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Eminências pardas

Naçao Valente, em 16.05.17

 

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Costuma designar-se como eminência  quem “manobra atrás da cortina”. A expressão foi atribuída ao frade conselheiro do cardeal Richelieu, pela influência, que na sombra exercia sobre ele. Em certo sentido, o Cardeal pelo poder que detinha na governação, durante o reinado do rei Luís XIII, também pode encaixar-se na designação.


Eminências pardas sempre existiram e sempre continuarão a existir quer na política, quer em outras áreas. O Sporting, para o bem ou para o mal, parece também ter a sua Eminência. E tudo indica que se chama Ricciardi. Só não vê quem não quer que este consócio exerce uma grande influência na vida do clube, mexendo os cordelinhos, nos bastidores, onde seguramente se encontra mais resguardado das contigências da ribalta. Se algo correr mal está não é da sua responsabilidade.


É provável que por detrás da propalada reestruturação financeira de Bruno de Carvalho, esteja a mão escondida de Ricciardi. Atrevo-me a dizer até, com as devidas reservas, que sem ele a elogiada reestruturação não teria sido possível. O papel de 'Eminência' que já exercia na banca, nunca se expondo, garantiu a Bruno de Carvalho colher os louros da dita “salvação do Sporting”, assumindo os riscos que Ricciardi não assume.


Na minha leitura destes quatro anos de mandato, a direcção exerceu, em certa medida, a função de testa de ferro do verdadeiro poder. Bruno de Carvalho, não passará, nesta perspectiva, de um empregado, com larga autonomia na gestão do futebol. Função que que se encaixa bem no seu perfil e na sua ambição de criança: de adepto a presidente que nunca soube ser,  conseguindo visibilidade mediática e garantindo a sua subsistência. Por outras vias, o viscondato, ou "croquetes" na gíria popular, continua.


De quando em vez, Ricciardi aparece à luz do dia para pôr ordem no “barraco”, como aconteceu recentemente ao interferir no “caso” Jorge Jesus ou um pouco antes no apoio à recandidatura de Bruno de Carvalho. E estou convicto que a contratação de Jesus e a sua manutenção a alto custo, teve e têm o beneplácito de “Sua Eminência”.


Até agora o presidente aparenta ter o apoio do homem da finança “que mexe os cordelinhos”. Mas se a política desportiva se mantiver, como tem estado, sem um rumo coerente e se os desaires se acumularem, não me admiraria que o poder oculto tirasse o tapete a Bruno de Carvalho. Por isso, a sua sobrevivência está dependente como pão para a boca, de títulos já. E se não os conseguir só se pode queixar de si próprio. Não lhe faltaram oportunidades perdidas. Escolheu mal os seus mosqueteiros. À competência preferiu “yes-men”. As últimas opções mostram algum desespero.

 

Que margem de manobra lhe resta?

 

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publicado às 11:00

 

Há causa para acreditar que José Maria Ricciardi e Jorge Jesus encontraram-se esta quarta-feira no Hotel Ritz em Lisboa. Neste momento - não obstante especulação jornalística - desconhece-se se o encontro foi de mera forma casual ou se houve uma outra agenda.

 

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O timing, pelos rumores que circulam na praça sobre o futuro de Jorge Jesus, é intrigante e não surpreenderá que venha a servir de pano de fundo para as inevitáveis manchetes noticiosas.

 

Pelo facto de José Maria Ricciardi ser um conhecido banqueiro e membro do Conselho Leonino, haverá quem se dê a adiantar que o contrato de milhões do treinador foi o alvo principal da conversa, mas, na minha opinião, a haver uma agenda, esta não passou de uma tentativa a serenar os ânimos, provavelmente a pedido de Bruno de Carvalho, dado que Jesus não terá gostado das suas recém-palavras.

 

Entretanto, a reunião do presidente do Sporting com o treinador ainda não se realizou nem tem data marcada, mas tudo indica que terá lugar num futuro muito próximo.

 

Já referi em outros escritos e não hesito em reiterar que neste momento não acredito no 'divórcio' entre Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. É por de mais evidente que decisões têm de ser tomadas em relação à próxima época, mas um novo treinador não faz parte da equação.

 

Com ou sem razão, face à exibição e consequente resultado diante o Belenenses, mais uma prova da incapacidade de liderança e egocentrismo de Bruno de Carvalho ao trazer para a praça pública uma 'conversa' que devia ter ficado no foro interno. Com timing mais oportuno e em termos mais adequados, poderia então ter dirigido uma mensagem aos adeptos, evitando todo este desnecessário e pouco salutar sensacionalismo.

