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A lista de Pedro Madeira Rodrigues

Ricardo Leão, em 07.02.17

 

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CONSELHO DIRECTIVO


CARGO
NOMEN.º SÓCIO
Presidente Pedro Madeira Rodrigues 10668
Vice-Pres. Victor Ferreira 55796
Vice-Pres. Pedro Rebelo Pinto 40631
Vice-Pres. Mário Saldanha 57659
Vice-Pres. Manuel Rogério de Brito 5561
Vogal João Alvim 12087
Vogal Rafael Joanes 29914
Vogal Bernardo Mendes 31940
Vogal Domingos Cruz 25453
Vogal José Pedro Rodrigues 19409
Vogal Luis Figueiredo 2418
Suplente José Vieira de Sampaio 5234
Suplente Sofia Pinto Martins 39638
 

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

CARGO  NOMENº SÓCIO

Presidente Rui Pedro Morgado 11887
Vice-Pres. Margarida Dias Ferreira 21101
Secretário Pedro Quartin Graça 10670
Secretário Paulo Silva Almeida 7661
Secretário Nuno Miguel Caetano 7703
Suplente Francisco Landeira 24899
Suplente Carla Filipe 5682
Suplente Joaquim Silva Abreu 1260
 

CONSELHO FISCAL

 CARGONOME Nº SÓCIO 

Presidente

Filipe Marques

17295

Vice-Pres.

Bernardo Ayala

7118

Vogal

Pedro Lopes de Brito

10771

Vogal

Miguel Graciano

4392

Vogal

Francisco Peres

11424

Vogal

João Cabral Meneres

22315

Vogal

Francisco Ferraz de Carvalho

39714

Suplente

Ricardo João Amaro

7784

Suplente

Frederico Fernandes

79628

 

Nota: Dado o tamanho deste post não se publica aqui a extensa lista de candidatos ao Conselho Leonino a qual está disponível aqui.

 

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publicado às 09:05

Ajuda-me, Joaquim !

Ricardo Leão, em 06.02.17

 

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Azevedo de Carvalho de "cabeça perdida" pede ajuda desesperada aos amigos da Olivedesportos para manter as 10.000 mordomias de que usufrui a expensas de todos nós no Sporting. Um episódio relatado por Miguel Alexandre Ganhão.

 

Um caso de pura incompetência de alguém que nunca liderou nada e que acabará no dia 4 de Março com a eleição de Pedro Madeira Rodrigues.

 

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publicado às 14:48

As coisas simples da vida

Drake Wilson, em 06.02.17

 

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Coisas que não se esquecem

 

Inglaterra, Dezembro de 1987. O tímido Sol londrino tardava em raiar, depois de uma noite em branco na qual as horas desfilavam por entre o diagnóstico de papéis e relatórios. Aquele seria o dia mais importante da minha vida profissional até então – se algo falhasse… bem, não podia falhar mesmo. Felizmente que naquele dia de chuva intensa tudo acabaria por correr bem, não apenas em Londres como também em Lisboa – o Sporting nessa noite derrotava o Benfica por 3-0 em pleno Estádio da Luz, num jogo a contar para o troféu Supertaça. Apraz-me recordar a camisola do Sporting que me acompanhava na mala de viagem (superstição suponho), assim como o telefonema do meu irmão a dar notícia do acontecimento. Paulinho Cascavel, que tinha sido contratado ao Guimarães, marcou um dos referidos tentos. Burkinshaw era o nosso treinador, e João Amado de Freitas o Presidente – injustamente um dos mais “underrated” Presidentes do Sporting. Outros tempos, velhos problemas, outras conversas.

