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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
No momento em que escrevo, tudo indica que o encerro das negociações que visam a transferência de Emiliano Insúa para o Grémio de Porto Alegre é iminente. As partes já terão chegado a um acordo e falta apenas finalizar detalhes. O que não é tão claro é a verba que o Sporting vai receber. Uma fonte de informação indica que os «leões» receberão 3 milhões, outra refere 6 milhões, sem específicos se o montante é aplicável à totalidade dos direitos económicos do jogador ou somente aos seus 35%. A lembrar, o Liverpool detém 50% e o Sporting Portugal Fund (Sporting e investidores) 15%. Por esta mais pequena percentagem, o Sporting já recebeu 525 mil euros.
Como já afirmei em outros escritos, é uma transferência que só faz algum sentido pelas necessidades financeiras do Clube, neste momento, inclusive da redução na folha salarial. Desportivamente é por de mais evidente que o Sporting perde uma mais-valia que, salvo alguma surpresa por parte de Joãozinho ou outro, não será totalmente colmatada no curto prazo.
Gosto de Insúa, mas não é dos jogadores que me vai deixar mais saudades. Reconheço a sua entrega, a sua presença atlética, a capacidade de remate e algum domínio no jogo aéreo, no entanto, na minha opinião, não possui a técnica nem a velocidade desejada num defesa lateral no futebol moderno. Um a um tem imensas dificuldades e na recuperação defensiva mostra deficiências se não for bem complementado por um central ou um médio mais recuado. Dito isto, não signifca que fico radiante com a sua saída, mas oferece alguma expectativa quanto ao jovem do Beira-Mar que está praticamente comfirmado no Sporting, por empréstimo até ao fim da época com opção de compra por cerca de 500 mil euros. Confio, igualmente, que Jesualdo Ferreira terá dado o seu parecer e que este indica que a saída de Insúa não afectará o rendimento colectivo.
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