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Será possível ?

Rui Gomes, em 18.11.17

 

"Será mesmo possível?

 

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O que eu estranho, nesta fase, já não é a linguagem de Bruno de Carvalho. Bruno de Carvalho deixou-se escorregar para um regime de roda-livre e, agora, qualquer redução de tom, qualquer atitude de homem de Estado - no fundo, qualquer intervenção consentânea com a que deve ser a pose do presidente de um clube com dezenas de milhares de sócios e milhões de adeptos, com desafios exigentes e uma bomba nas mãos - poderia ser entendida como um recuo.

 

O que eu estranho é que, aparentemente, não haja ninguém no Sporting, entre titulares de órgãos sociais e funcionários de alto perfil, a quem esta linguagem incomode. Será mesmo possível que ainda não tenha havido um só a manifestar o seu desconforto por este tom? Será mesmo possível que ninguém exija ao menos que a direcção de comunicação tenha uma palavra a dizer nas intervenções do presidente, quando estas vinculam tão claramente o clube?

 

Onde é que isto vai parar ? Essa é a inevitável pergunta seguinte. Mas, se a resposta à primeira persiste a que parece, "Sim, está tudo confortável", a segunda fica parcialmente respondida: não vai parar em bom lugar".

 

Joel Neto, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:38

Maus fígados

Rui Gomes, em 15.11.17

 

O destino de Itália talvez demonstre que os grandes adversários, mesmo desleais, são imprescindíveis.

 

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O futebol italiano teve tudo. Foi a Premier League antes de haver Premier League. Houve tempos de excursões ao Milanello, o centro de treinos do Milan, para espasmos de admiração colectiva. Os grandes clubes italianos eram a grande vanguarda do futebol em todas as áreas, da prospecção às geringonças médicas, das legiões estrangeiras de fãs ao monopólio dos Maradonas e Van Bastens. Quem encontrava um treinador italiano não podia resistir ao impulso de levar a mão à carteira. Hoje é o treinador italiano que desconfia das segundas intenções do mais simplório dos adversários.

 

O "calcio" perdeu duas décadas, incluindo o salto para o século XX, que só está a dar agora. As razões são à escolha, mas a corrupção, a batota e a bancarrota financeira são incontornáveis, bem como um derivado desses problemas: a falta de competitividade em diferentes fases de paralisação deste século XXI, repartido entre o império do Inter (cinco títulos seguidos), o império da Juventus (seis) e um trono ao deus-dará. Ter adversários de ponta é imprescindível. O stress e a busca continuada de melhores métodos e recursos são a única forma de manter vivos os clubes e as ligas.

 

O irónico do ambiente em Portugal é que qualquer um dos três grandes - Sporting, Benfica e FC Porto - deve alguma coisa aos outros dois, ou porque seguiu descaradamente um caminho aberto por eles, ou porque se deixou aburguesar e precisou do enxovalho dos rivais para voltar aos trilhos. Compreendo as queixas, assinei muitas nos últimos 20 anos, mas também seria simpático reconhecer que a testosterona extra desta guerra dos grandes não produz só caos e vergonha. Se, no próximo Mundial, Fernando Santos tiver de forçar os neurónios porque há 17 bons jogadores a mais na Selecção, também isso se ficará a dever aos maus fígados de Sporting,  Benfica e FC Porto.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 09:45

A bola não chega

Rui Gomes, em 11.11.17

 

Conhecer o futebol é tão importante como saber jogá-lo. João Mário e André Silva estão a pagar por essa lição.

 

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Miguel Layún confessa-se inquieto por jogar pouco. O adjectivo importa. Numa "carreira curta", alguns meses perdidos são uma eternidade e uma aflição. Essa carreira curta devia exigir cultura aos jogadores de futebol e a quem os representa. Conhecer o percurso e o momento dos clubes, avaliar o treinador e os colegas com que se vai concorrer, escolher entre o contrato e a carreira, ter noção realista do que se vale. Nem tudo pode ser planeado, mas há margem para farejar muitos riscos à distância.

 

Os dois clubes milaneses, Milan e Inter, são talvez a maior ameaça às possibilidades de Portugal no Mundial 2018 e, no entanto, só lhes faltava uma tabuleta de néon a piscar: "Lepra: fujam daqui." Apesar disso, João Mário deixou-se encaminhar para o Inter, onde agora exercem a demência de o achar um estorvo (não é só aos jogadores que falta cultura), e André Silva aceitou submeter-se à lei das improbabilidades num Milan que consegue desconchavar futebolistas feitos, quanto mais um ponta de lança ainda em formação.

