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O Selecções FC

Rui Gomes, em 17.07.17

 

O caminho internacional é mais dos subtítulos do que dos títulos...

 

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O futebol dos clubes está fora do controlo para os portugueses em tudo. Não têm, nem terão, mercado para competir com ingleses, espanhóis e alemães; não têm receitas alternativas a esse mercado; e não têm voz na UEFA ou na FIFA, onde a péssima e suicidária redistribuição da riqueza quase não é tema. Restam as selecções, porque (ainda) não é possível aos ingleses, espanhóis e alemães pilharem os talentos dos outros países "à la carte", como fazem nos clubes.

 

Talvez no futuro a animação que mais esta final do Europeu de sub-19 provocou por cá seja tudo a que Portugal poderá aspirar fora das suas fronteiras. Talvez estejamos prestes a tornar-nos um novo tipo de adeptos dos subtítulos, em vez dos títulos. Talvez o PSD, quando quis dar um tiro na Liga de futebol profissional esta semana, estivesse só a ser misericordioso.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:43

Terra queimada

Rui Gomes, em 11.07.17

 

Não há razões honestas para fazer da Liga uma vítima colateral do caso dos emails

 

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Aparentemente, o Benfica juntou os seus melhores cérebros, foi buscar os manuais de Python e Java e conseguiu piratear um comentário no Facebook da prima do padrinho da avó do alfaiate de alguém por identificar, mas que não é benfiquista. O comentário tem cinco anos, ou seja, o suficiente para provocar uma artrose no dedo indicador que teve de rolar o Facebook da senhora (a directora executiva da Liga, cujo nome o leitor conhece, com certeza, ou não?) até dar com o pecado original.

 

A denúncia, por fonte oficial não identificada, sucede-se ao boicote simbólico do Benfica ao sorteio da Liga, na sexta-feira passada, que por sua vez se segue a uma ameaça de abandono da direcção do mesmo organismo por "falta de posições firmes e claras".

 

Há antecedentes no dossiê Facebook que servem de pretexto ao episódio. O elemento da Comissão Arbitral da Liga indicado pelo Sindicato de Jogadores viu-se forçado a resignar depois de divulgados comentários pró-Benfica em que chamava "puto" ao presidente do Sporting, na sequência do caso Arouca/cigarro electrónico. De uma forma genérica, o tema é pertinente e o Benfica tem tanto direito a levantá-lo como outro clube qualquer.

 

Em concreto, estamos apenas a falar de emails, de Francisco J. Marques, de um presidente da Liga apoiado por FC Porto e Sporting e de um inquérito em andamento na Comissão de Instrutores desse mesmo organismo. Ou seja, a misturar alhos com bugalhos e a brincar com coisas muito sérias, como sucedeu na era Mário Figueiredo, patrocinado por quem sabemos e com os resultados que os associados da Liga têm obrigação de conhecer.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 06:52

As obrigações são do Benfica

Rui Gomes, em 06.07.17

 

Lendo jornais e vendo televisão parece que sim, mas o Sporting não é o candidato rico, nem o tetracampeão.

 

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Em Portugal, há um tetracampeão que fez duzentos milhões de euros em vendas nos dois últimos anos e dois concorrentes sem dinheiro ou gastando por conta. Só fazendo uma leitura dos últimos campeonatos semelhante à que o FC Porto está a fazer dos emails é que o Benfica deixará de ser o favorito à próxima liga, mesmo que, de repente, comece a vender jogadores relevantes, em vez de cortar só as pontas espigadas.

 

Até o discurso público o justifica. Para se defender das cartilhas, missas, SMS, convites e bruxos, o Benfica listou abundantemente as suas qualidades organizativas, a excelência da equipa e até os dons sobrenaturais de Rui Vitória. Ou seja, só por astigmatismo é que as compras fariam do Sporting o candidato dos candidatos, ou de Jesus o treinador mais pressionado. Esse será o que dispõe de um plantel tetracampeão e de financiamento para o manter ou melhorar.

 

As pressões de Jorge Jesus são outras; vêm-lhe do salário mastodôntico e da dúzia de palavras que pronuncia em excesso a cada quinze dias (mais a dúzia de palavras que o presidente pronuncia em excesso a cada quinze minutos). Já as do FC Porto, bem sublinhado por toda a Imprensa o tombo nas finanças, não podem ser as de construir, sem dinheiro, uma equipa que esteja à altura do Benfica, partindo do princípio (lá está) de que a última não estava. A pressão do FC Porto, para começar, é não repetir um Depoitre..

