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Começo a escrever com a intenção de não me alargar muito em comentário. Sinto que há algumas considerações a adiantar sobre o jogo, mas não mais do que isso. Esclareço, desde já, no entanto, que qualquer crítica da minha parte não visa de modo algum desvalorizar o feito da nossa equipa. Como sempre, comento não em função do resultado, mas sim da exibição e da globalidade de circunstâncias inerentes à partida. 

 

Primeiro e sobretudo, muito satisfeito com a conquista desta prova pelo Sporting. Já a merecíamos há muito, e como diz o povo, "mais vale tarde do que nunca". Até deu para me enervar (um pouco), ocorrência excepcional para mim hoje em dia.

 

Reconheço, há muito, que finais são para ganhar, mas não posso deixar de expressar a minha decepção pela incapacidade do Sporting em derrotar este vulgar Vitória de Setúbal nos 90 minutos. Demos 45 minutos de avanço ao adversário e até com um golo para coroar uma exibição muito longe do que se desejava e esperava. Além de já ter acontecido em diversos jogos esta época, sinto que nesta final se fica a dever, fundamentalmente, ao facto de termos jogado com oito jogadores e meio no primeiro período. Passo a explicar:

 

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- Nem sei bem o que dizer de Bryan Ruiz, depois de tudo o que se passou com ele esta época. Mas, na minha opinião, não oferece condições para ser titular nesta equipa, muito menos num jogo decisivo;

 

- Rúben Ribeiro ainda não me convenceu que é jogador para o Sporting. Mesmo que venha a provar o contrário, neste momento, havendo lógica e sensatez (o que com Jorge Jesus talvez seja exigir muito), não devia integrar o onze inicial;

 

- Temos, por fim, Fredy Montero. Ainda lhe dou meio valor, pela sua entrega, apesar da caricata condição física. Não podemos esquecer que fez apenas meia dúzia de treinos desde que chegou, depois de estar parado desde o dia 3 de Novembro.

 

Felizmente, Jorge Jesus também reconheceu esta lacuna da equipa e fez para corrigir o seu erro, dando entrada a Battaglia e Acuña logo a seguir ao intervalo. Este último também não tem estado muito bem, mas com o seu espírito combativo, sempre contribui mais do que Bryan Ruiz.

 

No segundo período, o Sporting criou oportunidades suficientes para chegar ao empate e então vencer o jogo. Muito se fica a dever à ansiedade de alguns jogadores, com alguma infelicidade à mistura. Mas, sobretudo, notou-se a falta de Gelson Martins e, em grau inferior, até de Daniel Podence. O jogo exigia velocidade e criatividade, características natas destes dois jogadores. Acho que ficou bem vincado quão importante Gelson é para esta equipa.

 

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Uma palavra final sobre Rui Costa, o árbitro da partida, com uma actuação no mínimo sofrível. Não comento vários lances em que me irritou com as suas decisões e até admito que não tenha visto a defesa com a mão de Podstawski aos 79 minutos, mas fica por explicar a flagrante omissão do cartão vermelho. Quem comete um erro tão grosseiro, não tem competência para trabalhar jogos a I Liga. Não deixa de ser justiça irónica que quem falhou um penálti pelo Vitória de Setúbal, foi precisamente o jogador que não devia estar em campo.

 

P.S.: A escolha de William Carvalho para marcar a quinta grande penalidade, dá validade ao velho ditado que diz que treinadores são bestas ou bestiais. Jorge Jesus safou-se desta !

 

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publicado às 03:37

O "melhor" ficou por explicar !

Rui Gomes, em 20.01.18

 

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Para Bruno de Carvalho foi um "murro no estômago", para Jorge Jesus foi um "momento de desconcentração". Está tudo explicado, nem sei se vale a pena publicar as afirmações do treinador:

 

"Foi um golpe duro para todos. Numa jogada sem grande perigo tivemos um momento de desconcentração. O encontro foi praticamente todo dominado pelo Sporting, tivemos várias oportunidades para acabar com o jogo e não o fizemos. O V. Setúbal teve este penálti, mas ofensivamente não nos criou grandes problemas. O futebol é assim, não é quem joga mais, mas quem faz golos. Tivemos oportunidade para fazer o 2-0 e numa situação controlada acabámos por sofrer o golo.

