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Fantasmas

Rui Gomes, em 18.05.17

 

Mais do que fazer questão de manter Jesus em Alvalade, Bruno de Carvalho não o quer ver no Dragão.

 

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Jorge Jesus tem uma dívida de gratidão para com o FC Porto que se mede em milhões de euros. Muitos milhões de euros, para ser mais exacto, que o agora treinador do Sporting e antes treinador do Benfica ganhou ao longo dos últimos anos graças ao FC Porto.

 

Ou pelo menos ao fantasma do FC Porto que assombrou Luís Filipe Vieira, levando-o a inflacionar-lhe catastroficamente os ordenados, e que agora assombra Bruno de Carvalho, mantendo o presidente leonino pouco menos do que refém do treinador.

 

Afinal, por esta altura, parece evidente que, mais do que querer manter Jesus em Alvalade, o presidente do Sporting não quer correr o risco de o ver no Dragão. Exactamente até onde estará disposto a ir para o garantir é o que resta saber. Isso e quanto Jesus ganhará ao certo desta vez.

 

 

Texto da autoria de Jorge Maia, jornal O Jogo.

 

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publicado às 15:00

Pequenos passos

Rui Gomes, em 17.05.17

 

Se quiserem reduzir a diferença para o Benfica, Sporting e FC Porto têm de meter pés ao caminho.

 

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Enquanto o Benfica festejava a conquista do tetra, desta vez na Câmara Municipal de Lisboa, Sporting e FC Porto davam passos na preparação da próxima temporada. Os leões anunciaram a contratação de Piccini e Mattheus para juntar na lista de reforços a André Pinto, enquanto os dragões oficializavam as renovações com Galeno e Kayembe, ambos com lugar reservado pelo menos na pré-época.

 

A esta distância, não se pode dizer que sejam passos enormes, mas são passos e, se não significarem mais nada, significam que tanto em Alvalade como no Dragão há a consciência de que é preciso pôr os pés ao caminho. Nos festejos do tetra, Luís Filipe Vieira disse que o Benfica tinha pelo menos dez anos de avanço sobre os rivais. Até olhando para aquilo que foi o campeonato até há um par de jornadas, talvez dez anos seja um exagero, mas é verdade que os encarnados partem para a próxima temporada como partiram para as últimas quatro: em vantagem.

 

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 17:35

Continua a ser cada um por si

Rui Gomes, em 29.04.17

 

Antes de começarem a cantar cumbayá todos juntos, os presidentes dos principais clubes podiam começar por serem capazes de trabalhar em conjunto.

 

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Como já se tornou habitual, Bruno de Carvalho exagerou. Outra vez. Ninguém espera que os presidentes dos três grandes digam que se dão muito bem e cantem cumbayá todos juntos, até porque de cânticos deprimentes está o futebol português cheio. Aquilo que se devia poder esperar de qualquer pessoa, de todos os dirigentes, e por maioria de razão dos responsáveis pelos principais clubes era, isso sim, que actuassem de forma responsável e não passassem a vida a trocar insultos, acusações e suspeitas.

 

Sendo isso aparentemente impossível, talvez fosse razoável esperar que, no mínimo, fossem capazes de trabalhar juntos para proteger a credibilidade, se não do desporto em si, pelo menos do negócio. Afinal, independentemente das respectivas cores, pelo menos esse é certamente um interesse que todos têm em comum.

 

Claro que quando se ouve o presidente do Sporting dizer que as intervenções dos dirigentes "tiram a pressão da panela" e nos recordamos de como, à força de os ouvirmos a eles e aos ecos que têm espalhados em cada esquina, todos a adivinhamos prestes a explodir ainda antes da morte de Marco Ficini, percebe-se que não há muito a fazer. Vai continuar a ser cada um por si e salve-se quem puder, com a certeza de que nesta, como em qualquer luta de elefantes, quem perde é o capim.

 

 

Jorge Maia - jornal O Jogo

 

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publicado às 13:05

 

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Um homicídio, qualquer homicídio, é um caso de polícia. O de Marco Ficini não será diferente. Há um homicida, há cúmplices, há instigadores e há fugitivos, incluindo os alegados comparsas da vítima, que, entre outras coisas, são culpados de não lhe prestar auxílio, naquela que é uma repugnante demonstração de cobardia.

