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Recentemente a plataforma "Football Benchmark" publicou um estudo no qual analisa o projecto e a estratégia utilizada pelo Sporting CP nas últimas temporadas. O desempenho desportivo, o aproveitamento dos jogadores que compõem o plantel de futebol e os lucros registados através desses jogadores, foram objecto desse estudo. 

O "Football Benchmark" assinala o Clube liderado por Frederico Varandas como um bom exemplo "desde o ressurgimento no campo até à criação de valor sustentável". De acordo com esta plataforma, após "uma transformação significativa, emergindo de um período de instabilidade financeira desde o início da década de 2010", o Sporting voltou "novamente a ser um dos clubes mais competitivos de Portugal".

Para chegar a tais conclusões, o site especializado aborda a evolução desportiva, para além do "desenvolvimento específico do plantel" e da "descoberta de talentos". "Esta renovada competitividade é claramente um reflexo da evolução do mercado de valor do plantel. No verão de 2020, o plantel do Sporting valia quase metade do Benfica e continuava atrás do Porto, diminuindo a posição do clube em campo. Desde então, o Sporting, efectivamente, conseguiu aumentar o valor da equipa, ultrapassando mesmo os rivais internos", refere o organismo.

Como exemplos de jogadores que actualmente tornam o Sporting CP como o clube com plantel mais valioso fora das cinco principais ligas do futebol europeu é referido que "os três jogadores mais valiosos do clube, Morten Hjulmand (50,5 M€), Geovany Quenda (44,6 M€, juntando-se ao Chelsea no verão) e Ousmane Diomande (42,5 M€), fazem parte do lote de dez jogadores mais valiosos foram dos 'Big 5' na Europa. De forma notável, seis de dez jogadores nesta categoria jogam atualmente em Portugal, destacando o papel da Liga portuguesa como um exemplo de desenvolvimento de talento".

Por outro lado, é salientado o crescimento financeiro do Clube de Alvalade nas últimas temporadas sob a Direcção de Frederico Varandas. "A evolução em campo traduziu-se no desenvolvimento no mercado na vertente da performance financeira do Sporting, particularmente na questão dos lucros. Entre os os principais clubes de Portugal, o Sporting registou o maior crescimento de receitas desde 2018/19, tanto em termos absolutos como relativos", é referido.

Tratando-se da plataforma líder de inteligência e dados focada no negócio do futebol, esta análise independente, em forma de destaque internacional, é reveladora da transformação e evolução que o Sporting CP teve nos últimos anos, sendo um exemplo de como o projecto recente do Sporting CP permitiu ao Clube leonino afirmar-se na liderança do panorama futebolístico português.

Por muito que alguns não o queiram admitir.

publicado às 03:10

Foto do dia

Leão Zargo, em 18.01.26

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“Ser ou não ser, eis a questão!”, Shakespeare, Hamlet.

publicado às 03:05

No tempo das botas com travessas

Leão Zargo, em 18.01.26

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No tempo em que os futebolistas calçavam botas com travessas, o futebol, na sua simplicidade, era entendido por todos que acorriam ao Stadium. Então utilizavam-se palavras antigas com significados há muito conhecidos. Ninguém dizia que os defesas centrais “saíam a jogar” ou que se fazia o controlo da “transição adversária”. Não se jogava “entre linhas”, nem se perguntava se a equipa defendia à “zona mista”. Ainda não havia quem se queixasse que um certo extremo era à “moda antiga” e que tinha de “vir para dentro”.

Luís Freitas Lobo, o senhor da nova linguagem ainda não era nascido, nem tão pouco o Paulo Bento mais o seu “losango”. Era a “equipa”, nunca o “grupo de trabalho”, e o futebol era para “homens de barba rija” porque não se jogava à “flor da relva”. A equipa atacava quando tinha a bola e defendia quando a perdia. Ninguém ia para o Stadium com um dicionário debaixo do braço, a não ser o de Inglês-Português. Mas isso porque o foot-ball surgiu nas terras de Sua Majestade: match, coach, team, derby, keeper, corner, off-side, goal

Na fotografia, Porto 1 - Sporting 4 1944-45, João Azevedo segura a bola perante o olhar de Manecas e Araújo.

publicado às 03:00

As Notas de Julius 2025/26 (22)

Julius Coelho, em 17.01.26

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CASA PIA AC da jornada 18 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-0. Golos de Geny Catamo 38', 43' e Daniel Bragança 78'.

