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A idade adulta

Rui Gomes, em 22.05.17

 

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho estão agrilhoados um ao outro, mas o que lhes convém é uma autoavaliação. Dura.

 

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Antes de ser uma decisão, a permanência de Jesus no Sporting era uma fatalidade e, depois de ser uma fatalidade, tornou-se uma condenação. Uma condenação dupla, para um treinador incapaz de perceber os seus limites ou a responsabilidade que o ordenado e o egocentrismo lhe dão, e para um presidente que gera vinte problemas desnecessários por cada um que resolve.

 

A culpa há de ser nossa, dos jornais, porque a melhor forma de administrar a má relação entre os dois é mentindo, mas nós não somos importantes. Importante, para o Sporting e para os sportinguistas, seria que, sendo um belo treinador, Jesus intuísse o temperamento, a preparação e o equilíbrio que lhe faltam para ser o senhor absoluto de um grande clube no século XXI. E que Bruno de Carvalho percebesse algo parecido sobre si próprio, mais, eventualmente, a noção de que terá de ser outro o interlocutor de Jesus no Sporting. Alguém com mais futebol no sangue e uma bagagem profissional que o ponha meio degrau acima do treinador.

 

Provavelmente, qualquer uma destas premissas é pedir de mais a duas pessoas inflexíveis e ao mercado de diretores desportivos carismáticos, mas já não seria mau para esta nova época que Jesus metesse, finalmente, na cabeça que o Sporting não o contratou para gastar o mesmo dinheiro que ele gastava no Benfica: contratou-o porque era suposto ele ser um génio a produzir craques do vácuo (palavra do senhor, quase literal). Por outro lado, ser presidente implica compreender o que está à volta; perceber as dificuldades alheias; assumir que ir ao mercado comprar jogadores exige conhecimento e experiência; admitir as culpas próprias, quer na montagem da equipa, quer na instabilidade que tantas vezes provoca com aquela ingenuidade mascarada de convicção.

 

A palavra que vou usar para acabar pesa como chumbo, mas é justa: o Sporting precisa de adultos.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 12:00

O treinador está em segundo lugar

Rui Gomes, em 19.05.17

 

Ter uma equipa para treinar é muito diferente de treinar para ter uma equipa.

 

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Os destinos imediatos de Brahimi, Danilo Pereira, Felipe, André, Adrien Silva, William Carvalho, Rui Patrício e Bas Dost são, provavelmente, mais relevantes para FC Porto e Sporting do que o quebra-cabeças repetido quase todos os anos por esta altura à volta da substituição, ou não, do treinador. Acrescentei este "provavelmente" para ser simpático e para não desvalorizar a radiografia que pode ler hoje, neste jornal, às épocas de Rui Vitória, Nuno Espírito Santo e Jorge Jesus.

 

É muito mais fácil que um mau treinador ganhe com uma equipa bem montada do que o contrário; e nenhum destes três é mau naquilo que faz. O essencial, até no Benfica, será perceber, primeiro, quem são os jogadores-âncora, que devem ser mantidos fora do mercado a qualquer custo. Nem sempre se tem a perceção correta deste lado do ecrã.

 

Nestas quatro épocas, o Benfica sobreviveu, sem aparente dificuldade, à perda de figuras incontestáveis como Cardozo, Matic, Lima, Enzo Perez ou Gaitán. O FC Porto saiu fulminado das vendas de Hulk, João Moutinho e Jackson Martínez; e o Sporting encolheu sem Slimani e João Mário. Centrar tanto o debate nos treinadores inverte as prioridades de uma forma perigosa; claro que devem ser bem escolhidos de acordo com os requisitos de uma equipa grande, e nunca será negativo que tenham uma palavra nas escolhas, mas o fundamental são os jogadores. Conhecer bem os que estão, saber ler os que se quer comprar. Ter uma equipa para treinar é muito diferente de treinar para ter uma equipa.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:31

Candidatos

Rui Gomes, em 10.05.17

 

Um treinador que corra pelo título tem de saber responder a uma só pergunta.

 

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Ser treinador de um pretendente ao título em Portugal é, literalmente, ser capaz de responder a uma só pergunta: como contornar equipas que se defendem com dez homens mantendo, ao mesmo tempo, as costas seguras?

 

O advento de Jorge Jesus enquanto no Benfica abriu as portas a uma questão subsequente: como faço para ganhar na liga portuguesa com um estilo que, depois, não dê cabo de mim na Liga dos Campeões?

 

Por geniais que sejam as soluções encontradas, todos os candidatos acabam por ter, em cada época, vários jogos de bloqueio total, por esta ou aquela razão. A mais comum é a progressiva adaptação dos adversários à forma de jogar do candidato, o que obriga o treinador a ser muito criativo ou, em alternativa, a dispor de jogadores desconcertantes.

