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"O investimento é para manter"

Rui Gomes, em 11.11.16

 

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José Sousa Cintra, Nuno Correia da Silva e Álvaro Sobrinho

 

 

Considerações de Nuno Correia da Silva, administrador da Sporting SAD e vice-presidente da Holdimo, empresa de Álvaro Sobrinho que detém 30 por cento do capital da SAD:

 

«É um investimento que foi feito com o propósito de criar uma equipa que gera resultados e, portanto, ainda é cedo para avaliar. Até agora tem dado resultados. Mas ainda estamos a meio do caminho. As avaliações fazem-se quando chegarmos ao final do caminho.

 

É para manter, sempre com a intensidade que nos motivou quando chegámos e acreditando no projeto do Sporting. É evidente que é um projeto que tem de fazer um caminho, que tem um tempo, mas temos de ser persistentes e ter muita paciência. Mas a Holdimo é um apoiante do Sporting, foi um suporte financeiro do Sporting e fará seguramente parte do grande futuro que nós acreditamos que o Sporting vai ter.

 

Não podemos deixar de acreditar. Temos de acreditar. É essa a nossa missão. É possível. Ainda está nas nossas mãos. O Sporting depende de si. Tem dois jogos com o actual líder, que é o Benfica, e se os vencer passa para primeiro. Não podemos ter outra atitude que não seja essa. A equipa é boa. Ainda não está com aquela articulação e com aquela sintonia a que nos habituou no final da última época. Talvez por esse contraste, nós sentimos a diferença. Mas acredito que vai conseguir».

 

Posição muito positiva para o Sporting, esta da Holdimo. No entanto, não devemos perder de vista que existem diversas maneiras de investir e diversos tipos de mercados. Quando um investimento não dá retorno, surge a necessidade de mudar a estratégia de investir. Se mesmo mudando a estratégia de investimento o retorno não se realizar, a alternativa é mudar de mercado. Como em muito na vida, o que hoje é verdade, amanhã essa verdade sofre alterações adequadas à realidade actualizada. Nada é eterno, portanto !

 

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publicado às 13:45

 

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A Sporting SAD apresentou os resultados relativos ao 3º trimestre de 2015/2016 à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. Segundo o diário A Bola esta apresentação de contas foi feita com atraso. Sabe-se que há sanções previstas no caso deste tipo de incumprimento.

 

Integrando-se estes resultados no contexto do exercício anual de Julho de 2015 a Junho de 2016, verifica-se que a Sporting SAD obteve até esta data um prejuízo no valor de 17,1 milhões de euros. O prejuízo é justificado com os "gastos associados a situações não recorrentes, no caso em apreço devido ao processo Doyen", que obrigou a constituir uma provisão no valor de 14,1 milhões de euros. No entanto, não havendo valores oficialmente confirmados, consta-se que será paga à Doyen uma quantia superior à que foi provisionada.

 

Se confrontarmos este prejuízo de 17,1 milhões de euros com o lucro de 22,1 milhões de euros que foi alcançado no período homólogo anterior, constata-se que existe uma preocupante perda de 39,2 milhões de euros.

 

No período restrito de Janeiro a Março de 2016, a Sporting SAD apresentou um lucro de 1,04 milhões de euros, fazendo com que o resultado do exercício anual até este momento se situe nesses 17,1 milhões de euros de dano.

 

Houve um crescimento acelerado nos custos com o pessoal. Nos primeiros nove meses, a Sporting SAD gastou 35,7 milhões de euros em salários e seguros, praticamente o dobro em relação ao período precedente. Neste aspecto, suscita alguma apreensão o facto de se prever ainda um maior investimento no futebol nos próximos meses.

 

Na rubrica dos gastos com pessoal fica-se, ainda, a saber que as remunerações dos órgãos sociais contemplaram um crescimento muito significativo: pagaram-se 320 mil euros, quando no período homólogo anterior foram 130 mil euros (um aumento de 146%).

