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O crime de ter medo

Naçao Valente, em 14.02.26

Sou por natureza calmo e moderado. O que aqui escrevo é assente em muita ponderação, evitando estados de espírito radicais e agressivos, mas hoje passei-me. Quem nunca teve um dia mau que atire a primeira pedra.

Desde o clássico do Dragão, que vejo na comunicação social falada, análises a esse jogo, o que é normal, dada a proliferação de programas desportivos nas televisões, especialmente nos canais da Média Livre. É verdade que poderia não ver, mas não podemos meter a cabeça na areia.

As análises aos jogos são normais, embora me pareçam exageradas. Neste caso, desde o jogo nas Antas que a frase mais batida é “os treinadores foram medrosos”. Opiniões valem o que valem e passo à frente, mas o que mais me tem tirado do sério é que esta frase e outras similares, têm sido usadas até à exaustão todos os dias, como se fosse crime, e começa a provocar náusea.

Sendo verdade que o jogo foi muito táctico e que o objectivo geral foi evitar, em primeiro lugar não perder, não entendo a insistência, como se este fosse o único jogo em que isso aconteceu. Passa-se em todos os jogos, sobretudo entre os ditos grandes e os pequenos que colocam a sua equipa dentro da área. E como é que o Sporting ganhou ao poderoso PSG? Foi jogando de peito feito?  E que treinador nunca jogou para não perder?

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O medo não é um pecado, é uma atitude de defesa. Neste caso concreto, parece-me mais correcto chamar-lhe moderação. Com todo o respeito pelo jornalismo, parece-me exagerada esta insistência, colocando no cadafalso dois treinadores, quando todos fazem o mesmo. Depende das circunstâncias.

Na minha perspectiva, o futebol pode ser um espetáculo, mas hoje é sobretudo um negócio. O que define uma boa equipa é a que ganha mais e conquista títulos. Se aos resultados acrescentar boas exibições, melhor. Mas não é o fundamental. Um treinador sobrevive a jogos sem nota artística, mas não sobrevive a maus resultados. Esta é a realidade nua e crua do futebol actual. Os adeptos em geral querem títulos, sejam ou não com boas exibições.

Considero que esta atitude de treinadores de televisão, sentados em cadeiras fofinhas à frente de um ecrã, desrespeita o trabalho de quem está dentro das quatro linhas, dos que correm quilómetros, que sofrem lesões à chuva e ao sol. E desrespeitam os técnicos que definem as estratégias e que estão sempre na corda bamba. A acção de um técnico é real, é dura e é difícil. Não se estrutura em palavras levadas pelo vento.

Também gosto de ver um jogo espectacular, mas se no fim o meu clube perder, o que sobra é a desilusão. Entendo os comentadores e as sua opiniões livres, mas não entendo que quase uma semana depois, todos os dias, todas as horas, carreguem na tecla da teimosia, criando bodes expiatórios. Cansei-me e passei-me, pelo menos uma vez, sem hipóteses, mas com vontade de contestar esses opinadores, que ganham a vida à conta dos protagonistas do futebol.

publicado às 03:10

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Francisco Costa foi eleito o melhor jovem jogador de andebol do mundo em 2025, um ano depois de ter ficado em segundo lugar. A informação foi avançada pela Federação Internacional de Andebol (IHF), sendo que o jogador do Sporting arrecadou o maior número de votos e sucede assim a Elias Ellefsen, vencedor da edição anterior. É o primeiro português a conquistar o prémio.

O internacional português somou 80 por cento das preferências dos treinadores cujas equipas participaram no Mundial masculino e feminino, assim como da Comissão de Treino e Métodos (CCM) da IHF. Nos votos dos fãs, Francisco Costa ficou apenas atrás de Oli Mittun, atleta das Ilhas Faroé.

Recorde-se que Francisco Costa foi eleito o melhor jogador jovem do último Campeonato da Europa, terminando a participação na prova com 60 golos. Ao serviço do Sporting, na última época, conquistou tudo o que havia para conquistar a nível interno e chegou aos “quartos” da Liga dos Campeões pelo clube leonino.

publicado às 03:07

Matheus Reis despediu-se

Leão Zargo, em 14.02.26

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Matheus Reis despediu-se do Sporting após cinco anos como jogador. Na entrevista de despedida realizada ao canal do Clube, o defesa afirmou que está confiante na conquista do tricampeonato, justificou o fim do seu ciclo de leão ao peito e faz questão de dizer que vai ser adepto do Sporting para sempre.

Na minha carreira, o Sporting foi o grande auge. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente, mas foi aqui que mais conquistei títulos, mais joguei, estreei me nas competições europeias, cheguei onde qualquer miúdo quer chegar.

O Sporting é tudo para mim. Acredito muito. Com fé e trabalho, vamos conquistar o tricampeonato. Temos demonstrado que lutamos até ao final nestes últimos jogos. Continuar assim vai-nos trazer o tricampeonato.

Fico emocionado por, no futuro, trazer os meus filhos aqui e dizer que fiz parte desta equipa vitoriosa e que conquistei estes troféus. Deixa-me feliz. A história foi escrita e vai ser eterna.

Quando cheguei, vinha de um momento muito difícil e muitos não acreditavam no meu potencial. Lutei muito para provar o meu valor e as conquistas foram o reflexo disso, mas o legado que deixo é essa vontade de vencer e defender o clube.

Espero que esta fase tão boa que vivi aqui não acabe. Que nunca percamos esta aura que se criou nestes últimos anos. Lutei, entreguei-me e dei o meu máximo. Fiz tudo o que podia fazer pelo clube e saio de cabeça erguida. Gratidão eterna e que o clube possa continuar vencedor.