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 06:29

Ronaldo e o 4.º reich

Rui Gomes, em 02.07.17

 

Calhava bem ganhar ao México com uma perna às costas. A Alemanha conseguiu com as duas.

 

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A dispensa de Cristiano Ronaldo é estranha, mas uma Alemanha B também, sobretudo uma Alemanha B que goleia o México A nas meias-finais da Taça das Confederações. No primeiro caso, prefiro (escolho) interpretar a decisão de mandar Ronaldo para Madrid ver as crianças como uma operação Quercus em defesa da espécie. Faço-o porque Fernando Santos é campeão europeu e merece uma balda e também porque a explicação alternativa não seria simpática, nem respeitadora do princípio da igualdade, para além de estar a ser utilizada massivamente por aqueles que amam do fundo do coração odiar Ronaldo só porque sim.

 

A Taça das Confederações é um crime de maus tratos aos jogadores; Ronaldo é o único português capaz de marcar 50 golos por época, sete épocas seguidas, logo tem alguma lógica procurar estender-lhe o prazo de validade, mais do que a qualquer outro. E depois há esta novidade da Alemanha B: uma equipa de segundas figuras que nos atira para a depressão. Uma Alemanha B que passeia, mesmo numa Taça das Confederações, é o prenúncio do quarto reich futebolístico. Faz das outras sete selecções ratos de laboratório nas mãos por lavar do selecionador Joachim Low: a Alemanha não está a competir; está a preparar uma vacina para o próximo (próximos?) campeonato do mundo. Portugal, México, Chile, etc. fazem apenas o papel das amostras do vírus. Não significa que seja má ideia.

 

Se o motivo fosse esse (claramente não é), acharia muito bem que Portugal jogasse o bronze da Taça das Confederações sem Cristiano Ronaldo, quanto mais não fosse porque a Alemanha B goleou o México. O mínimo que a selecção nacional pode fazer é tentar jogar, também, com uma perna às costas. Em nome da pouca dignidade que resta ao futebol extrateutónico.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:12

"Consultas de segunda a sábado"

Rui Gomes, em 30.06.17

 

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A assinatura do ex-ministro Rui Gomes da Silva num contrato de bruxedos, divulgado ontem pelo diretor de comunicação do FC Porto, não aquece nem arrefece a opinião dos não benfiquistas - era e continua a ser uma pessoa que os odeia gratuitamente e em voz alta, ponto - mas talvez ajude alguns adeptos do Benfica a reavaliarem os seus representantes no espaço público. Caso contrário, ao menos ganharam um bom contacto para quando precisarem de combater "o mau-olhado, o insucesso no amor, a amarração ou a inveja". Marcação e consultas de segunda a sábado. Sigilo absoluto.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:22

Futebol jogado com as tripas

Rui Gomes, em 27.06.17

 

Com o melhor Chile, não discutes se o futebol é bonito ou feio: discutes se ficas ou foges.

 

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Desde o Verão de 2016 que a selecção Santos sabe jogar com a fé; depois de amanhã, nas meias-finais da Taça das Confederações, verá como se joga com as tripas. O Chile não é daquelas equipas discerníveis a partir da ficha de jogo. Há três ou quatro cidadãos notórios (Alexis Sánchez, Artur Vidal e o guarda-redes Bravo) e um cardume de outras barracudas que jogam nas Américas, longe do primeiro plano e mais ignorados ainda pelos apetites dos tubarões europeus.

 

Para os vermos bem, precisamos de uma radiografia. O Chile é uma daquelas equipas vencedoras que não se explicam totalmente pela táctica nem pela técnica; é preciso levar em conta as entranhas e também as unhas, os dentes e um ou outro fémur que possa saltar. Se houvesse uma escala de competitividade, o recorde mundial (galáctico, universal) seria deles de certeza, embora aceitando que as vitórias os foram amaciando. Podemos colori-los de estratégia e lirismo, recuando aos tempos do seleccionador Marcelo Bielsa, mas até os comovidos crónicos da bola admitirão que seria só um terço da verdade.

