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Bruno não desaponta e ultrapassa todos os limites da decência !

 

 

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publicado às 18:13

JJ

Desert Lion, em 04.06.15

 

Limpinho, limpinho...

 

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publicado às 00:03

Dia seguinte - é tempo de apoiar !

Desert Lion, em 18.09.14

 

Independentemente da nossa insatisfação, seja com o plantel, seja com o treinador, seja com a própria Direcção, gostava de contrariar alguns comentadores e afirmar que não penso que tudo deva ser colocado em causa. É evidente que houve erros na construção do plantel que nos vão custar caro, seja em termos económicos, seja em termos de perspectivas de competitividade nesta época. Mas, como Sportinguistas, já temos experiência suficiente de qual o resultado de "pedir cabeças". O Sporting não está sequer em condições de fazer mudanças. O plantel está definido e não poderá ser mudado até Dezembro. Aliás, salvo situação de catástrofe, acho que nem nessa altura se devia mexer, porque o que tem vindo daí não promete nada de bom. O treinador mostrou bom trabalho ao longo de 3 anos no Estoril e penso ser uma pessoa seria e globalmente capaz nas funções que desempenha. Nunca jogou/treinou num "grande" e tudo será muito novo ainda para ele. Depois deste "aperto" acredito que repensara' algumas opções e ganhará coragem para efectuar as mudanças que venham a mostrar-se necessárias para melhorar a nossa performance desportiva.

  

Quanto à Direcção, que tem apenas um ano e meio de vigência, acredito que esteja ainda a aprender. Erros como os que se fizeram nas aquisições não devem acontecer. Os plafonds estabelecidos de compras e salários deveríamos ser considerados globalmente, ou seja, definindo-se um valor "x" para gastar em aquisições e um valor "y" para pagar em salários, mas havendo maleabilidade dentro dessas baias para se considerarem opções de mais valia reconhecida, pagando-as em função disso mesmo. Há compromissos estabelecidos com terceiros, dos quais depende a nossa sobrevivência, e que devem ser levados até ao fim pelo que, apesar de sabermos que muito dinheiro foi já desperdiçado e que as metas propostas não serão atingidas, temos de dar continuidade ao projecto democraticamente validado e acreditar que no próximo defeso se fará muito melhor.

 

O Sporting não tem estrutura para ser campeão esta época. Há muito a construir e solidificar antes que o possamos ser, quando temos rivais como o Porto que se podem reforçar da maneira como o fez, ou como o Benfica que para alem de reforços, tem ainda um manancial enorme de "emprestados" no valor de muitos milhões de euros, com que vai retocando o plantel. Devemos exigir sim o terceiro lugar que corresponderá ao nosso actual potencial económico e desportivo. Na Liga dos Campeões também devemos apontar ao terceiro lugar - penso que para o obtermos bastará uma vitória em Alvalade contra este Maribor - e esperar que o Chelsea e o  Schalke 04 estejam em baixo de forma quando os defrontarmos. Depois, na UEFA, logo se verá quem nos calha em sorte e a nossa exigência deve ser também função desse sorteio. Nas Taças, seria bom irmos à final na Taça de Portugal. Sendo estas competições a eliminar num jogo só, as possibilidades de vencer aumentam muito. Na Taça da Liga jogaremos com os juniores, pelo que não devemos esperar muito mais deles do que uma postura digna.

 

Apoio, mas não acrítico. Exigência máxima, mas sem precipitações quando as coisas nao correm bem. Estabilidade e bom senso - eis o que penso ser necessário neste momento.

 

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publicado às 11:46

20 Milhões depois... (update)

Desert Lion, em 17.09.14

 

Ainda há aí algum Sportinguista que me diga que estou errado, agora?

 

Para reforcar a equipa não entra Shikabala, nem Sacko, nem Gauld, nem nenhuns dos muitos milhões que se gastaram: o que entra é a formação (João Mário e Carlos Mané).

 

Para arrumar com a equipa temos os dois piores centrais da Champions - que, aliás, ninguém ainda percebeu o que é que estão cá a fazer, quando os que produzimos certamente piores não serão.

 

E este Maribor é cá uma anedota, estou completamente lixado...

 

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publicado às 21:36

 

Ontem, enquanto trabalhava, e por que não me apetecia ver Porto pois já adivinhava o resultado, deixei a TV ligada num jogo da Capital One Cup (a Taça da Liga de Inglaterra). Era o MK Dons - Manchester United e a minha curiosidade era ver os novos companheiros de equipa do Rojo. Assim, fui espreitando por cima do écran do laptop, nos momentos de pausa do trabalho que estava a desenvolver.

  

Ora, a partir de certa altura, pura e simplesmente deixei de trabalhar. Apesar de ser já bastante tarde onde me encontro, fechei o computador, espantei o sono e fiquei só a deliciar-me com o que via no relvado.  Uma equipa que é 7.ª classificada da 3.ª Divisão Inglesa (os Milton Keynes Dons ou MK Dons) esmagava e goleava o mais popular e um dos mais ricos clubes de futebol do mundo: o Man United.

 

Que espectáculo de jogo. Foi extraordinário ver a qualidade de futebol praticado pelos MK Dons. Que prazer imenso ver um duelo supostamente tão desequilibrado expressar-se em competitividade verdadeira: sem autocarros à frente da baliza, sem faltas e faltinhas no meio campo, sem mergulhos para  piscina, sem simulações de lesões... Impressionantes também os três jogadores mais avançados do MK Dons: o número 10 Reeves, que jogou o jogo todo e teve pormenores deliciosos  - que me lembre, pelo menos, duas assistências para golo - ; o ponta de lança titular Grigg, que jogando 70 minutos fez dois belos golos, o segundo dos quais usando o peito com potência igual à que outros usam a cabeça ; e o ponta de lança suplente Afobe, que nos 20 minutos em que jogou, pura e simplesmente partiu a defesa toda do United, mostrando uma forca, capacidade de decisão e de remate absolutamente invulgares.

