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Plano técnico ou táctico ?

Rui Gomes, em 06.04.17

 

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Uma questão que pode parecer muito simples, mas que talvez assim não seja. O leitor repare bem no alinhamento da equipa do Sporting ao começar o jogo com o Arouca. Seis jogadores na linha do meio-campo, desde Bruno César, em baixo na foto, até Gelson Martins no extremo oposto. Pelo interior temos Alan Ruiz, Bryan Ruiz, William Carvalho e Bas Dost.

 

A questão é esta: este posicionamento aconteceu por mero acaso, nada mais do que uma inconsequente formalidade, ou obedece a um qualquer plano técnico/táctico de Jorge Jesus ?

 

Pense bem antes de responder.

 

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publicado às 03:40

Saraivada da grande

Ricardo Leão, em 30.03.17

 

Cada vez mais o Sporting de Azevedo de Carvalho insulta

a nossa inteligência. Vergonha, a confirmar-se...

 

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publicado às 16:03

 

O ex-presidente do Conselho fiscal e Disciplinar do Sporting, Jorge Bacelar Gouveia, não poupa quem rodeia Azevedo de Carvalho na entrevista que deu ao Diário de Notícias. Ora vejamos:

 

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" Essa "ligação estreita" (Nota nossa, a André Ventura, paineleiro afecto ao clube de Carnide), como diz, foi objecto de intervenções que não me agradaram porque, a partir de certa altura, ia recebendo comentários e inquirições de dirigentes intermédios do Sporting questionando o grau de proximidade que tinha com esse comentador, ao que eu respondia sempre com a verdade das coisas, mas sentia que essas perguntas tinham, na sua essência, uma suspeita inadmissível quanto à minha lealdade e ao meu sportinguismo. E, a partir desse momento, comecei a encarar a minha continuidade no CFD de outra maneira. (...)

 

(...) Isso começou a partir de Setembro, Outubro, em que várias pessoas, num ambiente "pidesco" desagradável, me questionaram...(...)

 

(...) Estou a falar de dirigentes intermédios, que me perguntavam, em tom "pidesco", o que é que eu tinha com esse comentador. Até logo me recordei, a esse propósito, que o presidente da Assembleia Geral é amigo de Luís Filipe Vieira. Costuma jantar ou almoçar com ele... bem, talvez agora já não possa... Aqui tem de haver bom senso e o mínimo de respeito. Uma coisa são as nossas relações académicas, profissionais e privadas, outra coisa são as nossas relações institucionais e de lealdade. Portanto, a partir do momento em que essas pessoas, agindo por conta própria ou não...(...)

 

(...) Esse ambiente foi muito desagradável e eu não podia tolerar isso. Não podia continuar com a minha lealdade sob suspeita.(...)

 

Mas disse mais à pergunta do jornalista do DN "Houve mais episódios de desconforto?"

 

Houve sim. O primeiro foi logo ao princípio quando o Dr. Bruno de Carvalho desejou apresentar aos sócios as contas consolidadas do clube. E ele pediu aos membros do CFD um termo de confidencialidade para terem acesso às contas da SAD no âmbito da reestruturação financeira. Houve alguns membros do CFD que não assinaram e eu achava que não tinha de assinar porque, tendo sido eleito, a minha legitimidade democrática directa dispensaria qualquer tipo de assinatura. E eu estou à vontade nestes procedimentos porque já fiscalizei segredos bem mais importantes - quando fui eleito pela Assembleia da República presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informação da República Portuguesa - e nunca assinei qualquer documento de confidencialidade para ter acesso a segredos de Estado. Não era no Sporting que ia assinar...

 

Então, não assinou?

 

Acabei por assinar porque considerei que se não o fizesse iria gerar uma perturbação muito grande e estávamos no início do mandato. Por uma questão de paz interna, pensei que devia assinar e assinei. Já mais tarde, outro episódio que não correu muito bem foi uma tentativa - felizmente frustrada - de fazer uma alteração estatutária (e da qual o CFD só teve conhecimento pela leitura das atas) que tinha como uma das medidas o absurdo de retirar o poder disciplinar ao Conselho Fiscal e transferi-lo para o Conselho Directivo. Isso, além de ilegal e inconstitucional, seria gravíssimo porque violaria a separação de poderes. A entidade que administra um clube não pode ser a entidade que pune os seus associados. Se essa medida tivesse ido para a frente, o Conselho Fiscal teria ficado sem o poder disciplinar. E, na altura, houve mesmo alguns membros do CFD que puseram em cima da mesa a sua demissão imediata. Ainda bem que foi algo que se resolveu rapidamente e tornou-se uma medida esquecida e espero que esquecida se mantenha para sempre.

 

E como geriu essa situação com Bruno de Carvalho, já que não houve uma comunicação entre órgãos?

