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Calendário com muitas "espinhas"

Rui Gomes, em 18.11.16

 

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publicado às 20:30

 

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Os três grandes gastaram mais de 133 milhões de euros para pagar salários nos primeiros nove meses desta temporada. Os números estão nos relatórios e contas trimestrais das SAD e mostram que FC Porto, Benfica e Sporting continuam a gastar muito com esta rubrica.

 

De todos, os dragões foram a equipa que mais aumentou os custos com pessoal. Em nove meses, os dragões gastaram 53,530 milhões de euros em ordenados e outros custos associados, nomeadamente impostos e segurança social. Este número representa uma ligeira redução em relação a 2014/15, mas nessa altura os dragões chegaram aos quartos de final da Liga dos Campeões, o que implicou pagar mais prémios a jogadores e treinadores.

 

O Benfica é o segundo desta lista, com 44,384 milhões de euros. Trata-se de um aumento de 1,9 milhões em relação ao período homólogo, justificado pelas águias com o pagamento de remunerações variáveis, nomeadamente prémios. Os gastos fixos reduziram-se em mais de um milhão de euros, mas os tais variáveis quase duplicaram, de 4,1 para 8,1 milhões. 

 

O Sporting é, entre os três grandes, aquele que menos gasta em salários: 35,757 milhões de euros. No entanto, este número é praticamente o dobro do registado nos primeiros nove meses da temporada anterior (18,153). Explica que tal subida "decorre essencialmente do reforço efectuado no plantel com a contratação da equipa técnica, aquisições de jogadores e renovações de contratos de trabalho desportivo de modo a garantir a necessária sustentabilidade da performance desportiva da Sporting SAD".

 

*Confesso que não consultei os Relatórios e Contas das respectivas SAD para verificar a exactidão dos números apresentados nesta crónica.

 

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publicado às 14:22

 

 

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Não posso confirmar a veracidade dos números publicados pelo Diário de Notícias nem é bem claro se o artigo origina com o diário se com a Agência Lusa, mas, de qualquer modo, creio que dá para leitura de algum interesse.

 

Segundo a publicação, os três grandes clubes portugueses têm 88 jogadores emprestados em várias partes do Mundo, uns para ganhar experiência, outros por não terem confirmado as expectativas que eram esperadas quando foram contratados. Juntos, são 123 milhões de euros investidos em futebolistas que, até ao momento, não tiveram retorno desportivo nem financeiro. No entanto, há muitos atletas que não tiveram custos de transferência, sobretudo oriundos da formação, que também procuram evoluir noutras paragens.

 

A SAD do FC Porto é a que mais dinheiro tem empatado em atletas emprestados, totalizando 58,94 milhões de euros em 19 dos 36 jogadores cedidos, que representaram um investimento significativo nas respectivas contratações. O Benfica não se encontra muito longe do rival, pois totaliza 51,95 milhões de euros em 17 dos 36 futebolistas que não cabem no plantel de Rui Vitória ou na equipa B. Já o Sporting fica-se pelos 12,14 milhões de euros em apenas 12 dos 16 atletas que tem cedidos.

 

Manuel José, instado a comentar este estado das coisas, reconhece que "são números impressionantes", e lamenta que os clubes portugueses "contratem tanto sem fazer a avaliação necessária do jogador ou mesmo das necessidades das equipas".

 

Inadvertidamente, voltamos à temática das notórias "contratações cirúrgicas", tão propagada pelos dirigentes dos clubes, como é o bem conhecido caso de Bruno de Carvalho, mas que na prática, é quase não existente. A verdade se diga, no que aos três grandes diz respeito, que não obstante as dificuldades de tesouraria que têm em comum, é sempre mais fácil despender dinheiro que não sai do nosso bolso.

 

 

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publicado às 14:55

 

 

Não sei bem a que propósito, mas a AFP - que eu depreendo que seja a "Agence France-Presse" - levou a cabo uma reportagem sobre o passivo dos três grandes clubes de Portugal que, segundo a agência, é superior a mil milhões de euros.

 

O Benfica lidera a parada com dívidas que atingem cerca de 449 milhões de euros, mas o Sporting não está muito atrás, com números igualmente impressionantes: 442,7 milhões de euros. O FC Porto situa-se a um distante terceiro, com "apenas" 209 milhões.

 

A agência noticiosa contactou dois economistas, a fim de analisar os números citados, mas os pareceres divergem. António Samagaio - professor de Economia no ISEG - fez esta observação: "Há anos que o futebol português vive acima das possibilidades. Os bons resultados na Europa devem-se à qualidade dos jogadores, mas também a um endividamento descontrolado."

