Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o FC PORTO da jornada 21 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Luís Suárez 90+10'.
QUANDO O LEÃO ACREDITOU, MARCOU !

UM SPORTING que assumiu sempre a iniciativa, mas foi excessivamente calculista, abusando de uma posse de bola inofensiva, tendo que recorrer mais uma vez aquela "estrelinha " que aparece no derradeiro minuto dos jogos, para que o sonho do TRI se mantenha ainda bem vivo. Um clássico que frustrou as expectativas, pouco interessante, com ambas as equipas com aversão ao risco,, concentradas em não errar, muito disciplinadas tacticamente, resultando num jogo sem as grandes oportunidades de golo. Um Dragão sem asas e que não cuspiu fogo, só mesmo o das tochas lançadas para o relvado, e que manteve o seu autocarro sempre estacionado durante os 90', no seu 5-4-1 de bloco baixo, mas acabou por marcar afortunadamente aos 76', na sua primeira e única chance, num remate às 3 tabelas. Os leões a perderem, cresceram no jogo soltando bons lances pragmáticos e com critério, conseguindo finalmente fabricar jogadas de perigo, voltando a serem felizes nos descontos, através de uma grande penalidade, cometida no derradeiro lance da partida e marcada por Suárez na recarga, após excelente defesa mas incompleta do Diogo Costa.

DESTAQUE - ÍVAN FRESNEDA - 5 - Foi uma autentica bateria de energia recarregável, tantas as vezes que insistiu e voltava a insistir, mesmo que a definição no ultimo passe ou no remate (quando teve espaço) não fosse a melhor, nunca desistiu de tentar, até que teve o seu merecido prémio no derradeiro cruzamento, cruzou tenso com a bola a ser cortada pelo braço do Francisco Moura. É o elemento da equipa com pulmão e energia que nunca se acaba.
RUI SILVA - 3.5 - Noite no Dragão estranhamente pacífica, dando o seu show no jogo de pés, porque raramente foi obrigado a intervir com as mãos. No golo sofrido estava muita gente à sua frente a tapar -lhe a saída da bola, ainda lhe tocou com a mão esquerda, mas o remate desferido de muito perto levava força.
OUSMANE DIOMANDE - 5 - Voltou a destacar-se na defensiva, secando e anulando a sua presa, o possante Samu. Esteve sempre muito forte na reacção, mostrando grande disponibilidade na antecipação. Deu maior segurança e ordem na defesa às bolas paradas.
GONÇALO INÁCIO - 4 - Não foi tão ágil a fechar a porta, na bola que lhe passou entre as pernas e que acabou dentro da baliza, no golo adversário. Cumpriu com uma parte da missão, a defensiva, mas não foi tão acutilante e assertivo no apoio aos contra ataques, os seus variados lançamentos (esquerda e direita), com passe longos raramente chegaram com o sucesso desejado.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4.5 - O grande combatente que nunca se verga e nunca se esconde, foi a todas e com vontade de os morder, que o digam o Pêpê e o Alberto Costa que travaram autêntica batalha com o duríssimo uruguaio. E quando viu uma nesga, não vacilou, escapou-se e assumiu o risco de "llegada", com cruzamentos que provocaram calafrios na defesa portista.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4.5 - Tinha o cenário ideial, carregado de varias motivações para o empolgar a voltar ás suas grandes exibições. Foi (H)julmand com H grande, mostrando a sua raça e forte liderança, todavia muito amarrado nas questões tácticas, de maior contenção e controle do risco. O golo portista foi o clique para se soltar e carregar a equipa na busca do empate, teve-o nos pés, quando rematou forte com a bola a ser salva in extremis pelo Alan Varela a evitar o golo.
HIDEMASA MORITA - 4,5 - Continua a apresentar exibições intermitentes, ontem foi a noite do sim, muito assertivo a defender e a ocupar o espaço no timing certo, a cortar e a lançar de imediato a contra ofensiva, sempre com um critério de qualidade. Será que é desta, que irá dar continuidade ao bom momento da noite de ontem?
