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O Sporting B perdeu por 2-1 com o Benfica B em partida disputada hoje no Campo nº 1 do Seixal. Os leões apresentaram-se reforçados com Tobias Figueiredo, João Palhinha e Iuri Medeiros.

 

O jogo iniciou-se algo dividido, mas o Benfica, com mais jogadores no meio campo leonino, foi mais perigoso na aproximação da baliza leonina. Pedro Silva esteve mais activo do que Zlobin. Heriberto Tavares, aos 16 minutos, e Francisco Ferreira, aos 27 minutos, acrescentaram a maior eficácia à melhor circulação de bola. Até ao final da primeira parte os encarnados podiam ter voltado a marcar.

 

Na segunda parte, o Sporting entrou decidido a alterar o sentido do jogo. Cristian Ponde marcou aos 49 minutos e Iuri e Rafael Barbosa podiam tê-lo imitado, mas Zlobin opôs-se sempre com muita oportunidade. O árbitro mostrou o cartão vermelho a Mauro Riquicho e Gedson Fernandes aos 73 minutos. Na última fase do jogo o Benfica voltou a ser mais ofensivo, mas Ary Papel e Rafael Barbosa criaram grande perigo no final da partida. 

 

  

Os leões não vencem fora de casa desde 20 de Agosto, quando derrotaram o Real Massamá por 2-1. Com este resultado, o Sporting B continua com 21 pontos e está classificado em 12º lugar. Na próxima jornada, em 17 de Dezembro, o Varzim desloca-se à Academia de Alcochete. Os poveiros têm 21 pontos.

  

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (16ª Jornada)

Benfica B 2 - Sporting B 1

Campo nº 1 do Seixal, 10 de Dezembro de 2017

Árbitro: António Nobre (AF Leiria)

    

Benfica B – Zlobin, Alex Pinto, Lystcov, Francisco Ferreira ‘Ferro’, Pedro Amaral, João Félix (Willock, 69), Chrien, Gedson, Keaton Parks, Heriberto Tavares e José Gomes (João Filipe, 82)

 

Treinador - Hélder Cristóvão

 

Golos - Heriberto Tavares (16’) e Francisco Ferreira (27’)

 

Sporting B - Pedro Silva, Riquicho, Tobias Figueiredo, Ivanildo, Abdu Conté, Palhinha (Paulinho, 63), Pedro Delgado, Rafael Barbosa, Wallyson, Iuri Medeiros (Ary Papel, 70) e Rafael Leão (Cristian Ponde, 33)

 

Treinador – Luís Martins

 

Golo - Cristian Ponde (49’)

 

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publicado às 18:22

Fotografia com história dentro (75)

Leão Zargo, em 10.12.17

 

SCP 3 VFC 2 final TP 1954 Travassos Pinto de Almei

 

O ano do tetra e da 3ª dobradinha

 

A época de 1953-54 foi verdadeiramente extraordinária para o Sporting. Apesar do início irregular no Campeonato Nacional em consequência das lesões de jogadores influentes e da substituição do orientador técnico Álvaro Cardoso por Tavares da Silva, sempre com Joseph Szabo como treinador de campo, a época foi coroada com a conquista do título de Campeão Nacional e da Taça de Portugal. Tratou-se do tetra e da terceira dobradinha da história leonina. O avançado João Martins, com 31 golos, recebeu a Bola de Prata.

 

Na fotografia, Travassos e Pinto de Almeida, capitães de equipa do Sporting e do Vitória de Setúbal, cumprimentam-se na final da Taça de Portugal que se realizou em 27 de Junho de 1954.  Os leões venceram por 3-2 uma partida que foi sempre bastante emotiva e com resultado incerto até ao último minuto. No entanto, a caminhada do Sporting até ao Jamor terá sido ainda mais impressionante do que o jogo dessa final. É que para lá chegar teve de eliminar sucessivamente o Benfica, nos oitavos de final, o FC Porto, nos quartos de final, e o Belenenses, nas meias finais. Trata-se de um caso único na história da prova rainha do futebol português!

 

Ficha de jogo:

 

Final da Taça de Portugal (1953-54)

Estádio Nacional, 27 de Junho de 1954

Sporting 3 - Vitória de Setúbal 2

Árbitro - Braga Barros (Leiria)

 

Sporting - Carlos Gomes, António Lourenço, João Galaz, Janos Hrotko, Gonçalves, Juca, Galileu, Vasques, João Martins, Fernando Mendonça e Travassos

 

Treinadores - Tavares da Silva e Joseph Szabo

 

Marcadores - Vasques, 15’, e Fernando Mendonça, 18’ e 54’

 

V. Setúbal - Francisco Batista, Jacinto Forreta, Manuel Joaquim, Artur Vaz, Emídio Graça, Orlando, António Inácio, Soares, João Mendonça, Pinto de Almeida e António Fernandes

 

Treinador - Janos Biri

 

Marcador - Soares, 24’ e 40’

 

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publicado às 12:31

Fotografia com história dentro (74)

Leão Zargo, em 03.12.17

 

Penalva do Castelo - Sporting, Taça de Portugal 1

 

A festa da Taça!

 

O sorteio da Taça de Portugal em 1976-77 determinou um Penalva do Castelo - Sporting nos 1/64 avos de final, que se disputou em 28 de Novembro de 1976. À hora do jogo era enorme a romaria. O Campo da Cerca encheu-se até quase rebentar, havia um mar de gente por todos os lados, com automóveis estacionados desde a vila até ao campo de futebol e a Banda Recreativa de Penalva do Castelo a exibir os seus dotes musicais. Um entusiasmo e barulheira indescritíveis, com muitas gaitas a tocar e foguetes a rebentaram no ar. A festa da Taça!

