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Luís Filipe Vieira foi constituído arguido devido a negócios com o Banco Português de Negócios (BPN), revelou esta quinta-feira a revista Sábado.

 

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O presidente do Benfica foi interrogado como arguido neste inquérito-crime, que se arrasta desde 2009, um ano depois da falência do BPN, posteriormente comprado pelo BIC.

 

O Ministério Público suspeita dos crimes de burla qualificada, de falsificação e branqueamento de capitais, que terão causado um prejuízo de 23 milhões de euros ao BPN, através da Inland, sociedade anónima detida maioritariamente por Luís Filipe Vieira.

 

O presidente do Benfica nega ter cometido qualquer crime e, em resposta à Sábado, por escrito, disse: "O único facto que confirmo é que fui constituído arguido, mas tudo foi devidamente esclarecido há cerca de três anos, quando questionado no âmbito do processo".

 

Isto é apenas e tão só o que está indicado no artigo, que é facto público, sem quaisquer acusações e/ou insinuações, mas pelo vasto leque de louvores que se tem lido e ouvido de há uns tempos a esta parte sobre o gestor máximo do Benfica, uma simples indicação de que não há "virgens inocentes" na praça.

 

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publicado às 03:32

 

Com Bruno de Carvalho e Luís Filipe Vieira temos meia dúzia de um e seis do outro, ou seja, ambos valem pouco ou nada, após a verborreia hipócrita de um temos dose idêntica do outro, e os dois fazem parte do problema e não da solução no que ao futebol português diz respeito. A maior diferença entre eles é que um já anda por aqui há muitos mais anos e os danos da sua assinatura têm mais raízes.

 

O presidente do clube da Luz, pela inauguração das novas instalações da Casa do Benfica de Grândola, aproveitou o ensejo para disparar em diversas direcções. Sem referir nomes, ficou claro que os seus alvos eram Bruno de Carvalho, Pinto da Costa e até o presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença:

 

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«Face ao que temos assistido, e não vale a pena recordar, foi sem surpresa que soubemos que existe quem proponha a despenalização de declarações como uma das formas para a melhoria do ambiente que se vive no futebol português. É preciso uma enorme dose de falta de bom senso e igual medida de demagogia.

 

Chegou a hora dos órgãos que dirigem o futebol português assumirem de forma clara a necessidade de se adoptarem regras mais rigorosas e transparentes que protejam a indústria do futebol. Regras duras e punitivas, que a todos obriguem a necessária reserva, em defesa de todos os agentes desportivos, pois só assim será possível prestigiar o futebol português e evitar que se crie um clima diário e crispado e de permanentes casos que visam apenas desviar as atenções de sucessivos falhanços e objectivos não atingidos.

 

E importa ser muito claro que não basta meras declarações de circunstância e propostas de cimeiras de alcance duvidoso, quando diariamente se mostram incapazes de posições firmes e claras perante quem todos os dias viola as regras.

Temos assistido de tudo um pouco, desde quem sonhava com um regresso ao passado de triste memória, a alianças que hipotecam as suas próprias ambições desportivas, tudo servindo, ao fim e ao cabo, para se evitar enfrentar de frente os motivos por que se falham objectivos constantemente.

 

Falei uma única vez no último ano sobre as provocações quase diárias porque não podíamos calar mais a indignação. E não deixa de ser surpreendente que os apelos à serenidade do presidente da Liga só tenham ocorrido agora. Esteve demasiado tempo em silêncio, como que pactuando com o crescente clima de intimidação e crispação que alguns quiseram trazer para o futebol português, perdendo oportunidade e autoridade ao apenas falar agora».

 

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publicado às 04:56

 

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O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) aceitou a providência cautelar apresentada por Luís Filipe Vieira, que se referia aos 60 dias de suspensão impostos ao presidente do Benfica pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

 

De acordo com o comunicado emitido pelos encarnados, o TAD entendeu "procedentes" as razões invocadas por Luís Filipe Vieira, pelo que ordenou a "suspensão imediata" do castigo.

 

A acrescentar que o TAD considerou que existia uma limitação do exercício das funções de Vieira enquanto presidente do Benfica, com prejuízos para o clube, o que criava uma clara desigualdade competitiva, isto face à incerteza se o castigo seria efectivado.