 

Não é fácil empatar, ainda para mais quando acontece na última jogada do desafio. O Sporting é uma equipa muito experiente e deixou-se surpreender. O posicionamento foi mal feito na última linha, normalmente não acontece, os jogadores desconcentraram-se naquele momento".

 

Enfim... quarta-feira há mais. Esperamos que não seja mais... do mesmo !

 

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publicado às 02:48

 

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Comecei a escrever este post antes do jogo terminar e, na realidade, o empate ao cair do pano não altera muito o que tenho para dizer. Ainda com a vantagem no marcador, estava eu a pensar que muito embora a vitória seja o mais importante, por aquilo que o Sporting está a jogar, não sei se será o suficiente quando chegarem os adversários mais fortes na segunda metade da época.

 

Tinha em mente dizer que o Sporting cumpriu com a sua obrigação mínima, vencendo por 1-0, mas nem isso aconteceu. Deste modo, perdeu-se mais dois pontos e perante o 17.º classificado da Liga, que apenas conseguiu duas vitórias em 19 jornadas.

 

O Sporting alinhou de início com Rui Patrício; Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão; William Carvalho e Bruno Fernandes; Gelson Martins, Acuña, Rúben Ribeiro e Bas Dost.

 

Suplentes: Romain Salin, André Pinto, Bruno César, Ristowski, Battaglia, Daniel Podence e Doumbia.

 

O onze inicial previsto e como indiquei no post da convocatória, Josip Misic assistiu ao jogo da bancada. Bryan Ruiz, titular no último jogo, nem sequer foi convocado.

 

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Um jogo muito "morno" da equipa leonina, e até considero que Fábio Coentrão foi o melhor jogador em campo, o que, considerando o adversário, não é dizer muito. Há aspectos da equipa que me parecem bastante carentes, mas a visão de Jorge Jesus é outra, obviamente.

 

Começo por dizer o que fiquei a pensar após o último jogo. Rúben Ribeiro não tem condições para ser um indiscutível neste Sporting, pelo menos na posição em que jogou estas duas partidas. Não só pelo seu menor rendimento, mas muito mais porque obriga Bruno Fernandes a recuar no terreno e a pisar zonas que reduzem a sua contribuição para a construção de jogo. Por outras palavras, ele não é um "8", e nunca será, por muito que o técnico insista. Aliás, o lance do golo do Sporting dá força a este argumento, assim como a bola que mandou ao poste já depois da substituição de Rúben Ribeiro por Battaglia. É a minha ideia que se Misic for o "8" que eu penso que é, será ele a ocupar essa posição, com Bruno Fernandes a "10" e a jogar mais nas costas de Bas Dost.

 

Acuña está a precisar de ir para o banco. Muito combativo, isso não se discute, mas pouco mais se tem aproveitado. É necessário muito mais das alas, especialmente também considerando que Gelson Martins não está nas melhores condições físicas. Necessita de ser mais poupado nos jogos e não apenas aos 91 minutos, como aconteceu hoje no Bonfim.

 

Nem sequer vou ouvir as declarações de Jorge Jesus, que raramente faço, só para não me irritar mais. O empate surgiu através de uma grande penalidade - infelicidade de Mathieu - mas já aos 72' Coates salvou o golo, com Rui Patrício batido.

 

Na próxima quarta-feira temos o FC Porto para a Taça da Liga e a "música" vai ser outra, ou pelo menos terá de ser.

 

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publicado às 21:15

 

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Não sei se a inclusão de Josip Misic na lista de convocados poderá ser considerada uma surpresa. De qualquer modo, com 19 nomes na convocatória, é muito provável que ele acabe por assistir ao jogo na bancada do Bonfim.

 

Não acredito que teremos alguma novidade no onze inicial, relativamente aos últimos jogos e considerando que todos os principais jogadores estão disponíveis. A única dúvida é a condição física de Gelson Martins. Esta não obstante, a equipa titular deverá ser a seguinte:

 

Rui Patrício; Piccini, Coates, Jérémy Mathieu e Fábio Coentrão; William Carvalho e Bruno Fernandes; Gelson Martins, Acuña, Rúben Ribeiro e Bas Dost.