 

O CFD e eu próprio ficámos preocupados porque nos disseram que o CD tinha aprovado essa proposta de alteração estatutária. Foi assim que soubemos e a partir desse momento pedimos acesso às atas para saber o que lá estava porque ninguém me tinha dito nada. E ficámos muito espantados com essa alteração estatutária a ser proposta em Assembleia Geral e na qual o Conselho Fiscal deixaria de ser "Disciplinar"."

 

Mais palavras para quê? Todas as outras são os costumeiros elogios formais pós óbito.

 

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publicado às 11:39

Despudor levado ao limite

Ricardo Leão, em 30.03.17

 

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Senti-me enojado quando assisti. Pelo formato (o Sporting comprou ou patrocinou o espaço televisivo?), que até o condenado pela justiça José Eduardo incluía como se nada se tivesse passado. Pelos "isenção" dos paineleiros intervenientes. Pela postura subserviente do jornalista. Pela falta de rigor jurídico do causídico interveniente (roubo, Dr. Dias Ferreira? Não queria antes dizer furto?). E, por último, que não em último lugar, por Azevedo de Carvalho a responder (?), nada dizendo como sempre, a um conjunto de apaniguados.

 

Tomei boa nota do seguinte: há 4 anos Carvalho, segundo o próprio, só lia "as gordas dos jornais". Quiçá por falta de orçamento... Mas, independentemente disso,  particularmente revelador da suspeita ausência de cultura geral, e desportiva em particular. E uma contradição fantástica com o que nos tem revelado. No fundo o mesmo Bruno que, aos 5 anos, queria ser presidente do Sporting é aquele que, aos 40, se limitava as ver as manchetes... Sem palavras.

 

Um momento televisivo deplorável em que apenas se safa o invisível assessor de comunicação. Desta vez Saraiva trabalhou bem. Ficou-se pela TVI 24 mas tentará ainda o prime time do canal principal. Porque o antigamente apelidado "Rascord", ontem tão proficuamente exibido, se transformou no órgão oficioso do clube. 

 

Pobre TVI. Pobre Sporting. Ambos nas ruas da amargura.

 

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publicado às 10:27

A remodelação do scouting

Rui Gomes, em 15.03.17

 

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Sporting adere ao "Talent Spy"

 

 

O departamento de scouting do Sporting está a ser alvo de remodelação, num processo que deverá estar concluído muito em breve e que vai implicar mexidas nos respectivos responsáveis. O objectivo é reforçar a aposta na prospecção a todos os níveis, nacional e internacional, quer na descoberta de jovens talentos para a formação, quer na análise de jogadores em crescimento ou em fase mais madura da carreira, para o futebol profissional.

 

Primeiro numa análise à estrutura leonina e depois incidindo no scouting, Jorge Jesus já se queixou de lacunas na estrutura e dotar o departamento de scouting de maior eficácia é um grande objectivo em marcha, a fim do clube melhorar os seus movimentos no mercado, com o auxílio de um departamento de prospecção reforçado e mais eficaz: "Temos de ter uma boa prospeção para formar uma boa equipa. É preciso ver que os rivais têm a estrutura formada há vários anos e nós estamos a formá-la agora. No ano passado só não fomos campeões por não termos uma estrutura forte. Os nossos rivais têm anos de avanço em relação à estrutura."

 

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publicado às 15:45

 

A diferença é "peanuts", mas pela primeira vez em muitos anos o Sporting tem uma folha salarial mais elevada do que a do Benfica. No primeiro semestre deste ano, o clube de Alvalade gastou 31,5 milhões de euros em custos com o pessoal. Um pouco mais do que o Benfica, que totalizou 30,4 milhões.

 

Os dois clubes de Lisboa aumentaram a folha salarial, mas é a do Sporting que mostra um crescimento cada vez maior (ver gráfico). No primeiro semestre deste ano, o clube de Alvalade gastou mais 34,5% em salários do que no mesmo período do ano passado.

 

 

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Em causa está a política de contratações dos últimos anos, uma aposta da presidência de Bruno de Carvalho que se tornou visível sobretudo desde 2015/16, ano que ficou marcado pela contratação de Jorge Jesus ao rival da Segunda Circular. A 31 de Dezembro último, o plantel do Sporting estava avaliado em 42,4 milhões de euros. Este valor subiu 10 milhões face a 31 de Junho, mercê sobretudo da contratação de Bas Dost. Mas se a análise for um pouco mais longe, então o plantel do Sporting vale neste momento mais 120% (mais do dobro) do que valia a 31 de Junho de 2015, isto é, no final da época antes de Jesus.

 

Apesar de a folha salarial do Sporting estar próxima da do Benfica e de o investimento na equipa de futebol ter aumentado muito, o valor do plantel leonino é significativamente inferior ao do Benfica, que no final da época passada era de 115 milhões de euros. Em grande parte, esta diferença de 170% entre o valor nos balanços dos plantéis dos dois clubes é explicada com o facto de o Sporting ter um peso de jogadores de formação na sua equipa mais elevado do que o Benfica (e, já agora, do que o FC Porto). E os jogadores da formação, como nunca foram transaccionados, são registados no activo a zeros.

