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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
A equipa principal de rugby do Sporting conquistou hoje o título do Campeonato Nacional da II Divisão, derrotando o São Miguel, por 39-10, em jogo disputado no Campo A do Estádio Nacional, perante cerca de 2500 espectadores, assegurando a promoção à divisão superior para a próxima época.
Achei piada que Vicente Moura, presente no evento, apressou-se a declarar que é o primeiro título de Bruno de Carvalho e da nova direcção, quando, na realidade, a proeza em nada se relaciona com a recém-eleita liderança. De qualquer modo, o importante é mais um título para o Sporting Clube de Portugal.
A culpa até será parte nossa, porventura, por lhe darmos tanta atenção, mas quando se é presidente de um clube da dimensão do Benfica é impossível ignorar. Um dia será publicado uma colectânea das inverdades e de mais declarações «bombásticas» de Luís Filipe Vieira mas, até esse dia, compete a nós lembrar tudo aquilo que ele vem verbalizando à conveniência do momento.
O líder do clube de Carnide esteve hoje presente numa festa encarnada em Santo Tirso e aproveitou o ensejo para dar mais umas «bocas» ainda em relação ao recém-realizado derby: «Existe um clima de intimidação sobre árbitros e a melhor resposta é o silêncio e a humildade». Isto, de um homem que passou a última década a falar quase exclusivamente de árbitros e arbitragens. A bem dizer, no lugar dele, tendo sido beneficiado no referido jogo da forma escandalosa como foi, eu também me daria ao silêncio. A lembrar:
- Maio de 2005: «Está a acontecer aquilo para que venho alertando os adeptos do nosso clube. Havia um esforço enorme para que não existisse verdade dentro das quatro linhas... o árbitro devia ter abdicado de apitar este jogo, depois da forma como foi condicionado.»
- Setembro de 2006: Escutas «Apito Dourado»: «Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses... Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?!... F... Isso é tudo Porto (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero. O João (Ferreira) pode ser. Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou (à RTP) fazer algumas alertas para o futebol português.»
- Setembro de 2010: «Há algumas pessoas a rirem-se neste momento e o senhor Vítor Pereira deve estar muito feliz com esta arbitragem, bem como aqueles que homenagearam Olegário Benquerença. O senhor Vítor Pereira que reveja o que se está a passar. Isso de errar é humano já acabou, sobretudo se é sempre para o mesmo lado.»
- Março de 2011: Há alturas na vida que não nos deixam ganhar. Fomos constantemente empurrados. (...) Se dúvidas houvesse, ficou provado que seria muito difícil ao Benfica chegar lá acima.»
E há muitíssimo mais do mesmo e pior ainda, mas estes exemplos servem apenas e tão só para refrescar as memórias daqueles que dizem que não falam de arbitragens e que ganham os jogos «limpinhos».
E, eis, como de um dia para o outro, a "catedral" é despromovida...
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Imaginativo post entitulado «O derby tinha de ter alguma consequência positiva...» do nosso amigo Pedro Quartin Graça.
Parafraseando o autor e filósofo Eric Hoffer: "Os elementos mais dotados da espécie humana encontram-se no auge da sua criatividade quando as suas vontades não são satisfeitas.»
Lampião #1 - «Olhem para um passado recente, tempo de Liedson, Jardel e ainda Derlei, e tenham vergonha na cara. Dois anos sem um penálti contra, mais de 20 a favor numa época, bolas defendidas dentro da baliza, querem mais ?... Querem desculpar a vossa incompetência ?... Paguem o que devem !»
Lampião #2 - «Acho mal esta reacção do Sporting. Se o critério é equilibrado ao longo de todo o jogo, não há que reclamar. O problema está quando durante um jogo, a uma equipa se permite tudo e à outra se marca tudo e ainda se inventam penalizações. O que não foi manifestamente o caso.»
Lampião #3 - «Tenho uma pergunta para fazer: vocês querem mesmo que o Marítimo ganhe ao Benfica ?... É que assim o Marítimo fica à vossa frente. E com o Estoril também ? Agora é que eu quero ver sportinguistas tornarem-se benfiquistas !
Comentários lampiónicos em relação à reclamação que o Sporting apresentou à FPF sobre a arbitragem «equilibrada» e com «critério largo» de João Capela.