 

Marco Ficini cometeu o erro de se imaginar entre amigos e morreu sozinho, longe de casa, numa rua de Lisboa, vítima de uma guerra que até pode ter comprado, mas que não era dele. Também por isso, mas sobretudo porque um país decente não pode tolerar assassinos e muito menos corpos abandonados pelas ruas, é importante que todos os responsáveis directos sejam rapidamente identificados, detidos e levados à justiça.

 

Em simultâneo, é fundamental assumir que é mesmo de uma guerra que se trata e que há mais culpados pela tragédia da madrugada de sábado na Avenida Machado Santos. A começar pelos dirigentes dos clubes, que usam a virtude dos comunicados públicos de repúdio para esconder os vícios das provocações subliminares e dos apoios mais ou menos encapotados a claques e grupos de adeptos para quem a provocação, a intimidação e a violência são uma forma de vida. Mas também do poder político, que se limita a assobiar para o lado, muito mais preocupado em não beliscar clientelas ou arriscar a antipatia de grupos com peso eleitoral do que em assumir medidas claras de controlo e prevenção da violência.

 

E depois de todos nós, adeptos, comentadores e jornalistas, que contribuímos com a nossa quota-parte de irresponsabilidade e indiferença para o clima que proporcionou o homicídio de Marco Ficini. Fomos todos, dirigentes, governantes, adeptos, comentadores e jornalistas, ignorando os sinais de alarme e adiando a solução do problema, convencidos de que podíamos esconder-nos atrás do reconfortante "um dia destes ainda morre alguém". Pois bem, esse dia foi ontem.

 

 

Artigo da autoria de Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 11:30

Inflamável

Rui Gomes, em 28.03.17

 

A Selecção não se livrou de ficar chamuscada pelo clássico. E ainda lhe falta disputar mais um jogo...

 

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Optimista como é, Fernando Santos declarou na conferência de antevisão do jogo com a Hungria que o clássico ficava à porta da Selecção. Enganou-se. Alguma vez tinha de ser. O clássico forçou a entrada, como já se esperava que fizesse, pelo menos desde que o Benfica tratou de arrastar a Selecção para o meio da mais recente guerra com a FPF, ao boicotar o jogo com a Hungria realizado na Luz. O resto, as ameaças a Jaime Marta Soares à chegada ao estádio, a troca de insultos entre a "claque" da Selecção e adeptos do Benfica, as inevitáveis trocas de acusações nas redes sociais e as ameaças de processos cruzados são apenas o resultado disso e, há falta de erros de arbitragem fresquinhos, o pretexto desta semana para que a habitual corja de incendiários profissionais possa começar já a regar o clássico de gasolina.

 

Às vezes, o futebol português é tão previsível que já enjoa por antecipação.

 

 

Jorge Maia - jornal O Jogo

 

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publicado às 11:32

Uma corrida a dezoito

Rui Gomes, em 22.03.17

 

Imaginar que a corrida ao título se pode resolver numa jornada seria um erro para qualquer dos candidatos.

 

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Por esta altura já todos o devíamos saber, mas a última jornada tratou de o recordar de uma forma particularmente eloquente: o título não se discute a dois, nem sequer a três, discute-se a 18. Tal como já tinha acontecido antes com o Boavista, o Marítimo, o Belenenses ou o Tondela, desta vez foram o Paços de Ferreira e o Vitória de Setúbal a fazer questão de ter uma palavra a dizer sobre o assunto, mas basta um relance pelo calendário para perceber que, até ao final do campeonato, não faltará quem queira, possa e trate de meter uma colherada na relação entre Benfica e FC Porto.

 

Até por isso, faz algum sentido relativizar a importância do clássico da próxima jornada. Relativizar, sublinhe-se, não é o mesmo que desvalorizar. O clássico é importantíssimo, talvez decisivo, mas não necessariamente por causa dos três pontos que vale no confronto direto entre os dois candidatos ao título que, pelo que se viu até agora, estão longe de estabelecer uma diferença irrecuperável seja qual for o resultado final. O Benfica-FC Porto será determinante, isso sim, para definir o estado de espírito com que ambos vão enfrentar a fase decisiva do campeonato, especialmente depois das dúvidas que esta ronda terá semeado nos balneários da Luz e do Dragão.

 

A questão é simples: faltam oito jornadas para o final do campeonato. Imaginar que tudo se resume à próxima seria um erro, para qualquer dos candidatos. Afinal, como se viu ainda agora, ninguém tropeça em montanhas.

