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Voto em Frederico Varandas

Leão Zargo, em 13.03.26

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Decorreram oito anos desde que Frederico Varandas tomou pela primeira vez posse como presidente do Sporting Clube de Portugal. Possui o mérito de ter terminado com uma fase em que o Clube chegou a ser um caso de estudo pela autofagia, pela autodestruição, que dilacerava uma instituição centenária. O grave passivo financeiro era ignorado. Na área desportiva não havia um plano, um projeto. No Sporting tudo era motivo de controvérsia e discordância, até de ameaças e calúnias. 

Frederico Varandas conduziu o Sporting até ao estádio atual. Não leva a cabo uma presidência perfeita e isenta de erros, aliás isso é coisa que não existe, mas agora tornou-se muito mais fácil controlar a ocasião e as circunstâncias. O saldo no campo desportivo é francamente positivo. O grave passivo financeiro controlado e ultrapassado, a Academia prospera, as modalidades batem-se em inúmeras frentes, principalmente o Clube já não é o “coitadinho”, o tal que estava em risco de “belenensização”.

Os sportinguistas estão mais convictos do que nunca de que unanimismos e caudilhismos não permitem que, permanentemente, se descortinem as melhores soluções para o Clube. Nem sequer um subliminar providencialismo, próprio de quem se considera o salvador, irá resgatar o Sporting dos seus males e insucessos desportivos. Por isso, muitos de nós estarão mais interessados na boa qualidade do modelo de governo do que nos aspetos acessórios e mediáticos que apenas pretendem confundir a realidade.

publicado às 18:00

Caça ao Borges

Naçao Valente, em 13.03.26

O Sporting CP está fazer uma grande Liga dos Campeões. Ficou em sétimo lugar na primeira fase. Tivemos , nesta fase, como adversário um clube quase desconhecido da Noruega, e em certo medida considerado pera doce. A verdade é que não é. É um clube que joga bom futebol, num relvado em que estão habituados a jogar  e com uma enorme pujança física. Para além disso, estão a competir  apenas nesta prova. Lá perderam pelo mesmo número, Manchester e Inter, e ainda o Atlético de Madrid. Também não sabem jogar à bola? Também têm maus treinadores?

Ao invés, o SportingCP,  joga duas vezes por semana, está a disputar provas em tês frentes, e os seus atletas têm nas pernas mais de trinta jogos. Fizeram uma longa viagem, depois de um jogo altamente desgastante. Com jogadores titulares muito cansados, com suplentes de menor qualidade ou em recuperação, com lesionados de longa data, como Ioannidis ou Debast.

O que referi serve de desculpa? Não. A equipa devia ter entrado como um colectivo que é, mas não o fez. Não se adaptou às circunstâncias, nem ao adversário. Desde muito cedo perdeu-se em campo e não acertou com as marcações, também mérito do adversário. Para ajudar à festa, sofreu um golo de um pénalti inexistente. A quem atribuir responsabilidades pela má prestação? Na minha perspectiva, os responsáveis são todos, desde a equipa técnica aos jogadores. Aproveitar a derrota para arranjar um bode expiatório e atirar ao Borges, com justificações pífias, não me parece correcto.

Os catedráticos de sofá, que resolvem tudo com trinta e um de boca, criticaram a constituição da equipa e a estratégia usada. Teriam metido o A e não B e tinha sido ouro sobre azul. Como percebo de futebol tanto como de um lagar de azeite e sobretudo como não conheço qual a situação do plantel disponível, aconselha-me o bom senso e a prudência a não atirar pedras à toa.

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A caça ao Borges não é recente. Começou desde que chegou. Nunca esteve em estado de graça, nem depois de ganhar a “dobradinha”. As “armas calam-se” enquanto o clube ganha, mas sempre que o resultado não é positivo, voltam à carga. As oportunidades não têm sido muitas e há que aproveitá-las. A verdade é esta: Em vinte e quatro jogos do campeonato, o SportingCP apenas perdeu um. Na primeira fase da Liga dos Campeões ganhou  cinco jogos, perdeu dois  e empatou outro. Está a disputar a Taça de Portugal. A caça ao Borges não assenta em nada de concreto. Apenas em análises casuísticas e nalguns casos, em má-fé.

A eliminatória está a meio e não será fácil vencê-la, mas não é impossível. Mesmo que o Sporting não passe fez uma boa campanha. Seja como for, o SportingCP ainda não está em condições de ganhar esta prova. Seria uma surpresa.

O que aconteceu no fim do jogo na Noruega, pela parte da claque, foi lamentável. Que manifestem descontentamento, faço um esforço para entender, mas tentar agredir atletas do seu clube, não devia acontecer, mas tem uma justificação. Estas claques, são em parte os derrotados de Alcochete, que perderam os seus privilégios e que nunca desistiram de os recuperar. São bem mais prejudiciais ao Clube que uma eventual derrota desportiva.

publicado às 03:07

E depois de Bodo?

Leão Zargo, em 13.03.26

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O momento não é de fazer implodir a equipa técnica e o plantel. Com a dolorosa derrota em Bodo bem na memória, há que refletir sobre as metas estabelecidas no início da época e que terão sido reformuladas com o decorrer das competições. Agora, o importante é salvaguardar o foco competitivo e a confiança de jogadores e treinadores, manter a rotina de treino, (re)definindo objetivos possíveis de alcançar, para além de identificar os fatores que porventura estejam causando falta de ânimo ou de ambição.