 

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publicado às 16:24

Top 4 golos vs Vitória de Setúbal

Rui Gomes, em 19.01.18

 

 

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publicado às 03:02

 

 

 

O Paços de Ferreira conseguiu, esta sexta-feira, a sua primeira vitória para o campeonato, diante do Vitória de Setúbal, por 1-0, em jogo da sexta jornada.O único golo da partida chegou aos 56 minutos, com Pedrinho a aproveitar um ressalto à entrada da área, para dar os três pontos aos "castores".

 

Excepto que esse poderá não ter sido o único golo legal do jogo. Pouco antes, aos 49 minutos, Gonçalo Paciência disparou, de forma espontânea, desde fora da área, à figura de Mário Felgueiras. Contudo, o guardião largou a bola e, antes de a recuperar, a redonda terá passado a linha de golo. O árbitro deu a entender que consultou o vídeo-árbitro e o golo não foi validado.

 

Apesar de se reconhecer que não é um lance de fácil análise, parece-me que através da tecnologia disponível é possível determinar que a bola passou completamente a linha de golo. No entanto, a acreditar que o VAR foi mesmo consultado, a opinião dos operadores foi diferente.

 

Eis o que José Couceiro teve para dizer sobre o lance:

 

«A questão não é o video-árbitro, não se trata da sua funcionalidade. Repito, sou a favor do video-árbitro, mas estes erros são humanos. A análise deve ser feita por pessoas com capacidade para o fazer, se não a têm devem ser alteradas. É uma coincidência, mas em seis jornadas temos três vezes o mesmo video-árbitro. Como explico isto aos meus jogadores? Bato na tecla de que o foco é o jogo e...

 

Nós é que vamos ser penalizados, nós é que vamos ter o lugar em risco. Não é por mais 30 segundos que o jogo esteja interrompido... Este era um lance complicado para o árbitro, difícil para o assistente mas não era difícil para o video-árbitro».

 

Nota: Para evitar comentários despropositados, devo esclarecer que este artigo nada tem a ver com o Vitória de Setúbal ou o Paços de Ferreira, mas sim com a função do vídeo-árbitro.

 

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publicado às 04:15

Foto do Dia

Rui Gomes, em 12.08.17

 

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publicado às 12:41

 

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«Precisamos que os adeptos estejam connosco até ao fim. Precisamos de estar todos unidos. Hoje, quando não estávamos a conseguir criar, os adeptos começaram a mostrar dúvidas. Quando acreditas na tua equipa, tal como eu, tens de ir até ao fim com ela, sempre. É isso que quero que os adeptos façam. Temos de estar juntos. Os adeptos são impecáveis, mas todos juntos é mais fácil. Nos últimos 16 anos estivemos demasiadas vezes separados... Temos capacidade, temos de nos juntar. Assim será mais fácil. Os nossos rivais têm coisas que nós estamos a tentar criar há dois anos».

 

Esta parte do discurso de Jorge Jesus após o encontro com o Vitória de Setúbal quase me deixou sem palavras. Sempre que se pensa que este homem já atingiu o limite do ridículo, ele consegue ir ainda mais longe.

 

Perante a pálida exibição a que assistimos, a lembrar a mediania da época passada, ele pretende colocar o ónus nas dúvidas dos adeptos ?

 

E, como se isto não fosse suficiente, põe em causa a fé desses adeptos que ao longo dos muitos anos e vários ciclos de jejum de títulos nunca deixaram de apoiar o verde-e-branco, inferindo que este estado de espírito só está a ser criado há dois anos ?

 

Por quanto mais tempo seremos obrigados a tolerar este medíocre treinador e pior ainda homem ?