 

O treinador leonino Jimmy Hagan respeitou o adversário e lançou a jogo os que estavam em boas condições físicas. Pelo pelado da Cerca passaram Conhé, Vítor Gomes, Laranjeira, Zezinho (Amândio, 61’), Inácio, Valter Costa, Fraguito, Marinho (Palhares, 71’), Manoel, Manuel Fernandes e Keita. Valter marcou logo aos 11 minutos e, depois, outros golos sucederam-se para ambas as equipas. No final, o marcador assinalou Penalva do Castelo 2 – Sporting 6. No dia seguinte, o jornal Record abriu a crónica com o título “O jogo pelo jogo e a… vitória do futebol!”

 

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publicado às 12:47

 

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O Sporting B recebeu e venceu o FC Porto B este sábado por 3-0, na 15.ª jornada da 2ª Liga portuguesa de futebol. Os leões, que foram derrotados pelo Famalicão por 6-0 na última jornada, apresentaram-se na Academia de Alcochete reforçados por Tobias Figueiredo e Wallyson Mallmann. De registar que Mallmann não vestia a camisola leonina desde Maio de 2015 e que o seu último jogo tinha sido em Fevereiro de 2017, pelo Moreirense. 

 

A partida iniciou-se com muitas cautelas por ambas as equipas, receando-se e parecendo mais preocupadas em conseguir algum controlo dos acontecimentos. No entanto, os leões foram sempre mais ofensivos, destacando-se Paulinho e Rafael Leão. O avançado, algo perdulário, não marcou aos 11 minutos num chapéu a Diogo Costa, mas estava no sítio certo aos 32 minutos para, na sequência de um bom cruzamento de Rafael Barbosa, em antecipação inaugurar o marcador.

 

A segunda parte foi mais aberta. Soltaram-se as duas equipas. Rafael Barbosa foi o melhor jogador em campo nesta fase do jogo. O médio leonino, viu a sua acção coroada por uma bela arrancada pelo meio campo adversário, sempre com bom controlo da bola, batendo o guarda-redes portista com um remate bem colocado. O golo de Pedro Delgado aos 84 minutos fixou o resultado final e evidenciou a eficácia e a superioridade sportinguista.

 

 

O “clássico”, principalmente na segunda parte, confirmou as palavras de Luís Martins à Sporting TV pouco antes do jogo: “Tenho sentido os jogadores empenhados e com o máximo de foco. Às vezes há fatores intrínsecos que nos desviam um passinho ao lado do caminho, mas nós aproveitámos esta semana para nos colocarmos no caminho”.

 

Foi uma vitória muito oportuna, perante um adversário que anda próximo dos lugares cimeiros na 2ª Liga. Com este resultado, o Sporting B soma 21 pontos e está, ainda que provisoriamente, no 10 º lugar da classificação. Na próxima jornada, em 10 de Dezembro, os leões deslocam-se ao terreno do Benfica B.

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (15ª Jornada)

Sporting B 3 - FC Porto B 0

Stadium Aurélio Pereira, 2 de Dezembro de 2017

Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga)  

   

Sporting B: Pedro Silva, Mauro Riquicho, Tobias Figueiredo, Ivanildo Fernandes, Abdou Conté, Bruno Paz, Wallyson Mallmann, Rafael Barbosa, Pedro Delgado (Bubacar Djaló, 88), Paulinho (David Sualehe, 86) e Rafael Leão (Cristian Ponde, 78)

 

Treinador: Luís Martins

 

Golos: Rafael Leão (32m), Rafael Barbosa (57m) e Pedro Delgado (84m)

 

FC Porto B: Diogo Costa, Musa Yahaya, Diogo Queirós, Diogo Leite, Rui Moreira, Diogo Dalot, Rui Pires (Bruno Costa, 60), Luizão (Madi Queta, 73), Fede Varela, Wenderson Galeno (Santiago Irala, 83) e André Pereira

 

Treinador: António Folha

 

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publicado às 17:53

Fotografia com história dentro (73)

Leão Zargo, em 26.11.17

 

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José Pérides

 

José Peridis (Pérides) nasceu em Moçambique em 1935, filho de um emigrante grego que por lá se fixou. A revista Ídolos do Desporto chamou-lhe o “Luso-Grego de Tete”. Veio para Portugal em 1953 para jogar nos juniores da Académica, o Sporting contratou-o três anos depois e foi leão até 1964, com uma curta passagem pela Covilhã. Era um médio interior e extremo tecnicista e criativo, mas bastante irregular. Com o tempo recuou alguns metros no terreno para funções menos atacantes.

 

O treinador Anselmo Fernandes não ficou satisfeito com a prestação defensiva do Sporting na final com o MTK que terminou empatada a 3-3. Por essa razão, questionou os jogadores sobre quem dava mais confiança à defesa, o Pérides ou o Bé. O luso-grego mereceu a confiança dos companheiros e avançou para a finalíssima.

 

Numa bola parada, Pérides encolheu-se e não saltou com o jogador que tinha de marcar, que cabeceou sem oposição e só não fez golo por acaso. A bola saiu mesmo junto ao poste. Consta que o guarda-redes Carvalho lhe deu uma estalada, mas o capitão Fernando Mendes resumiu tudo da seguinte maneira: “agarrámos-lhe no pescoço e chamámos-lhe filho de tudo e mais alguma coisa. Aquilo foi uma cena mesmo canalha, ‘pusemos-te aqui dentro e agora tens de cumprir’. Ele lá reconsiderou e melhorou muito.” (in “Estórias d'Alvalade”, de Luís Miguel Pereira). Curiosamente, a finalíssima de Antuérpia foi o seu último jogo com a camisola leonina, pois assinou contrato pouco tempo depois pelo Benfica.

