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Uma história muito "comovente" !

Rui Gomes, em 04.05.17

 

Marco Gonçalves diz que não vai pagar a indemnização ao árbitro que agrediu, conforme foi determinado pelo tribunal. Recorde-se que o jogador do Canelas partiu o nariz ao árbitro José Rodrigues num jogo com o Rio Tinto, num caso que fez correr muita tinta em Portugal e que ganhou também grande destaque na imprensa internacional.

 

O jogador foi castigado com uma suspensão de quatro anos e cinco meses pela Comissão de Disciplina da Associação de Futebol do Porto, além de estar obrigado a pagar uma indemnização de cinco mil euros à vítima.

 

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"Nunca pensei ver alguém a pagar 5 mil euros por causa de uma agressão. Estava à espera de ser punido e estou aqui para cumprir, mas é impensável pagar 5 mil euros. Eu acho que não matei ninguém, se calhar para alguns eu matei, mas eu não matei ninguém para pagar cinco mil euros. Não trabalho, não tenho rendimentos, como é que vou pagar cinco mil euros? Nunca na vida posso pagar.

 

Voltou a pedir desculpas ao árbitro e à família e desejo que recupere bem e vá para a frente com a arbitragem. Muito sinceramente, estava à espera da pena máxima porque visto azul e branco, talvez se vestisse aquelas camisolitas vermelhas fosse diferente.

 

Só lamento não poder ir ver os jogos do meu filho. Fico em casa e às vezes até choro»

 

Uma história muito "comovente". Não dá para lágrimas neste momento, apenas por falta de disponibilidade. É caso para reatar mais logo...

 

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publicado às 03:51

 

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) revogou a sentença que obrigava o Sporting a pagar cerca de 892 mil euros a Jorge Pires, pela sua intervenção como intermediário no negócio da contratação do futebolista Zakaria Labyad.

 

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No acórdão a que a agência Lusa teve acesso esta quarta-feira, o TRL julgou improcedente a acção intentada pelo empresário, por não provada, absolvendo o Sporting do pedido em que tinha sido condenado. Refere este que o contrato entre as partes é "juridicamente inexistente", pelo facto de Jorge Pires não se encontrar registado, à data dos factos, como agente de jogadores na Federação Portuguesa de Futebol.

 

Labyad, de 24 anos, chegou ao Sporting na temporada 2012/2013, proveniente do PSV Eindhoven, tendo assinado um contrato de cinco épocas. O médio chegou a alinhar pela equipa principal na primeira temporada, em 27 jogos, tendo apontado três golos.

 

No entanto, nunca se conseguiu afirmar no clube e foi emprestado aos holandeses do Vitesse, durante duas épocas, e aos ingleses do Fulham, durante uma temporada. Em 2016, o Sporting anunciou a rescisão com o jogador.

 

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publicado às 05:06

 

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O Tribunal Judicial de Lisboa rejeitou o recurso apresentado pelo Sporting, que exigia que lhe fossem devolvidos os 360 mil euros pelos estragos causados no Estádio da Luz, no dérbi de 26 de Novembro de 2011, no final do qual os adeptos leoninos incendiaram as cadeiras da bancada.

 

A Federação Portuguesa de Futebol, através dos seus órgãos disciplinares, condenou a Sporting SAD a pagar 359.338,70 euros ao Benfica. O Sporting decidiu recorrer à justiça civil, alegando que seriam os "encarnados" os responsáveis pelo incêndio, defendendo que os adeptos sportinguistas tinham ficado demasiado tempo na caixa de segurança, que tinha sido inaugurada naquela partida.

 

A sentença agora proferida pelo juiz do Tribunal Judicial de Lisboa indica que a decisão tomada em última instância desportiva pelo Conselho de Justiça "não pode ser posta em causa, dado que foi provado que o momento da evacuação dos adeptos do Estádio da Luz foi decidido pela PSP e não pelo Benfica", confirmando ainda terem sido os adeptos do Sporting "que deflagraram os focos de incêndio".

 

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publicado às 04:09

 

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O Sporting anunciou, esta segunda-feira, no seu site oficial, a aparente retirada da acção judicial contra José Eduardo Bettencourt, tendo sido apurado que face às explicações dadas pelo próprio, não houve "qualquer ilícito nos actos de gestão" praticados durante o seu consulado.

