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E o Sporting, meus senhores ?

Rui Gomes, em 04.10.17

 

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Excelente texto do nosso colega redactor, Nação Valente, publicado originalmente como comentário, integrado no post intitulado "Paulo Pereira Cristóvão responde a Bruno de Carvalho".

 

"Paulo Pereira Cristóvão foi um dirigente do Sporting de triste memória. De uma forma grosseira, procurou acusar um árbitro de corrupção,o pensando que o clube poderia tirar vantagens. Estas práticas são próprias de maus dirigentes e não se coadunam com a grande instituição Sporting Clube de Portugal. No entanto, isso é passado, mau passado. É daquelas acções que tendo existido, devem ser ignoradas. Não trazem nada de bom, nem de interessante.

Mas quem trouxe isto para a luz do dia, numa Assembleia Geral, não foi o Presidente? Qual a necessidade? Se foi um pedido feito ao Conselho Fiscal e Disciplinar porque não ficou apenas no âmbito de este órgão e das suas competências. O que teme Carvalho? Quem tem telhados de vidro pode atirar pedras? Porque não se restringe o Presidente à sua função presidencial, que deve prestigiar? Porque continua nesta deriva de bas fond, que envergonha o clube?

Paulo Pereira Cristóvão foi um péssimo dirigente que procurou viver à conta do Sporting. Bruno de Carvalho é um dirigente que vive à conta do Sporting e que, pelos vistos, distribui benesses a familiares, como se fosse seu dono. Há roupa tão suja que quando se lhe mexe só traz mau cheiro. Salvaguardadas as devidas distâncias e contextos, estão bem um para o outro.
 
E o Sporting, meus senhores?".
 

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publicado às 04:37

 

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Já elogiei a coragem de Pedro Madeira Rodrigues ao apresentar a sua candidatura. Parece um homem sério e competente e que o faz pelo Sporting. Também considerei que esta candidatura ainda não aparece com dinâmica de vitória. Tenho estado à espera que apareçam outra(s) outras candidatura(s). Não para dividir mas para unir. Uma candidatura que congregue as diversas sensibilidades oposicionistas.

 

É certo e sabido que muitos adeptos estão anestesiados pela eficaz propaganda do situacionismo, vendo apenas o fogo fátuo da realidade. Parece que muitas figuras importantes da oposição não querem sair da sua zona de conforto. A candidatura de Pedro Madeira Rodrigues, se for a única que vai a votos, tem que ser mais eficaz. Montar um discurso rigoroso e coerente. Mais que promessas avulsas. Não pode dizer e desdizer como no caso do treinador. Como princípio, bastaria referir que cumpre os contratos assinados e que decidiria em função das circunstâncias.

 

É preciso desmascarar a gestão 'brunista' e não apenas em relação aos resultados desportivos. É preciso um balanço rigoroso. É preciso acentuar que para além da bazófia, esta Direcção não acrescentou nada à sustentabilidade do clube. Antes pelo contrário. Se não se constituir uma alternativa forte, Bruno de Carvalho ganha e o Sporting perde.

 

 

                                                                                           Nação Valente

 

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publicado às 04:19

 

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Os ditadores aparecem em situações de instabilidade social. Salazar aproveitou o descalabro da primeira República, que se tinha metido numa guerra, e aproveitou a onda de descontentamento. Foi inteligente e manhoso. Soube construir o seu poder absoluto. O povo não foi cobarde nem burro, mas havia muita ignorância como continua a haver.

 

Bruno de Carvalho aproveitou o descalabro, principalmente o desportivo, de Godinho Lopes, para cavalgar a onda. Teve condições para unir e desuniu. Mostrou soberba. Estragou o que começou a fazer bem. Agora faz papel de vítima.


Eu assumo-me como oposição e exerço o meu papel crítico. Não apoio Bruno de Carvalho. Ponto. Se houver um candidato que me mereça confiança apoiarei. Não decido com base em revanchismo.

 

 

Consideração, em comentário, do nosso redactor Nação Valente, no seu post A solidão do poder.