 

Se ensinarmos ballet a uma alcateia de lobos, prevalece o ballet ou prevalecem os lobos? O Chile entra com uma precisão suíça no debate corrente de Fernando Santos com a crítica, por ter sido neste curto período da história uma demonstração viva (e aos pontapés) de como é redutor falar só da estética, ou da falta dela. Podemos falar também de vontade, convicção, destemor e mais uma enfiada de subprodutos das glândulas do corpo humano que, até há um ano, a Selecção portuguesa parecia conhecer só de ouvir falar.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:26

 

Dez minutos vezes nove, vezes 34 jornadas: são mais 3060 minutos de futebol ao fim da época. Ou quase quatro jogos por equipa

 

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A minha reacção às molhadas de alterações ao futebol que, de há dois anos para cá, nos vão deprimindo com regularidade é quase sempre a mesma: se estes fulanos gostam assim tanto do jogo, por que diabo insistem em tentar mudá-lo dos pés à cabeça? No caso dos 60 minutos cronometrados, a curiosidade goleia-me.

 

No campeonato português, os jogos chegam ao absurdo de rondar os 40 minutos de tempo útil e raramente se aproximam dos 60. Ver uma liga inteira jogada, garantidamente, a 60 minutos reais seria extraordinário, mesmo que pudesse dar origem a um futebol mutante, muito diferente deste, com seis pernas, quatro braços e a brilhar no escuro. Outra vantagem seria retirar aos árbitros um factor de interferência no jogo, mais uma vez à custa de uma nova e sofisticada tecnologia, neste caso o cronómetro, inventado no século XVIII. Maravilhoso mundo novo.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 10:06

O Apito Dourado teve consequências

Rui Gomes, em 19.06.17

 

Dois raciocínios que (pasme-se) ficaram por fazer sobre o caso dos emails

 

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1 - Apesar da enxurrada de coisas, a maior parte delas hipocrisias, que o director de comunicação do FC Porto lá conseguiu arrancar à Imprensa de Lisboa (como quem arranca um dente), ainda ficaram pelo menos dois raciocínios por fazer sobre o caso dos emails. O primeiro diz respeito à falácia de que o processo Apito Dourado não teve consequências. Teve. O FC Porto perdeu a face e viu travada a sua expansão pelo país, talvez até pelo mundo, na fase desportiva mais rica da sua história. Quem tem acesso às estatísticas certas (de vendas de jornais que teimaram em encurralar na conotação com o FC Porto, por exemplo) sabe bem disso. Mas essa parte é subjectiva; há uma muito mais concreta: a fragilidade do FC Porto permitiu finalmente que a arbitragem fosse trasladada do Porto para Lisboa, com a disciplina a reboque, e conduziu ao desequilíbrio de forças a que chegámos. O Apito Dourado não teve consequências?!?

 

2 - O Conselho de Disciplina da Federação Portugueaa de Futebol pede celeridade no esclarecimento dos emails. Compreendo o pedido porque compreendo o público ao qual ele se dirige, mas a celeridade não vem ao caso neste dossier dos emails. Só será célere se o objectivo for o encobrimento. Como pode ser célere quando põe em causa talvez uma década de selecção de árbitros nas associações distritais? Como pode ser célere quando envolve um presidente da Liga que cumpriu um mandato cheio de imbróglios e se assume "ao TEU LADO, Luís Filipe"? Como pode ser célere quando remete para a descida de divisão de um árbitro internacional, entre vários outros casos ramificados? A única forma de disputar as competições, "desde o dealbar da época desportiva 2017/18, num ambiente de regularidade e estabilidade", é pedir a Adão Mendes, Pedro Guerra, Paulo Gonçalves, Luís Filipe Vieira, Nuno Cabral e ao inimputável Mário Figueiredo que vão ao CD pôr por escrito que é tudo mentira e depois suspender o FC Porto. Ou, mais pacificador ainda, acabar-lhe com o direito à existência.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 10:30

Liga profissional de clubes a vapor

Rui Gomes, em 15.06.17

 

Lugares pouco recomendáveis no futebol: túneis, televisões, becos escuros à volta dos estádios e assembleias da Liga.

 

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Os cigarros eletrónicos venceram as claques ilegais enquanto maior ameaça para a segurança das crianças, mães e avós que querem ver futebol e não podem (a acreditar em alguns freis beneditinos). Seguem-se as chicletes e o gel de cabelo.

 

Ao fim de uma época tão abominável como esta, a imagem que os clubes profissionais quiseram passar em Assembleia Geral foi a de marionetas noutro joguinho barato de directores de comunicação. Não é que acrescentar ao regulamento a interdição de estádios por apoio às claques ilegais fosse muito diferente, mas pelo menos não reduzia um órgão nobre da Liga à função de instrumento de anedotas e pirraças. Apesar de tudo, seria menos absurdo propor regras contra um clube (o Benfica) do que contra uma pessoa (o presidente do Sporting), embora tanto um como o outro se desviem quilómetros dos debates que o futebol profissional devia estar agora a fazer, e sejam igualmente inúteis.