 

Não há grandes provas de que a resposta a esse problema, em cada campeão nacional, não tenha sido sempre a segunda, de Jardel a Jonas, passando por Hulk e Gaitán. Ou seja, o problema tático que o treinador tem de resolver também é maior ou menor consoante o material humano que lhe dão.

 

Quando se fala da permanência ou saída de Nuno Espírito Santo e Jorge Jesus, são estas as coordenadas em avaliação: tiveram jogadores equivalentes aos adversários? Aproveitaram-nos bem? Foram criativos o suficiente quando os bloqueios apareceram? Encontraram uma fórmula equilibrada que possa garantir, no futuro, o campeonato e a coleta anual na Liga dos Campeões? Que peso dar ao facto de os jogadores do FC Porto terem no Dragão, em média, metade das épocas que cada jogador do Benfica tem na Luz?

 

A maior parte destas perguntas não pode ser respondida honestamente de fora para dentro. Só quem viveu o processo com os treinadores e com as equipas está habilitado a fazê-lo.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 17:57

O herói Bruno e o juiz Vieira

Rui Gomes, em 08.05.17

 

Afinal, foi a Liga quem atropelou um adepto e o bom senso. Sporting e Benfica estão aí para nos salvar.

 

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A Federação Portuguesa de Futebol teve um enorme rasgo de génio comunicacional e fez implodir as más arbitragens (i.e. a raiz de todos os males) com a aceleração do video-árbitro (VAR) já para 2017/18. Esse anúncio resultou em duas excrescências, para além das reações normais e adultas das pessoas adultas e normais: a primeira foi partir à descoberta de a quem dar a bicicleta, se ao comentador Rui Santos, se ao presidente do Sporting.

 

Aparentemente, foi por genial intervenção de um deles que, ao fim de duas décadas de debate e intransigência, o International Board lá aprovou o uso do VAR, em junho de 2016. Consta que do dossiê de apoio faziam parte 4667 entrevistas de Bruno de Carvalho e dez cópias autografadas da petição "Pela Verdade Desportiva". A segunda excrescência é a transformação de um ato normal da FPF (a arbitragem pertence-lhe e a liquidez financeira também) numa derrota da Liga, através de um comunicado extraordinário do Benfica. Ou seja, menos de duas semanas depois de uma morte, os dois clubes diretamente implicados no conflito querem sair dele por cima.

 

Um é o herói da revolução, que descobriu a penicilina do futebol; o outro é o juiz supremo, inimputável e acusador, que escolheu acusar a Liga, com certeza porque é a Liga que inflama os adeptos e é na Liga que estão a arbitragem e o poder disciplinar. Claro que não o faz por causa disso: fá-lo porque Pedro Proença tem o apoio do FC Porto e porque a ilação a tirar deste período de poucas-vergonhas é que faz falta uma guerra nova já a seguir, para branquear os aborrecimentos (houve algum?) da anterior. E se ajudar a levar também esse restinho de futebol para Lisboa, perfeito.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 03:31

Falta um incêndio a cada oito dias

Rui Gomes, em 28.04.17

 

É a constatação amadurecida por Bruno de Carvalho depois da tragédia. Mas parece que Vieira pensa o mesmo.

 

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Reduzir o reboliço dos últimos anos a uma "troca de piropos entre presidentes" é tão descarado que pode ser entendido como um reconhecimento, por Bruno de Carvalho, da contribuição que deu para esta quase guerra civil no futebol. Os dirigentes e as políticas de comunicação que teceram, várias delas explorando a mentira e o insulto sem uma sombra de escrúpulo, podem não ter matado ninguém, mas viraram muitas mesas de café pelo país fora.

 

Só que Bruno não esteve sozinho, nem mesmo quando, perante uma morte, foi a correr para os tribunais jogar o milionésimo pingue-pongue da leviandade com Vieira, que, aliás, iniciara a partida: no momento mais trágico, os presidentes de Benfica e Sporting puseram as indignações pessoalíssimas à frente do travão que se impunha e com isso disseram exactamente a que ponto aquele drama os incomodava. Não vale muito a Luís Filipe Vieira a pose de Estado tão cultivada se a primeira reacção a uma morte é processar Bruno de Carvalho, em vez de parar apenas, como se impunha.