 

Naquele período, o sistema financeiro em Inglaterra estava num saco de gatos, em contraste com a prosperidade especulativa do início desse ano, um pouco por todo o Mundo – interessante que ao inverso, no Sporting a contenção estava na ordem do dia. As exportações atingiam níveis como nunca, o consumo estava em alta. Em Londres, todo o milionário abria um restaurante de luxo, e até o “jovial” Richard Branson lançava uma marca de preservativos(!). No início do último trimestre porém, uma macro depressão global – com origem no conhecido problema da bolha especulativa que ninguém se preocupou – provocaria o descalabro na Bolsa de Londres (e outras Internacionais), com o mercado de Capitais a entrar num autêntico frenesim. Em consequência, negócios em ruína, preços a cair, com o Governo a impor uma super inflação para suster a crise, sem efeito. Obviamente, um período fértil para as divisas de Oriente e Médio Oriente surgirem. Curiosamente, foi este o início de grandes investimentos na indústria do futebol em terras de Sua-Majestade por parte de investidores não-britânicos. Outras conversas.

 

Pequenas coisas da vida, simples, que nos marcam

 

Voltando ao dito dia de Dezembro. Naquela noite, para celebrar (por dois motivos, recorde-se), fui jantar a um dos mais hipster-restaurant do momento, cuja propriedade estava dividida entre o empresário Nigel Martin e um inarrável famoso Chef de cozinha e ferrenho adepto de um clube de Manchester – naquele momento, até os Chef’s de cozinha eram quase milionários. Em virtude do comum interesse pelo desporto-rei, acabei por oferecer ao Chef o referido jersey do Sporting, recebido de modo muito apreciado pelo excêntrico profissional. Ficámos amigos. Uns anos mais tarde (25 mais propriamente), em Manchester, assistimos os dois a uma das maiores efemérides desportivas internacionais do Sporting – o leitor deve lembrar-se qual. Ele trazia a dita camisola vestida, por fair-play à nossa amizade. Um acto que me surpreendeu, que muito apreciei. Uma camisola que me “deu” sorte, uma vez mais. Pequenas coisas da vida.

 

Coisas do costume

 

A vida é uma coisa simples, acessível. Sempre desconfiei daqueles que muito teorizam sobre o que sabem, sobre o que alcançaram por mérito próprio, sem que daí consigam explicar o óbvio dos seus infortúnios. Acredito que quem usa e abusa da voz para explicar com cientologia coisas triviais, nada mais deseja do que promover intencionalmente a inércia e apatia de quem escuta. O discurso, baseado no inimigo invisível ou num infame sistema, afim de promover a desresponsabilização por ausência de competência, nada mais serve do que para enganar as pessoas que ficam convencidas, viram costas, acreditando que está tudo bem. E nem sempre está, como se regista nesta época. Para mim, olhando para o quadro geral, uma das mais frustrantes de sempre.

 

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho são os dois, num imaculado conjunto, o maior biscate que poderia ter acontecido ao Sporting. O treinador mais uma vez se revela meretriz de Pinto da Costa e do FC Porto, para geral indiferença de quem já pouco se importa. Um abraço a Casillas e uma palmada a Palhinha é o simbolismo de um frete de quem anda a ganhar milhões e não consegue provar que sabe mais de “bola” do que um Vitor Pereira, Vilas-Boas ou Nuno Espírito Santo. Tem de haver uma explicação simples para isto, tal como para um índice de aproveitamento de 55% no Campeonato – que a alguns pouco preocupa, pois está ainda distante dos 36% de 2013. É disto que o Sporting tem de viver?

 

E depois, é nas pequenas coisas simples se vê a diferença. André ou Castaignos, como Barcos ou Teo. No convento de Alvalade, qualquer alma perdida tem salvação. Depois, lá surgem os Tiquinhos Soares desta vida. Dono de fisionomia singular de um qualquer mercenário sul-americano, sem pescoço, ombros largos e de olhar assustado sempre que a bola está na mira, a confirmar que o Sporting tem mesmo um fetiche – é o único Clube no mundo que tem sempre duas pré-épocas na mesma temporada. A primeira, recheada de ingredientes e ilusões, serve para entreter a soberba. A segunda, serve sempre para preparar o futuro. Fica uma equipa de retalhos, impreparada, mas cheia de futuro... O problema, é que com o biscate do costume, nem vale a pena falar de futuro, pois o presente é o que se vê.