 

 

Jorge Maia - jornal O Jogo

 

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publicado às 04:00

Pior do que não ganhar é perder

Rui Gomes, em 09.03.17

 

Ninguém saiu a ganhar com o regresso de Geraldes e Podence a Alvalade.

 

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O Moreirense não voltou a ganhar desde a conquista da Taça da Liga, no final de janeiro. Outra maneira de colocar as coisas é dizer que não voltou a ganhar desde que perdeu Geraldes e Podence para o Sporting. No total, são seis jogos, três derrotas e outros tantos empates que deixam o "campeão de inverno" apenas com o pescoço acima da linha de água.

 

Mas não foi só o Moreirense que perdeu com o regresso de Geraldes e Podence a Alvalade. Jesus bem pode dizer que um lugar no banco de suplentes do Sporting é melhor do que a titularidade na maior parte da equipas da I Liga, mas aos 21 anos jogar regularmente é fundamental. E se Podence ainda tem sido usado, mesmo que de forma intermitente, a carreira de Geraldes travou a fundo e entrou em "stand-by". O facto de não ser alternativa mesmo quando Jesus não tem Adrien e se vê forçado a improvisar soluções de recurso para o meio-campo diz qualquer coisa sobre convicção com que o treinador o foi buscar a Moreira de Cónegos.

 

Mas mais do que o Moreirense ou os jogadores, foi o Sporting que perdeu com o regresso prematuro dos dois jovens à casa de partida. Não apenas por não conseguir rentabilizá-los, como os resultados demonstram para lá de qualquer dúvida razoável, mas sobretudo por ter travado o processo de amadurecimento que, se fosse levado até ao fim no Moreirense, onde até trabalha um treinador de confiança dos leões, lhe podia garantir dois reforços de peso para a próxima temporada. Assim, para já, perderam todos. E esse, já se sabe, é um péssimo resultado.

 

 

Jorge Maia - jornal O Jogo

 

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publicado às 14:00

Um sinal evidente de preocupação...

Rui Gomes, em 01.03.17

 

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Pelos vistos, Bruno de Carvalho acha que perdeu o debate de quinta-feira com Pedro Madeira Rodrigues. Pelo menos essa é a explicação mais plausível para o facto de ter passado os últimos dias completamente vocacionado a tentar ganhá-lo para lá do tempo regulamentar, multiplicando as críticas ao adversário no Facebook, onde não corre o risco de ser contrariado. Um sinal evidente de preocupação que se imaginaria impensável há algumas semanas e que diz qualquer coisa sobre a forma como, depois de um arranque soluçante, a campanha de Madeira Rodrigues tem ganho balanço nos últimos dias.

 

Aliás, com mais tempo para, por exemplo, explorar o conteúdo de algumas escutas, talvez o candidato da oposição pudesse ser mais do que incómodo. Com as eleições marcadas para o próximo fim de semana, contudo, o mais provável é a reeleição de Bruno de Carvalho para um segundo mandato, mas com uma certeza: agora todos os sportinguistas sabem que há uma alternativa.

 

 

Jorge Maia - O Jogo

 

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publicado às 04:24

Problema ou oportunidade

Rui Gomes, em 22.02.17

 

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A ausência de Adrien, que se admite possa prolongar-se durante oito semanas, é um problema, mas também uma oportunidade para o Sporting.

 

O problema é mais fácil de identificar. Esta época, os leões ainda não conseguiram ganhar na I Liga sem Adrien Silva. O médio lesionou-se em Guimarães, à sétima jornada. Quando saiu de campo, o Sporting estava a vencer por 1-0, mas o jogo terminou empatado [3-3], o mesmo desfecho das duas partidas seguintes, frente ao Tondela [1-1] e contra o Nacional [0-0]. Antes de Adrien se lesionar, o Sporting estava no segundo lugar, a um ponto do Benfica; quando Adrien voltou, os leões estavam na quarta posição, a sete pontos do líder.

 

Não é preciso muito mais do que isto para ilustrar o peso que o capitão tem para a eficácia do futebol leonino ou para justificar as preocupações que uma ausência prolongada suscite em Alvalade, especialmente numa altura em que as alternativas não são as mesmas que existiam em Outubro. O que nos traz à tal oportunidade de que falava no início. Uma oportunidade para Francisco Geraldes, que Jesus não se pode dar ao luxo de continuar a ignorar, por exemplo. Ou até para reabilitar Palhinha, depois do atropelamento que sofreu no Dragão. No mínimo dos mínimos, uma boa oportunidade para a equipa encontrar alternativas e começar a livrar-se da dependência em relação a Adrien.