 

É demasiado fácil dizer que os "piropos" não contam para depois poder continuar, alegremente, o tiroteio da Segunda Circular. Tudo conta e nada conta, se quisermos. Quatro dias depois, o presidente do Sporting, que desconfia da justiça desportiva de 40 mil maneiras diferentes, estava na FPF a pedir o regresso dos processos sumaríssimos, com grande probabilidade responsáveis pelo título do Benfica em 2004/05. A constatação que Bruno faz deste cúmulo que o futebol atingiu é aritmética: faz falta, precisamente, mais um incêndio por semana.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 03:10

Benfica - Sporting

Rui Gomes, em 30.03.17

 

Há uma guerra particular, e irrelevante para o futebol, a esgotar os recursos da FPF e da Liga.

 

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Bruno de Carvalho e Octávio Machado foram suspensos num processo aberto em Novembro de 2015. Normalmente, seria adequado apontar-se os canhões à morosidade-da-justiça, mas este é um caso especial no qual outras questões têm prioridade.

 

Há um ano discutíamos a lentidão do processo a Slimani, que joga à bola. Bruno de Carvalho e Octávio Machado não jogam à bola, tal como Luís Filipe Vieira não joga à bola, nem os autores do comunicado benfiquista de ataque à FPF que o Conselho de Disciplina decidiu processar na semana passada. Os castigos que quaisquer destes personagens possam receber são irrelevantes para o futebol de todas as maneiras possíveis.

 

Não fui ver as respectivas listas, mas já vamos em quase três anos de monopolização do espaço mediático e dos serviços jurídicos da Federação e da Liga pelas queixas, intrigas, maquinações e birras de Benfica e Sporting. São usados como banais instrumentos da comunicação dos clubes (ou pior, dos egos), sem nenhum efeito prático que não seja vender uma imagem qualquer.

 

Há, literalmente, dezenas de pessoas na Federação e na Liga que ocupam parte substancial dos seus horários laborais a trabalhar nisto, sob pressão, como se fosse importante para mais alguém; como se o futebol morresse amanhã; como se não fossem encenações; como se, nos gabinetes, os sentenciados não se rissem dos castigos (Bruno de Carvalho vai dar uma entrevista já hoje). Como se não houvesse já processos suficientes e sérios.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 06:32

Inferno em 2017/18

Rui Gomes, em 26.03.17

 

Proença quer castigar, mas o inimigo é invisível e vai ser mais reles na época que vem.

 

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A má conduta dos dirigentes e clubes das ligas profissionais choca Pedro Proença e o presidente da Liga ainda não viu nada. Não viu nada, primeiro, porque os piores comportamentos não se destinam a ser vistos; e depois, porque o que está em causa em 2016/17 não se compara com o que vai jogar-se em 2017/18.

 

Os departamentos de comunicação entraram em campo para ficar e só sairão quando houver lata para os substituir por bichos piores, que serão, basicamente, departamentos de propaganda com outros nomes (já existem os departamentos de "inteligência competitiva"). Os blogues instrumentalizados, as notícias plantadas com ciência e as indignações conduzidas por controlo remoto nas redes sociais não são fiscalizáveis pela Liga, nem puníveis pelos regulamentos disciplinares.

 

Se Pedro Proença está a pensar nas ameaças pintadas em paredes, castigar os clubes hipoteticamente relacionados com elas também resulta ao contrário, como é evidente. Ao aliciante de, eventualmente, falsificar uma coisa dessas para prejudicar a reputação do adversário, junta-se o da multa, da interdição ou da perda de pontos (imaginando, claro, que seria constitucional punir uma instituição pelo que cidadãos anónimos fazem na rua). Entrámos numa era em que a maior virtude que qualquer organismo público pode ter é a capacidade para distinguir a realidade da ficção.

 

Será com esse espírito inventivo que Benfica, FC Porto e Sporting vão discutir, a partir do próximo mês de agosto, a única vaga garantida no novo formato da Liga dos Campeões. Não é a primeira vez que acontece? É verdade que não, mas antes não havia tantos Goebbels (ministro da propaganda de Hitler) por aí, nem o prémio da Champions chegava aos (pausa para absorver o número) 70 milhões de euros, como a UEFA tem prometido nos corredores.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 04:16

Uma escola de aberrações

Rui Gomes, em 23.03.17

 

As chicotadas formam treinadores e clubes. Uns a borrar-se de medo e os outros a crescer à toa.

 

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1. Dezassete mudanças de treinador é um número bárbaro que inclui chicotadas recíprocas: do clube ao treinador e do treinador ao clube. Mas há um número pior, por quase não existir, que é o das equipas que seguram um técnico duas épocas seguidas. Duas épocas. Fora Benfica e Sporting, havia dois casos, ou melhor, caso e meio e nem esses vingaram. No primeiro exemplo, Manuel Machado capitulou à quinta temporada no Nacional, que já era uma anomalia para os hábitos portugueses; no segundo, foi o Arouca que não teve como amarrar Lito Vidigal, porque isso também acontece: se o treinador não funciona vai embora; se funciona, vêm buscá-lo facilmente. Falta pensar dois minutos (para combinar com as duas épocas) no que isto faz ao crescimento dos clubes e à formação dos treinadores. Alguém cresce a mudar de ideias a cada seis meses? Alguém pode aprender se tiver sempre o pescoço no cepo e for obrigado a vergar-se a jogadores, dirigentes, patrocinadores e quem mais queira dar palpites? Isso forma treinadores ou relações públicas? Raramente um técnico, ou um clube, apanhado neste ciclo consegue sair dele.

