Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

arbitro-video.jpg

  

O vídeo-árbitro do Sporting-Estoril esteve em destaque, ao dar (bem) a indicação de fora de jogo em dois golos marcados na fase final da partida, um em cada baliza. Por isso, a FPF divulgou através da conta oficial de Twitter do projecto vídeo-árbitro as explicações de Tiago Martins, que ficou "muito satisfeito" com o desempenho de todos.

 

"Ao ver os lances pareceu-nos logo que poderia haver fora-de-jogo e marcámos as jogadas, para observarmos caso dessem golo, o que aconteceu", começou por afirmar, explicando desde logo aí a rapidez com que as decisões foram tomadas. "Com este procedimento foi rápido pedir ao operador para rever os lances e verificar que os jogadores estavam em posição de fora-de-jogo".

 

Como ambos os lances "são claros", o que tornou o trabalho "mais fácil". "Foi feito em 10 a 15 segundos", assegurou, aplaudindo também a decisão dos árbitros assistentes em deixar jogar. "Fizeram o que lhe foi pedido: em caso de dúvida deixar o jogo seguir pois em caso de fora-de-jogo o VAR intervirá."

 

Quem acompanha o Camarote Leonino sabe que não sou a favor do vídeo-árbitro. As razões são várias, mas a principal é porque temo que venha a afectar a fluidez do jogo. Estes casos no Sporting-Estoril até foram decididos muito rápidos - mérito para os intervenientes - mas nem sempre é assim.

 

Ainda há poucos dias li umas declarações do lendário guarda-redes da Juventus - Gianluigi Buffon - em que ele se manifesta contra o uso da tecnologia, nomeadamente porque no caso em questão o VAR parou o jogo em três ou quatro ocasiões por mais de três minutos cada. Diz Buffon, não sem razão, que o futebol não deve ser assim interrompido, mesmo para apurar a veracidade de um outro lance duvidoso.

 

Outro aspecto que me preocupa e já está a surgir - aliás, a própria FPF declarou que é o que está a ser pedido aos árbitros-auxiliares - é que o poder de decisão poderá vir a ser retirado completamente aos juízes de campo. Ou seja, irão cada vez mais "deixar andar", contando com a intervenção do VAR caso haja problemas. A função deles é tomar decisões e não "passar a bola" para terceiros, apenas e tão só por ser mais conveniente. E, claro, a exemplo de casos que até estão a ser alvo de discussão, temos aquelas situações em que o próprio VAR também "deixou andar".

 

 

 Um dos casos flagrantes em que o VAR "deixou andar"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:47

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D


Posts mais comentados



Cristiano Ronaldo