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A secção não-profissional do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu suspender o antigo vice-presidente do Sporting de toda a actividade desportiva como dirigente nos próximos 15 meses, na sequência do "Caso Cardinal".

 

Além da suspensão, o antigo inspector da Polícia Judiciária foi ainda condenado a pagar uma multa de três mil euros, enquanto que o Sporting terá de pagar dois mil euros.

 

Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de sete crimes, pelo Ministério Público, ainda no âmbito do mesmo caso, anunciou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa: um crime de burla qualificada, um crime de branqueamento de capitais (ambos em co-autoria), um crime de devassa por meio de informática, dois crimes de peculato, um crime de acesso ilegítimo qualificado e um crime de denúncia caluniosa qualificada.

 

Recorde-se que este caso foi desencadeado com o envio de uma carta anónima a denunciar um alegado suborno ao árbitro assistente José Cardinal. As autoridades suspeitaram posteriormente que Paulo Pereira Cristóvão terá concebido uma armadilha para afastar José Cardinal do jogo entre o Sporting e o Marítimo.

 

Fundamentalmente, o ex-dirigente leonino é suspeito de ter pensado o caso e mandado depositar dois mil euros na conta bancária do referido árbitro auxiliar, no Funchal.

 

Não estou minimamente interessado em debater os (de) méritos do caso e ainda menos a defesa/acusação de Paulo Pereira Cristóvão, no entanto, há dois aspectos deste processo que me intrigam, porventura, até, por falta de conhecimentos:

 

1.º - Na minha ingenuidade, surpreende-me que o Conselho de Disciplina da FPF tenha decidido deliberar e sentenciar Paulo Pereira Cristóvão - e o Sporting -, dado que é por de mais evidente que não está em poder de todos os factos inerentes ao processo, uma vez que estes se encontram no segredo de justiça, processo que eventualmente poderá chegar a julgamento, e pelos vistos - sem sequer ouvir o acusado. Partindo do princípio - mesmo em Portugal - que o cidadão é inocente até ser provado culpado, é difícil não concluir que os órgãos que superintendem o futebol nacional não aderem a esta consagrada presunção, respeitada em qualquer sociedade democrática no Mundo;

 

2.º A segunda questão, menos importante mas que me intriga há muito, qual o porquê do desaparecimento de José Cardinal do "mapa" futebolístico ?... Fico com a ideia que um cidadão que foi uma "vítima inocente" de uma cilada, deveria poder continuar a exercer a sua actividade profissional, até porque no caso do Sr. Cardinal, se a memória não me falha, o futebol era então o seu único meio de sustento.

 

Isto é apenas uma análise muito superficial ao todo do caso, cujos totais e reais parâmetros ainda não são do conhecimento público.

 

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publicado às 05:29

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