 

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publicado às 11:00

Quando se dá ouvidos a um papagaio...

Ricardo Leão, em 18.01.17

 

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"O Sporting vai no bom caminho.."

 

Eduardo Barroso, ex-presidente da AG do Sporting e co-autor do golpe de Estado interno de 2013, esta manhã no Fórum TSF.

 

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publicado às 10:19

 

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Como seria de esperar, honrando a frase "quem com ferros mata com ferros morre", a blogosfera brunista, mesmo a assalariada, não foi de poucas medidas. Agora quer a cabeça do chefe. Para nós, infelizmente o dizemos, esta situação não é novidade já que, como é sabido, alertamos para a mesma quase há 4 anos.

 

Não se esperaria pois, por desnecessidade, que fossemos os primeiros a exigir a demissão antecipada de Azevedo de Carvalho e, naturalmente, a sua não recandidatura, pelo facto do projecto(???) que apresentou e para o qual gastou milhões de euros que nos pertencem, estar falido.

 

Outros, contudo, habituais defensores de Azevedo, foram rápidos a exigir o óbvio. Senão vejamos um exemplo que resume o estado de espírito da nação leonina:

 

"Bruno de Carvalho é o principal responsável ponto final!

 

- Agora a cereja no topo de bolo era este ridículo presidente despedir cobardemente Jorge Jesus e pagar uma indemnização choruda e assim salva a pele, vergonha esta época, deu total poder a Jorge Jesus no Sporting e quem se está a rir é o Orelhas que o despediu e continua a ganhar e não falem em arbitragens e que não sou sócio e que não posso opinar!

 

Quando saiu Marco Silva quem devia ter saido era Bruno de Carvalho!

 

Mais a frio amanhã falaremos sobre esta vergonha!"

 

Mas, para que melhor se perceba o tipo de "cultura de clube" que o triste consulado de Bruno trouxe ao Sporting, nada como citar um comentador habitual deste espaço que, em meia dúzia de palavras, tantas quantas a sua escassa capacidade intelectual o permite, resumiu, na tasca que habitualmente o acolhe, o estado de espírito destes "sportinguistas":

 

"(...) o problema vosso mesmo hipoteticamente vocês abustres ganharem as eleições não vão ter paz. Porque aqui os camaradas não vos querem lá, vão ser minados diariamente . Querem guerra vão tela e da grossa" (Fight for your right)

 

Está apresentado o que espera Pedro Madeira Rodrigues e o enorme trabalho que terá em reerguer um clube completamente perdido numa "cultura" clubística lampiónica, que nunca foi a sua, mas que Azevedo de Carvalho fomentou diariamente.

 

Pobre Sporting.

 

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publicado às 07:29

O princípio de Peter

Naçao Valente, em 17.01.17

 

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Na Idade Média, Galileu, para não ser condenado, disse perante um tribunal da Igreja Católica o contrário do que vinha defendendo sobre o movimento da Terra no Sistema Solar. Enquanto prestava testemunho, abjurando das suas ideias, disse em surdina para quem o ouviu “e no entanto ela se move”.


O que aconteceu com os dois capitães da equipa do Sporting, depois da discussão no balneário após o jogo com o Chaves, foi uma cena triste. Ver Adrien e William, dois grandes profissionais, aparecer com cara de enterro a debitar um breve discurso preparado, mostra o estado a que chegou o nosso Sporting. Compreendo perfeitamente a situação dos atletas, empregados do clube, e que como tal, a pedido, tentaram deitar água na fervura para apaziguar um caso que prejudica o bom nome do Sporting. É certo que ao fazerem o esclarecimento, acabam também por salvar a pele do presidente que terá , mais uma vez, praticado um acto irreflectido e indigno de um presidente de uma grande instituição.