 

Para a nova seleção portuguesa, também deve ser um desespero ter dois homens-chave entregues, por mais seis meses ainda, à insegurança e desorientação daqueles dois gigantes esclerosados. É claro que há uma pequena possibilidade de que eles vençam o desafio duplo (o deles e o derrotismo mórbido das equipas milanesas) e uma possibilidade um pouco maior de que sejam emprestados ou vão jogando o suficiente para não chegarem a maio com as articulações calcificadas, mas em nenhum dos dois casos se pode falar em evolução na carreira. Foram passos ao lado, de desfecho previsível, para dois talentos que mereciam (e tinham o direito) de esperar por clubes saudáveis e vencedores.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:22

Os vira-casacas e a arbitragem

Rui Gomes, em 10.11.17

 

Eram humanos coagidos há quinze dias e agora são maus árbitros. E o Conselho de Arbitragem, que fazia bem em calar-se, agora faria bem se falasse.

 

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Há apenas duas semanas, os árbitros eram mártires sob coação infame e intolerável. Em quinze dias passaram a ser de qualidade muito duvidosa e os seus erros demasiado graves para que o Conselho de Arbitragem continue calado. No entanto, são as mesmas pessoas e os erros também não variam muito, excepto no nome das equipas beneficiadas ou prejudicadas.

 

O que mudou foram algumas opiniões, antes muito severas com os críticos e meigas com os árbitros, agora muito severas com os árbitros e meigas com os críticos. Calculo que o contrário também seja verdade. A incoerência é o contributo dos jornalistas para o ruído e para a desinformação, com as mesmas responsabilidades dos directores de comunicação que todos gostamos de censurar ou das manobras de propaganda que ora denunciamos, ora aceitamos como acções legítimas dos clubes.

 

Os árbitros não mudaram: o Conselho de Arbitragem (CA) continua a gerir um grupo enfraquecido pela inexperiência e, nalguns casos, falta de qualidade evidente; uma parte desse grupo continua marcada pelas ligações, justas ou injustas, a um processo judicial pendente que tornaria sempre inevitável a ultra-vigilância de FC Porto e Sporting (e dos portistas e sportinguistas), como aconteceria com quaisquer outros clubes na mesma situação.

 

O VAR complica tudo, porque amplifica os erros que prometia atenuar e distribui as culpas pela arbitragem inteira. Por isso, partilho a opinião dos vira-casacas (ou melhor, são eles que agora partilham comigo) de que o CA deve ser o mais transparente possível quanto à mecânica do video-árbitro, quanto aos castigos pelos maus desempenhos e quanto ao esclarecimento dos erros. Era assim há duas semanas e continua a ser.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 13:13

Renovação inevitável

Rui Gomes, em 08.11.17

 

Alguns sectores da Selecção Nacional estão a chegar ao limite do prazo de validade.

 

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Não é provável que um par de amigáveis e uma mão-cheia de treinos em Outubro influenciem de maneira determinante as decisões que Fernando Santos há de tomar em relação aos 23 convocados para o Mundial do próximo ano. Mais ainda quando os jogadores chamados para os jogos com a Arábia Saudita e os Estados Unidos vão actuar num contexto que não é exactamente o da Selecção que nos habituámos a reconhecer, desde logo ao longo do apuramento. Afinal, uma equipa sem Rui Patrício, William, João Moutinho ou Cristiano Ronaldo, para citar apenas os mais óbvios ausentes, não pode ser exactamente a mesma coisa e todos sabemos que os jogadores são eles próprios e as respectivas circunstâncias.

 

O que não invalida a importância da observação que o seleccionador Fernando Santos vai fazer de alguns dos valores emergentes no futebol português. A renovação da Selecção é uma inevitabilidade, mesmo sendo provável que o Mundial da Rússia sirva muito mais como uma porta de saída para a geração actual do que propriamente como uma porta de entrada para a seguinte. De resto, como todos sabemos, há sectores que simplesmente não podem esperar mais por essa renovação, a começar pelo eixo da defesa.

 

No último jogo da fase de apuramento, frente à Suíça, Pepe (34 anos) e Fonte (33 anos) eram os únicos centrais disponíveis, mas as alternativas, Bruno Alves (35) e Neto (29), não são exactamente jovens com grande margem de progressão, pelo que se saúdam as actuais chamadas de Edgar Ié e Ricardo Ferreira e se olha com interesse para a evolução de jogadores como Rúben Dias ou André Pinto.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:49

Desrespeito não gera respeito

Rui Gomes, em 02.11.17

 

Sporting tinha boas perguntas para fazer à FPF. Bruno de Carvalho preferiu o abandalhamento.