 

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publicado às 04:59

Jogo a lembrar a época passada

Rui Gomes, em 12.08.17

 

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A equipa do Sporting hoje fez-me lembrar a da época passada, porventura apenas com um Bas Dost não tão apurado como nos habituou. De resto, muito previsível nas manobras ofensivas, total ausência de construção de jogo pelo corredor central e preocupante ineficácia de último passe, com o agravante de se ter dois laterais, especialmente Piccini, incapazes de finalizar a vasta maioria de lances pelas alas.

 

Jorge Jesus fez alinhar de início Rui Patrício; Piccini, Coates, Mathieu e Jonathan Silva; Battaglia, Adrien Silva, Gelson Martins e Marcus Acuña; Daniel Podence e Bas Dost.

 

No banco de suplentes estavam Salin, André Pinto, João Palhinha, Bruno Fernandes, Bruno César, Iuri Medeiros e Doumbia estão no banco com Jorge Jesus.

 

Com quase quatro dias de descanso, e sem ter de viajar, a não utilização de Fábio Coentrão é discutível, partindo do princípio que estava apto para jogar. O caso de William é diferente, uma vez que está impedido de alinhar na terça-feira devido a castigo, mas há uma grande diferença entre ele e Battaglia. Que o jogo de hoje servisse para integrar este novo jogador na equipa, compreende-se, mas não sem algumas dúvidas.

 

O Vitória de Setúbal fez o que se esperava; linhas baixas e fechadas e aposta exclusiva no contra-ataque. O controlo de jogo do Sporting e a eficácia da defesa não permitiu qualquer real perigo para a baliza de Rui Patrício.

 

Hoje gostei muito de Jérémy Mathieu, talvez o melhor em campo. Sólido defensivamente, rápido a subir e muito interventivo em zonas ofensivas, até com remates. Começo a acreditar que poderá ser muito influente neste Sporting.

 

Tanto Bas Dost como Doumbia precisam urgentemente de afinar a pontaria e acreditar no golo. Houve oportunidades que noutras circunstâncias teriam um fim mais feliz.

 

Veremos agora o que a equipa faz na Europa e espero que não hajam invenções da parte de Jorge Jesus.

 

P.S.: Não passou despercebido que com Iuri Medeiros no banco, Jorge Jesus optou pelo "indispensável" Bruno César. O "disco" não mudou, por muito riscado que esteja.

 

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publicado às 04:58

 

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Em conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Sporting, esta quinta-feira, José Couceiro, treinador do Vitória de Setúbal, teve isto para dizer sobre o que poderá ser a postura da sua equipa em Alvalade:

 

'Se formos pensar em jogar para o 0-0, esqueçam. Quem entra em Alvalade para jogar para o 0-0 perde o jogo. Vamos tentar explorar as nossas possibilidades dentro das características que temos e do que é o Sporting para tentarmos marcar. Só conseguimos um resultado positivo marcando.

 

Vamos tentar controlar as zonas em que o Sporting é muito forte e tentar chegar à baliza o máximo de vezes possível para conseguir marcar. Se queremos ter sucesso, o nosso processo defensivo tem de ser irrepreensível. Temos de ser equilibrados e fechar os espaços interiores ao Sporting, se fizermos isso estaremos mais perto de ter sucesso.

 

Na prática, em Portugal há três equipas que são candidatas ao título no início do campeonato. Só duas delas acabam no final a disputar o título. Este ano não deverá ser diferente, apesar de no início a luta ser sempre a três.

 

O Sporting é um forte candidato e reforçou-se em posições com jogadores habituados a jogar a um nível de topo, como o Barcelona e Real Madrid. É uma equipa fortíssima e agora todos têm esperanças em ter sucesso. Alguns dos meus jogadores vão jogar pela primeira vez um jogo da Liga desta dimensão, ou seja, não têm a experiência de Real Madrid ou Barcelona».

 

Por outras palavras, mesmo não alinhando com o proverbial autocarro, é de esperar um Vitória de Setúbal a alinhar em linhas baixas e fechadas, apostando quase exclusivamente no contra-ataque. Até faz sentido e não deverá ser surpresa alguma para Jorge Jesus e equipa leonina. Como sempre, nestas eventuais circunstâncias, a chave do jogo recairá sobre a eficácia de último passe e finalização, esta a manifestar-se bem cedo no jogo para obrigar o adversário a repensar a sua estratégia.