No atual contexto, ser derrotado é muito mais sobre o que o atleta faz com a derrota, entender e analisar os erros individuais e coletivos, recusando uma atitude derrotista. Refletir sobre as falhas cometidas, sem transferir a culpa. É essencial preservar a coesão, a disciplina e a motivação do grupo. Assim, será possível usar uma situação negativa para buscar vitórias futuras, mantendo sempre a confiança no trabalho da equipa e o orgulho pela trajetória realizada. Até porque ainda há conquistas a alcançar nesta época.

publicado às 03:05

As Notas de Julius 2025/26 (32)

Julius Coelho, em 12.03.26

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o BODO/GLIMT da Liga dos Campeões/Oitavos Final/1ª mão , que resultou numa derrota por 3-0.

 O LEÃO CONGELOU NA VISITA AO POLAR ÁRCTICO

O SPORTING ficou com um pé fora da Liga dos Campeões após consentir uma pesadíssima derrota na Noruega.  Noite muito dura para os leões de Alvalade, a revelarem-se incapazes de contrariar as dinâmicas dos noruegueses, que logo desde cedo mostraram que seria uma questão de tempo, até as bolas começarem a entrar na baliza do Rui Silva, a equipa nórdica massacrou as debilidades defensivas dos leões, com o guardião a tentar adiar o inevitável. Depois do penálti, que desbloqueou o marcador, a equipa ainda ficou mais frágil e o 2-0 chegou sem surpresa. Houve uma reacção/atitude boa após o intervalo, mostrando uma outra face da equipa, a estar por cima, com várias "llegadas" à área adversária, mas com os lances a resultarem sempre inconsequentes. No risco, ficaram mais expostos às transições rápidas, a principal arma do Bodo/Glimt, que aproveitou para fechar o marcador com mais um golo. Um jogo em que estranhamente ninguém da equipa se evidenciou.

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DESTAQUE - MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Viveu uma noite estranha em que tudo o que a equipa fazia resultava mal. Lutou num meio campo desequilibrado, muito por culpa da falta do apoio do jovem Simões,  principalmente nos duelos individuais, onde os nórdicos levaram quase sempre a melhor, atravessando o campo num "passeio" até chegarem com facilidade perto da área do Sporting. Tentou em vão várias soluções, jogar mais recuado (1.ª parte) para ter mais espaço e bola para uma melhor visão das linhas de passe no contra ataque e também mais subido (2.ª parte), mais perto da linha da frente, para ter os apoios para conseguir superioridade. 

RUI SILVA - 3 - Deu uma boa imagem inicial, adiando com boas defesas o primeiro golo que parecia inevitável e que acabou por acontecer de penálti aos 32'.Numa noite para "recordar" sofreu ainda mais 2 golos, mas pouco ou nada podia fazer para os impedir.

GEORGIOS VAGIANNIDIS - 1 - Foi claramente o elo mais fraco da equipa e logo para fazer frente ao lado mais forte do adversário, perante o elemento mais veloz e criativo. Ficou exposta e evidente a sua  impreparação para tamanha responsabilidade. Somou erros de principiante em vários lances que interveio e ainda se colocou a jeito numa má abordagem dentro da sua área a que o Árbitro (mal) assinalou penálti. Deixou uma imagem muito frágil de um jogador de qualidade mediana, ao nível das equipas do meio da tabela da Liga portuguesa. 

OUSMANE DIOMANDE - 2 - A dupla de centrais nunca conseguiu acertar na forma de adaptar-se para defender e  bloquear o estilo veloz, de passe curto, assertivo e de grande variação/movimentação do ataque do Bodo/Glimt que atacou sempre com muitos elementos. Ganhou alguns (poucos) lances pelo ar, mas perdeu muitos junto à relva, chegando a maior parte das vezes atrasado. Melhorou na 2ª parte, na reacção e antecipação, conseguindo alguns cortes importantes. Esteve desastrado no passe.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Depois de Braga viveu mais uma noite de pesadelo, com uma 1ª parte deprimente, num desacerto elevado em quase tudo, na reacção, no ataque à bola e ao espaço, no timing das dobras e ainda no fecho das linhas de passe, permitindo que a bola circulasse perigosamente de pé para pé pelos avançados nórdicos dentro da área. Dividiu culpas com o Nuno Santos no 3º golo e quase que faz um auto-golo, o que seria o 4-0.

ÍVAN FRESNEDA - 2 - Se à direita já é sofrível, na esquerda faria melhor? Como o colega do outro lado, sofreu muito com o extremo adversário e raramente conseguiu parar ou bloquear o seu opositor, que fez vários cruzamentos sem grande oposição. Nas manobras de ataque foi ineficaz. Apareceu num remate esporádico na meia distancia, mas o arco não saiu e a bola perdeu-se.

JOÃO SIMÕES - 1 - Foi um elemento a menos na equipa, acusando tremenda dificuldade de se impor no centro do terreno, passando claramente ao lado do jogo, andou praticamente a cheirar as botas do adversário, perdido nas marcações. Uma tarefa que não cumpriu e que veio sobrecarregar o seu capitão, que se viu à deriva em vários lances, devido à inferioridade numérica naquela zona do terreno.

GENY CATAMO - 2 - Tudo o que tentou correu mal, muitos passes falhados, alguns em zonas proibidas e más opções nos drible sem nunca ultrapassar a linha das dobras do adversário. Teve alguns lances já dentro da área dos Vikings com espaço, que deviam gerar mais perigo mas pecou pela má definição. Ainda trocou com o Luís Guilherme nos corredores, mas definitivamente era noite não.

FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Foi a espera eterna para um qualquer lance que fizesse a diferença, mas nunca aconteceu. Uma exibição frouxa, apagada, de quem está muito desgastado, sem alegria, que lhe sacaram capacidade de reacção e maior velocidade na maior parte dos lances, chegando atrasado ou a perder facilmente os duelos.