Pela primeira vez, dei-me à complicada tarefa de fazer as contas em relação à classificação da Liga e às quatro jornadas que faltam e cheguei à muito desagradável conclusão que é muito improvável que o Sporting consiga assegurar um lugar de acesso às provas europeias.
Contabilizando por partes: os primeiros três classificados apuram-se para a «Champions»: Benfica, FC Porto e Paços de Ferreira ou SC Braga. Um destes últimos dois já está garantido, no mínimo, o apuramento para a Liga Europa, assim como o V. Guimarães como finalista da Taça, por conseguinte, dos três lugares que dão acesso à segunda prova europeia, só um está em disputa, com o Estoril (38 pontos), Marítimo e Nacional (ambos com 34 pontos), Sporting e Rio Ave (ambos com 33 pontos). Se o V. Guimarães se classificar entre os primeiro cinco da LIga, será então o sexto classificado que vai à Liga Europa. Existem múltiplos cenários, mas o mais plausível pars o Sporting aparenta ser o seguinte:
1. Sporting vence as 4 partidas que faltam: 33+12= 45 pontos.
2. Estoril soma 2 vitórias e 1 derrota nas três partidas que faltam: 38+6= 44 pontos.
3. Marítimo soma 3 vitórias e 1 derrota nas 4 partidas que faltam: 34+9= 43 pontos.
4. Nacional soma 3 vitórias e 1 derrota nas 4 partidas que faltam: 34+9= 43 pontos.
5. Rio Ave soma 3 vitórias e 1 empate nas 4 partidas que faltam> 33+10= 43 pontos.
Em qualquer destes cenários, o Sporting é sempre obrigado a vencer as quatro partidas, msas será beneficiado se qualquer uma das outras 4 equipas acumular múltiplos empates em vez de vitórias ou, no caso do Marítimo e do Nacional, empate em vez de derrota.
Por outro lado o Sporting não pode ficar empatado com nenhum dos outros, salvo derrotando amanhã o Nacional, já que empataram na primeira volta. Com os restantes 3, o Sporting está em desvantagem: perdeu e empatou com o Estoril e com o Marítimo e perdeu os dois jogos com o Rio Ave.
a) Estoril ainda tem de defrontar o Benfica (F) - Beira-Mar (C) e o Gil Vicente (F), daí, as 2 vitórias e 1 derrota prováveis.
b) Marítimo ainda tem de defrontar o Benfica (C), Beira-Mar (F), V. Guimarães (C) e o Olhanense (F), daí, as 3 vitórias e 1 derrota prováveis.
c) Nacional ainda tem de defrontar o Sporting (F), FC Porto (C), SC Braga (F) e a Académica (C), daí, mais que 1 derrota provável.
d) Rio Ave ainda tem de defrontar Beira-Mar (C), Olhanense (F), Gil Vicente (C) e o V. Guimarães (F), daí, as 3 vitórias e 1 empate prováveis.
Salvo uma varinha mágica - com muita potência - o Sporting ficará fora da corrida se perder pontos nestas últimas 4 jornadas. Em suma, um cenário que não dispensa muito optimismo.
O Sporting apresentou um processo formal de reclamação na Federação Portuguesa de Futebol sobre a arbitragem de João Capela, no último dia permitido para o efeito - sexta-feira - e antes de tomar conhecimento do relatório do observador Luis Ferreira. Pelas informações disponíveis, a reclamação foi acompanhada por um vídeo destacando os lances mais polémicos do «derby». Veremos, então, o parecer do órgão federativo, mas uma coisa é certa: o jogo e os três pontos estão perdidos e agora só poderemos esperar que haja algum sentido de justiça ao que concerne os principais pecadores. Pelos antecedentes, não será prudente manter muito optimismo.
«Não percebo a reaproximação ao rival promovida pela nova Direcção de Bruno de Carvalho no último dérbi. Já que são tão apologistas das assembleias gerais, deviam levar esta questão aos sócios e estes decidirem se o Sporting poderia reatar as relações. O Sporting não tem de ser amigo do FC Porto e do Benfica, somos três milhões. Não percebo como se pode esquecer os motivos que deterioraram as relações entre Sporting e Benfica. Estas relações ficaram afetadas por que os adeptos do Sporting, no ano passado, foram tratados como gado e isto não é pessoal. Se a atual Direcção entende estar junta (com a Direcção do Benfica), é o tipo de situação que nos enfraquece.»
