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«Quem manda afinal na justiça desportiva ?

 

Regresso ao caso “Bruno Coelho” que, conforme apelo público que fizemos, acabou mesmo por jogar a Supertaça de Futsal a 8 de Outubro, apesar de haver uma deliberação do Conselho de Disciplina da FPF que o impedia de o fazer.

 

A razão da minha insistência é simples: o Benfica fez ontem passar para a imprensa a informação de que dispõe de uma “autorização por escrito” da Federação Portuguesa de Futebol para a utilização do jogador, por considerar que a suspensão de 1 jogo já havia sido cumprida voluntariamente aquando do terceiro jogo do playoff do campeonato nacional da época passada. Sucede, porém, que o Conselho de Disciplina, em acórdão de 29 de Julho publicado a 3 de Agosto (quem tiver paciência pode fazer a consulta integral no site da FPF), não só considerou improcedente o recurso apresentado pelo Benfica com vista à revogação do castigo de Bruno Coelho como considerou que a pena ainda não estava cumprida.

 

Mas o Conselho de Disciplina da FPF foi ainda mais longe na apreciação que fez. Além de passar um atestado de incompetência ao Benfica por desconhecer os regulamentos da competição, diz que, e passo a citar, “O Recorrente [Sport Lisboa e Benfica] tinha ao seu alcance os meios necessários para não ter dúvidas de que a redacção do Comunicado Oficial não era a mais adequada, e que a suspensão aplicada ao jogador apenas produziria efeito no prazo previsto no art.º 212.º n.º12 do RD, e não teria efeitos imediatos”. Ou seja, “não podendo desconhecer os regulamentos que regem a competição onde se encontra inscrito, teria que proceder o entendimento de que a sanção de 1 (um) jogo de suspensão aplicada ao jogador Bruno Coelho, publicitada a 17.06.2016, apenas produziria efeitos a partir de 20.06.2016”. E conclui afirmando que “Assim sendo, a opção de não inclusão do mesmo na Ficha de Jogo, resultou exclusivamente duma decisão que apenas a si [ao Benfica] é imputável, tendo sido essa a única causa para que o jogador não tenha dado o seu contributo à equipa”.

 

Isto é, como não há suspensões preventivas Bruno Coelho podia ter sido utilizado no terceiro jogo do playoff se o seu clube assim o entendesse. Mais, o castigo seria aplicado caso houvesse lugar a um quinto jogo, o que não aconteceu, pelo que teria forçosamente que transitar para a presente época desportiva, sendo a suspensão cumprida no primeiro jogo oficial que o da Supertaça em Loulé.

 

Acontece que, por manifesta chico-espertice, o Benfica tentou contornar as normas e pediu um parecer à direcção da FPF que, aparentemente, foi favorável. O que este facto nos diz é que a cúpula da FPF desautorizou o Conselho de Disciplina e, mais uma vez, agiu em beneficio do infractor. E isto conduz-nos a uma interrogação: Quem manda afinal na justiça desportiva? O Conselho de Disciplina ou a Direcção Política da FPF?

 

É que não há outra maneira de classificar aquilo que parece ter acontecido e que configura um precedente grave na história da Federação. A cedência a interesses clubísticos em detrimento da obrigatória imparcialidade, permite que, daqui para a frente, quem se sinta lesado pela justiça desportiva meta uma “cunha” ao Dr. Fernando Gomes que, como se viu, ele resolve. Já sobre o Professor Meirim também ficámos esclarecidos: manda pouco ou quase nada».

 

 

Nuno Saraiva

 

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publicado às 18:59

A "pedrada" do presidente

Rui Gomes, em 22.05.14
 

Pelos vistos, não é só no exterior do Clube que há quem tenha dificuldade em compreender o muito propalado projecto do presidente, especialmente no que ao futebol diz respeito. Bruno de Carvalho aproveitou a conferência de imprensa de apresentação de Marco Silva para mandar recado para o interior do Clube:
 
«O Sporting tem um projecto, um rumo muito bem definido. Acho que algumas pessoas estão desatentas, algumas dentro do clube, mas temos um projecto que assenta no rigor, na competência, na ambição e, sobretudo, na estabilidade, algo que desejamos enquanto estrutura directiva.»
 
Bruno de Carvalho recorreu a adjectivação clássica para descrever em que é que o "projecto" é assente, mas mesmo sem questionar o exacto e real enquadramento do mesmo, não deixa de ser pertinente questionar quem é(são) o(s) destinatário(s) da "pedrada", para então tentar porventura compreender a "desatenção" em causa.
 
A quem é que o presidente se refere e qual será a potencial divergência ?
 

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publicado às 07:18

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