LEÃO DETERMINADO COLOCA PRESSÃO NOS RIVAIS

O Sporting deu em Alvalade o tiro de partida para a segunda metade do campeonato, batendo o CasaPia com uma vitória concludente. Uma partida que teve um inicio apático, de pouca energia e inspiração, com a equipa de Rui Borges algo adormecida, com dificuldades em entrar no jogo, valeu o recém chegado da CAN, Geny Catamo, o elemento único em campo a apresentar um ritmo elevado, fazendo a diferença bem notada na velocidade e na reacção. Não surpreendeu por isso que o internacional moçambicano tenha desbloqueado o jogo e logo com 2 golos de rajada, no curto espaço de 5'. A equipa aproveitou a boleia para tomar as rédeas do comando do jogo e que já não as largou até ao final, fechando o marcador no momento mais emotivo da noite, com o regressado Daniel Bragança (após 11 meses de calvário) a fazer o 3º golo com o pé direito. Geny bisou, Bragança e Debast voltaram à competição; Luís Guilherme chegou e foi titular.

Catamo Sporting 3 Casa Pia 0 2025-26.webp

DESTAQUE GENY CATAMO- 5 - Embalado pelas boas exibições na CAN fez toda a diferença, apresentou-se num ritmo mais elevado, com a velocidade e a reacção em alta. Acabou sem surpresa por desbloquear o jogo com 2 belos lances individuais que acabaram em golo, aniquilando a estratégia do Casa Pia que tentava levar o nulo para o intervalo.

RUI SILVA - 3.5 - Foi posto à prova num único lance de dificuldade elevada, um remate colocado rente à relva que defendeu como um felino atirando para canto. De resto "treinou" o passe com os pés e as defesas das bolas paradas.

GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - Ainda não foi desta que conquistou as bancadas de Alvalade, tarda a impor-se e voltou a não aproveitar a oportunidade da titularidade. Sem grande trabalho nas tarefas defensivas, foi nulidade no ataque.

GONÇALO INÁCIO - 4 -  Recordou os primeiros tempos de Amorim como central à direita e deu-se bem, principalmente no modus tração à frente na execução dos passes longos teleguiados, como o lançamento para a excelente desmarcação do Geny no lance do 2º golo.

MATHEUS REIS - 4 - Ao contrário do colega do eixo da defesa, sendo também excelente, mas na tração atrás, com vários cortes por antecipação. Trancou os caminhos da sua baliza ao adversário.

ÍVAN FRESNEDA - 3.5 - Exibição mais em esforço, com os serviços mínimos nesta curta imigração para o lado esquerdo. Teve o golo inaugural à sua mercê (27'), quando bem colocado dentro da pequena área cabeceou (defeituosamente) a bola sem acertar com a baliza.

HIDEMASA MORITA - 3 - Tentou cumprir com a tarefa normalmente a cargo do ausente dinamarquês, mostrou as dificuldades que atravessa, faz tempo que perdeu o seu verdadeiro rumo e teima em não reencontra-lo. Fica estranho vê-lo chegar tantas vezes atrasado à bola, ou errar em variados lances na sua leitura.

JOÃO SIMÕES - 4 - Teve início comprometedor, de aprendiz, mas com os golos do Geny ganhou vitamina e recompôs-se, atinando nas tarefas, atingindo até o brilhantismo em alguns lances. Foi um maratonista até ao limite das forças e teve ação determinante no lance do 3º golo. Saiu esgotado aos 83'.

FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Situou a sua exibição entre suficiente e o menos bom, sem o fulgor de outras jogatanas passadas. Assumiu sempre a responsabilidade de ser o pêndulo da equipa, de ter que jogar certinho, com poucos erros, no passe ou na decisão. Teve participação decisiva no golo inaugural.