 

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publicado às 05:24

 

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Até pode ser que Pinto da Costa esteja limitado pela idade, todos mais tarde ou mais cedo acabamos por estar. Mas também pode ser estratégia, pois continua a ser uma velha raposa. Por outro lado, Pinto da Costa, conhece os meandros do futebol como ninguém e sabe que ainda está chamuscado por casos de arbitragem. Portanto é natural que se afaste dessas polémicas.

 

E com todo o respeito pelas opiniões expressas, eu considero que nesta questão de estabelecer influências não há inocentes. No nosso Sporting, se for possível criá-las, não me parece que sejam enjeitadas. Temos um exemplo bem recente de um membro da direcção anterior, embora concretizado de forma grosseira e muito ingénua.


Bruno de Carvalho apareceu na praça como o grande moralizador, mas apenas de fachada. É impossível que alguém queira, como "outsider", mudar uma realidade muito complexa. O estabelecimento de redes de influência, criticável, mas generalizada, exige muita inteligência, alguma paciência, e nunca se faz através de "sound bites" na praça pública.


Sobre a questão dos "vouchers" em concreto, percebo que os sportinguistas queiram alimentar o assunto com o intuito de descredibilizar a direcção do rival. E considero que se cometeram ilícito, devem ser castigados. Cabe às instâncias adequadas actuar em conformidade. Sem pôr em causa a liberdade que todos temos de manifestar opinião soube o que nos aprouver, prefiro a rivalidade que existe dentro das quatro linhas. Talvez porque já esteja afectado pela marcha inexorável do tempo.

 

                                                                                                                   Nação Valente

 

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publicado às 11:15

Um conflito entre duas ideias

Rui Gomes, em 07.09.16

 

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«A leitora LeoaAnimada despoletou aqui uma grande animação com a utilização da frase "dissonância cognitiva". E eu estou-lhe muito grato por ter trazido a jogo a referida expressão, que, lamentavelmente, desconhecia. Não se pode saber tudo, mas o meu desejo de aprender é infinito. E graças a esta leitora Leoa, pude enriquecer o meu conhecimento.


Além do seu esclarecimento procurei aprofundar o conceito e sem muito esforço, embora pela rama,pois que hoje na NET está tudo ao alcance de um clique, encontrei um exemplo, que sendo bastante conhecido nunca tinha relacionado com tal comportamento. Trata-se da fábula de Esopo, "A raposa e as uvas" onde pelo vistos a infeliz ao perceber que não as conseguia comer decidiu que não as queria, numa atitude "da formação adaptativa de preferências, com o objectivo de reduzir a dissonância cognitiva".


A assim ser, a transcrição deste texto de Rogério Alves por Rui Gomes, assim como o seu elogio e sendo ele, diz a leitora, laudatório do actual treinador e por inferência da actual Direcção, que aqui costuma ser criticada, cai-se na área da incoerência. Só que com a transcrição aludida e no comentário que se lhe segue não encontro nenhuma incoerência. Ou seja, aproveita-se o pensamento expresso por Rogério Alves para dizer que a "inteligência, equilíbrio e sensatez" que este demonstra, não existem em Alvalade, em total coerência com o que vem defendendo.


Quero deixar claro as minhas dissonâncias com Rogério Alves, que considero um bom tribuno, e que me merece todo o respeito, mas que nas sua intervenções, na minha opinião, umas vezes dá no cravo e outras na ferradura, se calhar dentro da tal "dissonância cognitiva", se consegui entender o seu alcance. E nestas afirmações discordo dos atributos dados a JJ , como "fala muito a verdade" embora contemporize com "pessoa honesta" retirando o extremamente. Basta consultar o seu histórico.


Por fim, peço desculpa ao Rui por me intrometer neste debate, mas o assunto era por demais aliciante para refrear a minha participação, mesmo correndo risco de meter pé em ramo verde».

 

                                                                                                        Nação Valente

 

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publicado às 04:11

 

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«Na minha perspectiva o valor de um jogador tem a ver com vários factores a saber: características próprias, evolução, prestações em campo, função que desempenha, visibilidade, necessidades do mercado, concorrência.