 

O resultado final foi MK Dons 4 - Man United 0. Assim vale a pena ver futebol !

 

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publicado às 09:45

Negócio Nani

Desert Lion, em 20.08.14

 

Por favor entendam: também me vieram as lágrimas aos olhos quando foi confirmado o regresso do Nani! Nem sei como vão passar os próximos dias até o ver de novo em jogo com a nossa camisola. O Nani foi o meu jogador favorito no Sporting e, mais do que isso, apesar de ser visto como um ídolo no Mundo inteiro, nunca negou o seu profundo Sportinguismo e o seu desejo de voltar a estar com a sua família “verde e branca”.

  

Mas, e desculpem lá este “mas” no meio de toda a euforia, como gestor e como sócio, também tenho de colocar algumas interrogações ao modo como este “feito” foi conseguido. Deixo, pois, dois alertas que espero que tenham sido levados em devida conta pela Direcção ao concretizar este negócio.

 

1) Parece que temos mais um processo às costas - e desta vez de valor muito relevante para a débil situação da SAD. Ao rasgarmos o contrato com a Doyen, deixamos de lhes pagar 12 milhões de euros. Acresce que, certamente, para efeitos de contabilização processual, a Doyen vai alegar que o Sporting recebeu um valor adicional de 5 Mio Euros (salários de um ano do Nani), dos quais 75% deveriam ser seus. Ou seja, são mais quase 4 Mio Euros. Já vamos em 16 Mio Euros. Se acrescermos Juros de Mora e alguns artificios de prejuizos provocados, danos a imagem e mais alguns “etcs”, facilmente teremos um processo de valor global na casa dos 20 ou 25 milhões de euros. Ora, tanto quanto sei, hoje em dia, estes casos estão a ser resolvidos nos Tribunais do Comércio em prazos entre um a dois anos. Poderá o Sporting enfrentar uma penhora no valor de 20 milhões de euros, ou mais, nos próximos dois anos? Ou melhor dito, já terá o Sporting crescido neste curto espaco de tempo para poder “aguentar” uma sentença negativa desse montante? Só espero que nunca venhamos sequer a saber...

 

2) Imaginem agora. Eu sou o João. Sou o accionista maioritário da J&Companhia. A J&Companhia é uma empresa falida, que apresentou resultados largamente negativos desde que foi criada. Aliás, a sua situaçãoo é tão má que os seus gestores afirmam que esteve muito próxima de se apresentar a um PER. Descobriu-se agora que um dos activos da J&Companhia vale muito dinheiro. Ao sabê-lo, os gestores trataram de vender esse activo por uma boa maquia. Recebido esse valor, resolveram doá-lo à “Missão Iate de 12 Metros” do João. Que sou eu. E que, portanto, vou ter um Iate de 12 Metros a conta de um activo bem vendido por uma empresa que está falida. O que dirão os credores da J&Companhia, especialmente aqueles que, de boa fé, aceitaram renegociar a salvação da J&Companhia? E os outros accionistas, apesar de grande parte deles serem meus amigos, estarão dispostos a que o retorno de um dos activos da empresa em que participam reverta a meu favor? Não perguntarão eles se e' objecto social da J&Companhia entregar donativos ao João, só por este ser o principal accionista da J&Companhia? Não estará a J&Companhia a “abusar” da sua situaçãoo de participada e a fazer um negócio ilegítimo, desprotegendo os restante stakeholders?

 

Estas são as questões que levanto. Espero, desejo, e bem lá no fundo penso saber, que a actual Direcçãoo do Sporting as tenha ponderado antes de tomar as decisões que tomou no que toca a este negócio. Quero crer que existiu algo de realmente grave no comportamento da Doyen que assegura totalmente a posição da SAD no processo judicial que se seguirá. Quero também crer que as decisões tomadas quanto à Missão Pavilhão o foram de forma totalmente informada e concertada com credores e outros accionistas.

 

Enfim, e apenas para terminar, só espero que convençam o Slimani a não sair ou, se sair mesmo, que contratem outro com características semelhantes. E que agora que temos dois mágicos (Nani e Carrillo) a cruzarem das pontas, tem de haver alguém forte no meio para as enfiar lá para dentro.

 

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publicado às 11:51

 

Analisadas (infelizmente sem o pormenor que mereceriam) as Contas da SAD referentes ao 3º Trim. do Exercício corrente, temos de ter uma palavra de elogio para a actual Direcção. A recuperação económica do Clube está, efectivamente, a ser feita, não se tendo verificado quebra do nível de competitividade desportiva do Futebol do Sporting – antes pelo contrário.

 

Se ao nível dos Proveitos correntes não existe grande diferença face ao passado, já no que toca aos custos a redução verificada foi substancial. A redução dos Custos com Pessoal foi de 1/3, tal como aconteceu com os Fornecimentos e Serviços Externos e os Outros Custos Operacionais. A nível de Amortizações do Plantel, passou-se para metade do que se fazia há um ano atrás, em função dos menores valores investidos em contratações.

 

Não valendo muito a pena entrar em detalhes, mas apenas apontando para o futuro, que é o que realmente importa, teremos uma situação de final de Exercício próxima da seguinte:

 

Proveitos Obtidos (excluída a venda de jogadores): +32 ME

Custos Operacionais (excluída a amortização de jogadores): -40 ME

Amortização de jogadores: -8 ME

Custos Financeiros Líquidos: -4 ME

 

Ou seja, teremos um deficit corrente (excluindo vendas de jogadores, mas incluindo as necessárias amortizações do plantel) de, aproximadamente, -20 ME. Considerando que já foram realizados 18 ME em vendas de jogadores (Bruma, Ilori e outros), estaremos a cerca de 2ME de vendas de atingirmos o equilíbrio económico no Exercício - o que pode até já ter acontecido via «operação Leonardo Jardim».

