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As flores de retórica do Bruno

Rui Gomes, em 31.01.17

 

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A imagem é do livro intitulado ON BULLSHIT, da autoria de Harry Gordon Frankfurt, filósofo norte-americano e professor de filosofia na prestigiosa Universidade de Princeton, que é na sua maior parte dedicado a casos como o de Bruno de Carvalho, ou seja, pessoas que procuram projectar uma imagem de si próprios sem o mínimo de preocupação se corresponde à verdade. Pessoas que têm a levidade para manipular factos, diálogos ou eventos de tal maneira, que a distinção entre o que é verdade e o que é falso acaba por ser irrelevante.

 

Daí, o título do post "As flores de retórica do Bruno", um termo até relativamente elegante na língua de Camões, que, traduzido em inglês, surge em linguagem que exala menos perfume... BULLSHIT !

 

Ontem, do seu escritório favorito do Facebook, o ainda presidente do Sporting escreveu uma muito extensa narrativa cujo objectivo fulcral é atacar e denegrir Pedro Madeira Rodrigues. O escopo da missiva não me incomoda no que ao candidato diz respeito - decerto que ele saberá defender-se e responder ao que merece resposta - mas repugna-me mais uma demonstração de retórica da "banha da cobra" com muita hipocrisia à mistura, de Bruno de Carvalho.

 

Não me vou dar ao trabalho de transcrever o todo da missiva, mas não posso deixar de dar destaque a estas suas frases que ilustram o carácter deste personagem e quão agarrado ao poder ele está. Porquê, pode perguntar o leitor... porque este poder representa a sua sobrevivência numa sociedade - mesmo carente de muitos valores, materiais e morais - em que ele não era mais do que um mero naufragante até chegar ao trono da presidência do Sporting:

 

«Na vida não vale tudo e, por enquanto, não existem candidatos, apenas o Presidente. E, porque coloco o Clube acima de qualquer outra agenda, não abdico do meu mandato em toda a sua plenitude até ao dia que, por vontade dos Sócios, deixe de o ser».

«Sendo assim, e tendo esperado muito tempo para ver se estas intervenções caluniosas e prejudiciais paravam ou, no mínimo, diminuíam, fui estando calado. Agora, não posso mais. O Sporting CP não pode ser prejudicado por este tipo de intervenções absurdas e sem respeito institucional, reveladoras de total falta de noção da realidade e que apenas têm servido para prejudicar, de forma factual, o Clube. E diminui-lo perante os nossos rivais e parceiros».

«Ser candidato deve significar um debate sério e elevado de ideias e projectos e não um ataque, vil e calunioso, que prejudica exclusivamente o Clube mostrando a falta de apego ao Sporting CP de quem o desfere, revelando apenas a sede do poder pelo poder»

 

A clássica "banha da cobra" que o Bruno é tão hábil a propagar e que, infelizmente para o Clube, serve para eludir um número suficiente de sportinguistas votantes para lhe garantir o assento que ele procura preservar tão desesperadamente. O cúmulo desavergonhado da acusação a terceiros de terem a "sede do poder pelo poder", assim como a sua outra hipócrita enunciação "Na vida não vale tudo", que nem merece comentário.

 

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publicado às 04:32

A retórica vazia

Rui Gomes, em 31.12.12

Escrevi este breve texto, num outro espaço, no dia 23 de outubro de 2012:

 

«A retórica em voga no universo sportinguista e arredores abunda de modo quase grotesco, pelo seu carnavalesco adorno, à conveniência. É por de mais evidente que a superintendência do Sporting está debilitada e necessita urgentemente de ser revigorizada. O desafio que confronta a «nação» centra-se em encontrar soluções, que não se limitam apenas a apontar o óbvio, vezes sem conta, quase como quem desconfia da capacidade racional da plateia.

Mais de meras palavras, são necessárias sugestões e acções levadas a cabo por pessoas credíveis e com provas dadas na liderança de uma instituição à dimensão e com a multiplicidade do Sporting. O hábil discurso que reduz a nada o uso da razão, poderá convencer os mais distraídos, mas está longe de conseguir o efeito com a atenta vasta maioria. Ou será que já estamos, novamente, em plena campanha eleitoral?»

 

Lamentavelmente, para o Sporting e para os sportinguistas, passados mais de três meses, nada mudou e com acentuada tendência a piorar. Só é possível desejar que o ano de 2013 seja mais feliz.

 

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publicado às 04:07

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