 
O comunicado do Sporting:

1 – Apresentar a desistência parcial da acção judicial em curso para responsabilização Cível do Dr. José Eduardo Bettencourt e respectivos membros da sua equipa directiva, por considerar que os argumentos apresentados em sede de audição foram credíveis, esclarecedores e permitem concluir pela não existência de qualquer ilícito nos actos de gestão praticados durante o seu mandato.

2 – As razões para esta decisão prendem-se com a constatação de que existiu total colaboração entre as partes para o esclarecimento e alcance da verdade, tendo ainda sido aceite por parte do Dr. José Eduardo Bettencourt colaborar em tudo o que venha a verificar-se necessário para a salvaguarda, a bem do Sporting Clube de Portugal, de todas as condições associadas a tudo o que esteja relacionado com o Pavilhão João Rocha.

3 – No que ao Sporting Clube de Portugal diz respeito, considera-se digna de referência a postura construtiva do Dr. José Eduardo Bettencout em todo este processo, faltando agora a homologação por parte do tribunal para que a pretensão do Clube seja validada.

4 – Manter a acção intentada contra a Direcção do Engº. Godinho Lopes, sendo o único processo a correr termos, reduzindo o respectivo pedido de indemnização para o valor de 31,6 milhões de euros.
 
Vamos lá ver se consigo compreender isto. Primeiro avança-se com uma acção judicial, passados muitos meses a pessoa alvo da acção é então ouvida, pela primeira vez, em particular, e, ainda, passado mais algum tempo, desiste-se dessa acção, mas só parcialmente.
 
A primeira dúvida que surge: se a desistência da acção judicial contra José Eduardo Bettecourt e outros elementos do seu Conselho Directivo é só parcial, conforme indicado no comunicado, qual é a parte que falta ?
 
Por deconhecer os supostos factos, nem sequer comento o pedido de indemnização no valor de 31,6 milhões de euros a Luiz Godinho Lopes.
 
Só espero que um dia, um futuro presidente do Sporting venha a ordenar uma auditoria de gestão a "pente fino" ao consulado de Bruno de Carvalho. E quando digo "pente fino", que seja um "pente" mesmo muito fino.
 
E para evitar a perda de tempo e energia, alerto os usuais para não virem com a usada e abusada tanga "quem não deve não teme", para eu evitar de perguntar que resposta foi dada a João Pedro Paiva dos Santos relativamente à auditoria de gestão que ele solicitou recentemente, e sobre a qual ainda nada de concreto foi ouvido.
 

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publicado às 03:45

 

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Interessantes argumentos finais que decorreram esta terça-feira no Campus de Justiça, em Lisboa, no processo que coloca frente a frente Marco Silva e José Eduardo, a propósito das declarações proferidas em 2014, quando o segundo acusou o primeiro de se ligar “a interesses de gente que pretende destruir o Sporting".

 

Nélson Soares, advogado do ex-treinador do Sporting, argumentou que José Eduardo cometeu três crimes de difamação agravada: «Foram ataques de carácter e o arguido nunca mostrou arrependimento algum. Que seja uma pena que iniba o arguido de comportamentos semelhantes. Se não houver uma punição severa o arguido irá reincidir no comportamento».

 

Por seu lado, Jaime Cortesão, advogado de defesa, reafirmou: «Tudo o que José Eduardo disse tinha ouvido da administração do Sporting, pelo que tinha legitimidade para os comentários que proferiu. Marco Silva foi para o Sporting conhecedor do projecto, que passava muito pela aposta em jovens, mas no estágio da Holanda foi o presidente a incluir cinco ou seis jogadores jovens. O arguido não veio aqui passar por coitadinho e tinha consciência do que disse».

 

Muito interessante... tudo o que José Eduardo disse "tinha ouvido no Sporting", e foi Bruno de Carvalho que escolheu um determinado número de jogadores para irem para estágio na Holanda. Gostaria de saber se houve outras intervenções do género durante a época. Em abono da verdade, até não surpreende, tendo em conta que este presidente só não teve uma grande carreira como futebolista/treinador por mera infelicidade de circunstâncias de vida.