 

No entanto, a significativa melhoria registada não significa que estejamos já em patamar desejável de performance económica. Um deficit operacional, antes de vendas de jogadores, de 20 ME é ainda extremamente oneroso para uma estrutura da dimensão da nossa SAD. Penso que será nesse sentido que se enquadra a notícia recente de que a Direcção pretende baixar (ainda mais!) os custos de pessoal para a próxima época.

 

Quanto à situação patrimonial, nada de relevante há a assinalar. Aumentaram os financiamentos bancários em contrapartida da diminuição de dívidas a fornecedores. Ou seja, deixámos de dever a uns apenas para passarmos a dever a outros, o que não sendo positivo, pois não se demonstra capacidade de gerar qualquer cash-flow para diminuir o Passivo, acaba por ser melhor do que o que se vinha fazendo até agora, em que se registavam consecutivos incrementos na massa devedora líquida...

 

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publicado às 19:17

 

 

O imponente "cabedal" do William Carvalho ainda compareceu a esta última convocatória.

A cabeça dele é que já não esteve em Alvalade...

 

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publicado às 20:09

Gozo !!!

Desert Lion, em 11.05.14

 

Visto este jogo, a Direcção deveria multar os jogadores no valor dos seus salários de Maio e usar a colecta para devolver o custo dos bilhetes aos adeptos. Se os ordenados brutais que auferem não são suficientes para se motivarem, então é porque também não devem precisar de os receber...

 

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publicado às 18:13

Os Onze do Presidente

Desert Lion, em 09.05.14
 

 

Foram onze as contratações desta época para a Equipa A do Sporting - o que é um número apreciável para uma SAD em situação de ruptura financeira.

 

- 4 Defesas: Welder, Piris, Maurício e Jefferson

- 3 Médios: Vítor, Magrão e Shikabala

- 4 Avançados: Heldon, Montero, Slimani e Cissé

 

Analisando, um a um:

 

Welder: ninguém percebe o que veio para aqui fazer, ainda para mais se considerarmos que haviam opções de valor no plantel, como Miguel Lopes e Arias (um emprestado, o outro oferecido) e ainda Esgaio e Riquicho (na equipa B). Irá, certamente, ser devolvido a procedência.

 

 

Piris: não é um mau jogador mas nunca se revelou uma verdadeira mais valia para a equipa. A sua contratação também não se percebe totalmente, se levarmos em conta o referido quanto a Welder. Acho que também deverá mudar de ares.

 

 

Maurício: não sendo um jogador com a riqueza de argumentos técnicos que gosto de ver no Sporting, acaba por ser um recurso útil pela sua entrega e pela disponibilidade física e anímica que coloca no jogo. Deve ficar, mas penso que numa trajectória normal de evolução de Dier, passará a sentar-se no banco.

 

 

Jefferson: bom jogador, confirmou as indicações dadas no Estoril. Deixou de marcar de livres directos, o que pode ser sinal de quebra de confiança. Apagou-se no final da época, talvez por não ter oposição directa no seu lugar. Deve ficar, devendo ser encontrado um concorrente à altura para a posição de lateral esquerdo.

 

Vítor: humilde e trabalhador, mas sem a fineza e confiança necessárias para representar o Sporting. Sempre que entrou fê-lo a “medo” e sem nunca conseguir demonstrar real valor. Deverá ir para outras paragens já no final da época, onde espero que tenha o sucesso que merece.

 

 

Magrão: teve o auge da sua carreira há uns anos. Nada veio acrescentar e acabou por tomar o lugar que poderia ser de uma muito esperada promessa da “B”: João Mário. Deverá ser dispensado.

 

 

 

Shikabala: neste caso, o mistério adensa-se. Tendo vindo a meio da temporada, acabou por nunca jogar. Na “B” também não convenceu e teve o azar de se lesionar. Conheço muitos dos seus compatriotas. Dizem-me ser um tecnicista de classe, mas um "menino mimado", que sempre criou problemas por onde andou. Sem mentalidade competitiva forte não lhe adivinho grande futuro no Sporting.

 

Heldon: também ainda não convenceu. Parece bastante humilde e com vontade de melhorar, mas não mostrou as qualidades técnicas que se exigem para representar uma opção valida para a sua posição. Para emprestar, se possível a um clube estrangeiro, porque sendo interessante e podendo vir a “explodir”, não me parece ainda capaz de acrescentar alguma coisa a um Sporting de nível europeu.

 

Montero: bom jogador, muita classe. Um goleador. Parece andar "triste", ou talvez seja apenas cansaço. Esperemos que não se tenha apagado a chama e que após o descanso do Verão venha com energias renovadas para se afirmar, na próxima época, como o fora de serie que é, na Champions e na Liga Portuguesa.

 

Slimani: sempre gostei deste tipo de atacantes. Um “tanque”, que dá tudo e que “rebenta” com os centrais adversários, lá na frente. Não podemos aspirar a vê-lo partir para grandes voos, pois não tem a qualidade técnica para isso mas foi, sem dúvida uma bela aquisição, que tem tudo para se tornar numa referência num clube de meios escassos como é o Sporting dos dias de hoje.

 

Cissé: estou convencido que Cissé só veio para o Sporting devido à inexperiência e à necessidade momentânea que a Direcção teve de mostrar que se sabia movimentar no mercado de transferências. Era suplente na Académica, nunca se afirmou na nossa equipa B e acaba a época como suplente do Arouca. Para emprestar ou oferecer, a quem se mostre interessado (lia-se hoje no Record que o Sporting procura quem o leve).