 

Esta sexta-feira, o Sporting recebe o Vitória de Setúbal, pelas 20h30, em jogo da segunda jornada da I Liga que será dirigido pelo árbitro Bruno Paixão, da Associação de Futebol de Setúbal.

 

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publicado às 16:02

 

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Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal, em declarações à Antena 1 esta terça-feira, não deixou dúvidas quanto à indisponibilidade do clube sadino para facilitar a vida ao Sporting, relativamente ao regresso de Ryan Gauld e André Geraldes:

  

«Os jogadores são nossos durante a época. Tiraram-nos daqui porque o árbitro marcou um penálti que não devia. Na minha óptica foi penálti. Se fosse para regressarem ao Sporting, nem retorquíamos. Fazíamos o que aconteceu com o Rúben Semedo, a quem fizeram um ultimato e no dia a seguir estava em Lisboa. Mas tudo bem, foi para jogar em Alvalade. Estes não. Tiraram-nos daqui para serem colocados no Chaves e achamos que foi uma ofensa. Quem não sente não é filho de boa gente.

 

Dizem que ficou um mal-estar por afirmações de pessoas do Vitória. Não concordo com esses argumentos. Chegaram a dizer que o nosso fisioterapeuta agrediu o médico do Sporting, que passou pelo nosso clube e tem a melhor relação com o nosso fisioterapeuta. Cumprimentaram-se, são amigos e trabalharam juntos. São coisas inexplicáveis. Nem sei como se argumentam coisas tão difíceis de engolir. É o futebol que temos e são as pessoas que temos».

 

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publicado às 04:17

 

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Começo por alertar que esta informação foi divulgada esta quarta-feira pelo jornal A Bola. Tendo em conta a fonte jornalística, o leitor deve exercer alguma moderação na sua leitura e respectiva aceitação.

 

O Sporting já terá feito chegar ao Bonfim o contrato de rescisão da cedência relativamente a André Geraldes e Ryan Gauld mas, de acordo com o supracitado jornal, este ainda não foi assinado pelos sadinos, que evocam o artigo 78.º do regulamento de competições, que define que um empréstimo só pode ser cessado antecipadamente caso exista “mútuo acordo entre as partes”.

 

Por seu lado, o Sporting recorda que, aquando da formalização do contrato, ambos os clubes assinaram um aditamento que previa que os jogadores pudessem voltar, bastando para isso que a intenção fosse comunicada até 15 de Janeiro.

 

No entanto, o documento não passa de um acordo de cavalheiros, já que não tem validade junto da Liga. O Vitória de Setúbal pode mesmo vir a apresentar queixa por resgate unilateral dos jogadores, que poderia custar ao Sporting uma multa e a realização de jogos à porta fechada.

 

O Regulamento diz o seguinte:

 

4. O jogador cedido só poderá voltar a ser inscrito e representar, na mesma época, o clube cedente, em caso de cessação do contrato de cedência, por:

 

a) caducidade;

b) incumprimento do contrato de cedência pelo clube cessionário;

c) mútuo acordo das partes.

 

5. Para efeitos do disposto na alínea 4 c), não são admissíveis quaisquer cláusulas que prevejam a possibilidade de, por iniciativa unilateral do clube cedente, ser imposto ao clube cessionário o termo do contrato de cedência antes do prazo contratualmente fixado.

 

Assente nisto, o Vitória de Setúbal estará no seu direito de recusar devolver os jogadores antes do final da época. Se é essa a sua intenção, não é claro neste momento.

_____________________________________________

 

Adenda: Quase que ofende a humanidade ler um bom número de argumentos irrelevantes e até bizarros que têm surgido na caixa de comentários, com o objectivo único de defender o indefensável. Este caso, por muito oblíquo que se tenha tornado, pela forma como foi tratado pelo Sporting, até me parece bem simples.

 

1. Tudo o que terá ocorrido, se alguma coisa, no balneário e arredores do Vitória de Setúbal é irrelevante. Se eles festejaram com dignidade ou não a vitória do dia, é igualmente irrelevante.

