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Rui Patrício

Leão Zargo, em 12.12.25

Rui Patrício final Taça de Portugal 2015.jpg

Rui Patrício terminou a carreira. O anúncio foi feito pela Federação Portuguesa de Futebol, que fará hoje uma cerimónia de despedida na Cidade do Futebol. O guarda-redes jogou doze épocas no Sporting, tendo participado em 467 jogos oficiais, só ultrapassado por Hilário com 475. Recordo-me de muitos desses jogos, mas acima de todos está a final da Taça de Portugal com o SC Braga em 2015, a reviravolta épica no marcador, o empate no prolongamento e aquela série vertiginosa de remates da marca grande penalidade.

No momento dos penalties, apesar de estar fisicamente limitado, Rui Patrício nunca se intimidou e olhou sereno e inquiridor para o adversário, procurando sempre que ele assumisse a iniciativa. Aguardar até ao último milésimo de segundo foi um jogo psicológico que confundiu os bracarenses. Estes, com as pernas a fraquejar depois do sofrido percurso desde o meio do campo e um estádio inteiro com os olhos postos neles, esperavam que o guarda-redes se denunciasse por um breve movimento. Mas, o keeper leonino, do alto do seu metro e noventa, fez orelhas moucas e aguentou o braço de ferro enquanto “escondia” a baliza.

Só Alan é que o conseguiu enganar. Confiante, ele sabia que alguma vez os marcadores chutariam com menos força ou revelariam a direção do pontapé. Então, num ápice, num movimento felino no instante do remate, qual predador, ávido, Rui Patrício agarrou a bola ou afastou-a do risco fatal. De súbito, ficou tudo consumado. A competência técnica e emocional de Rui Patrício transformou-o no herói do jogo e, numa correria louca desde o meio do campo, os companheiros de equipa apressaram-se para o vitoriar.

Foi assim que tudo se passou naquela final da Taça de Portugal, no Estádio Nacional, entre o guarda-redes do Sporting e os jogadores do SC Braga que se aproximaram da marca de grande penalidade.

publicado às 03:10

Comité de Controlo, Ética e Disciplina.jpeg

Dois adeptos sportinguistas residentes na Alemanha, de 38 e 47 anos, foram detidos na sequência da deflagração de engenhos pirotécnicos na Allianz Arena durante o Bayern - Sporting, de que resultaram consequências. Verificaram-se, nomeadamente, queimaduras e trauma acústico em dois espetadores, segundo o relatório divulgado esta quarta-feira pela Polícia de Munique.

O Sporting está sob a mira do Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA em virtude de comportamentos considerados irregulares que se verificaram na época passada. Por esse motivo o referido organismo fechou um setor do José Alvalade na receção ao Bolonha e proibiu a venda de bilhetes aos adeptos leoninos para o jogo diante do RB Leizpig, além de duas pesadas multas.

Na véspera do jogo na Allianz Arena, o Sporting recordou que se encontra suspensa por dois anos a proibição de venda de bilhetes aos seus adeptos para os jogos fora de casa das competições europeias. Alertou que caso venha a verificar-se uma nova infração, a UEFA executará a proibição de imediato. Também o Bayern deverá sofrer sanções. O Comité de Controlo, Ética e Disciplina deve reunir durante a próxima semana.

publicado às 03:05

A força dos números

António Tadeia

Leão Zargo, em 12.12.25

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O Sporting ainda chegou a sonhar com a conquista de pontos em Munique, esteve mesmo na frente do marcador durante onze minutos, na segunda parte, na sequência de um autogolo de Kimmich, aos 54’, mas acabou por sucumbir à força dos números e foi batido por 3-1 pelo Bayern, em jogo da sexta jornada da Liga dos Campeões. Nada do que se passou foi novidade. O Bayern esteve a perder, como já tinha estado em quatro dos seus seis últimos jogos. E virou, marcando três golos, como fizera (às vezes até marcou mais) em sete dos últimos dez desafios.

Privado de vários titulares – Trincão e Pedro Gonçalves estavam lesionados, como Quenda, primeira alternativa a Pote, e Gonçalo Inácio ficou de fora por estar em situação limite –, o Sporting organizou-se num bloco muito baixo, para impedir que os alemães entrassem nas suas linhas. Matheus Reis fez de Inácio, Quaresma de Fresneda, Fresneda de Catamo e Catamo de Trincão – e por aí a coisa nem correu mal. Até o facto de Allison, que foi chamado a fazer de Pedro Gonçalves, ser um jogador completamente diferente do titular – estica a equipa em vez de a ligar – podia ser bem integrado no plano de jogo, que passava pelo tal bloco baixo, organização defensiva em 5x4x1, com duas linhas juntas na entrada da área.

É verdade que o Sporting poucas vezes saiu para ataque – Allison perdeu 13 vezes a bola na primeira parte, mais seis do que o segundo mais perdulário, que foi Catamo – e que o Bayern foi para intervalo com 13 remates e um índice de Golos Esperados (xG) de 1,08, que já justificava um golo, mas o 0-0 persistia. E as correções feitas por Rui Borges melhoraram a equipa. Reis acertou os posicionamentos atrás de Maxi – que na primeira parte sofreu horrores com Olise – e Allison acalmou, a ponto de ter sido dele o passe que lançou Simões em contra-ataque de três para dois que originou o golo leonino. O médio galgou metros, cruzou rasteiro e, em antecipação a Fresneda, que chegava para encostar, Kimmich cortou para as próprias redes.