LUÍS GUILHERME - 3.5 -  Ainda assim foi dos elementos mais consistentes e mais atrevidos, mas sempre muito insuficiente para marcar a diferença nos lances que podiam ferir o adversário. Foram poucas as vezes que conseguiu ligar as jogadas com os colegas da frente e conquistar espaço livre para entrar na área e cruzar, a definição é que ficou a desejar.

LUÍS SUÁREZ - 2 - Foi peixe fora de água, com uma prestação fraca, viu-se mais nos conflitos permanentes com o árbitro por este não marcar as faltas que reclamava sobre si. Só por uma vez teve espaço para se enquadrar com a baliza, mas definiu mal.

HIDEMASA MORITA - 3 - Entrou 62' - Esteve claramente melhor que o João Simões, talvez por isso foi o melhor período da equipa, a conseguir ligar as linhas da frente que pareciam condenadas ao isolamento e a fechar os mais vezes os espaços aos médios adversários, barrando-lhes a progressão.

NUNO SANTOS - 3 - Entrou 63' - Entrou para agitar e conseguiu dinamizar o corredor direito, por aquele lado ainda deu um cheirinho à real capacidades da equipa de saber atacar com perigo. sairam dos seus pés, finalmente, cruzamentos venenosos e que podiam ter resultado no golo que abriria outras perspectivas para o jogo da 2.ª mão em Alvalade.

SOULEYMANE FAYE - 2 - Entrou 63' - Faltou-lhe calma e mais convicção em 2 lances quando apareceu com espaço e que podia e devia ter definido melhor.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - Entrou 80' - Entrou bem no jogo, dando um critério de maior eficácia no passe e na visão alargada das jogadas, mas foi muito pouco o tempo que esteve em campo.

RUI BORGES - 1- Num curto espaço de tempo (4 dias) somou os 2 maiores desaires seguidos da época e ambos com consequências directas no futuro da equipa nas competições. Se em Braga falhou estrondosamente naqueles fatídicos 3' dos descontos, ontem falhou em toda a linha, antes e durante a partida. A equipa acusou a derrota de sábado e chegou à Noruega ainda com mazelas/danos psicológicos que o treinador não conseguiu resolver, deixando a ideia que não preparou o embate da melhor forma, com a leitura correta do adversário. Viu-se mais a imagem de um conjunto de jogadores a jogarem directo, contra uma equipa nordica de altos e louros, mas melhor treinada, com dinâmicas ofensivas de qualidade e variadas. Optar pelo miúdo grego, Vagiannidis, (muito impreparado) para a  tarefa mais complicada, enfrentar o lado mais perigoso e eficaz do Bodo/Glimt, foi como coloca-lo a arder em lume brando, para um suicídio colectivo anunciado. Terá agora em Alvalade o desafio hércules, para rectificar o resultado e poder ter ainda uma palavra a dizer na decisão da eliminatória que parece já perdida.

KJETIL KNUTSEN - 5 - Deixaram uma excelente imagem, a de uma equipa muito coesa, muito ligada, com  dinamicas bem treinadas, com variadas movimentações, raramente repetidas, tendo sempre algo novo para apresentar em cada ataque e metendo sempre muitos elementos na "llegada", todavia com a elasticidade imediata de todos, na recuperação no momento da perda e fecharem com eficácia os caminhos da sua baliza. Uma vitória sem contestação.

ÍVAN KRUZLIAK - Eslovaco (Árbitro) - 2 - Uma grande penalidade forçadissima e que já não se usa em tempos de VAR. Uma decisão muito precipitada que penalizou bastante o Sporting e logo num mau  momento que a equipa passava no jogo. Quis ser protagonista e dar nas vistas, como também em outras decisões, como faltas claras a que fez vista grossa, ficando à vista uma tentação de inclinação caseira.

BASTIAN DANKERT - Alemão (VAR) - 2 - Faltou-lhe coragem de chamar o árbitro para rever as imagens do lance  da grande penalidade, seria certamente revertido. Não é contacto suficiente claro e consistente para ser marcada a falta de castigo máximo.

 

publicado às 05:29

Bodo/Glint 3 - Sporting 0

Leão Zargo, em 11.03.26

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Sporting é derrotado e fica em posição complicada na Champions. Noruegueses mostram porque são a equipa sensação da prova. 

publicado às 22:12

Hoje em Bodo!

Leão Zargo, em 11.03.26

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A maneira como a equipa leonina for capaz de reagir à decepção em Braga e adaptar-se ao tipo de futebol do Bodo/Glimt determinará muito do resultado do jogo. Estarão frente a frente duas equipas que querem fazer história, mas a que estiver melhor preparada para ganhar tem mais probabilidades de vencer o desafio. Para isso, os leões têm de ser iguais a si próprios. Seguros defensivamente, anulando os pontos fortes do Bodo, com garra e determinação, boa definição no último passe, cortando espaços e impedindo a circulação do adversário, poderão regressar a Portugal com um resultado favorável para a 2ª mão da eliminatória.

Na antevisão do jogo, Rui Borges reconheceu que o Sporting já fez história, mas que quer continuar a sonhar. "Com os pés na Terra", acrescentou. Admitiu a possibilidade de fazer alguma gestão do plantel, admitindo que "há coisas que temos que tentar gerir. Hoje no treino temos de perceber o impacto do sintético, perceber até amanhã o que podemos fazer". Sobre o adversário, reconheceu que é muito confortável com e sem bola, muito compacto e intenso, muito exigente para os jogadores leoninos. Afirmou que o relvado sintético não servirá de desculpa, embora reconheça que é algo diferente do que jogar na relva.

publicado às 03:05

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Caros leitores e amigos sportinguistas,

Amanhã é dia de jogo.
E há dias de jogo que são mais do que um simples encontro de futebol.
São momentos em que se mede a dimensão de um Clube.

