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Será possível ?

Rui Gomes, em 18.11.17

 

"Será mesmo possível?

 

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O que eu estranho, nesta fase, já não é a linguagem de Bruno de Carvalho. Bruno de Carvalho deixou-se escorregar para um regime de roda-livre e, agora, qualquer redução de tom, qualquer atitude de homem de Estado - no fundo, qualquer intervenção consentânea com a que deve ser a pose do presidente de um clube com dezenas de milhares de sócios e milhões de adeptos, com desafios exigentes e uma bomba nas mãos - poderia ser entendida como um recuo.

 

O que eu estranho é que, aparentemente, não haja ninguém no Sporting, entre titulares de órgãos sociais e funcionários de alto perfil, a quem esta linguagem incomode. Será mesmo possível que ainda não tenha havido um só a manifestar o seu desconforto por este tom? Será mesmo possível que ninguém exija ao menos que a direcção de comunicação tenha uma palavra a dizer nas intervenções do presidente, quando estas vinculam tão claramente o clube?

 

Onde é que isto vai parar ? Essa é a inevitável pergunta seguinte. Mas, se a resposta à primeira persiste a que parece, "Sim, está tudo confortável", a segunda fica parcialmente respondida: não vai parar em bom lugar".

 

Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 10:00

Desejo de morte

Rui Gomes, em 23.06.17

 

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O Red Bull Leipzig e o Red Bull Salzburgo foram autorizados a participar na Liga dos Campeões, apesar de serem ambos controlados pela Red Bull. Diz a UEFA que "não há violação" do artigo 5.º, em que se protege a integridade das competições e a verdade da concorrência. Vai passar-nos despercebido, mas é um precedente grave, que abre todo um novo campo de atuação à concentração capitalista, à mercantilização do jogo e - pior - à mentira desportiva, já sob ameaça pelo recrudescimento das apostas ilegais.

 

Às vezes acho que este jogo tem um desejo de morte.

 

Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:57

O erro de Simão

Rui Gomes, em 01.06.17

 

Faltou a inteligência

 

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Não me juntarei ao coro dos que entendem que um futebolista não pode eleger o pior onze com que jogou. O discurso de futebol em Portugal está tão formatado, esvaziado e banalizado que censurar tal possibilidade já nem fica no domínio do politicamente correto, mas no do (digamos) insuportavelmente bafiento.

 

Falta sentido de humor entre nós. Falta ironia e falta autocrítica, e um jogador escolher o pior onze da carreira pode não só constituir uma importante ressalva a essa melancolia, mas trazer uma nova perspectiva a um debate que o excesso de "soundbite" ameaça reduzir a quase nada.

 

Tudo isto em abstracto, claro. Em concreto, Simão foi Simão. Esqueceu-se da delicadeza essencial de se colocar a si mesmo no dito onze. Não por verosimilhança, mas por cortesia: ele próprio, no ataque, ao lado de Ouattara.

 

Teria sido um acto de inteligência capaz de proteger todo o humor da entrevista sem, por exemplo, provocar a reacção - humana, evidentemente - de Fernando Aguiar. Mas eu não esperava melhor de alguém que tantas vezes vilipendiou o clube que o foi buscar pré-adolescente a Trás-os-Montes e lhe deu tecto e sustento até o entregar à oportunidade de se tornar um homem...

 

 

Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:52

Eles vingam-se

Rui Gomes, em 31.05.17

 

Já era tempo disso...

 

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E, de repente, podemos bem vir a ficar sem nenhum dos guarda-redes titulares dos grandes: Ederson, Rui Patrício e Casillas estão todos (ou parecem estar) em diferentes estágios de negociação de contratos melhores. Tem uma série de significados, essa coincidência. Mas um sobre todos os outros: os homens da baliza vingam-se.

 

Ainda bem, porque são os jogadores mais negligenciados do futebol. Basta ver o ranking dos mais caros de sempre: apenas três ultrapassam os 25 milhões, e só dois nos últimos quinze anos. Apesar disso, são eles os mais frequentes bodes expiatórios de um fracasso. A eles cabe muitas vezes a conservação da mística do balneário. E nenhuma outra posição prevê tão pouca margem para errar.

 

Os guarda-redes são os bateristas do futebol. Não são tão famosos como os vocalistas, não são tão bem pagos como os guitarristas e só em casos muito excepcionais - como o de Buffon - lhes pertence a liderança da banda. O único consolo que têm é que, como os bateristas, são eles quem parte mais corações às raparigas.