Só que aí, lá está, acabou por impor-se a força dos números. Gnabry empatou aos 65’, num canto em que Kane levou Maxi Araújo para a frente da baliza, libertando-lhe o segundo poste para uma finalização fácil. E Karl virou aos 69’, depois de receber de Laimer, em lance no qual Rui Silva, que até aí vinha com 1,09 Golos Evitados (xGoT), deixou passar a bola entre as mãos. Antes do final, aos 77’, Tah ainda fez o 3-1, mais uma vez numa bola parada em que o Sporting não cobriu bem o segundo poste: Kimmich bateu largo, Gnabry devolveu e o central encostou.

O Bayern acabou com 23 remates contra quatro, mas não deixa de ser interessante que, mesmo jogando tão atrás, o Sporting tenha conseguido 14 ações na área, mais cinco do que no empate com o Benfica, na Luz, na última sexta-feira. “Demonstrámos uma maturidade muito grande. A equipa foi coesa, bem organizada, comprometida... Era difícil, porque somos uma equipa que gosta de ter bola e hoje não íamos tê-la. Não podia estar mais orgulhoso”, disse no final Rui Borges, o treinador do Sporting, frustrado apenas com o facto de ter sofrido dois golos de bola parada. A derrota deixa o Sporting com os mesmos dez pontos que já trazia e que se crê possam chegar para o play-off, ainda que o facto de ontem não ter havido empates possa ajudar a elevar a fasquia. 

publicado às 03:00

Pote.webp

Pedro Gonçalves voltou a contrair lesão muscular na coxa direita, no mesmo sítio que o fez sair mais cedo do jogo com o Santa Clara e a falhar dois jogos da Seleção e outros dois do Sporting. O jogador tinha falhado vários jogos em novembro e regressado de lesão como suplente diante do Estrela da Amadora, no dia 30. Marcou o único golo sportinguista na deslocação ao Estádio da Luz no dia 5 de dezembro e saiu aos 60 minutos com aparentes dificuldades físicas.

O avançado era uma das opções de Rui Borges para o jogo com o Bayern, foi visto nos minutos iniciais no treino de segunda-feira, abertos à comunicação social, e a sua ausência na partida para a Alemanha constituiu uma surpresa. Desconforto muscular tirou Pote do leque de opções do treinador. O tempo exato de paragem está ainda em avaliação.

publicado às 15:53

O Bayern relembrou o Sporting: não voltes ao lugar onde foste infeliz

Diogo Pombo, Tribuna Expresso, 10.12.2025

Leão Zargo, em 11.12.25

Bayern - Sporting picture Alliance.webp

Deveras truculenta é a memória, nesta circunstância congeminada pela Liga dos Campeões não tinha como não o ser. Ao obrigar o Sporting a rebobinar a bobina até ao tipo de recordação que se enxota para um qualquer cubículo, empurrando-o para o lugar onde, em 2009, conheceu as trevas do futebol europeu, a prova das provas estipulou o enfrentar de um trauma. Sem um jogador que sobre do açoitamento, por 7-1, de há dezasseis anos, quis o fado que o regresso a Munique fosse ainda mais ardiloso com as lesões de Pote, Trincão e Quenda, fora a mazela de Gonçalo Inácio.

Sem os mais habilitados atacantes para inventarem engenhos com a bola lá à frente, nem o defesa com pé mais amigo para os primeiros passes saídos lá de trás, o meio-termo de Rui Borges na maldita Allianz Arena foi assentar a equipa em três centrais, pôr o pulmão jovem de João Simões ao lado de Hjulmand e dar um mundo novo a Alisson, que em maio estava na 2ª divisão portuguesa. Encolhidos num bloco baixo, cedo os leões se colocavam uns aos outros, todos a defender contra o Bayern maquinal a fazer andar a bola, a preencher o meio-campo contrário com pequenos passes, pequenos toques, pequenas triangulações rápidas.

Regressado ao sítio onde o Sporting se recorda de ser infelicíssimo, conseguiu ter momentos felizes, não muitos, uns quantos, talvez os suficientes para, mesmo com as ausências que lhes reduziram o alcance em Munique, possam em Lisboa ter outra hostilidade futebolística para o tubarão seguinte: na próxima jornada recebem o campeão europeu, Paris Saint-Germain. Sem traumas, nem fantasmas de goleadas passadas.

publicado às 03:10

Foto António Cotrim.webp

O Sporting - Benfica, a contar para a 8.ª jornada da Liga BPI, vai ser disputado a 21 de dezembro (17h30) no Estádio José Alvalade.

O dérbi terá o estatuto de “Super Jogo”, iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol em parceria com os clubes que visa elevar a experiência do adepto e valorizar os grandes momentos da principal competição feminina do futebol português. Antes do arranque da partida, os adeptos poderão usufruir de um conjunto de atividades preparadas para a ocasião, que decorrerão numa 'fanzone' que será instalada junto a uma das entradas do estádio do Sporting.