 

2. Havendo ou não acordo por escrito ou meramente verbal entre os dois clubes, o Sporting tinha a obrigação de saber dos Regulamentos da Liga, nos quais é explícito que para existir a recuperação de jogadores antes do final da época, terá de haver mútuo acordo das partes.

 

3. É por de mais óbvio que o Sporting reagiu pela derrota e demais circunstâncias do jogo. Só isso explica terem dado instruções aos jogadores para não se apresentarem no próximo treino dos sadinos e regressar a Alvalade, sem qualquer participação ao Vitória de Setúbal.

 

4. Conscientes dos referidos Regulamentos e da maneira como trataram do assunto logo a partir do primeiro minuto, pasma que o Sporting então esperasse uma reacção de boa fé por parte do Vitória de Setúbal.

 

5. A prioridade do Sporting deveria ser os seus interesses e, por inerência, os interesses dos seus activos. É por de mais evidente que eles só beneficiariam, no que diz respeito ao seu desenvolvimento, permanecendo em Setúbal, cumprindo, assim, o acordo de cedência.

 

Agora, sujeitam-se às consequências da sua péssima gestão do caso. Que mais pode ser argumentado que faça o mínimo de sentido ?

 

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publicado às 14:50

A hipocrisia de Jorge Jesus

Rui Gomes, em 05.01.17

 

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«Durante o jogo, poderíamos ter feito o segundo golo em várias ocasiões. O Sporting está a ser prejudicado com muita facilidade. A favor do Sporting, dificilmente se marca. Contra, é muito fácil marcar. É uma falta de respeito para com o Sporting, que é um grande clube, assim como para com os seus adeptos e profissionais. Em tantos anos de futebol, nunca vivi uma coisa destas. Fizemos o que tínhamos de fazer mas mais uma vez passaram-se coisas que não conseguimos controlar».

 

Não posso deixar passar em branco esta afirmação de Jorge Jesus, demonstrativo da sua hipocrisia e memória curta. A realidade - e não deve haver nenhum sportinguista que se tenha esquecido - é que quando estava do outro lado da "vedação" beneficiou de decisões muitíssimo mais escandalosas. Incrível como a história se repete, vezes sem conta: o que ontem era verdade, hoje é mentira. E assim continuamos a viver a fantasia.

 

Mudando de assunto, consta da ficha de jogo publicada no site da Liga de Clubes, que Jorge Jesus viu o cartão vermelho, correspondente a expulsão, após o final do jogo, quando se gera confusão em torno da equipa de arbitragem da partida. Os jogadores do Sporting foram pedir justificações ao árbitro Rui Oliveira e Jorge Jesus também se dirige para o local, afastando os jogadores, mas dirigindo também palavras ao juiz da AF Porto.

 

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publicado às 05:19

Quo vadis Sporting ?

Rui Gomes, em 04.01.17

 

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Para não correr o risco de me acusarem de ser excessivamente crítico, vou deixar a análise a esta "estrondosa" exibição do Sporting - mais uma - inteiramente ao critério dos leitores.

 

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P.S.: Escrevi o post antes do golo vitorioso do Vitória de Setúbal.

 

Adenda: Pode rever aqui o lance da grande penalidade.

 

Nota: Aproveito este jogo e o debate em curso sobre a grande penalidade assinalada a favor do Vitória de Setúbal, para voltar a publicar esta recém-declaração de Pierreluigi Collina (UEFA) sobre os (de)méritos do vídeo-árbitro em lances como o de hoje:

 

«Muito embora o vídeo-árbitro possa vir a ser utilizado para validar ou não golos, para analisar lances de possível penálti, decidir vermelhos directos e ainda confirmar se as punições disciplinares foram aplicadas aos jogadores certos, não pode ser utilizado para julgar a intensidade de uma falta ou a intencionalidade de uma mão na bola, pois o movimento em 'slowmotion' acaba por desvirtuar a avaliação».

 

Isto, para quem pensa que recorrer à tecnologia irá resolver tudo sobre decisões de arbitragem.