 

 

Em conclusão, dos 11 contratados, 4 deverão ficar (Maurício, Jefferson, Montero e Slimani) e os restantes 7 devem dar o lugar a novos. Não se pode dizer que seja uma colheita fabulosa quando temos um índice de aproveitamento de 36%. No entanto, considerando o baixo custo envolvido na generalidade das transacções e a relativa inexperiência da Direcção em funções, tem de se reconhecer como meritório o trabalho efectuado a este nível. Basta ver que a mais valia que poderíamos obter na venda de apenas um deles, hoje em dia (por exemplo Montero ou Slimani) deverá superar o custo global das onze aquisições efectuadas. Ora, e ainda que apenas considerado esse vector, isso, já poderíamos afirmar que estamos perante uma agradável mudança de paradigma no futebol do Sporting.

 

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publicado às 19:36

Temos Faraó !

Desert Lion, em 08.05.14

 

Circula, abertamente pela internet, a seguinte informação (recebida por email):

 

10 Jogadores Mais Bem Pagos da Liga Portuguesa:

 

1-  Luisão ( Benfica ) 3,7 milhões de euros por ano

 

2 - Jackson Martinez ( Porto ) 3,4 milhões de euros por ano

 

3 - Oscar Cardozo ( Benfica ) 3,2 milhões de euros por ano

 

4 - Fernando ( Porto )  - 3,2 milhões de euros por ano

 

5 - Sálvio ( Benfica ) 3,1 milhões de euros por ano

 

6 - Fredy Montero ( Sporting ) – 2,7 milhões de euros por ano

 

7 - Garay ( Benfica ) – 2,6 milhões de euros por ano

 

8 - Shikabala ( Sporting ) 2,4 milhões de euros por ano

 

9 - Danilo ( Porto ) 2,2 milhões de euros por ano

 

10 - Diego Capel ( Sporting ) 1,9 milhões de euros por ano

 

A confirmar-se, será talvez caso para perguntarmos se a dupla Duque/Freitas já terá mesmo deixado o Sporting...

 

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publicado às 21:18

Mas onde é que eu já ouvi isto?

Desert Lion, em 12.02.14

 

 

 

 

 

Fredy Montero: "Temos de levantar a cabeça"...

 

 

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publicado às 07:50

Os Tenrinhos (1)

Desert Lion, em 11.02.14

 

Há dois dias atrás…

 

Orelhas: Olhe oh persidente, isto não vai dar pra jogar, tá a ver? Veio lá uma ventania do fim do mundo, que empurrou umas mantas ou lá o que é isto de não sei donde e agora o campo tá todo sujo...

 

Presidente: É pá, ca ganda chatice, fónix... E agente que até pagou o hotel do estágio e tudo, e eu bem sei quanto nos custou... Oh Delegado diz-me lá tu então o que é que se faz quando isto tá assim?

 

Orelhas (interrompendo): Oh persidente isso posso dizer-lhe já eu q'isto só há uma maneira que é a gente marcar isto pa daqui a uns 2 dias, tá a ver?

Nos entrementes a malta manda aí uns putos dos juventis ou lá o que é pra varrer isto e quando vocês chegarem já têm tudo limpinho que vai ser uma maravilha...

 

Delegado: Oh Presidente, olhe que talvez não seja má ideia, q'isto assim tudo sujo não tem graça nenhuma...

 

Presidente: Pois é oh Delegado tá bem, tou a ver que nao tem jeito nenhum, mas e as regras, o que dizem?

 

Delegado: Pois é Presidente, sabe bem q’isso já não é bem coisa de gente do futebol... Ainda se fosse o blackjack ou a roleta, eu já tava habituado, mas isto dos regulamentos e tal, é mais coisa pra doutores...

 

Presidente: Ora porra que não me ajudas nada pá, deixa-me cá perguntar ao Representante e ver o que ele diz.

 

Presidente (ao telefone com o Representante): Tou Representante, como vês isto tá tudo sujo… ouve lá, sabes o que é que a gente há-de fazer agora?

 

Representante: Oh Presidente, isso vindo assim de rajada... é pá não sei, mas não tá aí ninguém que nos possa ajudar?

 

Presidente: Tar tá, mas é o Delegado que diz que só sabe as regras d’outros jogos... e tá também o Orelhas, mas o gajo é la dos outros, não confio...

 

Representante: Oh Presidente, então o Orelhas tá aí a ajudá-lo e o Presidente não dizia nada?!? Teja à vontadinha e faça como ele lhe diz, q’isso é um homem de bem, e de certeza que só quer o melhor pra nós!

 

Presidente: Mas tens a certeza, oh Representante? Olha que eu já li umas coisas sobre impedimentos dos recintos e tal, e era coisa pra dar derrota da equipa da casa ou um prazo máximo de 30 horas para marcação de novo jogo...

 

Representante: Presidente não duvide, esse homem que aí tá consigo é amigo do coração, nunca faria nada para nos prejudicar. Aliás, tudo aqui é gente muito boa, sinto-me em casa neste cantinho. Olhe, por acaso, até tou a ver ali a ver uns de verde, e esta gente daqui é tão amiga que até lhes puseram um abrigo contra o frio todo à volta, para ficarem mais confortáveis. É como lhe digo presidente, pode confiar – o que o meu amigo Orelhas lhe disser é como se fosse letra de lei!

 

Presidente (ainda meio reticente, dirigindo-se ao Orelhas): Ok oh pá, marca lá isso para daqui a 48h, mas pelo menos passa o jogo para as depois das 8h da noite, senão não vem cá ninguém ver isto.

 

Orelhas (rindo): Boa ideia persidente, muito obrigadinho sim senhor: o amigo saiu-me cá um idiota...

