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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Surgiu como grande surpresa que o Sporting esteve ontem à tarde na Academia, em Alcochete, a negociar a transferência de Emiliano Insúa com dois dirigentes do Grémio de Porto Alegre. A proposta apresentada ficou muito aquém dos valores pretendidos pelo Sporting e o negócio não chegou a bom porto. Afirmou o presidente do emblema brasileiro: «A proposta que apresentámos não foi aceite e por isso não há negócio. Se podemos apresentar nova proposta ? Não, isso não vai acontecer.»
Insúa chegou a Alvalade no verão de 2011 do Liverpool, onde militou três épocas e fez 46 jogos e, uma quarta época, por empréstimo, no Galatasaray. Assinou contrato até junho de 2016 e tem uma clásula de rescisão de 30 milhões de euros.
Desportivamente não é uma transferência que beneficia o Sporting, considerando que o jogador argentino é uma reconhecida mais-valia, celebrou a semana passada apenas o seu 24.º aniversário e ainda tem grande margem de progressão. As alternativas para a posição são muito limitadas no plantel: Pranjit servirá temporariamente como uma adaptação e Miguel Lopes pode jogar nos dois lados da defesa. Dúvido que haja algum jovem na equipa B apto para a posição, neste momento.
Pelos vistos, o objectivo é assegurar uma receita razoável e baixar a folha salarial, mas o timing é muito mau pelo momento da equipa esta época e porque o Sporting não negoceia de uma posição forte, pelos resultados desportivos. Indiquei no início do post que a notícia surgiu como uma surpresa, apenas porque nunca me passou pela ideia que Insúa é um dos jogadores disponíveis, caso hajam ofertas. Deverá ser também indicativo de que tem um salário acima da média do plantel. Muito embora o presidente do Grémio tenha afirmado que não apresentará nova proposta, é de admitir que ainda poderá acontecer.
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