 

Isto significa que jogadores como Rui Patrício, Gelson Martins e William Carvalho estão contabilizados a zeros no balanço. Adrien está valorizado em apenas 1,2 milhões de euros porque recebeu um prémio de assinatura. Mas qualquer um destes jogadores teria um valor de mercado, caso fosse vendido, de muitos milhões de euros.

 

O reverso desta valorização do plantel é o aumento dos salários. Neste momento, Jorge Jesus continua a ser o ‘empregado’ mais bem pago do Sporting. Na equipa, os jogadores com salários mais elevados são Bas Dost, Rui Patrício e Adrien.

 

Analisando toda a era Bruno de Carvalho no Sporting, verificam-se dois movimentos nos custos salariais semestrais do clube. Nas duas primeiras épocas, uma queda súbita (de 31% nos primeiros seis meses de 2012/13 face ao mesmo período do ano anterior, seguida de mais 21% no ano seguinte), após a qual há uma subida acelerada (de 94% no primeiro semestre de 2015/16 face ao período homólogo do ano anterior, mais 34,5% no primeiro semestre deste ano).

 

A folha salarial a 31 de dezembro de 2016 mais do que duplicou (um crescimento de 107%) face ao primeiro semestre da primeira época de Bruno de Carvalho como presidente do Sporting.

 

Nota: No segundo semestre deste ano, é provável que o Sporting venha de novo a ter custos salariais inferiores aos do Benfica. É que a venda e a devolução de jogadores emprestados também significa pagar menos salários, podendo estimar-se que pague entre menos 4 a 5 milhões de euros nos últimos seis meses desta temporada do que pagou no primeiro semestre.

 

 

Artigo de Lídia Paralta Gomes e Pedro Santos Guerreiro, jornal Expresso.

 

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publicado às 04:05

 

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O Estádio José Alvalade foi o palco para o embate entre os dois líderes da Liga Allianz, com o Sporting a arrancar uma vitória já nos descontos, quando Solange Carvalhas converteu uma grande penalidade, justamente assinalada, diga-se.

 

O empate talvez fosse o resultado mais justo, mas no futebol esta lógica nem sempre prevalece. As minhotas mais em evidência na primeira parte, com as "leoas" a elevarem o seu jogo no segundo tempo e a criar duas ou três boas oportunidades para inaugurar o marcador. Quando já se dava o empate como certo, surgiu o lance do penálti, pela penetração ofensiva da equipa leonina.

 

O SC Braga lidera a Liga com 81 golos marcados, contra apenas 3 sofridos, enquanto o Sporting regista 76 golos contra 9. Apesar deste registo ofensivo, o encontro em Alvalade evidenciou-se pelo jogo defensivo das duas equipas.

 

Com este resultado e com oito jornada por disputar, o Sporting é o líder isolado com 50 pontos, mais três do que o SC Braga e a 11 pontos do terceiro classificado Valadares Gaia, que tem um jogo a menos.

 

Um  pouco mais de 9 mil espectadores em Alvalade, uma excelente marca para o futebol feminino.

 

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publicado às 16:51

Debate entre candidatos: brechas na muralha

Naçao Valente, em 25.02.17

 

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A análise de qualquer aspecto da realidade é subjectiva. Está condicionada pela selecção dos factos, pela sua interpretação e pela subjectividade do analista, em função do seu posicionamento político e ideológico. Este caso concreto, o debate entre Pedro Madeira Rodrigues (lista A) e Bruno de Carvalho (lista B) insere-se na formulação enunciada. Por isso, as apreciações sobre o debate, estão subordinadas pelo juízo pré-determinado, que cada qual tem dos intervenientes. Não escondendo a minha predilecção por Madeira Rodrigues, procurarei, no entanto, usar a imparcialidade na avaliação da prestação dos candidatos, com a certeza que não conseguirei ser neutro.

 

Em sentido lato, a primeira leitura que faço do debate, é que os opositores eram portadores de um guião que pretendiam cumprir. Madeira Rodrigues, partindo de uma posição de desvantagem, pelo facto de ser menos conhecido no universo sportinguista, e por estar do lado de fora da fortaleza, ocupada pelo seu adversário, teve de utilizar uma estratégia de ataque constante, procurando centrar a sua investida nas zonas mais fracas da muralha. Daí que se concentrasse na questão do futebol profissional, o tema mais apetitoso para o adepto, e dele procurasse tirar vantagens, para enfraquecer Bruno de Carvalho. Focou os maus resultados desportivos, as contratações erradas, a equipa técnica tremendamente cara. Esta estratégia, colocou Bruno de Carvalho à defesa, procurando limitar os danos. Além disso, usou algumas armas inovadores, como a coordenação para o futebol. Espera-se agora a apresentação do seu treinador.