 

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publicado às 22:03

 

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Confesso que não sei o que mais pode ser dito sobre esta modesta exibição do Sporting no Bonfim. Parece-me claro que com Jorge Jesus a apostar praticamente no mesmo onze que defrontou o Benfica - Campbell no lugar de Bryan Ruiz - e antes do «derby» no embate na Polónia contra o Légia Varsóvia, a equipa iria acusar algum desgaste e foi precisamente isso que aconteceu.

 

Para "complementar" esta disposição, Adrien Silva falhou mais uma grande penalidade, ainda com o guarda-redes setubalense a fazer uma excelente defesa na recarga, um erro grosseiro de Rúben Semedo que entregou o "ouro ao bandido", com Rui Patrício a salvar o golo, e ainda uma segunda intervenção crucial a remate na área de Ryan Gauld, o jovem escocês do Sporting emprestado ao Vitória de Setúbal.

 

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De resto, recorro ao mesmo "disco" que já se torna cansativo: os adversários do Sporting já têm a lição bem estudada e pela ausência de jogo pelo corredor central concentram-se nas alas, condicionando assim as manobras ofensivas dos comandos de Jorge Jesus. Recordo uma jogada de contra-ataque em que Gelson Martins teve tripla cobertura defensiva. Assim, vai ser sempre muito difícil para o Sporting.

 

Bas Dost marcou praticamente no único lance em que foi verdadeiramente servido e pouco mais surgiu em termos de oportunidades.

 

Sporting, Benfica, Chaves e Estoril, da I Liga, e Leixões, Covilhã e Académica, da II Liga, já estão apurados para os quartos de final.

Quarta-feira, 14 de Dezembro:


Leixões – Tondela, 2-1
Torreense – Chaves, 2-3
Estoril – Sanjoanense, 4-2 (a.p.)
Académica – Penafiel, 2-1
Real – Benfica, 0-3
SC Braga – Covilhã, 1-2
Vitória de Setúbal – Sporting, 0-1

Quinta-feira, 15 de Dezembro:


Vitória de Guimarães – Vilafranquense, 18 horas

 

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publicado às 04:03

 

 

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publicado às 12:18

 

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Em jogo da segunda jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de iniciados, o Sporting recebeu e goleou o Vitória de Setúbal por 6-0, com destaque para o "hat-trick" de Tiago Tomás.


Numa primeira parte demolidora, os "leões" marcaram o primeiro golo aos 13 minutos por Bruno Tavares. Depois evidenciou-se Tiago Tomás, que marcou três golos em cinco minutos (aos 18', 20' e 23'). Ainda antes do intervalo, aos 32', Rodrigo Rêgo fez o 5-0. A segunda parte apenas contou com um golo, marcado por Leandro Gonçalves aos 53 minutos.

O Sporting é, assim, líder isolado na 2.ª fase da competição, com seis pontos, mais dois que Benfica e Barreirense, que empataram a zero no sábado.

 

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publicado às 05:01

 

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Jorge Jesus foi muito crítico da arbitragem da equipa liderada por Rui Costa no jogo deste sábado contra o V. Setúbal, nomeadamente sobre os golos (mal) anulados a Bas Dost e Sebástian Coates:

«Para mim, o Sporting ganhou 4-0, mas o que vale foi 2-0. Com dois golos limpinhos e realçar a grande primeira parte do Sporting. Depois [houve] os golos e o terceiro que nos anularam. Queiramos ou não, os jogadores ficam afectados psicologicamente porque eles têm olhos na cara e sabem perfeitamente que o golo foi legal. Isto desmotiva um pouco os jogadores do Sporting, porque para ganharmos temos de fazer cinco ou seis golos, não sei...

Toda a gente viu. Não vou pôr à frente os golos mal anulados, mas a qualidade do Sporting. Isso é que é factual - os golos também foram factuais.Uma grande primeira parte do Sporting, com dois golos com muita qualidade. Praticamente a equipa do V. Setúbal durante os 94 minutos não nos arranjou problemas defensivos. Controlámos sempre bem a equipa do V. Setúbal».

 

Não reitero os argumentos que escrevi na crónica do jogo, mas Jorge Jesus tem razão em se queixar das decisões que levaram à anulação dos golos de Bas Dost e Coates.

