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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Um dos carros mais caros do Mundo
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Em apenas 1 ano. Mais de 1 milhão de visitantes é o impressionante número que os nossos registos assinalam, o que confirma o Camarote Leonino como a grande referência na blogosfera sportinguista e mesmo no desporto nacional.
A todos os nossos colaboradores e, muito em especial, a todos os nossos leitores um "muito obrigado".

Na conferência de Imprensa realizada hoje, a propósito da rescisão do contrato com justa causa pelo jogador Rui Patrício, o Presidente da Sporting SAD acusou a Gestifute de fazer “chantagem” (“ou nos pagam mais de 7 milhões ou não há negócio”). Nada mais longe da verdade.
Foi a Sporting SAD, através do seu Administrador Executivo Dr. Guilherme Pinheiro e do seu advogado interno que, no passado dia 23 de Maio, pediu encarecidamente à Gestifute que tentasse conseguir uma proposta para a transferência do jogador Rui Patrício, de modo a evitar a rescisão iminente deste, e propôs que, simultaneamente com esse pedido de intervenção, se resolvesse o diferendo com a Gestifute relativo ao jogador Adrien Silva, sem prejuízo algum do pagamento da contrapartida devida à Gestifute, já anteriormente contratualizada, pela própria transferência do jogador Rui Patrício.
O referido diferendo relaciona-se com a intervenção da Gestifute na renovação do contrato do jogador Adrien Silva, a qual teve lugar também a pedido do Sporting, em 2012, numa situação em que o mesmo Sporting corria o risco de o jogador ficar livre (à semelhança, aliás, do que ocorreu na mesma altura quanto ao próprio Rui Patrício). Em contrapartida desses serviços, a Gestifute não cobrou de imediato qualquer importância, ficando a sua remuneração dependente de uma futura transferência, consistindo numa percentagem do preço respectivo, a qual não foi devidamente saldada aquando da transferência de Adrien Silva para o Leicester.
O pedido dirigido à Gestifute, bem como o acordo quanto aos valores a pagar pela Sporting SAD à Gestifute e ao próprio jogador Rui Patrício, eram do conhecimento e mereciam a concordância expressa do Presidente da Sporting SAD, conforme foi expressamente garantido à Gestifute pelos representantes da Sporting SAD; tais valores, aliás, constam expressamente das minutas contratuais, validadas por tais representantes.
Nada neste processo — rigorosamente nada — decorreu por iniciativa da Gestifute, a qual se limitou a aceder a uma quase súplica do Sporting, e unicamente pela consideração devida a esta instituição.
A Gestifute tudo fez para conseguir obter o acordo de um clube inglês para a transferência do jogador Rui Patrício pelos 18 milhões de euros pretendidos pela Sporting SAD, tendo inclusivamente o jogador, satisfeito com esta possibilidade, realizado ontem exames médicos, com autorização da Sporting SAD. Tudo isto, mais uma vez, com o conhecimento e concordância expressa do Presidente da Sporting SAD.
De forma totalmente surpreendente, o negócio acabaria por fracassar ontem ao fim da tarde quando o Administrador Executivo da SAD, Dr. Guilherme Pinheiro, visivelmente constrangido e embaraçado, transmitiu à Gestifute que o Presidente da Sporting SAD afinal exigia um aumento no preço de 2 milhões de euros: “mais dois milhões ou não há negócio” — o que foi recusado de imediato pelo clube comprador. Em duas palavras: o negócio não fracassou por qualquer chantagem da Gestifute; o negócio fracassou por força de uma exigência adicional inopinada e de última hora ao arrepio das condições já perfeitamente definidas e acordadas.
Todos estes factos poderão ser naturalmente confirmados pelos referidos administrador executivo, Dr. Guilherme Pinheiro, e advogado interno, supondo que à sua obrigação de não faltarem à verdade não se sobreponha um outro qualquer dever deslocado de lealdade para quem definitivamente não a merece.