 

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A discussão iniciada pela visita de Fernando Gomes ao Parlamento podia ser séria e adulta. Entre outras motivações, o Sporting tinha legitimidade para perguntar se há assim tanta diferença entre propor a interdição de cigarros electrónicos, como aconteceu na Liga há uns meses, ou um curso de ética para os dirigentes "que se sentam no banco".

 

Infelizmente, Bruno de Carvalho preferiu responder em vez de interrogar e transformou, mais uma vez, um ponto a seu favor em dois pontos contra. Culpar o presidente da FPF pelas más arbitragens da UEFA devolve a discussão à forma mais infame e rasteira de política, em que toda a manipulação de factos e palavras é válida, desde que pareça atingir o adversário e ponha as hostes a aplaudir. Com isso, só garante um tipo de futuro: aquele em que levará, muito mais vezes, com tiradas como as dos cigarros electrónicos e dos cursos de ética.

 

O desrespeito não gera respeito. Nem soluções.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 17:27

Altos e baixos

Rui Gomes, em 02.11.17

 

O Benfica fica à espera de um milagre na Champions; o Sporting ainda respira pelos próprios meios.

 

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Há boas e más notícias para retirar dos dois jogos de terça-feira. Ora, manda o senso comum guardar o melhor para o fim, pelo que o mais sensato será arrumar já com a parte desagradável. O Benfica voltou a perder e a não conseguir marcar, tornando o apuramento num exercício de fé e matemática.

 

Para o conseguirem, os encarnados terão de vencer os dois jogos que restam, esperar que o Manchester faça o mesmo e ainda anular a desvantagem que carregam nos factores de desempate em relação a CSKA e Basileia.

 

Não é impossível, mas nunca foi feito e a verdade é que, até a julgar pelo alinhamento de terça-feira, com Jonas - autor de cinco dos últimos oito golos do clube da Luz - a começar no banco, parece-me evidente que o foco de Rui Vitória já está no campeonato. Aliás, considerando não apenas o tormento em que se tornou a carreira europeia, mas também o impacto que tem tido no campeonato (cinco pontos perdidos nos jogos realizados após jornadas europeias), uma saída prematura da Europa pode ser exactamente o que o doutor receitou.

 

O que nos traz até ao Sporting e à evidência de que faltam 10-15 minutos aos leões para discutirem até ao fim um dos grupos mais complicados da Champions. Faltou isso em Itália e voltou a faltar anteontem, apesar da excelente resposta que a equipa deu às ausências de Mathieu, Coentrão, Piccini e William, sobretudo graças à energia inesgotável de Gelson.

 

E se é verdade que o empate deixa a equipa na luta, mesmo que a lógica aponte o foco para a Liga Europa, não é menos certo que a recém-sucessão de lesões musculares e a fadiga acumulada ainda se podem reflectir no campeonato, desde logo em jogos mais exigentes, como o próximo, com o SC Braga. Ainda assim, ao contrário do Benfica, o Sporting ainda respira pelos seus próprios meios na Champions. E essa é uma boa notícia.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 10:00

Detalhes que fazem diferença

Rui Gomes, em 29.10.17

 

Feirense e Rio Ave voltaram a mostrar que o campeonato não é um simples passeio para os grandes.

 

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"É sempre possível dividir o jogo e discutir o resultado", afirmação de Nuno Manta, treinador do Feirense, depois da sua equipa ter obrigado o Benfica a suar as estopinhas para garantir a segunda vitória consecutiva no campeonato. Um pouco mais tarde, o Rio Ave forçava o Sporting a um esforço semelhante, desmentindo, mais uma vez, a ideia de que o campeonato se divide necessariamente entre os grandes e a carne para canhão.

 

No limite, pode dizer-se que, nos dois jogos de ontem, a diferença esteve nos detalhes, embora seja um claro exagero chamar "detalhe" a goleadores da dimensão de Jonas ou Bas Dost. Aliás, basta olhar para a enorme exibição de Rui Patrício, ou para o lance desperdiçado por Guedes, de baliza aberta, instantes antes do golo do Sporting, para perceber que, de facto, são os pequenos detalhes que fazem as grandes diferenças. E sim, o VAR também entra nestas contas. Mas adiante.