 

E ficam alguns leitores indignados quando eu afirmo que assistimos a um caso inédito no Sporting naquela época, com o presidente a passar uma boa parte do tempo a "cortar as pernas" ao seu próprio treinador.

 

Curiosamente - ou talvez não - desde que Jorge Jesus chegou a Alvalade as coisas mudaram radicalmente. Agora é o treinador a fazer as exigências e o presidente a dar-lhe rédeas para mais. Isto, além dos milhões, claro.

 

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publicado às 04:42

 

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Fernando Santos foi ouvido, esta quinta-feira, no Campus da Justiça, em Lisboa, como testemunha no processo que opõe Marco Silva a José Eduardo. O seleccionador nacional defendeu o antigo treinador do Sporting, dizendo que ficou chocado com as acusações de José Eduardo.

 

O comentador, antigo jogador do Sporting, disse, quando Marco Silva era treinador em Alvalade, que o técnico tinha "uma agenda própria". "Tem interesses próprios que não são os do Sporting. São os interesses de outras entidades, eventualmente do seu empresário. Tenho imensa pena de dizer isto porque quis defendê-lo até ao último momento", disse José Eduardo.

 

Estas declarações motivaram o processo em curso, em que Marco Silva exige uma indemnização de 45 mil euros. Fernando Santos considerou que estas declarações tiveram reflexo na imagem pública do treinador e defendeu o carácter do colega de profissão.

 

José Pereira também solidário com Marco Silva

 

Além da solidariedade do seleccionador português, Marco Silva também recebeu o apoio da Associação de Treinadores (ANTF). José Pereira foi também ouvido em tribunal e considera que José Eduardo fez acusações que "não correspondem à verdade".

 

O presidente da ANTF lamentou o caso, por se tratar de uma disputa "entre duas pessoas com passado rico no futebol", mas colocou-se ao lado de Marco.

 

O processo prossegue a 8 de Novembro. As alegações finais estão marcadas para 13 de Dezembro.

 

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publicado às 16:02

 

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Teve início, esta quinta-feira, no Campus de Justiça, em Lisboa, o julgamento do processo que coloca frente a frente Marco Silva e José Eduardo.

 

O ex-treinador do Sporting acusa o empresário de três crimes de difamação agravada e exige uma indemnização no valor de 45 mil euros.

 

Na base do diferendo estão declarações de José Eduardo em 2014, quando acusou o então técnico leonino de ter “uma agenda própria, interesses próprios” alheios ao clube.

 

São os interesses de outras entidades, eventualmente do seu empresário”, disse, na altura, o comentador desportivo, à RTP Informação, considerando que Marco Silva se ligou “a interesses de gente que pretende destruir o Sporting”.

 

Espero que a decisão do Tribunal seja favorável a Marco Silva, mas acho a indemnização no valor de 45 mil euros muito baixa. A bem dizer, dando-se essa eventualidade, quem tem a obrigação de pagar até é Bruno de Carvalho, uma vez que o Zé dos Tachos apenas se limitou a fazer e a dizer o que lhe foi "encomendado" pelo presidente.

 

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Marco Silva considera que foi alvo de um ataque “bárbaro” que “teve consequências no seu bem-estar e da sua família".

 

«Não se fala em termos técnicos se é bom ou mau treinador. Entra por caminhos gravíssimos. Cheguei ao Sporting com muito trabalho, aos 37 anos, e ter alguém a dizer que estou ao serviço de entidades obscuras para destruir o Sporting e destituir o presidente é de uma gravidade tremenda. Foi tudo com a intenção de destruir o treinador Marco Silva. Algo foi combinado, porque não se fazem essas acusações à porta do aeroporto, não é muito normal».

 

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publicado às 13:21

Labyad continua a dar prejuízo

Rui Gomes, em 05.10.16

 

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Zakaria Labyad rescindiu com o Sporting no Verão, mas o prejuízo com este jogador ainda não parou. Isto, porque o Sporting foi condenado a pagar um milhão de euros a Jorge Pires, um dos seus representantes. O Tribunal deu razão ao agente que reclamava uma verba relacionada com a intermediação do negócio que se realizou em 2012, pela contratação do médio holandês.