 

Recorde-se que Luís Filipe Vieira foi sancionado após o empate do Benfica frente V. Setúbal (1-), a 21 de Agosto, uma vez que o presidente dos encarnados ter-se-á dirigido ao vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, João Ferreira, alegadamente criticando a prestação do árbitro da partida, Manuel Oliveira.

 

É missão caricata não achar piada à determinação que uma limitação do exercício das funções de Luís Filipe Vieira, enquanto presidente do Benfica, criaria uma desigualdade competitiva e, ainda por cima, com prejuízos para o clube. "Valha-me Deus"... diria a minha falecida mãe, devota sportinguista.

 

Em inglês temos por hábito dizer que "where there is a will, there is a way", e não há dúvidas algumas que o Benfica consegue sempre descobrir os meios, por vezes bem obscuros, para resolver os seus problemas. É claro, no entanto, que não se pode dar ar a este género de acusações, não venham logo as "virgem-ofendidas" reclamar danos.

 

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publicado às 14:15

 

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Esta notícia "Presidente do Benfica envolvido em desacatos num banco", vem a dar ainda mais razão ao meu recém-comentário neste post intitulado Nem a ferver se aproveitam.

 

A PSP recebeu uma queixa-crime contra o motorista de Luís Filipe Vieira, por agressões, e uma queixa contra o próprio presidente do Benfica por insultos ...

 

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publicado às 05:01

Nem a "ferver" se aproveitam

Rui Gomes, em 15.11.16

 

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Acho que se puséssemos todos os presidentes de clubes de futebol portugueses num pote a ferver, pouco ou nada se aproveitava, por muito "tempero" que se utilizasse.

 

Entre muito mais envolvendo os "nossos" estimados líderes, surge a notícia que Luís Filipe Vieira pode ser suspenso entre dois meses a dois anos caso seja considerado culpado na sequência de um processo disciplinar instaurado depois de palavras dirigidas a João Ferreira no final do Benfica-V.Setúbal, da 2ª jornada.

 

O processo já terá sido enviado para o Conselho de Disciplina que tomará uma decisão sobre uma eventual pena a aplicar ao presidente "encarnado".

 

Vou esperar sentado !

 

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publicado às 10:31

 

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«O Benfica quer ter boas relações e recebemos todos os clubes. O Benfica, na hora da derrota, olha para dentro. Não acha que é estranho que um treinador que não ganha nada numa época mantém-se na temporada seguinte? Isso é o sinal que soubemos estar unidos e olhar para dentro. Quando se perde não podemos ir para a praça pública dizer que foram os vouchers, que foi o árbitro, que foi o outro, ou que o árbitro deu 6 minutos de desconto e devia ter dado 15. Um dos pontos do sucesso do Benfica é olhar para dentro. Somos exigentes e não nos desculpamos com ninguém. Não fazemos loucuras. Não há um atleta, treinador ou dirigente que esteja acima do Benfica.

O Benfica já deu exemplos de que para discutir futebol senta-se à mesa com todos. Não tem qualquer problema. Agora, no dia a dia, não vamos ser hipócritas. Se me pergunta se me sentava à mesa com o presidente do Sporting respondia-lhe: para discutir o quê? O presidente do Sporting é um problema dos sportinguistas".

 

                                                                                                             Luís Filipe Vieira

 

Passando por cima da ficção que preenche uma boa parte do primeiro parágrafo, o presidente do clube do outro lado da Segunda Circular até terá sido sincero com a sua última consideração. Primeiro, é difícil imaginar os dois sentados à mesa a debater seja o que for em boa fé. Segundo, é verdade que Bruno de Carvalho é um problema dos sportinguistas, e ele, se não fosse "Lorde" e "Rei" do Benfica, até seria um problema dos benfiquistas.

 

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publicado às 13:53

Jogos de poder

Naçao Valente, em 12.10.16

 

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Mesmo indo contra a actual opinião das correntes clubísticas, considero que  a polémica que se instalou nas redes sociais entre o Sporting e o Benfica, dá uma imagem degradante do que deve ser o desporto. Sporting e Benfica são grandes clubes portugueses que nasceram, cresceram e se impuseram pela rivalidade entre si. Têm origens e histórias diferentes mas percursos paralelos. E volto a acentuar, sem essa rivalidade não seriam o que são.