 

Em Portugal, não se interdita estádios, de resto uma punição que o Instituto Português do Desporto já podia ter aplicado ao Benfica há muito tempo, e que poderá aplicar no futuro. Isto não significa que tenha lógica fechar os olhos ao primeiro lugar destacado que os adeptos do Benfica ocupam no número de incidentes registados nos últimos anos (ver revista Sábado do dia 4 de maio); ou fazer de conta que as atitudes de Bruno de Carvalho não cultivam legiões de germes. Significa apenas que um grupo de adultos assumiria estes problemas em voz alta e negociaria formas de os resolver em conjunto, em vez de se transformar apenas noutra arena de mesquinhez, a juntar aos túneis, às televisões e aos becos escuros em volta dos estádios.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:01

As missas negras de Adão Mendes

Rui Gomes, em 08.06.17

 

O apuramento da raça e a confiança ilimitada do Benfica na arbitragem

 

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O FC Porto divulgou, ontem, um pingue-pongue de e-mails entre o ex-árbitro Adão Mendes e o diretor da Benfica TV, e comentador, Pedro Guerra. Esses e-mails falam, sobretudo, de uma confiança sem limites na arbitragem, especialmente bem traduzida por uma frase que vem ao encontro de um diagnóstico feito, desde há alguns anos, por muita gente ligada aos apitos e que (não duvido) esteve na origem do afastamento do anterior presidente do Conselho de Arbitragem da FPF: "Vamos ter os padres que escolhemos e ordenámos nas missas que celebramos." (Aqui devemos marcar um limite: nas conversas reveladas pelo FC Porto, são mencionados oito árbitros, mas isso não faz deles culpados.)

 

A tese de que houve uma espécie de apuramento cuidadoso da raça nos últimos anos, levando à constituição de um lote de árbitros de acordo com gostos muito específicos, não é estranha a ninguém, nem à FPF, nem ao actual Conselho de Arbitragem, que enfrenta esse problema a cada nomeação. Eu próprio escrevi sobre o tema várias vezes, até para explicar a prisão de movimentos do CA de Fontelas Gomes, e nunca recebi reclamações.

 

O diálogo de Adão Mendes com Pedro Guerra, datado de 2013/14, vem apenas tornar mais desconfortável a posição de quem não quer explicar como acabou o futebol profissional nesta camisa de forças, manietado ao ponto de ser irrelevante quem preside ao CA. A conversa está ali, existe (como existem as escutas do Apito Dourado, sim, e essas foram julgadas), provavelmente passará em claro na Imprensa de Lisboa, porque é assim a vida, mas era bom, num mundo perfeito, que esclarecêssemos bem esclarecida essa confiança tão grande de Adão Mendes na arbitragem e também, se não for já muito incómodo, quem castiga, afinal, os incautos que ainda se atrevem a prejudicar o Benfica.

 

José Manuel Ribeiro , jornal O Jogo

 

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publicado às 13:34

 

 

Rebanho das redes sociais pôs a cabeça de um jornalista d'O JOGO a prémio. Não duvido de que o Sporting agirá correctamente.

 

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FranSCP@Aldo_Dusher é o endereço postiço, no Twitter, de um percevejo que se esconde atrás do nome e imagem de um antigo médio argentino do Sporting, como podia esconder-se atrás de um arbusto ou de uma pilha de dejectos de cavalo. Ontem escreveu isto: "Dizem no fórum que foi este jornalista que levou o gravador a Alvalade. Agora é fazer justiça." A foto que mostrava era a de um profissional d'O JOGO e o nome também, ambos verdadeiros ao contrário dos que este insecto utiliza.

 

Antes devo explicar do que falava o invertebrado: Bruno de Carvalho reuniu quinze jornalistas para uma conversa informal e previamente estabelecida como sendo 100% confidencial e off-the-record. Alguém nesse encontro gravou a conversa à socapa e divulgou agora um excerto cheio de vernáculo do presidente do Sporting. O JOGO teve o cuidado e a elegância de não citar uma palavra que fosse: noticiámos só a indignação do Sporting, em 350 ou 400 carateres, ou três tweets para falarmos a língua dos sapos. Se foi um jornalista que furou o off-the-record, está ao nível desta bactéria que se aninha atrás do FranSCP@Aldo_Dusher.

