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Há algo disfuncional com as escolhas de Bruno de Carvalho para a posição de presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting. Primeiro, fomos «invadidos» pelo irreverente Eduardo Barroso com os seus inúmeros e bem conhecidos polémicos episódios de vincado indecoro e insensatez. Agora, surge Jaime Marta Soares, igualmente ruídoso, a questionar a venda do avançado holandês Ricky van Wolfswinkel: «Foi um negócio impensável e que fica a marcar, pelas más razões, a gestão de Godinho Lopes. Nunca pensei que o antigo presidente tivesse tomado uma atitude desta dimensão, o que é preocupante. Estou solidário com o presidente Bruno de Carvalho no sentido de este tomar medidas nos processos que têm de ser clarificados, com a venda do jogador holandês.»  

Em primeiro lugar, já aqui manifestei em diversos textos a minha discórdia pela transferência do jogador, mas não pelos motivos insinuados por Marta Soares. Segundo, ele deve-se questionar quanto ao muito do que precipitou o negócio: questões de tesouraria, claro, e as persistentes acusações e até ameaças verbalizadas tanto por Bruno de Carvalho como por Carlos Severino. Terceiro, não compreendo como é que uma questão do foro desportivo se relaciona com o presidente da Mesa da Assembleia Geral, salvo, como muito indica, por recado encomendado pelo presidente do Conselho Directivo.

Se existe algo menos transparente com este negócio, o processo deve ser devidamente investigado no foro interno por quem de direito e, então, agir de acordo com os resultados apurados. Entre tudo, ultrapassa o bom senso esta insistência em diabolizar Godinho Lopes, ao mais pequeno ensejo, quando o que o Sporting mais necessita, neste momento, é paz e tranquilidade e meios para concretizar um razoável sentido de unidade. Sobretudo, a exemplo recente de Daniel Sampaio, a «lavagem de roupa suja» em público, contrário à demagogia populista em voga, em nada beneficia o Sporting. Se existem provas de actos impróprios e/ou ilegais, as medidas adequadas devem ser prontamente tomadas pelas vias designadas para o efeito, que não incluem, o palco ruídoso. Será que nunca se aprende ou é mais uma tentativa para distrair a audiência e desviar atenções ?

 

publicado às 20:17

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6 comentários

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De Lionheart a 08.04.2013 às 21:26

Quando o presidente da MAG se cala? Porque é que tem falado mais do futebol que o presidente do CD? Que raio de estratégia comunicacional é esta? Ou será que é apenas papaguear? Parece-me que os seus órgãos sociais vão dar muito mais dores de cabeça ao novo presidente do que os seus críticos...
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De Rui Gomes a 08.04.2013 às 21:39

Caro Lionheart,

Não acredito que isto surja por mero acaso. Faz parte de uma estratégia concertada para incendiar a falange populista, ainda mais, e desviar atenções.

Não faz sentido algum que assuntos desta importante natureza venham para a praça pública, sustentados por meras insinuações e pela voz do PMAG.
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De sloct a 08.04.2013 às 21:47

Eu vou mais pelo papaguear. Os meus amigos não se esqueçam que este senhor é um político.
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De Rui Gomes a 08.04.2013 às 22:01

Bem, tudo é possível meu caro, mas andamos há tanto tempo a ouvir papagaios, que já é difícil distinguir as diferenças.

SL
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De Lionheart a 08.04.2013 às 22:57

Se o propósito for o que diz o Rui - de desviar a atenção da falta de recursos - terá uma eficácia muito efémera. Mas pior, quando vierem maus momentos (e virão, com maior ou mer gravidade) pela amostra do presente podemos antecipar o futuro. Os papagaios da anterior direcção começaram com fanfarronice e acabaram às turras com a direcção e com o clube.
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De Rui Gomes a 08.04.2013 às 23:29

Este tipo de postura nunca é produtiva, muito menos pelo momento que o Sporting atravessa. Como não vejo um propósito construtivo, leva-me a concluir que obedece a uma estratégia definida - possivelmente multifacetada, que inclui o desviar de atenções e incendiar a falange apoiante.

SL

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