 

2. Há algumas semanas, o Benfica atacou o antijogo, com toda a razão, e o FC Porto fê-lo esta semana, com tanta razão como o Benfica. Um ou outro hão de acabar a praticá-lo de sábado a oito dias, no Estádio da Luz. Vão fazê-lo porque é possível e porque, na verdade, ninguém o condena, nem o acha especialmente grave, nem condenável, quando a vítima é o outro, apesar dos comunicados. Escrevo-o porque Fernando Santos acaba de convocar o guarda-redes do V. Setúbal para a selecção A. Só falta ouvi-lo dizer "bardamerda".

 

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publicado às 02:57

Só ganhar é opcional

Rui Gomes, em 16.03.17

 

Nesta Champions, como em todas antes, ninguém exige vitórias. Mas os jogos têm de ser discutidos.

 

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No Brasil de Tiquinho Soares chamam-lhe "deitar conversa fora". Foi o que o FC Porto fez nas duas mãos com a Juventus: não as discutiu; deitou conversa fora. Não confundir com carácter. Podemos falar em orçamentos e na perdição europeia que aí vem para os clubes portugueses (catastrofismo que vai vingar, porque julgam que também interessa ao Benfica); podemos falar na estatura de Maxi, Óliver e André André; podemos sublinhar a verde fluorescente os 46 jogos da Juve sem perder em Turim: incontestável é apenas que o FC Porto não conseguiu discutir a eliminatória.Maxi Pereira não encolheu de propósito para este jogo; sempre foi baixinho, e a expulsão chegou à quinta ou sexta bola seguida que a Juventus ganhou na área, aproveitando, de forma evidente, detalhes como esse dos poucos centímetros do uruguaio.

 

O futebol não se ganha só marcando mais golos do que os sofridos; também se ganha evitando cartões vermelhos e com a presença de espírito dos jogadores, para perceberem que defender uma bola com a mão traz, em princípio, mais prejuízos do que benefícios. O "somos Porto" que Nuno quer trazer de volta tem de antecipar isto tudo e o mesmo serve para o Benfica.

 

Talvez as distâncias tenham crescido e talvez as equipas portuguesas tenham de perder mais vezes do que o costume nos próximos tempos (escrevo talvez, porque não sou adivinho nem estatístico), mas nunca ninguém lhes exigiu que ganhassem. O que tem de se lhes exigir é o que não se viu no Sporting da primeira fase e nos quatro jogos destes oitavos de final: que discutam.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 12:45

Remontada

Rui Gomes, em 13.03.17

 

Em Dortmund, quem perdeu foi o Benfica. Pareceu que sim, mas FC Porto e Sporting não jogaram.

 

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O jornalista Carlos Daniel perguntava ontem, na RTP, se o Benfica que jogara com o Dortmund não era o mesmo do guarda-redes Ederson e do lateral Nélson Semedo, perseguidos na maré cheia por todos os tubarões da Europa. Para completar a ideia, Jorge Costa recordou a época em que o FC Porto de António Oliveira vergou o omnipotente Milan e reentrou no radar internacional.

 

O futebol está mais caro e, sim, haverá quatro ou cinco equipas virtualmente inatingíveis. As meias-finais e finais da Liga dos Campeões dos últimos dez anos sugerem-nos que passou a ser um clube privado, interdito a rústicos e "underdogs" (oprimidos, na tradução literal), como chamam os americanos aos Leicesters e Moreirenses. Ser goleado nesta Champions é facílimo; já aconteceu a todos, até Barcelona, Bayern e Real Madrid. Mas o Dortmund não é um tubarão; quando muito, será uma barracuda ou outro peixe qualquer com muitos dentes que fique um degrau abaixo na escala alimentar.

 

É nestes momentos que o clubismo se torna realmente perigoso (tirando o risco de apoplexias ao vivo nos programas de segunda à noite), porque o esforço nacional para sossegar o Benfica vende o fatalismo: não foi o Benfica que perdeu, foi o futebol português, coitado. Era o que faltava que o Benfica perdesse sozinho e tivesse de aguentar as consequências sem as partilhar com os coperdedores FC Porto e Sporting, também derrotados na Alemanha, como todos vimos. Há 20 anos, o FC Porto fez descarrilar o Milan, que era o Barcelona de então, com um plantel sem nenhum Ederson ou Nélson Semedo a caminho do Real Madrid, do Bayern ou do Manchester United (sugeri-lo, mesmo a respeito de Jardel, seria uma piada).