 

No primeiro trimestre do actual exercício, a SAD obteve rendimentos de 7,6 milhões de euros com a venda de passes de jogadores, muito inferior aos 21,7 milhões de euros obtidos no mesmo período do desempenho antecedente. Conseguiu-se um saldo positivo de 1,5 milhões de euros na diferença entre a compra e a venda de passes desportivos de jogadores (16,1 no ano anterior). Excluindo eventos extraordinários, os resultados operacionais foram positivos (637 mil euros), muito abaixo do que foi registado no período do exercício transacto (23,8).

 

Ao contrário do que chegou a constar, a SAD do Clube continua a pagar elevadíssimas comissões a empresários. Houve lugar ao pagamento de mais de 1,8 milhões de euros em comissões pela contratação de cinco jogadores no mercado de transferências em Janeiro. Desta quantia, 1,3 milhões de euros referem-se a Bruno César. No que diz respeito às saídas de jogadores no mercado de inverno gastaram-se 400 mil euros em comissões. Portanto, pagam-se comissões a empresários em situações de venda e de compra de direitos desportivos de jogadores. Ironicamente, este valor é superior ao que consta no último R&C de Godinho Lopes.

 

Foram alienados passes desportivos de alguns jogadores, sem haver lugar à entrada de qualquer verba financeira. Foi o caso de Marcelo Boeck, Valentin Viola e Diogo Salomão, ficando a Sporting SAD com direito a uma determinada percentagem quando se verificar uma futura transferência de clube.

 

Há no presente relatório outros resultados que permitirão uma avaliação mais favorável, mas os que são realçados neste texto, pelo seu carácter e grandeza, suscitam uma séria apreensão. Nomeadamente pelas seguintes razões:

 

- A reestruturação financeira que foi anunciada em 2013 ameaça revelar-se inconsequente;

- O passivo cresceu de forma significativa, estando agora nos 245,5 milhões de euros (228,5 em 30 Junho de 2015);

- A Sporting SAD continua pagar aos empresários elevados valores em comissões;

- Serão vendidos os passes de jogadores nucleares para ser possível cumprir o que está determinado no Fair-Play Financeiro da UEFA;

- Persiste a prática antiga de recorrer à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro.

 

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publicado às 12:40

 

Soube-se através do portal Citius que no passado dia 18 de Março a Sporting SAD avançou com um processo na 1ª Secção de Comércio do Tribunal de Instrução Central da Comarca de Lisboa contra antigos dirigentes do Clube. No referido processo são visados os ex-presidentes Luís Godinho Lopes e José Eduardo Bettencourt, para além de Luís Duque, José Castro Guedes, José Manuel Silva e Costa, Francisco Sousa Louro, Lino de Castro, Carlos Barbosa e Carlos Freitas. É pedida uma indemnização global de 73,6 milhões de euros, alegando gestão danosa. Esta acção judicial contra dirigentes do Sporting foi aprovada em assembleias gerais da SAD e do Clube.

 

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Em Junho de 2015 o Tribunal da Comarca de Lisboa declarou-se "incompetente" para analisar uma acção movida pelo Sporting contra Godinho Lopes, Luís Duque, Nobre Guedes e Carlos Freitas, acusados de violarem "culposamente os deveres de diligência e cuidado a que estavam obrigados, causando prejuízos à sociedade". Os ex-dirigentes foram absolvidos e o Clube condenado a pagar as custas do processo. Estavam em causa a renovação de Izmailov e as contratações de Jéffren e Alberto Rodríguez, tendo considerado a actual administração da Sporting SAD que houve "violação dos deveres de diligência e falta de racionalidade económica".

 

Ao que parece, agora neste novo processo foi superada a questão do tribunal competente, havendo na Sporting SAD a convicção que, desta vez, existirá decisão judicial. A administração da SAD apresentou a sua própria gestão “baseada na racionalidade empresarial” como o exemplo do modelo que deveria ter sido adoptado pelos administradores anteriores.