Nem nos meus melhores sonhos pensaria que podia sair daqui com tantas conquistas e tanto carinho dos adeptos. Diria para trabalhar e acreditar porque a recompensa virá. Saio daqui, mas o meu coração é sempre de leão.”

No plantel leonino, Matheus Reis pertencia ao pequeno grupo que foi campão nacional por três vezes. Restam Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, Nuno Santos e Pedro Gonçalves. Em janeiro de 2020 não protagonizou uma contratação mediática, mas soube construir o seu espaço com trabalho, fidelidade e persistência. Defesa polivalente, agressivo no duelo, disciplinado taticamente e comprometido com a ideia coletiva é a melhor forma de sintetizar o seu percurso com a camisola sportinguista.

publicado às 03:05

André Villas-Boas é um “totó”?

Luís Osório, Diário de Notícias, 13.2.2026

Leão Zargo, em 14.02.26

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Gosto de circo. E assisto todos os anos às acrobacias no Mónaco, onde contorcionistas me surpreendem com os seus malabarismos com o corpo - é espantosa a forma como o transformam numa espécie de plasticina.

Desde o aborrecido FC. Porto-Sporting que dei por mim a sorrir com o contorcionismo de comentadores desportivos a propósito dos acontecimentos à margem do jogo do Dragão. Mesmo os que mais se indignaram com o desaparecimento das bolas, o roubo das toalhas do guarda-redes e o ar condicionado no balneário do Sporting, têm sido quase unânimes a desculpar André Villas-Boas - que é um gentleman, que não acreditam ter tido alguma responsabilidade, que isto e aquilo.

O país é tão pequenino que a malta se encolhe nas críticas, pois há sempre um preço a pagar, entendo-o bem, mas é evidente que o presidente do FC Porto decidiu que as coisas acontecessem como aconteceram. É claro como a água que as bolas só poderiam desaparecer com a sua autorização, que o balneário do Sporting só poderia ter o ar condicionado desregulado com o seu beneplácito e que, como aconteceu há uns meses, só ele poderia ter decidido colocar uma televisão impossível de desligar no vestuário do árbitro Fábio Veríssimo.

André Villas-Boas pode ter nascido na Foz, ser filho da aristocracia do Porto e beber uma garrafa de Pêra Manca a todas as refeições, mas alguém poderá colocar a hipótese de ser um “totó”?

É evidentemente ele quem manda no FC. Porto. Foi ele quem decidiu tornar às velhas práticas. Volta, Macaco, estás perdoado.

publicado às 03:00

Frederico Varandas absolvido

Leão Zargo, em 13.02.26

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O Conselho de Disciplina da FPF absolveu Frederico Varandas da prática de uma infração disciplinar, por lesão da honra, na sequência de uma participação feita pelo FC Porto contra o presidente do Sporting.  Em causa, estavam declarações no final do jogo com o V. Guimarães, a 23 de dezembro de 2025.

Na altura, Frederico Varandas fez uma reflexão sobre a arbitragem portuguesa e entre outras considerações apontou o dedo aos rivais e aos seus antigos presidentes. “Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono. FC Porto e Benfica. Décadas. Com nomes. Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira. Eu tenho 46 anos, vocês são da minha geração e crescemos assim (...) Insustentável foram 40 anos de fruta, 40 anos de reuniões de presidentes Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa a discutir quem eram o presidente da Liga e da Federação, a discutirem qual o árbitro para este jogo, 40 anos de missas, de padres, de agentes de futebol a comprarem jogadores para perderem jogos. Isso é que era insustentável”, afirmou o presidente leonino.

A participação do FC Porto levou o Conselho de Disciplina a dirimir o apuramento da relevância disciplinar das declarações de Varandas e, em última instância, o órgão disciplinar da FPF decidiu, em comunicado datado desta quinta-feira, “julgar totalmente improcedente a acusação e, em consequência, absolver o Arguido Frederico Nuno Faro Varandas, da prática de 1 (uma) infração disciplinar p. e p. pelo artigo 136.º, n.ºs 1, 3 e 4 [Lesão da honra e da reputação dos órgãos da estrutura desportiva e dos seus membros], com referência ao disposto no artigo 112.º, n.º 1, ambos do RDLPFP”.

publicado às 03:05

Bruno Sorreluz é candidato

Leão Zargo, em 13.02.26

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O prazo para a entrega de listas para os órgãos sociais do Sporting terminou esta quinta-feira, dia em que Bruno Sorreluz entregou a candidatura junto do presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Palma.

Parto do princípio que o candidato terá as suas razões genuínas e que não sejam outros que tenham motivos para ele ser o rosto de uma candidatura às eleições do nosso Clube. O Sporting é uma instituição democrática, pode e deve ser debatido, sempre com a noção que é um dos clubes fundadores do futebol português e não uma sociedade recreativa.

Qualquer sócio que reúna condições legais para se candidatar é livre de o fazer e terá sempre o meu respeito desde que eleve o debate. Este é um princípio fundamental. Os candidatos têm a obrigação de discutir o Sporting com paixão, conhecimento e verdade, e que não entrem em populismos, esse período foi hediondo e prejudicial para o Clube.

Bruno Sorreluz apresenta-se com Nélson de Almeida Nave, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Pedro Figueiredo Pratas, candidato a presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar. Frederico Varandas, que preside ao Sporting desde 2018, já tinha apresentado as assinaturas necessárias para concorrer às eleições, na quarta-feira.

publicado às 03:00

Rui Santos com um recado brilhante...!

Carlinha MR, em 12.02.26

O Trono de Vidro

Da cadeira de sonho ao chão da desfeita,

A ética faliu na primeira colheita.

