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O futebolicídio dos europeus

Rui Gomes, em 26.07.17

 

Europa criou o maior toxicodependente de todos os tempos. E ainda não lhe chega.

 

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FC Porto e Sporting focam-se na teia de poder do Benfica, que julgam ameaçá-los e excluí-los. O Benfica, maquiavélico, imagina-se realeza e candidato (candidato único!) a um lugar na mesa dos ricos da Europa, ou pelo menos às migalhas que eles deixarem cair, neste golpe de Estado à Erdogan que as quatro grandes ligas puseram em andamento na UEFA.

 

A Liga não consegue sair das conversas à Octávio Machado e do dossiê retretes de balneário, assembleia sim, assembleia não. E a FPF delira com o sucesso das selecções nacionais, como todas as federações fariam, porque não me lembro de nenhuma que pensasse para além disso. São os quatro mundos à parte em que vivem as maiores instituições do futebol em Portugal, enquanto o verdadeiro futuro do campeonato português e a expressão internacional dos clubes vão sendo obliterados, às pazadas de 50 e 80 milhões de euros injectadas nas veias roxas e salientes do maior toxicodependente de todos os tempos, que é o futebol europeu.

 

Confirmado, e reconfirmado, o efeito inflacionista dos últimos contratos televisivos das ligas inglesa (sobretudo esta) e espanhola, cada transferência alucinada e cada salário demencial são atentados aos países pequenos e vistos gold para o banditismo descontrolado que tomou conta da FIFA, das transferências, talvez da Federação espanhola e sabe-se lá de mais quantos organismos. O Manchester City gastou 183 milhões de euros em três laterais (dois para o mesmo lado, obviamente) e um guarda-redes. É monopólio, açambarcamento, obscenidade, luxúria, descaramento, cegueira, degradação, inconsciência. Mas parece que no futebol do século XXI só se encontra dois tipos de pessoas: os demasiado espertos e os que pensam que são espertos o suficiente.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

 

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publicado às 04:55

Frase do Dia

Rui Gomes, em 07.03.16

 

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«O Sporting faz tudo sem esforço dentro do campo, menos ganhar. Ataca e defende com competência e simplicidade, tiraniza os jogos até, mas no placard acaba, demasiadas vezes, em sofrimento. À distância, o FC Porto assiste como um dobermann ao qual se faz festas com desconfiança, mas a verdade é que as vai permitindo com regularidade. É o outro contributo para o conforto e segurança do Benfica.»

 

 

A frase é da autoria de José Manuel Ribeiro - director do jornal O Jogo - integrada no seu artigo de opinião semanal no referido diário, que, por curiosa ironia, foi publicado antes dos jogos deste fim de semana. Mesmo vindo de quem vem - as suas simpatias clubistas não são segredo algum - não posso deixar de concordar com a sua análise.

 

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publicado às 03:50

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