LUÍS GUILHERME - 2 - Foi chegar, calçar e ir lá para dentro, mas foi uma estreia às escuras, esteve perto de ser bem iluminada quando aos 34' chegou uma milésima atrasado ao melhor cruzamento da noite, protagonizado pelo Suárez, era só encostar para dentro da baliza, mas a bola não entrou. Com mais confiança apresentou-se melhor na segunda parte, com  2 lances individuais a mostrar que é craque e que vem com vontade de ajudar.

LUÍS SUÁREZ - 3.5 - A exibição mais discreta dos últimos tempos, uma assistência (3º golo) e um cruzamento após uma jogada fantástica que matou para o jogo o José Fonte, foi o melhor que conseguiu, de resto destacou-se nos pontapés para as nuvens e bancada.

DANIEL BRAGANÇA - 4 - Entrou 66' - Reapareceu após o calvário de quase 1 ano e mostrou que não desaprendeu nadinha, afinal com Bragança aquilo é mesmo outra coisa, viu-se bom futebol, alegria, confiança e ...golo. Melhor só nos filmes de ficção.

RICARDO MANGAS - 2 - Entrou 66' - Também a chegar após lesão e a necessitar de recuperar o ritmo da competição, fez o teste.

ZENO DEBAST - 2 - Entou 83' - A conta gotas começam a surgir os antigos hospedes da enfermaria, felizmente que a vitória já estava no papo do leão, o que permitiu aos regressados das lesões terem alguns instantes de competição. O jovem belga também fez o teste, com a sua assinatura conhecida num estoiro fora da área, com a bola a namorar o poste da baliza do Patrick Sequeira.

ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 83' - Deve sentir-se picado ao ver o seu lugar hierárquico a escapar-se por um canudo, ocupado pelo outro miúdo brasileiro acabado de chegar. Voltou a cair nos mesmos erros, má percepção do timing das açôes e qual a melhor decisão a tomar.

GIORGI KOCHORASHVILI - 2.5 - Entrou 83' - Deu sinais evidentes de entrar bem no jogo, acrescentando com boas acções e decisões.

RUI BORGES - 4 - Com tantos azares, parece ver agora a luz no fundo de um túnel já mais curtinho, começam a regressar às suas ordens alguns dos desaparecidos em combate, lá vai juntando os cacos da melhor forma possível, para depois levar lá para dentro, para o jogo, uma estrutura com garantias de se manter competitiva e focada nos objectivos. O Sporting voltou a apresentar uma equipa nova, sem nunca terem jogado antes juntos e ainda com vários elementos fora da sua posição natural, com destaque o ter que ir com 2 centrais canhotos. Ganhou mais uma batalha, sem espinhas e mantém-se na guerra, na perseguição provocando pressão nos rivais.

ÁLVARO PACHECO - 2.5 - Uma estreia do treinador que não resultou, mas ainda ficou a dúvida se o atrevimento inicial dos gansos foi culpa da apatia do leão ou de uma estratégia arrojada dos visitantes, mas... Geny só houve um e que fez toda a diferença, acabou-lhes com o atrevimento, depois de perderem por lesão, bastante cedo, com a maior referencia da defesa (José Fonte).

DAVID SILVA (Árbitro) - 4 - Uma arbitragem agradável, positiva, sem protagonismos e a deixar jogar. Com percentagem elevada de boas decisões.

JOÃO MALHEIRO (VAR) - 4 - Teve as intervenções adequadas e assertivas no apoio ao colega de campo. Realce para o lance de dupla infracção, o fora de jogo do Bragança e a falta dentro de área do Casa Pia, com pisão no pé do Suárez, prevalecendo obviamente a primeira infracção.

publicado às 03:20

O Bragança merece!

Leão do Norte, em 16.01.26

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publicado às 22:18

Hoje é dia de jogo!