 

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publicado às 12:26

Fotografia com história dentro (72)

Leão Zargo, em 19.11.17

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Osvaldo Silva e o ‘hat-trick’ ao Manchester United

 

Osvaldo Silva teve muitos jogos de glória com a camisola verde e branca. Ele foi um excelente jogador de futebol, um médio de ataque explosivo, a faísca da equipa, e que teve um papel fundamental na caminhada épica pela Taça das Taças em 1963-64. Mas, entre outros jogos, houve um que ficou para a história e que é frequentemente recordado pelos sportinguistas: o Sporting 5 - Manchester United 0.

 

Anselmo Fernández substituiu Gentil Cardoso na orientação técnica dos leões entre os dois jogos da eliminatória com os ‘red devils’. Profundo conhecedor da equipa de Bobby Charlton e Denis Law, o novo treinador procedeu apenas a duas alterações naquela partida decisiva: colocou Mascarenhas no lugar do extremo Alfredo e concedeu liberdade de acção a Osvaldo Silva.

 

O plano foi perfeito, pois Mascarenhas dinamitou a defesa inglesa e ‘Osvaldão’ fez um jogo de sonho coroado com um ‘hat-trick’ que obrigou o guarda-redes Gaskell a ir buscar a bola ao fundo da baliza aos 2, 11 e 54 minutos. Naquela noite o jogador brasileiro foi a principal figura em campo, pelo que jogou, pelo que fez jogar e pelos golos que marcou. Um gigante, um leão inesquecível!

 

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publicado às 12:49

Fotografia com história dentro (71)

Leão Zargo, em 12.11.17

 

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Quando Hernâni jogou pelo Sporting

 

O Sporting disputou entre 14 e 26 de Junho de 1953 o Torneio Octogonal, no Pacaembu (São Paulo), com as equipas do São Paulo, Santos, Corinthians e Olímpia (Paraguai). Para esse torneio, os leões viajaram reforçados com Mário Wilson e Hernâni.

 

A presença de Mário Wilson não surpreendeu. O defesa sportinguista Pacheco lesionou-se num jogo com o AC Milan para Taça Latina poucos dias antes da partida para o Brasil, e os leões recorreram a um velho conhecido que na Académica, entretanto, recuara no terreno para a posição de defesa central.

 

Hernâni foi contactado para substituir o “violino” Jesus Correia que não viajou em virtude do Mundial de Hóquei em Patins de 1953. O jogador portista, que nessa época tinha alinhado no Estoril-Praia por causa do serviço militar, participou em três jogos (São Paulo, Olímpia e Santos). Marcou um golo, no empate 1-1 com os paraguaios.

 

Na fotografia, uma equipa do Sporting no Pacaembu:

 

Em cima - Carlos Gomes, Caldeira, Armando Barros, Passos, Juca, Rita e Vicente;

Em baixo - Hernâni, Vasques, João Martins, Travassos e Albano.

 

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publicado às 13:00

 

 

O Sporting B defrontou e venceu com mérito a Oliveirense por 2-0 hoje na Academia de Alcochete. Foi uma vitória muito importante pois a equipa leonina não conseguia vencer um jogo desde 30 de Setembro quando derrotou o Santa Clara por 4-3.

 

A primeira parte foi de equilíbrio entre as duas equipas que lutaram muito no meio campo e foram pouco esclarecidas na proximidade da área adversária. Gelson Dala foi o jogador leonino mais perigoso, nomeadamente aos 23 minutos com um remate de pé esquerdo a obrigar Júlio Coelho a uma boa defesa e aos 39 minutos, isolando Ary Papel e obrigando o guarda-redes a uma saída oportuna e decidida da sua grande área.

 

Na segunda parte, o jogo tornou-se mais aberto e dinâmico, primeiro com domínio da Oliveirense, depois do Sporting, em parte pela acção de Pedro Delgado e de Budag que entraram em campo. Luís Maximiano evitou que Bonilla e João Mendes marcassem e Rafael Leão, primeiro, e Gelson Dala, depois, fizeram os golos leoninos. Os dois jogadores, que já mereceram a chamada do treinador Jorge Jesus, são os melhores marcadores da equipa. Rafael, ainda com idade de júnior, tem 5 golos e Gelson 4 golos.

 

Com esta vitória, o Sporting B soma 18 pontos e está no 9 º lugar da classificação. No dia 26 de Novembro os leões deslocam-se a Vila Nova de Famalicão para defrontar a equipa local.

