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Instado a comentar a ausência de Adrien Silva no próximo jogo

 

Adrien sofreu uma pancada no joelho, o mesmo que o afectou quando esteve parado. Mesmo assim, não posso dar mais dados, porque não sei. Será reavaliado pelo departamento médico, que vai fazer uma reavaliação. Não posso acrescentar mais nada. Mesmo assim, já não poderia jogar no Estoril. Hoje acabámos com muita juventude, com o Podence e o Palhinha, numa situação difícil, a ganhar por 1-0. Estiveram bem emocionalmente, confiantes... Temos de crescer, eles têm qualidade.

Temos uma semana para analisar. Temos várias soluções. O Bryan pode fazer a posição do Adrien, assim como o Bruno César. São jogadores que ofensivamente me agradam. O Palhinha também pode, mas é mais um jogador defensivo. Mas há solução e é importante haver.

 

Questionado sobre a hipótese de Francisco Geraldes vir finalmente a jogar

 

Não sei se o Xico joga naquela posição. Que eu saiba não joga. É segundo avançado, ala. Posso adaptá-lo para jogar ali, mas até o posso adaptar a central... Terá mais possibilidades nas posições em que jogava na formação e também no Moreirense, a segundo avançado.

 

Com ou sem ironias, é improvável que Francisco Geraldes vá ter uma oportunidade, mesmo pela ausência de Adrien Silva. Já agora, gostava de ver Bryan Ruiz naquela posição - a título de curiosidade - mas vai ser o homem dos sete ofícios, Bruno César.

 

Não passou despercebido Jesus preocupar-se em sublinhar que "acabámos com muita juventude", como se isso fosse um feito monumental, nas circunstâncias. Adrien Silva lesionado, a equipa a fazer uma exibição insofrível e nenhumas outras alternativas viáveis no banco.

 

Joel Campbell ainda se encontra em Portugal ou já regressou a Inglaterra ?

 

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publicado às 04:38

Até que ponto vai o ego desmedido ?

Rui Gomes, em 18.02.17

 

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Para quem me conhece e/ou acompanha o blogue, não é segredo algum que não sou e nunca fui fã de Jorge Jesus. Faço o possível para o tolerar, tendo em conta que é o actual treinador do Sporting, mas não são poucas as ocasiões em que me leva ao exaspero com as suas acções e/ou afirmações.

 

Por mera coincidência ou não (a recém-notícia sobre o possível descontentamento de Francisco Geraldes), Jesus foi instado a comentar a sua não utilização do jogador desde que foi "regastado" ao Moreirense, durante a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Rio Ave desta sexta-feira. Não sou treinador de futebol e nunca sequer alimentei essa ambição, mas esta sua justificação é, na minha opinião, de bradar aos céus:

 

«Palhinha, Podence e Geraldes são três jogadores da casa, que regressaram em Janeiro e cada um com características diferentes, cada um com capacidade para ser solicitados durante o jogo e durante as jornadas. A adaptação à forma como trabalhamos não é fácil e os dois que mais se adaptaram à nossa intensidade de treino têm sido os que temos solicitado mais para os jogos (Palhinha e Podence)».

 

Um jogador que lhe chega às mãos com 20 jogos realizados na I Liga, 19 dos quais como titular, com cerca de 1600 minutos de jogo nas pernas (média de 80 minutos por jogo) ainda não se adaptou à "intensidade" dos seus treinos e, por isso, não está em condições de jogar ?

 

O enorme ego de Jorge Jesus já é bem conhecido, mas isto não se trata apenas de uma questão de ego, o homem é um intrujão de primeira ordem, não há outro termo para o descrever. Não sei por quanto mais tempo vou conseguir acompanhar o Sporting com este homem ao leme. Absolutamente exasperante !!!

 

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publicado às 04:01

"Temos dado sinais de melhoria"

Rui Gomes, em 13.02.17

 

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«Esta equipa do Moreirense é uma boa equipa, tinha ganho ao FC Porto e também ao Benfica na Taça da Liga. Já tinha derrotado dois rivais e tem jogadores na frente muito rápidos. Temos dado sinais de melhoria, jogámos bem no Dragão e contra o Paços em casa. Defensivamente ainda cometemos alguns erros, mais individuais - isso é normal porque quando não estás habituado a sofrer golos começas a ter dúvidas em alguns movimentos. Temos de trabalhar a equipa defensivamente porque, ofensivamente, faz golos.

 

As mudanças de táctica foram importantes, as alterações também - a entrada de Podence foi importante, deu largura à equipa, confundiu o adversário, ganhámos o flanco esquerdo e foi por ali que nasceu o 2-2. Esta é uma equipa com alma que anda atrás do prejuízo, não está na classificação que queiramos. Mas defendemos um clube que joga sempre para ganhar independentemente da classificação. Só os objectivos já não são os mesmos. A equipa está bem mental e fisicamente, não se dá por vencida. Mas hoje não estava Casillas do outro lado...».

 

Declarações de Jorge Jesus após o embate em Moreira de Cónegos. Vou deixar a análise ao leitor, mas não posso deixar passar a repetida referência a Casillas para justificar não sei bem o quê, quando o guarda-redes do Moreirense até esteve muito bem no jogo. Num dos golos que sofreu, salvo erro no de Alan Ruiz, a bola tabelou num defesa. A sua outra referência ao Sporting não estar habituado a sofrer golos, quando só na Liga já soma 24, o dobro dos rivais, é irrisório.