Promessas de luz, de um tempo mais puro,

Mas o gesto foi baixo, pequeno e obscuro.

Quem prega o respeito e esquece o vizinho,

Perde a nobreza pelo caminho.

O brilho do ouro não tapa a baixeza,

De quem trata o rival sem ponta de alteza.

Cuidado, 'Senhor', com o pedestal,

Pois nada é mais feio que uma postura criminal.

CMR

publicado às 11:58

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Agora é oficial

Frederico Varandas vai concorrer a um terceiro mandato como presidente do Sporting, nas eleições de 14 de março. O atual líder leonino entregou esta tarde em Alvalade ao presidente da Mesa da Assembleia Geral em exercício, João Palma, as assinaturas correspondentes a 1.000 votos que permitem formalizar a recandidatura para o quadriénio 2026-2030.

Varandas fez-se acompanhar dos candidatos a líderes dos futuros órgãos sociais do clube, a saber, Pedro Almeida Cabral, que concorre para suceder a João Palma na MAG, onde desempenhou até agora o cargo de vice-presidente, e João Teives, recandidato à presidência do Conselho Fiscal e Disciplinar dos leões.

“Senti muita honra no convite que me fizeram para ser mandatário desta lista”

O ato da entrega da documentação permitiu igualmente ficar a conhecer o mandatário da lista de Frederico Varandas, que será Miguel Ribeiro Telles. O antigo vice-presidente e administrador da SAD mostrou-se honrado com o convite para ser o porta-voz da candidatura de Varandas e fez a defesa do projeto, iniciado já em 2018.

“Antes de me pronunciar sobre o apoio, é importante referir que senti muita honra no convite que me fizeram para ser mandatário desta lista, consciente da responsabilidade que este cargo implica, de zelar pelo cumprimento dos estatutos e do regulamento eleitoral e por garantir que esta lista cumpre as normas estatutárias e as normas.

Em segundo lugar, apoiar a candidatura encabeçada pelo dr. Frederico Varandas é basicamente pretender a continuidade de um caminho de sucesso que tem sido trilhado até aqui, seja a nível desportivo, económico e financeiro, e dessa forma assegurar o futuro do clube. Espero que o ato eleitoral decorra com elevação e sentido de responsabilidade. Espero que haja um bom debate”, disse Ribeiro Telles, aos meios do clube, certo de que a entrada em cena de outra candidatura será “saudável, porque é sempre bom que se debatam os problemas dos clubes, de forma elevada.”

Frederico Varandas deverá ter como único concorrente a 14 de março, Bruno Sá, empresário e proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, que vai entregar esta quinta-feira a respetiva documentação. Miguel Ribeiro Telles não tem dúvidas, porém, do caminho que entende que deve ser seguido.

“A visão de futuro compete mais ao dr. Frederico Varandas. Tem cumprido tão bem até agora, poderá falar muito melhor do que eu de certeza. Como disse, acredito que é muito importante para o Sporting este terceiro mandato, que dê sequência ao trabalho que foi feito nos anteriores mandatos e que tem trazido o Sporting para um caminho de sucesso, a todos os níveis. Acredito muito que, com a eventual eleição desta direção, o futuro estará assegurado.

Não diria que com outra não estivesse, mas eu acredito que esta é a melhor solução para continuar a gerir os destinos do clube. Nesse sentido, o programa de ação será a continuidade do desenvolvimento do trabalho que tem sido feito até agora, seja ao nível de infraestruturas, desportivo e económico e financeiro”, conclui Ribeiro Telles.

João Palma espera elevação

O presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral, João Palma, aproveitou a circunstância para deixar um apelo aos sócios do Sporting. “A lista está entregue. Vamos agora proceder a alguns formalismos por parte dos serviços do Sporting. Desejo, obviamente, como presidente da Assembleia Geral do Sporting e responsável pelo processo eleitoral, que o mesmo decorra com a elevação própria dos sócios do Sporting e do historial e da imagem do Sporting. Seguramente que assim será. Outra coisa não é de esperar e, portanto, é esse o meu apelo”, frisou aos meios do clube.

Fonte

publicado às 07:20

A vez de Rafael Nel?

Leão Zargo, em 12.02.26

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Luis Suárez viu o quinto cartão amarelo no Dragão e não defrontará o Famalicão. Terá de cumprir um jogo de suspensão. Fotis Ioannidis está a recuperar de lesão e, mesmo que possa ser convocado, não tem ainda o ritmo competitivo necessário. O grego sofreu um traumatismo no ligamento do joelho esquerdo no encontro da Allianz Cup, com o V. Guimarães, a 6 de janeiro.

Perante este cenário, Rui Borges terá de decidir quem é o jogador mais indicado para substituir o colombiano como referência na grande área. A opção pode recair em Rafael Nel que tem sido peça fundamental na equipa B, somando 7 golos e 4 assistências em 19 jogos na Liga 2, e foi eleito o jovem do mês em outubro/novembro de 2025.

Rafael Nel é um avançado que combina mobilidade com presença física, e possui a argúcia, velocidade e técnica próprias de um goleador. Chegou a Alcochete como um extremo veloz, goleador, com grande capacidade técnica, mas nos últimos anos ganhou rotinas como um avançado de referência, muito oportuno, e com bom jogo aéreo e sentido de baliza. Utiliza bem o corpo (1,82m) para proteger a bola no jogo de costas para a baliza e usa a velocidade no ataque à profundidade.