 

E riu também, bem disposto, o Presidente, feliz consigo próprio e ainda um pouco ofuscado por poder estar perto desse seu novo amigo tão rico, que gere um clube tão grande e com um estádio tão bonito...

 

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publicado às 05:10

Somos mesmo muito tenrinhos...

Desert Lion, em 10.02.14

 

O Regulamento Disciplinar da Liga abria espaço para o Sporting reclamar vitória no dérbi frente ao Benfica, mas, ao concordar com o adiamento do jogo, o clube de Alvalade abdicou dessa possibilidade legal.

 

Segundo o art. 94.º do citado regulamento, sobre a não realização de jogos por falta de condições do estádio, de segurança ou dos equipamentos, "quando um jogo oficial não se efectuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota", além de uma pena de multa.

 

Após o adiamento do jogo, Mário Figueiredo, presidente da Liga de Clubes, afirmou: "Caíram, salvo erro, três placas e uma de 40 metros quadrados. Evitámos uma tragédia. A decisão foi unânime e a segurança não pode ser colocada em causa. Podia ter acontecido um desastre no Estádio da Luz, mas felizmente as coisas correram bem. Foi uma decisão drástica, mas em bom tempo se tomou".

 

No entanto, o Sporting preferiu aceitar os termos do artigo 22.º do Regulamento de Competições da Liga, relativo ao adiamento de jogos e casos fortuitos, em vez de seguir para uma batalha jurídica com o eterno rival. De acordo com este artigo, "quando, por causa fortuita ou de força maior, não se verifiquem as condições para que um jogo se inicie (...), este realizar-se-á (...) no mesmo estádio, dentro das 30 horas seguintes salvo se os delegados dos dois clubes declararem no boletim do encontro o seu acordo para a realização (...) do mesmo noutra data".

 

Foi o que aconteceu no domingo à tarde, quando a Protecção Civil deu conta aos clubes dos riscos que existiam para a segurança de todos os presentes no local. Os delegados de Benfica e Sporting concordaram com o adiamento do dérbi para amanhã à noite e o resultado que poderia ter sido decidido na secretaria será discutido em campo (20h15).

 

Leia aqui os regulamentos:

 

Artigo 94.º do Regulamento Disciplinar da Liga

 

Não realização de jogos por falta de condições do estádio, de segurança ou dos equipamentos

 

1. Quando um jogo oficial não se efectuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 12 UC e o máximo de 50 UC e com a sanção de reparação à Liga e ao adversário das despesas de arbitragem, de delegacias, de organização e do valor da receita que eventualmente coubesse ao adversário.

 

2. Se um jogo não for realizado por falta de condições de segurança imputáveis ao clube que indica o estádio, o clube é punido nos termos do número anterior.

 

3. Quando o jogo se realizar em estádio neutro é mandado repetir, sendo apenas aplicáveis as sanções de multa e de reparação ao clube visitado, salvo se as faltas previstas nos números anteriores não lhe forem imputáveis.

 

Artigo 22.º do Regulamento de Competições da Liga

 

Adiamentos devidos às alterações dos estádios e casos fortuitos

 

1. Quando, por causa fortuita ou de força maior, não se verifiquem as condições para que um jogo se inicie ou se conclua, este realizar-se-á ou completar-se-á no mesmo estádio, dentro das 30 horas seguintes, salvo se:

 

a) os delegados dos dois clubes declararem no Boletim do Encontro o seu acordo para a realização ou conclusão do mesmo noutra data, respeitados os limites referidos nos n.os 2 e 3 do artigo 19.º;

 

b) qualquer um dos clubes em causa tiver de realizar um jogo oficial das competições da UEFA na semana seguinte, caso em que o jogo se realizará ou completará em data a estabelecer por acordo entre os clubes dentro do prazo das quatro ou duas semanas seguintes, consoante se trate, respectivamente, da primeira e segunda voltas; na falta de acordo, a Comissão Executiva decidirá a data e a hora do jogo.

 

c) qualquer um dos clubes em causa tenha que dispensar algum dos seus jogadores para a respectiva selecção nacional, caso em que o jogo deve ser realizado ou completado em data a estabelecer por acordo entre os clubes dentro do prazo das quatro ou duas semanas seguintes, consoante a duração da convocatória dos jogadores para as selecções nacionais.

 

Noticia do Jornal SOL

  

E nem me venham cá com desportivismos: se as regras existem são para ser cumpridas, e mais exigentes devemos ser quando o que está em causa é um jogo com os "limpinhos, limpinhos" (que até se deram ao desplante de me fecharem numa gaiola na última vez em que os visitei)...

 

Adenda: Comunicado do Sporting que foi entretanto publicado, pode ser lido na íntegra aqui.

 

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publicado às 18:37

As Contas Consolidadas dos 3 Grandes

Desert Lion, em 26.01.14

 

Veio, recentemente, o presidente do FC Porto acusar os outros dois “Grandes” de não apresentarem Contas Consolidadas, conforme a Lei determina. E, na verdade, formalmente, parece-me que tem razão: pelo que tive oportunidade de ler é obrigatória a apresentação das Contas Consolidadas dos Clubes, desde que tenham alguma dimensão.

 

No caso do Sporting, tal em nada prejudicaria as análises que vão sendo feitas sobre a nossa situação. Das três entidades que tem relevantes movimentos financeiros (Sporting Clube ; Sporting SAD e SPM), as contas da que é deficitária são já públicas e sempre muito discutidas: as da Sporting SAD. Quanto às outras duas entidades, têm situações líquidas positivas e nada nos leva a crer que com as mesmas estejam a ser feitas transacções intra-grupo que pudessem alterar a imagem financeira global do Sporting. Note-se ainda que a renegociação do Passivo foi feita globalmente para o Grupo, e que a SAD e a SPM estão em processo de fusão, pelo que nada haverá aí a esconder. Aliás, a colocação de um “fiscal” como Administrador da SAD também nos sossega quanto a eventuais malabarismos contabilísticos em que alguém dos Orgãos Sociais tivesse a infeliz ideia de tentar incorrer.

