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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Se ainda existiam dúvidas sobre a qualidade de liderança de José Couceiro, o debate desta noite serviu de esclarecimento, de uma vez por todas. É o único dos três candidatos - se é que se pode levar a sério Carlos Severino como candidato - que demonstra saber do que fala e, porventura de maior importância, falar do que sabe, realistíca e honestamente. Surgiram diversas tentativas de o calar durante o debate, em concerto, tanto por Carlos Severino como por Bruno de Carvalho, deixando a ideia que não convem, especialmente ao último, que as diversas matérias problemáticas do momento sejam abordadas de forma clarividente.
Na área de superior importância, o futebol, desde o conceito e estrutura da formação ao profissional, é por de mais transparente que Bruno de Carvalho não tem mais do que uma vaga noção quanto ao tanto que será necessário levar a cabo para viabilizar a recuperação do Sporting. Atirou nomes de pessoas para o ar - caso de Freitas Lobo - que além de ter competência discutível para um cargo que até não foi definido, afirmou ontem que rejeitou o convite do candidato. Como já é conhecido, Bruno de Carvalho evocou Virgílio Lopes e Augusto Inácio sem o mínimo de indicação das funções que irão desempenhar. Acima de tudo, a sua mais irrisória apreciação - na tentativa de desculpabilizar a sua não existente ligação à modalidade, em qualquer enquadramento - foi, sem dúvida alguma, esta: «Experiência no futebol não é importante, porque nem todas as experiências são positivas.» Alguém deveria dizer isso a José Mourinho, porque é óbvio que ele não se deixou afectar por algumas das suas experiências menos positivas e ainda consegue ser considerado um dos melhores, se não o melhor treinador do mundo.
Entre outras questões, o debate serviu para confirmar - contrário a informações que têm vindo a circular, que Bruno de Carvalho, tal como José Couceiro admitiu logo a partir do primeiro dia, vai ser um presidente remunerado. Outra contenda em que há desacordo entre os principais candidatos, é que Bruno de Carvalho pretende passar o passivo de 120 milhões da SAD para o clube e José Couceiro, com lógica e razão do seu lado, opõe-se veemente a essa hábil manobra. Ainda ao que o futebol concerne, não é claro se em referência à sua pessoa ou ainda a outras da sua equipa, Bruno de Carvalho entende que «não há risco em envolver pessoas no futebol que não têm experiência de gestão de futebol.» Uma consideração que, de certo, terá deixado a audiência pasmada.
José Couceiro foi bastante explícito quanto à estrutura de futebol sob a sua liderança, como aliás sempre foi, e, esta noite, confirmou o antigo futebolista e dirigente sportinguista, Pedro Barbosa, como o elo de ligação entre a equipa profissional e a sua pessoa, como líder da SAD. Em resumo, repito, José Couceiro exibiu toda a serenidade, estabilidade e sentido de conhecimento e confiança pela forma como se apresenta como potencial presidente do Sporting Clube de Portugal. Entendo que não há margem para dúvidas quanto a isto, pese a demagogia, militância e outras «démarches» em curso, na tentativa de vender ilusões aos sportinguistas.
Nota: Lamenta-se o tempo de antena que foi desperdiçado pela participação de Carlos Severino, com disparates em cadeia.
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