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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Quanto mais penso na questão mais pasmado fico; como na sociedade portuguesa se dá tanta importância a quem tão insignificante é. Deve estar relacionado com os valores que hoje em dia prevalecem, com certeza, e ajuda a explicar como um País com uma história tão rica se tem vindo a reduzir ao quase nada e, de uma forma ou outra, anda sempre em constante estado de crise.
É precisamente este o caso do notório candidato derrotado, em que sem nada de construtivo fazer, sem referências e sem provas dadas seja do que for, é considerado por muitos sonhadores como o próximo «salvador da pátria», o milagreiro que sem ter créditos próprios vai arranjar os muitos milhões de investimento que o Sporting necessita e, sem nada de futebol perceber, vai apresentar uma equipa a conquistar títulos após títulos. Isto, em nada se relaciona com uma pretensa defesa de Luiz Godinho Lopes. São casos separados e discussões distintas, até porque quem é verdadeiramente sportinguista tem a obrigação de zelar pelos interesses do Clube e não de personagens que se afiguram em um qualquer momento da sua história.
Dizem os seus apoiantes que o candidato derrotado deu ontem a cara para não se dizer que o faz apenas quando a equipa sofre resultados desagradáveis. Uma pura fantasia, ou melhor, uma pura inverdade, porque ele não deu a cara após a última vitória da equipa, mas sim após o tão desejado discurso do vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral relativamente à convocação da tão por si esperada reunião magna para revogar os mandatos dos titulares do Conselho Directivo e do Conselho Fiscal e Disciplina. Aliás, até aproveitou o ensejo para dirigir uma crítica ao director e treinador do futebol do Sporting. Com o seu usual paleio de caixeiro viajante a vender a banha da cobra, entusiasmou a plateia com o seu grito de revolta: «o Sporting nunca cairá num vazio», com se isso dependesse da sua mais-valia, ou melhor, menos-valia. Com mais do mesmo, grita também que quer fazer parte da solução e não do problema, ficando por explicar do que é que ele tem vindo a fazer parte, se não do problema. Clama que Godinho Lopes receia enfrentar os sócios e até terá razão. Eu também recearia se o encontro com os sócios fosse conduzido sob um clima de guerra civil liderado por dois elementos da Mesa da Assembleia Geral que são tudo menos isentos e imparciais. Neste contexto, torno a evocar o exemplo da revolução francesa e o uso da guilhotina. Mostra-se preocupadíssimo com o agendar da reunião, como se a sobrevivência do Clube dependesse desta se realizar uma semana mais cedo ou mais tarde. Por fim, um total vazio de ideias e soluções, mas a exemplo do caixeiro viajante, lá vai vendendo a banha da cobra aos mais incautos.
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