Amanhã jogamos os oitavos de final da Liga dos Campeões, a mais alta e prestigiada competição do futebol europeu.
E estamos aqui por direito próprio.
Sem favores.
Sem atalhos.
Com mérito.

Somos bicampeões de Portugal e lutamos pelo tricampeonato.
Muitos — mesmo muitos — gostariam de estar no nosso lugar.
Por isso este é o tempo de aproveitar, desfrutar e acreditar.

É também o momento de deixar para trás o hábito, tantas vezes nosso, de pensar pequeno.
Se queremos estar entre os maiores da Europa, então compreendamos uma coisa muito simples:
Isto não é um sonho.
É competência.
É trabalho.
É ambição.
É a dimensão atual do Sporting Clube de Portugal. 🇵🇹💚🦁

Do outro lado estará o Bodø/Glimt, uma equipa que chegou até aqui com mérito, eliminando adversários de grande nome e plantéis valiosíssimos.
Mas também nós fizemos um percurso de que nos devemos orgulhar.
Um caminho onde destaco a vitória sobre o então campeão europeu em título, o PSG.
Hoje, mais do que nunca, é tempo de união.
Numa verdadeira comunhão leonina, juntemos todas as energias positivas em torno do nosso Clube.
Porque os nossos são poucos.
E os outros…
os outros são muitos e variados “noruegueses” espalhados pelo nosso país.

Mas quem é do Sporting sabe uma coisa:
Quando o leão entra em campo,
não entra sozinho.
Entra com gerações de sportinguistas atrás de si.
Amanhã joga o Sporting.
E quando joga o Sporting,
não se pede licença à história.
Escreve-se mais uma página dela. 🦁💚

SL

publicado às 20:51

O Sporting em Bodo

Leão Zargo, em 10.03.26

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O Sporting defronta amanhã (20h00) o Bodo/Glimt com quatro baixas. Ioannidis, Quenda, Mangas e Kochorashvili que estão lesionados e Pedro Gonçalves e Suárez suspensos. A viagem, desde Lisboa, durou cerca de sete horas e à chegada a comitiva encontrou temperaturas a rondar os cinco graus. Às 16h15 (hora portuguesa), Rui Borges e um jogador fazem a antevisão ao jogo em conferência de imprensa e a seguir haverá treino de adaptação ao relvado sintético.

O facto de o Sporting ter viajado para a Noruega com dois dias de antecedência, ao contrário da habitual deslocação na véspera do encontro, revela os cuidados que a equipa técnica está a ter com a preparação desta eliminatória, que possibilita o apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões. Nos dois últimos jogos europeus em casa, o Bodo/Glimt derrotou o City e o Inter por 3-1. O jogo é transmitido na Sport TV5.

publicado às 11:10

Era assim!

Leão Zargo, em 10.03.26

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“O Sporting não foi mais vezes à Liga dos Campeões [nas décadas anteriores] porque estava tudo minado para nunca ganhar o campeonato. A partir do momento em que começou a lutar em igualdade com as outras equipas, tem vencido mais vezes. Esperemos que assim continue.”

Carlos Xavier em declarações à agência Lusa (9 de março de 2026).

Na fotografia, Carlos Xavier num confronto com o Ath. Bilbao, em 1985-86 (Foto A Bola).

publicado às 03:05

O golo de Xandão ao City

Leão Zargo, em 10.03.26

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Alexandre Reame, conhecido no futebol por Xandão, foi contratado pelo Sporting em Janeiro de 2012, por um período de 18 meses, podendo a SAD sportinguista acertar a contratação em definitivo do jogador, por uma verba a rondar os 3 milhões de euros. Chegou a Alvalade sem ritmo de jogo, e demorou até entrar na equipa, o que só aconteceu depois da lesão de Oguchi Onyewu.

Nos leões não realizou uma carreira brilhante, mas teve um momento alto ao alcance de pouquíssimos futebolistas ao marcar um golo precioso para eliminar o Manchester City nos oitavos de final da Liga Europa. Na sequência de um livre direto marcado por Matías Fernández, o guarda-redes Joe Hart não conseguiu segurar a bola, que sobrou para o defesa sportinguista. Sem tempo para dominar a bola e rodar, tocou de forma indefensável de calcanhar para a baliza. Um golo épico. Foi em 8 de Março de 2012.

Na segunda mão, o clube de Manchester venceu por 3-2, valendo uma defesa magistral de Rui Patrício a cabeceamento de Joe Hart, que foi a um pontapé de canto nos últimos instantes do jogo, e o golo de Xandão em Lisboa. O Sporting seguiu em frente e apenas seria eliminado nas meias finais pelo Athletic Bilbao.

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publicado às 03:00

Deixo as opiniões para os sportinguistas deste blog.

Obrigada  💚🤍

publicado às 15:10

Muro das lamentações

Naçao Valente, em 09.03.26

O real muro das lamentações serve para as pessoas descarregarem as suas frustrações. Na prática nada resolve. Para os adeptos do futebol, este é o seu muro das lamentações, assente em muitas frustrações que se acumulam no dia a dia deste mundo cão.

A utilização dos jogos de futebol para descarregar as agruras da vida, é transversal aos adeptos de todos os clubes. Em vez de as descarregar nas verdadeiras razões, descarrega-se na gente que joga à bola, essa plêiade de novos ricos que ganham milhões.

Enquanto um clube ganha,  os adeptos mais sensatos sentem-se satisfeitos e refugiam-se nalguma euforia. Os que, por várias razões, desejam que o clube perca, para malharem  em tudo o que mexe, aparecem apenas quando o resultao é mau. Numa observação linear, veja-se que o número de participações nos comentários deste blog, exponencia-se nos jogos com maus resultados e o maldizer chega ao absurdo.