 

A Sporting SAD ainda não se pronunciou sobre a questão, mas é expectável que vá recorrer da decisão, dado que é alegado que não há um contrato formal de intermediação redigido, algo que até terá sido reconhecido pelo juiz que analisou o caso, mas que não o impediu de aceitar os argumentos apresentados pelos representantes de Jorge Pires.

 

Uma situação que devia ter sido evitada, porventura através de negociação, mas, para ser justo, não nos é possivel verdadeiramente avaliar o caso, por falta de informação relevante.

 

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publicado às 04:19

Até de cachecol se faz "guerra"

Rui Gomes, em 18.06.16

 

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O Tribunal da Relação não deu provimento a uma queixa do Benfica contra o Sporting e a Bruno de Carvalho, por causa de um processo relacionado com a utilização do emblema das águias em cachecóis produzidos por uma empresa licenciada pelo Sporting. O anúncio foi feito pelo Clube, através de uma notícia no seu site oficial.

O caso remonta a Fevereiro de 2015, quando a ASAE, no âmbito de uma fiscalização num Sporting-Benfica, apreendeu 103 cachecóis alusivos ao dérbi, considerando que a empresa licenciada pelo Sporting não tinha autorização para utilizar as marcas dos dois clubes. 

Em sua defesa, o Sporting argumentou que a responsabilidade pela comercialização dos cachecóis era exclusivamente da empresa em causa. 


O tribunal de primeira instância rejeitou a abertura da instrução e o Benfica recorreu para a Relação. Mas a decisão manteve-se e os encarnados terão agora de pagar 510 euros de taxa de justiça.
 
Fico a pensar que quem comprou um cachecol destes na altura, terá agora nas mãos um verdadeiro tesouro, tendo em conta o seu histórico.
 

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publicado às 03:47

 

Soube-se através do portal Citius que no passado dia 18 de Março a Sporting SAD avançou com um processo na 1ª Secção de Comércio do Tribunal de Instrução Central da Comarca de Lisboa contra antigos dirigentes do Clube. No referido processo são visados os ex-presidentes Luís Godinho Lopes e José Eduardo Bettencourt, para além de Luís Duque, José Castro Guedes, José Manuel Silva e Costa, Francisco Sousa Louro, Lino de Castro, Carlos Barbosa e Carlos Freitas. É pedida uma indemnização global de 73,6 milhões de euros, alegando gestão danosa. Esta acção judicial contra dirigentes do Sporting foi aprovada em assembleias gerais da SAD e do Clube.

 

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Em Junho de 2015 o Tribunal da Comarca de Lisboa declarou-se "incompetente" para analisar uma acção movida pelo Sporting contra Godinho Lopes, Luís Duque, Nobre Guedes e Carlos Freitas, acusados de violarem "culposamente os deveres de diligência e cuidado a que estavam obrigados, causando prejuízos à sociedade". Os ex-dirigentes foram absolvidos e o Clube condenado a pagar as custas do processo. Estavam em causa a renovação de Izmailov e as contratações de Jéffren e Alberto Rodríguez, tendo considerado a actual administração da Sporting SAD que houve "violação dos deveres de diligência e falta de racionalidade económica".

 

Ao que parece, agora neste novo processo foi superada a questão do tribunal competente, havendo na Sporting SAD a convicção que, desta vez, existirá decisão judicial. A administração da SAD apresentou a sua própria gestão “baseada na racionalidade empresarial” como o exemplo do modelo que deveria ter sido adoptado pelos administradores anteriores.

 

No entanto, é complexa a aferição do grau de responsabilidade individual que será atribuída a cada um dos indiciados nos diferentes actos decisórios. Refiro-me, por exemplo, à exacta dimensão da falha do “dever de cuidado” que cada um terá praticado ou da participação nas medidas de gestão que foram “gravemente culposas”. Por certo, a decisão do tribunal fará luz sobre esta matéria, até porque é pedida uma indemnização global superior a setenta milhões de euros. Supõe-se que, por consequência, fará jurisprudência para outros casos em Portugal.