 

No entanto, é complexa a aferição do grau de responsabilidade individual que será atribuída a cada um dos indiciados nos diferentes actos decisórios. Refiro-me, por exemplo, à exacta dimensão da falha do “dever de cuidado” que cada um terá praticado ou da participação nas medidas de gestão que foram “gravemente culposas”. Por certo, a decisão do tribunal fará luz sobre esta matéria, até porque é pedida uma indemnização global superior a setenta milhões de euros. Supõe-se que, por consequência, fará jurisprudência para outros casos em Portugal.

 

Já existe, em Espanha, uma decisão judicial relativa a Joan Laporta, antigo presidente do Barcelona, que foi condenado a pagar 63 milhões de euros ao clube catalão, em consequência de perdas acumuladas durante o exercício da época de 2002-03 no valor de cerca de 164 milhões de euros. De nada valeu o recurso do ex-presidente para o Supremo Tribunal (2013).

 

Independentemente de se considerar que a complexidade do processo implicará uma morosidade para além deste mandato presidencial ou até a impossibilidade de responsabilização individual efectiva, é evidente que no Sporting se entrou numa nova fase de inculpação judicial pelos que integraram administrações do Clube e da SAD. É, também, provável que no futuro a actual administração seja incriminada e sobre isso há quem garanta que não faltará assunto relativo a gestão danosa.

 

Apesar de se viver a fase de todas as decisões no campeonato da Liga, existe no Sporting um ambiente de campanha eleitoral para as próximas eleições presidenciais e fala-se com frequência da sua antecipação. Sendo assim, as decisões mais importantes do Conselho Directivo ou da administração da SAD devem ser analisadas sob esse prisma. Por exemplo, utilizando um jargão futebolístico, perceber quem é que põe ‘toda a carne no assador’ e com que finalidade estratégica. Também seria interessante conhecer a opinião de alguém que em tempos chegou a parecer o eterno vice-presidente do Conselho Fiscal do Sporting: José Maria Ricciardi.

 

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publicado às 12:46

Sporting SAD: uma semana complicada

Leão Zargo, em 12.01.16

 

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A reestruturação financeira estabelecida em 2013 consistiu numa “engenharia” que implicou medidas draconianas decorrentes do acordo com a banca credora. Que se trata de uma “engenharia financeira” parece-me ser uma verdade inquestionável, o que não invalida que tenham sido tomadas decisões úteis e oportunas. Devo sublinhar que a origem dos males do Sporting não está nesta reestruturação, mas na má gestão do Clube levada a cabo durante muitos anos por diferentes corpos directivos.

 

O estado financeiro do Sporting não se alterou profundamente, continuando numa situação de falência técnica pelo valor elevado dos capitais próprios negativos e onde a insolvência permanece como um risco. Na dívida financeira não está incluído valor do financiamento dos VMOC, no entanto ele existe e é de 127,9M€. O Sporting continua a ter fluxos de caixa negativos supridos com empréstimos bancários e ainda não há meios para pagar os juros da dívida, recorrendo-se a mais dívida. Entretanto, acrescentou-se a outros, o risco do capital da Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD passar a ser detido em maioria pelos credores.

 

A situação é conhecida pelos sportinguistas: a Sporting SAD tinha-se comprometido com o BES e o BCP a proceder até 17 de Janeiro de 2016 ao pagamento dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) contratualizados por José Eduardo Bettencourt, em 2010, quando negociou a dívida que o Clube tinha com os referidos bancos. Agora, seriam necessários no mínimo 27M€, mas a SAD não tem capacidade financeira para cumprir o estabelecido, tendo requerido a extensão dos VMOC até 2026 a troco do pagamento de juros no valor 4% sempre que sejam distribuídos dividendos.