No guião de Bruno de Carvalho estava, à partida,  a defesa de uma posição privilegiada, sem arriscar, sem pôr um pé em falso. A ideia foi fazer-se de peixe morto para se poder manter à tona. Contrariando a sua própria natureza belicista, conteve a agressividade, escudou-se atrás da sua muralha, que o intruso queria ocupar. Refugiou-se na obra feita, na solidez do edifício, na construção de novas ameias. Acentuou o recurso a apoios mediáticos, muitos deles com ligações ao repudiado passado, com especial enfoque para Ricciardi, uma espécie de Rasputine do Sporting, cuja presença perpassou pelo debate. Salientou o pavilhão, a salvação da bancarrota, números e mais números, gráficos e mais gráficos, na minha opinião de reduzida eficácia.


Para cumprir o seu guião, o ainda presidente foi instruído para se focar nos aspectos positivos, para manter uma imagem de urbanidade, chegando a afirmar, que num próximo mandato se irá resguardar mais, leia-se ter uma actuação mais discreta, sem voltas olímpicas por exemplo. Nesta área, Madeira Rodrigues, porque não tem as mesmas armas, e porque é candidato fora da muralha, limitou-se a questionar os dados apresentados, não podendo, em concreto ir muito mais além. Apesar disso, ainda conseguiu causar algum embaraço com o assunto pavilhão, alegando que estará pago com o dinheiro da Doyen. Quanto aos investidores, Madeira Rodrigues, não pode concretizar, enquanto candidato, o que só a um presidente compete. Pode-se discordar do seu projecto ou da concretização de algumas propostas, porque elas existem.Para bom entendedor..


Em conclusão, os dois contendores foram cumprindo os guiões previamente estabelecidos. Pelo facto, foi um debate morno, com algumas picardias, pouco significativas. Pedro Madeira Rodrigues fez o que tinha que fazer e penso que conseguiu alguns ganhos. Manteve o adversário à defesa e abriu algumas brechas. Para aqueles que consideram a fortaleza inexpugnável, é talvez altura de começarem a ter alguma modéstia. Foi o único que teve a coragem de desafiar o poder instalado, depois de constatar que mais ninguém avançava, surpreendeu-me e surpreendeu os observadores. O seu principal problema é a escassez de tempo, mas creio que está a mostrar que tem uma nova visão para o clube,  fibra, competência e condições para assumir a sua presidência. Assim queiram os associados.

 

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publicado às 11:30

A lista de Pedro Madeira Rodrigues

Ricardo Leão, em 07.02.17

 

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CONSELHO DIRECTIVO


CARGO
NOMEN.º SÓCIO
Presidente Pedro Madeira Rodrigues 10668
Vice-Pres. Victor Ferreira 55796
Vice-Pres. Pedro Rebelo Pinto 40631
Vice-Pres. Mário Saldanha 57659
Vice-Pres. Manuel Rogério de Brito 5561
Vogal João Alvim 12087
Vogal Rafael Joanes 29914
Vogal Bernardo Mendes 31940
Vogal Domingos Cruz 25453
Vogal José Pedro Rodrigues 19409
Vogal Luis Figueiredo 2418
Suplente José Vieira de Sampaio 5234
Suplente Sofia Pinto Martins 39638
 

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

CARGO  NOMENº SÓCIO

Presidente Rui Pedro Morgado 11887
Vice-Pres. Margarida Dias Ferreira 21101
Secretário Pedro Quartin Graça 10670
Secretário Paulo Silva Almeida 7661
Secretário Nuno Miguel Caetano 7703
Suplente Francisco Landeira 24899
Suplente Carla Filipe 5682
Suplente Joaquim Silva Abreu 1260
 

CONSELHO FISCAL

 CARGONOME Nº SÓCIO 

Presidente

Filipe Marques

17295

Vice-Pres.

Bernardo Ayala

7118

Vogal

Pedro Lopes de Brito

10771

Vogal

Miguel Graciano

4392

Vogal

Francisco Peres

11424

Vogal

João Cabral Meneres

22315

Vogal

Francisco Ferraz de Carvalho

39714

Suplente

Ricardo João Amaro

7784

Suplente

Frederico Fernandes

79628

 

Nota: Dado o tamanho deste post não se publica aqui a extensa lista de candidatos ao Conselho Leonino a qual está disponível aqui.

 

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publicado às 09:05

Ajuda-me, Joaquim !

Ricardo Leão, em 06.02.17

 

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Azevedo de Carvalho de "cabeça perdida" pede ajuda desesperada aos amigos da Olivedesportos para manter as 10.000 mordomias de que usufrui a expensas de todos nós no Sporting. Um episódio relatado por Miguel Alexandre Ganhão.

 

Um caso de pura incompetência de alguém que nunca liderou nada e que acabará no dia 4 de Março com a eleição de Pedro Madeira Rodrigues.