 

Pelo que entendo que este desafio é dirigido directamente ao Benfica. As contas do Benfica são muito mais nebulosas e, dizem-me fontes informadas, as suas necessidades de Tesouraria prementes. Ainda recentemente o seu Revisor Oficial de Contas (KPMG) renunciou ao cargo, o que pode ser um sinal de que algo não estará bem por ali, recusando-se pois a KPMG assinar relatórios. As vendas apressadas que estão a ser feitas também parecem apontar nesse sentido. A questão que se coloca é se o Benfica não estará a fazer transacções intra-grupo para disfarçar prejuízos da SAD. Por exemplo, a sociedade “X” do Grupo Benfica, pode estar a “comprar” serviços à SAD, assim aumentando artificialmente as receitas da SAD, sendo os custos assumidos nessa sociedade “X”, cujas contas não são públicas. Claro que o tempo tudo revela, mas este método pode sempre ser usado para “empurrar prejuízos com a barriga”

 

Quanto ao arauto da verdade - o “Pintinho” - devia ter vergonha de vir pedir clareza nas contas. Um Clube que fez as vendas que fez ao longo dos anos e que ainda assim apresenta um passivo de 330 milhões de Euros, deve estar a distribuir dinheiro por toda a gente, excepto para o próprio Clube. Note-se ainda que este Passivo deveria ser bastante maior, se não tivessem feito o negócio da China de pôr a Câmara de Gaia a construir-lhes o Centro de Estágio, tendo como contrapartida uma renda de 500 Euros por mês... São estes os moralistas do nosso futebol: tudo gente de comportamento exemplar!

 

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publicado às 10:46

Auditoria de Gestão: uma oportunidade !

Desert Lion, em 11.12.13

 

Congratulo-me com a aprovação e realização da Auditoria de Gestão. Li os seus conteúdos e parece-me que o âmbito está correctamente determinado, considerados os fins que pretende atingir. Vi, ainda, o valor que se irá pagar pela mesma: pouco mais de 300.000 euros, ou seja, pouco, se tivermos em conta que serão analisados 17 anos da vida do Clube/SAD...

 

Parece-me, pois, que terá havido bom senso nesta questão. Espero que o resultado dessa Auditoria venha “limpo”, nada mais apontando do que erros em algumas das opções tomadas – que todos sabemos que existiram – mas sem má fé, gestão danosa ou aproveitamento pessoal dos intervenientes. Confesso que é esse o resultado que antecipo e acredito que essa será a melhor forma de encerrarmos um capitulo de divisões, suspeições e ódios que não devemos voltar a ter no nosso Clube.

 

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publicado às 13:52

Dois Palhaços, a mesma luta...

Desert Lion, em 01.12.13

 

Numa obstinada luta contra a realidade, Luís Filipe Vieira e João Querido Manha, colocam o Benfica como actual líder da Liga Zon Sagres - como se pode ver nos sites, já actualizados, do Benfica e do Record. Solicitar-lhes que usassem como referência as classificações oficiais disponibilizadas pela Liga Portugal e pela Federação Portuguesa de Futebol, seria exigir níveis de integridade absolutamente inatingíveis pela nação lampiónica em geral, e por estes dois palhaços em particular...

 

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publicado às 22:23

Sejam bem-vindos senhores Lucros !

Desert Lion, em 30.11.13

 

Mas, quem leia o R&C, facilmente verifica que é ainda muito cedo para se fazer a festa. Na verdade os lucros de 7,2 milhões que a SAD apresenta no último trimestre, estão fortemente empolados pela venda dos direitos desportivos de Bruma e Ilori, num valor próximo de 16 milhões de euros. Ora, se deduzida esta parcela “não operacional” do negócio, o que fica são 8,5 milhões negativos, no período. Mesmo depois de abatido o valor que foi pago de indemnizações para rescisões (cerca de 2 milhões de euros), ainda ficam com 6,5 milhões negativos no trimestre.

 

Apenas para efeitos de cálculo e projecção da situação final, se assumirmos a linearidade de trimestres, este valor levar-nos-ia para prejuízos “correntes” de 26 milhões de euros, na minha óptica ainda totalmente  insustentáveis porque não são recorrentemente cobríveis por ganhos com vendas de jogadores. Eu consideraria um valor de perdas de até 10 milhões de euros por exercício, como compensável, em média, com uma gestão desportiva eficaz, por essas mais valias. Mais do que isso parece-me um risco demasiado elevado e que não deve ser assumido por esta Direcção – mandatada, exactamente, para diminuir o nível de riscos a assumir pelo Sporting.

 

É claro que teremos ainda de considerar a fusão com a SPM que virá a acontecer, e cuja Exploração Positiva na casa dos 5 a 7 milhões de euros virá a atenuar esta realidade. Mas a solução desta questão terá de vir, essencialmente, de uma recuperação na vertente dos Proveitos Operacionais. Só quando voltarem a ser obtidos valores próximos dos da época 2007/2008 – cerca de 50 milhões de euros -, poderemos dizer que o Sporting estará muito perto do seu equilíbrio de médio e longo prazo. Por enquanto, louva-se este esforço inicial muito meritório, mas temos de reconhecer que há ainda muito trabalho a fazer antes de podermos cantar vitória sobre o fantasma da insolvência.