 

São genericamente estes factores que influenciam a oferta de compra. João Mário é o exemplo tipo de uma evolução com estes parâmetros e que justificam uma cláusula mais elevada, que aliás lhe foi atribuída aquando da renovação já no decurso do seu crescimento sustentado.

 

Agora aplicar cláusulas estratoféricas a tudo e mais umas botas não valoriza os maus e coloca desconfiança nos bons. E podem os adeptos acríticos argumentar que a cláusula alta pode justificar um preço alto que não têm razão. Faz lembrar os alunos cábulas que não sabendo a resposta apostam em todas as alternativas.

 

Do mesmo modo dizer que "não é preciso vender" como estratégia para subir o preço parece-me outra falácia. Só se vende quando há comprador e esse paga o que o mercado estabelece, de acordo com condições acima descritas. Além disso, neste "mundo cão" não há muita ingenuidade. Todos sabem que todos precisam de vender. O Sporting Clube de Portugal, não foge à regra. Só se for o Sporting made in BdC».

 

                                                                                                                                  

                                                                                                      Nação Valente

 

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publicado às 17:57

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Rui Gomes, em 30.12.15

 

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«Não faço a mínima ideia da origem do cartaz. Para já excluo a hipótese de ser obra da actual direcção. Parece-me ter sido colocado por opositores, que não se querem identificar. Mas para além do seu carácter anónimo e nesse sentido contestável, o que o cartaz mostra é a divisão que existe no mundo sportinguista. E essa divisão atribuo-a, especialmente, a Bruno de Carvalho, ao comprar guerras com tudo e com todos, sportinguistas incluídos. Esquecer esta vertente da questão é tomar a atitude da avestruz. Como se costuma dizer, BdC bebe do seu próprio veneno.

Em relação ao contrato com a NOS a Direcção não fez mais que o seu trabalho. Depois dos contratos feitos com FCP e Benfica, as operadoras não podiam fazer muito diferente com o Sporting. Nesse sentido, isso não se deve aos bonitos olhos do senhor Presidente, mas à grandeza do Sporting. Não confundamos a árvore com a floresta.

 
Foi um contrato feito à imagem e semelhança do dos outros rivais directos. Tem como base a marca Sporting e as audiências que gera. Neste contexto não se deve a qualquer mérito especial da actual Direcção, mas às circunstâncias específicas que o originaram. Há um ano , por exemplo, não teria sido possível com esta ou com outra Direcção. Não me parece correcto que, deste facto, se possam tirar ilações a favor ou contra, para incensar ou para censurar, Bruno de Carvalho. Muito menos me parece correcto que os defensores incondicionais o usem agora como arma de arremesso contra eventuais oposicionistas, para contrabalançar processos que correram mal. Não é assim que se unem os sportinguistas.»
 
 
Leitor: NAÇÃO VALENTE
 

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publicado às 10:17

Afinal não sou o único...

Rui Gomes, em 28.10.15

 

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As coinciências da vida são, por vezes, muito estranhas e curiosas. Acontece que ontem à noite um amigo telefonou-me - também ele sportinguista - e como é nosso hábito trocámos impressões sobre vários dos assuntos mais recentes da vida do Sporting, sendo o "derby" do domingo passado a dominar a conversa. Tentei explicar-lhe os meus sentimentos hoje em dia ao assistir a um jogo do nosso Clube, mesmo até um "derby", e faltou-me a eloquência do nosso leitor Nação Valente, no seu comentário ao post do meu colega Leão Zargo:

 

 

«Caro Zargo,

 

Admiro o seu tom conciliatório e integro-o na famosa frase do padre Américo, "não há rapazes maus". Desculpe discordar mas há, no mundo em que vivemos, bons, maus e vilãos. Mas também reconheço que em qualquer pessoa coincidem aspectos positivos e negativos e que cada homem é fruto das suas circunstâncias. Em tempos, aqui defendi muitas vezes Bruno de Carvalho, pela forma pragmática como estava a gerir o Sporting, condicionando as despesas ao valor das receitas. Mas há algum tempo comecei a divergir do seu comportamento e das suas atitudes. Não me revejo no seu estilo caceteiro batendo em todas as direcções, incluindo naqueles que estão no seu próprio exército. E vejo, em sportinguista que conheço, a mesma repugnância pelo estilo. Não comungo do seu humor grosseiro que provoca riso mordaz nos seus adversários. Não compreendo que alguém coloque o seu ego acima do clube, numa espécie de "o estado sou eu". Não sou adepto do chico espertismo, utilizado como método, para não cumprir contratos.