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A principais vítimas são os jogadores e o bode expiatório é o treinador que passa de bestial a besta num ápice. Rui Borges, lê-se, "fez assim e devia ter sido assado," na versão de quem só vê a superfície e não enxerga a profundidade. Para os céticos e para os derrotistas, lembro o seguinte: Rui Borges pode não ser´o melhor técnico na parvónia, mas tem um currículo no Sporting incomparável em tempos recentes. Em pouco mais de um ano de actividade tem um dobradinha, inexistente em décadas, colocou a equipa entre as oito melhores da Europa, continua na Taça de Portugal, e a nove jornadas do fim está na luta pelo campeonato. Faltam disputar 27 pontos. Dir-me-ão que também teve sorte. Será, mas dá muito trabalho.

Portanto, podem-se descarregar todas as frustrações nos profissionais da nossa equipa, porque isso não vai alterar a sua luta e o seu profissionalismo. Vão continuar a disputar todos os jogos para ganhar, apesar de todas as limitações, que naturalmente existem. Uma equipa com lesionados importantes e que obrigam a colocar os melhores em campo, sobrecarregando-os, ao jogar de três em três dias.

A segunda parte em Braga, demonstrou esse cansaço. Uma coisa é querer outra é poder e quando se perde, perdem todos. Erros sempre houve e sempre haverá, porque jogamos com pessoas e não com robôs. O treinador também erra e errará, mas não pede aos jogadores que façam penáltis no último minuto. E os que acham que o Sporting vai ser sempre campeão, com este ou com outro treinador, vivem fora da realidade. Uma nota final para esclarecer, que os que a cada resultado negativo, querem despedir o técnico, são uma minoria. Basta ver as opiniões nas redes sociais.

P.S. 1: Como previ, a equipa da Luz empatou com os das Antas. Tudo como dantes, quartel general em Abrantes. Vai haver campeonato até ao fim e estamos na luta.

P.S.2: Os jogos com o Braga parecem ter “malapata”. Perdemos quatro pontos com esta equipa, de uma forma muita idêntica. Não acredito em bruxas, mas que as há, há, embora tivesse havido muita ingenuidade e alguma infelicidade.

publicado às 03:05

Na quarta-feira há jogo!

Leão Zargo, em 09.03.26

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Concluída a 25ª jornada todos nós já fizemos as contas. O que seria se…

O futebol tem a extraordinária qualidade de projetar o futuro. Há sempre novos desafios. Terminado um jogo há o seguinte. E o outro logo a seguir. Como referi antes do jogo na Pedreira, é necessário olhar em frente mais do que lamentar o passado, mas há que fazer as correções necessárias. Depois de corrigido o que falhou, não conseguirá vencer quem ficar preso aos erros passados. O treinador da dobradinha e do 7º lugar na Fase da Liga dos Campeões tem de merecer a nossa confiança. Senão, quem a merece?

Agora, há que ligar à terra e fazer o que tem de ser feito.

 

publicado às 03:03

A opinião do leitor

Rumo Certo - Ventos Favoráveis

Leão Zargo, em 09.03.26

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Vou repetir pequenas e modestas observações e curiosidades:

  1. Tanto em Alvalade, como em Braga, perdemos 4 pontos nos últimos instantes do jogo e da mesma forma, ou seja, de penálti.
  2. Duas meias partes distintas, quanto ao domínio e iniciativa para tentar ganhar o jogo, primeiro o Sporting CP, depois para o Sp. Braga que tudo fez e tentou para chegar pelo menos ao empate.
  3. Creio que o resultado, é justo e ajusta-se à história do mesmo.
  4. Os jogadores de parte a parte, contribuíram para o espetáculo, não criaram problemas, não houve simulações e respeitaram-se todos, os profissionais e o público.
  5. O resultado final, poderia ter sido mais feliz para o nosso Sporting CP, mas notou-se um muito maior desgaste e cansaço físico do lado leonino, o que nem se estranha, dado que teve um jogo muito competitivo há dias e o adversário não.
  6. Não se considera positivo o resultado, mas as legítimas aspirações, mantêm-se.
  7. Uma última nota, para parabenizar a arbitragem - excelente. Rigorosa, correta, isenta, profissional e imparcial.
  8. E tal anotação, entendida por acertada e justa quanto à arbitragem, é registada após um jogo em que não vencemos, nem tão pouco se fizeram pré condicionamentos, nem com recurso a emissão de comunicados.

Para a semana, estamos por mérito próprio numa outra importante luta e objetivo.

Força Sporting CP!

publicado às 03:00

As Notas de Julius 2025/26 (31)

Julius Coelho, em 08.03.26

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o SC BRAGA da jornada 25 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 2-2. Golos de Gonçalo Inácio 22' e Luís Suárez 45+2'.

AO LEÃO FALTOU-LHE ESTOFO NA 2ª PARTE

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O SPORTING falhou uma oportunidade de ouro no assalto ao tri campeonato, tropeçando na Pedreira no último minuto dos descontos, dando o empate ao SC Braga. Um jogo que podia ter ficado resolvido ao intervalo (assentava melhor um 3-0 que o 2-1) em que Rui Borges ofereceu toda a 2ª parte, abdicando claramente de atacar, pondo-se a jeito para o que acabou por acontecer, a dar-se mal nos descontos. Os leões começaram desde cedo a empurrar o jogo para o meio campo adversário e a criar oportunidades de golo (Geny e Pedro Gonçalves desperdiçaram boas ocasiões) chegando ao 1- 0 e na jogada seguinte Suárez perde isolado o 2-0 na cara do guarda redes, o Braga chegou ao empate num lance raro e contra a corrente do jogo, mas Suárez depois de um movimento nível tecnico elevado, recuperou a vantagem no Penálti. O 2º tempo resultou numa tragédia melodramática, com o Sporting a cavar o seu destino na partida ao oferecer a iniciativa e o domínio total ao Braga, que voltou a empatar através de um penálti no ultimo lance do jogo. Suárez destacou-se, Inácio esteve no melhor e no pior.