Rafael Nel já entrou nas opções de Rui Borges, mas ainda não somou qualquer minuto nesta temporada pela equipa principal. Ainda assim, esteve no banco em alguns jogos, nomeadamente no Dragão. O avançado da equipa B deverá ser convocado para o jogo com o Famalicão. Como titular, ou entrando durante a partida, se a opção for Faye, é provável que teremos oportunidade de o ver em ação. Em declarações à Sport TV, questionado se espera jogar, Nel afirmou que “estou sempre pronto, é uma opção do mister, isso não me compete”.

Na fotografia, Rafael Nel no jogo com o Young Boys para a Liga Europa, em fevereiro de 2024. Foi a sua estreia na equipa principal do Sporting.

publicado às 03:05

Onze contra todos

Naçao Valente, em 11.02.26

O Sporting CP jogou ontem nas Antas mais um jogo do campeonato. A análise desse encontro foi feita por vários analistas, quase todos unânimes, em relação à falta de qualidade futebolista. Todos o consideram um jogo muito táctico, cujo principal objectivo das equipas era não perder, do que resultou um futebol com reduzidas oportunidades de golo. No entanto, esta estratégia não é exclusiva deste jogo e é utilizada por grandes clubes em todo mundo.

Ao contrário de muitos analistas encartados, não crucifico nenhum dos técnicos. Aqueles que agora os criticam, criticar-nos-iam na mesma se tivessem estratégias ousadas e acabassem por perder. Num jogo entre equipas equilibradas, uma atitude muita ofensiva, implica sérios riscos de perder com  contra ataques rápidos.

Sem pôr em causa o direito à critica, quando se está de fora, é fácil ter soluções vencedoras, mas como na vida, a realidade no futebol é mais complexa. Quer isto dizer que Rui Borges não cometeu erros? Como observador leigo, admito que talvez tenha mantido muito tempo Pote em campo e feito substituações tardiamente. Mas quem tinha no banco?

No que me quero focar é nas peripécias que aconteceram fora das quatro linhas. De uma forma simplificada, o Sporting jogou com os habituais onze, mas além dos adversários que estavam em campo, jogaram contra nós os apanha bolas, sonegando as bolas colocadas à volta das quatro linhas,  e jogaram ainda os que esconderam os comandos do ar condicionado, ou colocaram capas de jornais nas instalações dos visitantes, entre outros mimos.

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Imagem relacionada com o célebre golo marcado nas Antas por um apanha bolas-

Este tipo de atitudes provocatórias, demonstra que no Clube das Antas, se alguma coisa mudou é para pior. Se a direcção anterior montou um esquema para controlar as arbitragens, esta, passada essa fase,  opta pelo desrespeito pelos adversários e pelas provocações atrás referidas. Depois de tentar condicionar as arbitragens, condiciona os adversários de uma forma grosseira e soez.

Aparecendo o presidente  das Antas. com uma imagem de alguém que iria moralizar o nosso futebol, depressa se percebeu que é mais do mesmo, sem vergonha das atitudes que vem tomando, sem respeito pelos adversários, quase tratados como inimigos.

Pelo que se viu e já não é novo, esta gente das Antas continua a surpreender pela negativa. Como já referiu a amiga Carlinha, num ótimo texto, este presidente da zona nobre do Porto, parece que teve falta de “berço” e não olha aos meios para atingir os fins. Como tenho dito, não vai ser um campeonato de futebol, mas uma guerra sem regras. 

publicado às 03:10

Sporting apresenta queixa do Porto

Leão Zargo, em 11.02.26

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O Sporting informou que vai apresentar uma queixa ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol contra o FC Porto, em consequência dos “lamentáveis incidentes” no clássico no Estádio do Dragão. Em comunicado, a SAD leonina considera que “o que devia ser um dos melhores espectáculos desportivos da presente época desportiva transformou-se, de forma lamentável, mas não surpreendente, numa viagem a um tempo que o actual FC Porto – certamente por lapso – não abdica e faz questão de perpetuar".

Entre os episódios elencados pela Sporting SAD estão condicionamento da arbitragem, decoração “sugestiva” dos balneários destinados à equipa visitante, alteração dos percursos de acesso aos balneários, que terá proporcionado o contacto do staff leonino com adeptos portistas, bem como a manipulação da climatização do balneário. A SAD sportinguista refere ainda bancadas condicionadas com tarjas e colunas de som, apanha-bolas alegadamente impedidos de cumprir funções e o desaparecimento de bolas de jogo e de toalhas do guarda-redes do Sporting.

publicado às 03:07

Olha para o que eu digo…

Leão Zargo, em 11.02.26

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“Se houve uma equipa que fez de tudo para ganhar foi o Porto”, garantiu Francesco Farioli no final. Percebe-se. Na noite anterior ao jogo, houve foguetório junto ao hotel onde estava a comitiva do Sporting. Logo aos 15 minutos, fingimento de uma lesão por Diogo Costa e, mais tarde, pirotecnia para quebrar o ritmo do jogo. Perto do fim, bolas escondidas para retardar situações de reinício da partida e, no final de tudo isto, a cereja em cima do bolo: balneário forrado com capas provocatórias de O Jogo e temperatura no máximo. Só faltou o venerável “guarda Abel” para compor o ramalhete!

publicado às 03:05

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Quem terá dado a tática aos jogadores de FC Porto e Sporting? Pelo que se viu em campo, parece terem sido os administradores financeiros. Nenhuma equipa arriscou fosse o que fosse. Equilíbrio, equilíbrio e equilíbrio. Com todas as cabeças mais nos milhões da Liga dos Campeões do que na glória de vencer o campeonato, a emoção ficou para os duelos físicos, onde a bola se torna um mero pretexto. Que jogo feio! Pelo medo de perder, ninguém quis ganhar.