 

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publicado às 14:48

As coisas simples da vida

Drake Wilson, em 06.02.17

 

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Coisas que não se esquecem

 

Inglaterra, Dezembro de 1987. O tímido Sol londrino tardava em raiar, depois de uma noite em branco na qual as horas desfilavam por entre o diagnóstico de papéis e relatórios. Aquele seria o dia mais importante da minha vida profissional até então – se algo falhasse… bem, não podia falhar mesmo. Felizmente que naquele dia de chuva intensa tudo acabaria por correr bem, não apenas em Londres como também em Lisboa – o Sporting nessa noite derrotava o Benfica por 3-0 em pleno Estádio da Luz, num jogo a contar para o troféu Supertaça. Apraz-me recordar a camisola do Sporting que me acompanhava na mala de viagem (superstição suponho), assim como o telefonema do meu irmão a dar notícia do acontecimento. Paulinho Cascavel, que tinha sido contratado ao Guimarães, marcou um dos referidos tentos. Burkinshaw era o nosso treinador, e João Amado de Freitas o Presidente – injustamente um dos mais “underrated” Presidentes do Sporting. Outros tempos, velhos problemas, outras conversas.

 

Naquele período, o sistema financeiro em Inglaterra estava num saco de gatos, em contraste com a prosperidade especulativa do início desse ano, um pouco por todo o Mundo – interessante que ao inverso, no Sporting a contenção estava na ordem do dia. As exportações atingiam níveis como nunca, o consumo estava em alta. Em Londres, todo o milionário abria um restaurante de luxo, e até o “jovial” Richard Branson lançava uma marca de preservativos(!). No início do último trimestre porém, uma macro depressão global – com origem no conhecido problema da bolha especulativa que ninguém se preocupou – provocaria o descalabro na Bolsa de Londres (e outras Internacionais), com o mercado de Capitais a entrar num autêntico frenesim. Em consequência, negócios em ruína, preços a cair, com o Governo a impor uma super inflação para suster a crise, sem efeito. Obviamente, um período fértil para as divisas de Oriente e Médio Oriente surgirem. Curiosamente, foi este o início de grandes investimentos na indústria do futebol em terras de Sua-Majestade por parte de investidores não-britânicos. Outras conversas.

 

Pequenas coisas da vida, simples, que nos marcam

 

Voltando ao dito dia de Dezembro. Naquela noite, para celebrar (por dois motivos, recorde-se), fui jantar a um dos mais hipster-restaurant do momento, cuja propriedade estava dividida entre o empresário Nigel Martin e um inarrável famoso Chef de cozinha e ferrenho adepto de um clube de Manchester – naquele momento, até os Chef’s de cozinha eram quase milionários. Em virtude do comum interesse pelo desporto-rei, acabei por oferecer ao Chef o referido jersey do Sporting, recebido de modo muito apreciado pelo excêntrico profissional. Ficámos amigos. Uns anos mais tarde (25 mais propriamente), em Manchester, assistimos os dois a uma das maiores efemérides desportivas internacionais do Sporting – o leitor deve lembrar-se qual. Ele trazia a dita camisola vestida, por fair-play à nossa amizade. Um acto que me surpreendeu, que muito apreciei. Uma camisola que me “deu” sorte, uma vez mais. Pequenas coisas da vida.

 

Coisas do costume

 

A vida é uma coisa simples, acessível. Sempre desconfiei daqueles que muito teorizam sobre o que sabem, sobre o que alcançaram por mérito próprio, sem que daí consigam explicar o óbvio dos seus infortúnios. Acredito que quem usa e abusa da voz para explicar com cientologia coisas triviais, nada mais deseja do que promover intencionalmente a inércia e apatia de quem escuta. O discurso, baseado no inimigo invisível ou num infame sistema, afim de promover a desresponsabilização por ausência de competência, nada mais serve do que para enganar as pessoas que ficam convencidas, viram costas, acreditando que está tudo bem. E nem sempre está, como se regista nesta época. Para mim, olhando para o quadro geral, uma das mais frustrantes de sempre.

 

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho são os dois, num imaculado conjunto, o maior biscate que poderia ter acontecido ao Sporting. O treinador mais uma vez se revela meretriz de Pinto da Costa e do FC Porto, para geral indiferença de quem já pouco se importa. Um abraço a Casillas e uma palmada a Palhinha é o simbolismo de um frete de quem anda a ganhar milhões e não consegue provar que sabe mais de “bola” do que um Vitor Pereira, Vilas-Boas ou Nuno Espírito Santo. Tem de haver uma explicação simples para isto, tal como para um índice de aproveitamento de 55% no Campeonato – que a alguns pouco preocupa, pois está ainda distante dos 36% de 2013. É disto que o Sporting tem de viver?

 

E depois, é nas pequenas coisas simples se vê a diferença. André ou Castaignos, como Barcos ou Teo. No convento de Alvalade, qualquer alma perdida tem salvação. Depois, lá surgem os Tiquinhos Soares desta vida. Dono de fisionomia singular de um qualquer mercenário sul-americano, sem pescoço, ombros largos e de olhar assustado sempre que a bola está na mira, a confirmar que o Sporting tem mesmo um fetiche – é o único Clube no mundo que tem sempre duas pré-épocas na mesma temporada. A primeira, recheada de ingredientes e ilusões, serve para entreter a soberba. A segunda, serve sempre para preparar o futuro. Fica uma equipa de retalhos, impreparada, mas cheia de futuro... O problema, é que com o biscate do costume, nem vale a pena falar de futuro, pois o presente é o que se vê.