 

Além disso, como aliás também já escrevi, uma excelente primeira parte do Sporting, talvez o melhor futebol que praticou esta época. Controlou, penetrou, criou oportunidades e finalizou. Se conseguir manter este nível de jogo ao longo dos restantes meses da temporada, terá uma muito preponderante palavra a dizer no que a títulos diz respeito.

 

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publicado às 05:33

 

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Jorge Jesus convocou 19 jogadores para o embate com o Vitória de Setúbal, sem surpresas. Douglas, depois de ter sido titular no jogo para a Taça da Liga, descansa hoje. Luc Castaignos, a contas com uma lesão, também ficou de fora. Jefferson e Petrovic serão mera opção técnica. Matheus Pereira regressou à equipa B. Ricardo Esgaio prepara-se para alinhar contra o Légia Varsóvia, no lugar do castigado João Pereira, e poderá entrar no onze inicial, tal como aconteceu contra o Arouca durante a semana, mas não surpreenderá ver o defesa mais experiente no relvado.

 

O onze inicial não deverá fugir à regra de Jorge Jesus:

 

Rui Patrício; Esgaio (João Pereira), Coates, Rúben Semedo e Marvin Zegeelaar, William Carvalho, Adrien Silva e Bruno César; Gelson Martins, Bryan Ruiz e Bas Dost.

 

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publicado às 15:22

 

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Perante 43.327 espectadores para fechar a época em Alvalade, o Sporting realizou uma exibição de grande nível, coroada, merecidamente, pelos cinco golos de registo no marcador. Na realidade, grande mérito de Ricardo, guarda-redes do Vitória de Setúbal, que fez três ou quatro grandes defesas para evitar uma humilhação total.

 

O Sporting entrou no jogo muito forte, com muita determinação, deixando desde logo a ideia deveras clara que era sua intenção impor a sua superioridade sobre o adversário e resolver a contenda a seu favor, sem margem para dúvidas.

 

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Após dois bons remates nos minutos iniciais, Bryan Ruiz serviu Slimani, aos 17', para um potente remate deste e excelente defesa de Ricardo a evitar o golo. A equipa leonina continuou a exercer muita pressão e acabou por ser justamente premiada com um golo de pura classe de Gelson Martins, aos 25', novamente a passe de Bryan Ruiz, para inaugurar o marcador.

 

Minutos antes (aos 14'), Tiago Martins fez a sua decisão mais RIDÍCULA do jogo, ao mostrar cartão amarelo a Adrien Silva, num lance onde, na minha opinião, nem falta existe. Por consequência desta absurdidade, o «capitão» leonino vai falhar o último jogo da época (12.º amarelo) pela visita a Braga. Mais tarde, precisamente aos 65', Jorge Jesus fez sair do relvado Slimani, não tenho dúvidas algumas, pela (im)previsibilidade deste árbitro.

 

Não há nada a apontar aos jogadores leoninos neste encontro. O colectivo funcionou em pleno e a finalização que nos traiu noutros jogos esteve em plena eficácia neste desafio. Teo Gutiérrez marcou o segundo golo do Sporting, aos 37', a passe de William Carvalho. Gelson Martins - que nos deciliciou com os seus pormenores técnicos - marcou o seu segundo tento aos 55'. Bryan Ruiz com o seu quinto golo da Liga, aos 71', na execução de um livre claramente ensaiado, e novamente aos 90+2', de livre directo. O costa-riquenho registou uma bela exibição, uma das melhores da época.

 

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O Sporting mostrou muita qualidade, a razão de ser a equipa a praticar melhor futebol no campeonato português, mesmo sem João Mário em campo. A ausência do médio leonino foi uma enorme surpresa para todos. No momento que escrevo, ainda não ouvi ou li explicação alguma neste sentido e bem espero que não seja por lesão. Foi visto na bancada e mostrava boa disposição, o que poderá ser um bom sinal.

 

Mais uma vez ficamos à espera do resultado do clube da Luz, pela sua visita ao Marítimo, jogo a realizar-se amanhã.

 

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publicado às 07:49

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