 

Já existe, em Espanha, uma decisão judicial relativa a Joan Laporta, antigo presidente do Barcelona, que foi condenado a pagar 63 milhões de euros ao clube catalão, em consequência de perdas acumuladas durante o exercício da época de 2002-03 no valor de cerca de 164 milhões de euros. De nada valeu o recurso do ex-presidente para o Supremo Tribunal (2013).

 

Independentemente de se considerar que a complexidade do processo implicará uma morosidade para além deste mandato presidencial ou até a impossibilidade de responsabilização individual efectiva, é evidente que no Sporting se entrou numa nova fase de inculpação judicial pelos que integraram administrações do Clube e da SAD. É, também, provável que no futuro a actual administração seja incriminada e sobre isso há quem garanta que não faltará assunto relativo a gestão danosa.

 

Apesar de se viver a fase de todas as decisões no campeonato da Liga, existe no Sporting um ambiente de campanha eleitoral para as próximas eleições presidenciais e fala-se com frequência da sua antecipação. Sendo assim, as decisões mais importantes do Conselho Directivo ou da administração da SAD devem ser analisadas sob esse prisma. Por exemplo, utilizando um jargão futebolístico, perceber quem é que põe ‘toda a carne no assador’ e com que finalidade estratégica. Também seria interessante conhecer a opinião de alguém que em tempos chegou a parecer o eterno vice-presidente do Conselho Fiscal do Sporting: José Maria Ricciardi.

 

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publicado às 12:46

 

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Luís Duque reagiu às notícias de que uma acção contra ele e outros antigos dirigentes do Sporting deu entrada esta sexta-feira na Procuradoria da Comarca de Lisboa, Tribunal de Instância Central (1.ª Secção do Comércio), sem dirigir qualquer palavra à especificidade das acusações, como era de esperar, aliás, e até se desconhece se nesta altura já foi notificado das mesmas. O alvo principal da sua reacção foi Bruno de Carvalho, como não podia deixar de ser:

 

«O actual presidente do Sporting anda a gastar dinheiro do Clube para pagar a tribunais e advogados. É por isso natural que continue a promover processos sempre com um sentimento de vingança. O dinheiro não é dele, é do Clube.

 

Quanto ao resto, não lhe reconheço idoneidade para avaliar o trabalho que fiz no Sporting. Tal como ele, fui presidente da SAD, mas em menos de um terço do tempo já tinha ganho um campeonato».

 

Não pretendemos avançar com muito comentário nesta altura, até porque desconhecemos o teor das acusações, mas dá para imaginar que, à raiz, assenta-se naquele termo de Direito, tão complexo como populista, denominado gestão danosa. Muito fácil de invocar, extremamente difícil de provar, independente de neste caso envolver o Sporting.

 

Neste sentido e em termos abreviados, o Capítulo V do Código Penal indica o seguinte, sobre crimes contra o sector público ou cooperativo agravados pela qualidade do agente:

 

Artigo 234.º - Apropriação ilegítima

 

1 - Quem, por força do cargo que desempenha, detiver a administração, gerência ou simples capacidade de dispor de bens do sector público ou cooperativo, e por qualquer forma deles se apropriar ilegitimamente ou permitir intencionalmente que outra pessoa ilegitimamente se aproprie, é punido com a pena que ao respectivo crime corresponder agravada de um terço nos seus limites mínimo e máximo.


2 - A tentativa é punível.

 

Artigo 235.º - Administração danosa

 

1 - Quem, infringindo intencionalmente normas de controlo ou regras económicas de uma gestão racional, provocar dano patrimonial importante em unidade económica do sector público ou cooperativo é punido com pena de prisão até 5 anos ou com pena de multa até 600 dias.


2 - A punição não tem lugar se o dano se verificar contra a expectativa fundada do agente.

 

Concordamos com esta acção, indubitavelmente, se de facto existirem comprovativos de crime, seja este gestão danosa, fraude ou outros. Suspeitamos, no entanto, que acabará por ser mais um exercício em futilidade, mas não menos consequente e dispendioso por isso, que servirá fundamentalmente para satisfazer mais uma estratégia populista e interesseira de Bruno de Carvalho , a léguas de defender os melhores interesses do Sporting.

 

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publicado às 06:10

Jorge Jesus em apuros ?