Não tenho fontes fidedignas nem 'infidedignas' sobre o que em concreto se passou, Mas sou levado a acreditar em pessoas que merecem credibilidade. Se a atitude do presidente Carvalho foi aquela que é relatada, desabrida e insultuosa, o que não me admira, porque já é recorrente, ainda não aprendeu nada com os erros que tem cometido.Mas há uma justificação: quando os resultados são favoráveis assume-os dando voltas olímpicas; quando são desfavoráveis sacode a água do capote e chuta a responsabilidade para os outros.Ora aí está, nunca comete erros. A utilização dos jogadores com o intuito de darem uma versão soft do que aconteceu para a opinião pública, a ser fomentada pela Direcção, revela também uma situação de indignidade.


O nosso presidente nunca saiu da pele de um chefe de claque. Continua a actuar a esse nível. Como comandante de pessoas usa a estratégia de atacar as suas próprias tropas. Em vez de unir desune. Em vez de moralizar desmoraliza. Actua por impulsos emocionais e não com racionalidade. Por este caminho perdeu muitas batalhas e vai perder muitas mais. No fundo, quem as perde é a colectividade que dirige. O que é preciso mais para perceber que não tem perfil , nem competência, para as funções que desempenha.

 

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publicado às 12:00

A brigada do reumático

Naçao Valente, em 14.01.17

 

Convém fazer um ponto prévio. Qualquer pessoa é livre de se assumir como apoiante de candidaturas à presidência do Sporting. É uma assunção de livre arbítrio. Nem podia ser de outra forma. Era o que mais faltava.


Vem esta clarificação a propósito da badalada comissão de honra da candidatura de Bruno Miguel de Azevedo Gaspar de Carvalho. Até à apresentação do candidato Pedro Madeira Rodrigues, a candidatura do actual presidente mantinha-se em banho maria. Estou convicto que tinham esperança que não aparecesse opositor e que a reeleição seria um passeio apoteótico. Infere-se que o facto de ter aparecido um candidato fez tocar todas as campainhas do lado do situacionismo, na feliz expressão de Leão Zargo. Logo a candidatura da evolução na continuidade, saiu da bruma e assumiu-se com todo o seu potencial.

 

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A apresentação de uma comissão de honra faz-me lembrar, salvaguardadas as devidas distâncias de contexto e de circunstância, uma situação que aconteceu em 1974 quando os generais Spínola e Costa Gomes se afastaram de Marcelo Caetano. Surgiu então um grupo de altas patentes militares que foram prestar vassalagem ao Presidente do Conselho. Esse grupo de fiéis ficou na época conhecido como “a brigada do reumático”.


As primeiras cinquenta sombras da imagem presidencial, vieram à luz do dia logo após o anúncio da sua candidatura. E a sombra foi alastrando para obscurecer qualquer luz da oposição. Olhando para as sombras não se percebe qual o critério para a sua constituição, de tal modo que já alguém lhe chamou, uma espécie de albergue espanhol. Há ali de tudo: brunistas convictos do milagre financeiro; contestatários reconvertidos à situação; putativos candidatos em pirueta arriscada, comentadores engajados e comprometidos. Lembro-me dessa eminência parda, José Maria Ricciardi, abono de vida do Presidente, de Dias Ferreira rendido à truculência presidencial, de Vasco Lourenço crítico amnésico, e do “yes men”doutor Barroso ,entre outros.


Há quem diga que este beija-mão foi ,nalguns casos, assumido por voluntarismo obrigatório. Uns porque gostam, alguns porque têm que gostar, outros porque sim. Seja como for, todos se aliam ao propalado carro vencedor. Se vão ou não receber louros logo se verá.


Com mais ou menos artritismo, físico ou mental, o facto é que o situacionismo tem que ir a jogo, com pelo menos um candidato (veremos se aparecem mais) e denota algum nervosismo. Como só gosto de fazer prognósticos depois do jogo, espero pelas propostas que surgirem e pela sua consistência. Depois os votantes decidirão, bem ou mal. E nessa decisão, boa ou má, estará o futuro do Sporting.