 

Alimentar a rivalidade é por isso saudável. Pernicioso é transformar a rivalidade sã em clima de guerra permanente, e para além da normal actividade desportiva. Quando se considera um adversário como inimigo e se promove o ódio contra ele, desce-se ao grau mais baixo do que deve ser a normal e necessária convivência entre instituições. Não é essa a natureza do desporto. Antes pelo contrário.


O comentador e vice-presidente do Benfica Rui Gomes da Silva é, com todo o respeito, uma figura patética e como tal não se pode levar a sério. Pelo que é visível, representa para o Benfica o papel de “entretainer” numa estação de televisão. Responder-lhe à letra é pura perda de tempo e significa  descer ao seu nível. Baixo muito baixo.


O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária, com um passado relevante ao serviço do desporto em Portugal. Ao colocar nas redes sociais textos como os que tem publicado ultimamente, só se desprestigia. O discurso rasca e de uma agressividade semântica inqualificável, é uma espécie de 'boomerang' que acaba por se voltar contra quem o arremessa.


Mas o SCP como colectividade é constituído por pessoas que a representam e que a servem. E aqui é que bate o ponto. Quando quem serve o clube tem como estratégia o lema “os fins justificam os meios” vale tudo. A guerra contínua contra tudo o que mexe, obedece a uma estratégia clara da actual direcção para se auto-promover. A frase de Bruno de Carvalho... “quem quiser fazer mal ao Sporting tem de me matar primeiro a mim", não é ingénua e cai bem em muitos adeptos. Mas na prática não significa nada. Defender o Sporting é desiderato de todos os sportinguistas. A conclusão comprovada pela prática é que Bruno de Carvalho à sua maneira, seguindo as pegadas de outros dinossauros, se quer eternizar como presidente do Sporting. É um projecto pessoal, que pode coincidir ou não com os interesses do clube.


Luís Filipe Vieira conseguiu o objectivo da eternização. Daí que com o tri-campeonato no bolso e o seu lugar solidamente garantido, se possa dar ao luxo de dar uma imagem de individuo consensual e distante, portanto acima das disputas vãs dos pobres terrestres. Mas na verdade utiliza, porque pode, todo a hipocrisia do mundo, enquanto vai colocando, estrategicamente, os seus agentes que se disponibilizaram para fazer o trabalho sujo.


Bruno de Carvalho está no início do processo de entronização como homem insubstituível. Tem um caminho pedregoso para percorrer. Assim, vai atirando pedras em várias direcções com o intuito de mostrar serviço às hostes. Copiando um pouco o estilo dos adversários/mestres abandonou, em parte, o estilo caceteiro directo, e começou a resguardar-se atrás de outras figuras, para quem deixou as tarefas mais desgastantes. E quando, por exemplo, um resultado desportivo é negativo sai chumbo grosso para distrair o pagode do que é essencial. 


Nesta luta comunicacional não há inocentes. Cada uma das partes pretende com esta estratégia manter as suas “tropas” unidas, e fazer passar a mensagem de defensor inquestionável . Acicatar os ânimos contra o adversário, procurando desvalorizá-lo e desmolarizá-lo, provoca a reacção adversa, de onde sobressai o pior primarismo da natureza humana. Quem ganha com estas guerras abertas de 'clubite' irracional não são as colectividades, mas eventualmente quem, transitoriamente, as dirige.Tudo não passa de jogos de poder, sempre pessoal, e ao fim e o cabo o que sobra de concreto para a valorização do desporto é nada. Espuma, apenas espuma.

 

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publicado às 10:30

O alvo foi Luís Filipe Vieira

Rui Gomes, em 10.09.16

 

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Jorge Jesus fez alvo de Luís Filipe Vieira esta sexta-feira, em resposta à "boca" que lhe foi dirigida pelo presidente do Benfica em recém-entrevista:

 

"Forma de trabalhar de Jorge Jesus não serve os interesses do Benfica"

 

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- "Não fujo a perguntas e gosto de confrontos".

 

- "Os nossos rivais já perceberam que o Sporting está mais forte e isso está a incomodar".

 

- "Antes de mim foram sete treinadores em seis anos".

 

- "Ganharam o quê nos seis anos antes de eu chegar".

 

- "Comigo o Benfica ganhou 11 títulos (na realidade foram 10) em seis anos".

 

A única conclusão possível é que entre o ego de Jorge Jesus e o ainda maior de Bruno de Carvalho ("Jesus não é treinador para qualquer presidente"), há razões para acreditar que Luís Filipe Vieira bateu a má porta.