Rui Gomes, em 15.10.15

 

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O Benfica terá formalizado, no Tribunal do Barreiro, uma acção judicial contra Jorge Jesus, aparentemente exigindo uma indemnização que parte de um mínimo de 7,5 milhões de euros mas que pode chegar até aos 14 milhões, caso sejam provadas em tribunal as várias acusações feitas pelos "encarnados".

 

O clube presidido por Luís Filipe Vieira alega, da parte de Jorge Jesus, o incumprimento de contrato, considerando que este começou a trabalhar para o Sporting quando estava ainda em vigor o seu vínculo ao clube da Luz, e ainda acusa o agora técnico do Sporting de levar software de propriedade do Benfica.

O processo, que tem mais de 100 páginas, avança com várias testemunhas das alegadas ilegalidades cometidas por Jorge Jesus.
 
É evidente que não conhecemos a validade do supracitado processo, mas parece claro que o Benfica tenta retaliar, não tanto pela mera saída do técnico, mas sim pela sua ida para Alvalade.
 

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publicado às 04:42

Mais areia para os olhos

Rui Gomes, em 09.10.15

 

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O Sporting, através do  seu novo blogue, publicou um comunicado esta quinta-feira, supostamente em resposta a declarações de Pedro Guerra, na segunda-feira. O que eu acho que aconteceu foi que o nosso post Tas e a possibilidade de recurso no caso Doyen, e o subsequente intenso debate entre leitores, não passou despercebido. Na realidade, não é a primeira ocorrência do género. Eis o comunicado:

 

"No seguimento das declarações proferidas pelo comentador Pedro Guerra no programa Prolongamento da TVi 24, vem o Gabinete Jurídico esclarecer que as decisões finais emitidas pelo TAS/CAS poderão ser alvo de recurso para o Tribunal Federal Suíço, caso contenham violações de direito processual ou substantivo, tendo este órgão jurisdicional o poder de anular a decisão do TAS/CAS."

 

Tudo isto já foi devidamente explicado no nosso post e em termos muito mais acessíveis a qualquer pessoa. O que o Gabinete Jurídico deixou convenientemente omisso, é que não existem quaisquer antecedentes de o TAS jamais ter cometido violações do cariz referido acima, e não vai agora começar apenas para aprazer o Sporting. Por conseguinte, a hipótese de recurso, caso a decisão seja desfavorável, é, para todos os efeitos, uma impossibilidade prática.

 

Surpreende - ou talvez não - que o Gabinete Jurídico não se tivesse limitado a citar directamente o órgão jurisdicional da Suíça, que explana de forma esclarecida as respectivas leis e regras inerentes a recursos.

 

Direito substantivo é o que define as relações concretas das pessoas em sociedade e as submete à sua acção. Compreende os principais ramos da Ciência do Direito.

 

As regras do Direito Processual regulam a existência de processos, bem como o modo destes se iniciarem, se desenvolverem e terminarem.

 

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publicado às 04:54

Absolvidos...

Rui Gomes, em 23.06.15

 

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O Tribunal da Comarca de Lisboa considerou-se incompetente para julgar o litígio entre o Sporting e Luiz Godinho Lopes, Filipe Nobre Guedes, Luís Duque e Carlos Freitas, numa das três acções que o Sporting intentou contra os ex-dirigentes, absolvendo estes e condenando o Clube a pagar as custas do processo.

 

Em causa, a renovação de Marat Izmailov e as contratações de Alberto Rodriguez e Jéffren, em que o Sporting considerou que existiu "violação dos deveres de deligência e falta de racionalidade económica", na assinatura dos contratos dos três futebolistas. 

 

O Sporting pode recorrer no prazo de dez dias. 

 

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publicado às 04:22

 

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Escrevi um artigo ontem intitulado Onde há vontade, há um meio, que, a julgar pela ausência de comentários, não mereceu muita atenção dos leitores, algo surpreendente, considerando a importância do assunto, para o futebol e para o Sporting.

 

Por mera coincidência, surgiu esta sexta-feira a notícia de que a Doyen Sports interpôs uma acção junto do Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas para suspender a decisão da FIFA de proibir a partilha da propriedade dos passes de futebolistas por terceiros, que entrará em vigor no próximo dia 1 de Maio.