Esta partida coloca frente a frente os dois principais emblemas no panorama do futebol feminino nos últimos anos. O Benfica é o líder da liga BPI com 19 pontos, mais 5 que o Sporting que é segundo.

publicado às 03:00

As Notas de Julius 2025/26 (18)

Julius Coelho, em 10.12.25

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BAYERN MUNIQUE da jornada 06 da Liga dos Campeões, que resultou numa derrota por 3-1. (Auto golo) Joshua Kimmich 54'.

O SPORTING AINDA SILENCIOU O ALLIANZ ARENA

Era missão quase impossível, pelo poderio do adversário e baixas significativas no plantel, mas os leões deixaram uma imagem forte no Allianz Arena e ainda permitiram o sonho quando surpreendentemente chegaram à vantagem  já na 2ª parte (54'), um golo que silenciou as bancadas do estádio. Numa estratégia de bloco mais baixo, na espera da oportunidade de sair para o contra ataque, a equipa de Alvalade conseguiu alguns bons momentos de posse, desenhando lances atrevidos com coragem, que colocaram a defesa dos bávaros em apuros. Só as bolas paradas aliada à maior fragilidade física dos leões (só Diomand tinha mais de 1,85m) e um melhor banco, fizeram a diferença, factores que foram decisivos e que marcaram o momento da reviravolta da equipa alemã. Suárez  ainda teve nos pés o 3-2.

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DESTAQUE - JOÃO SIMÕES - 5 - Foi gigante num dos maiores palcos do futebol mundial. Com participação decisiva no golo e a liderar várias saídas atrevidas que resultaram em lances vincados de qualidade.

RUI SILVA - 4 - Ajudou a embalar o sonho durante muito tempo (69') com excelentes intervenções, onde incluiu 2 defesas de nível altíssimo, mas foi mal batido no 2º golo do Bayern, em que podia e devia ter feito melhor.

ÍVAN FRESNEDA - 4.5 - Voltou a oferecer enorme disponibilidade física ao jogo, sendo competente no processo defensivo fechando muitas linhas de passe e apoiou em várias dobras. Esteve perto de marcar num bom lance de contra ataque e com a bola a ser-lhe desviada in extremis.

EDUARDO QUARESMA - 4 - Fez grande jogatana quando a bola viajou junto ao relvado, travou grande luta, de muita qualidade com o melhor elemento da noite dos bávaros (Serge Gnabry). Os problemas apareceram nas bolas lançadas no 2º andar, na sua zona, aí perdeu claramente e sem surpresa para os avançados da equipa alemã.

OUSMANE DIOMANDE - 4.5 - Teve uma noite deveras activa, com trabalho árduo, a comandar toda a organização defensiva contra aquele ataque mortífero dos bávaros que faz sempre muitos golos. Foi competente, pena os erros nas bolas paradas quando deixaram o 2º poste desguarnecido.

MATHEUS REIS - 4 - Exibição com tarefa complicada a ter que dobrar por várias vezes o colega uruguaio, para  parar o extremo francês criativo, Michael Olise. Nunca se aventurou em tarefas ofensivas.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 4.5 - Voltou a mostrar aquela raça de leão que morde a língua durante os 90' e que nunca desiste de lance algum e com adversários de peso à sua frente. Participou com critério em várias saídas, oferecendo qualidade nos vários lances que a equipa construiu com perigo.

MORTEN HJULMAND (Cap) - 5 - Nos grandes palcos está sempre presente como figura destacada. Seja com ou sem bola jogou à patrão, foi ele o patrão, mandão nos lances que enterviu, sem nunca temer o adversário, mesmo que se seja o Bayern de Munique a jogar no seu estádio.  

GENY CATAMO - 4 - Acreditou sempre em cada lance, que podia bater os gigantes adversários com os seus dribles rápidos  e  estonteantes. Era difícil desequilibrar nessa missão ingrata, mas conseguiu conquistar o respeito dos alemães que passaram a ter mais um defesa do seu lado para o impedir de passar.

ALISSON SANTOS - 2 - Com um único lance de sucesso, em que com uma finta de corpo ultrapassou a primeira linha de pressão alemã e lançou o João Simões na jogada em que resultou no 0-1 safou-se da nota mínima negativa. De resto foi mau de mais, além de não ter conseguido produzir nada, ainda foi um estorvo no ataque, estragando vários lances que poderiam gerar perigo na baliza do Manuel Neuer. Ouviu do capitão várias chamadas de atenção.

LUÍS SUÁREZ - 4 - Forçosamente terá que perder horas a treinar a recepção, foram inúmeros lances que prometiam e que deitou tudo a perder por péssima recepção da bola. Mais um falhanço de bradar aos céus, teve nos pés o 2-3 que poderia ter relançado a equipa na procura do 3-3 nos minutos finais. Conseguiu reter algumas bolas no meio dos gigantes centrais alemães.

RICARDO MANGAS - 1 - Entrou 66' - Não fez melhor que o colega jovem brasileiro, faltou-lhe mais qualidade.

GEORGIOS VAGIANNIDIS - 1 - Entrou 80' - Lançado para dar outra energia à equipa, mas nem se viu.