 

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publicado às 11:00

Quando se dá ouvidos a um papagaio...

Ricardo Leão, em 18.01.17

 

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"O Sporting vai no bom caminho.."

 

Eduardo Barroso, ex-presidente da AG do Sporting e co-autor do golpe de Estado interno de 2013, esta manhã no Fórum TSF.

 

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publicado às 10:19

 

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Como seria de esperar, honrando a frase "quem com ferros mata com ferros morre", a blogosfera brunista, mesmo a assalariada, não foi de poucas medidas. Agora quer a cabeça do chefe. Para nós, infelizmente o dizemos, esta situação não é novidade já que, como é sabido, alertamos para a mesma quase há 4 anos.

 

Não se esperaria pois, por desnecessidade, que fossemos os primeiros a exigir a demissão antecipada de Azevedo de Carvalho e, naturalmente, a sua não recandidatura, pelo facto do projecto(???) que apresentou e para o qual gastou milhões de euros que nos pertencem, estar falido.

 

Outros, contudo, habituais defensores de Azevedo, foram rápidos a exigir o óbvio. Senão vejamos um exemplo que resume o estado de espírito da nação leonina:

 

"Bruno de Carvalho é o principal responsável ponto final!

 

- Agora a cereja no topo de bolo era este ridículo presidente despedir cobardemente Jorge Jesus e pagar uma indemnização choruda e assim salva a pele, vergonha esta época, deu total poder a Jorge Jesus no Sporting e quem se está a rir é o Orelhas que o despediu e continua a ganhar e não falem em arbitragens e que não sou sócio e que não posso opinar!

 

Quando saiu Marco Silva quem devia ter saido era Bruno de Carvalho!

 

Mais a frio amanhã falaremos sobre esta vergonha!"

 

Mas, para que melhor se perceba o tipo de "cultura de clube" que o triste consulado de Bruno trouxe ao Sporting, nada como citar um comentador habitual deste espaço que, em meia dúzia de palavras, tantas quantas a sua escassa capacidade intelectual o permite, resumiu, na tasca que habitualmente o acolhe, o estado de espírito destes "sportinguistas":

 

"(...) o problema vosso mesmo hipoteticamente vocês abustres ganharem as eleições não vão ter paz. Porque aqui os camaradas não vos querem lá, vão ser minados diariamente . Querem guerra vão tela e da grossa" (Fight for your right)

 

Está apresentado o que espera Pedro Madeira Rodrigues e o enorme trabalho que terá em reerguer um clube completamente perdido numa "cultura" clubística lampiónica, que nunca foi a sua, mas que Azevedo de Carvalho fomentou diariamente.

 

Pobre Sporting.

 

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publicado às 07:29

O princípio de Peter

Naçao Valente, em 17.01.17

 

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Na Idade Média, Galileu, para não ser condenado, disse perante um tribunal da Igreja Católica o contrário do que vinha defendendo sobre o movimento da Terra no Sistema Solar. Enquanto prestava testemunho, abjurando das suas ideias, disse em surdina para quem o ouviu “e no entanto ela se move”.


O que aconteceu com os dois capitães da equipa do Sporting, depois da discussão no balneário após o jogo com o Chaves, foi uma cena triste. Ver Adrien e William, dois grandes profissionais, aparecer com cara de enterro a debitar um breve discurso preparado, mostra o estado a que chegou o nosso Sporting. Compreendo perfeitamente a situação dos atletas, empregados do clube, e que como tal, a pedido, tentaram deitar água na fervura para apaziguar um caso que prejudica o bom nome do Sporting. É certo que ao fazerem o esclarecimento, acabam também por salvar a pele do presidente que terá , mais uma vez, praticado um acto irreflectido e indigno de um presidente de uma grande instituição.


Não tenho fontes fidedignas nem 'infidedignas' sobre o que em concreto se passou, Mas sou levado a acreditar em pessoas que merecem credibilidade. Se a atitude do presidente Carvalho foi aquela que é relatada, desabrida e insultuosa, o que não me admira, porque já é recorrente, ainda não aprendeu nada com os erros que tem cometido.Mas há uma justificação: quando os resultados são favoráveis assume-os dando voltas olímpicas; quando são desfavoráveis sacode a água do capote e chuta a responsabilidade para os outros.Ora aí está, nunca comete erros. A utilização dos jogadores com o intuito de darem uma versão soft do que aconteceu para a opinião pública, a ser fomentada pela Direcção, revela também uma situação de indignidade.


