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Segundo Luciano Gonçalves, o novo presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a partir da próxima época poderão ser requisitados árbitros estrangeiros para dirigir jogos das competições profissionais portuguesas:

 

«Esta medida foi ratificada em Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol e é uma hipótese que estará em cima da mesa ao longo da temporada. Falta ainda definir a forma como esses árbitros serão requisitados, a sua nacionalidade e se a medida abrangerá somente os jogos com os chamados "grandes". Esta medida só foi aprovada para salvaguardar essa possibilidade.»

 

Compreendo muitíssimo bem a razão de ser desta tomada de decisão - aliás, é um tema debatido há anos - mas nem por isso deixo de lamentar a sua necessidade, por considerar que desprestigia portugueses e o futebol português.

 

Fundamentalmente, não se procura competência fora fronteiras. Há e sempre houve árbitros competentes em Portugal. Procura-se, sim, isenção de critérios e imparcialidade, reconhecendo-se que são valores humanos cada vez mais difíceis de garantir através de juízes portugueses. E é precisamente isto que é lamentável e diz muito pouco do carácter português.

 

Com tudo isto dito, contudo, teremos de esperar para ver como funcionará na prática, não só quanto à escolha dos homens do apito estrangeiros, como também pela inevitável vulnerabilidade ao erro dos mesmos, como pode muito facilmente ser comprovado nas competições europeias.

 

A segunda também importante medida que foi aprovada, relaciona-se com a divulgação dos relatórios dos árbitros logo após os jogos. Luciano Gonçalves confirmou a novidade, não esclarecendo, no entanto, o timing da divulgação, uma vez que os relatórios terão de ser analisados primeiro pelo Conselho de Arbitragem.

 

Nada a apontar neste contexto. Uma medida que já devia estar a ser praticada há muito e a única razão que demorou tanto tempo a vir à luz do dia é, apenas e tão só, porque seria - e será ainda - uma inconveniência para determinadas figuras e até organismos do futebol português.

 

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publicado às 05:14

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7 comentários

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De Mike Portugal a 30.06.2016 às 10:02

Até acho bem esta medida. Não sei é que árbitros irão aceitar vir cá apitar jogos. Não quero árbitros que sejam piores que os Portugueses.
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De PSousa a 30.06.2016 às 10:23

Os árbitros erram como qualquer ser humano, e quer sejam nacionais quer sejam estrangeiros vai sempre haver "temas".
Os relatórios é que devem sair logo após os jogos e devem ser transparentes. Depois em consequência dos mesmos os senhores do apito deveriam ter "penalizações".

Deveríamos ter também grandes penalizações para quem falasse de árbitros antes e após jogos... ou seja, não se devia mesmo falar. É evidente que estou a falar de quem tem responsabilidades nos clubes. Tipo...BdC...JJ...Rui Gomes da Silva...etc etc.
Mas as penalizações deviam doer, e não ser aquelas tipo 100€ ....
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De MS a 30.06.2016 às 10:29

Concordo em absoluto.
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De Sofia a 30.06.2016 às 11:28

Existem árbitros estrangeiros bastante maus. Existem árbitros portugueses bastante maus. Também existem bons. E depois há de todas as nacionalidades árbitros bons que têm um dia mau, e árbitros que se tornam maus após uma semana em que são alvo todos os dias de pressão na comunicação social, antes e após os jogos. É uma medida para certos jogos que não me desagrada nada. Não espero um acréscimo notório de qualidade, mas espero um decréscimo nas pressões e retaliações que é muito bem vinda ao futebol português: não estarão cá nem antes nem depois para ler jornais. Essa é que é a parte desprestigiante. Não queremos importar árbitros por não os termos ou por serem todos maus, é pelo ambiente a que os árbitros são sujeitos cá. Já que estão com a mão na massa, mudem a regra das ofertas de cortesia, que o limite da UEFA é ridículo.
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De Amaf a 30.06.2016 às 12:14

A regra das ofertas de cortesia está regulamentada. O nº 5 do Artº 62 do Regulamento Disciplinar da Liga, diz claramente que apenas podem ser oferecidos objectos meramente simbólicos.

Só as mentes muito retorcidas, que já tiveram a capacidade de inventar o dolo sem intenção conseguem considerar a ofertas de cheques refeição sem valor ou mesmo com o valor limitado como "objectos meramente simbólicos".

Podem mudar as regras que quiserem, que no que disser respeito, ao Benfica, Porto e Sporting, e no momento actual especialmente ao Benfica, os senhores juízes encarregam-se depois de fazer a interpretação mais conveniente.
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De Joao a 30.06.2016 às 12:14

A Sofia tem razao. Os arbitros sao os bodes espiatorios dos insucessos e frustracoes proprios. Quando o arbitro erra a nosso favor, isso, ou (a) e' impossivel de alguma vez ter acontecido, (b) era um lance de dificil analise e a decisao tem naturalmente de se aceitar, (c) errou, mas para voces ainda errou mais, por isso isto apenas equilibra e por isso calem-se. Se for um erro contra nos: CORRUPTO! Dificil analise? Na quarta repeticao, num angulo de visao diferente daquele que o arbitro tinha, ve-se claramente que foi erro. Por isso: Errou de proposito!!!

Acho muita piada acercao que isto desprestigia o futebol. A analise que se faz as arbitragens e ao character dos arbitros, feitas por dirigentes e adeptos e' que desprestigia o futebol. Estar constantemente a insinuar (porque provar o que se diz, nunca ninguem faz. Fala-se sempre de algo impossivel de provar) sobre o character dos arbitros e depois lamenter que venham arbitros de for a e' um bocado hipocrita.

Eu estou convencido que isto so muda quando os clubes perderem pontos quando criticarem as arbitragens aludindo a intencoes ou pressoes. Ou provam o que dizem num curto interval de tempo, ou perdem pontos na secretaria. Era tiro e queda.
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De Schmeichel a 30.06.2016 às 12:48

O problema não são os árbitros portugueses.... o problema é a nomeação e o sistema montado no controlo das avaliações! Não é por acaso que o LFV à uns anos atrás disse que a maior vitória do benfica era o controlo dos poderes de decisão....

Exemplos como a descida de divisão do Marco Ferreira ou a subida meteórica de alguns árbitros ainda imberbes como o Luís Ferreira, são o exemplo de que a arbitragem é um mundo podre, sem ética, e onde um árbitro para poder subir e ser internacional só tem de fazer uma coisa.... sujeitar-se a quem controla os poderes de decisão!

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