 

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Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (13ª Jornada)

Sporting B 2 – UD Oliveirense 0

CGD Stadium Aurélio Pereira, 5 de Novembro de 2017

Árbitro: Luís Ferreira (AF Braga)

 

Sporting B: Luís Maximiano; Bruno Paz, Kiki, Ivanildo, Sualehe; Rafael Barbosa, Paulinho (Budag, 87), Gelson Dala, Riquicho; Rafael Leão (Pedro Marques, 82) e Ary Papel (Pedro Delgado, 66)

 

Treinador: Luís Martins

 

Golos: Rafael Leão (70‘) e Gelson Dala (80’)

 

UD Oliveirense: Júlio Coelho; Alemão, Manuel Coelho, Xandão, Ricardo Tavares; Gabi, João Mendes (Fabian Cuero, 83), Ribeiro (Rafa, 76), António Oliveira (Amorim, 76); Bonilla e Brayan Riascos

 

Treinador: Pedro Miguel

 

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publicado às 17:54

Fotografia com história dentro (70)

Leão Zargo, em 05.11.17

 

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A camisola às riscas horizontais…

 

São conhecidas as diferentes camisolas que foram envergadas pelos jogadores leoninos. No início usaram uma camisola branca, como que herdada dos dois clubes precursores do Sporting, o Sport Club de Belas e o Campo Grande Football Club. Depois, a partir de 1908 num jogo que foi disputado no campo da Feiteira, a bipartida verde e branca, a belíssima ‘Stromp’. Finalmente, desde 1927/1928, com riscas horizontais verdes e brancas.

 

A camisola às riscas inspirou-se na do Racing de Paris, tendo sido adaptada por Salazar Carreira para a equipa de râguebi do Sporting, em 1926. Mas, foram utilizadas pela equipa de futebol em jogos particulares com o Casa Pia (Novembro de 1927) e o FC Porto (Janeiro de 1928), continuando a ‘Stromp’ a ser a oficial. Quando o Sporting realizou a digressão ao Brasil no Verão de 1928 os dirigentes leoninos optaram pela camisola listada por ser mais leve, fresca e justa ao corpo.

 

A fotografia é de Junho de 1928 e foi feita durante a paragem na Funchal do paquete “Alcântara”, da Mala Real Inglesa, no decurso da viagem para a digressão brasileira. Nela estão os jogadores que compunham a linha defensiva sportinguista: António Penafiel, o 4º Marquês de Penafiel, Cipriano dos Santos, o primeiro grande guarda-redes leonino, e Jorge Vieira, o “capitão perfeito”, envergando o bonito e moderno jersey. Em 1929 os estatutos determinaram que as camisolas para os jogos de campo deveriam ter riscas horizontais com seis centímetros de largura. Até hoje!

 

A fotografia foi retirada do livro “Jorge Vieira e o futebol do seu tempo”, da autoria de Romeu Correia.

 

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publicado às 13:30

 

 

O jogo com o Leixões SC em Alcochete apresentava-se como difícil para o Sporting. É que para além de ser um clube histórico (fundado em 1907), o percurso e a classificação dos leixonenses no Campeonato da 2ª Liga permitem sonhar com a subida de escalão. A forma como se apresentaram há poucos dias no Dragão para defrontar o FC Porto na Taça da Liga confirmou isso mesmo.

 

No entanto, no jogo de hoje na Academia de Alcochete a equipa leonina nunca foi inferior durante todo o jogo, e na 2ª parte pressionou muito no meio campo adversário. Os leões tiveram boas oportunidades para voltar a marcar, nomeadamente por Gelson Dala nos primeiros 45 minutos, e Riquicho, de novo Dala, e Rafael Leão na etapa complementar. A boa movimentação dos avançados leoninos não teve correspondência no que refere a acertar de facto na baliza dos de Matosinhos.

 

Afinal, para a história do jogo o que conta é o belo golo do sportinguista Paulinho, a centro preciso de Jovane Cabral, e o golo de penálti, pelo leixonense Breitner, depois de falta escusada de Ary Papel dentro da grande área. O guarda-redes leonino Maximiano nunca foi posto à prova, com excepção da grande penalidade. O que é certo é que o Sporting somou o terceiro empate nos últimos jogos e em oito apenas conseguiu vencer uma vez.

 

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Com este resultado, o Sporting B soma 15 pontos e está no 9 º lugar da classificação, em igualdade pontual com o Benfica B e o SC Covilhã. Marcou 18 golos e sofreu 23. No próximo dia 5 de Novembro recebe a Oliveirense na Academia de Alcochete (13ª jornada).

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (11ª Jornada)

Sporting B 1 – Leixões 1

CGD Stadium Aurélio Pereira, 29 de Outubro de 2017

Árbitro: Bruno Rebocho (AF Lisboa)

 

Sporting B: Luís Maximiano; Bruno Paz, Kiki Kouyaté, Ivanildo e Sualehe; Riquicho, Rafael Barbosa, Paulinho (Pedro Delgado, 58) e Gelson Dala; Ari Papel (Kenedy, 80) e Jovane Cabral (Rafael Leão, 30)

 

Treinador: Luís Martins

 

Golo: Paulinho (11‘)

 

Leixões: André Ferreira, Jorge Silva, Jaime Simões, Ricardo Alves e João Lucas; Eustáquio, Saná (Bruno Lamas, 62) e Breitner (Bruno China, 73); Kukula, Poloni (Youssouf, 68) e Evandro Brandão

 

Treinador: João Henriques

 

Golo: Breitner (g.p. 45’)

 

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publicado às 18:08

Fotografia com história dentro (69)

Leão Zargo, em 29.10.17

 

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Nogueira, um “carregador de piano”

 

Há jogadores de futebol que são grandes pela importância que assumem na sua equipa. Não serão necessariamente excepcionais, mas imaginamo-los sempre a ligar a equipa, a organizar e a comandar o jogo para a grande área adversária. Esses têm de jogar (quase) sempre. O bravíssimo António Nogueira foi uma figura incontornável do Sporting que conquistou o título de campeão nacional em 1981-82.

 

Nogueira chegou a Alvalade já com trinta anos de idade, onde esteve nas épocas de 1981-82 e 1982-83. Nessa altura possuía uma carreira longa de futebolista com passagens pelo Atlético (o seu primeiro clube), Braga, Boavista e Belenenses. Depois do Sporting ainda jogou no Recreio de Águeda.