 

O médio esteve para sair de Alvalade no verão passado e, tal como nesta época está a escrever-se, deve ser ainda mais difícil convencê-lo a ficar no próximo. Ora, se mais cedo ou mais tarde o Sporting vai ter de aprender a viver sem ele, talvez o melhor seja começar já.

 

 

Jorge Maia - O Jogo

 

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publicado às 18:37

Nem formoso nem seguro

Rui Gomes, em 17.02.17

 

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Jesus voltou a enganar-se no guião que deu à equipa para o arranque do jogo da última jornada e, desta vez, nem sequer havia Palhinha na elenco para desculpar eventuais falhas na entrada em cena. De resto, foi o próprio treinador quem o admitiu, pelo menos tacitamente, quando resumiu as diferenças entre o jogo em Moreira de Cónegos, e o clássico da semana passada, no Dragão, à presença de Iker Casillas na baliza do FC Porto.

 

Um pequeno excesso que se dissolve no feitio excêntrico do autor e se desculpa pelo valor cómico da afirmação, mas que não chega para disfarçar as dificuldades que os leões sentiram e, em particular, a fragilidade de uma defesa tão vulnerável ao ataque de um candidato ao título, como ao de uma equipa que joga pela permanência.

 

Mas este Moreirense não foi o mesmo que ganhou ao FC Porto e ao Benfica na Taça da Liga? Pois, a verdade é que não. A este faltou Geraldes e Podence, por sinal decisivo para a reviravolta que os leões conseguiram dar no marcador. Jesus prefere sublinhar isso: a capacidade da equipa para reagir à desvantagem e garantir uma vitória importante numa altura em que a crise de resultados se começava a tornar asfixiante. Mas quem olhar de perto percebe que este Sporting não vai formoso nem seguro. De tal maneira que, a esta distância, não é tão fácil como seria de supor adivinhar por quem torcem os sportinguistas no jogo grande da próxima jornada: Benfica ou Braga? Eis a questão.

 

 

Jorge Maia - O Jogo

 

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publicado às 10:38

"Querido inimigo"

Rui Gomes, em 10.02.17

 

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Mesmo considerando a agressividade que sempre marcou a retórica do presidente do Sporting, não deixa de ser surpreendente a violência dos ataques que Bruno de Carvalho tem dirigido a Madeira Rodrigues. Referências a "zeros à esquerda" ou aos "imbecis" que, garante, não volta a tolerar dentro do clube calcam o limite do debate civilizado e soam algo deslocadas, desde logo porque, pelo menos para já, parece mais ou menos evidente que o candidato da oposição não representa uma verdadeira ameaça ao poder instalado no clube de Alvalade.

 

Por outro lado, talvez a explicação se encontre precisamente aí. Afastado da discussão do título, eliminado da Taça e da Taça da Liga e arredado das competições europeias, Bruno de Carvalho está limitado a uma conquista com algum impacto mediático esta temporada: ganhar as eleições. É natural que faça questão de a tornar tão estrondosa quanto possível.

 

 

Jorge Maia, O Jogo

 

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publicado às 03:46

Madeira não é Carvalho

Rui Gomes, em 29.01.17

 

O candidato da oposição às eleições do Sporting fala tão baixo que praticamente não se consegue ouvir.

 

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A favor de Pedro Madeira Rodrigues, é justo dizer que não é fácil fazer oposição no Sporting. Trata-se de uma questão conceptual: não se pode ser alternativa a Bruno de Carvalho e usar o mesmo tipo de discurso belicista, destemperado e de confronto que o actual presidente reclamou como assinatura desde os tempos em que era, ele próprio, pretendente ao trono. A questão é que, depois de quatro anos com a pulsação a disparar a cada provocação dirigida aos rivais publicada no Facebook, não é fácil chegar aos ouvidos e ainda menos ao coração dos sportinguistas pelo lado da moderação, da sensibilidade e do bom senso.

 

Ora, a contenção, que Madeira Rodrigues é obrigado a usar para se distinguir de Bruno de Carvalho é uma desvantagem provavelmente inultrapassável para o candidato da oposição que, apesar de se desmultiplicar em entrevistas e não obstante a razoabilidade de algumas posições - é evidente que Jesus não podia tomar partido por nenhuma das candidaturas, especialmente considerando que o respectivo contrato vai para além do mandato do actual presidente - continua a ser pouco mais do que uma nota de rodapé. Um pequeno drama, especialmente se considerarmos todos os problemas que a actual gestão do clube tem enfrentado nos últimos tempos.