Sporting - Casa Pia, 1ª Liga, 20h15

Leão Zargo, em 16.01.26

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O Sporting defronta hoje o Casa Pia para a 18ª jornada da 1ª Liga. Na época passada, no Estádio de Alvalade, os leões venceram por 2-0, com golos de Daniel Bragança e Viktor Gyokeres. Bragança, no terceiro jogo consecutivo a marcar, abriu o ativo aos 39 minutos, assistido por Francisco Trincão, e Gyokeres, de regresso aos golos depois de dois jogos em branco, confirmou a vitória na transformação de uma grande penalidade por ele sofrida já dentro do quarto de hora final.

O Casa Pia, agora treinado por Álvaro Pacheco, é o “senhor” que se segue em Alvalade. Provavelmente, vai jogar a maior parte do tempo lá atrás, muito organizado, e sempre à espreita dos contra-ataques perigosos. Veremos.

Na antevisão do jogo, Rui Borges destacou que o treinador Álvaro Pacheco é muito versátil no que refere à estratégia de jogo, com vários sistemas e várias dinâmicas. No entanto, é certo que o Casa Pia se vai apresentar com uma equipa muito competitiva, intensa, forte nos duelos, com bons jogadores naquilo que é o ataque rápido e muito competente no processo defensivo. Lamentou o facto de Diomande vir lesionado da seleção, informando que desconhece o tempo de paragem. Acrescentou que “já nem penso nisso, só penso na malta que tenho, em fazer um bom jogo e vencer”. Debast e Mangas serão convocados e podem fazer algum tempo de jogo e Pedro Gonçalves e Ioannidis ainda recuperam das suas lesões. Concluiu garantido que “vamos tentar ser o máximo competitivos e ganhar para fazer uma segunda volta melhor do que a primeira”.

Na fotografia, os jogadores leoninos festejam o golo de Daniel Bragança que inaugurou o marcador frente ao Casa Pia na época passada.

publicado às 03:00

Marcar ao Casa Pia confirma a expressão do avançado colombiano

Bruno Fernandes, Record, 15.1.2026

Leão Zargo, em 15.01.26

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Luis Suárez ataca já amanhã uma expressiva – e única – série de golos desde que aterrou em Alvalade: apesar de já ter faturado em quatro jogos consecutivos, entre setembro e outubro, o colombiano, de 28 anos, pode igualar o registo com pelo menos mais dois golos, assim consiga marcar uma vez ao Casa Pia, na primeira jornada da segunda volta da Liga.

A viver um momento de expressão, o avançado que os verdes e brancos foram contratar ao Almería para suprir a saída de Viktor Gyökeres para o Arsenal, o sul-americano tinha balançado as redes do Moreirense, do Estoril, do Nápoles e do Sp. Braga, logo a abrir o ano desportivo, mas... na viragem para 2026 meteu o pé no acelerador: a fechar 2025, no 4-0 ao Rio Ave, anotou o seu primeiro hat trick nos verdes e brancos, acrescentando-lhe uma assistência para o restante tento, de Maxi Araújo; logo a seguir, em Barcelos, adiantou o leão perto do intervalo, mas viu a equipa de Rui Borges deixar-se empatar, tudo no jogo anterior ao da reviravolta que permitiu ao V. Guimarães marcar lugar na final da Allianz Cup – que conquistaria. O 97 do Sporting ainda adiantou os bicampeões nacionais, mas... voltou a não ser suficiente para que, neste caso, a equipa leonina marcasse lugar na decisão.

Sem a final de Leiria, com dias de descanso e a possibilidade de treinar com maior qualidade, a mensagem foi – e Record avançou-o – para o plantel não baixar os braços, tantos são os jogos que ainda trazem o seu calendário. Ainda assim, o cuidado precisa de ser máximo, pois amanhã, e mesmo diante de um Casa Pia que está na cauda da tabela, a ordem é para não facilitar, dada a distância de sete pontos para o FC Porto, que tem liderado este campeonato. No que a Suárez diz respeito, está... de peito feito e pronto e fazer das suas. Regressamos ao ponto essencial desta peça: marcando aos gansos, o internacional ‘cafetero’ acumulará seis tentos em quatro jogos seguidos, sequência inédita de leão ao peito.