 

Foquemo-nos nesse exemplo e façamos ao Benfica a pergunta que fazemos aos outros: que raio de brincadeira foi aquela?

 

 

Texto da autoria de José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 05:30

O melhor trapaceiro

Rui Gomes, em 02.03.17

 

Federação, Liga e Conselho de Arbitragem têm de saber intervir neste novo mundo produtor de aldrabices.

 

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Há dez anos, o importante numa reunião entre um clube de futebol e o Conselho de Arbitragem era o que lá se ia debater. Hoje, o fundamental é espalhar a informação de que essa reunião vai existir. Parece um raciocínio simplório para estes dias de twitters, facebooks e spindoctors (i.e. gurus da manipulação), mas a verdade é que, antes do Benfica, outros sete clubes pediram audiência ao CA e nenhum se lembrou de pôr a notícia a circular.

 

Pouca gente está preparada para este novo mundo em que há bloggers (pessoas que alimentam páginas pessoais na Internet) pagos para defender partidos e primeiros-ministros e em que as redes sociais estão à disposição de qualquer um para difundir as mentiras mais infecciosas ou até destruir reputações, muitas vezes sem que a vítima tenha a possibilidade de refutar as calúnias.

 

No nosso particular mundo do futebol, as televisões deixaram-se capturar por criaturas dos clubes, capazes de mentir em consciência, gente que sente a falta de escrúpulos justificada pela causa e que, todas as semanas, empurra a realidade para onde o guionista supremo quiser. A conversa de café das televisões tornou-se terrorismo de café. Falar da actual guerra entre os protestantes da arbitragem como se fosse apenas uma repetição da chinfrineira centenária a que nos habituámos é um erro: é como comparar um apito com uma orquestra de trombones.

 

A Federação Portuguesa de Futebol, a Liga de Clubes e o Conselho de Arbitragem têm de ser capazes de detectar as mistificações modernas e de perceberem as realidades artificiais que vão sendo construídas quase a cada minuto. Se não o fizerem, passará a ganhar o melhor trapaceiro. Agora sem risco de cadeia.

 

 

José Manuel Ribeiro - O Jogo

 

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publicado às 04:50

Verdade televisiva

Rui Gomes, em 26.02.17

 

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"Somos pessoas de bem", dizia anteontem Bruno de Carvalho, mas, em geral, as pessoas de bem do futebol não são as pessoas de bem tradicionais. A essas costumam repugnar, por exemplo, os hábitos tão futebolísticos do autoelogio, das acusações sem a mínima prova ou da exigência de direitos próprios que ainda ontem se recusava aos outros.

 

Se eu escrevesse aqui, todos os dias, que sou o melhor diretor de jornal do planeta, que tive ideias geniais de que nunca a humanidade se lembrou e que a minha gestão do orçamento devia ser ensinada ao Mário Centeno, seria imediatamente uma pessoa ridícula, nunca uma pessoa de bem. No futebol, a perceção dilui-se e o tique passa quase despercebido, mas a presunção, o egoísmo e a arbitrariedade estão lá na mesma.

 

Esta época, só para variar, nem Benfica, nem FC Porto, nem Sporting têm moral para condenar os ataques uns dos outros à arbitragem, ou para ignorar os erros de que todos, mais ou menos, foram vítimas. A indignação do Benfica vale tanto como valeram as indignações do FC Porto e do Sporting; e as distorções do Benfica, como o regresso do Apito Dourado ou a tese de que os árbitros estão aterrorizados com os SuperDragões (que eram pessoas de bem até há um mês, pelos vistos), também valem tanto como as distorções da realidade que FC Porto e Sporting tentaram.

 

O complicado é quando o Benfica se reclama uma pessoa de bem (mais de bem que qualquer outra), por oposição às pessoas de mal que vão atrás. Porque uma pessoa de bem faria questão de repetir, no canal televisivo que é seu e que transmite em exclusivo os seus jogos em casa, todas as jogadas duvidosas e não apenas as que parecem favorecê-lo, como tem acontecido ultimamente com uma desfaçatez notável. Uma pessoa de bem também não negará que isto acontece.

