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1 - Há razões para acreditar que vamos ter um campeonato competitivo, a avaliar pelas primeiras jornadas disputadas, embora seja sempre com reservas que se faz este tipo de afirmação, porque o período em análise é curto, mas são bons os indicadores. Imagino que ontem, em Vila do Conde, os jornais tenham vendido bem. Este início do Rio Ave, três jogos, três vitórias, é um registo excelente, de uma equipa que mudou de treinador, tem alguns jogadores novos, fez boas vendas, mas não alterou a filosofia na competição: jogar para ganhar sempre. E este Rio Ave teve, até agora, um início irrepreensível, num campeonato que não me parece que venha a ter novidades ao nível das candidaturas ao título, porque o Braga não tem ainda os seus processos bem definidos e o V. Guimarães procura reencontrar e solidificar o bom caminho que percorreu na época passada.Na busca de processos e na procura de reencontrar os caminhos perde-se tempo que é precioso na luta por um título que impõe regularidade. Porque têm outras armas mesmo quando não partem confortáveis, os tradicionais grandes não lutam com este tipo de problemas, mas também têm engulhos...

 

2 - O Sporting não fez grandes resultados na pré-época, o que não é importante, mas é bom fazê-los. Ainda à procura de uma identidade, tem tido algumas dificuldades em vencer e na Liga dos Campeões não teve o melhor resultado, frente a um Steaua que é atrevido, que vai ser ousado no jogo da segunda mão, mas, ainda assim, acredito que o Sporting vai passar porque tem armas para isso e tem melhor futebol, logo está mais perto de vencer. À procura de uma identidade também se perde algum tempo, era a isso que me referia quando falava de alguns engulhos, mesmo para quem tem armas importantes. O Sporting continua a lutar ainda com a (in)definição final do plantel e que envolve jogadores importantes como William ou Adrian. Não é bom e não é confortável para o treinador. Também há indefinição na Luz, principalmente na defesa, mas a máquina ofensiva que é o Benfica dá para disfarçar muita coisa. E tem uma figura, inquestionável. Seferovic foi uma excelente aquisição, não engana. É um jogador que facilmente se encontra com os golos, para lá do entendimento que possa ter com Jonas ou com outro qualquer companheiro. Ele é ponta de lança, homem-golo.

 

3 - É de outro ponta de lança que aqui falo agora: Aboubakar. É um regresso que tem de se saudar. Quando partiu, fê-lo sem poder demonstrar aquilo que já parecia ser, um bom ponta de lança. Tem faro pelo golo, é combativo, forte e trabalhador, um jogador como este FC Porto precisava. Curiosamente, nos méritos deste FC Porto toda a Comunicação Social vai atribuindo responsabilidades ao treinador. É interessante que assim seja, e é justo também, porque Sérgio Conceição soube dar uma volta num plantel que parecia perdido e que está a ser uma das revelações deste início de época. Tenho a certeza de que Sérgio Conceição gostaria de apresentar uma lista de reforços, teria sido bem mais confortável para ele, mas acredito que as limitações que lhe foram impostas por razões que todos conhecemos o obrigaram a dar ainda mais de si próprio, a puxar também pela imaginação. Os jogadores dão o melhor de si, vê-se que estão motivados e que jogam com alegria, e isso também tem a ver com o treinador.

 

 

Autor do texto: Jesualdo Ferreira

 

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publicado às 08:25

 

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Um artigo de opinião da autoria de Vítor Serpa do jornal A Bola que nos foi referido por um leitor - a quem agradecemos, desde já - e que eu acho que vale a pena ler.

 

Subscrevo genericamente muitas das considerações do bem conhecido jornalista. Mesmo discordando com algumas coisas, creio que reconheceremos que é uma apresentação de ideias com "cabeça, tronco e membros".

 

Por ser excessivamente extenso não o transcrevemos na totalidade, mas está acessível através deste link. Para constar, adiantamos estes três parágrafos:

 

«A verdade é que mesmo que a primeira época de Jorge Jesus na liderança técnica da equipa de futebol do Sporting tivesse tido o sucesso que, aliás, tudo fez para merecer, o Sporting correria sempre o risco de sofrer as consequências de uma ressaca provocada por uma colossal onda de adrenalina.

E foi nesta ausência de uma análise decisiva que o Sporting se perdeu no seu labirinto. A equipa de futebol acabou por ser pensada numa dimensão que o clube não tinha condições efectivas de sustentar. Porque lhe falta ainda estrutura, que nunca se poderá resumir a um líder, por muito activo e autoritário que seja; porque lhe falta a consolidação de uma organização coerente e rigorosa; porque lhe falta uma equipa formada por jogadores realmente adequados ao projecto; porque lhe falta equilíbrio e rigor na definição do espaço de acção do presidente e do treinador; porque lhe falta uma comunicação independente dos ímpetos e das emoções dos responsáveis maiores do clube. Enfim, porque falta plano, organização, estratégia e capacidade de projectar, com serenidade e rigor, a mudança da pequena história do clube nestas últimas décadas».