Com Fotis Ioannidis ainda fora das contas, Suárez terá um apoio inédito no trio que o treinador mirandelense vai montar atrás do colombiano: como avançámos, o reforço Luís Guilherme, ex-West Ham, pode aparecer a titular sobre a asa esquerda, dado que do lado contrário já haverá Geny Catamo, regressado da CAN. E isso permite que Trincão reapareça numa zona onde Rui Borges gosta de ver o camisola 17, em zonas interiores e no apoio ao ponta de lança.

Luis Suárez vai em meia época de Sporting e soma já um terço dos golos que representam a sua melhor temporada de sempre nesse capítulo: aconteceu em 2024/25, quando o internacional colombiano, então no Almería, faturou 31 vezes em 43 partidas pelos rojiblancos; 27 delas foram na segunda divisão de Espanha, registo que lhe valeu o prémio ‘Pichichi’ – artilheiro – da referida prova. Se a nível coletivo o objetivo é ajudar os leões a alcançarem o tri, a nível pessoal o 97 quer bater todos os seus recordes.

publicado às 08:36

Trincão!

Leão Zargo, em 15.01.26

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Aos 42 minutos de jogo, Francisco Trincão festeja o primeiro golo no Casa Pia - Sporting, 1ª jornada do campeonato da Liga 2025-26. Na 2º parte assistiu Morten Hjulmand para o 0-2, o resultado final.

publicado às 03:05

A camisola 7

Leão Zargo, em 15.01.26

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Entrar em campo com o pé direito, benzer-se antes de um jogo começar, beijar a aliança, levar os dedos ao relvado - todos os que acompanham o futebol sabem que é um desporto com um elevado grau de imprevisibilidade e de incerteza, onde a sorte ou o azar podem ser determinantes. Talvez por isso, o futebol tornou-se fértil em superstições, e para muitos jogadores são essenciais para manter o foco e a concentração. 

Com a camisola 7 do Sporting chega a parecer que se passa algo de estranho, como se houvesse a necessidade de exorcizar a maldição desse número. A verdade é que desde que os jogadores passaram a ter um número fixo, apenas o primeiro, Sá Pinto (1995-96), teve sucesso. Mas, em 2000, depois de uma grave lesão, mudou para o 10. Na verdade, não houve um nº 7 que tenha sido feliz de leão ao peito, fosse pelas lesões (Delfim, Niculae, Ismailov, Jeffrén e Quenda) ou então pelo rendimento desportivo (Bojinov, Shikabala, Campbell, Rúben Ribeiro e Rafael Camacho). Salvou-se apenas Tabata, de certa maneira.

Nestas alturas vem à memória a expressão que Cervantes celebrizou no D. Quixote: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...”

publicado às 03:00

Regresso a Alvalade

Leão Zargo, em 14.01.26

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                   "O bom do caminho é haver volta.
                       Para ida sem vinda basta o tempo."
                       Mia Couto, Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

                       Em contagem decrescente para o regresso a Alvalade!

publicado às 03:00

Alguém pode encomendar as faixas?

Naçao Valente, em 13.01.26

O Clube das Antas já pode encomendar as faixas? O tema tem sido muito debatido e corre-se o risco de se tornar enfadonho, mas vale a pena continuar a reflexão.

De um ponto de vista realista apenas se é campeão desde que esteja matematicamente comprovado. Claro que quem vai à frente tem teoricamente mais possibilidade de ganhar, mas quando apenas se chegou a meio da prova parece prematuro fazer essa previsão.

Vejo muitos sportinguistas a darem o título com perdido, tendo em consideração a desvantagem pontual. Alguns baseiam-se em estatísticas anteriores, outros serão influenciados pelos “opinadores” profissionais. As estatísticas são importantes, mas não são resultados concretos. Quanto aos comentadores, verifica-se que alguns já consideram que o clube do Porto já é campeão e tentam considerar essa possibilidade como real. .