 

 

José Manuel Ribeiro - O Jogo

 

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publicado às 06:21

Os excessos de Bruno de Carvalho

Rui Gomes, em 14.02.17

 

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Nos últimos quatro anos, Bruno de Carvalho escreveu mais no Facebook do que Tolstói nos quatro volumes do "Guerra e Paz"; esteve mais tempo nas televisões do que o presidente da República e deve ter estabelecido (a sério) um recorde nacional de entrevistas. Entrou em contradição inúmeras vezes, por palavras e actos: nos fundos financeiros, na política de austeridade, na arbitragem, na diferença entre os critérios de avaliação dos presidentes que o antecederam e os dele próprio. Teve excessos de todo o género, incluindo no vocabulário grosseiro.

 

Em três das quatro épocas que administrou, a percentagem de fracassos nas contratações foi muito mais alta do que a dos adversários. Neste momento, está a milímetros de confirmar o desastre na operação de alto risco que foi o recrutamento de Jorge Jesus. E o candidato Madeira Rodrigues promete aos sportinguistas cadeiras verdes no estádio. Nem Bruno de Carvalho lhe escreveria guiões mais inconsequentes.

 

 

José Manuel Ribeiro - O Jogo

 

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publicado às 05:35

O egoísmo é a praga do século XXI

Rui Gomes, em 13.02.17

 

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A FIFA anunciou recentemente a contratação de um cocainómano, fisgado em controlos antidoping com outras substâncias que não a cocaína, condenado por fuga ao fisco, condenado por agressão a tiro a um jornalista, e elevado ao eterno Olimpo da bola por ter feito batota num jogo do Campeonato do Mundo.

 

Para além disto, desde que largou o futebol, nunca lhe saíram da boca duas frases seguidas que convencessem a mais tolerante das almas a encará-lo como um adulto, muito menos como um adulto equilibrado. No relvado, houve um Maradona celestial (e batoteiro); fora dele, só alguém que piora o mundo de várias maneiras diferentes. O egoísmo é a praga do século XXI e ninguém o promove tanto, nem com tanta inconsciência, como o futebol.

 

 

José Manuel Ribeiro - O Jogo

 

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publicado às 04:15

Como domesticar o adepto português

Rui Gomes, em 03.02.17

 

O cliente tem sempre razão. Até quando ameaça os clubes com interdições de estádios.

 

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Os adeptos de futebol têm o defeito de serem também clientes e o defeito dos clientes, como todos sabemos, é terem sempre razão. É o cliente que põe o vendedor na ordem e não o contrário. Não existe livro de reclamações para o vendedor; só uma caixa registadora que pode estar cheia ou vazia.

 

Os clubes são vendedores e os adeptos são clientes; às vezes, pior do que isso: são eleitores. Os adeptos em Portugal não entram no ranking dos melhores do mundo, nem dos melhores da Europa. Apinham menos vezes os estádios e, quando acontece, tendem a preterir a festa em favor do protesto.

 

Nós próprios, jornalistas e gente da bola, pomo-los constantemente ao lado da animação inglesa, irlandesa e escocesa para podermos protestar pelo que nos calhou em sorte. Somos clássicos adeptos portugueses dos adeptos portugueses, como se constatará pelo tom deste artigo. Também por sermos assim é que o futebol precisa muito de claques, tal como o corpo humano precisa de batimento cardíaco para não ser um cadáver. Mas as claques, enquanto clientes, são o piorio.

 

No sábado e no domingo, ninguém mais do que Nuno Espírito Santo e Jorge Simão abominou os petardos atirados para a relva quando FC Porto e Braga contavam todos os segundos e focavam toda a concentração para reverter o mau resultado. Ainda assim, são eles quem arrisca pagar pela ação das claques com a eventual interdição dos estádios. Talvez seja bom para todos. Talvez seja a única forma que o vendedor tem de domesticar o cliente: dar-lhe com a porta na cara.

 

 

José Manuel Ribeiro - director-adjunto, jornal O Jogo

 

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publicado às 16:19

A responsabilidade do incomum imortal

Rui Gomes, em 25.01.17

 

Pelo que ganha, pelo que lhe deram e, sobretudo, pelo que fala, Jesus nunca terá a moral pelo seu lado.

 

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Dificilmente a salvação do Sporting estará na troca de treinador (talvez esteja em restringi-lo aos afazeres de treinador, se não for tarde para isso), mas em toda esta autópsia prematura que se está a fazer da época sportinguista há um equívoco: Jesus não é um comum mortal, como os onze chicoteados da I Liga; é um mortal que custa oito milhões de euros ao patrão; que pediu e teve mais reforços do que os dois antecessores; que pôs a folha salarial do Sporting falido quase ao nível das de FC Porto e Benfica; e que se descreve a si próprio como o melhor do universo e arredores.