 

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Consta que a Assembleia Geral da SAD, em 8 de Janeiro, chegou a ser muito tensa e em determinado momento as posições pareceram extremadas. Finalmente, chegou-se a um acordo que foi aprovado por unanimidade: os titulares de VMOC têm cinco dias úteis para decidir se aceitam uma extensão do pagamento até dez anos ou se pretendem convertê-los em acções da SAD. Optando pela primeira hipótese ficam com o direito de exercer a opção de conversão antecipada em qualquer data de pagamento de juros a partir de 26 de Dezembro de 2016.

 

A perda da maioria da SAD constitui para muitos sportinguistas uma alteração dramática da natureza do Sporting Clube de Portugal como sempre o conheceram e imaginaram. Para além da identidade leonina, põe também em causa a capacidade dos sócios intervirem na política decisória do Clube. Aliás, Bruno de Carvalho, nas eleições de 2013, assumiu o compromisso de manter a maioria do Clube na SAD, fez constar esse propósito no seu programa eleitoral e reivindicou para si a condição de ser o único candidato à presidência com essa posição inequívoca.

 

Decorre durante esta semana até 15 de Janeiro o período de ponderação dos detentores de VMOC. Acredito que a SAD e a banca credora alcançarão um acordo conveniente para as duas partes, sabendo-se que se isso não se verificar o Sporting-Clube perderá o controlo maioritário da SAD e o NB e o BCP passarão a ter a maior percentagem do capital. Neste caso, os bancos poderão assumir a gestão da Sporting Clube de Portugal, Futebol SAD.

 

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A situação que se vive é complexa, revelando que a Sporting SAD não acautelou as suas obrigações financeiras e que continua prisioneira das exigências dos bancos. O acordo de 2010 prevê a possibilidade de emissão de novos VMOC que absorvam os actuais, mas agora não parece haver condições para isso. De tudo isto resta a lastimável constatação que situação financeira do Sporting permanece periclitante, a banca continua com o Clube nas mãos e que este corre o sério risco de ver alterada a sua natureza mais profunda.

 

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publicado às 12:18

Novo Banco "salva" Bruno

Rui Gomes, em 10.01.16

 

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Os accionistas da SAD do Sporting aprovaram, esta sexta-feira, o alargamento do prazo de pagamento de VMOC's (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis) por mais 10 anos. A decisão não é ainda vinculativa, mas garante praticamente a manutenção do controlo do capital social da SAD nas mãos do próprio Sporting.

 

Em assembleia-geral de accionistas realizada ao final da tarde, em Alvalade, a proposta de Bruno de Carvalho, líder da sociedade, foi aprovada por unanimidade, com o aval de todos os detentores de VMOC's. Numa segunda reunião, esta já com os bancos à mesa, o projecto da administração da SAD voltou a passar, desta feita com os votos a favor do Novo Banco, ao contrário do que era perspectivado e, ainda, do Millennium BCP.

 

O Novo Banco, que hoje era dado como um dos opositores ao projecto de alargamento do prazo de pagamento da dívida, acabou por aceder às pretensões de Bruno de Carvalho.

 

Importa referir, ainda assim, que os bancos têm uma semana para optarem, ou não, pela reconversão das VMOC's em acções da SAD. Todavia, Bruno de Carvalho acredita que os accionistas vão cumprir o que foi decidido hoje:

 

«A Assembleia-Geral foi rápida, não foi um dia fácil. Está aprovado por unanimidade, por todos os bancos e pequenos 'vmoquistas'. Existe ainda a possibilidade de até ao final da próxima sexta poderem dizer que querem converter na mesma. Mas estamos satisfeitos porque a proposta passou por unanimidade. Acredito que os bancos vão cumprir o resto do acordo, de não fazer a conversão. Até sexta vão chegar as cartas a dizer que não querem fazer a conversão. Temos de cumprir todos com o que se acorda. Novo Banco? Não foi um dia fácil, mas a decisão foi aprovada e este processo só acabará na próxima sexta e os bancos têm de cumprir. Os bancos estavam aqui hoje, aprovaram por unanimidade a prorrogação e deram este primeiro passo. Não faria sentido que não dessem o segundo.»