 

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publicado às 06:38

Para refrescar a memória...

Rui Gomes, em 12.05.16

 

 

... de quem aparece aqui a tentar dar lições de ética e moral.

 

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publicado às 14:57

"Eu tenho dois amores"...

Rui Gomes, em 08.05.16

 

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"Que em nada são iguais"... Não é assim que começa a conhecida canção de Marco Paulo ?

 

As direcções de Benfica e Marítimo almoçaram num restaurante no Funchal, ao qual os presidentes Carlos Pereira e Luís Filipe Vieira chegaram no mesmo carro. O chamado "Jogo da mala" originou uma troca de palavras entre Carlos Pereira e Luís Filipe Vieira, com o assunto a merecer alguns risos.

"Oh Hélder espera um pouco mais que a mala está a chegar", disse o presidente do Marítimo, dirigindo-se a um repórter fotográfico, num diálogo captado pela CM TV.

Ao ouvir isto, Vieira respondeu: "Ele está a falar muito da mala mas ela já chegou". E não se ficou por aqui. "Ele já sabe que ela já chegou, chegou ontem à noite... Ele sabe como é que aquilo veio", afirmou.

O pormenor merece destaque depois de uma semana na qual foram proferidas declarações fortes por parte de dirigentes benfiquistas em relação à gestão do plantel dos insulares, as quais tiveram depois resposta, por parte do próprio Carlos Pereira e do treinador Nelo Vingada.

Entretanto, esperamos que o presidente do Marítimo já se tenha esquecido de uma das muitas infelizes bocas de Bruno de Carvalho. Esta, no dia 5 de Dezembro, pela vitória do Sporting sobre o clube insular, por 1-0, no Funchal, a contar para a 12.ª jornada da I Liga:

 

«Hoje foi um jogo importante. Como já disse, o campeonato é uma maratona. Temos de ter os pés assentes na terra, jogar com garra e alma. Quero, sobretudo, dedicar esta vitória aos sportinguistas, que mereciam continuar em primeiro, mas também quero dedicar de uma forma muito especial ao presidente do Marítimo, Carlos Pereira».

 

Neste contexto, Bruno de Carvalho foi o maior amigo dos adversários do Sporting ao longo da época. Se é que necessitavam de ainda mais motivação para defrontar o Sporting, ele prontamente presenteava-os com o incentivo extra.

 

P.S.: A imagem dos dois presidentes é deste domingo.

 

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publicado às 16:37

Consideração do Dia

Rui Gomes, em 29.02.16

 

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«A justiça deve ser célere, deve castigar ou ilibar, mas tem de ser muito célere nas suas decisões. Portanto, para evitar demagogias ou polémicas absurdas, digo hoje que espero que nenhum jogador da equipa que vamos defrontar na próxima jornada, o Sporting, seja impedido de jogar contra nós.

A justiça deve actuar, aliás já o devia ter feito, mas, para que não haja nenhum tipo de suspeição, castiguem se tiverem de o fazer mas depois do nosso jogo.»

 

Declarações do líder "encarnado" à margem da Gala Cosme Damião. Ainda me levou alguns minutos a ponderar este "magnificente" sentido de desportivismo por parte de Luís Filipe Vieira. Creio que nem o pior cínico diria que tão enorme demonstração de hombridade está de algum modo relacionada com o regresso à cena dos casos de Eliseu e Jardel, ou que ele, porventura, já tem conhecimento do desfecho do processo instaurado a Slimani.

 

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publicado às 04:43

 

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De súbito, depois de um longo e estranho silêncio, Luís Filipe Vieira achou por bem falar aos benfiquistas (e ao público desportivo em geral, obviamente). Para isso, fez o que é habitual nestas ocasiões, disponibilizando-se para uma entrevista num jornal e para um discurso numa homenagem no Estádio da Luz. Ao mesmo tempo, sinal da grande aceleração dos acontecimentos, Pinto da Costa escreveu um artigo intitulado 'Os Intocáveis', na revista Dragões, dizendo ao que vem. Depois de Bruno de Carvalho, o presidente do FC Porto também se pôs a caminho.