...Na ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão...
(Letra/canção de José Mário Branco)
Quando, em criança, ia às feiras anuais, que eram comuns por todo país, apareciam uns indivíduos a vender produtos ditos milagrosos. Lembro-me de um que vendia um pó que curava os males do estômago e fazia uma experiência, com vinho, que convencia muita gente. Com o desaparecimento das feiras tradicionais, e a evolução da medicina, estes pequenos charlatães foram desaparecendo.
De outra forma, a charlatanice continua. Há uns tempos fui visitado por um alegado técnico, que me vinha fazer uma análise à água, e lá a foi manipulando para mostrar que esta estava cheia de compostos assustadores. Apresentou então o equipamento para a purificar. Como não o adquiri, ainda foi arrogante e desagradável.
Neste mundo, os charlatães, existem em todas as áreas da sociedade. De uma forma geral, definem-se como " aqueles que se aproveitam da boa-fé de outras pessoas, geralmente simulando atributos e qualidades que não possuem, para obter quaisquer vantagens e ganhos".
Foi assim que Bruno Miguel conseguiu chegar à presidência do Sporting, sem para isso ter qualquer preparação e conhecimento. De charlatanice em charlatanice , foi-se utilizando da boa fé dos sócios para se instalar numa cadeira dourada de prebendas, que nunca tinha tido na vida.
A charlatanice da salvação do clube, digamos que foi a a que primeiro vendeu. Seguiu-se a da reestruturação, que não passou de uma engenharia financeira, feita sob a égide da banca, e com apoio de investidores que agora diaboliza. Veio ainda a propalada saúde financeira do clube. Está a ver-se. De empréstimo em empréstimo até à derrocada final. Se não houver novo empréstimo obrigacionista rápido, fica sem dinheiro na secretaria para pagar despesas correntes. E ainda há muita charlatanice escondida, em relação a compra e venda de jogadores.
No plano desportivo, há falta de conquistas fundamentais - lá foi vendendo a melhoria da competitividade - tendo apenas como comparação retórica a presidência anterior. Para desmistificar esta charlatanice, basta recuar só até à presidência de Soares Franco, para verificar que com menos meios, houve não só maior poder competitivo, como melhores resultados.
Nas ditas modalidades "pouco ou nada" amadoras anuncia-se um brilharete. É preciso lembrar que aqui o investimento foi desproporcionado com a sua rentabilidade. É preciso, também lembrar, que o futsal já era ganhador, o atletismo aspas aspas, por exemplo. Claro que introduziram algumas modalidades que têm tido êxito, mas se não tivessem, face às circunstâncias, é que seria de admirar.
Contudo, e apesar dos sinais, há sempre quem continue a acreditar em charlatanices, o charlatão perdeu o resto da compostura, que nunca teve, talvez em desespero por mais uma época falhada, e sem se prever, começou a cavar a sua própria sepultura. Meteu-se e meteu o Clube num buraco de difícil saída.
E em vez de ser a solução, é cada vez mais o problema e as charlatanices agora são diárias. Nem ata, nem desata. Mas diga-se, em abono da verdade, que o presidente da MAG que foi seu ajudante, e que teve um rebate de consciência perante as evidências, não tem sabido estar à altura exigida, e que mesmo inconscientemente, tem andado a reboque de mais charlatanices. E assim continua.
...Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga
ibidem
P.S.: Este texto foi escrito muito antes dos últimos capítulos desta novela lamentável que um argumentista mediocre está a escrever no Sporting. Por isso ficou suspenso para dar espaço à actualidade. Contudo, entendo, que continua a ter pertinência, no momento adequado.
Depois da invenção de uma "comissão" para substitir a MAG em funções, acto que não está previsto nos Estatutos, e portanto é ilegal, surge o pedido de rescisão de Rui Patrício. Como é habitual, o charlatão já veio fazer-se de vítima. A culpa, nunca é sua, é sempre dos outros.
A verdade é que este presidente/golpista, além de estar agarrado ao poder, e às suas mordomias, ultrapassa todos os limites. A sua permanência no poder, já não é resistência. Trata-se de um golpe palaciano óbvio, à margem da lei. Como tal torna-se necessária a intervenção dos poderes do desporto, quiçá da República. Isto,é cada vez mais, um caso de polícia.