 

Sou sportinguista há mais de sessenta anos. Conheci várias direcções. Umas melhores, outras piores, se é correcto fazer este tipo de avaliação. Todas estiveram ao serviço do clube com espírito de missão. Independentemente da sua competência, nunca vi nenhuma que dividisse tanto os sportinguistas, nem que pusesse em causa parte do passado da colectividade, como se fosse possível apagar a história. Sou e continuo a ser sportinguista, mas tenho de confessar, com toda a sinceridade: este presidente conseguiu tirar-me o gosto de ver futebol. É uma estranha sensação que não consigo explicar. E pode ganhar todos os títulos do mundo, mas nunca será o meu presidente. Aliás se o meu sportinguismo existisse na razão directa de troféus conquistados, não seria, certamente, sportinguista.»

 

Leitor: Nação Valente

 

 

Não irei tão longe como o nosso caro leitor acusando este presidente de tirar-me o gosto de ver futebol, mas reconheço em mim que não acompanho os jogos do Sporting com a mesma paixão, a mesma intensidade de outrora, ao ponto de por vezes prejudicar a minha saúde. Nem por isto deixo de ser menos sportinguista e de desejar o melhor possível para o meu Clube, mas não é bem a mesma coisa.

 

Não pretendo convencer ninguém seja do que for, nem espero compreensão e muito menos ainda concordância. Já tive ocasião de afirmar diversas vezes aqui no Camarote Leonino, que este presidente também nunca será o meu presidente e que nenhum título conquistado me fará mudar de opinião sobre o homem e o líder Bruno de Carvalho.

 

A frase da imagem acima publicada reflectirá os meus sentimentos por lhe ter concedido o benefício da dúvida, quando ele não era mais do que um mero estranho, pelo acto eleitoral de 2011. O seu comportamento e patente falta de carácter conduziu-me ao meu estado de espírito actual. Daí, que eu não possa esperar aquilo que ele é incapaz de fazer: a união entre sportinguistas. Conquistou o poder através de divisão, preserva-o agora pelos mesmos meios e assim continuará até ao dia que sair do Sporting. "Impossível é nada", diz o slogan da Adidas, mas neste caso até é.

 

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publicado às 03:42

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Rui Gomes, em 14.08.15

 

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Em primeiro lugar, uma surpresa: não esperava ser de novo destacado, mas compreendo a pertinência, pelo debate que gerou, pela clarificação proporcionada em relação ao assunto em discussão.

 

Em segundo lugar, uma declaração pessoal: algumas vezes concordo com a linha opinativa da redacção do blogue, outras nem por isso.

 

Em terceiro lugar, uma interrogação semântica: se ser "brunista" significa ser apoiante de Bruno de Carvalho, sem qualquer sentido pejorativo, porque é que a eventuais apoiantes de anteriores presidentes, não se aplica o mesmo tipo de designação ? A saber, roquetista, cunhista, franquista...

 

Em quarto lugar, uma constatação: não vale a pena gastar argumentos contra atitudes louvaminhas e acríticas. Veja-se a título, de exemplo, a prédica que começa a fazer escola, sobre a inferioridade técnica da equipa actual, em relação à anterior.

 

Saudações leoninas

 

                                                                                                             Nação Valente

 

 

Nota: A terceira e última edição da série com o leitor Nação Valente.