 

Para a história do campeonato ficam as duas vitórias, tão importantes para o Benfica que, mesmo timidamente, sacudiram a crise que pairava sobre a Luz, como para o Sporting que, apesar de ter perdido jogadores tão influentes como Mathieu e Piccini, manteve a pressão alta sobre o FC Porto. Ora, se a vitória sobre o Benfica e o facto de o Boavista ainda não ter perdido para o campeonato desde a mudança de treinador não tiver chegado para avisar Sérgio Conceição sobre os riscos que a deslocação de hoje ao Bessa encerra, talvez os dois jogos de ontem sirvam de alerta definitivo.

 

Afinal, se não há jogos fáceis, os dérbis são um bocadinho mais jogos do que os outros e nem sempre é possível contar com os detalhes.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 02:20

Má jogada

Rui Gomes, em 25.10.17

 

Greve à Taça da Liga é a arbitragem a desconversar depois do Aves-Benfica.

 

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Vamos lá tentar descrever a situação com o máximo de objetividade. O Benfica está a ser investigado por suspeitas de ter condicionado a arbitragem durante, pelo menos, algumas épocas. Anteontem, vinha de sete pontos perdidos em três jogos disputados para a Liga fora do Estádio da Luz que davam uma importância transcendental à visita à Vila das Aves.

 

Nesta circunstância, o Conselho de Arbitragem entendeu que era sensato nomear Nuno Almeida, um dos oito árbitros (bem ou mal) mencionados nos emails que espoletaram a investigação ao Benfica. A partir desse momento, passava a ser, vá lá, provável que qualquer falha na arbitragem fosse entendida da pior maneira e tratada pior ainda. Para cúmulo, as comunicações com o video-árbitro caíram a quase meia hora do final do jogo, período durante o qual foi marcado um penálti, a favor do Benfica, em circunstâncias tão duvidosas quanto isto: os cinco ex-árbitros que analisam os lances para O JOGO, Record e A Bola entendem todos que ficou por marcar uma falta anterior a favor do Aves.

 

A sério que esta é a situação indicada para um Apocalipse de indignação dos árbitros contra os críticos, ao ponto de anunciarem uma greve à Taça da Liga? Por ser um momento em que a arbitragem está cheia de razão? Os comentadores são mais culpados no caso que descrevi do que a arbitragem? Neste fim de semana, quais são os exemplos de comentários fora do habitual? Lamento não ter queda para sonso, mas a greve só pode ser entendida como aquilo que é: uma péssima manobra de diversão para moderar o impacto do Aves-Benfica e a deserção bizarra do video-árbitro, ainda por cima com a intenção descarada (e desnecessária) de prejudicar especificamente a Liga.

 

No tão famoso "clima de ódio" que nos assola, onde encaixa esta guerra surda, e cada vez mais grave, entre a FPF e a irmã mais nova que gere o futebol profissional? São pancadas de amor?

 

Nota: FPF, Conselho de Arbitragem e APAF não percebem mesmo que, aos olhos dos adeptos, estão a escolher uma facção? E isso ajuda-os em quê?

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:57

Solução interna

Rui Gomes, em 14.10.17

 

Boas indicações dos jogadores lançados por Jirge Jesus em Oleiros dão que pensar.

 

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Mais importantes do que os quatro golos da vitória natural sobre o Oleiros, através dos quais o Sporting garantiu a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal, foram as boas indicações deixadas a Jorge Jesus por uma mão-cheia de jogadores à procura de espaço em Alvalade.

 

João Palhinha terá exagerado um bocadinho quando disse que a equipa enfrentou o jogo como se o adversário fosse "o Barcelona, o FC Porto ou a Juventus", mas é verdade que tanto ele como Gelson Dala, Matheus Oliveira, Daniel Podence ou Iuri Medeiros ultrapassaram as dificuldades colocadas mais pelo diminuto sintético que propriamente pelo Oleiros para demonstrar que, com alguma paciência, a solução para alguns dos problemas que o treinador tem identificado no plantel pode ser encontrada dentro de casa. Talvez seja só uma questão de deixar de procurá-la fora.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:28

Fórmula resolvente

Rui Gomes, em 10.10.17

 

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Há um ponto comum a todas as vitórias de Portugal no apuramento para o Mundial do próximo ano: a dupla Cristiano Ronaldo e André Silva no ataque. Mesmo frente a Andorra, o jogo só foi desbloqueado depois de Fernando Santos recuperar essa espécie de fórmula resolvente para os ancestrais problemas de finalização da Selecção Nacional.