 

Na véspera de jogo, em plena convulsão sportinguista, lembrou a um adepto do antigo clube que foi ele quem ensinou os benfiquistas a ganhar. Na perspectiva de que o campeonato fuja em definitivo, e aceitando a fortíssima sugestão de que esta equipa não tem grande margem de crescimento (ou seja, de que não é o princípio de coisa alguma), Jesus deveria ser o primeiro a pôr a hipótese de rescisão. Como dizia o tio do Homem-Aranha, com grandes poderes, grandes responsabilidades. Mesmo que metade desses grandes poderes seja só conversa de um ego excessivo.

 

 

José Manuel Ribeiro, director-adjunto jornal O Jogo

 

 

P:S.: Preza-me verificar que José Manuel Ribeiro tem visitado o Camarote Leonino. A expressão "melhor treinador do universo (planeta) e arredores", tem direitos de autor.

 

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publicado às 04:18

 

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O Sporting foi quatro vezes campeão nos últimos quarenta anos. É rigorosamente um título por década. Se violentarmos um bocadinho a matemática, isso quer dizer que arranca para cada campeonato com uma hipótese em dez de o ganhar. Também quer dizer que as distâncias para os adversários são grandes, antigas e variadas.

 

Bruno de Carvalho trouxe a combatividade, que era claramente uma delas, mas não podia trazer o que ele próprio não tinha: por exemplo, experiência de vida e conhecimento do mercado de transferências, duas deficiências que pesaram muito nas últimas duas épocas e meia, afectadas ora por escaramuças internas suicidarias, ora por um número exagerado de contratações fracassadas ou até mirabolantes.

 

Outra distância conhecida para Benfica e FC Porto. Jorge Jesus seria, supostamente, um atalho para esses quarenta anos de atraso, mas um atalho dispendioso e comprometedor, que, à segunda época, resolveu deitar fora a única desculpa que tinha: a evidente necessidade de tempo para curar uma doença velha de gerações. Para além da prosápia desnecessária, a opção por jogadores experientes e bem pagos, ou seja, por um campeão pronto a vestir, e o dinheiro gasto neles significa que o eventual novo fracasso obrigará a um recomeço, quase do zero. Jorge Jesus é o taxista que anda com o Sporting às voltas pela cidade, sem acertar no endereço. E o taxímetro não pára.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 14:07

"O tom de voz de quem perde"

Rui Gomes, em 03.01.17

 

Um artigo de opinião da autoria de José Manuel Ribeiro publicado antes do fim do ano, mas cujo teor continua a ser válido para efeitos de debate. Sob a abertura "Bruno de Carvalho está a perder. Falar como se estivesse a ganhar é um risco", o director do jornal O Jogo teve isto para dizer:

 

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«Bruno de Carvalho em pose de Estado, magnânimo e comedido, pedindo até desculpas e jurando que as pedia a sério, ou seja, assumindo genuinamente que a palavra, dita por ele, soa a tudo menos isso. "Como presidente, estou a saudar todos aqueles que querem viver nesta democracia que é o Sporting e que querem mostrar as suas ideias."

 

Nas últimas semanas, aos sportinguistas que quiseram manifestar as ideias vinha chamando"abutres","híbridos", "cobardes","papagaios" e "parasitas". Ontem, na reacção programada à candidatura presidencial de Pedro Madeira Rodrigues, transmitida em directo pela Sporting TV, desapareceu a fera: "Não tenham receio, candidatem-se."

 

A metamorfose é surpreendente sem surpreender. Surpreende que Bruno tenha sido capaz de reprimir o impulso de responder às críticas que Madeira Rodrigues lhe fizera; não surpreende que tenha intuído os riscos da pose despótica que resultava dos comentários anteriores, em especial quando assumida por um presidente que se esvaziou de argumentos. Tinha dois: a atitude intimidatória para com os adversários e os créditos de ter posto as contas em ordem.

 

Quase quatro anos depois, os adversários não estão intimidados e o Sporting gasta em salários praticamente o mesmo que Benfica e FC Porto, a oito pontos do primeiro lugar e acumulando pequenas derrotas colaterais, como a do caso Doyen. Os sportinguistas tenderão, talvez, a querer continuar ferozes, em vez de regressarem ao tempo das tias e dos tios bem-educados e mansos, mas há vencedores e perdedores. E um tom de voz diferente para cada um deles».

 

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publicado às 10:47

 

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Com ou sem cuspo, no futebol discute-se e insulta-se. De pouco adianta pormos cara de diáconos Remédios, no dia a seguir, para ralhar aos participantes (as televisões pareciam o Concílio Vaticano II ontem e anteontem), até por nenhum de nós estar livre de perder o juízo por um minuto ou dois. Mas, se nem sempre é possível impedir que uma discussão comece, porque se está nervoso ou porque se tem "a doença do pavio curto", não há razão para que um adulto racional decida prolongar uma cena triste no dia seguinte ou dois dias depois.