 

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publicado às 03:59

Quando os "santos" se sentem lesados

Rui Gomes, em 24.02.17

 

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Por mera coincidência - ou talvez não - pela publicação do comentário do nosso leitor "L" na rubrica Ponte de ligação aos leitores, temos José Maria Ricciardi a reagir com muita indignação perante as acusações de Pedro Madeira Rodrigues no debate de ontem. O resultado é que aquele que era ontem um autêntico demónio para Bruno de Carvalho, e que é hoje seu forte e incondicional aliado, vem a público com a ameaça de avançar com um processo crime contra o candidato, por difamação:


«O Dr. Madeira Rodrigues é um mentiroso compulsivo. Os bancos a que presidi nunca receberam um tostão do Sporting na presidência de Bruno de Carvalho e mais importante, eu, em toda a minha vida de ligação ao clube, nunca recebi um tostão do Sporting. Nunca.

Madeira Rodrigues vai ter de provar e não vai conseguir, porque nunca existiram, nem existirão, comissões ganhas por mim no Sporting. E como não vai provar, vai ter de pagar uma indemnização pelos danos causados. Não vou perdoar. Nunca lhe irei perdoar uma coisa destas.
 
Repito, nunca nem eu, nem o BESI, nem o Haitong Bank, recebemos quaisquer comissões do Sporting ou de Bruno de Carvalho. Por isso, sei que vou ganhar e receber uma indemnização que irá, na sua totalidade, para os cofres do Sporting. Quero que todas as pessoas percebam que estas afirmações falsas têm custos e que os custos contribuam para o bem do clube».
 
Quando os "santos" se sentem lesados, é mesmo um autêntico sarilho !?!
 

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publicado às 11:13

Uma intervenção que deve preocupar

Rui Gomes, em 22.02.17

 

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A intenção deste post não é de revisitar a reestruturação financeira - um assunto já debatido vezes sem conta -, salvo em alguns aspectos que possam ser pertinentes no contexto do actual estado das coisas no Sporting.

 

Passo a explicar a principal razão do título do post. Na minha óptica, quando José Maria Ricciardi sente a necessidade de vir a terreno "defender a dama", é caso para ficar com um pé atrás e questionar quais os interesses aqui não divulgados.

 

Eis o que o ex-vice-presidente do Conselho Fiscal e agora candidato ao Conselho Leonino teve para dizer:

 

«O clube nunca esteve tão bem financeiramente e tão equilibrado como está hoje. Nenhum dos grandes tem uma vida financeira folgada. Mas, dentro destas limitações, o Sporting não tem qualquer problema, por uma série de factos que esta direcção fez: as transacções de jogadores, a reestruturação, o crescimento das assistências e do número de sócios, um contrato de direitos de televisão que não tem comparação com o anterior. O Sporting está muito melhor, não há dúvida.

 

A falência esteve perto, isso é indiscutível. O Sporting tinha perdido a credibilidade junto aos bancos e os bancos estavam decididos a não acorrer mais às necessidades de tesouraria do clube. Portanto, quem efectivamente fez a reestruturação foi Bruno de Carvalho. Tive a oportunidade de colaborar, através do banco de investimento a que presidia na altura [BESI]. Essa reestruturação foi extraordinária, muito bem conduzida.

 

Não tenho dúvida alguma que Jorge Jesus é a pessoa certa no lugar certo. Aliás, nunca vi os nossos rivais tão nervosos como agora para desfazer esta dupla, Bruno de Carvalho e Jorge Jesus. Nunca vi. Com outras Direcções a que eu pertenci, nomeadamente com as últimas, estavam sempre muito contentes... Estavam contentíssimos».

 

As intenções de Ricciardi são bem transparentes, disso não há dúvida alguma. Apenas uma breve observação sobre a sua exagerada afirmação - para não dizer falácia - que os bancos "estavam decididos a não acorrer mais às necessidades de tesouraria do clube".

 

Não serei a pessoa mais indicada para debater esta questão em detalhe, mas parece-me óbvio que a Banca não tinha alternativa alguma, pura e simplesmente para defender o seu investimento no Sporting.