 

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publicado às 03:40

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Rui Gomes, em 13.08.15

 

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Só agora verifiquei (01:27) que um comentário meu foi destacado pela direcção do Camarote. Pelo desfasamento temporal, não vou poder responder, oportunamente, aos comentários que me foram pessoalmente dirigidos. Não posso, no entanto, deixar de fazer algumas considerações. Apesar da amplitude que a discussão tomou, o meu texto procurava pronunciar-se sobre a utilização sistemática, a propósito e a despropósito, de duas palavras usadas por um leitor designado de M1950. Defensor incondicional de Bruno de Carvalho, com todo o direito, usa e abusa, na minha opinião, do termo infiltrado para desvalorizar (uso o termo que me parece mais suave) Marco Silva. Do mesmo modo, designa de croquetes anteriores direcções. Por esse caminho, e por absurdo, podíamos chegar ao fundador do clube, membro da aristocracia endinheirada. Não entende ou não quer entender, que o Sporting, para além de personalidades transitórias, só existe pela força colectiva dos seus adeptos, e desde a sua fundação. Não entende ou não quer entender, que para defender ou até idolatrar Bruno de Carvalho, não necessita de dividir sportinguistas em bons e maus, nem sequer ser mais papista que o Papa.

 

Marco Silva, com as condições que lhe foram facultadas, fez o possível e não me lembro de ser considerado infiltrado pela própria Direcção. Podia ter feito mais ? Concerteza. Mas o futebol é feito de imponderáveis. Jorge Jesus com toda a sua experiência e sabedoria, não perdeu um campeonato no último minuto e uma final da Taça com um clube de média dimensão ? Há melhores exemplos. Marco Silva já não é nosso treinador. Vamos virar a página. Contudo, continuo a afirmar que não lhe foram dadas as mesmas condições que estão a ser dadas a Jorge Jesus. E só nessa perspectiva não podem vir a comparar.

                                                                                                           

                                                                                                              Leitor: Nação Valente

 

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publicado às 05:47

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Rui Gomes, em 12.08.15

 

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Só entro neste debate por causa das afirmações recorrentes de um visitante que sintetizam o tipo de argumentação intelectualmente desonesta, em defesa do actual presidente. E sem necessidade.  Trata-se da expressão infiltrado usada ad eternum e em referência ao último treinador do Sporting, Marco Silva. Tenta fazer passar a ideia que Marco Silva, não sendo sportinguista, foi para o clube com uma agenda ue visava prejudica-lo. Acontece que este treinador, como muitos outros (infiltrados não sportinguistas que passaram pelo Sporting, é um profissional que exerce a sua actividade a troco de uma remuneração. Aliás, tal como Jorge Jesus, que pelos vistos e não sendo benfiquista, esteve seis anos infiltrados no Benfica. E que agora, sendo sportinguista, serve o clube com alta remuneração.

 

Mas mais grave que distorcer os factos é a retórica baseada na falta de reconhecimento e gratidão, procurando, sistematicamente, desvalorizar uma pessoa que serviu com profissionalismo e competência o clube, com o único objectivo de endeusar outra. Nada que não se enquadre em comportamentos fundamentalistas. Usada com o mesmo intuito é a expressão croquetes, atribuído, genericamente, a anteriores direcções, como se o "verdadeiro" Sporting, não tivesse passado e só tivesse começado com Bruno de Carvalho. Como se estas direcções não tivessem tido na sua actuação nada, mesmo nada, de positivo. De forma positiva e com elevação e sem menosprezar aqueles que melhor ou pior serviram o clube muito antes de Bruno de Carvalho. De facto não havia, nem há necessidade de enveredar pela crítica rasteira.

 

Por fim, quero discordar daqueles que aqui desvalorizaram os reforços como mais-valia para o êxito da equipa. Apenas lembro que Marco Silva jogou parte da época com Maurício e Naby Sarr, como centrais, depois das saídas de Rojo e Dier. Também recordo que William jogou parte da época em baixa rotação. Que João Mário estava em "rodagem", que Slimani esteve ausente. Não se pode comparar o incomparável. Nem Jorge Jesus faz omeletes sem ovos.

 

 

                                                                                                  Leitor: Nação Valente

 

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publicado às 04:31

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Rui Gomes, em 18.06.15

 

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«O redactor que usa o pseudónimo City Lion, é um crítico radical de Bruno de Carvalho. E já aqui tenho criticado o conteúdo dos seus textos.

