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O director técnico do International Board (IFAB), David Elleray, prestou mais alguns esclarecimentos sobre a função do vídeo-árbitro, sublinhando que "em nome da integridade do sistema", o VAR tem acesso a todas as imagens da transmissão e não está limitado às da realização televisiva:

 

«Durante a nossa pesquisa para introduzir o vídeo-árbitro no futebol, consultámos outros desportos e no rugby houve alguns problemas sobre a que imagens o vídeo-árbitro teria acesso. E nós fomos muito claros neste ponto ao determinar que, em nome da integridade do jogo, todas as imagens têm de estar à disposição do vídeo-árbitro e do seu técnico em tempo real.

 

O vídeo-árbitro pode decidir ver qualquer ângulo e velocidade que queira. Baseado nisso aconselha o árbitro e em algumas situações o árbitro pode também querer ver as imagens e pode rever o lance no campo, num monitor instalado perto do relvado».

 

Esta aparente independência do VAR relativamente à transmissão televisiva anula qualquer situação de conflito entre o VAR e os detentores dos direitos televisivos. Elleray atenta, em concreto, ao facto de a Benfica TV transmitir os jogos do Benfica, na Luz, e observa que "não há qualquer conflitualidade":

 

«O vídeo-árbitro tem controlo completamente independente daquilo que pretender ver. Ninguém pode influenciar aquilo que ele pode, ou não, ver e isto é muito importante».

 

Em outras declarações, David Elleray ainda comentou a decisão da Federação Portuguesa de Futebol em decidir introduzir o VAR na I Liga, nesta fase ainda experimental, e o IFAB está "encantado" com a opção, porque Portugal "é um dos grandes países do futebol. Está envolvido no processo e sabemos que vão fazê-lo da forma correcta.

 

«Dentro de um ano, talvez até dentro de seis meses, teremos uma ideia bem clara se este sistema que estamos a usar é o mais adequado. Eu visitei os árbitros portugueses recentemente e sei o quão profissionais são e sei que a preparação que têm vindo a fazer tem sido muitíssimo boa».

 

David Elleray reforça, ainda, que uma das preocupações do International Board é que o VAR não interfira com o ritmo do jogo, mas refere que se trata de "um pequeno preço a pagar para tornar o futebol mais justo".

 

É altamente positivo o IFAB reconhecer que ainda não tem uma ideia clara sobre a competência do sistema agora em uso, permitindo-nos depreender que poderão haver ajustamentos no futuro. No entanto, essa do "pequeno preço a pagar para tornar o futebol mais justo" é muito subjectivo e creio que só daqui a dois ou três anos é que poderemos avaliar o estado de coisas.

 

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publicado às 14:39

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