 

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publicado às 04:16

 

 

Mais uma vez Jorge Jesus tem razão e o resto do Mundo está errado, como não podia deixar de ser. O treinador do Sporting esclareceu-nos nesse sentido, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Moreirense.

 

O erro foi "nosso" ao ter deturpado ou mal interpretado as suas declarações relativamente a João Palhinha, criando um problema onde ele não existe. E, segundo Jesus, tudo se fica a dever a "uma marca desportiva que está há muito tempo no topo em Portugal, chamada cotovelite".

 

Perante tão acentuada clarividência, ficamos sem argumentos para ripostar.

 

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publicado às 05:21

Pedro Barbosa "arrasa" Jorge Jesus

Rui Gomes, em 11.02.17

 

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Pedro Barbosa criticou severamente Jorge Jesus no programa Mais Futebol da TVI24, relativamente às declarações do técnico sobre João Palhinha no final do clássico com o FC Porto. Indo um pouco mais além, o antigo capitão do Sporting apontou algumas verdades sobre a conduta e postura de Jesus, muito embora não seja nada que não se tenha já evocado neste espaço ao longo deste ano e meio da sua estada em Alvalade.

 

«Não lia guiões no meu tempo, mas normalmente davam-me as indicações certas... Pelos vistos o Sporting jogou só com Palhinha, impressionante, esqueceu-se de entrar com 11. 'Não levou o guião certo'... mas quem dá o guião, não é o treinador? 'Perdeu-se na primeira meia hora'... liderar não é isto. Jesus não respeita os seus jogadores, nem a massa associativa, nem os árbitros. Tem sido isto ao longo do tempo e as pessoas vão-se habituando. Isto não é mau, é muito mau. O que ele fez a um jogador que chegou há pouco tempo é muito mau. A responsabilidade da derrota é da equipa do Sporting e da sua figura maior, o treinador. É assim em qualquer equipa. Quando atacas um jovem desta forma, desresponsabilizando-te, é muito mau.

Sobre o apostar na formação "paga-se caro", recorde-se que esta equipa que estava a 9 pontos não tinha jogadores da formação, salvo Gelson e Rúben Semedo. É a tal desresponsabilização. Em Julho chegaram 11 jogadores. Não ficaram no plantel Mané, Iuri, Podence, Geraldes e Palhinha. Isto não é estratégia, é falta de rumo. Depois temos estas tiradas. Inacreditável. Assistimos depois esta semana aos jovens da formação a darem a cara pelo Sporting e a responderem... não sei se foram... se houve pressão para dizerem isto... isto é apenas Jesus no seu pior.

Jesus acaba sempre por surpreender pela negativa. Nenhum plantel se revê neste tipo de declarações. Se fosse jogador não gostava de ver um treinador atacar um colega meu desta forma. Imagino como se tenham sentido. Não entendo...».
 
Nada mais se pode acrescentar. Tudo isto é apenas a verdade nua e crua relativamente ao actual treinador do Sporting. Só não vê quem não quer ver !
 

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publicado às 10:00

 

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Nuno Saraiva esteve uns dias calado, mas foi "sol de pouca dura", lamentavelmente. Depois de um resultado desportivo menos agradável, há sempre a necessidade de desviar atenções e, para o efeito, fomos brindados com mais uma ignóbil missiva de Facebook, a usual panaceia contra todas as maleitas. Este tipo de comunicações já está a provocar náuseas. Eis um breve excerto do mais "importante":

 

«Passaram as últimas 24 horas, tal como o têm feito sempre, mergulhados na mentira e na busca incessante de divisões e fracturas entre o presidente, o treinador e os jogadores. Inventam-se revoltas no balneário e viram-se ao contrário as declarações de Jorge Jesus para servir o propósito e a agenda de quem nos quer desestabilizar».

 

É possível que me tenha passado despercebido, mas não li nem ouvi nada significativo sobre "divisões e fracturas entre o presidente, o treinador e os jogadores". Creio que o centro de atenção foi Jorge Jesus, tanto quanto às suas opções no Dragão e, muito mais, sobre o seu discurso pós-jogo. Neste contexto, Nuno Saraiva demonstra a falta de respeito que ele e a actual Direcção do Sporting têm pelos adeptos, ao afirmar que as declarações de Jorge Jesus foram "viradas ao contrário", quando todos nós as ouvimos in loco e não deixaram margem para interpretação errónea.

 

Lamenta-se que se viva este constante insofrível clima no Sporting de momento. Pior ainda, aparenta haver um bom número de sportinguistas que pretende prorrogar este flébil estado das coisas por mais quatro anos. Eventualmente, não duvido, minimamente, haverá o inevitável ajuste de contas, mas até lá ainda temos muito a sofrer, a começar com o próprio Clube.