FOTIS IOANNIDIS - 2 - Entrou 81' - Teve 2 lances que definem a grande qualidade que tem. A equipa necessita que recupere rapidamente os índices físicos perdidos pela paragem devido à lesão.

SALVADOR BLOPA - Entrou 90+2 (SEM NOTA)

HIDEMASA MORITA - Entrou 90+2 (SEM NOTA)

RUI BORGES - 5 - Perante as muitas condicionantes, pela ausência dos vários titulares de grande peso na equipa, provou que foi competente a preparar o jogo e a cabeça dos jogadores, que mostraram em campo grande competitividade e uma mentalidade ganhadora, sem nunca se esconderem perante o poderio evidente do adversário. Percebeu as diferenças dos detalhes e que terá que trabalhar melhor a forma de defender as bolas paradas ao 2º poste, onde foram comidos de cebolada. E ainda teve um elemento a menos no jogo (Alisson), que falhou redondamente na sua missão.

VINCENT KOMPANY - 5 - Provou de facto ser um equipa de verdadeiro rolo compressor, cometendo poucos erros e poucas falhas defensivas. Com vários ensaios diferentes de um ataque sempre móvel, mortíferos no jogo aéreo e com um banco de luxo. Não surpreenderam terem conseguido a reviravolta.

NICHOLAS WALSH (Árbitro - Escocia) - 3 - Estava a realizar uma excelente arbitragem até que borrou a pintura, nas suas barbas não teve coragem de parar o jogo para assinalar uma falta evidente sobre o Luís Suárez, no lance que resultou na reviravolta alemã.

ANDREW DALLAS (VAR - Escocia) - 3 - Os árbitros escoceses foram solidários no erro. Também lhe faltou a coragem de chamar o colega do relvado para que visse as imagens da falta clara sobre o Suárez e que invalidaria o 2ºgolo alemão.

publicado às 07:19

Leões ainda sonharam….

Leão Zargo, em 09.12.25

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Apesar das ausências, a equipa leonina fez um jogo muito competitivo, nunca se entregou, organizada e com enorme solidariedade entre todos os jogadores. O play-off continua a ser o grande objetivo.

publicado às 21:33

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Na Youth League, o Sporting alcançou o empate contra o Bayern Munique no último minuto do período de descontos quando Lucas Taibo fez o 3-3, assinalando o bis da sua conta pessoal. A equipa treinada por João Gião esteve a perder por 2-0 e 3-1, mas os golos de Gabriel Silva e Lucas Taibo evitaram a derrota. Que o seu inconformismo sirva de exemplo à equipa principal mais logo na Allianz Arena.

Com este resultado, o Sporting é o 8.º classificado da competição, com 12 pontos, sendo que já tinha assegurado a passagem aos 16 avos de final depois da vitória frente ao Club Brugge, com três vitórias e três empates. Os leões ficam a conhecer o adversário nos 16 avos de final na sexta-feira, dia 12 de dezembro. As partidas dessa eliminatória vão ser disputadas a 3 e 4 de fevereiro.

publicado às 15:28

No dia (ontem) em que Daniel Bragança foi a grande novidade no treino tendo em vista a preparação para o jogo com o Bayern de Munique, num regresso após ter estado ausente 296 dias devido a uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, o Sporting teve a má notícia da lesão de Geovany Quenda.

O extremo sportinguista pode ter sofrido uma fractura no pé direito no dérbi de sexta-feira com o Benfica, lesão que implicará uma paragem que pode ir até aos dois meses.

A poucos dias de Geny Catamo partir para representar a selecção de Moçambique, devido à participação na CAN que decorre em Dezembro e Janeiro, a lesão de Quenda agrava os problemas da equipa do Sporting nos corredores do ataque.

Tal como sucedeu na época passada, poderá ser mais uma oportunidade para Rui Borges promover, e utilizar de forma mais regular, jogadores da formação. 

Ou, preferencialmente, optará por reformular a posição de outros jogadores?

publicado às 03:15

O Sporting na Allianz Arena

Leão Zargo, em 09.12.25

Bayern 0 - Sporting 0 2006 Foto Imago.webp

O Sporting defronta hoje o Bayern na Allianz Arena, apresentando-se desfalcado de Pote, Trincão e Quenda. Na classificação da Liga dos Campeões, os bávaros estão em 3º lugar com 12 pontos e os leões no 8º lugar com 10 pontos.

Em quatro jogos frente aos alemães, a equipa sportinguista sofreu três derrotas e apenas conseguiu somar um empate (0-0), alcançado na fase de grupos da Champions em 2006-07, depois da derrota em Alvalade (0-1) no primeiro duelo entre ambos.

Após esses jogos muito renhidos, houve um pesadelo. Nos oitavos da prova em 2008-09, os leões foram goleados pelo Bayern (0-5) em Lisboa e, duas semanas depois, perderam por 7-1 em Munique, a pior derrota que sofreram em competições europeias.

O jogo de hoje na Allianz Arena constitui um severo teste aos jogadores leoninos. Invicto na Bundesliga, o Bayern lidera a prova com doze vitórias e um empate em treze jogos, totalizando 37 pontos. Na Champions, tem quatro vitórias e uma derrota em cinco jogos. 

Daniel Bragança vai para Munique com o objetivo de ajudar na reintegração do jogador no grupo, dar continuidade à sua recuperação (haverá treino) e regressar à sua melhor forma física.