O que está em causa não é quem fez as afirmações mas sim se estas fazem sentido, considerando as circunstâncias relevantes. O Sporting nunca foi beneficiado pelas boas relações com o clube da Luz - em contrário - e escapa a imaginação que isso venha a acontecer agora. A tese de uma união para combater o poder do Norte não passa de uma fantasia, até porque é muito questionável onde está agora sediado o centro desse poder. O recém-caso de arbitragem de João Capela não é mais do que um pequeno exemplo, com o inovador e já nauseante «critério largo» para uma equipa e o «não deixar jogar» para a outra. A recompensa ?... Muitos louvores de Jorge Jesus com a sua vitória «limpinha» e um observador de árbitros que não viu um único erro do homem do apito. Só mais do mesmo é de esperar de «boas relações» com o clube de Carnide e o novo presidente do Sporting tinha e tem a obrigação de reconhecer isto. Como está acima referido, o Sporting não tem de ser amigo dos seus mais directos rivais, tem é de se reforçar estrutural e desportivamente e defender os seus interesses. Se o processo envolver pisar os pés dos «vizinhos», que assim seja.
O apitador João Capela recebeu 3.7 pontos da avalição máxima de 5 - que significa "bom mais" - relativamente à sua actuação no «derby» no passado domingo. O que esta nota significa é que o observador Luís Ferreira determinou que Capela não cometeu nenhum erro em todos os lances polémicos do jogo, nomeadamente as grandes penalidades e a respectiva acção disciplinar, porque se tivesse errado em algum a sua avaliação desceria para 2.5 pontos, que seria nota negativa. Com 3.7 pontos fez um «bom trabalho» !!!
Dizer que isto é uma autêntica vergonha, é dizer pouco, face à ampla evidência disponível, e é, sobretudo, uma grave ofensa para com todos os adeptos de futebol, em geral, e para sportinguistas, em particular. É por de mais evidente que o «sistema» que desvirtua a verdade desportiva continua vivo e com saúde no futebol português, para o mal da modalidade, desporto e indústria.
O Sporting pode recorrer desta nota que foi atribuída a João Capela e é de esperar que o faça veemente, perante a injustiça e a falsidade da situação. Nada poderá alterar o resultado da partida, mas certos princípios devem ser defendidos até à última.
Não obstante o relatório do observador, Capela não foi nomeado para arbitrar nenhum encontro da I e II Liga para esta jornada e não consta na lista dos indisponíveis.
Ao nível da reestruturação de pessoal, podemos dividir a questão em três partes:
- Uma primeira componente de clara necessidade de redução de custos, pela desvinculação de colaboradores excedentários. E sabido que, ao longo dos diversos mandatos, as sucessivas Direcções foram colocando alguns dos seus apoiantes na estrutura, o que leva a que hoje em dia, haja várias duplicações de funcionários para cada lugar.
- Uma segunda que é, pura e simplesmente, ridícula. Andar a diminuir 150 euros no salário de funcionários que têm salários baixos, não tem qualquer efeito significativo na poupança de custos e, para além de cruel e pouco humano, aporta ainda um efeito altamente desmotivador na performance e dedicação dessas pessoas de baixos rendimentos.
- A terceira parte é que parece que estamos perante uma "vingança" dos vencedores sobre os vencidos, o que diz muito sobre o carácter dos primeiros. Parece que além de não saber perder (como se viu ao longo dos últimos dois anos), o nosso Presidente também não sabe ganhar. É lamentável que, devido às inseguranças pessoais e à falta de conhecimentos específicos desta equipa, alguns dos melhores profissionais do Clube poderão vir a ser sacrificados.
- A quarta e última situação tem a ver com quem irá entrar para a estrutura. Se estamos a dispensar velhas glórias do Sporting, supostamente por não necessitarmos dos seus serviços, seria estranho que uma "matilha" sedenta de salários e regalias viesse agora a entrar.
Vamos ver o que nos espera a este nível - para já tudo tem sido nebuloso - desde o acordo que forçará esta situação até ao tal 3.º elemento do futebol, até aos misteriosos investidores: tudo é nebuloso neste Presidente-adepto.
* Texto da autoria do novo colaborador do Camarote Leonino "Desert Lion"
A ironia da derrota do Benfica frente ao Fenerbahçe é que colocou em risco o quinto lugar de Portugal no ranking da UEFA. A vantagem de assegurar este lugar relaciona-se com o facto da equipa do terceiro lugar do campeonato nacional poder aceder directamente ao «play-off» da Liga dos Campeões, sem ter de disputar a pré-eliminatória. Neste sentido, é preciso que o Benfica ganhe o segundo jogo, já que a França - que ocupa o quinto lugar neste momento - já não tem equipas em competição.