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Se há modalidade desportiva onde a imprevisibilidade é muito alta é no futebol, por razões diversas como quebras de forma, lesões, incidentes imprevistos, entre outros factores. De facto, neste momento a situação parece favorável ao adversário nortenho, mas há cerca de cinquenta pontos em disputa e temos de jogar para os conquistar. Não dependemos apenas de nós, mas também é verdade que ninguém consegue garantir que os adversários ganham todos os pontos em disputa. Lembro-me bem, como exemplo, do ano em que, o Sporting levava sete pontos de avanço, com uma grande equipa, e perdeu o título.

Concluindo, parece-me prematuro entregar as faixas. Até pode acontecer que o adversário consiga manter-se à frente, mas sem demagogia, não devemos ter uma posição de derrotismo antecipado. Enquanto houver caminho para percorrer, vamos caminhar. Foco e trabalho disse o nosso treinador e “concentremos energia no que efectivamente podemos controlar”, como escreveu o Leão do Norte.

publicado às 03:10

A ilusão da realidade

Leão Zargo, em 13.01.26

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A vontade de iludir a realidade é muito antiga. O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol entendeu instaurar um processo disciplinar a Frederico Varandas, na sequência de uma queixa apresentada pelo Porto. O fundamento para esse processo foram as declarações proferidas pelo presidente do Sporting em 23 de dezembro de 2025. Pretende-se agora apurar a “relevância disciplinar” dessas declarações.

Concretamente, no final da partida com o Guimarães para a I Liga, Varandas afirmou que “durante décadas a arbitragem não era independente, tinha um dono, Porto ou Benfica, foram 40 anos de fruta, de escutas, de missas, de agentes a comprarem jogadores para perderem jogos”. A insanidade em curso actuou de pronto, usando e abusando de todos os poderes que tem, tudo apimentado por muita prosápia e a convicção que consegue tapar o sol com uma peneira.

publicado às 03:05

Trabalho e foco

Leão do Norte, em 12.01.26

Com a segunda volta da Primeira Liga prestes a iniciar, o foco do Sporting CP tem de estar na sua realidade, abstraindo-se de ruídos exteriores e de uma matemática que coloca uma pressão desnecessária. Sem fazer o seu trabalho de nada vale a atenção e preocupação com os adversários. 

Com os regressos da CAN, a recuperação de alguns jogadores lesionados e a incorporação dos reforços, aumentam as soluções aos dispor de Rui Borges, permitindo apresentar uma melhor qualidade e constância competitiva, por forma a enfrentar um calendário exigente.

Como publicou o nosso treinador, "trabalho e foco" têm de ser a nossa realidade. Seja para a equipa de futebol, seja para os adeptos, cada um na sua específica missão. Concentremos energia no que efectivamente podemos controlar.

publicado às 03:05

Foto do dia

Leão Zargo, em 12.01.26

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O reforço de que poucos falam. Depois de quase um ano de paragem, Daniel Bragança vê a luz ao fundo túnel e prepara-se para regressar. Agora, segue-se o derradeiro passo: somar minutos, ganhar confiança e mostrar que está preparado para suportar uma exigência de nível competitivo elevado.

publicado às 03:00

Sabia-se que ia ser complicado

Leão Zargo, em 11.01.26

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Como já se previa, o mês de janeiro está a ser algo complicado para o Sporting. Para já, o empate em Barcelos e a derrota frente ao Guimarães para a Taça da Liga. Falta disputar os jogos com o Casa Pia (16.1), PSG (20.1), Arouca (24.1) e Ath. Bilbao (28.1). Na antevisão do jogo com o Guimarães, Rui Borges considerou ser a fase mais crítica da época, havendo a necessidade de que o plantel adquira soluções rapidamente, dada a sobrecarga de jogos e a ausência de jogadores importantes.

Entretanto, Catamo e Diomande terminaram a participação na CAN. Dos lesionados, Pote, Bragança, Debast, Nuno Santos, Mangas e Blopa estão em diferentes fases de recuperação. Bragança fez 30 minutos no último jogo da equipa B. Eduardo Quaresma lesionou-se em Leiria, onde Ioannidis sofreu um desconforto num joelho e foi substituído aos 22 minutos. É previsível que esteja em condições para o jogo com o Casa Pia. Gonçalo Inácio viu um cartão vermelho em Barcelos e teve um jogo de suspensão.