Para ser sincero, fui alertado para o recém-comunicado do Conselho Directivo do Sporting por uma publicação do Record, publicação essa que fui obrigado a reler duas vezes, só para ter a certeza que não eram os meus olhos que me estavam a enganar. Mesmo agora, na preparação do post, não quero acreditar no que estou a ler.
O leitor manifestará a sua opinião, decerto, mas sem sequer ponderar os quês e porquês de Direito, acho que chegou a altura de Jaime Marta Soares, como presidente legítimo da Mesa da Assembleia Geral, exigir intervenção judicial.
O comunicado dos usurpadores - nas circunstâncias, acho que é o termo mais adequado - está disponível aqui, mas para os efeitos deste post limito-me a transcrever a reportagem do Record, que descreve o escandaloso cenário em síntese:
O Conselho Directivo do Sporting anunciou esta sexta-feira de madrugada a convocação de uma Assembleia Geral Ordinária para 17 de Junho e ainda uma Assembleia Geral Eleitoral para a Mesa da Assembleia Geral (MAG) e para o Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), neste caso para 21 de Julho. Ao mesmo tempo, a direcção leonina garante que a AG de destituição que estava agendada para dia 23 de Junho "não se realizará".
Após a renúncia em bloco da MAG e do CFD, o Conselho Directivo tomou a deliberação de substituir a Mesa da Assembleia Geral demissionária e ainda Jaime Marta Soares por uma Comissão Transitória da MAG, composta por três elementos (Elsa Tiago Judas, Trindade Barros e Yassin Nadir Nobre), que por sua vez decidiu "substituir o CFD demissionário por uma Comissão de Fiscalização" de cinco pessoas: José Maria Subtil de Sousa, Miguel Varela, Sérgio Félix, Fernando Carvalho e Pedro Miguel Monteiro Carrilho.

Nuno Saraiva não é a figura mais agradável do universo leonino, mas agora temos mais um grande defensor do lunático e rastejante Bruno de Carvalho a marcar presença diária.
Em entrevista ao jornal i Fernando Correia ilumina-nos:
"Já me dizem como é que fui fazer isso quando me respeitavam tanto e acham que estou a cometer um grande crime que é o de tentar unir o Sporting. Para eles é um crime porque o que eles querem é a divisão, é a separação. Isto é inteligente? Não é. O presidente foi eleito com 90 e tal por cento de votos, quase 100%, tem legitimidade absoluta para dirigir o clube durante o seu mandato e quando terminar há novas eleições, e aí pode ir para a rua ou não. Se durante o seu mandato se portar mal, pode-se pedir uma assembleia-geral para analisar os factos, e na vida democrática é isso que se faz. Agora fazer isto de graça e dizer apenas “agora não gosto de ti e, por isso, vou pôr-te na rua porque escreveste no Facebook uma coisa de que não gostei” não faz qualquer sentido".
Tinha outra ideia deste cavalheiro. Não obstante os seus 82 anos, não merece o meu respeito.

O jornal Record noticia esta sexta-feira que Rui Patrício terá rescindido contrato com o Sporting.
Esta decisão surge depois de Bruno de Carvalho ter travado a saída do guarda-redes para o Wolverhampton, que já teria tudo acertado para se mudar para o clube inglês.
A equipa que esta época foi promovida à Premier League ofereceu 18 milhões de euros pelo internacional português, mas exigências de última hora do presidente leonino, que pediu mais dois milhões de euros, fizeram abortar o negócio.
Perante esta postura de Bruno de Carvalho, Rui Patrício terá decidido avançar para a rescisão unilateral do contrato, alegando justa causa.
O desportivo adianta ainda que esta decisão do capitão dos leões poderá ser seguida por outros colegas de equipa, isto porque o guarda-redes é um dos elementos mais respeitados no balneário.
Comunicado oficial enviado pela Sporting SAD à CMVM:
A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD vem, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, informar o mercado que recebeu, na manhã de hoje, por fax e email, documento subscrito pelo jogador Rui Pedro dos Santos Patrício, nos termos do qual este comunica a resolução do seu contrato de trabalho desportivo, com invocação de justa causa. A referida comunicação, os seus efeitos e consequências estão a ser objecto de analise pela Sociedade.
O Representante das Relações com o Mercado
Lisboa, 1 de Junho de 2017

Antes de mais, é importante reconhecer que a reportagem é da revista Nova Gente, e tudo o que isso implica, pela natureza da publicação. Não é, obviamente, a fonte noticiosa mais desejada para reportar um assunto de tão enorme importância e, como tal, é perfeitamente expectável que a informação adiantada seja recebida por todos nós com uma boa dose de cepticismo.
Contudo, considerando os recém-acontecimentos, não se deixa de questionar se o artigo não reflecte o que muitos de nós já tínhamos pensado, sem o afirmar publicamente:
"A verdade, vinda da cadeia de Caxias, é clara: quem mandou dar um "apertão" aos jogadores foram o presidente do Sporting e o ex-líder da claque leonina. Porém, não correu como planeado...".
Vale o que vale, mas quer se queira quer não, obriga a certa reflexão.

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