Na fotografia, Polga em ação no Bayern 0 - Sporting 0 disputado em 2006-07.

Foto: Imago

publicado às 03:00

O Sporting viajou para Munique

Leão Zargo, em 08.12.25

Daniel Bragança.jpg

O Sporting viajou para Munique com três baixas de peso. Quenda, com lesão no pé direito, Trincão, entregue à unidade de performance, e Pedro Gonçalves, por gestão física, não seguiram com a comitiva leonina para a Alemanha. Daniel Bragança, que voltou hoje aos treinos após dez meses de ausência, seguiu viagem, tal como os jovens Flávio Gonçalves, Salvador Blopa e Eduardo Felicíssimo.

Lista de convocados para o jogo com o Bayern:

Guarda-redes - Rui Silva, João Virgínia, Diego Callai;

Defesas - Giorgios Vagiannidis, Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Ricardo Mangas, Maxi Araújo;

Médios - João Simões, Daniel Bragança, Morten Hjulmand, Giorgi Kochorashvili, Eduardo Felicíssimo, Hidemasa Morita;

Avançados - Geny Catamo, Luís Suárez, Fotis Ioannidis, Salvador Blopa, Flávio Gonçalves, Alisson Santos, Rodrigo Ribeiro.

Na fotografia, Daniel de Bragança de regresso aos treinos.

publicado às 17:03

Limpinho, limpinho!

Leão Zargo, em 08.12.25

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Não se passou nada, é limpinho. Ora essa, sai uma raspadinha pé-de-meia para o senhor da mesa lá do fundo!

publicado às 03:05

O Sporting em Sevilha em Março de 1922

Leão Zargo, em 08.12.25

Sevilha - Sporting 1922.jpeg

Na década de 1910 e no início da de 1920 era habitual o Sporting disputar jogos de futebol com clubes espanhóis em Lisboa ou em Espanha. A primeira digressão verificou-se em 1910 quando uma equipa leonina se deslocou a Huelva reforçada com jogadores de outros clubes lisboetas. Depois, o Huelva e o Madrid FC visitaram-nos em 1912 e 1913, houve a digressão a Vigo e a receção do Real SC Vigo e de uma seleção galega, uma deslocação a Madrid para jogos com o Madrid FC e o Atlético em 1916, jogo com um misto madrileno em Lisboa em 1918, jogos com Huelva e Sevilha em Portugal e Espanha em 1918, 1919 e 1920, a viagem às Astúrias (Sporting Gijón, Ovettense e Oviedo) em 1920 e a receção de uma seleção de Vigo e do Huelva em 1921.

Na época de 1921-22 os leões tinham uma equipa muito competitiva, uma das mais fortes do nosso futebol, como se revelou na primeira edição do Campeonato de Portugal que perdeu para o FC Porto numa finalíssima épica após prolongamento no Bessa. Em Março de 1922 verificou-se uma interrupção no calendário desportivo, depois do Sporting ter vencido com grande superioridade a sua série do Campeonato de Lisboa, que terminou em meados de Fevereiro, estando a final com o Belenenses marcada apenas para 26 de Março, que os sportinguistas ganharam por 2-0.

Assim, para manter os jogadores em atividade, a direção do Clube e o treinador Augusto Sabbo prepararam a realização de dois jogos em Sevilha, em 5 e 6 de Março. A equipa sportinguista utilizava um sistema muito exigente fisicamente, o 2x3x5, com base em triangulações muito rápidas e através de súbitas aberturas para os extremos. “Jogam à Sabbo”, dizia-se. Os jogos terminaram empatados (1-1 e 2-2), mas segundo as crónicas dos jornais os leões revelaram uma evidente superioridade técnica e tática.

Na fotografia, a equipa leonina que empatou 2-2 em Sevilha, em 6 de Março de 1922 (pode haver algum lapso na identificação dos protagonistas):

Em cima - João Francisco, Jorge Vieira, Joaquim Ferreira, Francisco Quintela, Filipe dos Santos e Henrique Portela;

Em baixo - Torres Pereira, José Leandro, Jaime Gonçalves, Francisco Stromp e Mendes Leal.

Os acompanhantes parecem ser Manuel García Carábe, presidente do Sporting, Júlio Araújo, secretário do Conselho Técnico e futuro presidente, e o treinador Augusto Sabbo.

publicado às 03:00

Na conferência de imprensa após o jogo de sexta-feira, o treinador da equipa do Benfica, numa crítica disfarçada à arbitragem desse jogo, proferiu umas declarações onde afirma que "há um jogador do Sporting que é intocável, que manda no jogo, que faz as faltas que quer, que puxa adversários e mais uma vez sai sem amarelo". Sem o nomear, referia-se ao capitão do Sporting, Morten Hjulmand.

Independentemente da realidade dos factos o desmentir, com o jornal Record a publicar uma estatística onde revela que o médio do Sporting foi quem que mais amarelos viu na 1ª Liga desde 2023, estas declarações sobre o nosso capitão são lamentáveis e, sabendo ele a importância do jogador no rendimento global da equipa do Sporting, procuram influenciar a acção dos árbitros na forma como futuramente vão avaliar a atitude em jogo do jogador.