Em sentido contrário, Rui Borges recebeu Luís Guilherme e Faye, embora o senegalês ainda não tenha sido apresentado oficialmente. Nos jogos que foram disputados, foi evidente a falta de soluções que o treinador poderia ir buscar ao banco. Flávio Gonçalves e Rômulo jogaram em Leiria e percebeu-se que ambos ainda têm um caminho a percorrer. Pode chegar mais alguém neste mercado, mas nada se conhece, o segredo é a alma do negócio. Rui Borges depende de si, dos jogadores disponíveis e da estrutura do futebol. E do apoio dos adeptos, obviamente.

publicado às 03:10

Mudanças na Taça de Portugal

Leão do Norte, em 11.01.26

Há alguns dias Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, anunciou mudanças no formato da Taça de Portugal e já a partir da próxima época. Proença revelou que as equipas da Primeira Liga só vão entrar em prova a partir da quarta eliminatória e que as meias-finais passarão a ser disputadas num só jogo.

São decisões que podem gerar avaliações dispares.

Numa época em que a densidade competitiva é muito elevada, esta redução do número de jogos levará a um alívio no calendário dos clubes do escalão principal. Por outro lado, a entrada mais tardia destes clubes em prova significa menos jogos transmitidos na televisão e, por isso, menos receita para todos os clubes (sobretudo os mais pequenos), para além de voltar a atribuir ao sorteio das meias-finais carácter demasiado relevante, nomeadamente pela importância, muitas vezes decisiva, do factor casa.

Equilibrar um calendário competitivo cada vez mais denso não é uma tarefa fácil, mas, na minha perspectiva de adepto, não sou partidário destas alterações. Compreendo-as, mas não as apoio.

 

publicado às 03:00

Voleibol segue triunfante

Leão do Norte, em 11.01.26

A equipa de voleibol do Sporting CP venceu ontem, no Pavilhão João Rocha, o Benfica por 3-1, em jogo da 14ª jornada, elevando para seis os triunfos consecutivos sobre a equipa encarnada.

Com mais este triunfo a equipa do Sporting CP assumiu a liderança isolada da fase regular do campeonato nacional de voleibol, mesmo com um jogo a menos que o seu opositor de ontem, que está no segundo lugar.

publicado às 02:55

Alisson pode ser emprestado

Leão Zargo, em 11.01.26

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Alisson Santos pode vir a ser emprestado pelo Sporting neste mercado de inverno. As contratações de Luís Guilherme e Faye, a recuperação das lesões por Pedro Gonçalves e Nuno Santos e o regresso de Geny Catamo encurtam espaço para que o extremo brasileiro jogue na segunda metade da temporada.

A decisão ainda não está tomada, mas é um cenário equacionado por esta altura. Caso se confirme que uma cedência seja a melhor solução, essa saída será para um emblema da 1ª Liga. O Sporting pretende continuar a acompanhar de perto a evolução do jogador, até porque é um valor em quem os responsáveis leoninos acreditam.

publicado às 02:50

Defender o Sporting é também saber defender quem nos lidera

Salema Garção, Record, 9.1.2026

Leão Zargo, em 10.01.26

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O Sporting Clube de Portugal vive de exigência. Sempre viveu. Mas vive também de memória, de justiça e de coerência. E é precisamente por isso que, num momento menos feliz em termos de resultados, importa recentrar a discussão e defender aquilo que é justo - e verdadeiro.

Rui Borges é o treinador campeão nacional. Esse facto, por si só, deveria impor respeito. Não apenas pelo título conquistado, mas pela forma como o fez: com trabalho, humildade, sentido de compromisso e uma postura irrepreensível dentro e fora do campo. Num clube tantas vezes marcado por ruído e instabilidade, Rui Borges trouxe seriedade e liderança tranquila.