 

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publicado às 04:18

As coisas simples da vida

Drake Wilson, em 06.02.17

 

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Coisas que não se esquecem

 

Inglaterra, Dezembro de 1987. O tímido Sol londrino tardava em raiar, depois de uma noite em branco na qual as horas desfilavam por entre o diagnóstico de papéis e relatórios. Aquele seria o dia mais importante da minha vida profissional até então – se algo falhasse… bem, não podia falhar mesmo. Felizmente que naquele dia de chuva intensa tudo acabaria por correr bem, não apenas em Londres como também em Lisboa – o Sporting nessa noite derrotava o Benfica por 3-0 em pleno Estádio da Luz, num jogo a contar para o troféu Supertaça. Apraz-me recordar a camisola do Sporting que me acompanhava na mala de viagem (superstição suponho), assim como o telefonema do meu irmão a dar notícia do acontecimento. Paulinho Cascavel, que tinha sido contratado ao Guimarães, marcou um dos referidos tentos. Burkinshaw era o nosso treinador, e João Amado de Freitas o Presidente – injustamente um dos mais “underrated” Presidentes do Sporting. Outros tempos, velhos problemas, outras conversas.

 

Naquele período, o sistema financeiro em Inglaterra estava num saco de gatos, em contraste com a prosperidade especulativa do início desse ano, um pouco por todo o Mundo – interessante que ao inverso, no Sporting a contenção estava na ordem do dia. As exportações atingiam níveis como nunca, o consumo estava em alta. Em Londres, todo o milionário abria um restaurante de luxo, e até o “jovial” Richard Branson lançava uma marca de preservativos(!). No início do último trimestre porém, uma macro depressão global – com origem no conhecido problema da bolha especulativa que ninguém se preocupou – provocaria o descalabro na Bolsa de Londres (e outras Internacionais), com o mercado de Capitais a entrar num autêntico frenesim. Em consequência, negócios em ruína, preços a cair, com o Governo a impor uma super inflação para suster a crise, sem efeito. Obviamente, um período fértil para as divisas de Oriente e Médio Oriente surgirem. Curiosamente, foi este o início de grandes investimentos na indústria do futebol em terras de Sua-Majestade por parte de investidores não-britânicos. Outras conversas.

 

Pequenas coisas da vida, simples, que nos marcam

 

Voltando ao dito dia de Dezembro. Naquela noite, para celebrar (por dois motivos, recorde-se), fui jantar a um dos mais hipster-restaurant do momento, cuja propriedade estava dividida entre o empresário Nigel Martin e um inarrável famoso Chef de cozinha e ferrenho adepto de um clube de Manchester – naquele momento, até os Chef’s de cozinha eram quase milionários. Em virtude do comum interesse pelo desporto-rei, acabei por oferecer ao Chef o referido jersey do Sporting, recebido de modo muito apreciado pelo excêntrico profissional. Ficámos amigos. Uns anos mais tarde (25 mais propriamente), em Manchester, assistimos os dois a uma das maiores efemérides desportivas internacionais do Sporting – o leitor deve lembrar-se qual. Ele trazia a dita camisola vestida, por fair-play à nossa amizade. Um acto que me surpreendeu, que muito apreciei. Uma camisola que me “deu” sorte, uma vez mais. Pequenas coisas da vida.

 

Coisas do costume

 

A vida é uma coisa simples, acessível. Sempre desconfiei daqueles que muito teorizam sobre o que sabem, sobre o que alcançaram por mérito próprio, sem que daí consigam explicar o óbvio dos seus infortúnios. Acredito que quem usa e abusa da voz para explicar com cientologia coisas triviais, nada mais deseja do que promover intencionalmente a inércia e apatia de quem escuta. O discurso, baseado no inimigo invisível ou num infame sistema, afim de promover a desresponsabilização por ausência de competência, nada mais serve do que para enganar as pessoas que ficam convencidas, viram costas, acreditando que está tudo bem. E nem sempre está, como se regista nesta época. Para mim, olhando para o quadro geral, uma das mais frustrantes de sempre.

 

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho são os dois, num imaculado conjunto, o maior biscate que poderia ter acontecido ao Sporting. O treinador mais uma vez se revela meretriz de Pinto da Costa e do FC Porto, para geral indiferença de quem já pouco se importa. Um abraço a Casillas e uma palmada a Palhinha é o simbolismo de um frete de quem anda a ganhar milhões e não consegue provar que sabe mais de “bola” do que um Vitor Pereira, Vilas-Boas ou Nuno Espírito Santo. Tem de haver uma explicação simples para isto, tal como para um índice de aproveitamento de 55% no Campeonato – que a alguns pouco preocupa, pois está ainda distante dos 36% de 2013. É disto que o Sporting tem de viver?

 

E depois, é nas pequenas coisas simples se vê a diferença. André ou Castaignos, como Barcos ou Teo. No convento de Alvalade, qualquer alma perdida tem salvação. Depois, lá surgem os Tiquinhos Soares desta vida. Dono de fisionomia singular de um qualquer mercenário sul-americano, sem pescoço, ombros largos e de olhar assustado sempre que a bola está na mira, a confirmar que o Sporting tem mesmo um fetiche – é o único Clube no mundo que tem sempre duas pré-épocas na mesma temporada. A primeira, recheada de ingredientes e ilusões, serve para entreter a soberba. A segunda, serve sempre para preparar o futuro. Fica uma equipa de retalhos, impreparada, mas cheia de futuro... O problema, é que com o biscate do costume, nem vale a pena falar de futuro, pois o presente é o que se vê.

 

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publicado às 11:00

Todos têm culpa menos ele...

Rui Gomes, em 05.02.17

 

 

O mesmo Jorge Jesus de sempre, e depois sou criticado por não gostar dele, hoje e sempre. Todos têm culpa menos ele, a começar por João Palhinha e a terminar com os jovens da formação. "Isto paga-se" diz ele !?!