 

Juntos, Ronaldo e André Silva são responsáveis por 23 dos 30 golos marcados pela Selecção até agora, mais de 76 por cento do total. Ora, curiosamente, nenhum dos dois jogou frente à Suíça em Setembro do ano passado, na única derrota sofrida até agora e no único jogo em que Portugal não marcou qualquer golo durante a fase de apuramento. Escrito assim, e considerando que, tal como o seleccionador sublinhou no final do jogo com Andorra, ganhar à Suíça é o único remédio e que não se pode ganhar sem marcar golos, a titularidade de ambos parece um dado adquirido no decisivo jogo de hoje.

 

É verdade que a Suíça não é Andorra, nem a Hungria, nem a Letónia. E também é verdade que o sistema 4x2x3x1 dos helvéticos convida ao reforço do meio-campo para equilibrar a discussão numa zona decisiva do campo, não só para garantir o municiamento ofensivo, mas também para evitar uma surpresa desagradável num lance de contra-ataque. Mas foi precisamente isso que o seleccionador tentou fazer no jogo do ano passado, com o resultado que se conhece. Depois, nessa altura, Fernando Santos não podia contar com Ronaldo nem tinha descoberto a simbiose perfeita que se desenvolveu entre o melhor jogador do mundo e André Silva.

 

Portugal tem o segundo (para já) e quarto melhores marcadores da fase de apuramento para o Mundial de 2018 e pode usá-los amanhã. Parece evidente que são os suíços que têm de estar preocupados, não?

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 05:58

Gomes na Assembleia da República

Rui Gomes, em 06.10.17

 

A política que vai receber o presidente da FPF é bem capaz de ter inventado o "clima de ódio".

 

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A presença de Fernando Gomes na Assembleia da República, em data ainda por designar, mas já garantida, é um desafio para a imaginação. Começa por sê-lo logo no tema da conversa. O "clima de ódio" e os "sinais de alarme" mencionados pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, no artigo de opinião que levou ao convite dos partidos, têm significados e origens diversos consoante a facção (ou falta de facção) de quem os interpreta. Uma alta percentagem desses significados é irresolúvel pela política, porque esbarra em três palavrinhas - liberdade de expressão - e num palavrão: propaganda.

 

Por outro lado, está envolvida no "clima" uma quantidade absurda de deputados, ex-deputados, ex-ministros, ex-secretários de Estado, ex-assessores de ministros (o famoso Pedro Guerra) e até é possível defender com bons argumentos que o pai e pioneiro desta modalidade (sem climas nem alarmes!) foi João Gabriel, porta-voz de Jorge Sampaio na Presidência da República.

 

 

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Há poucos meses, pela calada, um grupo de deputados do PSD, com uma colaboração obscura do CDS, tentou legislar a paralisia da Liga. Entre esses deputados estava um vice-presidente do Conselho de Disciplina, que já fora figura importante no caso Apito Final, enquanto membro do Conselho de Justiça. Essa reunião será, até certo grau, como a visita do carneiro ao covil do lobo para se queixar do mesmo lobo. E o que se discutirá lá? "Clima de ódio" e "sinais de alarme" é um nome comprido para uma lista de problemas muito diferentes.

 

O que acontece nas televisões generalistas no primeiro dia da semana (e contra o qual o parlamento pode fazer zero) não é o mesmo que haver indícios fortes de manipulação de classificações de árbitros; o FC Porto que revela emails e faz acusações há seis meses não é o mesmo que o comportamento reiterado, e já com quatro anos, do presidente do Sporting; e quanto às claques, vou encurtar a polémica, mas não, também não são iguais. Quantos dias disseram que vai ter a reunião?

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:09

 

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Um texto da autoria de Rui Miguel Gomes, jornal O Jogo, que, à primeira impressão, parece ser bem fundamentado em informação proveniente de uma qualquer fonte do Sporting, mas que, na realidade, não passa de um artigo de opinião. Mesmo assim, não deixa de apresentar algumas questões merecedoras de debate:

 

Sob o título "Clássico dá sinal para atacar o mercado em Janeiro", eis o que o acima referido tem para dizer:

 

"Jorge Jesus sentiu-se limitado no momento de mexer na equipa e a SAD já estuda um ataque cirúrgico em Janeiro.

 

Assim não chega. Faltam opções a Jorge Jesus para lutar de igual para igual, pelo menos, com o FC Porto pela conquista do Campeonato Nacional. Esta foi a principal conclusão que os responsáveis leoninos retiraram do clássico, entendendo que em Janeiro será necessário reforçar o plantel verde e branco, pese a natural escassez de meios, depois do investimento efectuado no último defeso, que ascendeu a 30,6 milhões de euros em contratações.