 

Compreende-se a necessidade de Luís Filipe Vieira passar à ofensiva. É verdade que tem saudades do Bruno de Carvalho compreensivo que não lhe criou problemas depois de placas de alumínio terem voado num dérbi no Estádio da Luz e do Pinto da Costa que era um bom aliado e o convidava para o camarote no Dragão. Mas, de repente, tudo mudou, um dos seus vice-presidentes aperta-lhe os calos, leões e dragões juntaram os trapinhos, o Benfica pena na classificação da Liga e a “estrutura” sacode a água do capote. Chegou a altura do presidente fazer prova de vida.

 

Camarote Leonino deu relevo às declarações do presidente do Benfica por ser evidente que ele teve a intenção de reagir a Bruno de Carvalho e à ofensiva que este leva a cabo desde o célebre Prolongamento na TVI. Penso que deve ser levado a sério, pois é pouco inteligente menosprezar um dos principais adversários e desvalorizar a sua estratégia de contra-ataque. Todos conhecemos a longa história da rivalidade entre o Sporting e o Benfica, pelo menos desde o primeiro dérbi realizado em Dezembro de 1907, no Campo da Quinta Nova.

 

Luís Filipe Vieira procura, agora, trazer Pedro Proença para o centro da querela, quando o presidente da Liga tem procurado passar despercebido sentadinho numa cadeira na periferia de todas as peripécias. O que se passa é também com ele, pois claro.

 

Agora, nesta nova fase da contenda, ver-se-á se Bruno de Carvalho é capaz de controlar a ocasião e as circunstâncias, de pôr a cassete de lado e, explorando diversas possibilidades, alcançar os objectivos que interessam ao Sporting e ao futebol português. É mais do que certo que não consegue isso com a habitual conversa para a plateia, mas apenas se for capaz de estabelecer uma estratégia que considere a imprevisibilidade dos acontecimentos e interesses muito mais amplos do que os dele próprio. Assim, evitará a armadilha que ele próprio colocou no caminho.

 

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publicado às 10:23

 

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Sem nunca se referir ao Sporting ou a Bruno de Carvalho, Luís Filipe Vieira lamentou o panorama de "conflito" que se está a instalar no seio do futebol nacional,  e promete ir até às últimas instâncias na defesa das acusações que têm vindo do outro lado da Segunda Circular, exortando, até, o presidente da Liga de Clubes a intervir no assunto:

 

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«O presidente da Liga deve saber que o exercício do poder tem de ser efectivo, que tem de exercer com determinação o poder que lhe foi conferido. E isso implica a necessidade de responsabilizar e punir aqueles que diariamente insistem em manipular factos, insinuar e desvalorizar a Liga portuguesa. Se alguém tem razões de queixa do Benfica ou de outro clube qualquer que as apresente às instâncias competentes e espere. Deixem de deslumbrar-se com os microfones, respeitem o futebol português e quem nele investe. As palavras têm consequências, e essas consequências vão chegar. Não vamos andar a gritar a nossa razão, vamos apenas reclamá-la onde o devemos fazer", atirou, esta quinta-feira, no Estádio da Luz.»

 

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«Num tempo em que, cada vez mais, os clubes nacionais vão ter de ir à procura de patrocinadores internacionais, em que é preciso credibilizar a Liga portuguesa, em que é preciso valorizá-la, não contem com o Benfica ou com o seu presidente para fazer exactamente o contrário. Uma postura permanente de suspeição, de guerrilha, de conflito não prejudica o Benfica, prejudica todo o futebol português. A conjuntura hoje não é a mesma de há 10 anos. O nosso futebol precisa, cada vez mais, de se credibilizar, de atrair investimento estrangeiro. Mas não se atrai esse investimento desvalorizando diariamente o 'produto'. Não esperem atrair patrocinadores para a Liga portuguesa ou para os nossos clubes acenando diariamente com insinuações e calúnias que lançam um manto de suspeição injustificado e altamente penalizador.»

 

«A credibilidade do clube e a sua defesa não se fazem aos gritos. Porque a razão não está naqueles que mais gritam, a razão não se ganha na praça pública. Ou temos ou não temos razão. E, se precisamos de estar permanentemente aos gritos, é porque não existe razão naquilo que gritamos.»

 

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publicado às 05:16

 

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Palpita-me que, por estes dias, Bruno de Carvalho sente-se profundamente realizado. Ele que não resiste a um jornalista com um bloco de notas ou a um microfone de um programa desportivo na televisão, agora merece a atenção de figuras benfiquistas de segunda linha que protegem as costas de Filipe Vieira. A trágica ironia é que enquanto Bruno de Carvalho ciranda da TVI para o Expresso, do Económico TV para a Rádio Renascença e, finalmente, aterra na Sporting TV, o presidente do Benfica permanece atento e organizado no seu quartel preparando a próxima retaliação.