Nesta fase, o Sporting parece mais forte do que o FC Porto, mas não ousou, não arriscou, até estar a perder. Aí, mostrou que de facto é mais forte e chegou ao empate com todo o merecimento.

Neste jogo feio, não faltaram as idas dos guarda-redes à relva, só para quebrar o ritmo ao adversário e permitir acertos táticos, e os fumos lançados pela claque da casa em mais um atentado ao futebol. Assim, não conseguimos promover o nosso campeonato fora das nossas exíguas fronteiras físicas.

publicado às 03:00

Medo de ganhar o clássico

Bernardo Ribeiro, diretor do jornal Record

Naçao Valente, em 10.02.26

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O empate foi o resultado justo, se é que isso existe, para um clássico onde o que mais impressionou foi o medo cénico manifestado por Farioli e Rui Borges, ambos aterrorizados com a hipótese de perderem o jogo e com medo de serem felizes. Até ao golo do FC Porto, nascido de uma série de carambolas em que a destacar há o talento de Mora, pouco tinha acontecido. A partir daí o Sporting soltou-se, foi melhor e acabou por chegar ao golo da justiça com um penálti tão claro... como caído do céu. O clássico foi poucochinho. 

O melhor foi deixar tudo em aberto e termos liga até ao fim. Espanta-me, contudo, Farioli e Borges terem escolhido encolher-se tanto. Uma opção que nos trouxe futebol medíocre e em que ambos foram incapazes de retirar o que melhor têm os plantéis que comandam. Que podem jogar tão mais do que isto. Medo de ganhar o clássico

O pior do clássico foi novamente o regresso ao passado a que vamos assistindo. O país viu todo os apanha-bolas a esconderem os cones e as bolas quando estava 1-0. Isto e as toalhas de Rui Silva não me merecem mais comentários. Sinto apenas vergonha alheia.

publicado às 20:40

Os especialistas Record Jorge Faustino e Marco Ferreira analisam a arbitragem de Luís Godinho no FC Porto-Sporting (1-1), da 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic.

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Jorge Faustino (nota 5) - Num contexto sempre difícil, fez um trabalho seguro e muito competente em jogo onde decidiu bem (e sem VAR) os vários lances cruciais de difícil avaliação. Excelente arbitragem.

Marco Ferreira (nota 5) - Terreno difícil num jogo com muitos contactos, decidiu bem no penalti e nos restantes lances nas áreas adotando critério técnico equilibrado. Disciplinarmente boa gestão controlando bem o jogo. Bem auxiliado.

LANCE A LANCE

10'

Jorge Faustino - Morita conseguiu jogar a bola, mas esta seguiu para zona onde Pepê a poderia continuar a jogar. Dúvidas se houve contato posterior no pé de Pepê que justificasse a sua queda. Fez bem em deixar seguir.

Marco Ferreira - Morita antecipa-se a Pepê e desvia a bola contra o adversário sendo o contacto posterior normal e sem infração. Boa decisão.

17'

Jorge Faustino - Maxi Araújo arriscou ao abrir o braço na direção de Pepê tocando-lhe com a mão no peito. O jogador do FC Porto já estava em desequilíbrio em virtude do seu pé de apoio ter escorregado. Sem penálti.

Marco Ferreira - Lance na área do Sporting com Pepê e Maxi Araújo a usarem os braços, de forma normal, com o avançado a desequilibrar-se e cair sem infração. Boa decisão.

45'+1

Jorge Faustino - Froholdt abriu o braço na direção de Pote, acertando-lhe com mão na cara quando a bola estava a ser disputada no solo. Falta negligente bem punida com livre direto e cartão amarelo.

Marco Ferreira - Froholdt movimenta o braço para trás atingindo a cabeça de Pedro Gonçalves de forma negligente. Livre e amarelo bem exibido.

45'+3

Jorge Faustino - Diomande abraçou Samu com único propósito de parar a progressão do jogador do FC Porto. Falta tática (antidesportiva) punida com pontapé-livre direto e cartão amarelo. Boa decisão.

Marco Ferreira - Diomande agarra ostensivamente Samu impedindo-o de iniciar um ataque incorrendo num comportamento antidesportivo. Livre e amarelo bem exibido.

53'

Jorge Faustino - Kiwior, em tacle deslizante, antecipou-se a Catamo jogando a bola. No seguimento, sem conseguir parar o seu movimento, acertou de forma negligente com sola no tornozelo do atacante. Falta e amarelo.

Marco Ferreira - Lance junto à área do Porto com Kiwior, em tacle, tira a bola sendo o contato posterior com Geny Catamo normal e sem infração. Boa decisão.

75'

Jorge Faustino - Morita, atrasado na tentativa de jogar a bola, pisou o tornozelo de Fofana numa abordagem enquadrável como negligente. Infração punida com pontapé-livre direto e cartão amarelo. Boa decisão.

Marco Ferreira - Morita chega tarde à bola e pisa o pé de Fofana, de forma negligente, causando algum perigo. Livre e amarelo bem exibido.

76'

Jorge Faustino - Hjulmand abriu a perna na direção do pé direito de Gül que o movimentava para a bola tocando-lhe de raspão com a sola da bota. A haver infração seria do capitão do Sporting. Jogada do golo legal.

Marco Ferreira - Fofana aparece na área e faz golo após disputa de bola correta entre Gül e Hjulmand, na recuperação de bola, e nos vários contatos nas áreas. Boa decisão.

90'

Jorge Faustino - Cabeceamento de Diomande contra o braço esquerdo de Bednarek que o tinha recolhido junto ao corpo e sem qualquer possibilidade de evitar o contacto. Sem motivo para penálti. Boa decisão.