 

É mais uma prova de como elas fazem falta a este jogo: há pelo menos um aspecto em que o percebem melhor do que nós. Não é um aspecto pequeno: sabem bem onde está o heroísmo.

 

É FAZER AS CONTAS

 

Mais glória que plantel

 

Foi uma das melhores épocas da história do Benfica, e Rui Vitória merece-a. Mas vale a pena perguntar se este é um dos melhores plantéis da história encarnada também. Se não for, então as contas são evidentes: foi uma das piores épocas das histórias do FC Porto e do Sporting.

 

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publicado às 05:15

Lição de latim

Rui Gomes, em 23.05.17

 

Jesus e a etimologia

 

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Se Jorge Jesus não percebe a desilusão dos sportinguistas, então talvez valha a pena lembrar-lhe a origem da palavra. Negativo de "ilusão", "desilusão" significa, no fundo, a perda daquela. E aquela vem do latim "illusio", que equivale a "ironia".

 

Não perceber a desilusão dos sportinguistas só pode significar duas coisas: que Jorge Jesus acha que a esperança de vencer nunca constituiu uma ilusão, mas uma convicção razoável (o que colide com os resultados apresentados); ou que não percebe que a convicção razoável tenha desaparecido (o que colide com a própria razoabilidade).

 

Tendo em conta a sofisticação demonstrada até ao momento, não me sinto tentado a creditar-lhe conhecimentos de etimologia. Pelo contrário, uma certa alienação, e de índole egocêntrica, não me parece tão descabida assim.

 

Já agora, recorde-se que "egocêntrico" também vem do latim e junta o termo "ego" ("eu") a "centrum" ("no centro de tudo"). Caracteriza, no fundo, a tendência de alguém para referir tudo a si mesmo, fazendo do seu eu o centro do universo.

 

Só para o caso de dar jeito.

 

 

Artigo da autoria de Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 18:59

A faca e o queijo

Rui Gomes, em 13.05.17

 

Tudo na mesma mão

 

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É possível que eu esteja a ler tudo isto à luz errada, e de qualquer modo ainda vai ser preciso esperar algum tempo até que não restem dúvidas sobre os resultados desta crise no Sporting. Hoje, o que me parece é que Jesus saiu fortalecido no status quo leonino.

 

Bruno de Carvalho criticou-o e criticou-o bem. Jesus é um grande treinador e faz agora um ano que quase operava um dos mais extraordinários milagres da história do futebol português. Mas era o que faltava o presidente de um clube como o Sporting não poder indignar-se com uma época tão miserável como a que agora finda.

 

Apesar disso, e menos curiosamente do que talvez fosse conveniente, Jesus conservou com facilidade não só o ónus, mas o próprio (digamos) privilégio da palavra sobre a sua continuidade. Vendeu a mensagem de que poderia ouvir outras propostas e ainda conseguiu mobilizar José Maria Ricciardi para um (vá lá) casualíssimo encontro de intercedência beata.

 

Já então os sinais apontavam todos no mesmo sentido: vitória do treinador. Teria de ser o inevitável post vespertino de BdC - sobretudo se fosse mal escrito, provando autoria efetiva - a declinar a impressão. Pois, feliz ou infelizmente, por cada burocrático sinal de autoridade há nele um ruidoso ponto de exclamação (ou outro superlativo qualquer) a brindar o treinador.

 

Quem saiba mais de semiótica poderá fazer melhor leitura. A mim, o que isto sugere é que Bruno de Carvalho quer muito reclamar a soberania, mas desconfia que não pode dar-se a esse luxo.

 

Resta saber porquê. Se é porque está demasiado amarrado ao treinador, contratual e estrategicamente, não será bom. Se é porque nem sequer concebe outra solução - e represente o Conselho Leonino o papel que nisso representar -, será pior.

 

 

Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:03

O português ideal

Rui Gomes, em 06.05.17

 

Quantos mais como ele?

 

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Em Dezembro, depois ter recebido mais uma Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo confessou que não seria fácil superar o ano de 2016. "Vou tentar", limitou-se a dizer. Passados cinco meses, o mínimo que se pode dizer é que tem cumprido a promessa.

 

Os feitos do ano passado permanecem difíceis de suplantar. Mas, à medida que a época avança para a sua fase decisiva e o Real vai ganhando posição para novas conquistas - algumas inéditas em Madrid há mais de meio século, como uma vitória simultânea na Liga dos Campeões e na liga espanhola -, já só os mais ressentidos críticos recusam ao português o estatuto de melhor jogador do ano até ao momento.