O ranking é liderado pela Espanha com 87.739 pontos, seguido pela Inglaterra com 82.249, a França em quinto com 59.000 e então Portugal em sexto, com 58.668 pontos. Esta posição não está em perigo já que o sétimo classificado é a Ucrânia com 49.758 pontos.
Surpreendentemente - ou talvez não - Daniel Sampaio surgiu esta semana a escrever no Jornal do Sporting e tudo indica que é para continuar. Um artigo fundamentalmente focado em criticar (ainda) o Conselho Directivo de Godinho Lopes, em que dou destaque a três frases, para registo:
«Qualquer associação só sobreviverá se a palavra dos sócios, em Assembleia Geral ou em eleições, for integralmente cumprida.»
«A hora é de conter custos, falar verdade, não prometer em vão.»
«O Sporting precisa de voltar à sua matriz popular e deixar de ser governado por uma vintena de «notáveis», que tudo decidiam em jantares secretos e conspirações de bastidores.»
Gostaria, apenas, de lhe dirigir três perguntas:
1. O seu predilecto está a cumprir com a palavra dada durante as eleições ?
2. O seu predilecto falou verdade e não prometeu em vão ?
3. Mesmo admitindo que o que diz sobre os «notáveis» corresponde à verdade, o que é que andou ele, Eduardo Barroso e os restantes elementos da cessante Mesa da Assembleia Geral a fazer durante dois anos, se não a tomar decisões em jantares secretos e conspirações de bastidores ?... Inclusive, foi precisamente num desses jantares secretos que ele próprio decidiu formar uma lista de candidatura à presidência do Sporting - e não a convite de José Maria Ricciardi - só para a retirar posteriormente.
Recorre-se ao velho e popular ditado: «Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras.»
Julho de 1986: Na foto, Manuel Fernandes e o seu filho Tiago (desconheço a terceira pessoa) numa festa de homenagem ao «capitão» organizada pelo Sporting Clube Português de Toronto, Filial n.º 138 do Sporting Clube de Portugal. O Manel estava de férias, porque apesar de ter sido o melhor marcador do Campeonato Nacional - com 30 golos - não mereceu a confiança de José Torres para o Mundial do México.
Quando se pensava que já estávamos livre dele, de uma vez por todas, eis que surge novamente Eduardo Barroso a tagarelar a seu belo prazer e a intrometer-se em matéria alheia. É uma figura incorrigível !!!
Entre outras coisas, diz que está a gostar do trabalho de Jesualdo Ferreira «apesar de ter cometido alguns erros em relação com o novo poder do Sporting». E, ainda: «Deixem Bruno de Carvalho seguir o seu caminho. O que decidir será a bem dos interesses do Sporting. Não venham agora esses papagaios e aqueles que põem dúvidas na sua competência.»
Com que então, Jesualdo Ferreira «cometeu erros em relação ao poder». Terá sido por ter tido a ousadia de questionar decisões por quem nada de futebol percebe ?... Eduardo Barroso, já que tem acesso a informações do foro interno, devia ter explicado. Por outro lado, é compreensível que se deixe trabalhar quem está na liderança, mas onde esteve esse estado de espirito e consideração durante mais de dois anos, quando a «praça» era invadida diariamente pelos papagaios da oposição ?
Uma das primeiras considerações que me vieram à ideia depois do embate da Luz e não obstante o todo do que ocorreu, foi que se Godinho Lopes ainda estivesse no poder, a então oposição teria surgido por quaisquer meios a atribuir-lhe alguma culpabilidade pela derrota e pela tendenciosa actuação do árbitro.
E, lamentavelmente, e a exemplo recente de Daniel Sampaio, entramos novamente por discursos ideológicos que só servirão para desunir e não unir. Finalizou o médico:«Foi muito bom o encerramento daquela linha de continuidade de uma dita elite sportinguista. Pode até ser considerado um grito de liberdade...». Isto, com certeza, a propósito do 25 de Abril. Triste figura este Eduardo Barroso e se pensa que está a prestar um serviço a Bruno de Carvalho ou ao Sporting, está redondamente equivocado. Só ele não o reconhece !
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