 

Dá para perceber que o objectivo desta acção é para suspender esta interdição até que a Comissão Europeia ou os tribunais nacionais adoptem uma posição definitiva sobre a questão.

 

Em Portugal, o Benfica e o FC Porto são os principais clubes que têm beneficiado de parcerias com a Doyen Sports. Como bem sabemos, o Sporting também integrou o portfolio deste fundo de investimentos, mas está actualmente em litígio, em relação à transferência de Marcos Rojo para o Manchester United.

 

É de acreditar que a acção da Doyen será sustentada pelo argumento que a proibição da FIFA contraria os direitos fundamentais da União Europeia, nomeadamente ao nível de livre concorrência e livre circulação de capitais.

 

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publicado às 03:18

 

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A secção não-profissional do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu suspender o antigo vice-presidente do Sporting de toda a actividade desportiva como dirigente nos próximos 15 meses, na sequência do "Caso Cardinal".

 

Além da suspensão, o antigo inspector da Polícia Judiciária foi ainda condenado a pagar uma multa de três mil euros, enquanto que o Sporting terá de pagar dois mil euros.

 

Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de sete crimes, pelo Ministério Público, ainda no âmbito do mesmo caso, anunciou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa: um crime de burla qualificada, um crime de branqueamento de capitais (ambos em co-autoria), um crime de devassa por meio de informática, dois crimes de peculato, um crime de acesso ilegítimo qualificado e um crime de denúncia caluniosa qualificada.

 

Recorde-se que este caso foi desencadeado com o envio de uma carta anónima a denunciar um alegado suborno ao árbitro assistente José Cardinal. As autoridades suspeitaram posteriormente que Paulo Pereira Cristóvão terá concebido uma armadilha para afastar José Cardinal do jogo entre o Sporting e o Marítimo.

 

Fundamentalmente, o ex-dirigente leonino é suspeito de ter pensado o caso e mandado depositar dois mil euros na conta bancária do referido árbitro auxiliar, no Funchal.

 

Não estou minimamente interessado em debater os (de) méritos do caso e ainda menos a defesa/acusação de Paulo Pereira Cristóvão, no entanto, há dois aspectos deste processo que me intrigam, porventura, até, por falta de conhecimentos:

 

1.º - Na minha ingenuidade, surpreende-me que o Conselho de Disciplina da FPF tenha decidido deliberar e sentenciar Paulo Pereira Cristóvão - e o Sporting -, dado que é por de mais evidente que não está em poder de todos os factos inerentes ao processo, uma vez que estes se encontram no segredo de justiça, processo que eventualmente poderá chegar a julgamento, e pelos vistos - sem sequer ouvir o acusado. Partindo do princípio - mesmo em Portugal - que o cidadão é inocente até ser provado culpado, é difícil não concluir que os órgãos que superintendem o futebol nacional não aderem a esta consagrada presunção, respeitada em qualquer sociedade democrática no Mundo;

 

2.º A segunda questão, menos importante mas que me intriga há muito, qual o porquê do desaparecimento de José Cardinal do "mapa" futebolístico ?... Fico com a ideia que um cidadão que foi uma "vítima inocente" de uma cilada, deveria poder continuar a exercer a sua actividade profissional, até porque no caso do Sr. Cardinal, se a memória não me falha, o futebol era então o seu único meio de sustento.

 

Isto é apenas uma análise muito superficial ao todo do caso, cujos totais e reais parâmetros ainda não são do conhecimento público.

 

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publicado às 05:29

Enigmática mensagem

Rui Gomes, em 29.07.14
 

 

"Um leão não se preocupa com as

opiniões de uma ovelha."

 

Se pensa isso, está equivocado !... A frase não se relaciona com o Sporting nem foi proferida por um sportinguista - pelo menos, creio que ele não é. Consta sim de uma mensagem que Lionel Messi publicou na sua conta oficial do Instagram, dirigida ao juiz que recusou arquivar a acusação de fraude fiscal, em que ele e o pai foram indiciados, alegadamente por defraudar a Fazenda em 4,1 milhões de euros. O internacional argentino do Barcelona já pagou cinco milhões de euros às Finanças, mas o juiz considerou haver indícios para levar o caso a tribunal. 