 

Uma breve nota final negativa que, infelizmente, devo mencionar. Não se percebe o que pretende o presidente com a hostilização gratuita do órgão de supervisão do Clube. De acordo com o que li no DN: “Há sensivelmente um mês deu-se o primeiro "choque" entre Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Jorge Bacelar Gouveia, presidente do conselho fiscal (CF) do clube leonino. Segundo fontes contactadas pelo DN, a causa da discórdia foram as contas da SAD, pedidas pelo líder do conselho fiscal, em nome do órgão que preside. A resposta de Bruno de Carvalho causou alguma celeuma no seio do CF. O líder leonino começou por recusar o acesso às contas, mas depois acedeu a disponibilizar toda a documentação requerida desde que o CF, no seu todo, assinasse um termo de confidencialidade, algo que nunca sucedeu na história do Sporting”.

 

Ora esta não é a postura que se espera de um presidente cujo slogan é "O Sporting é Nosso". Não é este o presidente que vai publicar uma auditoria sobre os actos de gestão dos últimos 17 anos de vida do Clube? Como pode pois fazer este tipo de pedidos a quem, como ele, foi eleito para o desempenho de funções associativas? Espero que, muito rapidamente, o CFD coloque os pontos nos iii’s e que estes "malabarismos" deixem de existir num Clube que, mais do que nunca, precisa de órgãos de fiscalização plenamente capacitados e interventores.

 

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publicado às 18:16

 

Sempre adorei o Sporting. Não foi coisa que escolhi, para ser sincero. Sendo o meu pai um ferrenho Sportinguista, seria quase impossível para mim, no meio de tamanha liturgia, conseguir fugir a este destino. Obrigado pai, pois deste-me um dos maiores prazeres da minha vida: viver o meu Sporting.

 

Este é o primeiro blogue em que escrevo. Gosto de o fazer. Comecei a fazê-lo totalmente "sem querer". Entre as meus afazeres, sempre tentei arranjar algum tempo para ler tudo o que podia sobre o Sporting. Ao fazer uma busca sobre o Clube na Net, deparei-me com o Camarote Leonino. Gostei do que li, comentei, troquei impressões via email com o Rui, e ele convidou-me para escrever "sempre que pudesse". Aceitei porque entendo que a unanimidade mata. Só a diversidade permite alternativas. Só a critica livre nos faz crescer. Unidade na crença de que somos o Sporting, um Clube muito diferente dos demais. Mas sem Unanimidades de braços no ar, que sendo confortáveis, são também preguiçosas.

 

Por exemplo, no Sporting, no dia em que um dirigente foi apanhado numa situação de aparente proximidade com árbitros, foi forçado a sair do Clube. Aparente, não provada - mas ainda assim teve de sair. No Porto e Benfica foi isto que aconteceu com as célebres gravações de telefonemas? A Unanimidade mata o espírito e os valores humanos. Tudo se torna permitido, desde que venha do líder e garanta resultados. A Unidade garante que o colectivo está junto no objectivo, mas não permite desvios nos meios a utilizar. Considero pois, nossa obrigação como Sportinguistas, darmos um contributo com pensamento para o que deve ser o Sporting. Pensamento em Unidade, com diversidade e critica, mas sempre respeitando quem tem de tomar as decisões finais.

 

Por exemplo, entendo que deveria ser feita uma profundíssima reflexão sobre a estratégia do Sporting face a arbitragem. Este ano, apesar de todos sabermos como temos sido sistematicamente prejudicados pelo sistema ao longo de muitas épocas, foi ensaiada uma táctica desculpabilizante. Ouvimos os nossos dirigentes dizer que "os jogadores também erram", "os árbitros fazem sempre o seu melhor", etc.. Depois da roubalheira que foi o jogo com o Benfica, tudo mudou. Ora isto não é nada. Tem de haver uma estratégia. Andar a "bailar" consoante o que se passa a cada jogo não é estratégia nenhuma e não nos levará a lado nenhum, pois vamos perdendo a autoridade para fazermos as criticas que têm de ser feitas.

 

Bom, mas isto já seria desviar-me do tema do poste e ficará para uma próxima oportunidade. Parabéns caro amigo Rui Gomes pelo primeiro ano de Camarote Leonino. Tanto tempo dispensado ao blogue faz toda a diferença e diz muito do Sportinguismo que te corre nas veias. Parabéns caro City Lion, pela inteligência e o novo fulgor que vieste trazer a esta aventura. E parabéns aos leitores cuja colaboração e presença nos faz sentir recompensados e, tantas vezes, nos abre os olhos para outras maneiras de ver as coisas, tão ou mais razoáveis do que as nossas.

 

Estarei a voar, logo a noite, quando os Tugas estiverem a jogar. Só espero poder estender estes parabéns também à nossa Selecção, que todos desejamos ver no Brasil, no próximo ano. Seria uma bela coincidência ver o Camarote e Portugal inteiro a comemorarem sucessos no mesmo dia!

 

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publicado às 13:37

As palavras do Dr. Ricciardi

Desert Lion, em 21.10.13

 

 

 

Respondendo a um desafio do nosso comentador HY, que apesar de muitas vezes estar em desacordo connosco, sempre o fez com enorme inteligência, respeito e educação, permitindo um debate civilizado de ideias - ao contrário de outros que parecem ter inclinações mais belicosas -, passarei aqui a dar a minha interpretação sobre as palavras do Dr. Ricciardi:

 

O que eu penso que se conseguiu foi uma reestruturação que foi positiva, não só para os dois bancos (BCP e BES) como para o Sporting, mas também muito dura. Estávamos a falar há pouco da consolidação das nossas contas públicas, ora o que isso representa para o Sporting também é muito duro [...] O Sporting passou a ter de ter um orçamento que é talvez menos de metade daquele que tinha anteriormente, mas, como se vê, no futebol profissional não é só o dinheiro que faz com que os clubes consigam ter melhores ou piores desempenhos. Basta olhar para exemplos como o Braga ou o Paços de Ferreira, que, no ano passado ficou em terceiro lugar. Foi uma boa reestruturação, acho que se conseguiu que o Sporting ficasse com a situação financeira estabilizada, mas, por outro lado, para que isso fosse possível, foi preciso que o Sporting fizesse um trabalho extremamente duro e corajoso na diminuição dos seus custos [...] Fiquei surpreso, não por ser este presidente, mas porque a tarefa seria muito difícil para qualquer um”.