 

A não-concretização do adiamento obrigaria, no imediato, a SAD sportinguista a pagar 27 milhões de euros para poder continuar a deter mais de 50% das acções da sociedade, conservando assim a maioria, ainda que longe de absoluta.

 

VMOC's. Do que estamos a falar?
 

Em 2010, aquando da reestruturação financeira levada a cabo pela a SAD do Sporting, foi renegociada a dívida que a sociedade tinha para com os bancos BES (transformado em Novo Banco) e BPI através da emissão das famosas VMOC's, no valor de 55 milhões de euros.

 

 

Agência Lusa

 

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publicado às 03:57

 

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Em comunicado enviado na segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sporting SAD revela ter registado 74 mil euros neste primeiro trimestre fiscal, contra os 24,62 milhões de euros registados entre julho e setembro de 2014.

 

Em relação aos proveitos operacionais, o Sporting refere que o aumento verificado na rubrica vendas e prestações de serviços, de 8,5 para 12,6 milhões de euros, "é sobretudo reflexo de no primeiro trimestre do exercício anterior não estar ainda integrada a Sporting -- Património e Marketing (SPM) nas contas da Sporting SAD, originando uma melhoria das receitas com bilheteira e bilhetes de época com um aumento de 1,086 milhões de euros e de equipamentos e merchandising, no valor de 1,64 milhões de euros, apresentando também uma melhoria das receitas obtidas com direitos televisivos de 233 mil de euros".

 

A eliminação prematura na Liga dos Campeões causou uma diminuição na rubrica 'outros rendimentos e ganhos', que passou de 9,12 para 7,56 milhões de euros.

 

A Sporting SAD justificou ainda o aumento nos gastos com pessoal, sublinhando que "de facto, tendo sido ultrapassadas as iniciais dificuldades decorrentes do processo de reestruturação e considerando o conselho de administração fundamental para a recuperação do posicionamento de liderança da Sporting SAD, e estando em curso no curto e médio prazos revisões ou renovações de contratos de significativa importância para a sociedade, entendeu-se ser o momento de se avançar para o referido investimento".

 

Já sobre as mais-valias, a Sporting SAD refere que no primeiro trimestre de 2015/16 não foram registadas mais-valias significativas, salientando as de Naby Sarr e de Shikabala, o que compara com transações de passes de jogadores no montante de 19,169 milhões de euros no exercício anterior, associadas à alienação dos direitos desportivos dos jogadores Marcos Rojo, Eric Dier e Fito Rinaudo.

 

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publicado às 03:07

 

 

Dando seguimento ao recém-post sobre o fundo Sporting Portugal Fund e a sua percentagem de passes de jogadores do Sporting, referimos aqui a mesma disposição relativamente à HOLDIMO - Participações e Investimentos, SA - e a parceria estabelecida com a Sporting SAD, em que foram cedidas percentagens dos direitos económicos detidos pela SAD referentes a 23 jogadores. Mediante o que foi aprovado em Assembleia Geral, com o aumento de capital da SAD, a realizar (já terá sido realizado) por subscrição particular pela sociedade Holdimo, no montante de 20 milhões de euros, esta passará (já terá passado) a deter 23,5 por cento do capital da SAD. Em contrapartida, o Sporting recupera (já terá recuperado) as percentagens dos jogadores do plantel, que estão (estavam) na posse da Holdimo.

 

No Relatório e Contas referente ao Exercício 2012/2013, apenas 23 jogadores são referidos, no entanto, o presidente do Sporting, em entrevista à Sic Notícias, salvo erro em Junho de 2013, apresentou uma lista de 28 jogadores. O acima citado Relatório e Contas não nomeia os jogadores, mas podemos adiantar aqui alguns nomes, e as respectivas percentagens então (ou ainda) na posse da Holdimo:

 

Bruma - 50%

Tiago Ilori - 20%

Marcelo Boeck - 15%

Jeffrén Suarez - 20%

João Mário - 15%

Cédric Soares - 25%

Diego Capel - 15%

André Martins - 25%

Adrien Silva - 20%

Ricardo Esgaio - 25%

Santiago Arias - 20%

Stijn Schaars - 15%

Elias -20%

Betinho - 45%

 

Isto, à parte das percentagens na posse de outros Fundos, como já previamente indicámos as do Sporting Portugal Fund.