 

O sentimento de carência veio precisamente do banco de suplentes que Jorge Jesus escalou para o encontro - no qual não contou com duas das principais peças da equipa, concretamente o lateral-esquerdo Fábio Coentrão e o avançado Seydou Doumbia, ambos lesionados -, sobretudo quando foi necessário olhar para os sectores intermediário e ofensivo.

 

É no corredor central, fundamentalmente na posição 8, e na função mais próxima da referência ofensiva, anteontem ocupada por Bruno Fernandes, que surgem limitações. Se para médio-defensivo e na posição 8, William Carvalho e Rodrigo Battaglia vão trocando de função, a verdade é que as alternativas no plantel não oferecem idênticas garantias ao técnico, excepção feita a Bruno Fernandes, adquirido para ser o natural substituto de Adrien, mas que tem evoluído precisamente no apoio ao homem mais adiantado.

 

Esta opção é resultado, sobretudo, da falência de Alan Ruiz, atleta cuja saída é admitida e até desejada pelos responsáveis leoninos, desde que consigam recuperar os cerca de oito milhões de euros pagos no defeso que antecedeu a temporada 2016/17, como o nosso jornal já noticiou. Portanto, a SAD e Jorge Jesus ponderam avançar para a aquisição de mais um médio criativo e um atleta capaz de ocupar com qualidade o posto próximo do avançado, onde Bas Dost e Seydou Doumbia são opções para alternar em função das especificidades dos oponentes.

 

Também na defesa há aspectos que Jorge Jesus gostava de ver melhorados, mas a SAD dificilmente terá capacidade ou disponibilidade para oferecer ao técnico o que ele desde sempre ambicionou, como o nosso jornal oportunamente deu conta, ou seja, a contratação de mais um defesa-central e um lateral-esquerdo. No que diz respeito a centrais, entre Tobias Figueiredo e André Pinto, um deles poderá ser cedido por empréstimo, e no caso do lateral-esquerdo, Jonathan Silva está longe de corresponder aos patamares competitivos desejados. Estas lacunas foram identificadas por Jorge Jesus, mas a limitação de recursos impôs outras prioridades no mercado. Contudo, as necessidades são agora outras".

 

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publicado às 07:27

Abriu-se uma caixa de Pandora

Rui Gomes, em 30.09.17

 

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Era inevitável que o castigo de três jogos de suspensão a Jorge Sousa, por palavras dirigidas ao guarda-redes da equipa B do Sporting, acabasse por ter réplicas ao longo do campeonato. As expulsões Zainadine e Jubal, por linguagem grosseira, dificilmente teriam acontecido fora desse contexto que tornou os árbitros - ou pelo menos Fábio Veríssimo - mais sensíveis a eventuais excessos.

 

Claro que, depois de se abrir uma caixa de Pandora, não se pode voltar a fechá-la. Os excessos de linguagem dos jogadores são constantemente perceptíveis nas imagens das televisões e audíveis nas bancadas. A partir de agora, não puni-los ou, pior, punir uns e ignorar outros, passa a ser tema de polémica. Era mesmo o que a arbitragem portuguesa precisava, não era?

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 16:15

A Champions embebeda

Rui Gomes, em 25.09.17

 

O Sporting entrou em Moreira de Cónegos com ar de frete e a dar o incerto por garantido. Descolou da liderança antes de receber o FC Porto.

 

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Num tempo de discussões orçamentais, assimetrias e clivagens, a Liga dos Campeões passou por Moreira de Cónegos, deixou os locais com um sorriso nos lábios e até a pensar que poderia ter corrido melhor. Na quarta-feira o Sporting recebe o Barcelona e em Alvalade todos esperam por uma noite memorável, mas os jogadores começaram a pensar nela cedo de mais.

 

Jorge Jesus garantiu ter passado a mensagem certa, mas no Parque Comendador Joaquim de Almeida Freitas viu-se uma equipa aburguesada, petulante, a estender-se pelo campo com ar de enfado, como quem faz um frete à espera do grande compromisso. O confronto com o Moreirense foi encarado como uma vitória certa, estava tudo garantido, menos a concentração exigida por um adversário assumidamente modesto mas lutador em todas as horas.Ao intervalo, quando o treinador fez soar o alarme, a desvantagem de um golo continuou a não assustar. O Sporting apertou mais, chegou ao empate e só na parte final carregou a sério sobre a baliza adversária. Pelo caminho ficaram dois pontos e o FC Porto a sorrir uma semana antes de visitar Alvalade.