 

«O Sporting tem tido, com Bruno de Carvalho, uma experiência que vai afastando aliados e somando inimigos em todo o caminho. Ninguém conquista o mundo só com inimigos, tal como ninguém o conquista apenas com amigos. Árbitros, jornalistas, membros de órgãos disciplinares, traidores internos, comentadores, políticos, organizações diversas e dispersas foram apresentadas como inimigos a abater. Era Bruno contra o mundo. E isso não desgasta, apenas, o líder que tem de ter resistência e lucidez para comandar um enorme e pesado barco; isso acaba por destruir a tranquilidade interna, acaba por destroçar a resistência psicológica dos jogadores e dos seus responsáveis técnicos».

 

«O Sporting do futuro não pode continuar a ser pensado no campeão de um ano e de nunca mais. O Sporting tem de ser inteligente e esperto no seu novo crescimento. Tem de ser tranquilo na certeza da sua razão e não emocionalmente caótico, o que só lhe irá trazer destruição de valor.


Fácil de dizer, difícil de fazer? Óbvio. Todas as grandes obras têm de ter projecto, têm de ter plano, têm de ter estratégia, têm de ter conhecimento e, por tudo isso, têm de ter, em cada sector, homens muito competentes para os executar. Nenhuma organização, empresa, ou clube desportivo pode estar à espera de se resolver pela natureza providencial de quem quer que seja. O segredo está na qualidade da equipa. Não apenas a do futebol».

 

Nota: Vítor Serpa anunciou no passado dia 13 de Janeiro a intenção de deixar o cargo de director do diário desportivo A BOLA, do qual é titular desde 1992.

 

Adenda: Lamenta-se que com tanto de interessante que Vítor Serpa escreveu, o foco quase exclusivo do debate - muito probre, diga-se - seja o clube de simpatia do autor, como se isso tivesse alguma real relevância às questões fulcrais do escrito.

 

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publicado às 04:45

 

E o desporto, onde está?

São dias de grande turbulência não-desportiva aqueles que atravessamos. Não são só de agora. Constantemente somos invadidos por casos, arrufos e trocas de palavras de gente crescida que mais parece crianças. São comuns as alusões nos media a críticas, bate-boca, ‘diz que disse’ e ‘fez que não fez’. Estamos, não tenho quaisquer dúvidas, perante um mercado paralelo que vive engordado por estes impropérios e quezílias. Em meu entender, isto só acontece devido à existência de um número elevado (mais do que a conta, convenhamos) de pessoas, e até empresas, que existem publicamente porque alimentam e se alimentam deste clima onde falham os valores. Isto é tudo menos desporto, pois os princípios não são os preconizados e transmitidos nesta área. São estas ‘piranhas do sangue’ derramado que potenciam e semeiam estes ventos, por vezes de forma conspurcada e pouco ética, com o único intuito, dissimulado mas claro aos olhos dos mais preocupados, de presenciar e viver as tempestades e delas retirar contrapartidas financeiras ou mediatismo fácil. Cabe a quem representa os órgãos sociais de instituições desportivas, e também aos adeptos do desporto, lutar contra este adversário e não se deixar levar por estas manobras.

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A minha questão é simples e directa: e o desporto, onde está? Vamos mas é falar da tácita, da bola que entra, dos atletas, dos heróis, avaliar as pessoas pelos projectos a que se propuseram e celebrar pela conquista do clube de cada um. Nisto faço gosto! É correcto, na minha forma de estar na vida, dizer bem ou mal dos jogadores pela boa jogada ou pelo golo e avaliar os dirigentes pelo sucesso desportivo e qualidade e posicionamento de gestão e social. Tudo o resto não me interessa. E incomoda-me!

Como é do conhecimento público, Bruno de Carvalho tem sido causticado pela imprensa! E já não é só a imprensa dita popular – na medida em que também os órgãos de comunicação social generalistas, desportivos e de referência lhe têm dedicado largo espaço.

É, na verdade, impressionante como a vida privada do presidente do Sporting Clube de Portugal tem sido dissecada no espaço mediático, espaço esse em que, cada vez mais, se confunde a actividade e a performance de Bruno de Carvalho ao serviço do clube com as incidências da sua vida privada e respectivas nuances pessoais. Nestes últimos tempos tenho tido, por vezes, a sensação de que não é justa a forma como essa pressão tem sido desencadeada e mantida. Em rigor, não devemos considerar como admissível que o mandato público de líderes, seja qual fora área de acção, possa e deva ser reduzido à sua escala privada e ao seu universo mais íntimo. Creio que a aplicação prática desse princípio tolda a perspectiva pura e objectiva sobre o desempenho e resultados do exercício dos responsáveis com visibilidade pública. Não concordo com o que estão a fazer ao presidente do meu clube. A avaliar quaisquer pessoas com estes cargos deverá ser pelo seu desempenho, postura, princípios e valências, digo eu !