 

Nenhum grande bovino obrigou Bruno de Carvalho, já sentado ao balcão da sala de Imprensa, a comparar o presidente do Arouca a um búfalo ou a considerá-lo tão digno de atenção como um rebanho de ovelhas. Jorge Jesus quase acertava quando disse que uma imagem vale por mil palavras. O problema de Bruno de Carvalho, enquanto presidente de um gigante como o Sporting, é que, em cada mil palavras que pronuncia, 999 são escusadas, não originam nada que seja necessário nem positivo. Não têm nenhuma utilidade que não seja satisfazer uma ânsia qualquer que só lhe diz respeito a ele.

 

Estas últimas mil palavras tiveram a arte de produzir outras mil, ontem publicadas na página do Facebook do Arouca, ainda mais lastimáveis, numa espiral de inutilidades que já não se explicam com feitios, nem humores, nem ressacas, nem doenças do pavio curto. A única vantagem destes últimos dois dias foi mostrar-nos que aquelas imagens não foram lapsos, nem momentos de descontrolo.

 

José Manuel Ribeiro - O Jogo

 

 

Havendo bom senso e sentido de decoro, é difícil não concordar com as considerações de José Manuel Ribeiro, mesmo tendo em conta as suas conhecidas simpatias clubísticas.

 

Podemos pintar a notória cena entre Bruno de Carvalho e Carlos Pinho como desejarmos, à conveniência seja do que for, mas ainda não se ouviu ou leu tese alguma a refutar a minha asserção, desde o primeiro minuto, que tudo tinha sido evitado se o presidente do Sporting soubesse estar sem ser em um qualquer estado de conflito.

 

Indiferente do que o presidente do Arouca disse ou não disse, Bruno de Carvalho virava-lhe as costas em sinal de desprezo e o assunto morria ali. Mas não, aparenta haver uma necessidade de alimentar discórdias de todo o tipo, de fazer capa de jornais e depois culpar a comunicação social.

 

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publicado às 04:59

A figura-chave do Portugal novo ?

Rui Gomes, em 16.10.16

 

Arranjar substituto para Rui Jorge seria um grande problema. Por outro lado, substituir Fernando Santos talvez não...

 

 

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«Desde 2011 terão passado, talvez, cem jogadores pela Selecção de sub-21, mas um só treinador. Rui Jorge é o único denominador comum no recorde europeu de cinco anos sem derrotas que a equipa, melhor dizendo, as várias equipas atingiram terça-feira com a maior goleada de sempre (7-1 ao Liechtenstein) conseguida fora do país. Os números que sobram não espantam menos. Nos 30 jogos feitos nesses cinco anos, os sub-21 chegaram aos 91 golos, ou seja, uma média sólida de três golos por jogo. E só 19 sofridos, correspondentes a um golo por cada cinco jogos.

 

Estes são os factos, aqueles para os quais a opinião não é tida nem achada: bastaria a Rui Jorge puxar por eles para encerrar qualquer discussão que um eventual marciano pudesse levantar. Depois, há os pontos de vista e as análises. Na minha, o seleccionador sub-21 também não pode ser estranho às várias promoções decisivas dos seus ex-jogadores à selecção principal. Nestes cinco anos, o futebol de formação começou a sentir os efeitos de mudanças executadas imediatamente antes, como o regresso das equipas B (com esteróides), o alargamento da fase final de juniores A ou a internacionalização destes últimos, com a Youth League da UEFA. Mas não era menos relevante que, para fazer render tudo isso, estivesse a personagem certa na posição-chave.

 

Por menos palavras, Rui Jorge talvez seja a pessoa mais importante da nova vida do futebol português nesta fase. Ou, pelo menos, não gostaria de ser eu o encarregado de encontrar alguém capaz de o substituir. Já para substituir Fernando Santos, quando for altura, a solução seria mais do que óbvia».

 

*Mais um excelente artigo de José Manuel Ribeiro (jornal O Jogo), neste caso a dar justo reconhecimento ao soberbo trabalho de Rui Jorge à frente do escalão nacional de sub-21. De facto, dá para pensar que ele será a escolha lógica para eventualmente suceder a Fernando Santos na liderança da selecção principal. Isto, se entretanto não for seduzido por algum clube. Há muito que pergunto a mim próprio se não seria uma opção lógica para o Sporting, considerando que pela formação do Clube, Rui Jorge poderia vir a ter muita influência no desenvolvimento dos jovens que chegam ao escalão superior, algo que se verifica muito pouco com o treinador actual.

 

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publicado às 10:34

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