 

N'O JOGO não há disso, nem maus profissionais nem bactérias, e até tive o cuidado de falar com o director de Comunicação do Sporting para saber se existiria o mínimo indício (nem que isso justificasse alguma coisa). Não há, como é evidente. Só há esta lombriga a que tive de prestar atenção pela primeira e última vez, e uma série de outras que foram atrás para ameaçar o nosso colega e pedir mais informações para chegar até ele. Como ainda não somos governados pelo Twitter, passamos a palavra às autoridades, para o desparasitante, e ao Sporting, para a necessária condenação.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:23

A idade adulta

Rui Gomes, em 22.05.17

 

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho estão agrilhoados um ao outro, mas o que lhes convém é uma autoavaliação. Dura.

 

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Antes de ser uma decisão, a permanência de Jesus no Sporting era uma fatalidade e, depois de ser uma fatalidade, tornou-se uma condenação. Uma condenação dupla, para um treinador incapaz de perceber os seus limites ou a responsabilidade que o ordenado e o egocentrismo lhe dão, e para um presidente que gera vinte problemas desnecessários por cada um que resolve.

 

A culpa há de ser nossa, dos jornais, porque a melhor forma de administrar a má relação entre os dois é mentindo, mas nós não somos importantes. Importante, para o Sporting e para os sportinguistas, seria que, sendo um belo treinador, Jesus intuísse o temperamento, a preparação e o equilíbrio que lhe faltam para ser o senhor absoluto de um grande clube no século XXI. E que Bruno de Carvalho percebesse algo parecido sobre si próprio, mais, eventualmente, a noção de que terá de ser outro o interlocutor de Jesus no Sporting. Alguém com mais futebol no sangue e uma bagagem profissional que o ponha meio degrau acima do treinador.

 

Provavelmente, qualquer uma destas premissas é pedir de mais a duas pessoas inflexíveis e ao mercado de diretores desportivos carismáticos, mas já não seria mau para esta nova época que Jesus metesse, finalmente, na cabeça que o Sporting não o contratou para gastar o mesmo dinheiro que ele gastava no Benfica: contratou-o porque era suposto ele ser um génio a produzir craques do vácuo (palavra do senhor, quase literal). Por outro lado, ser presidente implica compreender o que está à volta; perceber as dificuldades alheias; assumir que ir ao mercado comprar jogadores exige conhecimento e experiência; admitir as culpas próprias, quer na montagem da equipa, quer na instabilidade que tantas vezes provoca com aquela ingenuidade mascarada de convicção.

 

A palavra que vou usar para acabar pesa como chumbo, mas é justa: o Sporting precisa de adultos.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 12:00

O treinador está em segundo lugar

Rui Gomes, em 19.05.17

 

Ter uma equipa para treinar é muito diferente de treinar para ter uma equipa.

 

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Os destinos imediatos de Brahimi, Danilo Pereira, Felipe, André, Adrien Silva, William Carvalho, Rui Patrício e Bas Dost são, provavelmente, mais relevantes para FC Porto e Sporting do que o quebra-cabeças repetido quase todos os anos por esta altura à volta da substituição, ou não, do treinador. Acrescentei este "provavelmente" para ser simpático e para não desvalorizar a radiografia que pode ler hoje, neste jornal, às épocas de Rui Vitória, Nuno Espírito Santo e Jorge Jesus.

 

É muito mais fácil que um mau treinador ganhe com uma equipa bem montada do que o contrário; e nenhum destes três é mau naquilo que faz. O essencial, até no Benfica, será perceber, primeiro, quem são os jogadores-âncora, que devem ser mantidos fora do mercado a qualquer custo. Nem sempre se tem a perceção correta deste lado do ecrã.

 

Nestas quatro épocas, o Benfica sobreviveu, sem aparente dificuldade, à perda de figuras incontestáveis como Cardozo, Matic, Lima, Enzo Perez ou Gaitán. O FC Porto saiu fulminado das vendas de Hulk, João Moutinho e Jackson Martínez; e o Sporting encolheu sem Slimani e João Mário. Centrar tanto o debate nos treinadores inverte as prioridades de uma forma perigosa; claro que devem ser bem escolhidos de acordo com os requisitos de uma equipa grande, e nunca será negativo que tenham uma palavra nas escolhas, mas o fundamental são os jogadores. Conhecer bem os que estão, saber ler os que se quer comprar. Ter uma equipa para treinar é muito diferente de treinar para ter uma equipa.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:31

Candidatos

Rui Gomes, em 10.05.17

 

Um treinador que corra pelo título tem de saber responder a uma só pergunta.