 

No Sporting foi um “carregador de piano” de grande utilidade, fazendo o meio campo com Ademar e Virgílio. Sabendo que o ataque leonino era constituído por António Oliveira, Manuel Fernandes e Rui Jordão percebe-se melhor a importância de uma linha média assim batalhadora e operária.

 

A presença de Nogueira transmitia respeito. Com aquele bigode e cabeleira fazia lembrar o Rocha da série “Duarte e Companhia”. Mas, a ‘dobradinha’ (Campeonato Nacional e Taça de Portugal) dos leões na época de 1981-82 também se deve ao seu dinamismo inesgotável, à direita, ao centro, à esquerda, atrás ou à frente. Ele era o cimento que ligava aquilo tudo.

 

O treinador Malcolm Allison considerava-o essencial na estratégia do jogo da equipa e chegou a afirmar que havia dois génios no plantel leonino: António Oliveira e António Nogueira. Na realidade, no ano da ‘dobradinha’ Big Mal não prescindia dele pois esteve em vinte e quatro jogos para o Campeonato e em todos para a Taça de Portugal.

 

Nogueira era um verdadeiro jogador de equipa. Na fotografia uma equipa leonina da época de 1981-82:

 

Em cima - Eurico, Jordão, Meszaros, Virgílio, Inácio e Oliveira;

Em baixo - Lito, Carlos Xavier, Barão, Manuel Fernandes e Nogueira.

 

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publicado às 12:30

Fotografia com história dentro (68)

Leão Zargo, em 22.10.17

 

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Vadinho, “minino da mamãe”

 

Osvaldo Cordeiro, conhecido por Vadinho, foi um avançado-centro, vindo do Vasco da Gama, que tinha uma técnica refinadíssima e jogou no Sporting entre 1957 e 1961. A primeira época foi muito boa para o ex-vascaíno. Apenas o “violino” Vasques marcou mais golos do que ele. Era mesmo bom de bola, um ás do esférico, que com um movimento interior, uma diagonal, levava o perigo à grande área adversária. Teve uma tarde de glória num Sporting 6 – FC Porto 1, em 24 de Janeiro de 1960, com uma exibição de sonho e um hat-trick fulminante.

 

Para além de um jogador muito tecnicista, era aquilo a que os brasileiros chamam de “cara legal”. A conquista do título de Campeão Nacional em 1957-58 foi o maior momento que Vadinho viveu no Sporting. Na festa da vitória disse de rompante para um microfone da rádio que estava por perto: “Dedico esta vitória para a mamãe…”. Desmaiou no momento seguinte, tal foi a emoção provocada pelo sucesso no Campeonato.

 

Vadinho não repetiu a época promissora de 1957-58. Por azar houve sempre diversos problemas, muitas coisas complicadas, atrasos relacionados com isto ou com aquilo, nomeadamente por causa da “mamãe” que vivia no Brasil. No entanto, generosos, os sportinguistas compreenderam-no e passaram a chamar-lhe carinhosamente o “minino da mamãe”. E assim ficou até ao seu último dia em Alvalade em Junho de 1961.

 

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publicado às 12:38

Um dia mau em Penafiel

Leão Zargo, em 21.10.17

 

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O Sporting B deslocou-se a Penafiel para defrontar a equipa local e perdeu por 4-1. Uma derrota dura, algo injusta na sua dimensão, e que constitui o pior resultado esta época. Mauro Riquicho alinhou de início, voltando à competição depois da grave lesão na época passada num jogo com o Leixões.

 

A equipa dos "leões" até começou bem o jogo, reagiu à pressão inicial dos penafidelenses e inaugurou o marcador através de Rafael Barbosa aos 38 minutos. No entanto, a segunda parte foi demasiado má. Os da casa superiorizaram-se, a equipa leonina desuniu-se, a defesa esteve particularmente mal, e os golos sucederam-se. O angolano Fábio Abreu fez um hat-trick e foi a figura do jogo.

 

Se tivesse vencido, o Sporting B poderia posicionar-se na terceira posição da tabela da 2ª Liga. Assim, desceu para o nono lugar, sofreu 21 golos em dez jogos e tem a pior defesa na competição, ficando a aguardar a conclusão da jornada. No dia 29 de Outubro os leões recebem o Leixões na Academia de Alcochete.

 

 

  

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (10ª jornada)

Penafiel 4 - Sporting B 1

Estádio Municipal 25 de Abril, 21 de Outubro de 2017

Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro)

 

Penafiel: Ivo Gonçalves, Kalindi, João Paulo (Paulo Bessa, 83), Luís Pedro, José Gomes, Rafa Sousa, Ludovic (Fábio Fortes, 75), Tiago Ronaldo, Gustavo (Caetano, 89), Vasco Braga e Fábio Abreu

 

Treinador: Armando Evangelista

 

Sporting B: Pedro Silva, Mauro Riquicho, Demiral, Ivanildo Fernandes, David Sualehe, Budag (Kenedy Có, 76), Paulinho, Rafael Barbosa (Pedro Delgado, 71), Jovane, Pedro Marques (Cristian Ponde, 66) e Ary Papel

 

Treinador: Luís Martins

 

Golos: Rafael Barbosa (38’), Gustavo (55’) e Fábio Abreu (64’, 76’ e 79’)

 

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publicado às 15:08

Fotografia com história dentro (67)

Leão Zargo, em 15.10.17

 

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Szabo, Manecas e os ‘bonecos’ da táctica do jogo

 

Manuel Marques, o 'Manecas do Sporting', foi sempre um jogador duro e voluntarioso, uma verdadeira dor de cabeça para os avançados. Jogava futebol como uma lapa agarrada à rocha, nunca largando os adversários. No entanto, possuía uma personalidade muito extrovertida, com grande sentido de humor, indispensável para manter a boa disposição no balneário. Era muito popular entre os adeptos do futebol, como escreveu a sempre bem informada revista 'Flama'.