Importa sublinhar um dado objetivo, muitas vezes ignorado por quem prefere o alarmismo à análise: o Sporting tem, neste momento da época, mais um ponto do que no período homólogo da época passada. Não estamos a falar de perceções, mas de factos. Factos que desmontam a narrativa de declínio que alguns insistem em alimentar.

Aproveitar um ciclo de resultados menos positivos para questionar a competência do treinador — chegando mesmo a afirmar que “não é treinador para o Sporting” — é um exercício de injustiça e desresponsabilização coletiva. É o equivalente a dizer que Guardiola deixou de ser treinador para o Manchester City por empatar três jogos consecutivos. O futebol não se analisa em fragmentos isolados, mas em contextos.

E o contexto atual é claro: o Sporting tem sido profundamente afetado por um número anormal de lesões, muitas delas em jogadores-chave. É legítimo que isso preocupe qualquer sportinguista. O que não é legítimo é usar essa adversidade como arma de arremesso contra quem lidera o grupo e continua, diariamente, a dar tudo pelo clube.

A época está longe de terminada. Há muitas frentes em aberto, muitos pontos em disputa e muito Sporting por jogar. Pôr tudo em causa agora não fortalece o clube; enfraquece-o. Dar força a quem já nos deu tantas alegrias, isso sim, honra o nosso símbolo e a nossa história.

publicado às 03:05

Um dérbi para o título (1961-62)

Leão Zargo, em 10.01.26

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Em 1961-62, o Benfica, que tinha sido campeão nacional e europeu na época anterior, era considerado o grande favorito à conquista do campeonato nacional. No entanto, o título foi disputado até ao fim entre o Sporting e o Porto, que antes da última jornada estavam em igualdade pontual na classificação. Os leões, com vantagem no confronto directo (vitória por 2-0 e derrota por 1-0), receberam o Benfica, enquanto que os portistas jogaram em Guimarães.

A época começou atribulada para o Sporting treinado por Otto Glória, eliminado pelo Partizan de Belgrado na Taça do Campeões Europeus e com um empate em Alvalade frente ao Lusitano de Évora (0-0) na 1ª jornada do campeonato. Na sequência do empate com os eborenses e de uma chuva de assobios no final do jogo, o treinador brasileiro garantiu que “sem ovos não se fazem omeletas”. A afirmação caiu que nem uma bomba no balneário, a seguir havia uma deslocação difícil às Antas e o presidente Gaudêncio Costa não hesitou: despediu Otto Glória e apostou no jovem Juca, que era o treinador adjunto.

A decisão do título foi remetida para a última jornada e o Estádio de Alvalade encheu-se com mais de 60 mil adeptos. Até a pista de atletismo foi ocupada. O Benfica pouco tempo antes tinha derrotado o Real Madrid na final dos Campeões Europeus e era grande a expectativa. Na véspera, o guarda-redes Libânio tinha dado o mote para o dérbi: “em cada minuto, em cada lance pode estar a resolução dos nossos anseios”. Os leões jogaram sempre muito organizados e concentrados, venceram por 3-1 e fizeram a festa do título. No final, alguns jogadores benfiquistas foram ao balneário leonino saudar os novos campeões nacionais, entre eles Eusébio que tinha jogado em Alvalade pela primeira vez.

Ficha de jogo:

Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1961-62 - 26ª jornada

Sporting 3 - Benfica 1

Estádio José Alvalade, 7 de Maio de 1962

Árbitro - Décio de Freitas (Lisboa)

Sporting - Libânio, Mário Lino, Lúcio, Hilário, Pérides, Fernando Mendes (capitão), Hugo Sarmento, Figueiredo, Diego, Géo e João Morais

Treinador - Júlio Cernadas Pereira (Juca)

Benfica - Costa Pereira, Mário João, Germano, Ângelo Martins, Cavém, Fernando Cruz, José Augusto, Eusébio, Águas (capitão), Coluna e Simões

Treinador - Béla Guttmann

Golos - 1-0, Morais (20’), 2-0, Hugo (27’), 2-1, Eusébio (29’) e 3-1, Costa Pereira (40, p.b.)

publicado às 03:00

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