Apesar de, neste regresso ao futebol português, utilizar um discurso politicamente correcto e demonstrar uma aparente simpatia, o actual treinador da equipa do Benfica não mudou em nada os fins que norteiam as suas acções. Com uma realidade que exige uma estratégia diferente, mantém a tentativa de condicionar a acção dos diversos agentes do futebol e dos elementos fundamentais das equipas  adversárias.

A conferência de imprensa do Rui Borges, após o jogo, ocorreu antes da expressão destas palavras, mas espero que ele, ou alguém responsável da estrutura do Clube que tenha essa possibilidade, numa próxima oportunidade, aborde o tema, defenda o jogador e reponha a verdade dos factos. 

É o nosso capitão, é um profissional exemplar e merece ser defendido publicamente, pelos responsáveis da equipa e do Clube, de declarações vergonhosas e caluniosas, feitas por um indivíduo que vive, ele sim, com um tratamento especial.

publicado às 12:00

Um pouco do Ferrari, um arzinho da tasca, mas ninguém saiu a rir do Benfica-Sporting

Tribuna Expresso, Pedro Barata

Leão Zargo, em 07.12.25

FOTO MIGUEL A. LOPES.webp

Não foram duas partes diferentes, não é bem essa a frase feita do futebolês a correta. Foram mais dois blocos de 20 ou 25 minutos diferentes, seguidos de incapacidade mútua, quase acordo tácito que ditava que ninguém era capaz de muito melhor.

O dérbi deu 1-1. Os primeiros 25' não pareciam encontro de empate, tal a superioridade do Sporting. Algures na segunda parte, quando Ríos foi o melhor Ríos em Portugal, quando o Benfica era agressivo e acumulava remates, não parecia partida de empate. Mas, olhando à globalidade, foi contenda de empate.

A impressão global foi entre o quero e não posso e o posso e não quero. O Sporting não matou quando cheirou sangue, o Benfica não teve embalo para virar. Agradece o FC Porto, que pode ficar com cinco pontos à frente dos leões e oito adiante das águias.

Dentro dos pequenos ciclos de domínio, arrancou a mandar quem tem um padrão de jogo mais reconhecível e reconhecido. Haviam passados meros três minutos e já o Sporting mostrava ao que vinha. Suárez roubou, perto da área do Benfica, a bola a Aursnes, conseguindo trabalhar até chegar perto de Trubin, que defendeu o remate do colombiano.

Estava dado o mote para os primeiros 25'. Os visitantes conseguiram constantes recuperações de bola perto da área das águias, que olhavam para o relvado como um aluno sem talento para a matemática aborda uma equação de segundo grau: sem saber por onde começar, que rumo tomar, quais são os passos necessários para atingir o resultado final. António Silva estava especialmente errático no passe, contrastando com a calma dos defesas leoninos, que arejavam a circulação verde e branca.

Seria, justamente, num roubo em zona subida que chegaria o 1-0. Trubin tocou em Enzo, que estava de costas para o jogo e, portanto, de frente para o perigo. Hjulmand, astuto, entendeu o que o médio ia fazer, antecipando-se. O capitão serviu Pote, que aproveitou as mãos pouco seguras de Trubin para dar vantagem aos bicampeões nacionais.

O golo surgiu aos 13'. Logo a seguir, no recomeço do desafio, Pavlidis, o ponta de lança do Benfica, tocou pela primeira vez na bola. A equipa de José Mourinho não chegava ao ataque e a Luz mostrava o seu descontentamento com a passividade encarnada.

Maxi Araujo demorou 10 segundos para ter a primeira picardia, no caso com Dedic. Mas o uruguaio de sangue quente está feito um lateral que defende com agressividade e ataca com critério. Por duas vezes ficou perto do 2-0, no melhor momento do tiki-tasca à Rui Borges. José Mourinho apelava à calma, mas o Benfica regressaria ao jogo, contra todos os prognósticos, logo a seguir.

O 1-1 foi como uma lotaria que caiu para os da casa. Sem qualquer aproximação com perigo até ali, com Barreiro a correr pelo campo como um homem que não sabe bem a que repartição pública se deve dirigir, vagueando de departamento em departamento sem resolver o seu problema, o golo veio da energia de Dedic, da clarividência de Ríos, da insistência de Sudakov e da falta de coordenação defensiva do Sporting. O ucraniano festejou-o com assinalável alívio.

A Luz, que começava a perder a paciência de cada vez que o rival reciclava o jogo, reiniciando a circulação, ganhou alma. Rugiu, festejou, empurrou os seus. Principiou outro jogo, de mais choque, mais dividido, já não um exercício de superioridade, mas um verdadeiro combate.

O recomeço consolidou o ascendente de quem marcou depois. Não foi o Ferrari que José Mourinho querará apresentar, mas houve umas acelerações vigorosas, um pouco de velocidade de ponta. O Sporting secou ofensivamente, tanto que, após Maxi roçar o 2-0 aos 26', não mais rematou. O Benfica, com mais urgência e agressividade atacante, teve três disparos quase seguidos, com Pavlidis, Aursnes e Sudakov a proporcionarem defesas atentas a Rui Silva.