Eis o que melhor treinador do Planeta e arredores teve para dizer na 'flash interview':

 

«Acho que se defrontaram duas grandes equipas, ao nível da outra, ambas a querer ganhar. O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo.

O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel Campbell e o Bruno César lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente».

 

Só agora é que se veio a saber que Campbell (que ficou em Lisboa) e Bruno César (que foi convocado) estavam supostamente lesionados.

 

Curiosamente, a 'flash interview' com Jorge Jesus ficou... a meio. O técnico acabava de responder a uma das questões da Sport TV quando surgiu o assessor de comunicação do Sporting e levou o treinador daquela área, o que impediu a continuação da 'flash'. O vídeo que apresentamos já é da conferência de imprensa pós-jogo.

 

Apesar de estarmos afastados de todas as competições da época nos primeiros dias de Fevereiro, podemos ficar tranquilos com esta consideração (não é promessa !?!) do ainda presidente Bruno de Carvalho de há uns dias atrás:

 

«Se pensasse despedir Jorge Jesus é porque estava completamente louco. Era o dia em que eu estava completamente louco, porque pôr em causa o projecto por um mau momento seria não perceber nada do que se está a passar. Não tenho dúvida nenhuma de que muita gente que disse muita coisa vai arrepender-se porque eu e os sportinguistas vamos ser muito felizes com este treinador e acumular vários títulos».

 

Ah, sim... o "projecto". Ficamos a compreender tudo !

 

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publicado às 04:21

"Obviamente demito-o"

Naçao Valente, em 03.02.17

 

 

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Em 1958, Salazar, para dar a ideia de uma imagem de democraticidade, marcou eleições presidenciais. O general Humberto Delgado resolveu concorrer contra o candidato do Regime. Tendo-lhe sido perguntado o que fazia com Salazar se fosse eleito respondeu: “obviamente demito-o”. Esta afirmação conseguiu congregar à sua volta toda a oposição, incluído o candidato comunista que desistiu em seu favor. Mas ao pronunciar tal frase, obrigou Salazar a assumir por palavras veladas e acções que nunca poderia ganhar as eleições, mesmo que as ganhasse. O enorme apoio popular à sua candidatura foi prontamente reprimido. Nas mesas de voto apenas havia boletins de voto do candidato oficial. Delgado teve de distribuir as dele de forma clandestina. A ousadia, a frontalidade pelo bem do país, acabou por lhe custar a vida.


Sem pretender fazer comparações com as actuais eleições no Sporting, que tudo leva a crer decorrerão de acordo com as regras democráticas, encontro algumas similitudes. A frase “obviamente demito-o” pode aplicar-se a Pedro Madeira Rodrigues (PMR) quando afirmou que demitiria o treinador, uma espécie de alter ego do presidente. Adeptos de Bruno, sempre fiéis ou convertidos, têm utilizado essa decisão, para atacarem Madeira Rodrigues. Mesmo compreendendo o contexto em que foi pronunciada, também considero que não foi politicamente correcta. E embora se aceite como princípio, não me parece que sirva para ganhar votos. Antes pelo contrário. Vai funcionar como um espinho cravado na sua candidatura.


A frontalidade de PMR em demitir o treinador Jorge Jesus (JJ), o assalariado mais bem pago de sempre no clube, que tomou o partido de um candidato, revela coragem, mas é pertinente saber como o pretende fazer, sem utilizar verbas do clube. Madeira Rodrigues tem dado a entender que JJ , ao apoiar publicamente o presidente, se demitirá no caso de este perder as eleições. Pelo que conheço do treinador, para utilizar uma formulação histórica,”pesetero”, este não prescindirá de um centavo a que tem , contratualmente, direito. 'Limpinho, limpinho'. Mas o maior responsável pela situação chama-se Bruno de Carvalho. Como pode um presidente que termina o seu mandato, em 2017, assinar um contrato com um treinador, seja ele quem for, para um período temporal que ultrapassa em vários anos a sua presidência? E mesmo que houvesse a certeza absoluta que ia continuar na presidência, não seria do mais elementar bom senso, não fazer contratos com indemnizações tão elevadas? Sabendo da precariedade das equipas técnicas, esse acto imprudente pode sair caro ao Sporting, mesmo com a actual Direcção. E os acusadores de PMR, não percebem que , neste aspecto, têm telhados de vidro?


De facto, nas criticas que nestas páginas são feitas a Madeira Rodrigues, pelos apoiantes da outra candidatura, apenas tenho visto atitudes de “bota abaixo”. O candidato que ousou apresentar-se como alternativa, só tem defeitos, nem uma única virtude. Como se fosse crime de lesa-pátria alguém candidatar-se contra um ungido dos céus, coisa que Bruno não é. Convém recordar que Bruno de Carvalho. com o beneplácito e apoio da presidência da Assembleia Geral , a dupla maravilha Barroso/Sampaio, não fez outra coisa que não fosse conspirar contra a presidência de Godinho Lopes, que caiu pelo golpismo, em função dos maus resultados desportivos, e não tanto pela má gestão financeira. Convém lembrar que Bruno sempre teve tiques de ditador, que conflictuou com tudo e com todos, que teve atitudes eticamente reprováveis, que rasgou contratos com atitudes de chico espertismo, que usou, nas suas funções institucionais, linguagem abaixo de carroceiro,(sem ofensa) que se apresenta como o refundador e salvador de uma instituição centenária.