 

Mas Jesus também não vai pensar nisso para já. Antes tem um importante jogo com o Barcelona! A Champions é fantástica, o sonho maior do futebol de clubes, provoca um desgaste físico e emocional tremendo, mas também embebeda. Tenho para mim que é o hino. Arrepia, entranha-se, perturba e vicia. O Sporting caiu num grupo levado da breca e já ganhou em Atenas, a seguir vai levar com os (efectivamente) grandes, mas deixou-se inebriar antes do tempo. Acontece!

 

Ao contrário do Sporting, o Benfica não podia permitir-se distracções, pelo que o foco foi um só: sacudir o mau momento e olhar para a frente. A pressão posta pelo FC Porto estava lá, na ideia de todos, mas o resultado de Moreira de Cónegos terá ajudado um bocadinho.

 

 

Carlos Machado, jornal O Jogo

 

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publicado às 13:51

A nódoa

Rui Gomes, em 21.09.17

 

Benfica tem relacionamentos promíscuos com duas figuras centrais no caso Marco Ferreira. Factos.

 

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Um árbitro internacional (e profissional) desce de escalão depois de ter dirigido três derrotas do Benfica. O vice-presidente do Conselho de Arbitragem que, à data, geria as classificações dos árbitros é, posteriormente, apoiado pelo Benfica na candidatura à Associação de Futebol de Coimbra e envia facturas de dezenas de milhares de euros para a Luz. O observador que deu ao árbitro a nota que mais contribuiu para a descida (num jogo perdido pelo Benfica) tem relações altamente promíscuas, se não até ilegais, com o mesmo clube.

 

É isto que se verifica nos emails revelados pelo FC Porto (já descontando várias outras acusações), resumido com clareza, sem gorduras, nem subjectividades. Estes são os factos que constam dos documentos contestados pelo Benfica não como falsificações mas como pirataria informática ou violação de correspondência.

 

O que há a esclarecer, com urgência, como é que um clube com a permanente altivez moral do Benfica pode, primeiro, manter trocas de favores com observadores e ex-responsáveis pelas classificações de árbitros; e, depois, sem nunca negar a autenticidade dos emails, furtar-se de mil maneiras a explicar esses relacionamentos obviamente comprometedores. Mas o Benfica responde aos benfiquistas e a Federação, a quem pertenceram os dois envolvidos, responde aos cidadãos.

 

Se da Luz não vêm esclarecimentos, ao menos que a FPF obrigue os antigos colaboradores a justificarem as suas condutas, em tribunal se for preciso. É muito digno que, da Cidade do Futebol, venha finalmente tanta preocupação com a gritaria que emporcalha o jogo, mas há sempre dois responsáveis quando algo está sujo: quem sujou e quem não limpa.

 

Nota: escrevo isto sabendo que, nas últimas eleições, a lista de Fernando Gomes varreu muita desta gente, incluindo as duas figuras deste comentário, mas, aos olhos do público, a nódoa continua lá.

 

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:05

Desafio Champions

Rui Gomes, em 12.09.17

 

O arranque das provas europeias vai colocar os candidatos ao título sob pressão.

 

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Na última época, o Sporting perdeu duas vezes para o campeonato e empatou outras duas em jornadas disputadas imediatamente a seguir a jogos da fase de grupos da Champions. Ao todo, os leões perderam dez pontos no campeonato enquanto disputaram a liga milionária, passando do primeiro lugar e de uma vantagem de dois pontos sobre o Benfica para o terceiro, a cinco pontos dos encarnados. Muito do que foi a última época do Sporting ficou definido durante esse período.

 

Conseguir lidar com a pressão e o desgaste, tanto físico como emocional, provocados pela necessidade de jogar ao mais alto nível duas vezes por semana representa um desafio de gestão considerável para qualquer um dos candidatos ao título e, simultaneamente, uma oportunidade para os adversários internos, que, como se viu mais uma vez na última jornada, estão longe de ser carne para canhão. É todo um novo campeonato, o que vai começar esta semana.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 04:16

As vandalizações que beatificam

Rui Gomes, em 11.09.17

 

É muito feio fingir que os mais prejudicados pelos ataques aos árbitros são os mais beneficiados e vice-versa.