Para procurar reencontrar o melhor Sporting, Rui Borges tirou Pote e Morita e colocou João Simões e Quenda, dois adolescentes para trazer energia e talento e deixar os visitantes com sete canhotos entre os 11 em campo. José Mourinho, como em todos os encontros de exigência máxima desde que regressou a Portugal, mostrou pouco confiar no banco, só fazendo a primeira substituição aos 81', lançando Prestianni. O jovem argentino duraria pouco em campo, já que viu o vermelho 10 minutos depois.

A certa altura do segundo tempo, chegou a parecer que as águias iam empurrar os leões para trás e forçar a reviravolta. Ríos, o colombiano que fala português com sotaque do Brasil fez, possivelmente, o seu melhor encontro desde que foi contratado, sendo o médio que se imagina há alguns meses, físico, levando a equipa para a frente, abarcando muito campo, chegando perto da baliza. Aos 73', Suárez evitou que o colombiano assistisse Barreiro e, pouco depois, foi o próprio Richard, de fora da área, a atirar perto da baliza de Rui Silva.

Quando o Benfica estava melhor, uma série de picardias, sempre com Maxi Araujo como protagonista, quebraram o ritmo do jogo. Seria o ocaso daquela equipa mais viva, mais à procura do 2-1. A expulsão de Prestianni, no arranque dos sete minutos de descontos, levou Mourinho a aceitar o empate como mal menor. O Sporting, sem argumentos, nada mais criou. E assim, entre o querer e o não poder, firmou-se o acordo tácito de aceitação do ponto para cada um.

publicado às 03:05

Só nós dois é que sabemos

Leão Zargo, em 07.12.25

Benfica 1 Sporting 1 Maxi e Rios.webp

Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém

(Fado cantado por Tony de Matos)

Fonte: Bernardo Benjamim / Bola na Rede

publicado às 03:00

Leões do hóquei vitoriosos

Leão do Norte, em 07.12.25

A equipa de hóquei em patins do Sporting CP venceu, ontem, por 3-2 no pavilhão do Riba d'Ave HC, em jogo a contar para a 8ª jornada da fase regular do Campeonato Nacional. Com este resultado a equipa leonina sobe, embora de forma provisória, ao segundo lugar do campeonato.

publicado às 02:55

Mais uma vitória da equipa B

Leão do Norte, em 06.12.25

A equipa B do Sporting CP continua o seu excelente percurso na 2.ª Liga, campeonato no qual está na liderança.

Hoje foi vencer ao reduto do Felgueiras por 2-0, em desafio da 13.ª jornada, com golos de Rodrigo Ribeiro aos 46' e de Lucas Anjos aos 90'+6.

Nunca é demais destacar os resultados e a qualidade exibicional desta equipa que, jornada após jornada e enfrentando múltiplos contratempos, consegue manter uma regularidade notável, nunca se intimidando e demonstrando um querer e uma fibra assinaláveis.

Para além da qualidade dos jogadores disponíveis, há muito mérito do seu treinador. Que no Sporting estejam atentos, e precavidos, no que concerne ao seu futuro profissional.

publicado às 17:55

As Notas de Julius 2025/26 (17)

Julius Coelho, em 06.12.25

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BENFICA da jornada 13 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Pedro Gonçalves 12'.

UM LEÃO DE DUAS CARAS

O Sporting entrou muito bem no jogo, surpreendendo na facilidade com que encostou ás cordas os jogadores encarnados durante os primeiros 25'. Com um domínio avassalador e uma tremenda pressão que não deixava a equipa de Mourinho sequer respirar, provocando-lhes grandes dificuldades, a cometer vários erros e a sentirem-se no limite da desorientação total colectiva. Marcou e até podia ter feito o 2-0, mas acabou a sofrer o empate contra a corrente e acusou fortemente esse momento, perdendo a capacidade de ter bola e pior ainda, a reacção à perda. Inexplicavelmente caíram a pique, do oitenta para o oito e nunca mais conseguiram serem mais rápidos sobre a bola, seja no passe ou nos duelos, factor decisivo que inverteu a balança e a história do jogo, principalmente em quase toda a 2ª parte, com o Benfica a ameaçar mais vezes a baliza de Rui Silva. Com a expulsão de Prestianni, os leões ainda tentaram um derradeiro assalto à vitória nos instantes finais, mas faltou-lhes audácia, competência e mais algum tempo. Pote fez o golo. 

Hjulmand Benfica 1 - Sporting 1.webp

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 3.5 - Ninguém da equipa fez um bom jogo, sentiram fortemente o golo do empate contra a corrente e a partir daí encolheram as garras. O capitão destacou-se na excelente visão que teve no lance em que roubou a bola ao Barrenechea e deu de pronto para o Pote fazer o 1-0. Não lhe é normal ver falhar tantos passes em 90' e só raramente viu-se-lhe aquela luz do farol que costuma ser.

RUI SILVA - 3.5 - Seguro com as mãos e nas saídas com os passes laterais. Menos bem no passe frontal, raramente deu a bola em condições aos colegas.

ÍVAN FRESNEDA - 3 - Foi o polícia do 10 do Benfica (Sudakov) e cumpriu bem essa tarefa, mas foi uma nulidade no ataque.