Em suma, e para além do obviamente demito-o, como significado de princípios e valores, o que é substantivo é que durante os últimos quatro anos, não tivemos um presidente no Sporting. Tivemos um chefe de claque, que de vez em quando, se senta na cadeira da presidência. Por isso, o balanço geral, apesar de algumas medidas mais positivas, não é brilhante. Uma situação económica e financeira baseada numa engenharia de curto prazo, uma situação desportiva sem rumo, errática, sem estratégia consistente e sempre dependente dos humores do presidente .Se isto não é suficiente para mudar de Direcção, não sei o que será.

 

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publicado às 12:30

 

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«Jorge Jesus é um grande treinador, temos feito um trabalho conjunto. Continuaremos a fazê-lo, eu como presidente e ele como treinador. Não percebo a questão, até porque nunca me escondo atrás de ninguém para afirmar que esta época tem sido bastante abaixo daquilo que era a nossa expectativa.

 

As coisas continuam difíceis. Pioraram bastante desde que eu disse que Maio estava longe. Temos de ganhar os jogos todos. Não dependemos de nós e assim é pior. Temos de nos concentrar muito em nós e tentar fazer o melhor».

 

Bruno de Carvalho, em entrevista à Rádio Renascença, esta quarta-feira. 

 

É precisamente devido a esse "trabalho conjunto" com os respectivos desmedidos egos, que se está a verificar as consequências de uma época e de um plantel muito mal planeados, resultando no afastamento precoce do Sporting de todas as competições em que participou e que eram consideradas objectivos prioritários por estas mesmas pessoas. Além disso, temos ainda o campeonato, que neste momento não oferece razões algumas para optimismo. Apesar da recém-derrota do Benfica que permitiu a recuperação de três pontos, a distância do líder ainda é significativa e salvo acontecimentos e resultados imprevistos, será mais realista pensar que o Sporting vai ter uma grande luta pela frente para conseguir colocar-se em posição para poder disputar a Liga dos Campeões na próxima época.

 

Perante este cenário, Bruno de Carvalho vê-se obrigado a fazer enorme "ginástica" demagógica para justificar o investimento de muitos milhões, em jogadores e, sobretudo, no treinador.

 

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publicado às 16:30

"Os outros não nos deixam ganhar"

Rui Gomes, em 28.01.17

 

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Vamos passar a vida nisto, a apontar a responsabilidade exclusivamente a terceiros para desculpar as nossas insuficiências ?

 

Parece que Jorge Jesus não sabe outro discurso, ou melhor, o seu enorme ego não me permite interiorizar as frustrações pessoais e analisar com maior objectividade o todo de uma época mal concebida por ele e pelo presidente. Os dois principais responsáveis pelo paupérrimo planeamento da campanha em curso.

 

Durante este mês de Janeiro, em vez de nos preocuparmos com revigorar as "tropas" e coordenar esforços para enfrentar o resto da temporada, passamos os dias a tentar transferir flops que chegaram a Alvalade por obra destes dois pseudo-líderes e, em simultâneo, culpar tudo e todos menos a nós próprios pelos insucessos à vista.

 

Eis o que o treinador teve para dizer na usual conferência de imprensa pré-jogo:

 

«As derrotas não favorecem ninguém. Também vimos de algumas, vimos de um empate na Madeira em que a equipa de arbitragem nos tirou a vitória. Não é a mesma coisa quando se ganha, as vitórias moralizam. A equipa de arbitragem não nos deixou ganhar e isso deixa os jogadores intranquilos e afecta emocionalmente a equipa. Estamos emocionalmente pior porque não estamos a ganhar, porque os outros não nos deixam ganhar.

 

Não me posso esquecer que o Sporting andou até à 13ª jornada na frente e na luta pelo primeiro lugar. Depois as coisas não correram bem, mas não passa só pelo William e pelo Adrien, passa por todos. Quando não se ganha perdes confiança e é natural que as equipas e os jogadores tenham menor rendimento. Quando não vais ganhando e muitas vezes por culpa de terceiros vais atravessando uma fase menor em termos de confiança».

 

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publicado às 03:53

 

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Adenda: Preparei o post já muito tardio e com o cansaço da hora sem a reflexão merecida. Agora, com mais calma, reconheço que esta presença de Jorge Jesus perante as câmaras da Sporting TV não vai além de mais uma jornada da campanha eleitoral em prol de quem lhe ofereceu muitos milhões de mão beijada.

 

Sinto-me como todos os sportinguistas se devem sentir. Em função da época e em concreto a partir do jogo da Luz, o Sporting começou a ter algumas complicações em relação à qualidade de jogo com os nossos adversários. Houve, pelo meio, problemas com a arbitragem... Habituámos os nossos adeptos, no primeiro ano, a ter uma qualidade de jogo muito alta, com um campeonato surpreendente e 86 pontos batendo o recorde de pontuação - já fui campeão algumas vezes e não cheguei a tantos pontos.

 

Ganhámos a Supertaça, duas derrotas na Liga e melhor defesa, criámos expectativa muito alta - e bem - com que partimos para este segundo ano com fasquia mais elevada. Foi o preço do sucesso da primeira época. A partir da 13.ª e 14.ª jornada começámos a perder alguns pontos para os nossos rivais, fruto de alguma culpa. Tivemos alguns jogos não tão bem conseguidos como com o Braga e na Liga dos Campeões, mas também houve algumas decisões que nos empurraram nitidamente para uma pontuação em que estamos mas onde não estaríamos, claramente.