No que concerne às palavras finais, de louvor ao trabalho duro e a capacidade para enfrentar a dificuldade da tarefa da reestruturação, penso

que essa será a opinião geral, e também nós aqui já o havíamos louvado e referido. Passo a citar parte do meu post de análise aos primeiros 6 meses de vigência desta Direcção Leonina:


“- Gostei da reestruturação financeira. Quem não tem cão caça com gato e foi o que a nova Direcção fez. Ameaçou não pagar e, aproveitando a fraqueza estrutural dos nossos credores (BCP e BES estão com graves prejuízos que não podem deixar agravar ainda mais), conseguimos um acordo que nos permitiu sobreviver, se bem que limitados e dentro de baias extremamente curtas.

- Gostei que tivesse avançado a redefinição de meios – incluindo meios humanos - do Clube e SAD. Apesar de não ter sido feita nos moldes que me pareciam mais adequados, houve a coragem de reestruturar e mexer com hábitos e direitos adquiridos, o que é de louvar.

- Gostei da reestruturação informada das actividades amadoras – contra a qual antes batalhei e do aqui faço um mea culpa. O presidente referiu que as diminuições de orçamentos estariam em linha com o que os outros grandes iriam fazer e, tanto quanto fui lendo, parece que tal se confirmou. Foi pois bem pensado e estrategicamente correcto reduzir os orçamentos quando a concorrência também o fez, não desperdiçando os muito escassos meios de que vamos dispondo.”

 

Pergunta depois o HY porque é que, estando o Dr. Ricciardi no CFD há tanto tempo, nunca se lembrou de que talvez este caminho, do corte radical de custos, fosse o mais correcto. E posso-lhe responder aqui que estou certo de que, muitas vezes, se terá lembrado disso. No entanto, houve sempre a convicção de que assumir um orçamento de 20 milhões, contra cerca do triplo ou quádruplo dos nossos rivais, Benfica e Porto, nos condenaria a uma situação de subalternidade competitiva permanente, pontuada aqui e ali por um ou outro sucesso, obtido de modo não sustentável. Assumiu-se que a sustentabilidade de um Clube que terá cerca de metade da massa crítica do seu maior rival (Benfica) só poderia advir de uma gestão semelhante à do outro rival (Porto), em que os sucessos desportivos, propiciassem receitas (via TV, Champions, bilheteira, patrocínios, venda de jogadores e outras), que por sua vez permitiriam reforçar a componente desportiva, para se gerarem mais sucessos, e assim sucessivamente. Esta aposta precisaria de um esforço inicial de investimento, que foi o que vários presidentes tentaram fazer – o Dr. Soares Franco com a venda do património e as VMOCS iniciais, o Dr. Bettencourt com crédito (até lho cortarem...), e o Eng. Godinho Lopes com recurso a crédito e recursos diversos de Fundos -, para depois se colherem os frutos em vitórias. Um Clube vencedor atrairia também investidores externos e, com as essas injecções de capital, liquidar-se-iam os créditos iniciais, deixando o Clube a gerir tranquilamente os seus activos vencedores, sob controlo de profissionais do desporto e finanças.

 

Esta estratégia de risco nunca resultou, fundamentalmente porque nunca houve uma gestão desportiva capaz no Sporting. Centenas de jogadores entraram e saíram sem sequer se saber sequer se eram bons ou maus. Mas também porque, sejamos justos para quem passou pelo Clube, nos foram cortadas as pernas em momentos críticos da ultima década e meia... E sim, estou a falar de arbitragens “frutadas” que nos arredaram da compita, geralmente logo antes do Natal. Estas, não só nos destruíram campeonatos, como nos impediram de solidificar equipas e jogadores, transformando os bons em médios e os médios em medíocres. Como referi no meu primeiro post neste blogue, só durante três épocas houve sorteio nas nomeações de árbitros em Portugal, tendo, curiosamente, o Sporting sido campeão em duas delas.

 

Gostava ainda de aqui recordar que também o actual presidente do SCP advogava essa política mais “pró-investimento”, há dois anos e meio atrás. Foi ele que apareceu com um Fundo de 50 milhões de euros para comprar jogadores para o Sporting que, naturalmente, comparticiparia dessas compras e pagaria os salários e os outros custos. Ou seja, as filosofias de gestão que nos foram propostas aos longo dos últimos anos não diferiram muito, até o Clube chegar a uma situação em que já não havia dinheiro (nem crédito) para nada. Chegados aí, quer BdC quer Couceiro prometeram fazer uma redução das despesas e adaptar o Clube à sua realidade. BdC ganhou e fê-lo, não se notando quebras de competitividade, pelo menos até esta altura. Só podemos aplaudir e desejar que se consiga manter o mesmo nível ao longo  de toda a época, quer no futebol (SAD), quer nas modalidades a cargo do Clube.

 

Apenas uma última nota para a posição do Dr. Ricciardi, que sempre se “esticou” muito pelo SCP. Os montantes investidos pelo BES no Clube foram, constantemente, objecto da discordância da generalidade do Conselho de Administração (o que, aliás, é público), sendo o Dr. Ricciardi a, de uma forma quase pessoal, insistir para que fosse permitido o aumento de exposição da Banca ao Clube (com taxas de juro e condições invejáveis), nos momentos em que este mais precisou.

 

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publicado às 12:41




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