 

Jozef Szabo foi contratado pelo Sporting em Março de 1937. O que Manecas possuía de folgazão, o treinador húngaro tinha de autoritário e de disciplinador implacável. Planeava os treinos e os jogos com minúcia, detestava o improviso, e era de pouco ou nenhum sentido de humor. Para além de, nesse tempo, ainda falar (e entender) muito mal a língua portuguesa.

 

Szabo utilizava uns bonecos que colocava num tabuleiro a imitar um campo de futebol onde explicava a táctica do jogo e as características da equipa adversária. Mas, para seu grande desespero e irritação, por vezes 'Manel do Lenço' escondia-os algures no balneário. "Carágo, sinhores! Mônécas ser maniáco!", exclamava o treinador quando se preparava para a palestra e dava conta do sumiço.

 

Acontece que aquilo não podia durar muito tempo, paciência e poder de encaixe não eram uma característica da personalidade do 'Mestre'. Os bonecos apareciam rapidamente, até porque com Szabo havia horas para começar o trabalho, mas nunca se sabia quando é que o treino terminava e o pessoal tinha autorização para ir à sua vidinha.

 

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publicado às 13:35

Fotografia com história dentro (66)

Leão Zargo, em 08.10.17

 

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João Martins e a Bola de Prata 1953-54

  

João Martins foi o melhor avançado-centro do Sporting na década de 1950. No entanto, quando alguém o observava fora dos campos de futebol, magro e tímido como era, com o característico falar arrastado de alentejano, teria grande dificuldade em imaginá-lo com a camisola nº 9 da equipa leonina. Naquele tempo, os jogos de futebol ainda não eram classificados como sendo de alto risco, mas “lá dentro” disputavam-se com grande vigor e dureza. Aquilo era para homens de barba rija.

 

O avançado leonino tem sido desvalorizado pelos próprios sportinguistas, talvez por ter sucedido ao inesquecível Peyroteo. No entanto, ele foi um avançado extraordinário, versátil e corajoso, veloz e audacioso, muito eficaz, que no Sporting jogou em todas as posições da linha avançada antes de se fixar como avançado-centro. Até foi guarda-redes em duas ocasiões por ainda não haver lugar a substituições. Dir-se-ia hoje que nunca se escondia do jogo.

 

Depois da despedida de Peyroteo em 1949, o treinador Randolph Galloway experimentou vários jogadores no centro do ataque. Mário Wilson, Joaquim Pacheco, Galileu, Jesus Correia e João Martins jogaram no lugar de avançado-centro.

 

João Martins levou algum tempo a afirmar-se nessa posição pois no início da década de 1950 imaginava-se que seria para um jogador encaixado no eixo do ataque, entre os dois interiores, onde daria luta aos defesas adversários. Exigia-se que fosse possante, resiliente, combativo e marcador de golos. O futebol de João Martins era diferente, menos físico e estático, mais tecnicista e versátil, um avançado moderno que jogava de uma forma rara na época. Na verdade, ajudou a criar um novo conceito para o nº 9.

 

Há palavras que perduram para sempre por serem extraordinárias. O violino Travassos, companheiro de equipa, no dia da morte de Martins, fez-lhe um elogio invulgar garantindo que “foi o melhor avançado-centro que já existiu no futebol português. Desmarcava-se muito bem, isolava-se com facilidade, fugindo à marcação dos adversários, e tinha excelente aptidão para o jogo de cabeça, o que causava o pânico entre as equipas que defrontávamos”. O nosso ‘Zé da Europa’ jogou ao lado dos grandes avançados do seu tempo, inclusivamente do mítico Peyroteo.

 

João Martins, sportinguista convicto por admiração ao ciclista Alfredo Trindade, foi sete vezes Campeão Nacional, realizou 248 jogos oficiais e marcou 163 golos, sendo o autor do primeiro golo no jogo inaugural da Taça dos Campeões Europeus (Sporting - Partizan em 4 de Setembro de 1955). Nunca sofreu um castigo disciplinar nos jogos em que participou. Conquistou a Bola de Prata em 1953-54, sendo o melhor marcador do Campeonato com 31 golos, à frente de António Teixeira (26) e José Águas (24).

 

Na fotografia, Ribeiro dos Reis, director do jornal A Bola, entrega a João Martins o troféu Bola de Prata referente à época de 1953-54.

 

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publicado às 12:45

Fotografia com história dentro (65)

Leão Zargo, em 01.10.17

 

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Vendaval de golos no Clássico de 1936-37

  

Um Clássico é um Clássico é um Clássico! Trata-se, quase sempre, de um jogo com o Estádio cheio, de emoção a rodos, disputadíssimo, vibrante. O FC Porto vai a Alvalade com uma almofada de dois pontos de vantagem, mas nada que não possa ser anulado.