 

Questionado sobre os motivos para os maus resultados nos últimos jogos, Jorge Jesus insurge-se contra a arbitragem

 

O motivo principal é a arbitragem, não tenho dúvida nenhuma. Ainda no último jogo, na Madeira, ganhámos. Mas não nos deixaram ganhar. A terceira equipa não nos deixou ganhar. Fizemos o 3-2 dentro das leis do jogo, teria de ser validado o golo do Alan Ruiz. Foi mais um resultado negativo por uma decisão que não conseguimos controlar. Há também factores técnicos, a saída de alguns jogadores que eram fundamentais na estrutura... e começámos o campeonato bem. Depois tivemos de ir ao mercado, tomar decisões com jogadores que ainda demoram na adaptação, com resultados menos bons em que se foram envolvendo nesta falta de confiança. E a questão é que tínhamos o coração da equipa muito forte, com William, Adrien e João Mário a fazer um corredor central muito forte. Este ano, e um já não está cá, não estão a render... não renderam tanto como no ano passado. É o coração da equipa e tivemos aí desvalorização da nossa qualidade de jogo.

 

A destacar o seu papel na valorização de activos da formação

 

Pusemos a grande maioria dos jogadores a jogar o dobro (Adrien, João Mário, Slimani...). Jogadores que nunca tinham sido chamados à Selecção ou que não eram titularem, e a partir daí foram titulares e campeões europeus e valorizaram-se muito com isso. O treino é fundamental para a valorização de um jovem e não sendo jovem também. Há o modelo de equipa e o modelo de jogador. Até podem ser tecnicamente muito evoluídos, mas há outras componentes importantes. O Sporting é um clube com história na formação. Deste plantel com que vamos acabar a época, dez são feitos na Academia. No primeiro ano Rúben Semedo regressou e foi titular, no segundo o Gelson. O Semedo estava no Reus e ninguém sabia que existia. Disse-lhe que ia seis meses para outro clube e que em Janeiro ia buscá-lo. E fui buscá-lo porque via valor nele e agora ninguém tem dúvidas. Não há como inventar. Tomara eu, para o próximo ano, pôr mais dois efectivos da formação. Por norma isso demora de três a cinco anos.

 

A comentar a contratação de André Pinto

 

É jogador do Braga. Não é novidade que, quando jogámos com o Braga, eu disse que eles tinham jogadores que jogavam em qualquer um dos grandes. O André Pinto está incluído nesse lote. É jogador com muito valor, mas isso não passa por mim. A contratação é com o presidente. Tecnicamente sou eu. E juntamos as duas opiniões. O André Pinto é português, adaptado, e pode acrescentar valor a pensar no futuro.

 

O fracasso com Markovic

 

Trabalhei um ano com ele. Teve dificuldade em apanhar a intensidade, velocidade e ideia da equipa, pois num ano na Turquia fez meia dúzia de jogos e lesionou-se nos últimos três meses. Depois teve outro problema: num lado joga Gelson, que fez uma abertura de campeonato espectacular, e do outro lado o Bryan, que também esteve espectacular. Isso fez com que não se afirmasse. Veio de um grande, o Liverpool, e pensava que chegava aqui e jogava.

 

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A época ainda pela frente

 

Enquanto matematicamente for possível... Consideramos que temos possibilidades como os rivais, não deixando de reconhecer que a diferença pontual, e redução de jornadas, é favorável a quem vai à frente. Encaramos jogo a jogo. Estou convencido que este momento tem de ser ultrapassado com responsabilidade e sentido muito colectivo. Mandar a toalha ao chão não é bom. Nós não mandamos a toalha ao chão. Não deixámos é de saber o comportamento de estar em primeiro ou não. Acredito que temos todas as capacidades para chegar à frente. Foi neste sentido que me quis exprimir depois do jogo com o Marítimo. Vim com o objectivo concreto de ser campeão, reduzir o espaço para os rivais. Não fomos campeões por milagre. Agora, há que caminhar e reorganizar e criar estruturas para que a equipa de futebol possa ter uma retaguarda forte, de comunicação e não só, que não abane ao primeiro percalço. Para depois não dar azo a estes episódios quando não ganhamos.

 

Sobre o regresso de jogadores

 

Penso que vão regressar mais dois, que começaram a pré-época comigo. Revelar os nomes? Não é difícil perceber quem são. Mas há ainda um 'contencioso' com as equipas onde estão e espero que tudo se resolva bem. Este projecto de emprestar e rodar tem sido muito bem concebido e temos crescido neste factor de potenciar jogadores nossos em outras equipas. Pretendo um plantel com 23 jogadores de campo mais três guarda-redes.

Tento criar um modelo de jogador, para além do modelo de equipa. Quando eu sinto que o modelo de jogador não é este - e ele até pode ser muito bom tecnicamente -, há outras componentes importantes. Quando vejo que não estão aqui todas as valências para que esse modelo de jogador possa ser introduzido num compromisso colectivo, que é o que está a acontecer agora, libertamos o jogador para outros caminhos. Nos jovens, o Sporting é um clube com história na formação e deste plantel que vamos ter a partir do fecho, 10 serão da formação.

 

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publicado às 03:53

Ainda acredita no Pai Natal ?