 

Já Domingos Amaral - professor na Universidade Católica de Lisboa - opta por dar destaque aos resultados desportivos dos últimos anos, que se ficam a dever, principalmente, a um maior investimento: "O futebol é uma actividade de alto risco, mas ao endividarem-se e ao comprarem jogadores, os clubes conseguem grandes vitórias que dão benefícios. Não podemos aplicar os mesmos critérios a clubes e empresas. Aos clubes basta vender alguns jogadores para reduzir as dívidas."

 

Não sendo a minha área de maior conhecimento, limito o meu comentário, mas creio que muito embora haja muita verdade nas conclusões dos dois professores, a questão fundamental é muito mais complexa. Por um lado, é facto que tem havido um endividamento descontrolado no futebol português, por outro, esse descontrolo, ironicamente, tem viabilizado um mais elevado nível competitivo e, daí, os referidos benefícios.

 

É por de mais evidente, no entanto, que o futebol português terá de encontrar soluções para sustentar os seus objectivos competitivos sem recorrer ao extremo ridículo do alarmante endividamento de registo, que, a verdade se diga, tem mais tendência a piorar do que a melhorar, seguindo o seu presente curso. E, neste enquadramento de ideias, não será suficiente, longe disso em facto, haver uma iniciativa singular, dado que uma maior estabilidade só poderá ser assegurada através de um esforço colectivo de grande dimensão.

 

Neste contexto, ainda não é claro o impacte das regras de "fair-play" financeiro da UEFA que, como é do conhecimento geral, está no processo de fiscalizar as contas de todos os clubes participantes nas provas europeias, incluindo o Sporting.

 

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publicado às 23:12

Três destinos diferentes...

Rui Gomes, em 18.09.14
 

 

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publicado às 15:21

 
As contas do mundo do futebol fascinam-me, muito por não perceber patavina da matéria. Sou um autêntico leigo nesta área, que se atreve a escrever este breve comentário apenas e tão só por não resistir opinar sobre algo que me é estranho. Os três "grandes" enviaram os seus relatórios à CMVM, relativamente ao terceiro trimeste do exercício de 2012/13 de cada SAD.
 
Começamos pelo Sporting, em que a existência de prezuízo não deverá surpreender nem os mais distraídos. Se 29,7 milhões de euros negativos é um número razoável ou não face ao expectável, não faço a mais pequena ideia, mas não fico chocado por muito do que se já sabia. Com isto, verificou-se um crescimento do passivo para 249,2 milhões. O relatório também indica que houve um proveito operacional de 25,7 milhões de euros, menos 4,8 que no mesmo período do ano passado. Aparentemente, tudo se deve ao decréscimo de bilheteira, ausência de receitas na pré-época e decréscimo em diversas outras receitas. A parte de tudo isto que mais me intriga - ou talvez não - é a referência às receitas de pré-época, e leva-me à conclusão que o único tipo de receita signifcativa no verão, além da venda antecipada de gameboxes e bilhetes de época, é a venda de activos a preços milionários, uma área em que o Sporting se tem evidenciado pela sua inactividade de há uns anos a esta parte.
 
O FC Porto, com a sua elevadíssima performance desportiva, participação nas provas europeias, vendas milionárias de activos, etc., consegue apresentar um prejuízo de 6,565 milhões de euros. Para este observador, esta disposição é muito mais surpreendente do que o prejuízo do Sporting, mesmo que a SAD portista tenha melhorado do ano passado, onde tinha apresentado um negativo de 22,139 milhões de euros. Claro que a venda de João Moutinho e James Rodrigues não está contabilizada neste período.
 
E chegamos então ao relatório do Benfica, que ao nível do seu propagado estatuto do "maior" cá do burgo, apresenta um resultado positivo de 7,3 milhões de euros, não obstante o seu passivo de 403,9 milhões de euros. Analisando brevemente alguns pormenores do relatório, chega-se à conclusão - pelo menos eu cheguei - que o factor principal que produz o referido resultado positivo centra-se nas vendas de Witsel e Javi Garcia. Para este leigo observador, sem estas verbas, o exercício seria igualmente negativo.
 
A minha simples conclusão: todos os clubes atravessam períodos de enorme dificuldade financeira - uns mais do que outros, evidentemente - e muito além da necessidade de ter elevada performance desportiva, disposição que precipita, em cadeia, um bom número de proveitos - o factor mais crucial centra-se na venda milionária de activos, sem esta, o que já é difícil torna-se muitíssimo pior. Especialmente ao que concerne o Sporting, servirá para sublinhar aquilo que a maioria sempre reconheceu: sem investimento para garantir a capacidade para competir no topo, não existem meios de sobrevivência, por muitas poupanças que se façam e por muito necessárias que estas sejam.
 
Estarei errado nas minhas conclusões ?... É muito possível, por isso comecei a escrever o texto admitindo que não percebo patavina destas coisas.
 

 

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publicado às 22:13

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