 

No Sporting - FC Porto disputado em Lisboa na época de 1936-37 um verdadeiro vendaval de golos varreu a baliza portista. Foi uma tarde de glória para os leões orientados pelo Mestre Joseph Szabo. Destacaram-se o avançado-centro Soeiro, que repetiu o póquer com o Barreirense na final Campeonato de Portugal (1934), o extremo-esquerdo João Cruz, contratado ao Vitória de Setúbal no Verão, com um hat-trick, e o veloz Pireza com dois golos.

 

A força desta fotografia está no que ela ainda hoje nos revela sobre esse jogo e a sua história: a técnica e o oportunismo do avançado, a eficácia da jogada, a emoção do remate, o desamparo do guarda-redes, o desespero do defesa, a beleza coreográfica, a multidão de espectadores. E celebra inteligência do movimento!

 

Ficha de jogo:


Campeonato da 1ª Liga (10ª Jornada)
Sporting 9 - FC Porto 1
Campo Grande (Lisboa), 4 de abril de 1937
Árbitro - Henrique Rosa (Évora)


Sporting - Azevedo, Jurado, Galvão, Rui Araújo, Paciência, Manuel Marques 'Manecas', Mourão, Pedro Pireza, Soeiro, Heitor e João Cruz


Treinador - Jozeph Szabo


FC Porto - Soares dos Reis, Ernesto, Vianinha, Nova, Reboredo, Carlos Pereira, Valdemar, António Santos, Pinga, Gomes da Costa e Guilhar


Treinador - François Gutskas


Golos - 1-0 (Cruz, 33m), 2-0 (Soeiro, 40m), 3-0 (Cruz, 43m), 4-0 (Pireza, 47m), 4-1 (Pinga, 48m), 5-1 (Pireza, 57m), 6-1 (Cruz, 60m), 7-1 (Soeiro, 64m), 8-1 (Soeiro, 86m) e 9-1 (Soeiro, 89m).

 

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publicado às 12:01

Recordar Vítor Damas !

Leão Zargo, em 13.09.17

 

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Carvalho defendeu a baliza do Sporting durante cerca de nove anos, até que Vítor Damas, na época de 1968-69, conquistou a titularidade e iniciou uma nova saga leonina.

 

Mais tarde, depois do falecimento de Damas em 2003, Carvalho referiu-se assim ao seu companheiro de equipa: “O Vítor tornou-se num dos meus ídolos. Substituiu-me num jogo com o Belenenses em que me lesionei e a partir daí passou a titular da equipa. Eu próprio, depois de uma ausência prolongada, queria que ele continuasse como primeiro guarda-redes, pela qualidade que tinha. Um dado curioso: nunca me tratou por tu, como lhe pedi por várias vezes. Sempre por sr. Carvalho”.

 

Damas vestiu a camisola leonina pela primeira vez em Fevereiro de 1961, quando uma equipa de juvenis do Sporting defrontou o Palmelense. Depois, o que se seguiu faz parte da história do futebol português até um Académico de Viseu – Sporting, no Estádio do Fontelo, em 27 de Novembro de 1988. Foi o último jogo do inesquecível guarda-redes, que equipou de leão em mais de 700 jogos.

 

Em memória de Vítor Damas, a baliza do topo sul do Estádio José Alvalade foi baptizada com o seu nome em 2009. Hoje, 13 de Setembro de 2017, completam-se catorze anos sobre o seu falecimento.

 

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publicado às 11:16

 

 

Sporting B e Gil Vicente defrontaram-se hoje à tarde na Academia de Alcochete, num jogo a contar para a 6ª jornada da 2ª Liga. Duas equipas diferentes, os leões ofensivos e com jogadores ainda muito jovens e os gilistas bem organizados na defesa e no meio campo, e principalmente mais experientes. Gelson Dala jogou a titular.

 

A partida começou da melhor maneira para os de Barcelos. Aos 6 minutos, de grande penalidade, Rui Miguel inaugurou o marcador. Ainda havia muito tempo para jogar, mas os jogadores leoninos, apesar do esforço e de alguma pressão no meio campo adversário, não conseguiram bater o guarda-redes Rui Sacramento. Na verdade, Rafael Barbosa, Pedro Delgado e Gelson Dala podiam ter empatado, mas não tiveram sucesso. Sualehe e Ary Papel foram os mais eficazes a empurrar a equipa para a frente.

 

Havia supremacia leonina quando Kiki Kouyaté foi expulso com vermelho directo, aos 53 minutos. A jogar com dez jogadores ficou mais difícil a recuperação no resultado. Mesmo assim, Demiral podia ter marcado na sequência de um pontapé de canto nos últimos minutos do jogo. Foi a primeira derrota do Sporting B esta época no campeonato da 2ª Liga.

 

Com este resultado, o Sporting B soma dez pontos e está no 4º lugar da classificação, em igualdade pontual com o FC Porto B e a cinco pontos do líder Santa Clara. Marcou 9 golos e sofreu 7 golos. Na próxima jornada, 17 de Setembro, os leões deslocam-se a Coimbra para defrontar a Académica.