 

Entretanto, Bruno de Carvalho conseguiu a proeza de reforçar dois traços muito negativos da sua personalidade: infantilidade e instabilidade. Acrescento, ainda, a incapacidade de prevenir as consequências do seu comportamento e de conseguir aliados institucionais. Hoje tornou-se raro encontrar um clube que se refira publicamente ao Sporting com cordialidade e simpatia. Até o Vilafranquense se lamenta e compara a atitude do Sporting com a dos nossos rivais para com os clubes que vão defrontar na Taça de Portugal.

 

Quando esta história das “prendas” terminar, o Benfica pagará uma multa simbólica e Bruno de Carvalho estará mais isolado do que nunca e acusado de querer fazer implodir o futebol português. Nem Pedro Proença perderá tempo com quem não merece a confiança dos seus pares. Isto é, institucionalmente o Sporting terá ainda maiores dificuldades para conseguir apoios e solidariedades na defesa da reforma do futebol português e as suas propostas serão ignoradas e metidas numa gaveta. Na minha terra este tipo de acção chama-se de forma curta e grossa: irresponsabilidade!

 

É lamentável que Bruno de Carvalho não tenha comparecido na conferência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Aliás, como faltou a tantas e tantas reuniões da Liga. Ele é presidente em funções para percorrer as capelinhas onde incendeia os ânimos e para gerir a sua página institucional no Facebook, mas não se considera em funções para representar e defender o Sporting nos órgãos próprios e institucionais. Para essa atitude há uma palavra dura e cruel: cobardia!

 

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publicado às 08:43

O que dizem eles

Rui Gomes, em 08.08.15

 

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É um jogo para ganhar, mas uma vitória na Supertaça não é o fim do caminho, mas o arranque de uma temporada que será muito difícil. Estamos convictos da nossa razão e do nosso trabalho. Estivemos 16 dias fora e isso foi razão para muitos falarem de falta de organização da pré-temporada. Esses têm complexo de clube pequeno. O Benfica é um clube grande e esteve onde os outros grandes estiveram e isso vai continuar a acontecer. Não quero títulos de pré-época, quero títulos de época.

 

 

O presidente do Benfica aparenta estar algo excitado na véspera do importante embate da Supertaça. Não compreendo bem onde ele pretende chegar com a afirmação "estamos convictos da nossa razão", mas fica no ar para quem ele dirige este comentário. Será para o Sporting ?

 

Tem razão em uma consideração: um jogo não faz uma época, muito embora ninguém queira perder, obviamente.

 

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publicado às 14:17

 

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À margem da inauguração das novas instalações da Casa do Benfica em Leiria, Luís Filipe Vieira finalmente falou sobre as incidências do passado fim de semana e do corte de relações decretado pelo Sporting. Em síntese, eis as suas declarações:

 

Em relação à tarja do nosso pavilhão: é lamentável. É injustificável. Há um processo de investigação em curso para apurar quem foi responsável. Não há conivência da Direcção do Benfica com gestos desta gravidade, mesmo havendo antecedentes e provocações. Nada justifica aquela tarja. Lamento o que sucedeu.

 

Já sei que vão aparecer alguns a dizer que passaram seis dias. Passaram mais de três anos depois do incêndio da Luz e ainda ninguém do Sporting repudiou ou lamentou aquele triste incidente.

 

Para que fique bem claro para todos: no sábado, depois de ver a tarja e depois de perceber o que estava lá escrito, pedi ao nosso director de segurança que fosse retirada. Foi entendimento da PSP e do nosso director de segurança que ter uma intervenção imediata para retirar a tarja poderia provocar problemas de segurança bem maiores, não apenas na zona da tarja, mas em todo o pavilhão. A tarja está na posse das autoridades e há um processo de investigação a decorrer. Será que podem dizer o mesmo das tarjas de Alvalade ?

 

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O Sporting não cortou relações por causa da tarja, tendo esta sido um instrumento usado como desculpa. E as tarjas de Alvalade ? Alguém pode explicar ? Foram ou não foram pintadas na garagem do estádio ? Foram ou não foram preparadas nas instalações do Estádio de Alvalade ? E as camisolas da Juve Leo não merecem condenação ? Não foram essas camisolas o rastilho de tudo isto ? Ou será que querem branquear uma parte da história desde fim-de-semana ? 