 

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Ser treinador de um pretendente ao título em Portugal é, literalmente, ser capaz de responder a uma só pergunta: como contornar equipas que se defendem com dez homens mantendo, ao mesmo tempo, as costas seguras?

 

O advento de Jorge Jesus enquanto no Benfica abriu as portas a uma questão subsequente: como faço para ganhar na liga portuguesa com um estilo que, depois, não dê cabo de mim na Liga dos Campeões?

 

Por geniais que sejam as soluções encontradas, todos os candidatos acabam por ter, em cada época, vários jogos de bloqueio total, por esta ou aquela razão. A mais comum é a progressiva adaptação dos adversários à forma de jogar do candidato, o que obriga o treinador a ser muito criativo ou, em alternativa, a dispor de jogadores desconcertantes.

 

Não há grandes provas de que a resposta a esse problema, em cada campeão nacional, não tenha sido sempre a segunda, de Jardel a Jonas, passando por Hulk e Gaitán. Ou seja, o problema tático que o treinador tem de resolver também é maior ou menor consoante o material humano que lhe dão.

 

Quando se fala da permanência ou saída de Nuno Espírito Santo e Jorge Jesus, são estas as coordenadas em avaliação: tiveram jogadores equivalentes aos adversários? Aproveitaram-nos bem? Foram criativos o suficiente quando os bloqueios apareceram? Encontraram uma fórmula equilibrada que possa garantir, no futuro, o campeonato e a coleta anual na Liga dos Campeões? Que peso dar ao facto de os jogadores do FC Porto terem no Dragão, em média, metade das épocas que cada jogador do Benfica tem na Luz?

 

A maior parte destas perguntas não pode ser respondida honestamente de fora para dentro. Só quem viveu o processo com os treinadores e com as equipas está habilitado a fazê-lo.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 17:57

O herói Bruno e o juiz Vieira

Rui Gomes, em 08.05.17

 

Afinal, foi a Liga quem atropelou um adepto e o bom senso. Sporting e Benfica estão aí para nos salvar.

 

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A Federação Portuguesa de Futebol teve um enorme rasgo de génio comunicacional e fez implodir as más arbitragens (i.e. a raiz de todos os males) com a aceleração do video-árbitro (VAR) já para 2017/18. Esse anúncio resultou em duas excrescências, para além das reações normais e adultas das pessoas adultas e normais: a primeira foi partir à descoberta de a quem dar a bicicleta, se ao comentador Rui Santos, se ao presidente do Sporting.

 

Aparentemente, foi por genial intervenção de um deles que, ao fim de duas décadas de debate e intransigência, o International Board lá aprovou o uso do VAR, em junho de 2016. Consta que do dossiê de apoio faziam parte 4667 entrevistas de Bruno de Carvalho e dez cópias autografadas da petição "Pela Verdade Desportiva". A segunda excrescência é a transformação de um ato normal da FPF (a arbitragem pertence-lhe e a liquidez financeira também) numa derrota da Liga, através de um comunicado extraordinário do Benfica. Ou seja, menos de duas semanas depois de uma morte, os dois clubes diretamente implicados no conflito querem sair dele por cima.

 

Um é o herói da revolução, que descobriu a penicilina do futebol; o outro é o juiz supremo, inimputável e acusador, que escolheu acusar a Liga, com certeza porque é a Liga que inflama os adeptos e é na Liga que estão a arbitragem e o poder disciplinar. Claro que não o faz por causa disso: fá-lo porque Pedro Proença tem o apoio do FC Porto e porque a ilação a tirar deste período de poucas-vergonhas é que faz falta uma guerra nova já a seguir, para branquear os aborrecimentos (houve algum?) da anterior. E se ajudar a levar também esse restinho de futebol para Lisboa, perfeito.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 03:31

Falta um incêndio a cada oito dias

Rui Gomes, em 28.04.17

 

É a constatação amadurecida por Bruno de Carvalho depois da tragédia. Mas parece que Vieira pensa o mesmo.

 

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Reduzir o reboliço dos últimos anos a uma "troca de piropos entre presidentes" é tão descarado que pode ser entendido como um reconhecimento, por Bruno de Carvalho, da contribuição que deu para esta quase guerra civil no futebol. Os dirigentes e as políticas de comunicação que teceram, várias delas explorando a mentira e o insulto sem uma sombra de escrúpulo, podem não ter matado ninguém, mas viraram muitas mesas de café pelo país fora.