Na próxima semana joga-se, em Odivelas, a UEFA Futsal Cup – a Champions League do Futsal. Quero transmitir aos meus anteriores colegas de equipa aquele abraço unificador e carregado de boas energias que nos levou a tantos títulos. Durante muitos anos a preparação desta competição foi o meu mundo. Uma fase em que carregava a alegria de poder jogar e a vontade de satisfazer milhões de sportinguistas. Este foi sempre o objectivo maior da minha carreira desportiva, tornar o Sporting ... "tão grande como os maiores da Europa". Moveu-me, motivou-me e despertou em mim o desejo de conquistar o título europeu de clubes. Infelizmente, como jogador, não consegui ajudar a lá chegar. Ainda posso, como adepto e sócio. Quero muito que isso aconteça. Vamos, equipa, vamos para cima deles! Acabando pelo começo, é por este insucesso e pelos 23 títulos que ajudei a conquistar que espero ter os 22 anos de atleta analisados. Só assim faz sentido dar-se ouvidos.

Saudações desportivas

 

 

Candidatura de João Benedito no horizonte ?... Muito embora ainda não haja nada de concreto, admite-se essa distinta possibilidade. Um hipotético candidato que apesar da sua juventude e inexperiência, não agradará muito a Bruno de Carvalho, por razões óbvias.

 

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publicado às 13:34

O eterno optimismo do "Leão"

Rui Gomes, em 04.11.16

 

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Li este comentário de um adepto leonino na página de Facebook do Sporting, o seu nome Sérgio Fernandes de Carvalho. Inicialmente - não, não pensei no nosso leitor Sérgio Palhas - mas sim no leitor Schmeichel, por ser o tipo de análise que podemos facilmente conotar a este.

 

Devo esclarecer, antes de mais, que este escrito não visa desrespeitar estes adeptos, apenas e tão só dar um exemplo do eterno optimismo sportinguista, mesmo quando as coisas estão "negras" com a equipa de futebol. No caso do nosso estimado leitor Schmeichel, pela sua devoção extra a tudo quanto se relaciona com Jorge Jesus e Bruno de Carvalho:

 

«Apesar da derrota, muito positivo é o facto de JJ ter encontrado um sistema táctico que vai fazer com que seja quase impossível sofrer um golo no Campeonato Nacional e permitir que jogadores como Schelotto e Zeegelaar "reforcem" o ataque, e façam uma pressão defensiva mais alta, tendo menos preocupação com as costas. Bem vindos o Paulo Oliveira e o Adrien. Acredito que vamos melhorar muito!».

 

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publicado às 05:01

Opinião do Leitor

Rui Gomes, em 01.08.14
 

 

Entre as centenas de comentários dos últimos dois dias, surgiram diversos merecedores de destaque. Um deles é este, pela lucidez do leitor:

 

"A referida cláusula de 5 milhões não foi colocada pela Direcção anterior, já vinha de um contrato assinado em 2010 pela Direcção de Bettencourt (que na altura até tem a sua lógica, o jogador tinha 16 anos) que o pai do jogador se recusou a retirar no contrato que assinou com Godinho Lopes.

 

Obviamente Godinho Lopes não teve força para a remover mas Bruno de Carvalho também não teve força para reformular novo contrato.

 

Temos de ser justos. E aqui não podemos culpar quem não tem culpa. E todos eles foram demasiado fracos contra a vontade do pai do jogador."

 

Creio que o leitor Sergiom não levará a mal eu o considerar um grande apoiante de Bruno de Carvalho e da actual liderança.

 

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publicado às 12:56

Mera opinião !

Rui Gomes, em 31.07.14
 

 

Consultei um amigo, pessoa muito bem informada sobre a vida do Sporting e cuja opinião eu tenho em grande consideração. No que diz respeito ao muito debatido caso de Eric Dier, sem ter conhecimento de quaisquer dados concretos, tem uma opinião muito simples. Ele está convicto de que o sensacionalismo em torno do jovem defesa originou por "noticia" lançada de dentro do Sporting para testar a reacção dos Sportinguistas e que Dier vai entretanto aparecer vendido por verba ligeiramente superior à que foi propagada, provavelmente por valores semelhantes aos de Tiago Ilori. Deste modo, Bruno de Carvalho e a SAD apresentar-se-ão como tendo levado a cabo um grande negócio, em circunstâncias "muito difíceis", pela alegada recusa de renovação por parte do jogador, não obstante o contrato apenas terminar daqui a dois anos.

 

Acredita, ainda, que muito embora aparente haver alguma urgência com a situação, que Bruno de Carvalho não se atreveria a vender pelo baixo preço divulgado, e que a contenda deverá surgir resolvida antes da hora da apresentação da equipa, esta sexta-feira.

 

É uma mera opinião. Veremos se tem razão !

 

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publicado às 19:51

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