 

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A intimidação aos árbitros é intolerável, depois é intolerável, a seguir é intolerável e, por último, é contraproducente e destrutiva. Mesmo que pudéssemos retirar a higiene moral da conversa e falássemos apenas de estratégias maquiavélicas, continuaria a ser péssima de todos e quaisquer ângulos. Cria mártires inconvenientes e aferroa o corporativismo dos árbitros, que, por sua vez, mata qualquer ambição de autocrítica e confronto interno, essenciais neste mau momento.

 

Na actual guerra de facções, estes acontecimentos são tão maus para a causa do FC Porto e bons para a do Benfica que seria inconcebível que, no Dragão, não se fizesse tudo para os evitar e repudiar (por muita preguiça que por aí haja em conceder o óbvio). No entanto, eles continuam a suceder, sem que a única entidade capaz de ajudar a tirar os responsáveis do anonimato dê sinais de ter avançado um milímetro nos vários processos de investigação que ficaram para trás, desde os ataques aos talhos de Manuel Mota. Corro o risco de errar, porque o comando central da PSP recusou dar-nos informações, mas o último caso de que há registo foi o dos nove adeptos do Benfica condenados, em 2012, por ameaçarem um grupo de árbitros - incluindo Vasco Santos - através de mensagens de telemóvel. A brincadeira ficou mesmo pelo preço de uma brincadeira - multas entre os 400 e os mil euros -, ainda assim bem melhor do que se tem conseguido nos casos de ameaças e vandalismo posteriores.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 12:19

Eliseu: Sporting e FC Porto erram

Rui Gomes, em 10.09.17

 

Castigar o lateral seria pôr os advogados e o perverso CD a jogar o campeonato. É mesmo isso que querem?

 

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Passada uma semana sobre o arquivamento do caso Eliseu pelo Conselho de Disciplina, é o momento de dizer o óbvio ululante, como lhe chamava Nélson Rodrigues: se o CD fosse tão favorável ao Benfica como Sporting e FC Porto defendem, a última coisa que estes dois desejariam era que Eliseu tivesse sido castigado pelo pisão em Diogo Viana.

 

Se José Manuel Meirim transigisse na regra de não julgar acções já analisadas pelos árbitros, condenando o lateral, os jogos passariam a ser uma torrente de processos em potência, à disposição dos departamentos jurídicos dos clubes, a começar pelo mais calculista de todos, que é o do Benfica. Sporting e FC Porto queriam mesmo estender ao pérfido Conselho de Disciplina (dizem eles) dúzias de possibilidades de favorecer o Benfica todas as jornadas?

 

O Conselho de Disciplina é um inimigo desnecessário e muito forçado; uma ilusão de óptica que não ajuda ninguém. Cada vez que Sporting ou FC Porto cedem à demagogia, analisando superficial ou maliciosamente uma polémica, enfraquecem as denúncias dos emails e a verosimilhança do submundo que Francisco J. Marques tem vindo a revelar. Cada vez que seguem uma linha torta aproximam-se dos comportamentos que denunciam.

 

O caso Eliseu é pelouro do Conselho de Arbitragem: os castigados devem ser os árbitros, agora com mais justificação moral ainda, porque se acabou a conversa de que no sofá é fácil analisar os lances e também porque, justa ou injustamente, a sombra dos emails existe. Não lhes cabe o direito de empinar o nariz e fingir que não.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

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publicado às 03:50

Punição indirecta

Rui Gomes, em 09.09.17

 

Foram os árbitros a pagar pela entrada de Eliseu.

 

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Afinal, o caso Eliseu teve consequências disciplinares. Não para o jogador, como já todos sabemos, mas para os árbitros que não viram ou fecharam os olhos ao lance. Sim, há uma diferença entre não ver e fechar os olhos. Rui Costa, o árbitro, não terá visto; Vasco Santos, o video-árbitro, não pode alegar o mesmo. O próprio admitiu ter visto o lance de vários ângulos diferentes, para concluir, contra a opinião do próprio CA, tratar-se de um lance normal, o que explicará o facto de, mais uma vez, não ter sido nomeado como VAR - o árbitro do Porto ainda não fez as provas físicas pelo que apenas pode desempenhar funções de video-árbitro - para nenhum dos jogos do próximo fim de semana. Rui Costa, em contrapartida, saltou da jarra para apitar, mas na II Liga. É verdade que Eliseu se terá ficado a rir, mas não deixa de ser um bom sinal que uma entrada assim não passe sem punição. À atenção dos árbitros.

 

Jorge Maia, jornal O Jogo

 

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publicado às 11:00

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