 

Só que Bruno não esteve sozinho, nem mesmo quando, perante uma morte, foi a correr para os tribunais jogar o milionésimo pingue-pongue da leviandade com Vieira, que, aliás, iniciara a partida: no momento mais trágico, os presidentes de Benfica e Sporting puseram as indignações pessoalíssimas à frente do travão que se impunha e com isso disseram exactamente a que ponto aquele drama os incomodava. Não vale muito a Luís Filipe Vieira a pose de Estado tão cultivada se a primeira reacção a uma morte é processar Bruno de Carvalho, em vez de parar apenas, como se impunha.

 

É demasiado fácil dizer que os "piropos" não contam para depois poder continuar, alegremente, o tiroteio da Segunda Circular. Tudo conta e nada conta, se quisermos. Quatro dias depois, o presidente do Sporting, que desconfia da justiça desportiva de 40 mil maneiras diferentes, estava na FPF a pedir o regresso dos processos sumaríssimos, com grande probabilidade responsáveis pelo título do Benfica em 2004/05. A constatação que Bruno faz deste cúmulo que o futebol atingiu é aritmética: faz falta, precisamente, mais um incêndio por semana.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 03:10

Benfica - Sporting

Rui Gomes, em 30.03.17

 

Há uma guerra particular, e irrelevante para o futebol, a esgotar os recursos da FPF e da Liga.

 

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Bruno de Carvalho e Octávio Machado foram suspensos num processo aberto em Novembro de 2015. Normalmente, seria adequado apontar-se os canhões à morosidade-da-justiça, mas este é um caso especial no qual outras questões têm prioridade.

 

Há um ano discutíamos a lentidão do processo a Slimani, que joga à bola. Bruno de Carvalho e Octávio Machado não jogam à bola, tal como Luís Filipe Vieira não joga à bola, nem os autores do comunicado benfiquista de ataque à FPF que o Conselho de Disciplina decidiu processar na semana passada. Os castigos que quaisquer destes personagens possam receber são irrelevantes para o futebol de todas as maneiras possíveis.

 

Não fui ver as respectivas listas, mas já vamos em quase três anos de monopolização do espaço mediático e dos serviços jurídicos da Federação e da Liga pelas queixas, intrigas, maquinações e birras de Benfica e Sporting. São usados como banais instrumentos da comunicação dos clubes (ou pior, dos egos), sem nenhum efeito prático que não seja vender uma imagem qualquer.

 

Há, literalmente, dezenas de pessoas na Federação e na Liga que ocupam parte substancial dos seus horários laborais a trabalhar nisto, sob pressão, como se fosse importante para mais alguém; como se o futebol morresse amanhã; como se não fossem encenações; como se, nos gabinetes, os sentenciados não se rissem dos castigos (Bruno de Carvalho vai dar uma entrevista já hoje). Como se não houvesse já processos suficientes e sérios.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 06:32

Inferno em 2017/18

Rui Gomes, em 26.03.17

 

Proença quer castigar, mas o inimigo é invisível e vai ser mais reles na época que vem.

 

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A má conduta dos dirigentes e clubes das ligas profissionais choca Pedro Proença e o presidente da Liga ainda não viu nada. Não viu nada, primeiro, porque os piores comportamentos não se destinam a ser vistos; e depois, porque o que está em causa em 2016/17 não se compara com o que vai jogar-se em 2017/18.

 

Os departamentos de comunicação entraram em campo para ficar e só sairão quando houver lata para os substituir por bichos piores, que serão, basicamente, departamentos de propaganda com outros nomes (já existem os departamentos de "inteligência competitiva"). Os blogues instrumentalizados, as notícias plantadas com ciência e as indignações conduzidas por controlo remoto nas redes sociais não são fiscalizáveis pela Liga, nem puníveis pelos regulamentos disciplinares.

 

Se Pedro Proença está a pensar nas ameaças pintadas em paredes, castigar os clubes hipoteticamente relacionados com elas também resulta ao contrário, como é evidente. Ao aliciante de, eventualmente, falsificar uma coisa dessas para prejudicar a reputação do adversário, junta-se o da multa, da interdição ou da perda de pontos (imaginando, claro, que seria constitucional punir uma instituição pelo que cidadãos anónimos fazem na rua). Entrámos numa era em que a maior virtude que qualquer organismo público pode ter é a capacidade para distinguir a realidade da ficção.