Marco Ferreira - Lance na área do Porto com Gonçalo Inácio a cabecear a bola contra o braço de Bednarek sem infração. O defesa tem o braço recolhido junto ao corpo. Boa decisão.

90'+8

Jorge Faustino - Cruzamento de Fresneda foi intercetado por Francisco Moura como seu braço esquerdo aberto em posição de risco e de volumetria não natural. Pontapé de penálti bem sancionado.

Marco Ferreira - Lance na área do FC Porto com Fresneda a cruzar a bola, com Francisco Moura a abrir o braço e a intercetar a bola de forma deliberada. Penálti bem assinalado.

Por Jorge Faustino e Marco Ferreira

Via Record

publicado às 14:38

As Notas de Julius 2025/26 (27)

Julius Coelho, em 10.02.26

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o FC PORTO da jornada 21 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Luís Suárez 90+10'.

QUANDO O LEÃO ACREDITOU, MARCOU !

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UM SPORTING que assumiu sempre a iniciativa, mas foi excessivamente calculista, abusando de uma posse de bola inofensiva, tendo que recorrer mais uma vez aquela "estrelinha " que aparece no derradeiro minuto dos jogos, para que o sonho do TRI se mantenha ainda bem vivo. Um clássico que frustrou as expectativas, pouco interessante, com ambas as equipas com aversão ao risco,, concentradas em não errar, muito disciplinadas tacticamente, resultando num jogo sem as grandes oportunidades de golo. Um Dragão sem asas e que não cuspiu fogo, só mesmo o das tochas lançadas para o relvado, e que manteve o seu autocarro sempre estacionado durante os 90', no seu 5-4-1 de bloco baixo, mas acabou por marcar afortunadamente aos 76', na sua primeira e única chance, num remate às 3 tabelas. Os leões a perderem, cresceram no jogo soltando bons lances pragmáticos e com critério, conseguindo finalmente fabricar jogadas de perigo, voltando a serem felizes nos descontos, através de uma grande penalidade, cometida no derradeiro lance da partida e marcada por Suárez na recarga, após excelente defesa mas incompleta do Diogo Costa.

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DESTAQUE - ÍVAN FRESNEDA - 5 - Foi uma autentica bateria de energia recarregável, tantas as vezes que insistiu e voltava a insistir, mesmo que a definição no ultimo passe ou no remate (quando teve espaço) não fosse a melhor, nunca desistiu de tentar, até que teve o seu merecido prémio no derradeiro cruzamento, cruzou tenso com a bola a ser cortada pelo braço do Francisco Moura. É o elemento da equipa com pulmão e energia que nunca se acaba.

RUI SILVA 3.5 - Noite no Dragão estranhamente pacífica, dando o seu show no jogo de pés, porque raramente foi obrigado a intervir com as mãos. No golo sofrido estava muita gente à sua frente a tapar -lhe a saída da bola, ainda lhe tocou com a mão esquerda, mas o remate desferido de muito perto levava força.

OUSMANE DIOMANDE - - Voltou a destacar-se na defensiva, secando  e anulando a sua presa, o possante Samu. Esteve sempre muito forte na reacção, mostrando grande disponibilidade na antecipação. Deu maior segurança e ordem na defesa às bolas paradas. 

GONÇALO INÁCIO  - Não foi tão ágil a fechar a porta, na bola que lhe passou entre as pernas e que acabou dentro da baliza, no golo adversário. Cumpriu com uma parte da missão, a defensiva,  mas não foi tão acutilante e assertivo no apoio aos contra ataques, os seus variados lançamentos (esquerda e direita), com passe longos  raramente chegaram com o sucesso desejado.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 4.5 - O grande combatente que nunca se verga e nunca se esconde, foi a todas e com vontade de os morder,  que o digam o Pêpê e o Alberto Costa que travaram autêntica batalha com o duríssimo uruguaio. E quando viu uma nesga, não vacilou, escapou-se e assumiu o risco de "llegada", com cruzamentos que provocaram calafrios na defesa portista.

MORTEN HJULMAND (Cap) - 4.5 - Tinha o cenário ideial, carregado de varias motivações para o empolgar a voltar ás suas grandes exibições. Foi (H)julmand com H grande, mostrando a sua raça e forte liderança, todavia muito amarrado nas questões tácticas, de maior contenção e controle do risco. O golo portista foi o clique para se soltar e carregar a equipa na busca do empate, teve-o nos pés, quando rematou forte com a bola a ser salva in extremis  pelo Alan Varela a evitar o golo.

HIDEMASA MORITA - 4,5 -  Continua a apresentar exibições intermitentes, ontem foi a noite do sim, muito assertivo a defender e a ocupar o espaço no timing certo, a cortar e a lançar de imediato a contra ofensiva, sempre com um critério de qualidade. Será que é desta,  que irá dar continuidade ao bom momento da noite de ontem?

GENY CATAMO - 4.5 - Foi em toda a primeira parte o elemento que mais assumiu  as despesas do contra golpe e que mais dores de cabeça provocou aos homens da linha defensiva azul.. A equipa apostou muito nos seus dribles, conseguindo escapar algumas vezes à vigilança do seu policia (Martim Fernandes), levando o pânico até perto da baliza do Diogo Costa.

FRANCISCO TRINCÃO - 3 - As principais estrelas afinal não brilharam, deslocado na esquerda mais junto ao Pote (ao centro) acabaram por estranhamente se anular um ao outro, na maioria dos lances. Apareceu sob as luzes dos holofotes depois do 1-0,  já na sua posição nativa,, finalmente liberto de amarras, a carregar a equipa atrás do prejuízo. Teve um remate perigoso e combinou com o nórdico, no lance do grande remate do capitão que levava selo de golo.

