Mendes; Hugo, Figueiredo, Diego, Geo e Morais. Benfica: Costa Pereira, Mário João e Ângelo; Cavem, Germano e Cruz; Simões, Eusébio, José Águas, Coluna e José Augusto.

O Carnaval já lá ia mas tinham sobredo serpentinas, cornetas e «fungagás». O público, em número redondo de 70 mil pessoas, agarrou nos restos e gastou-o naquela tarde. Havia Motivos de sobra: era a festa do título contra o fresquinho Campeão Europeu chamado Benfica.

«Aquele foi um jogo que definiu, no fundo, o grupo de trabalho que o Sporting tinha na altura. Eram jogadores muito iguais, quase ninguém sobressaia, éramos de uma bitola muito parecida, cada um na sua posição, é claro! Curiosamente,a selecção nacional era formada pela nossa defesa e pelo ataque do Benfica, com outros no meio. O nosso grupo de trabalho era muito unido, principalmente devido à intervenção excelente do treinador Juca. Foi a vitória da amizade, do bom abiente e de um grupo de pessoas que estavam imbuídas do mesmo espírito.

Recordo-me que, à partida, nós não éramos favoritos à conquista do título. Era um grupo muito novo, quase todos formados no Sporting. Nesse jogo frente ao Benfica, fiz uma assistência para um golo marcado por Morais. No final, houve invasão. Não havia barreiras ou vedações, as pessoas eram pacíficas. Foi uma festa».

 

* Do livro «Estórias d'Alvalade» por Luís Miguel Pereira

 

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publicado às 01:12

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Taça das Taças 1963-64



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