 

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publicado às 04:46

Bacelar Gouveia "bate com a porta"

Ricardo Leão, em 11.01.17

 

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Eis a última saída da equipa de Azevedo de Carvalho. Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, abandona as funções e não se recandidata. Junta-se a outros ex-brunistas como Rui Morgado, Vitor Ferreira e Artur Torres Campos, entre outros.

 

No seu mural do Facebook faz os habituais elogios e agradecimentos de circunstância mas sabe-se que, por detrás dos públicos elogios, existiram sempre enormes divergências com Azevedo de Carvalho que levaram Bacelar Gouveia a avisar da sua intenção de não se recandidatar.

 

No mural de Bacelar Gouveia pode ler-se "Amanhã presidirei à última reunião do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) do Sporting Clube de Portugal deste mandato do quadriénio 2013-2017, não sendo candidato a qualquer órgão social do Clube nas eleições agendadas para 4 de março de 2017."

 

É mais uma baixa de peso na equipa de Bruno, crescentemente isolado e em ruptura com aquele que foi, em tempos, o seu núcleo duro.

 

Porque será? 

 

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publicado às 12:33

Chega de sermos gozados !

Ricardo Leão, em 05.01.17

 

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Saia quem tem de saír. Por mim sai Jesus. Mas Bruno pode ir por arrasto.

Algum Sportinguista aguenta mais tempo assim? Basta!

 

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publicado às 09:29

 

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...Infelizmente o Sporting sem projecto.

...Infelizmente o Sporting das derrotas.

...Infelizmente o Sporting gastador de milhões.

...Infelizmente o Sporting sem rumo.

...Infelizmente o Sporting sem títulos.

 

O que esperam os Sportinguistas para começar a mudar as coisas já nas eleições ?

 

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publicado às 09:00

A solidão do poder

Naçao Valente, em 03.01.17

 

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O presidente do Sporting faz-me lembrar o Coronel Buendía, uma personagem de um livro de Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão. O autor diz da personagem “promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas”.

 

Bruno de Carvalho, da sua natureza, trouxe para o Sporting, não a paz mas guerra. Não sei quantas batalhas iniciou, mas tem muitas perdidas e outras em vias de as perder. De tal modo que ofuscaram uma ou outra vitória que tenha conseguido. Salientem-se as guerras inúteis e desnecessários com o passado, as lutas absurdas com os fundos, os conflitos com sócios ou adeptos, as demandas esotéricas com adversários, a cruzada das cores, do verde contra o encarnado, a errada estratégia desportiva. Casos e mais casos, derrotas e mais derrotas. Não admira que agora apareça cansado e peça a ajuda de tudo o que vier à rede no mundo sportinguista.


O presidente e agora candidato, assumiu publicamente, numa entrevista a um jornal, uma outra personagem da literatura: D. Quixote de La Mancha. Disse ele que estava cansado de representar o papel da personagem de Cervantes, e de tanto lutar sozinho, contra os moinhos da sua imaginação. E vem pedir, ou quase exigir, a ajuda de outros sportinguistas pois está farto da tarefa quixotesca. Logo se levantou uma horda de guerreiros em seu auxílio. Pelo que consta, mais de cem e de todos os quadrantes. Nem os ditos croquetes, tão amaldiçoados deixaram de responder à chamada. E até um putativo candidato de espinha extra flexível deu um passo em frente.

 
Há, no entanto, uma personagem real que se adequa à sua atitude: chama-se Oliveira Salazar. Não que exerça o poder autocrático, porque os tempos mudaram, mas porque lhe copia alguns tiques de superioridade e alguma hipocrisia. O antigo Presidente do Conselho, numa das comemorações do 28 de Maio, disse que era hora de se retirar, mas que olhando à sua volta não encontrava alguém para continuar a sua obra . Aplausos. Bruno de Carvalho numa encenação mais subtil fez o mesmo número. O cargo que ocupa é muito desgastante, no entanto sacrifica-se pela causa. Fazer o quê, quando olha à sua volta e só vê mediocridade.