 

Será com esse espírito inventivo que Benfica, FC Porto e Sporting vão discutir, a partir do próximo mês de agosto, a única vaga garantida no novo formato da Liga dos Campeões. Não é a primeira vez que acontece? É verdade que não, mas antes não havia tantos Goebbels (ministro da propaganda de Hitler) por aí, nem o prémio da Champions chegava aos (pausa para absorver o número) 70 milhões de euros, como a UEFA tem prometido nos corredores.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 04:16

Uma escola de aberrações

Rui Gomes, em 23.03.17

 

As chicotadas formam treinadores e clubes. Uns a borrar-se de medo e os outros a crescer à toa.

 

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1. Dezassete mudanças de treinador é um número bárbaro que inclui chicotadas recíprocas: do clube ao treinador e do treinador ao clube. Mas há um número pior, por quase não existir, que é o das equipas que seguram um técnico duas épocas seguidas. Duas épocas. Fora Benfica e Sporting, havia dois casos, ou melhor, caso e meio e nem esses vingaram. No primeiro exemplo, Manuel Machado capitulou à quinta temporada no Nacional, que já era uma anomalia para os hábitos portugueses; no segundo, foi o Arouca que não teve como amarrar Lito Vidigal, porque isso também acontece: se o treinador não funciona vai embora; se funciona, vêm buscá-lo facilmente. Falta pensar dois minutos (para combinar com as duas épocas) no que isto faz ao crescimento dos clubes e à formação dos treinadores. Alguém cresce a mudar de ideias a cada seis meses? Alguém pode aprender se tiver sempre o pescoço no cepo e for obrigado a vergar-se a jogadores, dirigentes, patrocinadores e quem mais queira dar palpites? Isso forma treinadores ou relações públicas? Raramente um técnico, ou um clube, apanhado neste ciclo consegue sair dele.

 

2. Há algumas semanas, o Benfica atacou o antijogo, com toda a razão, e o FC Porto fê-lo esta semana, com tanta razão como o Benfica. Um ou outro hão de acabar a praticá-lo de sábado a oito dias, no Estádio da Luz. Vão fazê-lo porque é possível e porque, na verdade, ninguém o condena, nem o acha especialmente grave, nem condenável, quando a vítima é o outro, apesar dos comunicados. Escrevo-o porque Fernando Santos acaba de convocar o guarda-redes do V. Setúbal para a selecção A. Só falta ouvi-lo dizer "bardamerda".

 

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publicado às 02:57

Só ganhar é opcional

Rui Gomes, em 16.03.17

 

Nesta Champions, como em todas antes, ninguém exige vitórias. Mas os jogos têm de ser discutidos.

 

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No Brasil de Tiquinho Soares chamam-lhe "deitar conversa fora". Foi o que o FC Porto fez nas duas mãos com a Juventus: não as discutiu; deitou conversa fora. Não confundir com carácter. Podemos falar em orçamentos e na perdição europeia que aí vem para os clubes portugueses (catastrofismo que vai vingar, porque julgam que também interessa ao Benfica); podemos falar na estatura de Maxi, Óliver e André André; podemos sublinhar a verde fluorescente os 46 jogos da Juve sem perder em Turim: incontestável é apenas que o FC Porto não conseguiu discutir a eliminatória.Maxi Pereira não encolheu de propósito para este jogo; sempre foi baixinho, e a expulsão chegou à quinta ou sexta bola seguida que a Juventus ganhou na área, aproveitando, de forma evidente, detalhes como esse dos poucos centímetros do uruguaio.

 

O futebol não se ganha só marcando mais golos do que os sofridos; também se ganha evitando cartões vermelhos e com a presença de espírito dos jogadores, para perceberem que defender uma bola com a mão traz, em princípio, mais prejuízos do que benefícios. O "somos Porto" que Nuno quer trazer de volta tem de antecipar isto tudo e o mesmo serve para o Benfica.

 

Talvez as distâncias tenham crescido e talvez as equipas portuguesas tenham de perder mais vezes do que o costume nos próximos tempos (escrevo talvez, porque não sou adivinho nem estatístico), mas nunca ninguém lhes exigiu que ganhassem. O que tem de se lhes exigir é o que não se viu no Sporting da primeira fase e nos quatro jogos destes oitavos de final: que discutam.

 

 

José Manuel Ribeiro - jornal O Jogo

 

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publicado às 12:45

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