PEDRO GONÇALVES - 3 - Cedo se percebeu que ainda não tem a condição física para este nível de lutas., andou quase sempre desaparecido do jogo, sem conseguir provocar e aplicar a sua conhecida influência. O momento mais alto e visível, quando num passe mágico isolou o Fresneda na área portista, mas o espanhol deslumbrou-se...

LUÍS SUÁREZ - 4 -  Não foi bluff do seu treinador, quando um dia antes, veio dizer que o colombiano estava muito massacrado.Foi das exibições mais apagadas, sem a grande capacidade de pressionar na velocidade, geriu o esforço, arriscando mais pela certa de chegar primeiro à bola. Foi ao fundo sacar uma derradeira pilha de energia para dar a ajuda que se exigia no ataque, depois do golo sofrido. Falhou o penálti, mas a bola defendida sobrou e voltou para junto de si, na recarga não perdoou, atirando para a baliza deserta.

LUÍS GUILHERME - 3 - Enrrou 80' - Demonstrou claramente que devia ter entrado tempo antes, reforçando que de facto vem acrescentar, sendo até um futuro candidato à titularidade..Deu o sinal que a equipa esperava,, fortíssimo pela direita, nos duelos, controle de bola e na definição. Foi o principal "culpado", do FC Porto ter sido forçado a recuar ainda mais para perto da sua baliza, e a ter que defender de froma desesperadamente e atabalhoada a ainda vantagem do 1-0.

DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - Entrou 84' - Deu corpo e ainda alguma alma notada à equipa quando já não havia mais nada a perder, na busca do empate. Viu-se a combinar com acerto, já dentro da área portista, nos derradeiros lances de ataque à procura do golo que os mantinha vivos na luta.

SOULEYMANE FAYE - 2 - Entrou 84' - Não foi tão feliz nos poucos lances em que teve oportunidade de disputar pela esquerda, numa tentativa de abrir a largura do ataque. Faltou-lhe mais tempo e espaço.

RUI BORGES - 4.5 - Nota puxada para cima e salva pela grande penalidade. Perdeu-se num excessivo autocontrole e que por uma nesga (alguns segundos) que tudo lhe escapava pelo cano. Faltou-lhe audácia, coragem e autoconfiança. Deixou-se levar na maior parte do tempo pelo jogo do adversário, que se sentiu cómodo na sua estratégia ultra defensiva de bloco baixo, onde raramente foi importunado. As substituições chegaram tarde, sinal evidente de um acomodar ao resultado de um empate, com vários jogadores já a carírem a pique no seu rendimento físico. Só a partir do golo sofrido perdeu finalmente o medo, soltou a equipa, lançando-a a jogar o seu futebol e teve a chance de conseguir chegar a tempo de reparar os estragos maiores que seriam irreparáveis. 

FRANCESCO FARIOLI - 3 - Na verdade teve o que mereceu. Uma equipa que pretende ser campeã, jogou na sua casa, perante o seu público, como equipa pequena, recolhidos e escondidos num surpreendente autocarro sempre estacionado e amarrado em frente da baliza do Diogo Costa, para depois cinicamente saírem de forma muito cirúrgica na busca do erro do adversário. Melhor soube ao BI CAMPEÃO NACIONAL ter acontecido o empate no último lance da partida, que terá seguramente o seu impacto de enorme frustração, desde jogadores, treinador, presidente, adeptos, claques, apanha bolas, técnicos de som, jornalistas e directores do jornal " O Jogo".  Juntos provocam um verdadeiro tsunami de azia.

LUÍS GODINHO - 5.5 - Grande arbitragem, o melhor em campo, mostrando coragem, tremenda qualidade e convicção nas análises. Não se deixou levar e envolver pelos fenómenos do costume e que só acontecem naquele estádio e assumiu com justiça o tempo de jogo. Um exemplo de que algo na arbitragem pode estar de facto a mudar.

TIAGO MARTINS - 4 - O corte com o braço do Francisco Moura foi claro e grosseiro. Não embarcou nas simulações dos jogadores azuis que reclamaram penáltis inexistentes.

publicado às 05:47

Porto 1 - Sporting 1

Leão Zargo, em 09.02.26

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Jogo muito estratégico com emoção até ao derradeiro segundo. Sporting empata no último lance do clássico e mantém acesa a luta pelo título.

(Foto EPA/MANUEL FERNANDO ARAUJO)

publicado às 23:12

Desta vez, o encenador-chefe, André Villas-Boas, decidiu pegar num guião antigo, empoeirado, e tentar passá-lo por novidade!

A sua obra-prima? "O Sporting é Melhor que Nós", uma comédia de 'autoflagelação' que visa um único objetivo: tentar impingir a pressão toda no Sporting, mas o máximo que consegue é desenterrar um truque tão velho quanto os discos de vinil do falecido Pinto da Costa!

O mind game  do Betinho da Foz é como aquele do condutor que buzina antes do semáforo ficar verde, só para assustar os outros. Queria fazer teatro, mas esqueceu-se de arranjar um script inédito. Ficou como que um figurante numa tentativa desesperada de parecer o vilão inteligente da história. Só que não.

Está em pânico de perder e precisa de um álibi pronto a usar : ....eu já tinha dito que eles estavam melhor, logo a culpa não é nossa, é do excesso de expectativas que eu próprio criei.

Enquanto isso, Rui Borges, na sua tranquila dignidade, não entra em conversas estéreis, não responde a provocações, não faz teatro, não mendiga coisa alguma. Pede que a família leonina seja o que tem sido em termos de apoio e que a equipa entre concentrada e nunca amedrontada.