Salazar só saiu depois de cair da cadeira. Ainda o mantiveram semivivo durante algum tempo como o chefe virtual, tal como o grande agrário Diogo Relvas, do romance Barranco de Cegos de Alves Redol, que sentado numa torre, embalsamado, mantinha o respeito dos servos, cegos conduzidos por um cego. Vieram outros governantes e o país sobreviveu e está melhor, o que significa que não há insubstituíveis.


Bruno de Carvalho apresenta-se agora, como o bom da fita. Que candura! Faz-me lembrar o filme de Sérgio Leone, o Bom, o Mau e o Vilão. Sendo ele o bom, qualquer adversário tem de fazer outro papel. Madeira Rodrigues já está etiquetado. Além de ser mau, é fraco e já está derrotado. Dizem os seus homens de mão. Não parece ser essa a posição do herói. A arregimentação de tropas no exército “inimigo” indicia que está com medo? Estaremos perante um herói medroso? Que ironia! Ou teremos um general perdido no seu labirinto da solidão do poder? E se aparecer também um vilão? Ou apesar de ter o melhor armamento, a brigada ligeira e a artilharia pesada, sabe que numa guerra não há vencedores antecipados e só perde quem desiste de lutar? Entre muitos exemplos lembro-me de Aljubarrota.

 

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publicado às 16:15

 

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Todos os Presidentes que o Sporting teve, desde o último terço do século até hoje, foram mais cedo ou mais tarde questionados. Difícil, para um Clube tão grande, que tal não acontecesse. Podemos até dizer que as duas alas fundamentais de aficionados nunca estiveram de acordo em tudo: houve quem preferisse a ruptura com Gonçalves, Cintra ou o conservadorismo de Roquette, Franco e Cunha.

 

Sejamos mais conservadores ou liberais, a verdade é que os grandes projectos que o Sporting pretendeu realizar, fosse com Rocha ou Roquette, terminaram invariavelmente condicionados com factores por vezes alheios ao Sporting: tanto na mudança política em 74, como na efeméride desportiva em 2004.Os mandatos de João Rocha e José Roquette aumentaram a dívida do Clube, de facto, mas também trouxeram algo ao Clube, como reconhecemos. Rocha desejou a dimensão do ecletismo, perdendo fulgor no futebol. Roquette focou-se na dimensão em torno do desporto Rei, mais do que nas modalidades. Ambos trouxeram títulos, ambos foram criticados. Pior, foi nunca se ter encontrado forma de melhorar o que se fez.

 

O Sporting padece de espírito alternativo a cada grande obra que se elege, porque poucas pessoas em Portugal são efectivamente vanguardistas.

 

 

Consideração, em comentário, do nosso redactor Drake Wilson, no seu post O Sporting que eu sempre sonhei.

 

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publicado às 15:50

Tão perto e tão longe...

Ricardo Leão, em 28.12.16

 

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A foto é elucidativa. A expressão corporal e, sobretudo, a cara, dizem tudo. Um misto de sobranceria, arrogância e altivez. Para quem se diz próximo dos adeptos, os olhos no além não mentem. Pertíssimo dos adeptos, longíssimo dos mesmos, transformados estes, hoje como no passado, em meros instrumentos de manutenção no poder. Custe o que custar.

 

Eis a postura clássica de Bruno Azevedo de Carvalho.

 

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publicado às 13:07

 

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É já amanhã que Pedro Madeira Rodrigues apresenta a sua candidatura à presidência do Sporting. O gestor faz o anúncio da sua candidatura em Lisboa, perto do estádio José Alvalade, no Hotel Radisson Blu, às 18h00, desta terça-feira.

Pedro Madeira Rodrigues, de 45 anos, recebeu já o apoio de diversas figuras do universo leonino como Vítor Ferreira, Rui Morgado, Rui Vinhas da Silva, José Vieira Sampaio, Ricardo Pina Cabral, Luís Rasquete, Nuno Fernandes Thomaz e Tomás Froes. Também Pedro Baltazar e Abrantes Mendes poderão engrossar a lista de apoiantes.