 

Ultimamente, e excluindo o radicalismo, tenho concordado com algumas análises, face aos últimos acontecimentos. Mas a meia dúzia de comentadores que aqui alimentam o debate, não lhe ficam atrás no fundamentalismo. São incondicionais de Bruno de Carvalho, sempre prontos a passar uma esponja pelo que faz, mesmo que todas as evidências mostrem que está errado. É uma discussão bizantina, isto é, não leva a nada. Cada um fica na sua.

 

O que não consigo entender é a razão que os move nessa luta contra moinhos de vento. Será que o Camarote é assim tão relevante e até perigoso para o homem que idolatram ?»

 

 

Leitor: Nação Valente (comentário do dia 13 de Junho de 2015)

 

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publicado às 03:53

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Rui Gomes, em 03.06.15

 

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Não sou brunista, nem anti-brunista. Sou sportinguista e procuro analisar actos com distanciamento e imparcialidade. Já aqui elogiei a acção de Bruno de Carvalho em decisões por ele tomadas, sobretudo na área da gestão. Da mesma forma, estou completamente à vontade para o criticar. Aponto-lhe três grandes erros: uma forma de comunicar incendiária e despropositada; uma posição nem pouco, nem muito, simplesmente nada institucional; uma sede de protagonismo que me parece algo doentia. Sem ser psicólogo, tudo isto parece resultar de uma personalidade egocêntrica, ao ponto de achar que é centro do mundo. De uma certa forma parece acreditar que ele próprio é o Sporting. Parece acreditar que sem ele é o caos. Não é. Nem Bruno nem ninguém. Há entre os milhões de sportinguistas muita gente com competência para dirigir o Sporting.

 

O pior cego é o que não quer ver. É a conclusão a que eu chego ao ler aqui comentários de bajulação acrítica. Não é evidente que Bruno tem de estar sempre no centro da imagem ? Perdoem-me a comparação, mas faz-me lembrar uma personagem, com as devidas distâncias, chamado emplastro. Isso não é ridículo ? A propósito da vitória épica na Taça, quem olha para as imagens pode ficar com a sensação que foi ele que a ganhou, no sentido em que foi o único. Espero sinceramente que isto não seja patológico.

 

 

                                                                                                       Leitor: Nação Valente

 

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publicado às 06:14

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Rui Gomes, em 21.02.15

 

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«Otto Gloria costumava dizer "não se fazem omeletas sem ovos", Szabo, salvo erro, dizia "eu treino os jogadores e quem joga são eles." Um único jogador dos alemães vale tanto como ao orçamento do Sporting, digo eu. E a culpa é de Marco Silva ?

 

Batemo-nos de igual para igual na primeira parte. Sofremos um penálti não marcado. Tivemos a melhor oportunidade e falhámos. Ou melhor, falhou Carrillo. Ou seria Marco Silva ? Se calhar vi mal.

 

No início da segunda parte, um jogador alemão pegou numa bola perdida no meio campo e sempre seguido por jogadores do Sporting levou-a até à área, onde a passou à vontade e deu golo. A culpa é de Marco Silva ?

 

Acabámos com nove jogadores portugueses, a maioria jovens e inexperientes nestas andanças. Tivemos um Nani que pouco se viu, salvo em pormenores. Um Jefferson muito nervoso e complicativo. Um João Mário que isolado frente à baliza achou que era defesa. Não. Foi o Marco Silva.

 

Jogámos com a equipa que goleou o Bayern ? Não. Deve ter sido com o Vildemoinhos ou coisa parecida, que usa as mesmas camisolas. Quem ataca aqui, de forma despudorada o treinador, o que quer ? Que se contrate o Guardiola, o Mourinho, o Vilas-Boas ? Ou quer que se contrate durante a época quatro treinadores, como há dois anos, para conquistar o sétimo lugar ? Ou então porque não se pede ao presidente que compre grandes craques experientes ?

 

Ao fim e ao cabo, há adeptos que não aprendem nada com a História. Mas se calhar o burro sou eu. Arrisco. Mas há apreciações que me tiram do prudente silêncio.»

 

Leitor: Nação Valente

 

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publicado às 04:41

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