 

Um outro aspecto deste enquadramento financeiro, se a memória não me falha, é que nem devia ter sido necessário a Banca acorrer às necessidades de tesouraria do Clube, dado que Bruno de Carvalho, garantiu, duante a campanha eleitoral, que no dia que tomasse posse da presidência teria uns quantos milhões nas suas mãos exactamente para esse fim. Claro, eventualmente confirmou-se a falsidade dessa sua garantia, de mãos dadas com mais uns quantos milhões de investimento do exterior que nunca se materializaram.

 

O seu último parágrafo "nunca vi os rivais tão nervosos" não é mais do que propaganda eleitoral. Foi muito graças a este tipo de fanfarrice desmedida que o título escapou na época passada.

 

Curiosa esta mútua amizade entre estes dois personagens, quando, ainda não há muito tempo, José Maria Ricciardi, nos olhos de Bruno de Carvalho, era um autêntico demónio. A disposição mais recorrente do consulado do ainda presidente: o que ontem era verdade hoje é mentira, e vice-versa.

 

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publicado às 15:42

O novo amigo do Bruno

Rui Gomes, em 31.12.14

 

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Acabei de ler a entrevista do José Maria Ricciardi ao Record, numa curiosa prova de amor ao Bruno Carvalho e, desde logo agradecendo a disponibilidade manifestada por ele no meio de tantos problemas, lembro que o mesmo Ricciardi 4 meses antes de Godinho Lopes sair disse publicamente: "Temos de dar tempo ao presidente, porque ele também está a aprender ... mudar constantemente de presidente não é solução. Eles próprios precisam de ter estabilidade. Aqueles que agora querem que o presidente saia, devem lembrar-se que quando ganharem as próximas eleições vai acontecer-lhes a mesma coisa”.

 

Eu se fosse ao Bruno Carvalho aproveitava para me demarcar deste novo amigo que pelos vistos não dá muita sorte a Presidentes eleitos com margens curtas e que geram "mixed feelings" entre os sportinguistas e pelo caminho dar um toque ao José Eduardo para ver se rectifica aquela declaração e artigo, porque com amigos destes...

 

Ficámos hoje com a confirmação que 30% do capital do Sporting é agora propriedade de alguém que também está com as mãos completamente sujas neste processo BES/GES e que muito mal fez a tantas pessoas e empresas no nosso país. Imaginem o que seria se isto se tivesse passado no tempo dos "lambuças / croquetes / viscondes"? Mas tudo bem, já o Eduardo Barroso nos tinha avisado que "quero lá saber que sejam russos, angolanos, chineses ou lavagem de dinheiro". Mais um amigo com quem se deve ter muito cuidado.

 

BOM ANO NOVO !

 

ATENÇÃO: Devido a um lapso técnico, aparece o meu nome como autor deste post, quando, na realidade, o autor é o meu colega CITY LION.

 

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publicado às 17:11

O que dizem eles

Rui Gomes, em 06.02.13

 

«A situação financeira do Sporting não é brilhante e existe uma necessidade de diminuir os seus custos. O Sporting gasta quase o dobro do que o Sporting de Braga e vejam o desempenho de uma e outra equipa. Estive no Conselho Fiscal muito tempo. Em princípio não voltarei a integrar uma lista, mas se entenderem que sou útil num projecto que eu também entenda fazer parte da solução... O Sporting voltará à sua grandeza e a disputar títulos. Trata-se de um clube com mais de 100 anos. Nos últimos 12 tem mais títulos que o Benfica. Esta equipa pode jogar muito mais. O Sporting tem de retomar a sua responsabilidade e não vamos escamotear que toda esta instabilidade afecta a equipa de futebol.»

 

-    José Maria Ricciardi    -

 

Observação: Concordo com muito do que o actual vice-presidente do Conselho Fiscal do Sporting disse, inclusive a sua referência aos títulos do clube da Luz no referido período, mas uma sua afirmação, na minha opinião, não é justa nem realista: a exigência, e a inerente pressão, sobre o Sporting, para vencer, mesmo nestes dias de menor competitividade, é sempre, de longe, superior à do SC Braga, sem comparação possível. Já afirmei em conversas particulares, que se estes exactos jogadores bracarenses, até com o mesmo treinador, fossem amanhã transferidos para Alvalade, só o «peso» e a responsabilidade da camisola transformaria imediatamente a equipa. São instituições significativamente diferentes e entendo que seja incorrecto evocar paralelos. Por outro lado, faço minhas as suas palavras quanto ao impacto que toda esta turbulência tem tido na equipa do Sporting. É impossível não ter!

 

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publicado às 04:29

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