OUSMANE DIOMANDE - 2.5 - Que passou com o jovem gigante da Costa do Marfim? Acusar ainda nervosismo neste tipo de jogos? Sofreu muito na pressão, raramente acertou um passe, sendo o elo mais fraco na saída de bola e que os avançados encarnados mais exploraram o erro. Menos mal no processo defensivo, mas não foi suficiente para dar cor a uma exibição de todo muito cinzenta.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Esteve uns furos bem acima do colega do centro, mais assertivo no passe, maior confiança na posse, com a bola no pé, sempre com a concentração em alta. Sentiu também dificuldades na 2ª parte, quando a equipa deixou de esticar jogo e o adversário subiu mais vezes no terreno e entrou nos duelos de risco perto da sua baliza.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 3 - Um deslize que manchou a sua exibição e que foi decisivo para a equipa e o resultado, deixou fugir com espaço o Dedic que cruzou sem oposição para o golo do empate. Ofensivamente até foi o elemento que mais teve capacidade para desequilibrar, como os lances individuais em que passou por vários adversários e ficou perto de fazer o 1-0 (defesa por instinto de Trubin com o pé) e pouco depois o que seria o 2-0, com a bola a passar muito perto do poste.

HIDEMASA MORITA - 1 - Aposta falhada do treinador, mal fisicamente foi comido de cebolada em quase todos os lances de disputa individual, perdeu demasiado para o Richard Rios. Lento no passe e na recepção, foi presa sempre fácil no meio campo.

GENY CATAMO - 2.5 - Teve várias insistências no melhor período da equipa, mas nunca conseguiu desequilibrar. Teve "participação" no empate encarnado, com vantagem na posição teve um momento que podia e devia ter cortado a bola, mas atrapalhou-se e...a bola sobrou para o  Sudakov que fez um golo fácil.

FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Bom início, participando muito activamente e com garras afiadas na pressão que a equipa fez nos 25' iniciais, depois levou uma "porrada" do Leandro Barreiro e acabou aí, eclipsando-se do jogo.

PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Teve a sua oportunidade e não falhou, recebeu a bola na zona de penálti e só com o Trubin pela frente fez o 1-0. Também foi dos elementos que melhor se destacaram no período inicial, mas como toda a equipa, desapareceu do jogo após o golo do empate do adversário.

LUÍS SUÁREZ - 3 - O predador colombiano ficou a zero, mas voltou a ter boas oportunidades para marcar (2 vezes) que desperdiçou. Foi a carraça do costume no melhor período da equipa.

JOÃO SIMÕES - 3 - Entrou 61' - Mostrou que teria sido melhor opção que Morita, foi melhor, mais conclusivo nas disputas, a fechar os espaços e a dobrar por antecipação.

JEOVANY QUENDA - 1 - Entrou 61' - Entrada totalmente falhada, perdeu todos os lances que disputou. Não foi de todo a vitamina que a equipa esperava e precisava naquela altura, apesar da demonstração de enorme energia na reacção.

ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 86' - Participou no ataque à vitória nos instantes finais, após o Benfica ter ficado reduzido a 10. Algumas iniciativas individuais com bom critério a romper e a entrar na área adversária, mas faltou uma a melhor decisão do último passe.

FOTIS IOANNIDIS - 2 - Entrou 86' - Tambem deixou a ideia que podia ter entrado mais cedo. A equipa passou a ter um avançado que colocou finalmente os centrais encarnados ( Antonio Silva e Otamendi) em sentido.

RUI BORGES - 3.5 - Parecia que ia ter uma noite memorável, a equipa a marcar cedo, a ter um domínio avassalador no ninho da águia e quando se pensavam que só faltava depená-la pena por pena, consentiram um golo contra a corrente e foram por ali abaixo inexplicavelmente. Terá que analisar estas duas caras da equipa, do como e porquê oscilou tanto entre extremos, do óptimo ao péssimo em escassos minutos. Desta vez não esteve bem nas substituições, com a equipa em queda notada, mais lenta sobre a bola e o Benfica a ameaçar o 2-1 e só voltou a mexer na equipa aos 86'.

JOSÉ MOURINHO - 3 - Ninguém se ficou a rir é um facto, mas acabou por ser o grande perdedor da noite, pode acabar a uma distância de 8 pontos do primeiro nesta jornada. Levou uma valente coça do leão nos 25' iniciais e só depois do golo fortuito do empate cresceu de tom, mas nunca passou de um futebol curto e pobre, com ausência de maior acutilância e mais risco.

ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 3.5 - Safou-se, um jogo com momentos difíceis de dirigir, muito por culpa dos jogadores que acenderam alguns rastilhos, como manda a tradição dos derbys. Alguns erros que podia ter feito melhor, a entrada do Barreiro as pernas do Trincão (que nem falta marcou) era para amarelo, depois não teve coragem de expulsar de imediato o jovem argentino Prestianni, num lance perigoso em que podia ter causado danos, como o rompimento dos ligamentos do joelho ao Geny Catamo. Como lhe é hábitual, deixou a decisão para o VAR 

RUI COSTA (VAR) - 5 - Não deixou e muito bem, passar em claro a entrada brutal do Prestianni e obrigou o árbitro a ir ver as imagens, uma expulsão que não deixam quaisquer duvidas.

publicado às 07:25

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