Ricardo Leão, em 23.01.17

 

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Os "sucessos" da dupla Azevedo de Carvalho/ Jorge Jesus

 

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publicado às 13:40

 

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Flash Interview após o jogo de ontem


- Jornalista: "o que acha sobre poder ficar a 10 do Benfica?"


- Jorge Jesus: "as jornadas vão diminuindo e os pontos vão aumentando."

 

 

*  Friedrich Nietzsche

 

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publicado às 09:37

Mas que Sporting é este ?

Rui Gomes, em 21.01.17

 

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Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Marítimo, Jorge Jesus foi instado a comentar o incidente do balneário em Chaves com Bruno de Carvalho. Em vez de ser prudente e declarar que não queria comentar essa situação que já é do passado, embora recente, optou por abrir a boca e mentir:

 

«Os presidentes, como é normal, vão antes e depois dos jogos ao balneário. Como vocês sabem, eu não podia estar. O presidente, depois de todos os jogos, desabafa comigo. Como eu não estava, desabafou com os dois capitães de equipa. O presidente é a autoridade máxima, tem todo o direito de o fazer e fê-lo com os dois jogadores porque o treinador não estava».

 

Cada vez mais identifico-me menos com este Sporting que estamos a viver. Não basta sermos alvo de inúmeras mentiras por parte de Bruno de Carvalho e os seus vassalos de comunicação durante os quase quatro anos do seu consulado, agora também temos de levar na cara com as mentiras do treinador, considerando-nos como meros incautos que chegámos ontem a este Mundo.

 

É "NORMAL" os presidentes irem ao balneário antes e depois dos jogos ?... Como o treinador não estava presente o presidente foi "DESABAFAR" com os dois capitães ?

 

Cá se fazem, cá se pagam, é tudo uma questão de tempo !

 

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publicado às 03:34

 

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Pedro Madeira Rodrigues acaba de anunciar que, caso seja eleito no dia 4 de Março, Jorge Jesus deixará de ser o treinador do Sporting:

 

«Ele escolheu um lado e isso tem consequências. A consequência imediata é que ele não será o meu treinador quando eu tomar posse a 4 de Março. Vou começar a procurar um treinador cujo perfil está identificado e que possa servir o Sporting para que o clube volte às vitórias e volte a ser ganhador.

 

Nem Bruno de Carvalho devia ter feito este convite, nem Jesus devia ter aceite. Mas parece que o fez... o foco de Jesus não devem ser as eleições mas sim a equipa. Isolando a equipa deste processo eleitoral, que é o que tenho tentado transmitir.

Não acredito que Jorge Jesus opte por permanecer se eu ganhar as eleições. Ele é um homem de carácter e vai cumprir a sua palavra. Não me passa pela cabeça que isso não aconteça. Não há outro cenário».

 

Isto, depreende-se, por Jorge Jesus ter integrado a lista de nomes da comissão de "vão das escada" de Bruno de Carvalho. Uma decisão desmedida e irreflectida do treinador, na minha opinião, uma vez que é um mero empregado do Clube.

 

De qualquer modo, uma eventual saída de Jorge Jesus será sempre um "bico de obra" para qualquer presidente, seja ele Pedro Madeira Rodrigues, Bruno de Carvalho ou outro. Com contrato até Junho de 2019 e com um salário que nunca será inferior a 6/7 milhões de euros anuais, se não existir justa causa para a sua demissão, o valor de uma rescisão unilateral será muito substancial, a rondar 20 milhões de euros.

 

Para muitos sportinguistas esta tomada de decisão do candidato à presidência do Sporting poderá ser mais uma razão para votar nele, dado que Jorge Jesus é tudo menos consensual no universo verde-e-branco, pelos resultados, e, sobretudo, pelo seu muito elevado vencimento. Já nem vale a pena evocar os milhões que tem custado ao Clube com o aval que deu a um determinado número de "flops".

 

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publicado às 18:38

 

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Como seria de esperar, honrando a frase "quem com ferros mata com ferros morre", a blogosfera brunista, mesmo a assalariada, não foi de poucas medidas. Agora quer a cabeça do chefe. Para nós, infelizmente o dizemos, esta situação não é novidade já que, como é sabido, alertamos para a mesma quase há 4 anos.

 

Não se esperaria pois, por desnecessidade, que fossemos os primeiros a exigir a demissão antecipada de Azevedo de Carvalho e, naturalmente, a sua não recandidatura, pelo facto do projecto(???) que apresentou e para o qual gastou milhões de euros que nos pertencem, estar falido.

 

Outros, contudo, habituais defensores de Azevedo, foram rápidos a exigir o óbvio. Senão vejamos um exemplo que resume o estado de espírito da nação leonina:

 

"Bruno de Carvalho é o principal responsável ponto final!

 

- Agora a cereja no topo de bolo era este ridículo presidente despedir cobardemente Jorge Jesus e pagar uma indemnização choruda e assim salva a pele, vergonha esta época, deu total poder a Jorge Jesus no Sporting e quem se está a rir é o Orelhas que o despediu e continua a ganhar e não falem em arbitragens e que não sou sócio e que não posso opinar!

 

Quando saiu Marco Silva quem devia ter saido era Bruno de Carvalho!

 

Mais a frio amanhã falaremos sobre esta vergonha!"