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DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Não merecia aquela tragédia nos descontos, foi um bicho sempre à solta no 1º tempo, a jogar de costas para a baliza sacou o Paulo Oliveira do jogo (substituído ao intervalo para escapar ao 2º amarelo), inventou o enorme pormenor técnico no lance do penálti e que o converteu com a habitual competência. Teve o 2 - 0 nos pés, quando correu dezenas de metros isolado, com o guarda redes a defender por instinto o seu remate e ainda deu preciosa ajuda em vários movimentos defensivos. Na 2ª parte com a equipa a baixar drasticamente o bloco, foi ilhéu isolado e abandonado no ataque.

RUI SILVA - 3 - Foi uma daquelas noites que a equipa precisava de um milagreiro na baliza, no penálti, no ultimo segundo do jogo, mas nada aconteceu de extraordinário, sofreu os 2 golos sem espinhas. Quase que era também surpreendido numa bola fácil, mas foi a tempo de reagir defendendo-a em cima da linha de golo. Quando procurou colocar a bola mais longe com os pés, raramente teve sucesso, com ofertas constantes para o adversário.

ÍVAN FRESNEDA - 4 - Um dos melhores da equipa, deu o exemplo numa tremenda disponibilidade, nos movimentos defensivos e no apoio do ataque, combinando com sucesso vários lances com o Geny e o Trincão, voltou sim, a faltar um melhor acerto nos cruzamentos.

OUSMANE DIOMANDE - 3 - Chegou primeiro à bola nas alturas mas rematou fraco e à figura no único lance do registo na área do adversário. No comportamento defensivo reinou na sua zona, nos habituais duelos aéreos e na marcação em cima, sem dar grandes espaços. No 1º golo do Braga também foi solidário na apatia da defesa, na falta de reacção ao movimento do Horta.

GONÇALO INÁCIO - 3 - Esteve no melhor, um belo golpe de cabeça no golo que desbloqueou a partida e no pior em vários lances e que lhe deveriam custar a nota negativa não fosse o golo marcado. No erro do Geny no calculo do passe que isolou o Salazar que já se sabia que ía cruzar, com o Horta a passar de TGV por um Inácio a dormir, a pensar sabe-se lá em quê. Depois um outro erro grave, num mau passe a entregar a bola ao adversário que ficou em superioridade numérica à entrada da área e por último a má abordagem a novo cruzamento do Salazar, com a bola a pinchar para um Horta sem marcação que rematou de pronto e que foi direta ao seu braço, isto nos últimos segundos do jogo. Assim fica difícil.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Desta vez foi obrigado a ser mais posicional e menos ousado no ataque, principalmente na 2ª parte, no serviço permanente a fechar os espaços ás constantes movimentações dos criativos do Braga e do sempre subido Victor Gomes. Defensivamente até que foi o elemento mais esclarecido e mais difícil de bater.

MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Uma grande 1ª parte em que foi alvo dos holofotes em vários lances vistosos, com cortes seguros e pela raíz matando as ofensivas do Braga, dando depois tremenda capacidade física no apoio aos movimentos da linha da frente no ataque, em lances de grande aperto para a defesa minhota. Como toda a equipa, também caiu a pique na segunda parte, raros momentos em que conseguiu roubar e segurar a bola e po-la a circular com segurança no meio campo.

HIDEMASA MORITA - 3 - Deu nas vistas no melhor período da equipa na primeira parte, com a missão de ligar o jogo com as linhas da frente e respaldar ao mesmo tempo o colega dinamarquês nas sua açôes. Correu kilometros e viu-se nas várias recuperações, perante os desequilíbrios na defesa, preenchendo os espaços para fechar as linhas de passe ao adversário. A meio da  2ª parte e já amarelado, começou a dar sinais de cedência física, acabando por ser substituído, tardiamente (73')

GENY CATAMO - 3 - Prometeu sempre muito em todo o jogo, mas tudo bem espremido nada saiu das suas acções ofensivas, protagonizou vários lances e com espaço para fazer melhor acabou por decidir sempre mal, estragando vários ataques prometedores pelas más execuções, faltando uma maior visão no critério. Defensivamente ficou directamente ligado ao 1º golo do Braga, um erro que foi decisivo, uma aberrante leitura de um passe longo (teve tempo para perceber e rectificar) com a bola passar-lhe por cima e deixar isolado o Salazar,

FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Foi desequilibrador na primeira parte, seguro nas acções quase sempre com critério assertivo, sempre disponível na missão de sacrifício de carregar a bola e a equipa com o bom resultado prático ao intervalo. Na 2ª parte viu-se em terrenos muito recuados, pouco habituais e foi-se desgastando no esforço defensivo. Os momentos altos, isolou o Suárez na cara do guarda redes que quase deu o 2-0, e quase no fim abriu uma cratera àfrente do Fresneda, num lance que podia ter acabado no 3-1.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Ainda longe do Pote que conhecemos, nunca fez a diferença, longe disso, só deu para uma razoável participação nas triangulações nas zonas avançadas do meio campo, também no melhor período da equipa. Marcou o canto que deu sucesso, no golo inaugural, marcado com o "cabezazo" do Inácio. Com o rendimento a cair a pique, foi também e já tardiamente, substituído.