 

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publicado às 11:57

O Natal não é generoso

Rui Gomes, em 23.12.16

 

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publicado às 11:17

A última ceia

Ricardo Leão, em 21.12.16

 

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 Ou a interpretação da linguagem corporal dos jogadores

 

 

1 – Bruno Azevedo de Carvalho “oferece” a mão para cumprimentar Rúben Semedo, mostrando disponibilidade e abertura evidenciada por uma palma da mão aberta e exposta.

 

2 - O jogador lança um olhar de superioridade, com algum desdém, não estabelecendo qualquer contacto ocular ao cumprimentar Azevedo de Carvalho, o que denota algum afastamento do acto ou da pessoa.

 

3 - A falta de compromisso também é notória na fraca tensão que coloca na mão na altura do cumprimento.

 

4 – Adrien Silva parece corroborar do mesmo estado emocional de Rúben Semedo, com um olhar de superioridade, cabeça puxada para trás denotando afastamento sobre o acontecimento.

 

5 – Mantém os braços cruzados o que pode significar pouca abertura ou disponibilidade para o contacto com Azevedo de Carvalho.

 

6 – William Carvalho não foge ao ambiente vivido naquela mesa com a presença de Azevedo de Carvalho, um olhar indirecto acontece quando não nos vinculamos à pessoa, acompanhado por uma testa franzida, muito característica de emoções negativa ou de maior tensão.

 

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publicado às 11:00

 

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É já na próxima terça-feira que Pedro Madeira Rodrigues apresenta a sua lista de candidatura à Presidência do Sporting. O gestor procura agora congregar mais apoios até à data da oficialização da lista.

 

Ex-atleta das camadas jovens do Sporting, e sócio desde 1981, com 45 anos, casado, com cinco filhos, Pedro Madeira Rodrigues é licenciado em Gestão pela Universidade Técnica de Lisboa, com um MBA pela Universidade Nova de Lisboa e um PLD pela Harvard Business School e foi o autor do Musical Sporting (1906 - O Nosso Grande Amor).

 

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publicado às 04:42

 

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publicado às 16:30

 

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O jornal "O Jogo" noticia hoje na sua edição online, de fonte fidedigna, a candidatura à presidência do Sporting do ex-atleta, sportinguista desde sempre, sócio de longa data, com 45 anos, casado, com cinco filhos, Pedro Madeira Rodrigues, que desempenha actualmente o cargo de secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

 

Licenciado em Gestão pela Universidade Técnica de Lisboa, com um MBA pela Universidade Nova de Lisboa e um PLD pela Harvard Business School, Madeira Rodrigues tem um curriculum que fala por si. Competência, juventude e experiência mescladas.

 

Foi, ainda, autor do Musical Sporting (1906 - O Nosso Grande Amor), que esteve em cena no Teatro Tivoli, em Lisboa, entre os dias 25 e 29 de Janeiro de 2012.

 

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 Jogou nas camadas jovens do Sporting

 

Um grande candidato à presidência do Sporting e que apresentará ainda esta semana as linhas mestras de um programa ganhador para o futuro.

 

Terá o meu apoio.

 

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publicado às 15:20

 

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A alternativa já vem sendo equacionada há vários meses por diversos sectores do Sporting, e está encontrada, sendo que o seu anúncio será feito em breve. Azevedo de Carvalho vai, finalmente, ver o rosto dos seus opositores como desde há meses procura, com visível desespero.

 

O Sporting terá, em suma, uma figura candidata à presidência que será capaz de unir os Sportinguistas que Bruno, sistematicamente, soube afastar. 

 

Bruno terá adversário em Março. Para o Sporting será uma oportunidade única de se reencontrar depois de um consulado desastroso a todos os níveis, com milhões de euros deitados para o lixo e ausência absoluta de resultados desportivos no futebol.

 

A alternativa é bem-vinda! A esperança renasce! 

 

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publicado às 05:17

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  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
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  78. D




Cristiano Ronaldo