O nosso presidente nunca saiu da pele de um chefe de claque. Continua a actuar a esse nível. Como comandante de pessoas usa a estratégia de atacar as suas próprias tropas. Em vez de unir desune. Em vez de moralizar desmoraliza. Actua por impulsos emocionais e não com racionalidade. Por este caminho perdeu muitas batalhas e vai perder muitas mais. No fundo, quem as perde é a colectividade que dirige. O que é preciso mais para perceber que não tem perfil , nem competência, para as funções que desempenha.

 

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publicado às 12:00

A brigada do reumático

Naçao Valente, em 14.01.17

 

Convém fazer um ponto prévio. Qualquer pessoa é livre de se assumir como apoiante de candidaturas à presidência do Sporting. É uma assunção de livre arbítrio. Nem podia ser de outra forma. Era o que mais faltava.


Vem esta clarificação a propósito da badalada comissão de honra da candidatura de Bruno Miguel de Azevedo Gaspar de Carvalho. Até à apresentação do candidato Pedro Madeira Rodrigues, a candidatura do actual presidente mantinha-se em banho maria. Estou convicto que tinham esperança que não aparecesse opositor e que a reeleição seria um passeio apoteótico. Infere-se que o facto de ter aparecido um candidato fez tocar todas as campainhas do lado do situacionismo, na feliz expressão de Leão Zargo. Logo a candidatura da evolução na continuidade, saiu da bruma e assumiu-se com todo o seu potencial.

 

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A apresentação de uma comissão de honra faz-me lembrar, salvaguardadas as devidas distâncias de contexto e de circunstância, uma situação que aconteceu em 1974 quando os generais Spínola e Costa Gomes se afastaram de Marcelo Caetano. Surgiu então um grupo de altas patentes militares que foram prestar vassalagem ao Presidente do Conselho. Esse grupo de fiéis ficou na época conhecido como “a brigada do reumático”.


As primeiras cinquenta sombras da imagem presidencial, vieram à luz do dia logo após o anúncio da sua candidatura. E a sombra foi alastrando para obscurecer qualquer luz da oposição. Olhando para as sombras não se percebe qual o critério para a sua constituição, de tal modo que já alguém lhe chamou, uma espécie de albergue espanhol. Há ali de tudo: brunistas convictos do milagre financeiro; contestatários reconvertidos à situação; putativos candidatos em pirueta arriscada, comentadores engajados e comprometidos. Lembro-me dessa eminência parda, José Maria Ricciardi, abono de vida do Presidente, de Dias Ferreira rendido à truculência presidencial, de Vasco Lourenço crítico amnésico, e do “yes men”doutor Barroso ,entre outros.


Há quem diga que este beija-mão foi ,nalguns casos, assumido por voluntarismo obrigatório. Uns porque gostam, alguns porque têm que gostar, outros porque sim. Seja como for, todos se aliam ao propalado carro vencedor. Se vão ou não receber louros logo se verá.


Com mais ou menos artritismo, físico ou mental, o facto é que o situacionismo tem que ir a jogo, com pelo menos um candidato (veremos se aparecem mais) e denota algum nervosismo. Como só gosto de fazer prognósticos depois do jogo, espero pelas propostas que surgirem e pela sua consistência. Depois os votantes decidirão, bem ou mal. E nessa decisão, boa ou má, estará o futuro do Sporting.

 

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publicado às 04:46

Bacelar Gouveia "bate com a porta"

Ricardo Leão, em 11.01.17

 

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Eis a última saída da equipa de Azevedo de Carvalho. Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, abandona as funções e não se recandidata. Junta-se a outros ex-brunistas como Rui Morgado, Vitor Ferreira e Artur Torres Campos, entre outros.

 

No seu mural do Facebook faz os habituais elogios e agradecimentos de circunstância mas sabe-se que, por detrás dos públicos elogios, existiram sempre enormes divergências com Azevedo de Carvalho que levaram Bacelar Gouveia a avisar da sua intenção de não se recandidatar.

 

No mural de Bacelar Gouveia pode ler-se "Amanhã presidirei à última reunião do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) do Sporting Clube de Portugal deste mandato do quadriénio 2013-2017, não sendo candidato a qualquer órgão social do Clube nas eleições agendadas para 4 de março de 2017."

 

É mais uma baixa de peso na equipa de Bruno, crescentemente isolado e em ruptura com aquele que foi, em tempos, o seu núcleo duro.

 

Porque será? 

 

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publicado às 12:33

Chega de sermos gozados !

Ricardo Leão, em 05.01.17

 

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Saia quem tem de saír. Por mim sai Jesus. Mas Bruno pode ir por arrasto.

Algum Sportinguista aguenta mais tempo assim? Basta!

 

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publicado às 09:29

 

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...Infelizmente o Sporting sem projecto.

...Infelizmente o Sporting das derrotas.

...Infelizmente o Sporting gastador de milhões.

...Infelizmente o Sporting sem rumo.

...Infelizmente o Sporting sem títulos.

 

O que esperam os Sportinguistas para começar a mudar as coisas já nas eleições ?

 

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publicado às 09:00

A solidão do poder

Naçao Valente, em 03.01.17

 

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O presidente do Sporting faz-me lembrar o Coronel Buendía, uma personagem de um livro de Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão. O autor diz da personagem “promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas”.