 

Mas, para que melhor se perceba o tipo de "cultura de clube" que o triste consulado de Bruno trouxe ao Sporting, nada como citar um comentador habitual deste espaço que, em meia dúzia de palavras, tantas quantas a sua escassa capacidade intelectual o permite, resumiu, na tasca que habitualmente o acolhe, o estado de espírito destes "sportinguistas":

 

"(...) o problema vosso mesmo hipoteticamente vocês abustres ganharem as eleições não vão ter paz. Porque aqui os camaradas não vos querem lá, vão ser minados diariamente . Querem guerra vão tela e da grossa" (Fight for your right)

 

Está apresentado o que espera Pedro Madeira Rodrigues e o enorme trabalho que terá em reerguer um clube completamente perdido numa "cultura" clubística lampiónica, que nunca foi a sua, mas que Azevedo de Carvalho fomentou diariamente.

 

Pobre Sporting.

 

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publicado às 07:29

 

 

Não... não vou repetir o  que sucede frequentemente com pessoas e eventos de uma forma ou outra associados a Bruno de Carvalho e ao seu consulado no Sporting, ou seja, o que ontem era verdade hoje é mentira. Não vou repetir isso, até mesmo depois de ver a última edição da lista de nomes da comissão de "vão das escadas" do ainda presidente do Sporting, mas não posso deixar passar este fascinante episódio.

 

Eduardo Barroso não se tem poupado em elogios desde que o seu "afilhado" contratou Jorge Jesus para a liderança técnica do Sporting. Ainda há cerca de cinco dias fez um grande discurso nesse exacto sentido, até alegando que quem "odeia" Bruno de Carvalho usa Jorge Jesus como uma espécie de 'arma arremassadora', sendo ele um grande treinador.

 

Aproveitamos esta ocasião para refrescar a memória curta e conveniente do "estimado" doutor, recuando até Setembro de 2013, a uma sessão do programa Prolongamento, da TVI24, em que Eduardo Barroso descreveu o actual treinador do Sporting como um macaco descarado, um homem sem vergonha, e... um ignorante.

 

Não me vou alongar com mais comentário, dado que temos o vídeo que vale mais do que mil palavras.

 

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publicado às 04:44

Jorge Jesus suspenso por 15 dias

Rui Gomes, em 11.01.17

 

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Jorge Jesus foi suspenso por 15 dias na sequência da expulsão no final do encontro frente ao Vitória de Setúbal do passado dia 4, que eliminou o Sporting da Taça da Liga.

 

Assim, falha os dois jogos com o Chaves, para o campeonato e para a Taça de Portugal, e só voltará a sentar-se no banco de suplentes frente ao Marítimo, no dia 21, em jogo da I Liga. Por estar suspenso preventivamente, falhou a última partida contra o Feirense.

 

Recorde-se que após o final do jogo no Bonfim, gerou-se uma grande confusão em torno do árbitro da partida Rui Oliveira, com o Sporting a contestar o penálti assinalado por falta sobre Edinho, que ditou o 2-1 final e a consequente eliminação da prova.

 

***O Sporting não compareceu nem na zona de entrevistas rápidas nem na conferência de imprensa, após o embate com o Vitória de Setúbal. Por ter faltado à flash-interview, algo que é obrigatório, acabou por ser multado pela Liga de Clubes em 1148 euros. Já relativamente a não comparência na conferência de imprensa, essa não é obrigatória, pelo que não houve qualquer multa.

 

Além disso, também foi condenado a pagar 2908 de multa por comportamento incorrecto do público, sendo que 1148 euros se deveram à entrada de adeptos no relvado assim que o árbitro Manuel Oliveira apitou para o final do encontro.

 

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publicado às 04:41

 

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Eis uma das considerações de Jorge Jesus depois do jogo com o Feirense:

 

«No subconsciente dos jogadores está o jogo com o V. Setúbal. Há derrotas que pesam, mas há outras derrotas que pesam mais quando sabemos que perdemos e não foi pelo nosso adversário. Os jogadores estão a sentir-se revoltados mas a vida é esta, é caminhar, é tentar lutar contra tudo e contra todos e é isso que estamos a fazer».

 

Este discurso de vítima que visa sobretudo minimizar as suas próprias responsabilidades, está a tornar-se intolerável. Não obstante o que ocorreu em Setúbal, houve más exibições e derrotas durante a época que pesaram muito mais do que o afastamento da Taça da Liga, uma prova, aliás, pouco importante para sportinguistas até recente.

 

A realidade nua e crua, como já tive ocasião de referir em outros escritos, é que esta época foi mal planeada, o plantel foi igualmente mal planeado, e as consequências estão à vista, muito embora ainda nada esteja decidido no que diz respeito ao campeonato. Há, principalmente, duas pessoas responsáveis por este estado das coisas: Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Tudo o resto, como diz o outro, é 'bola' !

 

E, além do mais, parece-me evidente que esta mensagem desculpadora está a ser passada aos jogadores. Vejamos o que Paulo Oliveira teve para dizer:

 

«O campeonato será assim até ao fim. Vamos disputar o campeonato até ao fim. Temos de manter as nossas aspirações, por muito que nos queiram fazer desistir».

 

Mas quem é que quer fazer desistir ?... A diferença pontual está à vista e o todo de uma época menos conseguida também não foi rasurado da memória dos adeptos, pelo menos até este ponto. Tudo o que possa ser dito e adornado, não altera esta realidade.

 

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publicado às 05:12

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