GENY CATAMO - 4.5 - Foi em toda a primeira parte o elemento que mais assumiu as despesas do contra golpe e que mais dores de cabeça provocou aos homens da linha defensiva azul.. A equipa apostou muito nos seus dribles, conseguindo escapar algumas vezes à vigilança do seu policia (Martim Fernandes), levando o pânico até perto da baliza do Diogo Costa.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - As principais estrelas afinal não brilharam, deslocado na esquerda mais junto ao Pote (ao centro) acabaram por estranhamente se anular um ao outro, na maioria dos lances. Apareceu sob as luzes dos holofotes depois do 1-0, já na sua posição nativa,, finalmente liberto de amarras, a carregar a equipa atrás do prejuízo. Teve um remate perigoso e combinou com o nórdico, no lance do grande remate do capitão que levava selo de golo.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Cedo se percebeu que ainda não tem a condição física para este nível de lutas., andou quase sempre desaparecido do jogo, sem conseguir provocar e aplicar a sua conhecida influência. O momento mais alto e visível, quando num passe mágico isolou o Fresneda na área portista, mas o espanhol deslumbrou-se...
LUÍS SUÁREZ - 4 - Não foi bluff do seu treinador, quando um dia antes, veio dizer que o colombiano estava muito massacrado.Foi das exibições mais apagadas, sem a grande capacidade de pressionar na velocidade, geriu o esforço, arriscando mais pela certa de chegar primeiro à bola. Foi ao fundo sacar uma derradeira pilha de energia para dar a ajuda que se exigia no ataque, depois do golo sofrido. Falhou o penálti, mas a bola defendida sobrou e voltou para junto de si, na recarga não perdoou, atirando para a baliza deserta.
LUÍS GUILHERME - 3 - Enrrou 80' - Demonstrou claramente que devia ter entrado tempo antes, reforçando que de facto vem acrescentar, sendo até um futuro candidato à titularidade..Deu o sinal que a equipa esperava,, fortíssimo pela direita, nos duelos, controle de bola e na definição. Foi o principal "culpado", do FC Porto ter sido forçado a recuar ainda mais para perto da sua baliza, e a ter que defender de froma desesperadamente e atabalhoada a ainda vantagem do 1-0.
DANIEL BRAGANÇA - 2.5 - Entrou 84' - Deu corpo e ainda alguma alma notada à equipa quando já não havia mais nada a perder, na busca do empate. Viu-se a combinar com acerto, já dentro da área portista, nos derradeiros lances de ataque à procura do golo que os mantinha vivos na luta.
SOULEYMANE FAYE - 2 - Entrou 84' - Não foi tão feliz nos poucos lances em que teve oportunidade de disputar pela esquerda, numa tentativa de abrir a largura do ataque. Faltou-lhe mais tempo e espaço.
RUI BORGES - 4.5 - Nota puxada para cima e salva pela grande penalidade. Perdeu-se num excessivo autocontrole e que por uma nesga (alguns segundos) que tudo lhe escapava pelo cano. Faltou-lhe audácia, coragem e autoconfiança. Deixou-se levar na maior parte do tempo pelo jogo do adversário, que se sentiu cómodo na sua estratégia ultra defensiva de bloco baixo, onde raramente foi importunado. As substituições chegaram tarde, sinal evidente de um acomodar ao resultado de um empate, com vários jogadores já a carírem a pique no seu rendimento físico. Só a partir do golo sofrido perdeu finalmente o medo, soltou a equipa, lançando-a a jogar o seu futebol e teve a chance de conseguir chegar a tempo de reparar os estragos maiores que seriam irreparáveis.
FRANCESCO FARIOLI - 3 - Na verdade teve o que mereceu. Uma equipa que pretende ser campeã, jogou na sua casa, perante o seu público, como equipa pequena, recolhidos e escondidos num surpreendente autocarro sempre estacionado e amarrado em frente da baliza do Diogo Costa, para depois cinicamente saírem de forma muito cirúrgica na busca do erro do adversário. Melhor soube ao BI CAMPEÃO NACIONAL ter acontecido o empate no último lance da partida, que terá seguramente o seu impacto de enorme frustração, desde jogadores, treinador, presidente, adeptos, claques, apanha bolas, técnicos de som, jornalistas e directores do jornal " O Jogo". Juntos provocam um verdadeiro tsunami de azia.
LUÍS GODINHO - 5.5 - Grande arbitragem, o melhor em campo, mostrando coragem, tremenda qualidade e convicção nas análises. Não se deixou levar e envolver pelos fenómenos do costume e que só acontecem naquele estádio e assumiu com justiça o tempo de jogo. Um exemplo de que algo na arbitragem pode estar de facto a mudar.
TIAGO MARTINS - 4 - O corte com o braço do Francisco Moura foi claro e grosseiro. Não embarcou nas simulações dos jogadores azuis que reclamaram penáltis inexistentes.