 

Uma época perdida, contratações milionárias falhadas, um treinador tão caro que não pode ser despedido, dívidas de milhões criadas a rasgar contratos: há inúmeras pontas por onde um candidato diferente podia pegar. Um candidato como Bruno de Carvalho já foi, por exemplo, havia de fazer a vida num inferno ao presidente responsável por um cenário destes.

 

 

Jorge Maia, jornalista O Jogo

 

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publicado às 11:27

Aguentar a pancada

Rui Gomes, em 21.01.17

 

Depois de quatro anos a coleccionar guerras e inimigos, Bruno de Carvalho não pode esperar uma trégua agora que está fragilizado.

 

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Uma das propostas apresentadas ontem por Pedro Madeira Rodrigues para mudar o futebol do Sporting é "impor a utilização do equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes". Há outras, mas esta é a mais concreta e definida. As outras são generalidades ocas, do género "criar uma nova estrutura para o futebol aproveitando as melhores práticas mundiais" que, bem espremidas, não significam grande coisa.

 

A questão é que depois de lidas as propostas e depois de avaliado o próprio impacto mediático que a apresentação do programa eleitoral do candidato da oposição teve, aumenta a sensação de que o principal adversário de Bruno de Carvalho, nas próximas eleições para a presidência do Sporting, será o mau momento da equipa, mas sobretudo ele próprio e a herança de quatro anos a comprar guerras com este mundo e o outro.

 

O inimigo Luís Filipe Vieira, por exemplo, não vai querer perder a hipótese de explorar o momento de fraqueza do rival para ajustar contas, depois das feridas abertas pela saída de Jesus para Alvalade. Desviar Coates para a Luz é não apenas garantir um central de nível internacional, capaz de, por exemplo, substituir Luisão por uma parcela do ordenado do brasileiro, mas também um golpe profundo e doloroso no já tão maltratado orgulho dos sportinguistas. O tipo de coisa que, no contexto actual, pode influenciar uma eleição. Pelo menos, mais do que "travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp".

 

Artigo da autoria de Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:33

Ênfase motivante ou pressionante ?

Rui Gomes, em 20.08.13

Não gostei muito deste artigo da autoria de Jorge Maia do jornal "O Jogo" porque acabou-se agora de realizar a primeira jornada da Liga, temos uma semana para a segunda, quando o Sporting visita os "estudantes" em Coimbra e já surgem a falar do "derby" daqui a quinze dias. Eis um extracto das partes mais pertinentes do texto intitulado "Jesus nas garras do leão":

 

«Com os três pontos que perdeu na Madeira, a sobrevivência de Jesus no Benfica pode muito bem depender do clássico frente a um Sporting que respira saúde. No balanço da primeira jornada do campeonato e de um domingo particularmente gordo de futebol, parece evidente que Jorge Jesus tem muito com o que se preocupar. A começar pela equipa dele, como é natural, mas não só. Afinal, a visita dos encarnados a Alvalade está marcada para já daqui a 15 dias e, a julgar pelas amostras de ontem (domingo), este leão pode revelar-se uma valente dor de cabeça para o treinador do Benfica. (...) Ora, enquanto o Sporting deu uma prova de personalidade, reagindo ao golo inicial do Arouca com autoridade e aproveitando para apresentar o goleador Fredy Montero ao futebol português com o estrondo de um hat-trick, o Benfica não conseguiu (...)».

 

Como bem sabemos, o factor confiança é tudo, ou quase tudo no desporto de alta competição e nesse sentido a vitória frente ao Arouca, e da forma foi conseguida, torna-se importante, mas também acho que foi apenas um único jogo, só valeu três pontos e temos ainda muitos obstáculos pela frente - já para não evocar adversidades - até ao final da época. Não obstante o direito e a justificação para se sentirem felizes, verifica-se, pela minha observação, algum excesso de euforia da parte dos adeptos, que não considero salutar. Bem espero que os jogadores não se deixem contagiar pelas emoções do momento e tenho plena confiança que Leonardo Jardim não permitirá esse estado de espírito. Muito por tudo isto, não me agrada este prematuro ênfase dado ao confronto com o Benfica, à terceira jornada do campeonato, que em vez de servir de motivação poderá provocar pressão indesejada.  

 

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publicado às 03:50

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