 

Assim, de repente, esta postura arrogante de Messi faz-me lembrar o termo e o filme do mesmo nome "Above the law", que alguns neste nosso Mundo consideram que estão.

 

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publicado às 14:42

Ao contrário dos outros internacionais do Sporting - João Mário, Tiago Ilori, Ricardo Esgaio e Mica - Bruma não foi visto a entrar na Academia em Alcochete e, segundo informações, os seus representantes terão solicitado junto do Tribunal de Lisboa a nulidade da cláusula do contrato que ligava o jogador ao Sporting por mais uma época. Fica agora na dúvida se a reunião agendada entre Bruno de Carvalho e os representantes de Bruma para esta tarde será realizada.

 

Uma novela que ainda promete "pano para mangas" mas, para já, o pior dos cenários para o Sporting.

 

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publicado às 11:27

O caso de Niculae reaviva memórias

Rui Gomes, em 01.02.13

Só quem está pasmado com a (in) decisão da FIFA, é quem nunca andou nestas «andanças» do futebol e quem nunca lidou com os mistérios, conspirações e afins de secretaria. A partir do momento que a FPF sentiu a necessidade de consultar o organismo mundial, a sentença ficou pronunciada. Por outro lado, se a FPF tivesse assumido a posição de aceitar a transferência, ninguém a questionaria, por conseguinte, a culpa não é só da FIFA. No todo do processo admite-se falta de capacidade e experiência por parte do Sporting em lidar com estas questões, sobretudo, por deixar os negócios para a última da hora. Poderá haver incompetência, de facto, mas, acima de tudo, é o desespero financeiro que leva os responsáveis a «espremer o limão» quanto possível, percorrendo vias diversas e recorrendo a meios pouco adequados para resolver questões, onde o dinheiro já as teria resolvido há longo. À conveniência, especialmente tendo em conta o clima do momento, os dedos vão ser impiedosamente apontados aos dirigentes, mas não nos devemos deixar levar pela ilusão de que isso explica tudo. Seria até bom para o Sporting que explicasse, mas não explica.

 

De qualquer modo, voltando ao ponto principal do escrito, este caso faz lembrar um outro, entre os diversos contenciosos em que eu estive envolvido, com a distinta diferença de que este foi parar aos tribunais civeis. Num determinado jogo de uma equipa minha, fomos derrotados por um adversário que eu tinha conhecimento de que utilizou um jogador ilegalmente. A razão: esse jogador, no penúltimo jogo antes do nosso, foi advertido com um cartão amarelo - que provocaria um jogo de suspensão por acumulação (5) e, nesse mesmo jogo, também viu um cartão vermelho directo, por agressão. Protestei o jogo, porque o jogador teria de cumprir, no mínimo, dois jogos de suspensão, um por acumulação de amarelos, e um ou mais pela agressão que provocou a expulsão directa. Não estava, portanto, apto para jogar no jogo contra a minha equipa. Protestei o jogo e o protesto foi indeferido, alegando o Conselho de Discilina que o cartão vermelho anulou o amarelo, muito embora não tenha sido o «segundo amarelo». Recorri às diversas instâncias superiores e perdi em todas, não por falta de justa causa, mas sim porque os bastidores do futebol apenas ocasionalmente agem lógica e justamente. Levei o caso para a FIFA que passado algum tempo de deliberação, decidiu devolver «a batata quente» para resolução pela federação. Como esta já tinha dado o seu parecer, era tempo perdido. O caso foi então parar ao tribunal civel, sob «ameaças» da federação e da FIFA, e, nessa instância, o processo não foi indeferido mas o resultado foi o mesmo, porque o juiz em causa recusou ouvi-lo por «não se querer intrometer em matéria do foro regulamentar desportivo». Acabei por abandonar a contenda, mas ainda hoje tenho memória vívida do episódio e o respectivo dossiê, inclusive dos recibos dos muitos milhares que foram despendidos com os diversos processamentos.

 

E este é apenas um caso, entre diversos outros que poderia citar de carácter semelhante, mas com percursos menos extensos. Há longo que aprendi que existem muitos interesses que influenciam questões e decisões do foro futebolístico, invariavelmente, de difícil compreensão, e quanto mais alto se trepa na hierarquia, mais complexo se torna.

 

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