JOÃO SIMÕES - 2 - Entrou 73' - Urgia dar oxigénio à equipa, uma reacção que resultou já tarde vinda do banco. O jovem Simões tentou cumprir a sua missão de ser o "vírus" na engrenagem do meio campo do Braga, conseguindo-o algumas vezes, emperrando-a e enervando os jogadores adversários que corriam contra o tempo.

LUÍS GUILHERME - 2 - Entrou 73' - Tinha a missão de recuperar a circulação da bola em posse da equipa, mas só por uma vez conseguiu faze-lo com relativo sucesso, a equipa voltou a perder a bola e já não a recuperou mais na segurança que se exigia. Foi aposta sem resultado satisfatório.

EDUARDO QUARESMA - 2.5 - Entrou 73' - Mesmo sem culpa directa, o empate com aquele penálti nos ultimos instantes do jogo sacou-lhe a nota positiva. Boa entrada no jogo e que devia ter acontecido mais cedo, posicionou-se na linha de 3 centrais e todas as suas intervenções foram relevantes, com personalidade e qualidade a bloquear linhas de passe, com um corte providencial a tirar o pão da boca ao Salazar A verdade é que o lado direito, a porta ficou mesmo trancada. Ainda teve tempo para explorar a sua técnica de velocidade com saída vertical com bola a driblar só parado por falta.

R borges.jpg

RUI BORGES - 1 - Vai ver o título por um canudo. Caiu com estrondo na pedreira, no jogo chave de uma eventual aproximação à liderança da Liga, era a hora H para mostrar a diferença e a capacidade de chegar, no real, ao objectivo mais cobiçado, o título. Um jogo tem 90', neste caso teve mais 3' adicionais e não só os 45' da 1ª parte, onde de facto apresentaram grande superioridade, podendo até ter resolvido o triunfo nesse período, pelas oportunidades claras de golo. Não se compreende a estratégia da 2ª parte, com um tão radical contraste, onde abdicaram claramente do ataque para tão cedo gerirem a curta vantagem do 2-1. Tudo pode ser aceitável e compreensível, perante circunstancias como o desgaste, mas se havia desgaste só forem feitas 3 substituições e tardias, uma repetição de situações anteriores, depois o que já fica mais difícil de entender, quando o árbitro deu 3' de descontos e com o Braga no desespero total a carregar, não é queimada a possibilidade de parar o jogo nesse período para mais uma substituição, e com isso cortar o ímpeto ao adversário. Assim fica muito mais difícil.

CARLOS VICENS - 3 - Aproveitou e bem tudo o que lhe deram, encostado ás cordas em toda a 1ª parte, pode sorrir no intervalo pelo resultado muito simpático, pelo que tinha acontecido. Depois voltou a ter mais uma oferta, o ser-lhe entregue a iniciativa do jogo, da posse e do recuo exagerado do bloco adversário e que ainda por cima tardou a refrescar a sua equipa. Numa noite de tantas ofertas não podia faltar a cereja no cimo, um penálti caído do céu, precisamente nos derradeiros segundos do jogo.

MIGUEL NOGUEIRA - 4.5 - Boa arbitragem, segura, assertiva na esmagadora maioria dos lances, tanto técnica como disciplinarmente. Dando um bom exemplo, que é possível apitar com justiça e personalidade este tipo de jogos de exigência máxima. nas grandes penalidades apitou de pronto. Ficou a dúvida, de ter perdoado o segundo amarelo ao Paulo Oliveira ainda na primeira parte.

MANUEL MOTA - 4.5 - Dois lances nas áreas que pelas imagens não deixaram dúvidas, que de facto foram lances para grande penalidade.

 

publicado às 03:08

Um empate desolador

Leão Zargo, em 07.03.26

Braga 2 - Sporting 2 2025-26.webp

Braga trava Sporting com penálti nos descontos e os rivais podem aproveitar.

publicado às 20:54

Hoje é dia de jogo!

Braga - Sporting, 1ª Liga, 18h00

Leão Zargo, em 07.03.26

Braga 2 Sporting 4 2024.25.webp

O Sporting e o Braga defrontam-se para a 25ª jornada da 1ª Liga. Em 2024-25, na Pedreira, os leões venceram por 4-2 com golos de Morita, Hjulmand e Harder, que bisou. Uma vitória alcançada com uma cambalhota épica no marcador. Foi o dia em que Ruben Amorim disse adeus ao projeto sportinguista.

Hoje, na Pedreira, não é obrigatório jogar bonito, mas o nosso futebol tem de ser positivo e jogado com paixão, energia e inspiração. O resultado está por decidir, a imprevisibilidade torna o futebol excitante e faz com que cada jogo seja um acontecimento irrepetível.

Na antevisão do jogo, Rui Borges afirmou esta sexta-feira que vencer na visita ao Braga é o resultado que lhe interessa na 25ª jornada, apesar do clássico entre os rivais. Desvalorizou o facto de a equipa bracarense estar mais fresca por não ter jogado a meio da semana: “a nossa ambição e vontade de ganhar é tanta que jamais servirá de desculpa o ter menos dias de descanso para o jogo.” Debast “pode estar dentro da convocatória”, ao contrário de Ioannidis que “está fora”.

Agora, o campeonato está na sua fase decisiva e cada ponto a mais ou a menos é precioso. Na hora da verdade, é necessário olhar em frente mais do que lamentar o passado, há que fazer as correções necessárias. Depois de corrigido o que falhou, não conseguirá vencer quem ficar preso aos erros passados.