 

Ficha de jogo:

 

Campeonato da 2ª Liga (6ª Jornada)

Sporting B 0 – Gil Vicente 1

CGD Stadium Aurélio Pereira, 10 de Setembro de 2017

Árbitro: Fábio Piló

 

Sporting B: Stojkovic, Bruno Paz, Kiki Kouyaté, Ivanildo Fernandes, Sualehe, Bubacar Djaló (Pedro Marques, 74), Pedro Delgado, Rafael Barbosa, Ary Papel (Kenedy Có, 80), Cristian Ponde (Merih Demiral, 60) e Gelson Dala

 

Treinador: Luís Martins

 

Gil Vicente: Rui Sacramento, Sandro, Miguel Abreu, Jonathan, Rafael B., Tormena, Jaimes I., Luís Tinoco, Ricardinho, Alioune Fall e Rui Miguel 

 

Treinador: Jorge Casquilha

 

Golo: Rui Miguel (6’)

 

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publicado às 18:53

Fotografia com história dentro (64)

Leão Zargo, em 10.09.17

Sporting-Belenenses 1950-51 M. Wilson e Sério.jpg

 

Mário Wilson, de avançado-centro a defesa-central

 

 

O Sporting contratou Mário Wilson ao Desportivo de Lourenço Marques, em 1949, para substituir Peyroteo no lugar de avançado-centro. Foi o melhor goleador da equipa logo no seu primeiro ano com a camisola leonina, com 21 golos em 22 jogos. No entanto, não terá convencido totalmente o treinador Randolph Galloway, pois Joaquim Pacheco, acabado de chegar de Macau, é que surgiu no centro do ataque no início da época seguinte.

 

Em 1950-51, Mário Wilson só se estreou na 3ª jornada, com dois golos na vitória sobre o Atlético por 3-2. Recuperou a camisola nº 9, mas nunca foi um titular indiscutível. Na verdade, nesta época, para além do moçambicano, também Joaquim Pacheco, João Martins, Galileu e Jesus Correia jogaram na posição de avançado-centro. O goleador da equipa foi o interior-direito Vasques.

 

Entretanto, em jogos particulares, Mário Wilson começou a surgir em zonas mais recuadas do terreno, principalmente a defesa-central. Aconteceu nos jogos de preparação da época com o União de Montemor e o Boavista, em Setembro de 1950. Voltou a jogar nesse lugar em Abril de 1951 em jogos amigáveis com os brasileiros do São Paulo e com o Marinhense. Foi ele próprio que contou numa entrevista a Carlos Rias (A Bola, 17 de Outubro de 2009):

 

“O Sporting vai jogar uma Taça Latina e lesiona-se o Passos. Não tinham outro defesa-central, eu até era polivalente e perguntaram-me: ‘É menino para fazer o lugar do Passos?’ Claro, disse que sim. (…) Foi no Sporting que comecei nesse lugar. Quando vou para a Académica já vou com a sensibilidade do lugar. Não estranhei ocupar essa posição.”

 

A partida da Taça Latina a que Mário Wilson se refere é o Atlético de Madrid - Sporting, disputado em 24 de Junho de 1951, que os madrilenos venceram por 3-1. Em 9 de Julho fez o último jogo com a camisola do Sporting, num amigável com a Portuguesa Santista, em Santos. Entretanto, invocou regulamentação desportiva para estudantes-futebolistas e transferiu-se para a Académica de Coimbra. Mas, isso já é outra história.

 

A fotografia refere-se a um Sporting - Belenenses para o Campeonato Nacional, em 12 de Novembro de 1950. Mário Wilson e o guarda-redes José Sério disputam a bola na grande área belenense. Os leões venceram por 6-2 e o jogador sportinguista marcou dois golos.

 

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publicado às 13:34

 

Bruno de Carvalho Sporting TV 5.Set.2017.jpg

 

O longo monólogo de Bruno de Carvalho à Sporting TV na passada 3ª feira inseriu-se na estratégia de reforço do pacto de auto-engano que mantém com o seu círculo interno de dirigentes e de fiéis seguidores. É o lado negro do modelo de gestão que adoptou. Na realidade, neste momento da pré-época, imaginar-se-ia o presidente focado naquilo que é essencial e indispensável. Da equipa de futebol quase que não falou, para além das atoardas e gabarolices habituais. As modalidades desportivas pouco foram mencionadas, mas referiu-se (e muito) a assuntos internos do Clube. A razão principal da entrevista residiu no tacticismo subterrâneo permanente de Bruno de Carvalho.

 

Para ele, adeptos, jogadores, treinadores e outros membros dos órgãos sociais são meros figurantes do seu projecto pessoal. Por serem figurantes mandou calar sportinguistas durante um jantar num Núcleo, ameaçando ir-se embora, ou decidiu que o adepto perfeito é aquele que fala, lê e ouve como o “Vasco”. Ou revelou-se na forma como afirmou que deu indicações a Leonardo Jardim e despachou William Carvalho proclamando que este lhe é devedor da sua carreira de futebolista.

 

Bruno de Carvalho considera o Sporting como uma coutada sua. A propósito de um processo a José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, garantiu que “vou colocar os meus advogados a trabalhar nesta atuação muito parcial no que à minha pessoa diz respeito”. Na verdade, estava a referir-se ao gabinete jurídico do Sporting e não a advogados cujos honorários paga do seu bolso. Há algum tempo falou com evidente volúpia do “meu treinador”. No monólogo de 3ª feira referiu-se ao “meu Estádio”.

 

Acontece com frequência que a cadeira do poder faça o seu “ocupante” perder a própria identidade pessoal e assumir uma outra identidade determinada pela "forma" e pelo “modelo” de governo. O que se passa com Bruno de Carvalho é algo bem diferente, pois ele limitou-se a refinar as características pessoais que já possuía.

 

Ele tem a necessidade de criar um clima que iluda o seu receio de fracasso depois de quatro anos na presidência, e de manter os sportinguistas na ilusão e na esperança do sucesso. Como vive obcecado com o reconhecimento forte por parte dos sportinguistas, desespera por ter uma impressão favorável entre os adeptos. Mas, de tanto pretender domesticar a realidade corre o risco de descolar dessa mesma realidade.

 

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publicado às 12:35

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