Portanto, não vamos cair na armadilha óbvia. Os nervos estão muito mais do lado deles com o seu ADN de drama mexicano, intimidação e raiva visceral aos clubes da capital, há muito  promovida pelo falecido e aprimorada pelo Betinho da Foz, o tal que vinha para apaziguar o futebol português, lembram-se?  Vai lá, vai!

Amanhã no Dragão vai ser o habitual circo: fumo, cânticos de complexados armados em Rambos, ameaças veladas disfarçadas de RAÇA, e um presidente a fazer-se de vítima enquanto tenta passar a perna ao adversário com frases de calendário do ano 2005.

Sportinguistas: deixemos o teatro para quem precisa dele para sobreviver. Apoiemos o Sporting com classe, com garra e com a certeza de que não precisamos de vitimização, de teatrinhos baratos e  de 'canonizações' oportunistas para sermos grandes.

Força Sporting 💥💪🦁🍀
...que hoje o resultado seja tão claro que nem o melhor 'spin doctor' consiga transformar a derrota em “vitória moral”.  

As contas fazem-se no fim e a esperança deve ser verdíssima.

Fiquem com um excelente vídeo motivacional e por favor, pensamento positivo,  ok?

publicado às 08:35

Que o café se chame “bica”…. ☕️

Rui Ferreira, em 09.02.26
Antevisão de um jogo crucial
FC PortoSporting
 
Escrevo antes de um jogo que mexe com muitos dados, valores e, sobretudo, sentimentos.
 
O Sporting vai finalmente ao Dragão. E digo finalmente porque, quando terminou o jogo da primeira volta — com vitória do Porto em Alvalade — não fiquei convencido. Fiquei, isso sim, com vontade imediata de um segundo duelo, em modo tira-teimas.
 

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Em 2016, o Sporting venceu num estádio onde amanhã regressa, dez anos depois, para tentar repetir o feito. Não é fácil jogar naquele campo. É um verdadeiro inferno. Os árbitros chegam condicionados antes e durante os jogos e, como já se soube, até ao intervalo se assistiu ao regresso às “velhas práticas”, com televisão em loop. Tudo isto perante uma liderança e uma presidência que se julgavam diferentes. Não só não o são, como tudo indica que poderão ser ainda piores.
 
O Sporting precisa de ganhar para encurtar distâncias. Não perder mantém tudo como está — e isso também é crucial. O rigor será um factor determinante. A contenção face à provocação, absolutamente essencial. A eficácia e a solidez defensiva serão variáveis decisivas no resultado final.
 
O ambiente será pesado. O Sporting vai avisado, mas acredito numa equipa confiante e muito determinada.
 
Cá fora, não se apregoa o cachecol do Bicampeão. Não é aconselhável qualquer adorno verde e branco. Eu próprio já sofri essa absurda, intolerável e inimaginável “proibição”. Estamos numa região marcada por complexos de inferioridade antigos, relações deterioradas, e o Tribunal da Relação de Lisboa já veio dar razão a Frederico Varandas.
 
Dentro do campo, teremos o nosso Pote (esperemos mais rápido e incisivo), o Ruuuuuiiiii (em grande), o Edu (com a sua irreverência), o Hjulmand a responder a tudo aquilo que lhe fizeram para tentar desestabilizar — eles. O Trincão a definir com critério e o Suárez, seja de calcanhar, de ombro ou com o pé, se este estiver à mão.
 
Antes dos 90 minutos, Godinho dá seis minutos de compensação. Ao sétimo, o habitual Geny concretiza aquilo que antevejo.
 
Golooooooo!!!!
 
Que seja um bom jogo.
E que, no final, o café se chame “bica”.
 
Rui Ferreira

publicado às 08:34

Hoje é dia de jogo!

Porto - Sporting, 1ª Liga, 20h45

Leão Zargo, em 09.02.26

Porto 1 - Sporting 1 2024-25 Trincão.webp

Sporting e o Porto jogam para a 21ª jornada da 1ª Liga. Em 2024-25, no Dragão, verificou-se um empate (1-1). Fresneda marcou aos 42 minutos e Namaso empatou nos descontos (90+4). Na 2ª parte, os portistas pressionaram muito, até para além do limiar do risco, mas os leões apenas cederam na fase final da partida. Como é habitual naquele Estádio, houve expulsões de sportinguistas, aconteceu com Matheus Reis e Diomande nos últimos instantes por terem respondido a provocações de adversários.

Rui Borges afirmou que os jogadores leoninos estão preparados para a exigência do jogo, que motiva qualquer um. Questionado se “compraria” um empate que mantivesse os bicampeões nacionais a quatro pontos do rival, foi taxativo: “Neste clube só se pensa em ganhar e assim será sempre, independentemente do adversário”. Os leões levam seis vitórias consecutivas em diferentes competições, com o AVS nos descontos. Ioannidis e Debast não vão a jogo.

O “clássico” entre o Sporting e o Porto é um dos mais desejados pelos adeptos do futebol português. Trata-se de uma rivalidade muito antiga, com mais de 100 anos, que se iniciou em 1922 quando os dois clubes disputaram a primeira final do Campeonato de Portugal. O jogo de amanhã, pelo que pode definir na classificação do campeonato, é de grande importância para as duas equipas. Jogar no Dragão implica um confronto de elevada dificuldade, mas com humildade, garra, racionalidade e coragem os jogadores leoninos ficarão mais perto do sucesso.

Na fotografia, Francisco Trincão no Porto - Sporting disputado em 2024-25.

publicado às 03:10

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