Na fotografia, Daniel Bragança em ação no Braga - Sporting disputado em 2024-25.

publicado às 03:05

Trincão renovou

Leão Zargo, em 06.03.26

Trincão Sporting.webp

O Sporting oficializou a renovação do contrato de Francisco Trincão por mais três anos, ficando vinculado até junho de 2030, sendo que o seu anterior contrato expirava em 2027. A cláusula de rescisão mantém-se nos 60 milhões de euros. O avançado representa o Clube desde 2022-23.

De verde e branco, Trincão já cumpriu um total de 192 jogos oficiais, tendo apontado 45 golos e realizado 48 assistências. Atualmente, tem um valor de mercado de 35 milhões de euros, o mais alto que já registou em toda a carreira.

Nas primeiras palavras após a renovação, que foi realizada no Teatro Politeama, Francisco Trincão partilhou a sua satisfação: “É uma grande sensação. Era algo que já estava a ser falado há algum tempo e agora concretizou-se. Estou muito feliz por poder continuar de Leão ao peito.”

publicado às 03:00

Quinta à noite

Adriano Peixoto, um estudioso do futebol

Leão Zargo, em 05.03.26

Adriano Peixoto 1948.jpg

O futebol português alcançou um novo paradigma no que refere ao treino e à táctica durante a segunda metade da década de 1940. Foi então que se verificou a publicação de um conjunto de obras de grande qualidade técnica e científica, nomeadamente “Estratégia e Método Base do Futebol Associativo Científico”, de Augusto Sabbo, “Os Segredos do Futebol: Técnica de Ensino, Aprendizagem e Treino, Tática de Jogo”, de Cândido de Oliveira, e “O futebol português e o sistema de Herbert Chapman”, de Adriano Peixoto.

Adriano Peixoto teve um papel destacado. Estudioso e apaixonado pelo futebol e pelo seu desenvolvimento, para além de “O futebol português e o sistema Herbert Chapman”, em 1948, publicou ainda “Futebol-Problemas da táctica”, em 1951, e “As grandes tácticas do futebol”, em 1965. Foi director da publicação “Selecções Desportivas”, da Editora Atlântida (Coimbra, 1951 e 1952).

Pelo seu trabalho, Adriano Peixoto contribuiu para que o treinador se tornasse num elemento decisório fundamental na estrutura do futebol do clube, ocupando-se do planeamento e da organização de um conjunto de factores desportivos e comportamentais mais dinâmicos e complexos do que era habitual. Treinou diversas equipas, funções em que procurou perceber e aprofundar os problemas estratégicos do jogo. Chegou a seleccionador da equipa nacional de juniores, que se estreou em competições internacionais no VII Torneio Internacional de Juniores disputado na Alemanha, em 1954.

publicado às 21:00

O que está em causa?
O Sporting-FC Porto a para a meia-final da Taça de Portugal, prosseguiu fora das quatro linhas, com declarações contundentes dos respetivos presidentes. André Villas-Boas afirmou mesmo que Frederico Varandas já tinha chamado ladrão aos árbitros João Capela e Nuno Almeida e ao “presidente da Federação” [Portuguesa de Futebol]. É verdade?

“O presidente do Sporting já chamou ladrão ao presidente da Federação, ao João Capela, ao Nuno Almeida (…)”

Esta declaração de André Villas-Boas aos jornalistas após o Sporting-FC Porto, constituiu mais um episódio da guerra de palavras entre dragões e leões.

João Capela foi árbitro de primeira categoria entre 2005/06 e 2018/19 (com exceção de 2006/07). Um dos seus jogos mais polémicos da carreira foi o Benfica-Sporting, da 26.ª jornada da temporada 2012/13, que originou um rol de críticas dos leões. Na altura, Frederico Varandas era o médico da equipa profissional de futebol.

Nuno Almeida, que dirigiu jogos do escalão principal de 2002/03 a 2006/07 e de 2001/12 a 2024/25), não tem um histórico de grandes polémicas com o Sporting, apesar de numa das últimas partidas que arbitrou dos leões (Sporting-FC Porto, em dezembro de 2023), a equipa de Alvalade reclamar dois golos mal anulados.

Já quanto ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tudo indica que André Villas-Boas se referia ao atual, Pedro Proença, ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

O Polígrafo Futebol não encontrou qualquer declaração pública (ou proferida em contexto privado, mas filmada) de Frederico Varandas desse teor (ou com um conteúdo que pudesse gerar interpretações nesse sentido) sobre João Capela, Nuno Almeida ou Pedro Proença. A pesquisa incidiu também no tempo em que o atual presidente do Sporting era médico do clube.

O Polígrafo Futebol contactou ainda o gabinete de comunicação do FC Porto para saber quais as declarações concretas a que aludia André Villas-Boas (conteúdo integral, data e local), mas o FC Porto preferiu não fazer qualquer comentário ou acrescentar alguma outra informação sobre este tema.

Assim, pode concluir-se que é falso que Frederico Varandas tenha chamado ladrão ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Capela ou Nuno Almeida, não se confirmando o que declarou André Villas-Boas, presidente do FC Porto.

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Será que o Senhor Villas-Boas pode mentir a seu bel-prazer e ficar impune? É que para mim, liberdade de expressão não é liberdade de difamação. 

O Presidente Varandas não age, reage quando o Sporting e a sua dignidade são postos em causa. Quem gosta de ser acusado do que não é ou do que não fez? O futebol português chegou a um ponto em que já não é possível ignorar os demónios à solta ou ser-se brando.

Para pacificar o estado do futebol, terá de haver intervenção ao mais alto nível, de quem de direito. Mas parece que todos fingem que não veem o que se está a passar. E se calhar, quando decidirem agir, será tarde demais,

Bom dia a todos,

Carlinha

publicado às 11:30

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