 

Quando os dirigentes do Sporting vêm à nossa tribuna presidencial do nosso estádio são bem recebidos, ninguém lhes diz que são "personas non gratas". São tratados com a dignidade e o respeito que merecem.

 

A violência é um problema sério. É um problema de todos, mas a violência não se resolve com demagogia ! As tarjas, as tochas na bancada e no relvado, são um problema que devia ter sido resolvido em dois sítios: na Liga e na polícia. Não no Facebook, em comunicações de propaganda !

 

Não corto relações com outros clubes por mera gestão de autoridade interna, nem processo sócios do Benfica porque discordam de mim. Não digo que a bandeira nacional, símbolo do País, tem verde a mais ! Quando dispenso um treinador (Abel Ferreira), assumo, não me escondo.

 

Em Novembro de 2011, um grupo de arruaceiros incendiou-nos o estádio. Não cortámos relações com ninguém, porque o clube não pode ser gerido por impulso, tem de ser gerido com responsabilidade, não pode ser gerido com a sensibilidade e o querer de um adepto de bancada. Desde Novembro de 2011, ninguém do Sporting lamentou ou pediu desculpas pelo acto.

 

Por mim, este assunto acaba aqui. O Sporting enquanto instituição merece respeito, e tem o respeito do Benfica, mas as pessoas que dirigem as instituições também devem ser responsáveis pelos seus actos e pelas suas atitudes.

 

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publicado às 04:34

O que dizem eles

Rui Gomes, em 07.01.14
 

 

«Algo está a mudar no Benfica e a transformação que o Benfica está a ter era para começar a 1 de Julho, mas sonhámos todos termos a final da Liga dos Campeões na nossa casa e tínhamos pretensões, daí ter havido grande desilusão por não continuarmos na competição. Especula-se muito sobre jogadores portugueses, mas as pessoas esquecem-se que isto não é só carregar num botão. Trabalho para ter um Benfica made in Benfica. Se houver saídas, de certeza que as entradas serão da equipa B, com excepção a duas posições, por não termos alternativas: defesa esquerdo e ponta de lança.

Em 2020, de certeza mais de 60 ou 70 por cento dos jogadores do Benfica serão formados na nossa casa.»

 

-    Luís Filipe Vieira    -

 

Observação: Mais uma declaração do presidente do clube da Luz para a sua já vasta colectânia de declarações bombásticas, a exemplo de "Depois do verão vamos ser o maior clube do mundo (2006)" - "O Benfica será mais forte que o Real Madrid (2003)" - "O objectivo é ter 500 mil sócios daqui a três anos (2003)", etc., etc..

 

E a minha favorita: "A minha linguagem será sempre a da verdade. Não sou demagogo. Quem me conhece no futebol e na vida de empresário sabe que o que disse há quatro anos ainda hoje vale." Contabilizando 2020, temos 6 anos pela frente, desta vez, para ver um Benfica com 60 ou 70 por cento dos seus jogadores "made in Benfica". Boa !!!... E deverá ser com Jorge Jesus a carregar no tal "botão".

 

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publicado às 03:11

O que dizem eles

Rui Gomes, em 04.12.12
 

 

« O Benfica é, hoje, o único clube que demonstra as suas contas com toda a transparência, sem esconder nada a ninguém. Seja bom, seja mau, está lá tudo. Não somos daqueles que dizem que têm capital de seis milhões e depois têm reservas de duzentos e quarenta e tal milhões de euros. Não fazemos isso s ninguém. Não deixamos lá uma palavra mágica escondida para ninguém se aperceber da grandeza do número ».

 

-    Luís Filipe Vieira    -

 

Observação: Indiferente de quem ele mais pretende fazer alvo com as suas insinuações, é de lamentar que o presidente do clube da Luz não consiga discursar sem extremar pelo ridículo. Querendo, seria possível adiantar diversos exemplos de casos em que as contas são tudo menos transparentes, mas, já agora, seria útil que Luís Filipe Vieira explicasse os reais contornos das transferências do Mantorras e do Roberto, só para nomear dois. Recorre-se ao velho ditado: «Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedras aos dos vizinhos».

  

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publicado às 00:28

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