 

Os adjetivos para Ronaldo escasseavam há muito. Agora, vão-se sumindo os verbos e os substantivos também. O capitão da seleção está de facto melhor com a idade, ao contrário (por exemplo) de Messi. Vai-se readaptando taticamente e, se conseguir continuar a combater as lesões como até aqui, pode ter uma longevidade singular.

 

Essa longevidade, insisto, constituirá a sua suprema arma. Poderá pô-lo no topo da história. E, nesse caso, não deixará de ser do domínio do sobrenatural que tenha sido acumulada precisamente na era em que o futebol é mais forte, mais rápido e até mais agressivo.

 

Em que outras áreas tivemos um compatriota a este nível ?... Isto é: um dos melhores de sempre - e ameaçando tornar-se mesmo o melhor em absoluto - numa actividade verdadeiramente global ? Nem na cultura, parece-me, nem com certeza na ciência. Nem na política. Nem na arte da guerra.

 

Nas navegações, talvez. No clero, eventualmente. No atletismo, durante algum tempo. Mas, de certeza absoluta, apenas no futebol, e há agora mais de uma década: um pobre rapaz da ilha que fez vergar o mundo.

 

Ficcionada, a epopeia não seria mais épica.

 

 

Artigo da autoria de Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 10:33

Os homens da bola (23)

Rui Gomes, em 26.04.17

 

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«(...) O que fica do fim de semana é o espectáculo deplorável proporcionado por Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho. Ou vice-versa: nem sequer me interessa quem começou.

 

A simples crispação entre os dois, no momento que o futebol - e o futebol português em particular - atravessa, já era uma irresponsabilidade. Os termos que utilizaram para se qualificarem um ao outro são intoleráveis, não apenas para dois presidentes de grandes clubes, mas para dois homens.

 

Não tenhamos dúvidas: este disparate, esta boçalidade, faz mais em favor da violência do que fazem contra ela todos os hipócritas apelos anteriores. Devia haver maturidade nestas pessoas. Ou ao menos vergonha».

 

 

Joel Neto, jornal O Jogo, num artigo intitulado "Tenham vergonha".

 

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publicado às 10:00

Frase do Dia

Rui Gomes, em 16.01.17

 

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«Desde que Bruno de Carvalho chegou a Alvalade, o futebol joga-se pelo menos tanto no sound bite como nas quatro linhas. E, desde que as coisas nas quatro linhas começaram a correr mesmo mal aos leões, cresceu o esforço para que se disputasse ainda mais fora delas». 

 

A frase é de Joel Neto, cronista/jornalista do jornal O Jogo.

 

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publicado às 05:11

 

Gostei e subscrevo genericamente este artigo de Joel Neto - jornalista, cronista e escritor - natural de Angra do Heroísmo e sportinguista assumido. Parece-me uma análise muito objectiva sobre a campanha futebolista do Sporting, até este ponto da época. A minha principal discórdia recai sobre a sua consideração que "tudo o que de bom aconteceu até ao momento ao Sporting foi sobretudo obra do treinador. Praticamente de um homem só."

 

É evidente que Jorge Jesus não trabalha sozinho, por conseguinte, o bom e o menos bom tem que ser forçosamente partilhado com os seus adjuntos, mas, quanto à questão principal, por positivo que o seu trabalho possa ser considerado por quem mais o aprecia, é impossível ignorar que desde o primeiro dia que tem cometido alguns erros de "casting" e outros, que em não insignificante medida têm contribuído para o que de menos positivo ocorreu até agora.

 

A minha opinião não obstante - e é mesmo apenas uma opinião - eis o artigo da autoria de Joel Neto - com o título do post - publicado esta semana no jornal O Jogo:

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O Sporting de Jesus continua uma incógnita. O jogo frente ao Nacional só reforça essa evidência. Neste momento, os leões já são, a par do Estoril, uma das equipas da Liga com mais pontos ganhos em relação ao período homólogo da época anterior. Mais: a vitória na Supertaça tem de ser creditada na coluna dos feitos por duas razões: porque valeu um troféu e porque foi obtida frente ao bicampeão nacional, o qual, estando em reconstrução, não o estava seguramente mais do que o adversário.

 

A minha inquietação é esta: então, porque é que, quando olhamos a carreia dos leões, as primeiras coisas que nos vêm à mente são a desastrosa eliminação da Champions, a radical derrota caseira na Liga Europa e o empate  "anunciado" com o Paços de Ferreira ? Creio que porque sabemos - no fundo, sabemo-lo - que tudo o que de bom sucedeu até ao momento ao Sporting foi sobretudo obra do treinador. Praticamente de um homem só.