 

Bruno de Carvalho, da sua natureza, trouxe para o Sporting, não a paz mas guerra. Não sei quantas batalhas iniciou, mas tem muitas perdidas e outras em vias de as perder. De tal modo que ofuscaram uma ou outra vitória que tenha conseguido. Salientem-se as guerras inúteis e desnecessários com o passado, as lutas absurdas com os fundos, os conflitos com sócios ou adeptos, as demandas esotéricas com adversários, a cruzada das cores, do verde contra o encarnado, a errada estratégia desportiva. Casos e mais casos, derrotas e mais derrotas. Não admira que agora apareça cansado e peça a ajuda de tudo o que vier à rede no mundo sportinguista.


O presidente e agora candidato, assumiu publicamente, numa entrevista a um jornal, uma outra personagem da literatura: D. Quixote de La Mancha. Disse ele que estava cansado de representar o papel da personagem de Cervantes, e de tanto lutar sozinho, contra os moinhos da sua imaginação. E vem pedir, ou quase exigir, a ajuda de outros sportinguistas pois está farto da tarefa quixotesca. Logo se levantou uma horda de guerreiros em seu auxílio. Pelo que consta, mais de cem e de todos os quadrantes. Nem os ditos croquetes, tão amaldiçoados deixaram de responder à chamada. E até um putativo candidato de espinha extra flexível deu um passo em frente.

 
Há, no entanto, uma personagem real que se adequa à sua atitude: chama-se Oliveira Salazar. Não que exerça o poder autocrático, porque os tempos mudaram, mas porque lhe copia alguns tiques de superioridade e alguma hipocrisia. O antigo Presidente do Conselho, numa das comemorações do 28 de Maio, disse que era hora de se retirar, mas que olhando à sua volta não encontrava alguém para continuar a sua obra . Aplausos. Bruno de Carvalho numa encenação mais subtil fez o mesmo número. O cargo que ocupa é muito desgastante, no entanto sacrifica-se pela causa. Fazer o quê, quando olha à sua volta e só vê mediocridade.


Salazar só saiu depois de cair da cadeira. Ainda o mantiveram semivivo durante algum tempo como o chefe virtual, tal como o grande agrário Diogo Relvas, do romance Barranco de Cegos de Alves Redol, que sentado numa torre, embalsamado, mantinha o respeito dos servos, cegos conduzidos por um cego. Vieram outros governantes e o país sobreviveu e está melhor, o que significa que não há insubstituíveis.


Bruno de Carvalho apresenta-se agora, como o bom da fita. Que candura! Faz-me lembrar o filme de Sérgio Leone, o Bom, o Mau e o Vilão. Sendo ele o bom, qualquer adversário tem de fazer outro papel. Madeira Rodrigues já está etiquetado. Além de ser mau, é fraco e já está derrotado. Dizem os seus homens de mão. Não parece ser essa a posição do herói. A arregimentação de tropas no exército “inimigo” indicia que está com medo? Estaremos perante um herói medroso? Que ironia! Ou teremos um general perdido no seu labirinto da solidão do poder? E se aparecer também um vilão? Ou apesar de ter o melhor armamento, a brigada ligeira e a artilharia pesada, sabe que numa guerra não há vencedores antecipados e só perde quem desiste de lutar? Entre muitos exemplos lembro-me de Aljubarrota.

 

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publicado às 16:15

 

mw-860.jpgJose_Roquette.png

 

Todos os Presidentes que o Sporting teve, desde o último terço do século até hoje, foram mais cedo ou mais tarde questionados. Difícil, para um Clube tão grande, que tal não acontecesse. Podemos até dizer que as duas alas fundamentais de aficionados nunca estiveram de acordo em tudo: houve quem preferisse a ruptura com Gonçalves, Cintra ou o conservadorismo de Roquette, Franco e Cunha.

 

Sejamos mais conservadores ou liberais, a verdade é que os grandes projectos que o Sporting pretendeu realizar, fosse com Rocha ou Roquette, terminaram invariavelmente condicionados com factores por vezes alheios ao Sporting: tanto na mudança política em 74, como na efeméride desportiva em 2004.Os mandatos de João Rocha e José Roquette aumentaram a dívida do Clube, de facto, mas também trouxeram algo ao Clube, como reconhecemos. Rocha desejou a dimensão do ecletismo, perdendo fulgor no futebol. Roquette focou-se na dimensão em torno do desporto Rei, mais do que nas modalidades. Ambos trouxeram títulos, ambos foram criticados. Pior, foi nunca se ter encontrado forma de melhorar o que se fez.

 

O Sporting padece de espírito alternativo a cada grande obra que se elege, porque poucas pessoas em Portugal são efectivamente vanguardistas.

 

 

Consideração, em comentário, do nosso redactor Drake Wilson, no seu post O Sporting que eu sempre sonhei.

 

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publicado às 15:50

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