 

O fundo Quality Football Ireland Limited, detém ou já deteve percentagens dos seguintes jogadores:

 

Carlos Chaby (Filipe) - 50% - Preço pago pelo Fundo 1 milhão de euros

Cristian Ponde - 25% - 100 mil euros

Diego Rubio - 40% - 1.400

Elias Trindade - 50% - 3.850

Fabian Rinaudo - 50% - 1.100

João Mário - 25% - 400

Stijn Schaars - 37,5% - 319

Tobias Figueiredo - 50% - 1.000

 

O fundo Doyen Sports Investments, detém ou já deteve percentagens dos seguintes jogadores:

 

Marcos Rojo - 75% - 2 milhões de euros

Zakaria Labyad - 35% - 1.500 milhões de euros

 

* O valor cedido ao Fundo sobre Marcos Rojo foi na realidade de 3 milhões de euros, sendo que a prestação remanescente venceu em Outubro de 2013 e, segunda consta, não foi exercida pelo Sporting por falta de liquidez para o efeito.

 

Entre tanta informação, ainda aparece a Leiston Holdings - assente em "Associação de Participação" - com 50% do passe de André Carrillo, pelo qual pagou 352 mil euros, e 48% de Valentin Viola, por 2.280 milhões de euros. Estranho este tão baixo valor por Carrillo, mas é o que se verifica no Relatório e Contas.

 

Em conclusão, e tendo em conta alguma leitura e/ou interpretação errada da minha parte, parece ser óbvio que de uma forma ou outra, com um ou mais Fundos, a maior percentagem dos direitos económicos da vasta maioria de jogadores do Sporting - equipa principal e B - estão nas mãos de Fundos, por actos de gestão da anterior administração da Sporting SAD. Neste contexto, a actual liderança está completamente isenta de responsabilidade. A única disposição que pode ser apontada a Bruno de Carvalho e à actual SAD, é a promessa incumprida do investimento de 18/20 milhões de euros, que teria então possibilitado a recuperação destes passes, na totalidade, caso tivesse surgido logo no início do mandato, ou da época, antes dos jogadores se valorizarem. A exemplo simples e claro, quanto teria então custado negociar a percentagem de William Carvalho (que foi alienado (40%) a troco de 400 mil euros), comparado com o seu actual valor depois da excelente época por si realizada e a respectiva valorização no mercado.

 

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publicado às 18:05

 

 

A Sporting SAD emitiu um comunicado no sentido de anunciar que vai proceder litigiosamente contra todos os responsáveis das arbitragens do ano passado que impediram ao Sporting a participação nas provas europeias e, ainda, as que esta época são responsáveis pela retirada de, pelo menos, 7 pontos no campeonato.

 

Não tenho disponibilidade neste momento para comentar este assunto com a atenção e profundidade que merece, mas deixo aqui a ligação de modo a permitir a leitura do comunicado da Sporting SAD.

 

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publicado às 16:00

Comunicado da Sporting, SAD

Rui Gomes, em 11.07.13

 

A Sporting SAD emitiu um comunicado confirmando que recebeu uma notificação judicial avulsa, na qual Bruma alega que se encontra livre de qualquer compromisso com o Clube a partir do dia 30 de Junho de 2013.

 

Nesse comunicado - que pode ser lido aqui - a Sporting SAD explica a sua versão do estado contratual de Bruma e as circunstâncias em torno do processo negocial que tem estado em curso.

 

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publicado às 23:21




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