 

Pois um homem só não chega. Nem que fosse Churchill, Cristo ou Mourinho. O Sporting precisa de mais. De mais estrutura, de mais meios e de mais mobilização. E depressa. Caso contrário, corre o risco de que lhe aconteça o que quase sempre aconteceu em casos semelhantes: que continuem a suceder-se os momentos em que o homem só não consegue acorrer a tudo, até que esse homem só já não consegue acorrer a nada.

 

Entre este Sporting e um verdadeiro candidato ao título, ou pelo menos a uma equipa capaz de disputar de facto o triunfo final - e não apenas chatear um bocado os adversários - ainda vai uma longa distância. Quantos mais deslizes ocorrerão até que os leões sejam capazes de percorrê-la ? E em que situação já o terão deixado estes ?

 

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publicado às 04:13

O tempo em que vivemos

Rui Gomes, em 10.08.13

 

«Já aqui escrevi que este é o momento mais fácil de sempre para ser presidente do Sporting. O susto foi demasiado grande e as expectativas tornaram-se simplesmente nulas. Mas é mais do que justo reconhecer que Bruno de Carvalho exponenciou as virtualidades da situação. Feitas as contas aos seus primeiros meses de mandato, foi quase sempre criterioso no investimento, foi quase sempre paciente na gestão dos dossiers delicados e foi invariavelmente persuasivo na comunicação das suas opções aos sócios e adeptos. Naturalmente, os confrontos com os outros grandes serão um teste importante à solidez do presente élan.

 

O Benfica passou de rival a besta negra e o FC Porto tornou-se de repente inimigo, naquela que foi porventura a mais ousada medida até ao momento (e, aliás, de resultados ainda por apurar). Perder nos clássicos será, pois, profundamente penalizador. Mas quem hoje vê Bruno de Carvalho ser aplaudido como a maior estrela do Sporting já não estranha. Na verdade, o grande património leonino, hoje em dia, já não são as suas infraestruturas, a sua história ou sequer a sua identidade. O grande património do Sporting, do ponto de vista estratégico, é agora o seu "presidente do povo". Não estou a ver quem mais pudesse ter transformado numa alegria este penoso percurso de regresso à tona de água. E não deixa de ser divertido imaginar os senadores, durante o almoço de domingo com as famílias, cruzando olhares entre as mesas do Porto de Santa Maria. Deram ao pobretanas corda suficiente para ele se enforcar. O pobretanas, habilidoso, fez com ela uma jangada. E agora sempre quero ver quando vai permitir o "presidente do povo" que os iates voltem a navegar naquelas águas... .»

 

Por Joel Neto - O Jogo

 

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publicado às 12:47

Antes de Bruma

Rui Gomes, em 09.07.13

 

Um artigo da autoria de Joel Neto do jornal "O Jogo" que me parece certeiro na sua análise da "novela" em curso sobre o futuro do jovem avançado formado no Sporting e que porta uma mensagem pertinente e importante para todos os intervenientes, desde o jogador aos dirigentes do Clube: 

 

"Se não tivesse havido Paulo Futre, Luís Figo, Cristiano Ronaldo e Nani, Bruma gerava a procura que gera neste momento ? Duvido. Trata-se de facto de um talento, mas é em primeiro lugar a proveniência portuguesa e sportinguista a filtrá-lo no meio de tantos outros talentos existentes ao redor do mundo (e testados neste Mundial de sub-20 em particular). Não tenho a certeza de que se esse elemento esteja a ser tido em conta por todos os intervenientes na gestão da carreira do jovem luso-guineense. Essa é a primeira coisa que eu queria dizer. A segunda é que, dos quatro jogadores referidos acima, nenhum é tão relevante para a actual novela como CR7. Na verdade, as negociações em torno de Bruma também são, de algum modo, «sobre Ronaldo». Dez anos depois, o Chelsea não quer perder a oportunidade de fazer ele próprio o que Manchester United fez em 2003, adquirindo o recurso que constituiria durante anos a pedra no sapato dos adversários - e, por seu lado, Mourinho não quer perder a oportunidade de ajustar contas com o avançado do Real, com quem se desentendeu e a quem certamente gostará de dar uma liçãozinha do ciúme. E, já agora, deixem-me dizer uma terceira coisa ainda. Quantos talentos, na história do futebol, achará o jovem Bruma que se perderam no meio de tantos e tão laterais interesses ."

 

Excelente escrito e uma perspectiva deveras interessante.

 

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publicado às 22:12

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